quinta-feira, abril 29, 2010

Time Magazine


Não é de espantar. A Time Magazine é useira e vezeira em cometer arbitrariedades. Primeiramente diria, que tirando o Bill Clinton a lista me parece mais um um rol de roupa suja, do que qualquer outra coisa. "Noço guia" merece estar em tão deletéria companhia. Para os incrédulos aí vão duas capas da Time com dois cavalheiros conhecidíssimos. E não foi listinha mixuruca, coisa nenhuma. Foram considerados "Homem do Ano" em 1931 e 1943. HC

Imagem do Dia


Cansadas, porém dispostas ao que der e vier, as irmãzinhas do Convento de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, se preparam para a abertura dos portões à visitação pública.

quarta-feira, abril 28, 2010

ECONOMIA AMBIENTAL: SUBSÍDIOS ENERGÉTICOS EM ECO E AGROSSISTEMAS

Breno Grisi

A fonte e a qualidade da energia envolvida no processo produtivo de um ecossistema (ou sistema ecológico natural: florestas, oceanos, lagos...) ou de um agrossistema (ou sistema introduzido e mantido pelo homem: agricultura, pecuária, aqüicultura...), são fatores determinantes da biodiversidade, assim como também dos padrões de processos funcionais que ali existem (cadeia alimentar, ciclagem dos nutrientes, ciclo hidrológico...) e, no final, da qualidade de vida ambiental que pode ser usufruída pelos seres humanos.

Embora a maior preocupação das sociedades humanas seja principalmente os custos envolvidos na quantidade de “matéria” que somos capazes de obter dum eco ou agrossistema (quantos metros cúbicos de madeira, quantas toneladas de feijão, arroz, batata, milho... carne bovina, peixe etc.), há que se considerar em todos esses sistemas agroecológicos de produção um denominador comum, básico, fundamental: ENERGIA. Na Natureza dispomos de quatro tipos básicos de ambientes inteiramente dependentes deste importante fator ecológico:

I - Ecossistemas potencializados por energia solar, sem qualquer outro tipo de subsídio energético. Exemplos: oceanos, florestas (geralmente de altitude, relativamente isoladas), pastagens naturais, grandes lagos (geralmente profundos). A capacidade de suporte desses ecossistemas, ou seja, a produção necessária para manter populações humanas, é limitada. Mas sua biodiversidade evoluiu adaptando-se a tais limites e assim esses ecossistemas prestam “serviços ambientais” imprescindíveis à humanidade.

II - Ecossistemas potencializados por energia solar, mas subsidiados por outras energias naturais. Exemplos: ecossistemas costeiros, como estuários, recifes de corais, lagunas costeiras... e algumas florestas pluviais. Os estuários e os recifes de corais, por exemplo, são potencializados por outras fontes de energia natural: movimento das marés, correntes marinhas e ventos. Com isso são muito dinâmicos, recebem nutrientes de outros locais, tornando-se altamente produtivos.

III - Agrossistemas potencializados por energia solar e subsidiados por energia gerada pelo homem. Exemplos: agricultura (cultivos em terra: alimento, fibras, lenha...) e aqüicultura (criação em viveiros: camarões, peixes, ostras...). Grande insumo energético (fertilizantes, melhoramento genético, controle de pragas, mecanização, irrigação...).

IV - Tecnossistemas urbano-industriais potencializados por combustíveis processados pelo homem (fósseis, de origem nuclear ou mesmo de origem orgânica...) e por outras formas de energia obtidas pelo homem (hidro e termoelétricas...). São sistemas que consomem produtos vindos de fora (alimento, água etc.) e que talvez estejam prestes a incluir a captação de energia da Natureza (solar, eólica...), além da hidro e termoelétricas e nuclear já em extenso e intenso uso.

Nesses quatro tipos de sistemas ecológicos há forte participação do “capital natural”, destacando-se o “capital humano” no tipo IV. Donde podemos concluir que “ainda dependemos muito da Natureza, para viver”).

Confrontando os tipos de ambientes acima descritos com os quatro princípios básicos da sustentabilidade (produção; biogeociclagem; biodiversidade; controle populacional), podemos concluir que: nossa capacidade de observação e racionalidade de uso e conservação dos recursos acima citados determinará se estaremos aptos a alcançar o tão almejado desenvolvimento sustentável. E tudo será inútil se não atentarmos para o último dos quatro princípios da sustentabilidade: CONTROLE POPULACIONAL

terça-feira, abril 27, 2010

Aconteceu ... 18

Valdez Juval

Brasil, 25/ABR/2010


MELHOR OPÇÃO !

Hoje recebi uma proposta de uma revista semanal que circula no Brasil. O exemplar que custa R$8,90 custaria apenas R$4,45. Até aqui tudo bem. Era uma oferta para quem fizesse a assinatura por um ano. Mas, a certeza maior da economia seria, segundo alarde da divulgação, que fosse feita a assinatura por dois anos. Esta sim, seria a melhor opção. Por que melhor opção?

Melhor opção mesmo ou propaganda enganosa?

CONTRA NÚMEROS NÃO HÁ ARGUMENTO.

IMPOSTO SOBRE IMPOSTO


Incrível! ... E é possível?
Não havia me apercebido até agora que os tais PIS e COFINS que são cobrados na conta de energia elétrica – ENERGISA (Paraíba) - são pagos pelos usuários.
E o cúmulo do absurdo: O ICMS é incidente sobre estes impostos além da contribuição da iluminação pública.
Vou dar uma pesquisada sobre o assunto e enquanto isto, caso alguém possa me esclarecer, prestará um grande favor.


Não sou político, tenho dito sempre, mas, sou contribuinte. Estão metendo a mão no meu bolso. Só no meu? Vocês também não estarão sendo furtados?
Irado, transcrevo um e_mail que me foi encaminhado pelo amigo Fernando José da Silva Navarro:

O Viajante


Se beber não dirija. Nem governe.
Até aqui, em 40 meses de governo, o presidente Lula já cometeu 102 viagens ao mundo. Ou mais de duas por mês, tal como semana sim, semana não.
Sem contar, ora pois, as até aqui, 283 viagens pelo Brasil.
Hoje, dia 15, ele completa 382 dias fora do país desde a posse.
E pelo Brasil, no mesmo período, 602 dias fora de Brasília.
Total da itinerância presidencial, caso único no mundo e na História:
Exatos 984 dias fora do Palácio, em exatos 1.201 dias de presidência.
Equivale a 81,9% do seu mandato fora do seu gabinete.
Esta é a defesa da tese de que ele não sabia e nem sabe de nada do que acontece no Palácio do Planalto.
Governar ou despachar, nem pensar.
A ordem é circular. A qualquer pretexto.
E sendo aqui deselegante, digo que o presidente não é (nem nunca foi) chegado ao batente, ao despacho, ao expediente.
Jamais poderá mourejar no gabinete, dez horas por dia, um simpático mandatário que tem na biografia o nunca ter se sentado à mesa nem para estudar, que dirá para trabalhar.
SEM CONTAR AS DESPESAS:
FHC, EM 8 ANOS DE GOVERNO, GASTOU R$ 58 MILHÕES,
CRITICADOS PELO PT.

LULA ATÉ AGORA, EM MENOS DE 7 ANOS, GASTOU R$ 584 MILHÕES E SÓ AS IDENTIFICADAS PELA IMPRENSA.
E o povão ainda aplaude e vota!

JOELMIR BETTING

Primeiro o maravilhoso comentário que a prima JULIANA NEGRI fez sobre o e_mail que recebeu, com o texto que CAIO LUCAS escreveu. Abaixo transcrevo as palavras de Juliana e o texto:
Não sei quem é Caio Lucas, nem por quantos internautas ELE teve de percorrer até chegar a mim. O que não posso é deixar de repassar sua mensagem, na qual os devotos do nosso presidente encontrarão as respostas objetivas aos seus arrebatamentos retóricos de bravatas compulsivas. Não há neste artigo uma só linha que não traga uma verdade incontestável. Espero que um dia esse e-mail chegue ao nosso ilustríssimo presidente Parabéns, Caio Lucas, seja lá você quem for".
¸.•´¸.•*´¨) ¸.•*¨)
(¸.•´ (¸.•` **


JULIANA O TEXTO:

LULA, VOCÊ É O CARA.

