quinta-feira, dezembro 31, 2009

Considerações de Final de Ano


Finalmente 2009 foi-se. Terminou. Entraremos no gozo de merecidas férias de apenas 3 ou 4 dias. Enquanto isso, usamos os bons propósitos de coluna alheia para deixar com vocês. Leiam e meditem. Que 2010 seja menos... Meu abraço. HC

Cláudio Humberto indica troféus aos "destaques do ano".

2009: começou com ‘o cara’ e terminou em ‘m..’

Não deu outro, só Lula. Com 51 ideias, viagens, discursos, palavrinhas e palavrões, ‘o cara’ desbancou este ano não só o primeiro presidente negro da América, como as “estrelas” que competiram com o “filho do Brasil”. Foi duro superá-lo na disputa dos troféus, que a coluna entrega todo ano aos que em 2009 lutaram por merecer. Mas os coadjuvantes também não fizeram feio. Capricharam na merda. E como.

Troféu Pré-Sal

Foi Dilma de manhã, de tarde e de noite, na chuva, rua, na fazenda ou numa casinha de sapê. Dura de engolir, a candidata de Lula ganha um saquinho de pré-sal grosso para ver que bicho vai dar nas pesquisas.

Prêmio Biruta de Aeroporto

Era “irrevogável” como a decisão de renunciar do senador petista Mercadante. Mas a coluna mudou de ideia. Dará o troféu ao ministro Tarso Genro, pela peremptória atitude de proteger o terrorista Battisti.

Troféu Penico de Barro

É bem grande, para comportar a sujeira da turma do governador Arruda em meias, bolsos, calças e bolsas. Será entregue via Sedex: é grande o risco de o público lançar o prêmio nos homenageados, à la Berlusconi.

Prêmio Vassoura de Ouro

Saiu caro o troféu, além da casa, comida e roupa lavada para os “hóspedes” Manuel Zelaya e Cesare Battisti. Após a cerimônia atrás da porta, montarão nela para a Terra do Nunca, onde vive Michael Jackson.

'Os Bons Companheiros'

Sarney, Lula, Collor e Cia ganham aqueles célebres três macaquinhos de louça que não veem, não ouvem e não falam. Não viram, não ouviram nem falaram nada do que fizeram uns aos outros nos verões passados

Troféu Vela Apagada

O prêmio sobrou do apagão de novembro: Dilma, Lobão e assessores vão segurá-la para lembrar o sofrimento de milhões de brasileiros, a quem Dilma garantiu que não ia faltar luz. Não acompanha fósforos.

Prêmio Pinóquio

É tão falso como o título de “doutora” o nariz grande que a ministra Dilma vai receber, por jurar que não pediu nada à ex-secretária da Receita.

Troféu Engov

Um pré-sal de frutas para o presidente Lula, que não lê porque “dá azia”. E mais, muito mais, para o distinto público, que não digeriu muito bem a companhia de Judas no governo e a merda dita aos quatro ventos.

Prêmio Coroa de Lata

A pompa e circunstância exigem que o deputado Edmar Moreira, dono de um castelo construído com o suor do rosto, receba o prêmio sentado no troninho, diante dos pares da Câmara que salvaram seu reino mineiro.

Lata de Fermento

Seria um iogurte que vale por um bifinho, mas o ministro Mantega ganha mesmo é o pó mágico para fazer o “pibinho” de 1,3% crescer

Troféu Melancia de Plástico

Os kits também com apito, corneta e nariz de palhaço, serão entregues ao chanceler Amorim, ao aspone top-top Garcia e a Hugo Chávez, pelas trapalhadas sob os holofotes mundiais. Ao ministro Minc, colete extra.

Prêmio Frango de Macumba

É um despacho completo, com vela preta, farofa de dendê, fitas e cachaça, muita cachaça, para colocar diante do Planalto quando o porralouca Ahmadinejad for recebido outra vez por Lula.

Oscar de Efeitos Especiais

Quem leva o maior prêmio do cinema, na categoria pornô, é um tal Durval Barbosa, que com uma câmera não sei onde e uma boa ideia de jerico na cabeça, deixou o governo de Brasília com as calças na mão.

Troféu Smiles

Lula bateu todos os recordes de esquentar cadeira no Air Force 51: três meses fora do país. Divide o prêmio com os deputados e senadores que viajaram na moita com nossa grana, que ainda não aterrissou no Erário.

Prêmio Chupeta de Ouro


O presidente Lugo merece, pela dedicação à causa do crescimento demográfico no Paraguai e da valorização da camisinha, que ele esqueceu de usar quando era bispo. A filharada agradece, amém.

Troféu A Grande Família

A coluna reservou duas fileiras na plateia, caso os parentes do senador Sarney e de outros ilustres parlamentares apareçam para receber o prêmio: pirulitos, para chuparem se as boquinhas sumirem de vez.

João Bobo

O governador tucano José Serra leva o boneco de prêmio: pode empurrar, mas ele só balança a candidatura à presidência. E volta.

Troféu Óleo de Peroba

O filme “Lula, o filho do Brasil”, ganha disparado na disputa pelo título de obra-prima da cara de pau. A oposição também não fez feio, deixando Lula brilhar em todas as cenas, tanto de censura livre como as X-Rated.

Prêmio Lexotan

Não, não vai para o senador Suplicy. Do prêmio precisamos todos, para enfrentar a corrida maluca que se aproxima.

Por nossa conta conferimos alguns prêmios Lata Velha
1. O "espetáculo do crescimento" que ninguém viu
2. O "Nunca antes neste País"
3. A peruca da Ministra Rousseff
4. A importante missão do astronauta brasileiro
5. A jogada milionária do Lulinha com a Telemar
6. A "queima de arquivo" do Toninho (de Campinas) e Celso Daniel
7. A volta triunfal do "caçador de marajás"
8. A refinaria brasileira que hoje é boliviana
9. As escaramuças do MST
10. O crescimento do PIB igual do Haití
11. As respectivas caras de pau da avó e do padrasto do Garoto Sean
12. Para os alunos que hostilizaram a menina Geisy numa universidade paulista só porque estava com um vestido curto
13. Para os torcedores do Grêmio que hostilizaram jogadores do seu time por terem se esforçado contra o Flamengo
14. Para o Piquet que simulou um acidente a pedido no Grand Prix de Cingapura.
15. Para a visita do Ahmadinejad
16. Gripe Suina

e tem mais...muito mais!

quarta-feira, dezembro 30, 2009

O Exemplo


PEQUIM - A inauguração da linha de trem de alta velocidade mais rápida do mundo, que une em 3 horas as cidades de Wuhan (centro) e Cantão (sul), revelou de novo a aposta de Pequim pelo transporte ferroviário em concorrência com o aéreo, informou o jornal "China Daily". Os trabalhos para essa parte do trajeto, de 1.069 quilômetros e que o trem percorre a uma média de 350 km/h, começaram em 2005. Em uma segunda fase, a linha unirá Pequim a Cantão.

Segundo o jornal, a concorrência entre linhas aéreas e ferroviárias alcançou um novo marco com a inauguração do trajeto entre as duas metrópole chinesas, capitais, respectivamente, das províncias de Hubei e Cantão. O tempo para percorrer essa distância foi reduzido em sete horas na comparação com os comboios tradicionais. Uma rede de alta velocidade de 16 mil quilômetros, com trens circulando a uma média de 350 km/h, será construída na China na próxima década. Em 2012 deverão estar concluídos 13 mil quilômetros, segundo o Ministério da Ferrovia.

Enquanto isso, no país dos bruzundangas, são estradas esburacadas e mal sinalizadas, pedágios escorchantes, sucateamento definitivo das ferrovias e todo o poder às empresas de ônibus e aviação que bancam as safadezas da patota de sempre. Essa cambada que gosta de apoiar tudo o que não presta, deveria pelo menos seguir o exemplo da China, o maior país capitalista do mundo.
Riobaldo Tatarana

terça-feira, dezembro 29, 2009

Prefeito pilantra

Ipojuca Pontes

Prestem atenção neste nome: Eduardo Paes. Vai ser o próximo governador do Rio (IP)

Pilantra é termo generoso para se definir a administração do prefeito Eduardo Paes, no Rio de Janeiro, a cidade dos 1001 horrores. Em pouco menos de um ano à frente da prefeitura, ele já cometeu todo tipo de vilania contra os seus habitantes, inclusive a de criar novos impostos e aumentar o IPTU – dois achaques que, antes das eleições municipais de 2008, jurou à população jamais cometer. Coitado do trouxa que nele acreditou!

Para começo de conversa, em matéria de fidelidade partidária o prefeito do Rio é um exemplo de fazer corar o próprio Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. Eduardo Paes deu os primeiros passos no carreirismo político portando a bandeira do Partido Verde, a sigla que deseja destruir o capitalismo – e o bolso da população – pela fraude do aquecimento global. Logo depois, para subir na hierarquia político-partidária, ingressou no DEM (ex-PFL), tido como de direita, onde, pelas mãos do ex-prefeito César Maia, foi feito secretário do Meio Ambiente. Neste posto, devido a irregularidades, foi processado por improbidade administrativa.

Em seguida, bandeou-se para o PTB e, uma vez Deputado Federal, transferiu-se para o PSDB. Pela retórica empenhada, tornou-se líder do partido tucano durante o período da CPI dos Correios, sempre a procura de holofotes. Diante deles, denunciou Lula como o principal beneficiário da “quadrilha organizada” do Mensalão articulada no Palácio do Planalto, pedindo o impeachment presidencial, ao tempo em que denunciava Lulinha, o filho, transformado em milionário relâmpago.

Como em política o negócio de futuro é o poder executivo, onde a grana corre frouxa, Eduardo Paes largou os tucanos e ingressou no PMDB pelas mãos do governador Sérgio Cabral (o anfitrião de Lula nas alegres noitadas do seu Taj Mahal de Mangaratiba): queria ser prefeito. O único obstáculo era o próprio Lula, que olhava com reticência a candidatura do atrevido que ousara pedir o seu impeachment. Diante do impasse, para obter o aval de Sua Alteza, surgiu a solução milagrosa, bolada, ao que se diz, pelo antigo denunciante: o envio de uma carta ao Soberano pedindo desculpas pelas palavras impensadas, extensivas à D. Marisa e ao herdeiro (milionário) Lulinha. Como se tratava de acolher um novo assecla, D. Lula as aceitou.

A cidade do Rio de Janeiro, ou parte dela, conhecia bem o caráter de Eduardo Paes quando o elegeu prefeito. Sabia que o sujeito que troca de partido com a facilidade de quem bebe uma caipirinha não merece crédito, mas, ainda assim, o elegeu. Por que o eleitorado do Rio fez isso?

Bem, em primeiro lugar porque, em matéria de escolha, o eleitorado do Rio de Janeiro, do gênero “mulher de malandro”, é um dos piores do mundo, senão o pior. Embora metido a besta (leia-se “politizado”), na sua festividade inconseqüente, manchada de vermelho, tem colocado na prefeitura, nas últimas três décadas, uma corriola de fazer inveja ao Conde Drácula e o Vampiro de Dusseldorf, juntos. Vejamos alguns deles:

1 - Marcelo Alencar, um dos “irmãos besteira”, foi feito prefeito duas vezes. Sua formação era a de advogado de preso político, no Rio, um passaporte para a vida pública. Colocado como presidente do Banerj por Leonel Brizola (o “Centauro dos Pampas” – metade cavalo, metade besta), levou a instituição à falência. Sua grande obra, a “Rio-Orla”, foi um projeto urbano que consistiu em substituir as pedras portuguesas (calcáreo branco e basalto negro) dos calçadões das avenidas litorâneas da cidade por uma mistura de cimento e terra que não resistiu ao primeiro chuvisco.

Não satisfeito com o desastre administrativo do prefeito Alencar, o “carioca” ainda o elegeu governador do Estado, quando descobriu, afinal, que o homem era movido por doses diárias de “Velho Barreiro”, o combustível dos alcoólatras.

2 - Logo depois, para administrar a cidade, apareceu Saturnino Braga, outro socialista, que estudou “engenharia econômica” com Celso Furtado na Cepal (a folclórica Comissão Econômica para a América Latrina, no Chile), credencial suficiente para fazê-lo decretar, como prefeito lacrimoso, a falência do município – acontecimento único na história administrativa do país e motivo de deboche nacional.

No entanto, apesar ter levado a cidade à falência, o Rio fez de Saturnino senador da República, pelo PDT, num acordo secreto (e imoral) de divisão de mandato com o brizolista Carlos Lupi - acordo que o ex-aluno da Cepal reconheceu em carta pública ter assinado, “numa boa”, mas que se negou a cumprir, como recomenda a boa ética socialista.

3 – Outro prefeito eleito pela “esperteza” carioca foi Luiz Paulo Conde, político glutão de 120 quilos que se arrastava de bengala e barbicha pelos salões e banquetes da cidade (reconhecida, de resto, como um balneário). Para se ter uma idéia de como funcionava a cabeça da figura, basta lembrar que, certa vez, num debate público, assim pontificou: “Eu minto menos do que César Maia” (seu patrono político).

A grande armação de Conde foi o “Rio-Cidade”, projeto urbanístico que durante anos fez do espaço público um inferno, levando a população, transtornada pelo caos de obras inúteis, dispendiosas e de má qualidade, ao completo desespero. Na sua gestão, o simples direito de ir e vir tornou-se impraticável. Segundo críticos, o “Rio-Cidade” foi bolado para que a Net, empresa de TV a cabo das Organizações Globo, embutisse seus fios e cabos nos buracos das obras artificiais pagas com a grana do contribuinte – coisa, claro, que ninguém conseguiu provar.

4 - O mais curioso de todos, no entanto, foi César Maia, o administrador que se vendia como um “novo Carlos Lacerda” e, ao mesmo tempo, mantinha na gaveta de trabalho um distintivo do Partido Comunista – uma traição ao eleitor democrata.

Maia, como se sabe, foi uma cria de Brizola, o caudilho gaúcho que, uma vez governador, tornou o Rio um espaço definitivamente dominado pelo crime. Antes, passou pelo Chile de Allende, onde, ao lado de Zé Serra – o “Executivo Sombrio” - iniciou-se no estruturalês cepalino do comunista Raúl Prebisch, considerado um feitiço de baixo rendimento a serviço da estatolatria.

Maia é um profissional do ramo, com noções práticas e teóricas do ofício. Enxergando a política como um espetáculo de marketing, começou a saga de prefeito varrendo o sambódromo da Márquez de Sapucaí, numa sexta-feira de Carnaval, em 1993, coisa que esqueceu na sua última gestão, entre 2005-2008, quando a cidade viu-se transformada num lixeiro a céu aberto. Tipo inquieto, muitos acham que o ex-prefeito tem um parafuso a menos: ele trocou - sem renunciar o bom salário, claro - a administração da prefeitura pela manutenção de um Blog, ou ex-blog, na Internet – por sinal bem feito.

Sua última loucura para “entrar na história”, foi a construção, ainda inacabada, da “Cidade da Música”, mamute de proporções faraônicas, no qual se investiu mais de 700 milhões de reais, mas que pode ultrapassar a cifra de R$ 1 bilhão e gerar dispendiosa burocracia cultural, lesiva aos cofres municipais. (Detalhe: Maia foi o cara que denunciou o “escândalo da Proconsult”, manobra que se diz armada por Roberto Marinho para fraudar o resultado das eleições e impedir a posse de Brizola no Governo do Rio, em 1982. Pois bem: para puxar o saco das Organizações Globo, o então prefeito deu a sua “Cidade da Música” o nome de Roberto Marinho, no que foi desautorizado pelos filhos do jornalista morto, todos eles amestrados pelas polpudas verbas publicitárias manipuladas por Lula, o filho de Lindu, das quais a TV Globo é a principal beneficiária.

Íamos nos debruçar sobre o prefeito Eduardo Paes, o homem que barbariza o Rio, mas acabou o espaço. Fica para a próxima semana.

segunda-feira, dezembro 28, 2009

Cartas da Alemanha

Oi Hugo,

Pronto missão cumprida! Demorou, mas ainda em tempo, aqui seguem estas fotos que fiz durante a minha passagem por Zurique em frente à estação central de trem e por Basel em Marktplatz há alguns dias quando ainda não havia neve e eu aproveitei para ver a decoração de natal de alguns cantinhos mais conhecidos da cidade. Hoje, de volta para a Floresta Negra, "meu coração congelou" (veja na foto de Lucas Kunz). Mas a previsão do tempo diz que vai "esquentar". De fato a neve esta derretendo. A temperatura às vezes aumenta ou diminui bruscamente. Coisas do clima maluco que vivemos atualmente, tema atual de notícias em todo mundo com os debates em Kopenhagen.

Há 20 anos eu sempre vejo esta mesma decoração no natal em Basel. Mas este ano outros lugares da cidade foram decorados também e de outra maneira. Zurique me surpreendeu este ano por dois motivos: o primeiro é que está com muitas luzes na cidade o que eu nunca havia visto, nem nos anos em que trabalhei e estudei por lá. O segundo motivo é a decoração feita com garrafas de plástico, material reciclado, coisa que nós já temos visto aí no Brasil e aqui pra mim foi novidade. Não sei se a população que corre para não perder o trem chegou a perceber do que se trata, em todo caso eu vi, gostei e aqui mando pra todos verem. E finalmente um recado: vamos dar uma contribuição para o Planeta Terra. Reciclar é um excelente começo.

A noite de 24 de Dezembro foi celebrada com muita chuva pelos lados de cá. Mesmo assim fui à Freiburg para ver a Missa de Natal na Catedral. Mas foi por causa da chuva que não havia tanta gente quanto se esperava.

Depois da missa, ainda tive vontade de Fotografar a cidade com suas luzes, mas algumas delas já haviam sido apagadas e o frio com umidade não estavam me agradando nada. Portanto voltei para a Floresta Negra contente da vida, com minha missão cumprida.

Aqui no silêncio que eu aprecio, contrariado apenas pelo vento quando sopra (agora os pássaros já estão bem longe e todo mundo parece bem tranqüilo dentro de suas casas) tenho a sensação que o tempo "parou" e aproveito para terminar alguns trabalhinhos pendentes porque no novo ano tudo continua e meu slogan permanece:

"Ora et labora".

Esperamos que o ano de 2010 nos traga ótimas surpresas.

Gloria in excelsis Deo, et in terra p
ax hominibus bonae voluntatis

Um grande abraço.

Fábia

Mocidade Baiano?

Atenção Paraibanada. Concordam que o nosso Mocidade era baiano?

Lição aos Moços

Do Blog de Ricardo Noblat 28-12-09

Em João Pessoa, no final dos anos 60, havia um baiano conhecido como "Mocidade".

O apelido derivou do seu gosto de participar ativamente no centro da cidade de manifestações políticas promovidas por estudantes.

Era um tipo maduro, inteligente, com razoável cultura e oratória incendiária. Não trabalhava. Vivia de quem lhe pagasse as contas.

Uma vez eleito governador da Paraíba, João Agripino, tio do atual senador José Agripino Maia (DEM-RN), tomou-se de amores por Mocidade.

Admirava seus ditos populares e o raciocínio rápido. Dava-lhe trocados e roupas. E mais tarde ofereceu-lhe abrigo. Mocidade passou a dormir no alojamento da Casa Militar no Palácio da Redenção, sede do governo do Estado.

Quando se sentia aborrecido ou exausto, Agripino relaxava conversando longamente com ele.

Certo dia, o secretário de Segurança Pública telefonou para Agripino a propósito de uma manifestação estudantil que ameaçava escapar ao seu controle.