Lula, você é o cara. Você é o cara que esteve por dois mandatos à frente desta nação e não teve coragem nem competência para implantar reforma alguma neste país, pois as reformas tributárias e trabalhistas nunca saíram do papel, e a educação, a saúde e a segurança estão piores do que nunca. Você é o cara que mais teve amigos e aliados envolvidos, da cueca ao pescoço, em corrupção e roubalheira, gastando com cartões corporativos e dentro de todos os tipos de esquemas. Você é o cara que conseguiu inchar o Estado brasileiro com tantos e tantos funcionários e ainda assim fazê-lo funcionar pior do que antes.. Você é o cara que mais viajou como presidente deste país, tão futilmente e às nossas custas. Você é o cara que aceitou todas as ações e humilhações contra o Brasil e os brasileiros diante da Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai, Venezuela e outros. Você é o cara que, por tudo isso e mais um monte de coisas, transformou este país em um lugar libertino e sem futuro para quem não está no grande esquema. Você é o cara que transformou o Brasil em abrigo de marginais internacionais, negando-se, por exemplo, a extraditar um criminoso para um país democrático que o julgou e condenou democraticamente. Você é o cara que transformou corruptos e bandidos do passado em aliados de primeira linha. Você é o cara que está transformando o Brasil num país de parasitas e vagabundos, com o Bolsa-Família, com as indenizações imorais da bolsa terrorismo, com o repasse sem limite de recursos ao MST, o maior latifúndio improdutivo do mundo e abrigo de bandidos e vagabundos que manipulam alguns verdadeiros colonos. É, Lula! Você é o cara... É o cara-de-pau mais descarado que o Brasil já conheceu. Você é o cara que deveria apanhar na cara de todo brasileiro honesto e trabalhador." CAIO LUCAS


Também por e_mail recebo da prima e amiga KARLA LEMOS, texto de MÁRIO DE ANDRADE:




karla lemos


O VALIOSO TEMPO DOS MADUROS


http://cid-157cdf2ee67898b7.profile.live.com/
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana, que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade...
Só há que caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!
Mário de Andrade

ASSIM SOU EU!
CHATO, NÃO? É PORQUE VOCÊS NÃO TÊM 80 ANOS!!!

GRATO, MINHA GENTE, PELA CONSIDERAÇÃO.
Até breve. Valdez Juval
valdez_juval@hotmail.com

segunda-feira, abril 26, 2010

História da Carochinha

No Reino de Bruzundangas

Hugo Caldas

Confesso que tentei. Confesso que diligenciei me ver livre dos despautérios acontecidos neste reino de Bruzundangas. Estive alguns dias me fingindo de morto sem o menor estímulo para saber ou muito menos comentar os sucedidos do reinado. Deixei até de ver televisão. Pois bem, estava eu posto em sossego, na minha rede, no maior deforete, no esconso do meu terraço, quando não mais que de repente, divisei na linha do horizonte, uma nuvem de poeira, como nos velhos westerns de John Ford. De dentro dela, surge inesperadamente um arauto, saído de algum escaninho da Idade Média. E claro, com a devida ilustração de Gustave Doré. Esfreguei os olhos sem querer acreditar. Talvez, quem sabe, a catarata estivesse me distorcendo a visão. Perguntei-lhe então se iria à algum Bal Masqué. Nada respostou. Procurou algo dentro de um velho alforje e entregou-me em seguida os restos de um surradíssimo pergaminho com alguns rabiscos. O cavalheiro misterioso do exército de Brancaleone despediu-se com uma mesura cinematográfica. Empinou o rocinante, acenou e sumiu dentro da nuvem de poeira tão misteriosamente quanto chegara. O manuscrito a mim entregue esta manhã, dizia ipsis litteris, o que se segue:

"Nestes dias que correm, muita coisa acontece aqui no reino e você, pobre vassalo, não se dá conta. O que chega às suas mãos e aos seus olhos cansados, é Vero ou apenas Bene Trovato?" E a recomendação: "Esta mensagem se auto-destruirá em dez segundos após devidamente lida".

Aos fatos, pois!

Corre à boca pequena, na corte, que o imperador D. Luís I anda deverasmente agastado com a performance meio bagatela de Lady Morgana, sua alter-ego. Pelo andar da carruagem e o berro do Mateus o boi está mal ensaiado, havendo uma possibilidade real de tudo ir pro vinagre. No primeiro turno. Y entonces os gênios de la lámpara, de los PTralhas já começaram a elaborar uma nova ofensiva. Vejam se não faz sentido:O imperador D. Luís I renunciaria ao trono para disputar a candidatura de Vice-Rei de Lady Morgana e em consequência teria o campo livre para sair reino afora inaugurando até horta comunitária. Acreditam ainda, Merdlyn e os Cavaleiros da Távola Ovalada que desta maneira, voltando a ser boneco de ventríloquo, Lady Morgana angariaria (eita, palavra) os corações e as mentes da vassalagem e seria facilmente coroada rainha. E seriam felizes para todo o sempre? Nunquinha. O conto dessa carochinha não acaba por aqui. Sigam-me os bons!

Logo após a coroação, Sua Majestade Morgana I cumpriria pouco tempo de reinado que é para não dar na vista e, por sua vez, renunciaria ao trono por motivo de saúde. Vocês aí da Geral já lembraram que até pouco tempo existiu um histórico de enfermidade, não? Ao que então, Luís I na qualidade de vice-rei subiria novamente ao trono. Tudo nos conformes, para mais um reinado de oito anos! Em tempo: Não estou sugerindo nada, mas isso me traz à memória o Papa João Paulo I, o Papa Sorriso. Sua Santidade sorria tanto que os petralhas do Vaticano... enfim, deixa pra lá. Melhor lembrar a minha santa mãezinha que dizia: "Muito riso - pouco siso."

Após a leitura do manuscrito e sua prometida desintegração fiquei absolutamente estarrecido. Há, no entanto uma boa razão. Da parte deste escriba que vos escreve, o raciocínio é pra lá de lógico. Tudo se encaixa como num jogo de dominó. O atual vice-rei, Sir Allen Kar, já mandou pro espaço uma verdadeira possibilidade de vitória ao parlamento. O sábio Meir Elles acatou sua permanência à frente do erário real, esquecendo seus projetos de vida. A troco de nada?
Rezam os estatutos do reino: "nada impede o atual monarca concorrer a uma vice reinação desde que renuncie ao cargo com no mínimo seis meses de antecedência." Por lo tanto, estamos em final de abril. Façam seus cálculos, senhores. De maio a outubro a ampulheta marca exatamente 4.320 horas, ou seja, seis meses. Teremos novidades no reino muito em breve. Será a realização do sonho dos PTralhas de locupletamento, banhando suas respectivas éguas ao longo de mais oito anos de bem-bom no quarto reinado de Luís I. Esperem os arautos apregoando pelas portas das tavernas e catedrais. Quem viver verá. Viva o Rei!”

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Poeta no Blog

Hoje, temos uma Segunda-Feira com sol de Domingo. Aproveito o bom humor desse dia feliz e dou-me o direito de exercer o mais insolente caso de nepotismo jamais acontecido. O poeta aqui apresentado, que além do belo poema, ostenta uma vasta cabeleira de universitário, é meu neto. HC.


Imagine Um Verso


Claudio Henrique Caldas Mattos


Imagine um verso que não fosse verso
que não roubasse a idéia de outro poeta
que não começasse de um jeito previsível
quem sabe nem começasse, nem fosse

Imagine um poema sem estrofes, nem métrica
Uma palavra só e talvez quem sabe assim
trouxéssemos uma nova leitura, uma releitura
para um novo ponto, mais um

Imagine o John imaginando um novo mundo
e sonhando demais, ou não
sabe-se lá, né?

Vamos nos reencontrar
reescrever, e quem sabe tirar do papel amassado, do lixo
as novas possibilidades de escrita
os novos encontros consonantais

As novas fases da lua...
As nossas fases de lua...
As nossas frases pra lua:

sábado, abril 24, 2010

Da invisibilidade e solidão dos velhotes.