“Os estudantes estão fazendo confusão no Ponto Cem Réis”, contou o secretário.

O Ponto Cem Réis era uma espécie de Cinelândia de João Pessoa. Equivalia também à Boca Maldita de Curitiba porque era freqüentado por deputados, secretários do governo e políticos de outros Estados em visita à Paraíba.

- Não prenda ninguém - ordenou Agripino, um dos líderes da ala liberal da então extinta União Democrática Nacional (UDN).

“Mas o senhor sabe quem lidera a manifestação, sabe? Quer saber?” – insistiu o secretário com raiva.

E foi logo dizendo antes mesmo de obter o consentimento do governador: “É o Mocidade. Está agitando e falando muito mal do governo.”.

Sem hesitar, Agripino ordenou: “Então prenda ele. Prenda e traga à minha presença”.

Esperto, Mocidade escapou de ser preso. E à noite, ao chegar mais tarde do que de costume para dormir com os seguranças do governador, foi convocado por ele para um encontro na ala residencial do palácio.

“Mocidade, quem paga sua comida?” - perguntou Agripino enquanto acendia um cigarro.

“Bem, é o senhor, não é?” – devolveu Mocidade, desconfiado e à espera do pior.

“Não. Quem paga é o governo da Paraíba”, observou Agripino sem alterar o tom da voz.

Mocidade concordou com um maneio da cabeça.

“Quem lhe dá um teto?” - prosseguiu Agripino, certo de que em pouco tempo Mocidade estaria encurralado.

“Bem, nesse caso é o governo” – ele respondeu. “É isso mesmo”, avalizou Agripino.

Em seguida fez uma pausa, deu um trago no cigarro e encaixou o golpe sem disfarçar mais a irritação: “E como é que o senhor, logo o senhor, tem coragem de ir para as ruas falar mal do governo, do meu governo?”

A resposta não demorou.

Mocidade passou a mão direita sobre os cabelos, tomou fôlego, olhou dentro dos olhos de Agripino e disse – sem empáfia, mas também sem subserviência:

- Sabe o que é mesmo doutor? É que governo foi feito para apanhar.

domingo, dezembro 27, 2009

AGORA É PARA VALER

Maria Lucia Victor Barbosa

Lula da Silva é saudado internacionalmente como um homem da “esquerda herbívora”, um moderado, um conciliador. Sempre fazendo piadas, usando metáforas futebolísticas, falando bobagem, bem-humorado é como se o presidente fosse o estereótipo do brasileiro, o “homem cordial” de que falou Sérgio Buarque de Holanda.

Para ser mais amado lá fora só faltava Lula ser carioca e não pernambucano aclimatado em São Paulo, porque estrangeiros são loucos pelo Rio de Janeiro de praias paradisíacas cheias de mulheres quase nuas, de povo feito de sol e mar. Para os visitantes bala perdida é pura adrenalina no país do carnaval e do futebol.

Entretanto, se Lula da Silva é o “cara” da “esquerda herbívora”, inofensiva, festiva é estranho que ele viva em idílios políticos com Hugo Chávez, Fidel Castro, Evo Morales e demais ditadores que representam a fina flor da esquerda primata do Terceiro Mundo. Parece que os caras lá de fora têm certa dificuldade em entender o Brasil e seu governante, percebendo apenas superfícies folclóricas e deixando de lado visões mais profundas sobre atitudes, comportamentos e ações que se desenrolam no país real em contraste com o país imaginário.

Sintomática a complacência internacional com o presidente da República e sua diplomacia tangida pelo chanceler de fato, Marco Aurélio Garcia, quando aqui é recebida a figura abjeta de Mahmoud Ahmadinejad, o perigoso fanático que persegue, prende, mata seus opositores; não tolera liberdade de pensamento, religiosa ou das minorias; viola direitos humanos; frauda eleições, apóia grupos terroristas, diz que o Holocausto não existiu e prega de forma obsessiva a destruição de Israel.

Essa figura daninha e monstruosa, rejeitada pelas potências ocidentais que temem que Ahmadinejad desenvolva a bomba atômica, foi agraciado com um convite do “filho do Brasil”, que afirmou que o receberia de braços abertos. No rastro dos salamaleques o ministro da Defesa, Nelson Jobim, afrontou o presidente israelense, Shimon Peres, quando da visita deste ao Brasil no último dia 11, ao dizer de forma arrogante que o Brasil fala com quem quiser. Quem sabe o ministro da Defesa acredita no persa, quando esse hipocritamente afirma em sua carta dirigida “à grande nação brasileira” que é “defensor da justiça, da ternura e da paz no mundo. Por certo Jobim ignora que Ahmadinejad está estendendo cada vez mais sua influência sobre a América Latina, sobretudo, através da Venezuela e da Tríplice Fronteira onde estão bases operacionais do Hezbollah e de outros terroristas.

Muito “terna” a besta-fera do Irã quando nega uma das piores manchas da humanidade, o Holocausto. Será que nosso “herbívoro”, que é a cara do país como ele mesmo disse certa vez, tem noção do que foi esse genocídio? Será que também nega as torturas, indignidades, horrores, mortes, tudo que foi infligido de mais pérfido aos homens, mulheres e crianças que cometeram o único “crime” de serem judeus? Pode ser simplesmente que tudo isso seja indiferente ao cara porque apenas lhe interessa negócios com o Irã, o que faz lembrar o título de um filme passado há muitos anos: “De como aprendi a amar a bomba atômica”. Afinal, nós também enriquecemos urânio.

Possivelmente a visita de Ahmadinejad, a intromissão do Brasil em Honduras, o antiamericanismo e o antissemitismo do governo petista e seu achego a ditadores, não impedirão que aos olhos do mundo Lula da Silva continue como um esquerdista “herbívoro” e cordial. Talvez, apenas a Itália não esteja gostando no momento de ser taxada de fascista pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, mas se resignará a não receber de volta o terrorista Cesare Battisti.

Entretanto, para quem consegue observar certos sinais fica evidente que um processo cuidadosa e lentamente desenvolvido vai transformando a “esquerda herbívora” em “carnívora”. É que para alcançar ao poder mais alto da República o PT, em sua quarta tentativa, deixou de lado a linguagem virulenta, prometeu o paraíso aos ricos e aos pobres, vestiu seu “Lulinha paz e amor” de Armani e domesticou-lhe um pouco as maneiras. Uma vez no poder, uniu-se a gregos e troianos, esbanjou populismo, cooptou partidos e instituições, mandou às favas a ética, dominou o Congresso através de mensalões e outros “benefícios” e agora, chegando à reta final do segundo mandato, recrudesceu o ataque à imprensa e coroou seu domínio com a anulação do STF, conforme ficou demonstrado no caso do terrorista italiano. Com isso, definitivamente, o PT se tornou um partido acima da lei e, assim, sem nenhum pejo, trouxe de volta ao seu alto comando notórios mensaleiros, devidamente abençoados pela candidata Rousseff. Afinal, corruptos são os outros. Ao mesmo tempo, o PT retornou à idéia de Estado ampliado, do discurso requentado da esquerda revolucionária, da crítica ao neoliberalismo que tão bem praticou em sua fase “herbívora”. Não há dúvida de que se a dama de aço ganhar começará a fase “carnívora”. E Lula corre o risco de ouvir de sua escolhida: “Cale-se, você já ficou tempo demais, as rédeas estão conosco, agora é para valer”.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga
mlucia@sercomtel. com.br
www.maluvibar. blogspot. com

sábado, dezembro 26, 2009

Natal de Maria Mãe de Jesus


Mary Caldas

São Lucas evangelista apresenta Jesus não somente como o Messias, prometido por Deus ao povo de Israel, mas também como o Salvador de toda a humanidade.

Para trazer ao mundo o filho de Deus Homem é necessário uma mulher que o abrigasse em seu ventre. Maria, a escolhida, tem uma notável trajetória de vida, apesar de obscura diante da Igreja.

Conta-se que ela nasceu a oito de setembro, num sábado, filha de Joaquim descendente de Davi, e de Sant'ana, sua mãe, descendente de Arão. Em tenra idade, três anos, seus pais a apresentam ao Templo de Jerusalém, para ser educada e evangelizada de acordo com a tradição Judaica. Maria permaneceu durante onze anos no Serviço do Senhor, onde dentre outras atividades, estudava com fervor as Escrituras Sagradas.

Com a morte de seu pai, teria se transferido para Nazaré onde um homem que alí morava, com a incumbência de cuidar dela a desposaria, José.
Um dia, indagada pelo Anjo Gabriel, o mesmo que apareceu à sua prima Isabel, para servir ao senhor na maternidade de Jesus, Maria se alegra e responde contrita:

- "Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra."

No período de gravidez de Maria, houve um decreto de César Augusto ordenando o recenseamento de toda a terra. Todos iam alistar-se, cada um na sua cidade. Também José seguiu para a Judéia, à cidade de Belém para se alistar com a sua esposa Maria. Ali chegando, era chegada a hora do nascimento, não havia mais tempo nem lugar na hospedaria. Dirigiram-se para uma manjedoura e diante dos animais e da luz da estrela de Belém nasce o Menino Jesus. Os anjos anunciaram a sua chegada aos pastores:

- "Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade."

Hoje, 25 de dezembro de 2009, sexta-feira, celebramos o seu aniversário com o coração cheio de alegria, a mesa farta, familiares, amigos, enfeites de natal e muitos pacotes com presentes, mas me pergunto, seguimos o seu evangelho?
Dois mil natais se passaram e virão muitos mais até nos tornarmos dignos de Jesus e de todo o esforço de Maria em trazê-lo até nós. Tanto tempo e ainda não aprendemos a lição.

- "Vinde a mim, todos vós que sofreis e vos aliviarei..." exortou-nos o Divino Mestre.

O que fazemos para salvar aquele que chora, implora, mendiga, luta por trabalho anseia por dias melhores? Muito pouco ou quase nada. Jesus veio para os aflitos, os desvalidos, os desamparados, os incompreendidos, os cansados, os tristes, os fracos, os irritadiços, os doentes do corpo e da alma, nos manifestamos em torno Dele como abelhinhas no mel.

E o Divino Mestre nos respondeu com as instruções da Boa Nova que como medicamento santo não expira a validade, é infinitamente proveitoso para todos os tempos, nos reconfortando, nos reerguendo o ânimo e nos iluminando tanto o coração quanto a inteligência.

No desencarne de Nossa Senhora ela se espanta e pergunta:

- "Que lugar é esse, onde estou?” Jesus que estava num canto da sala se comunica com ela:

- "Mãe."

Ela conhecendo aquela voz se espanta:

- "Como posso te ver se você nunca me apareceu?"

- “Não temas mãe, nós vencemos a morte”.

Jesus a leva e se dá a Assunção de Nossa Senhora.

Que a grandeza de Jesus, a humildade da Virgem Maria e a pureza dos anjos nos faça refletir este momento mágico.

Feliz Natal!
Mary

sexta-feira, dezembro 25, 2009

Feliz Natal

Hugo Caldas

A partir do mês de novembro é impossível esquecer que o Natal está chegando. Luzes coloridas decoram o centro das cidades, casas, lojas, escritórios, repartições do governo, juntamente com miríades de outras decorações brilhantes, e a indelével neve artificial, perpetrada nas vitrines dos Shopping Centers, em flagrante contraste com o nosso momento mais infernal, nossos maiores calores nessa época do ano. Uma canícula de 40 graus.

Nas ruas e logradouros Árvores de Natal gigantescas, nas lojas árvores menores, geralmente de plástico, também decoradas com mais luzes e outros enfeites natalinos. Tudo é um apelo desenfreado às compras, cujo resultado será fatalmente cobrado na fatura do mês de janeiro. Nos bares e lanchonetes o vil expediente da "caixinha, obrigado", "cadê as minhas festas", sem falar na proliferação ridícula de vários papais-noéis, pobres criaturas submetidas em suadas e malcheirosas roupas vermelhas, para a aflição extrema das crianças, nada tendo a ver conosco e as nossas tradições.

Mas há outras pessoas, eu incluso, que esperam e sonham com algo mais do que a obrigação pétrea de comprar presentes. Dos comes e bebes e do som irritante das harpas paraguaias. E muito principalmente do supremo desprendimento ao tirarmos por menos àqueles que ao longo do ano tentaram puxar o nosso tapete e então com a cara mais lisa desse mundo chegam para nos desejar "Feliz Natal, Boas Festas" ...

De alguma forma, acho eu, para vivermos um bom natal, deveríamos todos voltar a um tempo indefinido da nossa infância ou algum outro bom momento do passado, porque o Natal é isso, infância. Quando a vida era mais simples e fazia mais sentido, muito antes que os problemas da vida adulta dessem o ar da sua graça. Sinto que por trás de toda essa parafernália, dessa comemoração desregrada, rega-bofes, perus, presentes, decorações, deve e tem que haver algo mais. Uma mensagem. Por pequena que seja. Algum sentido para a vida, uma nova esperança, um novo entendimento, um sonho de felicidade. Você, que me leu até aqui, está querendo este ano, passar o melhor Natal da sua vida? Muito bem, para se ter um Natal inesquecível a primeira coisa a fazer é se questionar sobre o que você está celebrando. Vamos, pergunte a si mesmo. Lembre-se, o Natal é acima de tudo uma Festa de Aniversário. E todos nos esquecemos do Aniversariante.

O 25 de dezembro foi o dia escolhido para lembrar o nascimento de Jesus Cristo. O Filho de Deus. Um pequeno bebê que nasceu cerca de 2000 anos atrás para ser o Salvador do Mundo. Tenha isso em mente. Feliz Natal.

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Colapso em aeroportos na Copa 2014

Do Blog "Aqui Tem Coisa"

Ministro do Esporte diz que pode haver colapso em aeroportos na Copa 2014.

Segundo Orlando Silva, se cronograma da Infraero atrasar, Brasil terá problemas.

Não me diga, ministro, risco de novo caos aéreo??!! Como assim?! Mas o Brasil sob Lula não se transformou em superpotência? O próprio presidente declarou em 9/12/2006 que estava encerrado o caos aéreo no Brasil, e desde então o governo vem trabalhando árduamente parta preparar a infraestrutura do país para a copa e a olimpíada, eventos que consolidarão definitivamente o Brasil como superpotência mundial, então o que pode ter dado errado, ministro??!!


Em 2014 lembrem-se destes cavalheirosos e suas promessas vazias.

Ricardo ($$$) Teixeira, Nelson (Aja ou saia. Faça ou vá embora!) Jobim , Lula (nunca antes nesse país), Orlando (tapioca) Silva.

Aliás, não vamos precisar esperar até 2014. O caos aéreo persiste, a ANAC nada faz, e tudo continua como dantes na superpotência!

Colômbia - Governador da Província de Caquetá Sequestrado Pelas Farc é Encontrado Degolado

O corpo do Governador Luis Cuéllar foi encontrado baleado e rodeado de explosivos. Ele havia sido sequestrado na segunda-feira (21) por guerrilheiros. Cuéllar, de 69 anos, ao que parece foi executado porque teve dificuldades para caminhar durante a fuga dos sequestradores. O presidente colombiano, Alvaro Uribe, em mensagem à Nação, afirmou que Cuéllar foi degolado por membros da guerrilha das Farc. "Ainda não temos a hora do assassinato, mas sabemos que foi degolado. Miseravelmente o degolaram", disse Uribe ao lamentar a morte de Cuéllar.

Acima foto do Gov. Cuéllar.

E agora? Qual a justificativa para mais um crime cometido pelos facínoras "revolucionários e amigos do nosso país"?

terça-feira, dezembro 22, 2009

Cartas da Alemanha

Boa noite Hugo!

Hoje eu desci a serra com o carro em velocidade bem reduzida. O vento batia no pára-brisa e levava consigo a fina camada de neve fofa e seca depositada durante a noite passada... Eu tinha como propósito fazer uma visita e entrevistar um colega artista. Mas a temperatura está somente -10°. Meus dedos estavam ficando duros. A palma da minha mão doía em tocar no volante gelado. Meus pés estavam gelados, apesar do aquecimento do carro estar ligado. Desisti da visita. Vai esfriar mais. Ainda estou esperando a neve. Fui providenciar minha "roupa de esquimó". E quanto mais o tempo avança, mais eu me alegro com a idéia de deixar as roupas de frio por aqui e curtir o calor daí! Ai que vontade de tomar aquela cervejinha gelada acompanhada de umas agulhinhas assadas ou bem fritinhas! Desejo "tão simples" de se realizar! Basta atravessar o Atlântico! Mas eu chego lá!

Enquanto eu não atravesso o Atlântico, me limito a atravessar as fronteiras entre Suíça e Alemanha e, em toda parte onde passo, observo as luzes e decorações de natal.

A novidade para mim é que este ano, tanto em Basel como Zurique, se percebe maior atenção na decoração de natal das cidades do que acontecia anteriormente. Zurique e Basel, cidades protestantes, usaram durante muitos anos a mesma e pouca iluminação.

Em Zurique, tudo foi novidade pra mim: a cidade esta bem iluminada, com decorações diversas. Uma delas com garrafas pets, reciclagem, coisa que me parece muito interessante, inteligente e que demonstra consciência ecológica.

Tudo bem bonito sim, senhor, lindas vitrines e objetos de consumo maravilhosos em toda parte. Mas nada me impressionou mais do que o vídeo que recebi de um amigo e por isso repasso para vocês como minha mensagem de natal e com o desejo de que o ano novo seja para todos nós um ano cheio de entusiasmo, auto confiança, saúde e paz. Isso não tem preço e tem grande valor!

Aqui vai:



Feliz Natal!!!!!
Liebe Freunde
Dear Friends
Queridos amigos

Ich wünsche dass dieser Beispiel als Unterstützung für uns alle dienen kann. Nie aufgeben!
Ich wünsche Euch einen schönen Weihnachten und alles gute zum neues Jahr!

Que a força deste exemplo seja a sua força no futuro que se avizinha....
Desejo pra todos vocês um feliz natal e ano novo maravilhoso!

I wish this example can be a support for us all. Never give up from your dreams! Merry Christmas and a very Happy New Year!

What we have done for ourselves alone dies with us;
what we have done for others and the world remains and is immortal.

O que fizemos por nós, morre conosco. O que fazemos pelos outros persiste e se torna imortal.
Liebe Grüsse, Kind Regards, grande abraço

Fabia de Carvalho

segunda-feira, dezembro 21, 2009

ACONTECEU O O O (9)


COMENTÁRIOS DE VALDEZ JUVAL

NOTÍCIA B O M B A DA CRÔNICA SOCIAL INTERNACIONAL

Dizem as más línguas da crônica social que um certo Presidente de um certo pais americano (não foi revelado se do Norte, do Sul ou da América Central) está matrimonialmente separado de fato. A notícia oficial somente será fornecida após uma certa eleição no qual ele, o Presidente, tem grande interesse em eleger uma certa senhora como sua sucessora. Chegaram a comentar que não se realizariam novas núpcias com a atual candidata porque o atual Presidente já está preparando o caminho para ser o sucessor de sua sucessora.
A constituição de seu pais não permitiria.

Nós, por aqui, não acreditamos em nada disso.
Tudo mesmo deve ser fofoca da oposição.
*****

FOME ZERO

Já tivemos oportunidade de expressar opinião sobre o programa Fome Zero.

Somos da corrente que acredita ser melhor que se entregue a vara para pescar que o peixe para alimentar.