Hugo Caldas

Invisibilidade e solidão. Já aludi aqui mesmo neste espaço, por diversas vezes, às duas constrangedoras e pungentes circunstâncias. Via de regra o velho desaparece da vista das outras pessoas. Em especial dos jovens. Torna-se invisível, transparente. Evapora-se no ar feito bola de sabão. Tal invisibilidade traz de cambulhada junto com o envelhecimento, uma série de outros embaraços. Envelhecer é realmente um saco. Vivo aconselhando às pessoas para, quando a porca da velhice chegar, que entrem em contato com a NASA a fim de uma carona no primeiro foguete e sair de viagem (de ida, preferencialmente) para o outro lado da Lua. Sentir-se desusado, praticamente inútil, é desmoralizante. Péssimo constatar que a cabeça ainda está a 1000 % e o corpo, coitado, a 0,5.

Evidente que em ser idoso, há vantagens. E desvantagens. Vantagem é poder passar à frente do resto da fila nos bancos e ter um caixa exclusivo em supermercados. Outra é não ter que receber aqueles odiosos folhetos vendendo de tudo. De automóveis a apartamentos, promoção de lojas e supermercados. As garotas dos folhetos não conseguem perceber, mercê da nossa invisibilidade, que você está ali parado, esperando o ônibus. O que a meu ver se configura numa estupidez fundamental. Estatísticas mostram que muitas famílias sobrevivem com a aposentadoria dos idosos. De um modo geral, idosos têm dinheiro.

Desvantagens, bom, a mais comum é ser às vezes tratado como débil mental. Isso mesmo. O caso, eu conto! Certa ocasião, a fila do caixa de um determinado banco estava a maior bagunça. Idosos, (eu estava lá) mulheres grávidas e portadores de deficiência todos misturados, falando ao mesmo tempo, ninguém se entendia, até chegar uma senhorinha, ares de Fräulein comandante de campo de concentração, que berrou:

- Vamos organizar essa fila aqui. "Deficientes, idosos, e mulheres grávidas formem uma fila à minha direita, "os normais" passem para o lado de cá. Cruel, não?

Há também uma outra espécie, o oposto. A prestimosa funcionária, carinha de Santa Teresinha de Jesus, que à guisa de mostrar serviço quando solicitada nos caixas eletrônicos, decreta docemente: "coloque o seu cartãozinho aqui, ou, cadê a sua identidadezinha?" "Tenha cuidado com a sua senhazinha."

Mais desvantagens: Descobrir de repente que você é o que se convencionou charmar de "pé na cova”. E pé na cova, meus caros, sofre os maiores vexames nas paradas de ônibus. Se estiver só os motoristas não param ao seu sinal. E quando param, mal esperam você subir no veículo e "arrancam" para lhe desequilibrar. Quando não ameaçam fechar a porta no seu destino se você não apresentar para ele, motorista, e para uma câmera a sua "carteira de velho." É sempre bom lembrar que nós, velhotes não pedimos a gratuidade nos transportes. Nos foi dada. É um direito. Tal gratuidade independe de possuir carteira de velho ou não. O Estatuto do Idoso não especifica. Mas...

Geralmente o velho é mal recebido, mal atendido em lojas e farmácias, por exemplo. As pessoas falam olhando para os lados, o que me causa uma profunda irritação pois se configura uma demonstração de supremo esforço em nos dirigir a palavra. Até por dever de ofício, se você está por trás de um balcão é porque está vendendo, prestando informações, trabalhando. Deveria dar graças à Deus!

Lembro do vexame que via passar a minha mãe, o seu desapontamento, quando porventura se dirigia toda alegrinha aos amigos dos meus filhos e obtinha o calado como resposta. É entretanto bastante comum as pessoas, especialmente os mais chegados, os da família por exemplo, perderem a paciência quando não respondemos de imediato (tudo tem que ser a jato), pouco importa se você está sentindo alguma dor, algum mal-estar, um embaraço qualquer, e terminam por lhe chamar a atenção, um pouco mais firmes, para dizer o mínimo.

Na casa da minha filha, dia desses, chegou uma fulana e não "percebeu" que eu conversava com o meu neto ao sofá. Mesma coisa à mesa no almoço, quando lhe perguntei, a fim de quebrar o gelo, se ela era professora... Um, hum, foi sua lacônica resposta, e fim! Nada mais lhe disse nem lhe perguntei pois a meu ver isso é caso de falta de educação doméstica mesmo.

Aqui mesmo no prédio, para onde me mudei recentemente, fui brindado com o epíteto de "o coroa que fechou o portão". É que não vi o sujeitinho que vinha atrás de mim e inadvertidamente fechei o portão principal. Coisa de neófito em viver na comunidade de um edifício. O tal garoto não tendo a chave telefonou para alguém pedindo que liberassem a entrada pois o "coroa novato" havia fechado. Cuidei de saber o motivo pelo qual ele se referia aos mais velhos como "coroa".

- Por acaso estou mentindo? Foi a sua resposta.

Não existe mais a mesa, ou melhor, à mesa. O comum é comermos sozinhos... sei que todos têm os seus horários, seus compromissos inadiáveis mas, às vezes, estão todos em casa e por força do hábito não se chegam para comermos juntos. Preferem ficar em frente a um computador. Não estou a me queixar de solidão, até que convivo bem com a minha. Mas às vezes dá uma saudade danada dos meus filhos e netos. Sabem o que disse uma vez um certo poeta? "Saudade é a vontade de ver de novo”.

Na história da humanidade são comuns os exemplos de as pessoas se reunirem ao redor de uma mesa para celebrar seja o que for, um casamento, ou uma despedida. Jesus é o caso mais conhecido. Quando percebeu que o fim se aproximava, reuniu a tropa toda para um jantar. Os jantares de final de ano... Se hoje o Homem de Nazaré voltasse, decididamente não haveria mais a Última Ceia.

A mesa sempre foi o símbolo da família, antes que essa loucura toda acontecesse. Me faz falta. Não fui educado para viver nessa correria louca. As pessoas tornaram-se escravas dos seus horários ou de um celular e desaprenderam tudo, ou melhor, não aprenderam nada. Comem depressa e, pecado dos pecados, desses de ir para os quintos dos infernos de cabeça para baixo: falam enquanto comem, apressadas, com a boca cheia. Lastimável.

Ser velho é tolerar tudo o que acima foi dito e amar, acima de tudo os amigos, os filhos, a família, enfim. Sofrer com eles por qualquer acontecimento desagradável, infausto, preocupante. É amar e agradar os netos. É não dizer absolutamente nada ante a mediocridade alheia. É conviver com a vista desaparecendo aos poucos, algumas dores indefinidas, e outros achaques que você prudentemente não demonstra estar sofrendo.

Ser velho enfim, não é privilégio de ninguém. Todos, queiram ou não, se a indesejada das gentes não chegar primeiro, fatalmente terão conquistado o prestígio, a distinção, o status de idoso, para usar a cretina, boçal e grosseira expressão "politicamente correta". E, dizem as estatísticas, que o Brasil está se tornando um país de velhos. Aí, eu quero ver. Constatar o que os jovens de hoje farão quando finalmente descobrirem que também eles estão velhos. O danado é que não mais estarei por estas plagas para conferir. É da ordem natural das coisas.

hucaldas@gmail.com
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quinta-feira, abril 22, 2010

VIDA APÓS A VIDA

Bemvindo Sequeira‏

Sempre pensei que ia morrer cedo. A luta armada, a clandestinidade, aventuras, promiscuidade, orgias, riscos... Tudo me levava a crer que não chegaria aos 30 anos. Para quem tem 20 anos, quem tem 30 já é coroa. Tomei um susto quando me vi vivo e saudável aos 30.

Aos 40 percebi a possibilidade real da morte. No dia do meu aniversário quarentão, um jovem ator de 24 anos perguntou como eu me sentia: "Agora? De frente para a morte." Para minha surpresa foi o jovem quem morreu logo depois.

Aos 50 apaixonei-me pela letra de Aldir Blanc na voz de Paulinho da Viola: "Aos 50 anos, insisto na juventude...", isso enquanto percebia meu ângulo peniano caminhando para os 90 graus. Mas, antes dos 60, a pílula azul alargou minhas possibilidades e possibilitou-me ver o sexo por ângulos mais estreitos.