E para se descontrair...
Foi escrito em um pára-choque de um caminhão no sul do Brasil:
“Trabalhe duro. Milhões de pessoas que vivem do fome-zero dependem de você.”
*****

US$ 160 bi ou R$280 bilhões de reais para o Brasil combater o aquecimento.
Será que não estão exagerando?
Não estarão criando uma atmosfera de pânico?
Com certeza novos impostos virão por aí.
Será possível?

Em Copenhague o presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou que o plano brasileiro será de reduzir em até 38,9% as emissões de gases de efeito estufa e que vai custar até 2020, 160 bilhões de dólares.

De acordo com especialistas ouvidos pela revista VEJA, o ambicioso investimento sugerido por Lula é improvável sem um aumento na carga tributária.

Na opinião de Raul Veloso, consultor em finanças públicas, o governo precisa dizer de onde virão os recursos quando promete um gasto deste tipo. "A tradução disso é a criação de um novo imposto."

Nelson Chalfun Homsy, professor do Instituto de Economia da UFRJ, afirma: em se tratando de dinheiro público, não existe mágica na hora de pagar um projeto caro. "Dependendo da importância e da gravidade que esse assunto assuma do ponto de vista internacional, o Brasil pode criar, sim, um novo imposto".
*****

Marina Silva compara aquecimento ao Holocausto

“São acontecimentos tão graves que não podemos puni-los nem perdoá-los.”
(noticia da Abril.com)
*****

SENADOR SARNEY

Ano “tumultuado” irá terminar “brilhantemente” – disse Sarney em recente entrevista.
Alvo de onze ações no Conselho de Ética do Senado nas quais foi acusado pela responsabilidade na edição de atos secretos, usados para contratar aliados políticos, e também por fraudes na fundação que leva seu nome, no Maranhão. Porém, todas as representações foram arquivadas sem haver investigação.

E viva o Brasil!
*****

MENSALÃO

Comentando sobre o mensalão do PT e o do DEM, o chargista Renato do jornal “A Cidade” de Ribeirão Preto, foi citado por outro chargista, o Reinaldo Azevedo que publicou na revista Veja:
“Agora só falta alguém nos mostrar uma cabeça de bacalhau e a foto do enterro de um anão!
Tudo isso que a gente sabe que existe, mas ninguém nunca viu.”
*****

CPI aprova relatório que absolve Petrobras

O texto foi referendado pela unanimidade dos senadores. Apenas quatro dos onze parlamentares da comissão participaram da última reunião.

Coube ao senador Fernando Collor (PTB-AL) fazer um discurso ao trabalho da comissão.

Comentários?
E precisa?
É como diz aquele apresentador de um jornal da televisão:
”É uma v e r g o n h a !!!”
*****

O QUE DIZEM POR AI...

Leonardo Attuch - REVISTA ISTO É

“Dilma só tem uma chance de vencer em 2010: o WO. Se todo mundo desistir, ela ganha.”
=====

Ricardo Boechat

Com esperteza inferior à das saúvas, nossos cartolas tentam convencer os brasileiros de que é impossível organizar filas para a venda de ingressos.

=====

Maria Adelaide Amaral, escritora

"Envelhecer é chato, mas a outra opção é pior"

=====

Bárbara Paz, atriz

"Minha primeira caipirinha eu tomei sem saber que era bebida alcoólica. Tinha 9 anos"
=====

Ney Matogrosso, cantor


"Eu tive todas as oportunidades para ter Aids e não tive a doença. Sou um sobrevivente"
=====

Sandra Jovchelovitch
, psicóloga social e professora da London School of Economics

"A punição no Brasil é limítrofe porque ela permite o retorno, como aconteceu com o ex-presidente Fernando Collor"
=====

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil

"Eu quero saber se o povo está na merda e quero tirar o povo da merda em que ele se encontra"
*****

A FRASE DA SEMANA:

Dilma Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil, que se enganou em seu discurso no COP 15 sobre as iniciativas brasileiras contra o aquecimento global:

" O meio ambiente é, sem dúvida nenhuma, uma ameaça ao desenvolvimento sustentável"
*****
PARA CONSULTAS SOBRE MOVIMENTO FINANCEIRO E OU JURÍDICO, CONTACTAR NOSSO COLABORADOR OFICIAL:
LIQUIDEZ DTVM LTDA
RICARDO MARCIO CORIOLANO LEMOS

lemos@liquidez.com.br

VAMOS AO CINEMA?
Recordando os bons tempos...

Vinhas da ira
Durante a grande Depressão Americana, fazendeiros de Oklahoma migram para a Califórnia na esperança de uma vida melhor.

O velho e o mar
Inspirado em um romance de Ernest Hemingway, o filme conta a história de um velho pescador que consegue realizar o sonho de sua vida: fisgar o maior peixe e levá-lo para sua pequena aldeia.

Tomates verdes fritos
Velhinha de 83 anos conta no hospital para desencantada dona de casa como era sua vida anos atrás num lugarejo de Alabama.

Sr. e Sra. Smith
Casal de assassinos profissionais em crise doméstica tem a rotina alterada quando recebem a missão de matar um ao outro.

Sol por testemunha
Jovem aventureiro assume identidade de outro, viaja num veleiro com casal, se influencia pela riqueza e comete um assassinato.
*****

FELIZ NATAL PARA TODOS. GRANDE ABRAÇO. VALDEZ JUVAL BRASIL, 201209

VISUAL NOVO

A COISA TÁ BRABA. NÃO VOTEI NO CARA NEM VOTAREI NA COROA!!!

Se Lula existe, tudo é permitido

Ipojuca Pontes

No romance “Os Irmãos Karamazov”, de Fiódor Dostoievski, o personagem Ivan, o mais velho dos irmãos, durante extensa conversa com o diabo em pessoa, ao ser tomado por incontrolável impulso de euforia, observa:

“Se Deus não existe, tudo é permitido!”.

Alguns analistas da mais importante obra do escritor russo sugerem que Ivan, intelectual ateu sobrevivendo no epicentro de uma crise familiar (dentro de um país que se desintegrava), pretende justificar, com a frase niilista, o assassinato do pai, o devasso Pávlovich, do qual, julga-se, é o mentor intelectual.

Dostoievski escreveu “Os Irmãos Karamazov”, seu último romance, entre 1877/1880, quando a infeliz Rússia, movida pelo conflito entre a fé cristã e a razão iluminista, dava os primeiros passos rumo ao regime de terror revolucionário que seria instalado por Lenin et caterva em outubro de 1917.

Pois bem: associando a calamitosa situação do Brasil de 2009 à da Rússia pré-revolucionária do fim do século 19, que levou o mundo ao pesadelo do comunismo, entendo que a tarefa de quem escreve e fala é a de responsabilizar o atual presidente da República pelo caos moral, político e social que corrói os alicerces da nação, principiando por parafrasear o personagem do mestre russo:

“Se Lula existe, tudo é permitido!”.

E não o digo só por mim: outro dia, numa feira pública de Copacabana, um delinqüente embriagado, cheio de si, arrancou a bolsa de uma idosa. Ao ser admoestado por um feirante, o marginal saiu-se com resposta modelar:

- “E daí?... Se Lula pode e faz pior, por que é que eu não posso?”

Com efeito, basta o sujeito andar pelas ruas ou ler o noticiário dos jornais para pressentir que, sob a tutela de Lula e sua exemplar corriola socialista o Brasil tornou-se o tablado diário do mais sórdido vale-tudo moral jamais travado nos seus cinco séculos de existência, onde pontificam roubos oficiais, fraudes ministeriais, desvio de verbas públicas, mentiras institucionais, chantagens e manipulações governamentais, crimes hediondos cometidos por autoridades que deveriam combatê-los, leis permissivas criadas para achacar o cidadão, prevaricação, concussão, etc. - tudo a formar um monstruoso leque de iniqüidades que a população, tal qual uma manada ao entrar no matadouro, a tudo assiste entre humilhada e impotente.

Sim, é fato, o Brasil “moderno” já viu de tudo: desde o massacre dos fanáticos de Canudos pela Quarta Expedição do General Artur Oscar, passando pelos incríveis golpes do ladrão Meneghetti na São Paulo dos anos 20 e a Revolta da Armada, promovida pela Marinha, que bombardeou o Rio de Janeiro contra as manobras continuístas do Marechal Floriano; desde a incrível (e covarde) Intentona Vermelha de 1935 financiada por Moscou até o crime da Fera da Penha, que nos anos 1960 seqüestrou e tocou fogo numa menina de 4 anos, passando pela a ação criminosa de Virgulino Lampião, que tinha como prazer sádico o ato de capar velhos que se casassem com adolescentes, fazendo-os engolir depois pênis e testículos para - segundo ele - “dar o ensino”; desde o brutal “justiçamento” da adolescente Elza Fernandes, a “Garota”, que foi estrangulada por um fio de varal e quebrada em duas partes, em 1936, por ordens do indigitado Luiz Carlos Prestes, o Cavaleiro da Esperança Malograda, passando pelas tragédias, artimanhas e fraudes políticas vividas por Vargas, Juscelino, Jânio, Jango, Geisel, Sarney, Collor e FHC até os atos canibalescos do famigerado Febrônio, tarado que violentava crianças e depois comia-lhes fígado e intestinos, aterrorizando o imaginário da população do eixo Rio-São Paulo nos anos 1930 – nada ou muito pouco escapou a nossa reconhecida capacidade de cultivar a barbárie.

No entanto, a bem da verdade, convém assinalar sem maior espanto: perto do que ocorre em matéria de crime público e privado (sem punição, acrescente-se) na Era Lula, o incalculável acervo de monstruosidades acumulado no histórico da nação não passa de mera “brincadeirinha de auditório”, do tipo criado pelo simplório Raul Gil nas tardes televisivas para diversão popular.

Por trás de tudo, claro, um espectro se abate sobre a Era Vertiginosa - o espectro de Lula, um tipo que engana bem o país (e o mundo, segundo dizem), mas cuja disposição de idéias e comportamento, se analisada pelo viés da psicologia, nos remete à imagem do criminoso reincidente. Basta examinar: seus truques, arroubos e impulsos incontroláveis, o uso do deboche e do palavrão como arma de represália, a sistemática adoção da mentira enquanto norma de conduta, o fato de aceitar com naturalidade atos desonestos e justificá-los, mais que isto, a ordenação de valores no qual o crime parece fazer sentido, etc. - só consagram a avaliação acima exposta.

Neste sentido, é bom não esquecer que um dos primeiro gestos conscientes de Lula, ainda adolescente, segundo ele próprio, foi justamente o de tentar enganar a mãe: ao cabo do primeiro dia no emprego, para impressionar D. Lindu, sujou de graxa o macacão de trabalho. Pior: na troca da essência pela aparência, deu-se por feliz.

Sem dúvida, desta sombra aterradora emerge a tragédia nacional: vive-se hoje num país em que o crime, a violência e a corrupção institucional não intrigam mais ninguém, a começar pelos que nele mandam. De fato, não há mais coragem cívica entre nós, estamos todos “dominados” – como se diz pelas esquinas. Um ou outro “cientista político”, e os economistas de plantão, se reportam, em tom de quem pede antecipadas desculpas, à má qualidade da educação (“um desafio a ser vencido”) e assinalam a insuficiência da infraestrutura (“sem a qual não ingressaremos no clube fechado dos países desenvolvidos”). No geral, prevalece o puxa-saquismo alvissareiro bem-remunerado.

Na grande imprensa, por sua vez, comentaristas menos curvos ousam contestar a violência e a corrupção na política - e é só. Na internet, espaço agora ameaçado pela censura oficial da Confecom (Foro de São Paulo), o ambiente ainda é de liberdade e em muitos sites o leitor encontra exames mais detidos na denúncia da raiz do mal. Mas onde vislumbrar a necessária ação política para se deter, ainda que a longo-prazo, o avanço do monstro?

No tocante ao Estado Forte preconizado por Lula, nítido executor das recomendações globalistas da ONU, a ordem e solapar a estrutura moral comprometida com os valores da antiga civilização ocidental, incensando-se a permissividade da droga, a fraude ambiental, o abuso das minorias sexuais e a impunidade do crime - organizada ou não.

Até quando, nem a banca internacional, nem a KGB e muito menos os atuais donos do poder no Brasil sabem.

domingo, dezembro 20, 2009

Mais Atual Impossível

O texto final deste vídeo é de autoria de Rui Barbosa. Pouca gente tem conhecimento de que o citado texto é apenas parte de outro maior feito com o intuito de desancar a República recém-proclamada e da qual o eminente jurista já dava sinais de descontentamento. Hoje, com a leitura dos textos de Rui, tomamos conhecimento que as falcatruas já eram uma realidade há muito tempo. Pobre Pindorama! H.C.

Aqui o texto principal:

"A falta de justiça, Srs. Senadores, é o grande mal da nossa terra, o mal dos males, a origem de todas as nossas infelicidades, a fonte de todo nosso descrédito, é a miséria suprema desta pobre nação. A sua grande vergonha diante do estrangeiro, é aquilo que nos afasta os homens, os auxílios, os capitais.

A injustiça, Senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade, promove a relaxação, insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas.

Essa foi a obra da República nos últimos anos. No outro regime (Monarquia), o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre, as carreiras políticas lhe estavam fechadas. Havia uma sentinela vigilante, de cuja severidade todos se temiam e que, acesa no alto (o Imperador, graças principalmente a deter o Poder Moderador), guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto".

Rui Barbosa ocupou o cargo de Ministro da Fazenda no Ministério do Governo Provisório (1889-1891), presidido por Deodoro da Fonseca. Ministério este que abrigava republicanos históricos, além dele mesmo, notáveis como Silveira Lobo Ministro do Interior, Campos Sales na Justiça, Quintino Bocaiúva no Exterior, Demétrio Ribeiro, na Agricultura e Comércio, Wandenkolk, na Marinha e Benjamim Constant no Ministério da Guerra.


Charge do Dia

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Recuerdo 36 - O meu Padim Ciço e o Padre Zé Coutinho


Hugo Caldas

(Foto: Plínio Palhano)


Não há nordestino que se preze que não tenha, por menor que seja, uma devoção para com o Padre Cícero Romão Batista - Padim Ciço. Em todos os lares do interior desse nordeste sofrido há impreterivelmente uma pequena imagem ou uma gravura desbotada do Padre. Dita imagem serve para tudo menos como decoração. O padim Ciço aqui no nordeste é encontrado desde suas imagens gigantescas em Juazeiro, passando pelas casas de pau-a-pique mais pobrezinhas até em palacetes de ricos e remediados. É sagrada, obrigatória até, a presença da conhecida e pequena imagem do padre Cícero em pé, apoiado num cajado.

Muito já se falou e escreveu sobre o Padre Cícero e me confesso incompetente para mais uma resenha sobre os seus feitos. Portanto não quero aqui me estender sobre sua história, seus milagres, sua politicalha, ou até mesmo o seu apadrinhamento com Virgulino Ferreira, O Lampião. O que desejo aqui relatar pode muito bem se tratar de coisa mais terrena, mais ao rés-do-chão, longe das beatitudes do padre, e seus seguidores.

Cerca de cinco anos atrás acompanhei um amigo na negociação e compra de pequena granja na periferia da cidade de Gravatá. No dia aprazado para os antigos donos entregarem as chaves da propriedade alguns objetos chamaram a minha atenção. No chão, apoiados na parede do grande terraço que circunda a casa, entre velhas selas, cordas, correntes e uma caveira de boi, sobressaiam um sino de bronze e uma estatueta do Padre Cícero.

Me interessei pelos dois últimos objetos. Tanto pelo capricho na feitura do pequeno sino quanto pelo inusitado da estatueta do Padre Cícero. Mas como, não são todas iguais, o padre em pé, apoiado no cajado? Não, aquela estatueta era absolutamente diferente. Única no mundo talvez, pelo menos para mim. Lá estava o Padre Cícero Romão Batista sentado em uma poltrona.

De imediato me veio à memória a figura saudosa e querida do Padre Zé Coutinho, este sim, um santo homem, que passou os últimos dias da sua vida na Paraíba, sentado em uma cadeira de rodas empurrada por dois garotos. Ele caminhava, mancando é bem verdade, mas caminhava. O que não conseguia era sair para longas andanças atrás de "coletar" o dinheiro para as suas obras. Aparecia nos lugares mais incomuns. Bares, restaurantes, cinemas e até na zona do meretrício. Sempre a nos descompor e açoitar com uma varinha de bambu reclamando dinheiro para manter vivo o seu trabalho. Não era figura agradável de se ver. Batina bufenta, mais para cinza, de tão desbotada. Não usava o colarinho eclesiástico, deixando antever uma camisa que há muito não via lavagem, a gola manchada de suor. Bolsos estufados com o dinheiro "confiscado". Barba por fazer, cabeça raspada à moda dos jogadores de futebol de hoje. Entretanto, era uma pessoa tão querida que sua igreja sempre estava cheia para ouvir suas pregações e assistir a missa. Certa noite de maio, Igreja das Mercês praticamente lotada, tive a oportunidade de perceber que a ladainha da Santíssima Virgem, em latim, era rezada por ele em rítmo de conga*... (tá-tá-tá-tá-tá-tum-tá-tá-tá-tum) Mater Creatoris...ora pro nobis...Mater Salvatoris... ora pro nobis...Virgo prudentissima...ora pro nobis...

Lembro de uma tarde em que eu e o pintor Ivan Freitas fomos até a casa paroquial, transformada em Instituto São José, onde ele abrigava pessoas carentes vindas do interior, ajudando-as a arranjar emprego e fazia funcionar vários cursos para quem precisasse: corte e costura, bordados à mão e à máquina, datilografia, flores, tricô, arte culinária, desenho artístico, enfermagem. Todos a funcionar de uma só vez em um único lugar. Nesta santa bagunça estudaram datilografia Paulinho e Ipojuca Pontes.

Dizia que fomos até lá porque o Ivan necessitava umas informações, não lembro bem sobre o que agora, e isento de qualquer malícia, talvez por força do hábito, perguntou na maior candura...

- Quem é o diretor desse negócio aqui...?

Levou evidentemente, uma descompostura: "A Casa de Deus não é casa de negócios", vociferou o Padre Zé imbuído da mais santa ira...

Mas, já tergiversei demais sobre o passado. Voltemos ao futuro!

Dizia eu que tinha tido a atenção voltada para as duas peças que repousavam no chão do terraço da casa grande. Notando o meu interesse, logo os amigos inventaram uma história mirabolante, que eu seria o novo padre missionário recém-vindo para a pregação das Santas Missões na cidade e, portanto seria um gesto bastante simpático se me presenteassem com a pequena relíquia. Com isso conseguiram vencer a resistência da proprietária, viúva recente, toda chorosa, junto com as filhas, sempre falando da vida feliz que todos ali tiveram por 45 longos anos.

Conversa vai, conversa vem, a lorota do suposto missionário vingou e eu terminei o dia ganhando de presente a imagem do Padim Ciço que hoje ocupa lugar de destaque na minha estante. Menos por devoção é claro, muito mais porque me resgata parte da juventude ao evocar a figura do Padre Zé Coutinho.

Quem o conheceu verá que guarda uma certa semelhança, é só dar uma espiada na ilustração acima.

* Para quem só entende de rap e outras aberrações da natureza, Conga é uma dança de salão, originária da América Central.



hucaldas@gmail.com
newbulletinboard.blogspot.com

Terceiro Mandato Em Marcha


Sempre se falou: "O que é bom para os Estados Unidos, é bom para o Brasil". Assim.... Depois de Obama ter sido eleito nos EUA, o Brasil apresenta, como opção em 2010, votar em...

"Obosta"

A Imagem do Dia

O ENFARTE LHE PEGA... E ACABA ESSA BANCA!