Agora estou além dos 60. Aos 40 rezava pela alma dos mortos amigos e parentes. Nome por nome eu pedia ao Senhor. Hoje, são tantos os que caíram, que apenas peço "pelos mortos em geral". E mais uma vez espanto-me por estar ainda vivo, e consolo-me no Salmo 91.7, que diz: "Mil cairão ao teu lado e dez mil à sua direita, mas você não será atingido." Mesmo confiando na Palavra, ainda assim caminho embaixo de marquises pra São Pedro não me ver.

Ainda estou vivo, e pra quem pensou que morreria aos 30 descubro que existe vida após a vida. Mas o preço do viver é muito alto para o jovem de hoje: tem que comprar apartamento, arranjar um trampo, ganhar dinheiro, ficar famoso, comer todas, bombar no iutube, malhar, casar, ter filhos, comprar carro, estar bronzeado, conhecer tudo de web e ainda ir ao show da Madonna, entre outras miudezas.

Após os 60 você já está quite com tudo isso e pensa que vai viver em paz. Qual o quê: tem que tomar insulina, antidepressivos, rivotris, controlar a pressão, não comer açúcar, não comer sal, não fumar, não beber, se conseguir comer uma e outra já é uma vitória, tem que caminhar ao menos meia hora por dia, cuidar do joanete, dormir cedo, vender o apartamento, fugir da bolsa, não discutir no trânsito, não se alterar no caixa do supermercado, tolerar os filhos, agradar os netos, ficar calado diante da mediocridade, aceitar o salário de aposentado, ter o testamento em dia e curtir todas as dores ósseas, nervosas e musculares porque se algum dia você acordar sem dor é porque está morto.

Claro que o idoso tem suas vantagens: uma delas é a transparência. Quanto mais velho, mais transparente você se torna. Chega a ficar invisível: ninguém mais lhe percebe, mais um pouco e nem lhe enxergam. Mas pode passar à frente dos jovens nas filas todas, com aquele ar de superior: "Você é jovem e sarado, mas eu tenho prioridade." E ante qualquer aborrecimento ou dificuldade você ameaça enfartar ou ter um AVC. Funciona sempre, todos logo se tornam gentis e cordatos, e é garantia de muitas meias e lenços como presentes no Natal.

Lidando com a minha "terceira idade" ouço de meu psicanalista, o bom Luiz Alfredo: "Só há dois caminhos: envelhecer... ou o outro, muito pior." Prefiro envelhecer, aceitando cada minúsculo "sim" que a vida me dá com uma grande alegria e uma grande vitória.. Hoje, quando encontro vaga num elevador de shopping, quando o banco está vazio, ou quando encontro promoção na farmácia, já considero uma bênção gigantesca e agradeço a Deus pela graça alcançada.

Após os 60, como no filme de Brad Pitt, regrido na existência, deixo Paulinho e a viola de lado e reencontro Lupiscinio:

"Esses moços, pobres moços, ah, se soubessem o que eu sei." Mas se soubessem não ia adiantar nada: porque a sabedoria é filha do tempo. Como diz o amigo Percinotto, também idoso: "O diabo é sábio porque é velho."

Pelo andar da carruagem, percebo que já morri muitas vezes nesta vida, e que viverei até fartar-me.

Bemvindo Sequeira é autor, ator e diretor de teatro e TV

quarta-feira, abril 21, 2010

Hoje é Feriado


Divirtam-se.....!

A Imagem do Dia


Marisa e mulheres de Alencar e de Amorim condecoradas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou hoje de evento no Itamaraty de entrega de medalhas da Grã Cruz da Ordem de Rio Branco a ministros e personalidades. No grupo das Personalidades, receberam a homenagem a primeira dama, Marisa Letícia, a mulher de José Alencar, Mariza Gomes da Silva e do ministro Celso Amorim, Ana Amorim.

A Insígnia - A Ordem de Rio Branco, instituída em 1963, distingue, no seu regulamento, os autores de “serviços meritórios e virtudes cívicas (…), ações e feitos dignos de honrosa menção”. A comenda, compõe-se de uma cruz de quatro braços e oito pontas esmaltadas de branco. Uma esfera central, em prata dourada, traz a legenda Ubique Patriae Memor. Tal dístico era a expressão latina ex libris (utilizada para determinar a propriedade de um livro) adotada pelo Barão do Rio Branco. Significa “em qualquer lugar, terei sempre a Pátria em minha lembrança”. O reverso da insígnia, dourado, traz as datas 1845-1912 –os anos do nascimento e morte do barão. A data regulamentar da entrega das comendas, 20 de abril, é também o Dia do Diplomata.

Balança infiel

Ipojuca Pontes

A julgar pela cobertura política dos jornalões do eixo Rio-São Paulo, o candidato José Serra já ganhou as eleições (embora uma discutível pesquisa do Instituto Sensus indique, no que diz respeito à corrida presidencial, empate técnico entre o ex-governador de São Paulo e Dilma Rousseff - 32, 7 contra 32, 4, respectivamente, nas intenções de voto.

Só para dar uma amostra de como trescala o aroma da perpétua: no tocante a atuação dos dois candidatos em campanha, as matérias que vêm sendo publicadas pelo jornal “O Globo” (desde, pelo menos, a convenção do PSDB) primam por um tratamento “áspero” dispensado à candidata de Lula, em contraste com o trato “macio” oferecido de bandeja ao político tucano. De fato, na percepção mais sofisticada da “grande imprensa”, em geral de esquerda, Serra representaria hoje uma linha mais palatável para se chegar ao socialismo do Terceiro Milênio.

Em duas edições, de 10/04 e 04/11/2010, “O Globo” lança críticas veladas ao desempenho da candidata de Lula, por ter ela, em primeiro lugar, se declarado “firme em suas antigas convicções” (presumivelmente de guerrilheira), sem jamais ter “abandonado o barco” - uma alusão frontal ao candidato do PSDB, exilado no Chile durante os “anos de chumbo”. Em seguida, o jornalão ironiza o fato de Dilma ter associado o seu nome ao do candidato a governador de Minas, o tucano Antonio Anastásia, criando a frente “Dilmasia” - uma coligação impossível. Logo adiante, um dos escribas do jornal condena a candidata por ela ter visitado, em Minas, o túmulo de Tancredo Neves, um “ato oportunista”. Por fim, censura a candidata petista por ter ela, ao lado de Lula, atropelado a legislação eleitoral ao fazer campanha burlando as regras do jogo.

O fato concreto é que o “fiel” da balança dos jornalões, no momento, pende em favor do candidato Serra. Quando a isto, em caso de dúvida, basta o leitor examinar o tratamento gráfico, os títulos e os subtítulos, o texto do noticiário e subtexto dos editoriais dispensados aos respectivos candidatos.

Curiosamente, a postura midiática não parece ser de ordem ideológica, visto que, tal como Lula, os “grandes jornais”, intramuros, também se deliciam com o fato de terem ajudado a banir os “trogloditas da direita” (leia-se liberais e conservadores) do cenário político nacional.

Por outro lado, ao menos na aparência, a atitude não parece ser alimentada por razões de ordem econômica, levando-se em consideração que Lula, embora tenha pulverizado uma nota preta entre mais de 5 mil periódicos em todo do país, numa clara estratégia de “cooptação” política da imprensa, também ajudou, e muito, com o repasse de bilionárias verbas publicitárias, a tirar os jornalões do “vermelho”

A bem da verdade, não é difícil encontrar motivos que justifiquem o atual comportamento da mídia “formadora de opinião”. Em primeiro lugar, destaque-se o perfil duro e de escassa credibilidade da candidata petista. Em seguida, o fim próximo do segundo mandato de Lula, prenúncio do ponto final na farta distribuição de polpudas verbas publicitárias entre as empresas mantenedoras da “segunda profissão mais antiga do mundo”. Em terceiro lugar, aponte-se o “estilo britadeira” de Lula, apurado em maciças doses de álcool, muito transparente no trato boçal dispensado aos adversários políticos e demais representantes das instituições públicas. Por fim, mas não menos importante, ressalte-se a armação, conduzida pelo governo, do famigerado Programa Nacional de Direitos Humanos, o PNDH-3, um pacote de maldades que, entre outras barbaridades totalitárias, propõe a criação de “conselhos populares” para controlar a mídia e punir jornalistas tidos como recalcitrantes – uma prática 100% totalitária.

De fato, os motivos são mais que sólidos, mas convém indagar o seguinte: por que os jornalões escolheram Serra como “o candidato”? Por acaso ele, Serra, com aquela cara de quem chupou limão azedo, não é uma figura tão sombria e autoritária quanto Dilma Roussef?

E, por sua vez, tal como a candidata de Lula, não pertenceu Serra a uma organização radical da igreja comunista, a famigerada Ação Popular, responsável, no aeroporto Guararapes do Recife, em 1966, pelo atentado a bomba que exterminou vidas inocentes e iniciou os anos da “Guerra Suja”?

Por acaso não é também José Serra, talvez mais do que Dilma Rousseff, um entusiasta do “Estado ativo e presente” (leia-se empreendedor, indutor, condutor, regulador e fiscalista), panacéia assimilada pelo tucano nas lições do comuna-estruturalista Raul Prebisch, o feiticeiro que levou o Chile de Allende à falência?

E não é ele quem, “avesso aos militares”, mas querendo “melhor proteger os brasileiros”, pretende criar o Ministério (mais um) da Segurança Pública para cuidar de nossas fronteiras, no firme propósito de esvaziar - não se sabe com quais intenções - as Forças Armadas da nação?

Não é José Serra o mesmo sujeito que fez de São Paulo um laboratório de proibições punitivas, especialmente contra o ato de fumar, ao mesmo tempo em que encara (tal qual FHC) o vício da maconha - fonte de espantoso índice de criminalidade - como uma questão de saúde pública - ameaçando, caso eleito, criar fundos públicos para financiar a distribuição controlada da droga?

Mais ainda: não é ele quem, na sua visão cega de “materialista dialético”, desprezando o lado moral e religioso da questão, considera o abordo tão somente um problema de saúde pública?

De fato, políticos como José Serra e Dilma Rousseff, com alguma diferença de temperamento e estilo, são rigorosamente idênticos: nutridos ambos em firmes convicções de natureza ideológica, cevados na retórica de “promessas transformadoras” que jamais se cumprem, pretendem colocar o mundo nos eixos pela força do Estado centralizador e punitivo, conduzido por eles próprios e suas respectivas burocracias partidárias. O próprio Serra, aliás, naquele que passa por ser o seu melhor discurso de campanha, se deixa trair ao confessar que sente “um prazer enorme em servir pessoas” – claro está, “governando-as”. Mas, diabos - e quem não teria!? Stalin, Hitler, Mussolini, Fidel Castro, Lula, FHC, Chavez, Ceausescu, etc., tarados públicos em circunstâncias diversas, diziam e dizem a mesmíssima coisa.

Num Estado “ativo e presente”, o sujeito mandar em milhões de pessoas, regular seus salários e impostos, alimentar os anseios e ilusões da plebe ignara (e depois traí-las), sentir-se diariamente ovacionado pelo entourage palaciano, comer, beber, viajar, acumular fortunas (não precisa roubar, basta economizar os gordos salários e as generosas verbas de rep1resentação), tripudiar em cima dos adversários e ainda por cima (ou por baixo, não importa) papar as mulheres periféricas... caramba!, se o usufruto de tudo isto não representasse um “prazer enorme” o sujeito seria considerado uma besta quadrada ou um monstro de insatisfação!

Para finalizar, aviso que este breve comentário não pretende fazer a cabeça de quem quer que seja, nem muito menos sugerir que se vote em Dilma Roussef, uma invenção despótica do Camarada Lula. No entanto, ele repudia a vil doutrinação repassada pelos jornalões de que o “ponderado” companheiro Serra representa para a democracia (sem adjetivos) um mal menor do que a candidata Dilma.

O propósito aqui, reconhecidamente vão, é apenas o de lembrar que os dois candidatos são irmãos em atos e crença: ambos representam, no poder, a certeza de novos e crescentes impostos, mais controle do Estado, mais expansão da violência e da pobreza, aumento galopante da nomenclatura partidária e, seguramente, a redução das liberdades individuais – ou seja, em duas palavras: mais socialismo.

Em caso de dúvida é só esperar 2011!

terça-feira, abril 20, 2010

O Pomo da Discórdia

Eis o clip que a Globo retirou do ar por imposição dos petralhas que viram no jingle uma forma disfarçada de propaganda do candidato Serra, “o Brasil pode mais”. No clip, atores e jornalistas da emissora repetem frases como “todos queremos mais”, “emoção? Mais!”, “educação, saúde, e claro, amor e paz. Brasil? muito mais”...

Como se a Globo precisasse de usar tais expedientes...

Nós aqui do Blog, por exemplo, não achamos nada de mais. Será que eles realmente falaram mais por demais? Não creio. Mais não falarei agora. Não esperem muito mais. Vejam o clip. HC.





Manaíra: Vidraças Quebradas – Retrato da Incompetência

João Arlindo Corrêa Neto

O Medo encontra-se estampado no rosto das pessoas e se cristaliza de forma brutal na paisagem urbana das grandes e médias cidades do Estado da Paraíba, refletindo uma tendência nacional do aumento da criminalidade pela falta de uma política de segurança pública e pela tolerância, conivência ou despreparo das autoridades constitucionalmente destinadas para prevenir, reprimir e debelar o crime.

Exemplo clássico desse descalabro é a cidade de João Pessoa, em especial o Bairro de Manaíra, palco recente de mortes, roubos, sequestro, furtos, estupros e linchamentos. No recente caso do linchamento de assaltantes, cidadãos comuns, cumpridores da lei, em desespero, ousam fazer justiça com as próprias mãos, tendo em vista, o vácuo deixado pelo Estado. Um alerta assustador!

As ruas estão desertas, os muros cada vez mais altos e as casas guarnecidas por cercas elétricas, cães de guarda e vigilantes especialmente contratados.

Enquanto isso o poder público usa um discurso ambíguo e frágil, adota “operações” pictóricas e enreda-se, cada vez mais, na teia da incompetência e da mentira.

Vivemos um cenário perfeito para que haja um aumento da criminalidade e é bem provável que ocorra uma elevação no florescimento do número de crimes sérios ou ataques violentos.

Quando os residentes modificam o seu comportamento de acordo com a necessidade, neste caso, falsa segurança de proteção, as ruas passam a ser território dos marginais, drogados, gangues, prostitutas, proxenetas e traficantes. Estamos no estágio onde as ruas estão desertas, as praças sem frequência e as pessoas enclausuradas em suas residências, movendo-se prevenidos, em silêncio e a passos apressados. Vizinhos não se conhecem! “Não se envolver” passou a ser a regra.

Essa auto-segregação é o combustível que faltava para o aumento da criminalidade. Em resposta ao medo, as pessoas evitam-se umas às outras, enfraquecendo os controles. Às vezes as pessoas acuadas chamam a polícia. Viaturas vêm, ocasionalmente uma prisão é feita, mas os crimes continuam a acontecer e a desordem não é diminuída.

Os cidadãos reclamam, os discursos vazios se repetem: efetivo pequeno; falta de combustível; que a justiça não pune pequenos ofensores ou criminosos primários; as penitenciárias estão lotadas. Quando um crime grave ocorre, agora semanalmente, viaturas passam a circular nas ruas com o “giroflex” ligado e em alta velocidade e uma ou outra “prisão” é efetuada.

No fundo, não há “prisão” alguma... Os próprios “comandantes” das favelas e lugares marginalizados entregam o autor para que não sejam perturbados, doravante.

O Estado necessita sair dessa inércia e apresentar um plano de segurança pública e este deverá instituir a política das vidraças quebradas e da tolerância zero. Urge que as instituições responsáveis pela prevenção, combate e repressão ao crime estejam irmanadas. Hoje, vivemos uma “Babel”! Os órgãos atuam isoladamente, Polícia Federal; Polícia Rodoviária Federal; Polícia Civil; Polícia Militar; Ministério Público e Poder Judiciário, salvo em operações de grande porte, não estão conectados, agem de forma desconexa.

A desordem e crime estão inextricavelmente ligados, em um tipo de sequência de desenvolvimento. Psicólogos sociais e policiais especializados tendem em concordar que se uma janela em um prédio é quebrada e deixada sem conserto, todas as demais janelas brevemente serão quebradas. Isso é verdade tanto em boas comunidades quanto em comunidades decadentes. A quebra de janelas não necessariamente ocorre em uma larga escala, pois algumas áreas são habitadas por determinados “quebradores de janelas” enquanto que outras são povoadas por “amigos de janelas”; especificamente, uma janela não consertada é um sinal de que ninguém liga, e então quebrar mais janelas não custa nada.