Presentes de Natal

CONTARDO CALLIGARIS

Folha de São Paulo, quinta-feira, 03 de dezembro de 2009

Para quem os recebe, nossos presentes valem pouco mais da metade do que eles nos custam

TUDO INDICA que vai ser um "grande" mês de dezembro. Compraremos e distribuiremos presentes como nunca; provaremos de vez que o país saiu da crise de 2008.

De qualquer forma, o Brasil já está entre os campeões mundiais em extravagância perdulária natalina. Claro, há muitos países ricos que, no Natal, gastam mais do que a gente, mas o que vale, nessa classificação, não são os valores absolutos, mas as vendas do varejo no mês de dezembro comparadas com as dos meses contíguos. Ora, em dezembro, no Brasil, a gente gasta por volta de 40% a mais do que na média de novembro e janeiro.

Não quero criticar o costume de oferecer presentes e os "excessos" das festas. A questão que me interessa é outra: toda consideração moral à parte, será que os gastos natalinos são um bom negócio para a economia? Ou seja, gastando para presentes e ceias, estamos mesmo criando e distribuindo riqueza?

Joel Waldfogel, professor da Wharton (a famosa escola de administração da Universidade da Pensilvânia), acaba de publicar um pequeno livro, seriíssimo e divertido, "Scroogenomics - Why You Shouldn't Buy Presents for the Holidays" (Scroogeconomia - por que você não deve comprar presentes para as festas; Princeton Univ. Press). O livro defende a tese seguinte: o Natal é uma calamidade econômica, durante a qual nossas sociedades, a cada ano, destroem riquezas consideráveis.

Para começar, Waldfogel repetiu em vários contextos culturais uma mesma experiência: perguntou a grupos de presenteados quanto eles se disporiam a pagar para adquirir os objetos que acabavam de receber.

No Brasil, em 2008, o resultado foi o seguinte: em média, os presenteados estariam dispostos a pagar, pelos presentes que tinham recebido, 47% a menos do que os ditos presentes tinham custado para os presenteadores. Ou seja, 47% do que foi gasto pelos presenteadores não produziu valor nenhum, perdeu-se na transação.

Digamos que comprei para você, por R$ 100, um objeto pelo qual você pagaria, no máximo, R$ 53. Claro, minha despesa subvencionou o comércio e a produção do objeto que comprei, mas ela foi uma catástrofe econômica: quase a metade do que gastei não serviu para nada. Joguei dinheiro fora. Quer a gente goste ou não da tradição natalina de trocar presentes, seria bom, comenta Waldfogel, que conseguíssemos, ao menos, tornar essa troca mais produtiva. Obviamente, Waldfogel aprova o uso do vale-presente (embora, nos EUA, misteriosamente, um vale-presente em cada dez não seja nunca resgatado) e nos encoraja a oferecer dinheiro, sem constrangimento.
Talvez fosse bom mesmo racionalizar nossas trocas natalinas, mas, antes disso, três observações.

1) Por que oferecemos presentes?
Resposta óbvia: para produzir a maior satisfação possível no presenteado, para fazê-lo feliz. Talvez, mas vamos devagar. Por exemplo, é bem possível que a troca natalina de presentes seja sobre tudo um gigantesco "potlatch", como dizem os antropólogos, ou seja, uma maneira de torrarmos festivamente nossos recursos (dinheiro, bens e tempo) só para manifestar nossa riqueza (grande ou pequena) aos outros, ao céu e a nós mesmos. Além disso, cada um presenteia amigos e inimigos por razões que pouco têm a ver com a intenção de fazer o outro feliz. Há presentes pedagógicos e paternalistas (ofereço um vale-livros ao primo que não gosta de ler e uma camiseta P ao maridão que virou um boto), assim como há presentes que servem só para intimidar os presenteados (no estilo: "Este, meu caro, você nunca vai poder retribuir".).

2) Será mesmo que qualquer presenteado saberia escolher seu próprio presente melhor do que qualquer presenteador, por generoso e bem intencionado que esse seja?

Duvido: basta considerar a montanha de trapos e quinquilharia que apodrece em nossos armários e estantes (tudo adquirido por nós mesmos) para saber que nossas próprias escolhas são tão incertas quanto as dos que tentam nos presentear.

3) Quando alguém que amo (e que me ama) me oferece um presente, não espero receber aquele objeto que quero e procuro há tempo -claro, vou gostar de receber isso, e vai ser uma festa, mas, cá entre nós, esse tipo de coisa posso encontrar e comprar sozinho. De quem me ama, espero muito mais: espero receber algo que, até então, literalmente, eu não sabia que eu queria. O verdadeiro presente é aquele que me revela meu próprio desejo.

Enfim, boas compras de Natal.

Contardo Calligaris é um psicanalista italiano radicado no Brasil. É colunista da Folha de S. Paulo. Doutor em Psicologia Clínica pela Universida da Provença (França), onde defendeu a tese "A Paixão de Ser Instrumento", estudo sobre a personalidade burocrática. Professor de Antropologia na Universidade da Califórnia em Berkeley (Estados Unidos), e de Estudos culturais na New School of New York. Colunista do jornal Folha de S. Paulo desde 1999.

quinta-feira, dezembro 17, 2009

A Foto do Fato

Lá na Bella Italia, o carcamano do Berlusconi já recebeu o seu presente de um amigo nada secreto. Aqui em Pindorama, uns e outros bem que mereciam corretivo semelhante. Ainda dá tempo, quem sabe até o natal ? H.C.

A Charge do Dia

quarta-feira, dezembro 16, 2009

INJUSTIÇA OU FALTA DE TUDO ??

Havia já postado esta mensagem há um certo tempo atrás. Não deu em nada como sói acontecer, em Pindorama. Volto a postar pois quem sabe, à custa da obstinação, talvez algum dia...
Releia e medite. HC


Giselli - RJ
Equipe de Coordenação.

Ontem alunos vândalos... hoje médicos idôneos ???

Para seu conhecimento....

Vocês se lembram do estudante de medicina que foi encontrado morto na piscina da USP, em 1999? Ele foi afogado mecanicamente (isto significa que, mesmo não sabendo nadar, foi jogado várias vezes na piscina, até que não resistisse mais), num trote realizado na USP. Então, vocês têm que saber que, até hoje, ninguém foi responsabilizado pela morte do rapaz. E os acusados estão livres, leves, soltos, exercendo suas profissões e gozando a vida.

Tomem nota do nome dos acusados:

1) Dr. FREDERICO CARLOS JANA NETO, não mais chamado pelos amigos de 'Ceará', para que ninguém se lembre dele pelo apelido, que ficou associado à tragédia de 1999. Formado pela USP, tem 28 anos e atende no Hospital das Clínicas de SP;


2) Dr. ARY DE AZEVEDO MARQUES NETO , tem 25 anos e na época, era aluno do 3° ano e presidente da associação atlética, e foi dele o grito de guerra para que os calouros fossem jogados na piscina (que possui de 2 a 4 metros de profundidade);


3) Dr. GUILHERME NOVITA GARCIA , especializado em ginecologia (cuidado mulheres! ), também cursa cirurgia.Tem 29 anos e é apelidado de 'Campanha'. Admitiu ter feito brincadeiras
para assustar os calouros e admite ainda ter jogado uma estudante na piscina naquele dia;


4) Dr. LUIS EDUARDO PASSARELLI TIRICO , titular do time de basquete da faculdade e considerado o 'mauricinho' da turma. Tem 24 anos, e, junto com FREDERICO E GUILHERME, foi denunciado. Não podemos, também, esquecer do;

Sr. Dr. MÁRCIO THOMAZ BASTOS que virou- pasmem! MINISTRO DA JUSTIÇA do governo Lula (mais uma do Lula ), e que, 24 horas depois de assumir o cargo, pediu a SUSTAÇÃO DO PROCESSO. Isso porque ele era um dos advogados de defesa do Dr.LUIS EDUARDO PASSARELL TIRICO. Diz o ministro da justiça de Lula que inexiste relação entre sua nomeação e o pedido de sustação do processo, mas,segundo a promotora responsável pelo caso, é, no mínimo, uma coincidência muito estranha o fato de a ação ser interrompida um dia depois da nomeação de Márcio Thomaz Bastos, sabendo-se que ele defendia um dos acusados.

Vê-se, portanto, que sem o prosseguimento da ação, até hoje o único culpado (???) foi a própria vítima, EDISON TSUNG CHI HSUEH, que pagou com a própria vida pelo esforço que fez para entrar no curso da USP.

Só pra refrescar mais um pouco a memória.
O Sr. MÁRCIO THOMAZ BASTOS , foi também advogado dos delinqüentes que assassinaram o indio pataxó, a quem, igualmente, NADA aconteceu. E essa figura funesta, o defensor-mor dos direitos humanos só para os bandidos, posa como ex-ministro.


REPASSE ESSA INFORMAÇÃO, NÃO POR COMPAIXÃO, MAS SIM PARA QUE A JUSTIÇA SEJA FEITA. SÓ ASSIM PODEREMOS SONHAR COM UMA SOCIEDADE JUSTA, HONESTA E COM MENOS VIOLÊNCIA.


Drª Sonia R. G. Tiriba
Assessoria Empresarial/Tribunal de Júri
Consultoria de 3º Setor
55 13 3289-82449711-4577

PORQUE ME UFANO DO MEU PAÍS - 2

SEM COMENTÁRIOS

A Imagem do Dia

terça-feira, dezembro 15, 2009

ACONTECEU O O O (8)

COMENTÁRIOS DE VALDEZ JUVAL

Estou aqui!
Fui mas já voltei.
Pensou estar livre de minha presença?
Ou será que sentiu a minha falta?
Seria muita presunção!!!
É que tirei férias.
Férias? O que será férias para um aposentado?

Foi uma pausa na rotina.