Segundo James Q. Wilson e George Kelling, na obra The Atlantic Monthly; Março 1982; Broken Windows; o “cidadão que teme o bêbado mau cheiroso, o adolescente encrenqueiro ou o mendigo importunador, não está apenas expressando seu desgosto por um comportamento inadequado; ele está também dando um pequeno recado para as pessoas de bom senso do que acontece no que parece ser uma correta generalização – ou seja, que crimes sérios florescem em áreas onde comportamentos desordeiros ficam sem cuidados. O pedinte é, em verdade, a primeira janela quebrada. Assaltantes e ladrões, se oportunistas ou profissionais, acreditam que reduzem suas chances de serem presos ou mesmo identificados se operarem nas ruas onde suas vítimas potenciais já estão intimidadas por condições prevalecedoras. Se o bairro não consegue manter o impertinente pedinte longe de importunar os transeuntes, o ladrão pode concluir que é muito menos provável que chamarão a polícia para identificar um potencial assaltante ou interfira se um assalto estiver em andamento”.

Na mão inversa, quando a polícia deixa de cumprir a sua destinação constitucional e se acovarda, é conivente ou incompetente, compactuando com a desordem reinante, estimula que outras vidraças sejam quebradas. O ato criminoso de um cidadão influencia atos seguintes de outros, ao não haver punição. Essa teoria justifica que se reprima o crime tão logo ele aconteça, a fim de que outros crimes piores não acabem acontecendo.

Tal concepção está no sucesso da política de tolerância zero implantada em New York pelo Prefeito Rudolph Giuliani, no início dos anos 90 e em Medelim, na Colômbia. O trabalho dos cientistas políticos acima citados, James Q. Wilson e George Kelling, parte das ideias de que se uma vidraça quebrada de um edifício não é logo substituída, a aparência de desleixo fará com que as pessoas se sintam motivadas a quebrar outra, determinando uma sequência, que em pouco tempo terá destruído todos os vidros.

É necessário a tolerância zero com qualquer infração, mesmo aquelas que pareçam insignificantes, para evitar-se a reação em cadeia e o surgimento de grandes ações criminosas.

Estamos em um estágio onde ainda há conserto, desde que, um plano de segurança pública seja efetivado de forma real e com o engajamento de todos os seguimentos da sociedade, em todos os níveis, verdadeiro pacto social. Cada um dentro dos limites de suas atribuições, entretanto, agindo interligados. É necessário que sejam deixados de lado as fogueiras de vaidade e a politicagem paroquial em prol da sociedade.

Caso contrário, as vidraças quebradas de Manaíra, retrato da incompetência do poder estatal em matéria de segurança pública, se espalhará por todos os bairros de João Pessoa e da Paraíba.

João Arlindo Corrêa Neto é Promotor de Justiça da Paraiba, Presidente da Associação Paraibana do Ministério Público.



segunda-feira, abril 19, 2010

Clip do Dia - A Verdadeira História de Brasília


José Pessôa Cavalcanti de Albuquerque, conhecido como marechal José Pessôa, Cabaceiras, 12 de setembro de 1885 e falecido no Rio de Janeiro, em 16 de agosto de 1959, foi um militar brasileiro.

Filho de Cândido Clementino Cavalcanti de Albuquerque e de Maria Pessôa Cavalcanti de Albuquerque, era sobrinho de Epitácio Pessôa, presidente da República de 1919 a 1922, e irmão de João Pessôa, presidente da Paraíba de
1928 a 1930.

"O Tiradentes de Brasília"

Imprescindível se fazer justiça em resgate da verdade histórica, reconhecendo-se que foi a Comissão de Planejamento e Localização da nova Capital, sob a Presidência de José Pessoa, a responsável pela exata escolha do local onde hoje se comemora os 50 anos da cidade de Brasília.

A idealização do plano-piloto, também foi obra da mesma comissão que em relatório, redigido pelo General José Pessôa, intitulado "Nova Metrópole do Brasil", entregue ao Presidente Café Filho, detalhou os pormenores do planejamento.

O General José Pessôa imaginou o nome da capital como Vera Cruz. O plano elaborado respeitava a História e não descaracterizava as tradições brasileiras. Grandes avenidas chamar-se-iam "Independência", "Bandeirantes" etc, diferentes, portanto, das atuais siglas de Brasília, como W-3, SQS, SCS, SMU e outros.

Cláudio Queiroz, Professor de Arquitetura da Universidade de Brasília, em declaração ao programa DF TV, sobre o Mal José Pessoa, disse: "O Marechal José Pessoa é um dos Tiradentes da História de Brasília. É uma dessas pessoas que sem ele, o processo talvez tivesse sido cortado e postergado a um outro momento. Ele desempenhou um período fundamental na implantação da nova capital, da perspectiva de realização efetiva, quero dizer, tornar real."
Veja o Clip abaixo. HC

ACONTECEU ... (17)






Valdez Juval

A força do hábito me traz de volta.
O estímulo também.
Preciso parar mas sou surpreendido com manifestações que me enebriam e me entusiasmam para prosseguir.
Mas tenho que decidir.
Não posso me dividir.
O cansaço já toma conta do corpo alquebrado com o peso dos anos.
Só o espírito é uma criança.
Estou começando MARIAS (pretende ser um romance policial).
A inspiração está fluindo fácil.
Difícil dominar a preguiça do intelecto
e a concatenação das ideias.
Mas vou insistir para chegar ao fim.

REPASSANDO

LULEI !!!
Virei casaca ao lado do Lula.
Hoje, refletindo sobre o efeito do nada, sobre o porra nenhuma, me dei conta de que o Brasil é o único país do mundo:
a) governado por um alcóolatra que instituiu uma lei seca,
b) um analfabeto que assinou uma reforma ortográfica,
b) tem um filho formado em porra nenhuma, que é o gênio das finanças, e
c) teve a cara de pau de pedir a Deus para dar INTELIGÊNCIA a Barack Obama, que é formado em Harvard.

Depois disso, EU TINHA QUE MUDAR DE LADO. Resolvi lular.
Que me desculpem os meus amigos e, por favor, não me critiquem, nem mandem e-mail's indignados.
Antes, reflitam melhor sobre a situação atual. Tenho certeza que também ficarão ao lado do Lula.
Afinal, se eu ficar atrás... ele me caga e se eu ficar na frente... ele me fode.
Portanto, a melhor opção é ficar ao lado dele.

ENQUANTO ISSO, ESPERO E SONHO QUE TUDO VOLTE AO NORMAL ..

Será o dia em que:
ARRUDA será uma simples plantinha pra espantar mal olhado;
GENUINO será algo verdadeiro;
GENRO apenas o marido da filha;
SEVERINO apenas o porteiro do prédio;
FREUD voltará a ser o só criador da Psicanálise;
LORENZETTI será só uma marca de chuveiro;
GREENHALGH voltará a ser um almirante que participou de nossa história;
Dirceu, Palloci, Delúbio, Silvio Pereira, Berzoini,Gedimar,Valdebran, Bargas
Expedito Veloso, Gushiken, Renan etc, serão simples.... presidiários.
E LULA APENAS UM FRUTO DO MAR.

Finalmente, quando olho meu titulo de eleitor, velhinho, coitado, sempre
usado desde 1950 e vejo o Lula aliado ao Collor e, pasmem, na defesa da vida
ilibada dos Sarneys, concluo que entendo o verdadeiro significado do nome
ZONA ELEITORAL escrito nele!
(Autor Desconhecido)


VAI SER LEI ... DIZEM
A Presidencia da República mandou reproduzir milhões de fotografias de D. Dilma como a apresentada aqui, para, no caso de ser eleita, sejam distribuidas para todos os lares do pais.




VÃO SERVIR NA CAMPANHA CONTRA A DENGUE. OLHEM O FUMACÊ!

ENCONTROS IMPORTANTES ... (para mim, pelo menos)



1 - No aeroporto de São Paulo, em Fevereiro do corrente ano, uma pose do DUNGA que se abaixa para ser fotografado, atendendo convite.


2 – Ao lado da atriz LIANA ROSA (excelente comediante brasileira integrante do elenco de shows do transatlântico Imperatriz)















3 – Também encontramos o cantor e ator paraibano DEMA CAMAZZO que faz atualmente grande sucesso no sul do pais.



COMENTÁRIOS RECEBIDOS:

Valdez,
Como sempre, leio, com prazer, a Revista Eletrônica "Aconteceu". A crônica enviada por você é muito oportuna e atual. O PAC é uma falácia comprada pela imprensa e vendida aos incautos pelos espertos como a salvação para o Brasil.Já vimos esse filme antes. Quem não lembra do esforço proposto pelo Delfim Neto arrecadando ouro, sim, ouro, para salvar o Brasil! O lema era: "aumentar o bolo para dividir"...Verdadeiro absurdo.
Não há escrúpulos!
Agora meu amigo, fala sério, você se superou com a bela e a fera!
Aproveito a oportunidade para lhe enviar artigo de minha lavra publicado no Correio da Paraíba com grande repercussão. Não sei se você já o leu.
Forte abraço.
Arlindo Corrêa
( Dr. João Arlindo Corrêa Neto é Promotor de Justiça da Paraiba, Presidente da Associação Paraibana do Ministério Público).

GOSTEI MUITO, AMIGO. MAIS DA BELA DO QUE DA FERA DANDO O DEDO.....
ABRAÇOS:
FERNANDO
(Dr. Fernando Vasconcelos é Procurador de Justiça aposentado, integrante do Ministério Público da Paraiba, escritor e professor).

Sobre o ACONTECEU 15:
Muito lindo Valdez. Amei a frase do teu livro, estou encantada até com o título!
Você devia escrever também no Recanto.
Beijos e Boa Páscoa!
Taciana Lemos Valença
(Taciana Lemos é poeta, escritora, jornalista. Coordenadora, Diretora e Redatora Da Revista Perto de Casa que circula em Recife/Pe)

Caríssimo amigo Dr. Valdez,
Obrigada por me enviar o seu" aconteceu 16", que veio com a crônica "Pacotão", tão atual embora datada de 1998.
Realmente magnífica.A bela e a fera foi muito bem expressado.
Beijos,
Adelina Souto.
(Dra. Adelina Souto é dentista, com consultório em João Pessoa/Pb)
Parar????
Bem, com certeza as "MARIAS" agradecerão esta parada.
Espero que esta missão não lhe tome o tempo de vez em quando enviar um alô ao amigos que fez por este mundo.
Abraços
Doris
ANTES, sobre o ARQUIVO ... 15:
Sempre uma boa surpresa!!!
Além de possuir um astral iniqualável, escrever crônicas inteligentes e divertidas, agora... ver suas telas???
Só você mesmo Valdez.
Um grande abraço Doris
(Dorisdey Martins é bancária, trabalha e reside em Goiania/Go)

GIOVANNA é uma jovem amiga que conheci há algum tempo dado o meu relacionamento com seus familliares. Jovem de apenas 16 anos, gente!!!
Eu a considero um gênio. É um talento nas artes (teatro, dança, música,) e ainda escreve. Como é bom conversar com ela!

Tic Tac

Tic
Não se afoba.
Tac
Não se abala.
Tic
Acha graça quando alguém diz que o tempo está passando devagar...
Tac
Ou que passou depressa demais.
Tic
Acha graça quando alguém fala em ganhar tempo...
Tac
Ou recuperar o tempo perdido.
Tic
Tempo não passa devagar.
Tac
Nem depressa.
Tic
Tempo não se perde...
Tac
Nem se ganha.
Tic, Tac
O tempo é igual.
Tic, Tac, Tic, Tac, Tic, Tac...
Quem muda é a gente.

ATÉ BREVE. Grande abraço.
Obrigado pela consideração.

Sempre às órdens.
Valdez
valdez_juval@hotmail.com

domingo, abril 18, 2010

Cenas antológicas do cinema

Zorba, o Grego originalmente intitulado, Alexis Zorbas, é um filme greco-americano de 1964 baseado no romance "Zorba, o grego" de Nikos Kazantzakis. Dirigido por Michael Cacoyannis, o personagem título foi interpretado magistralmente por Anthony Quinn, que não era grego coisa nenhuma. Na verdade Quinn era mexicano de nascimento, americano naturalizado e filho de pai irlandês com índia mexicana. O elenco de apoio incluiu Alan Bates, Irene Pappas, Lila Kedróva e outros. O tema musical, "Sirtaki" de Mikis Theodorakis, tornou-se famoso e popular como canção e como uma dança, especialmente em festinhas pelo mundo afora. O filme foi rodado, na ilha grega de Creta. As locações incluem também a cidade de Chania, a região Apokoronas e a península de Akrotiri. A famosa cena, em que a personagem de Quinn dança o Sirtaki, foi filmada na praia de Stavros.

Curiosidade histórica relatada pelo próprio Quinn;

- "Faltava apenas uma semana para terminar Zorba e no penúltimo dia de filmagem eu quebrei o pé caindo de uma plataforma de cinco metros, numa pedreira. O estúdio providenciou uma ida a Atenas e a filmagem foi interrompida até a minha volta.

Voltamos a Creta quatro dias depois para terminar o filme. Faltava uma cena. O médico não havia engessado o meu pé porque, nesta cena final eu deveria dançar na praia com Alan Bates. Ele apenas imobilizou com bandagens e esparadrapos, de modo que eu pudesse tirar as ataduras no último momento e recolocá-los o mais cedo possível, logo que terminasse. A dança exigia que eu pulasse, jogando o pé, mas eu não conseguia pular com o pé quebrado - certamente não com o entusiasmo de um grego cheio de paixão como Alexis Zorba.

Cacoyannis estava mais preocupado com a cena do que com o meu pé, e não era para menos. Ele não queria perder mais tempo e dinheiro.

- Como vamos fazer com a dança? - perguntou quando viu o estado do meu pé.
- Não se preocupe, Michael. Pode rodar a tomada que eu danço. Bote a música pra você ver.

- E dancei. Não consegui levantar o pé e voltar a apoiá-lo - a dor era insuportável - mas descobri que podia arrastá-lo sem grande desconforto, então inventei uma dança com um novo passo, arrastando o pé para o lado. Abri os braços na tradicional postura grega e deslizei na areia. Alan Bates pegou o movimento e nós dois fomos erguidos pela música e pelo mar, erguidos de braços dados para um lugar espiritual, fora do mundo, muito longe daqui. Éramos gregos renascidos, celebrando alegremente a vida. Não tínhamos a menor idéia do que estávamos fazendo, mas o sentimento era forte, era bom. (Melhor que fosse mesmo forte e bom porque era o máximo que eu conseguia com aquele pé desgraçado)."

(Extraído de "One Man Tango" - sua autobiografia).

O resto, bem, pelo que vimos na cena de hoje, entrou para a história do cinema. HC.

sexta-feira, abril 16, 2010

Tem Paraibana no Show

Isabelle Christine Soares Queiroz Freire, BELLE SOARES, apareceu hoje no programa de Ana Maria Braga, no quadro EU SOU O SHOW.

Peço que vocês, bem como a Paraíba inteira, divulguem e VOTEM SIM, para que ela possa retornar ao programa no final do mês.

A votação pode ser também enviando SMS para 88408.

Além de boa violinista e cantora, ela é linda e tem muito charme no palco.

Belle Soares toca violino e canta no Pôr do Sol do Jacaré, todos os dias no bar e restaurante Bom Bordo. Olho no vídeo abaixo:

Da Energia se Fez a Vida - A Revolta do Ipê


Na guerra pelo progresso, o homem não mede esforços e as conseqüências dos seus atos. O importante é avançar. Numa batalha desigual, destrói insanamente os recursos naturais, essenciais à sobrevivência. A resposta da Natureza pode até demorar, mas não falha. Às vezes, é imediata, intrigante ou mesmo desafiadora. Só precisamos interpretá-la.

Num ato silencioso e inusitado, ela respondeu aos afiados machados e às violentas motosserras, maiores formas do desrespeito destruidor. Insistiu e exigiu seu espaço para expor a beleza de suas flores e a generosa sombra da sua copada, numa grande demonstração de energia e desejo de viver.