Viajei por aqui por perto acompanhado de quem me acompanha a mais de 50 anos. Saímos, eu e minha mulher, passeando de mãos dadas, relembrando o que foi o nosso primeiro encontro, o nosso primeiro abraço, o nosso primeiro beijo. Quantas esperanças estavam guardadas naqueles momentos para vivermos juntos não sabíamos quanto tempo.

E fomos vivendo, alegres e felizes, suportando também as intempéries que a vida nos oferecia.

Vencemos e vitoriosos chegamos a este momento que, na realidade se torna inebriante.
Perdão amiga,
perdão amigo.
Estou no êxtase da contemplação e logicamente tenho o dever de reservar um espaço para o sentimento interior que me cerca, forçando uma barra para você compartilhar comigo.

Mas também preciso de um lugar bem grande para fazer o mais importante dos agradecimentos: Obrigado Deus, obrigado querida Mãe Santíssima, nossa Imaculada Conceição. Sem vocês eu não estaria relembrando agora toda uma vida e não estaria mencionando os nomes daqueles que estão me acompanhando com a querida mulher, companheira, esposa e mãe Henriette.

Obrigado meus filhos Henri Juval, Jussara Maria e Jeanine Maria; obrigado meus netos Tesse, Iuri, Saulinho, Julie e Natália; obrigado também meu bisneto em gestação. Seja você bem vindo.

NOTA DA REDAÇÃO:

Não sei se os amigos se deram conta que venho escrevendo o arquivo “Aconteceu...” na forma pronominal da primeira pessoa do singular; individualismo justificado pela observação de que EU seria o responsável de tudo que estivesse dito e comentado.
A responsabilidade vai continuar mas o tratamento será alterado para a maneira não egoísta de ser. (como sempre foi a forma que gostei de escrever).
Você também vai estar incluído ou incluída no vocês.
Pluralismo também e com certeza absorvente no destinatário das mensagens.
Entendido? EU serei NÓS e VOCÊ será VOCÊS.

A VANTAGEM DE NÃO SABER FALAR INGLÊS.

Recebo um e-mail de minha neta Tesse e como sempre faço, em se tratando de amigos, ABRO. (Assim mesmo sou precavido temendo algum informativo de alguma ”abominável criatura do hacker”.)
A mensagem estava escrita em inglês.
Como sou analfabeto até na língua pátria, fiquei sem saber de que se tratava.
Estranho, muito estranho!
Mas minha neta esclareceu que não tinha sido a remetente do comunicado e foi constatada a inclusão de vírus.
Fui portanto salvo do inimigo não completando a operação de abertura por não saber traduzir o texto.

QUANDO O CINEMA ERA A MAIOR DIVERSÃO.
VAMOS RECORDAR?

A Bela da Tarde
A estória de uma mulher jovem, bela, rica e bem casada, porém infeliz. Ela busca novas experiências em um bordel onde oferece seus serviços, buscando realizar suas mais ousadas fantasias sexuais.

Casablanca
Americano aventureiro tem o bar e cassino mais popular de Casablanca, até que tudo ameaça vir abaixo com a volta de uma velha paixão.

Código da Vinci
Um assassinato no Louvre, pistas e códigos numa pintura de Leonardo da Vinci levam o “simbologista” Robert Langdon a descobrir uma sociedade secreta.


Confidências à meia noite
Uma famosa comédia com Rock Hudson e Dóris Day. Como conflito, a guerra dos sexos e a virgindade ameaçada da mocinha.

E o vento levou
Antes, durante e depois da Guerra Civil a história de bela e petulante Scarlett O’Hara, que sonha com o amor do galante Asheley Wilkes.

A sessão continua no próximo domingo.

(Sinopses adaptadas da revistamonet)


FLAMENGO CAMPEÃO BRASILEIRO DE FUTEBOL DE 2009


NOTÍCIAS RECENTES DO MUNDO

Aversão ao risco aumenta e Dólar sobe.

Bovespa cede ao pessimismo e fecha no negativo durante a semana mas se recupera.

Nosso informante para assuntos de economia:
LIQUIDEZ DTVM LTDA
RICARDO MARCIO CORIOLANO LEMOS
FONE: 4502-2318 - CEL.9906-8473
AV. BRIGADEIRO FARIA LIMA, 3144 - 7º ANDAR
RJ-021> 4502-2306 - NYC> 1 917 637-2306
Estamos aguardando autorização de Ricardo Lemos para colaborador permanente deste Arquivo.

Lembrem-se: a Lei 12.007 de 29-07-2009
já está em vigor. Muito útil neste fim de ano.

Felicidades, amigos!
Experimentem clicar esta imagem.
Considerem que representa a nossa mensagem de alegria para todos em qualquer momento da vida, começando pelo NATAL.

De um e_mail enviado pelo amigo Marcos Paiva.

VAMOS FICANDO POR AQUI.
AGRADECEMOS A ATENÇÃO DE TODOS.
DISPONHAM E ATÉ BREVE.
Do amigo
Valdez

PS- Pedimos licença para que neste final de página possa prestar uma singela homenagem a mim mesmo e à minha mulher nas comemorações de nossas bodas de ouro.


E O TEMPO PASSOU...




BODAS DE OURO HENRIETTE E VALDEZ 8 de Dezembro de 2009
Essa Dupla Se Merece

Cartas da Alemanha

Hugo

As semanas estão "voando"! E antes do Natal ainda vou te mandar um "texto natalino".
Antes, porém, todavia, rsrsrs... quero garantir as próximas semanas caso a internet lá no alto da colina ainda não esteja funcionando e eu esteja sem possibilidade de sentar prolongadamente diante do computador.

Então lá vai mais um texto sobre a recente visita à Zurique no final de semana: Entre algumas galerias visitas, foi na Galeria Bob van Orsouw que pude rever a obra de Ernesto Neto, também brasileiro, artista em destaque já há alguns anos. A primeira vez que vi o seu trabalho foi na Feira de Arte de Basel.

Uma moça muito simpática, a Eleonora, nos recebeu na galeria Bob van Orwsow, tornando a visita ainda mais agradável e nos falou a respeito da obra de Ernesto Neto com muito encanto. Ela nos contou que Ernesto fala inglês e neste idioma são também os títulos de suas obras expostas. Entre elas a instalação "Variation on Color Seed Space Time Love" (2009), feita à partir de 8 esculturas de formas orgânicas penduradas juntas. A definição escultura se refere a sacos feitos de rede de plástico em diversas cores que normalmente usamos aí no Brasil para a embalagem de frutas. Elas foram preenchidas com feijões brasileiros de tipos diferentes.

Com volume, formas e tamanhos diversos, as formas se entranham umas nas outras, como redes dentro de redes preenchidas por grãos de coloração e tamanhos diferentes. Deste modo a parte interior e exterior se apresentam claramente aos olhos do observador e a composição destes elementos direcionados ao interior e exterior seguem um certo ritmo. São formas orgânicas que lembram os elementos femininos e masculinos. Onde as "redinhas" se tocam e encontram, surge um novo efeito cromático. O quadriculado da rede se movimenta entre o delicado desenho onde os grãos são armazenados de modo que o delicado desenho linear da rede se sobressai. Com o aparente simples princípio de composição das redes que se tocam, penduradas no teto, Ernesto Neto forma uma reflexão complexa sobre a relação entre conteúdo e forma e limitação.

A instalação na parede chamada de "The Jaguar'Shadows" (2009) me pareceu à principio como um rebatimento das formas orgânicas de instalações já existentes no espaço, mas se tornou mais interessante aos meus olhos depois que Eleonora nos falou sobre a visão do artista sobre a própria obra. Foi como se eu estivesse diante de um filme revelado por uma atriz vivendo o que disse o artista (seu regisseur). As formas orgânicas de "The Jaguar'Shadows" são de mdf e têm contorno preto por dentro e fora das formas, resultado da queima da matéria através de lasercuts.


Como em outras obras de Ernesto Neto que vi anteriormente, aqui também se articula o olfato com a presença ainda do cheiro da queima. E aqui também o tema limite que são definidos nas formas e o interior que ào mesmo tempo é o exterior. As formas da instalação são chamadas de "manchinhas do jaguar" porque, segundo Eleonora, o artista relaciona a sua obra à literatura de Borges na qual ele descreve um padre aprisionado diante de uma jaula de jaguar. Com o passar do tempo ele começa a ver as manchas do jaguar como uma escrita, como algo divino que contém o sentido da nossa existência. Neste trabalho as formas das manchas da pele do jaguar na parede são relacionadas à escritos sobre a mesma, os quais iluminam o relacionamento entre o conteúdo e a forma e entre o significado e o significante.

Outra obra que achei interessante foi a escultura "LateNightLady" (2009). Eleonora falou da obra contando uma estória com muito humor e realidade e bastante sensibilidade: foi algo mais ou menos assim:

- Esta lady tem 3 pernas porque ela é um pouco instável. As pernas de madeira estão cobertas na parte superior com um tecido rosa transparente. No meio da escultura se encontra um saco de redinha cheio de moedinhas (dinheiro) o que proporciona certa estabilidade à esta "lady". O equilíbrio parece estar em perigo, de modo que entre uma das pernas e a meia que a envolve se encontra uma pequena faca de canivete. Na outra perna tem uma liga que esconde um buraco onde tem um comprimido (droga?) Então me parece um personagem da noite. Ou uma dama do mundo? Ou uma precária criatura com fantasias amedrontadoras que ameaça seu contemplador com uma faca amolada?

Seja como for, tudo me pareceu ter verdade e humor.

E pra finalizar aqui o site onde podemos experienciar mais sobre o artista e obra de outros artistas:

http://www.agentilcarioca.com.br

Abraços

Fábia de Carvalho

VIDEO DO DIA

Você pensa que já viu tudo nesse mundo? Falta ver o trabalho da Irmã Sofia e sua luta contra a "Armadilha de Satanás". O diretor e o coreógrafo do video é que deveriam ir pras profundas. Supremo mau gosto. HC