Derrubado e transformado em poste para suporte dos fios da rede elétrica, o Ipê amarelo não se entregou. Com uma reação estupenda, recuperou sua pompa e reinado de árvore símbolo nacional. Rebelou-se à condenação injusta, criou suas raízes no solo e voltou a reinar absoluto, esbanjando alegria e beleza com sua identidade marcante.

Reconsiderando o seu ato, o homem decidiu transferir a rede elétrica a um poste de concreto instalado ao lado. Agora o Ipê reina livre dos fios.

Este Ipê, que pode ser honrado com "i" maiúsculo, é uma atração pública em Porto Velho, Capital de Rondônia, distante 3.500 quilômetros de Porto Alegre.

Doce privilégio dos moradores do bairro, o exemplo do fotógrafo amador Leandro Barcellos, gaúcho de Passo Fundo que reside em Porto Velho e nos cede a imagem para saboreio dos eletricitários gaúchos.

Com forte herança dos povos latinos, durante algumas décadas, Rondônia exerceu forte poder de atração sobre sulistas e nordestinos para exploração mineral, extrativismo e agricultura, desenvolvendo uma nova cultura miscigenada.

Nota: Recebi este texto por e-mail. Estou compartilhando com vocês pela beleza de espetáculo que a Natureza nos transmite. Cito apenas o fotógrafo por pura impossibilidade em citar a autoria do texto. Se alguém conseguir garimpar o autor, por favor nos avise para o devido crédito. HC.

Porque sei, não sei porquê


(Crônica sobre a fofoca)
José Virgolino de Alencar

No mundo informatizado, com as informações nos chegando em tempo real, numa incrível velocidade e num incomensurável volume, a gente fica sabendo de cada besteira, toma conhecimento de forma bombardeada de futricas, fofocas, diz-que-diz, ti-ti-ti, notícias normalmente desinteressantes, mas que despertam a nossa curiosidade e faz com que o leitor/internauta pare, leia, memorize e até comente. É essa força da comunicação que misteriosamente nos atrai, como um efeito gravitacional, e nos faz girar em torno da onda com uma certa dose de basbaquice.

Procurando me informar via internet, como em jornais, revistas e TV, vejo um monte de manchetinhas falando da vida das pessoas públicas e não resisto em acessar, ler, ver ou ouvir. É nesse contexto que tenho conhecimento do que dizem, do que fazem, do que pensam os artistas(atores, cantores, modelos, badaladores e badalados em geral), os jogadores de futebol, como políticos e empresários na sua vida privada.

Eu sei, e nem sei por que sei, que Gisele Bündchen, depois de um tempo com Leonardo di Caprio, namorou o americano Christian Slater e já mudou para um astro do Beisebol, também americano. Sei ainda que Paris Hilton já tirou a roupa em público, para revistas, e em particular, para um filmezinho íntimo com o namorado, já beijou Britney Spears, Madonna, namorou e brigou com Carmen Electra e fez várias estrepolias em boites, tendo sido, já várias vezes, presa.

Sei que Britney Spears, antes pura e virginal como nossa Sandy, andou aprontando, aos beijos e abraços com outras cantoras e atrizes, tirou a roupa num táxi e se deixou fotografar por um paparazzi, exibindo a perereca branquinha, descontraidamente.

Sei que Carmen Electra, em sua luta para ser estrela de Hollywood, namorou Denis Hodman e levou dele belas surras, até que foi abandonada, mas, não perdeu tempo e se jogou nos braços de outros artistas, um a cada mês. Sei que Janet Jackson mostrou, “descuidadamente”, o peito para a platéia, num show musical. Bombardeada pela crítica, Janet, irmã do falecido Michael Jackson, caiu em depressão, engordou muitos quilos, fez tratamento, emagreceu e resolveu soltar a franga cantando totalmente nua num clip.

Sei que Robert Downey Jr.(Ator dos bons filmes The Marshalls-‘Os Federais’- e Carlitos) tem a carreira marcada pelo vício e está aos poucos sendo destruído pelas drogas, ainda jovem. O mesmo ocorre com Charlie Sheen, para desgosto do pai e bom ator Martin Sheen, como do irmão ator Emílio Estevez.

Aqui no Brasil, sei que Deborah Seco, de Lolita da Televisão, está virando uma D. Lola, ou seja, está mais para matrona dona de Bordel, de tanto trocar de parceiros, do que para atriz e para desempenho de papéis dignos. Sei que Juliana Paes vestiu-se de personagem dos tempos imperiais, mas sem calcinha, e aí, quando o vestido voou ao sopro do vento, exibiu o xibiu, diga-se, bastante cobiçado.

Sei que Simony, depois de apresentar programa para crianças, caiu na gandaia, casou com um traficante preso e quis convencer a sociedade a solidarizar-se com o bandido, querendo libertá-lo. Mas nem esquentou a luta, trocou o bandido por outro namorado e vive na televisão deitando falação sobre moralidade, insistindo em impor seu jeito escrachado e seu comportamento que é um mau-exemplo para a juventude.

Em matéria de mostrar bunda, peito e xavasca(como diz Ary Toledo), sei que o fizeram as Sheilas, Luana Piovani, Juliana Paes, Luma de Oliveira, Nívea Maria, Dercy Gonçalves, e muitas outras. Sei de muitos fuxicos sobre Xuxa, Claúdia Raia, Lúcia Veríssimo, Ângela Ro Ro, a cantora Simone e vai por aí, como também dos Ronaldinhos e das Ronaldinhas, sem falar de Daniela Cicarelli, cuja dança erótica sob as ondas do mar de Espanha todo mundo viu no Youtube.

Embora fato passado, fiquei sabendo que Roberto Carlos teve caso com Maísa Matarazo, uma deusa da música brasileira, de vida agitada, acidentada, morta numa trombada de carro. E que o Rei é pai da "filha" de Denner.

Não assisti nenhum BBB, mas a homepage de todos os sites vem recheada de manchetes sobre os personagens que participaram do concurso de quem é melhor na cama, principalmente diante das câmeras. E fico sabendo que o vencedor do BBB-10, de nome Dourado, um sujeito que não é mais grosso por falta de espaço, meio bronco, meio caipiraço, com R$ 1 milhão no bolso, virou galã e é tietado por onde anda.

A última mulher fruta, daquelas que recebem o apelido pela comparação do tamanho da bunda com uma fruta, é a mulher super-jerimum, por ter o pandeiro aproximado do jerimum tonificado pela Embrapa.

Enfim, isso é apenas um pequeno exemplo do que sei sobre fatos que não me acrescentaram nada em termos de boa informação e de formação cultural, mas que não posso deixar de confessar a curiosidade, quase mórbida até, de procurar saber.

Porque sei disso eu não sei. Sei que sei, mas não sei por que sei. Dilema socrático? Ou a patologia humana pela fofoca? Não sei.

Mas, me contem a última presepada do jogador Ronaldo, o gordo corintiano, chegado a uma noitada com travestis.

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quinta-feira, abril 15, 2010

Mais um que se vai

Hoje, pela manhã, bem cedo, recebo a notícia da partida de mais um amigo de adolescência. Paulo Alves da Nóbrega - Paulinho Perneta, colega, ator a quem conheci no Teatro do Estudante da Paraíba nos idos da década de 50. Trabalhamos juntos em "Fim de Jornada," de R.C. Sheriff, a minha peça de estreia. Ele era o cozinheiro "Mason" da tropa que gritava "Hoje temos sôpa, costeletas e ananazes"! Amigão de todas as horas e conselheiro sentimental nos intervalos das aventuras amorosas da juventude. Havia mais de cinqüenta anos que não sabia desse meu querido amigo. Hoje me chega a desconcertante notícia. Paulinho faleceu no dia 18 de junho do ano passado em Mossoró.

Vai preparando umas daquelas boas presepadas que só você sabe fazer, meu caro. Não demora muito e vamos nos reencontrar. HC.

Sintonia e sinfonia


Germano Romero

A permanente preocupação com a saciedade biológica e com os perigos iminentes à integridade física é intrínseca à conduta dos bichos que, “teoricamente”, não raciocinam. E, se o que mais acentua a nossa semelhança com os animais “não humanos” é a prioridade em satisfazer necessidades imediatas de sobrevivência, o inverso parece ser verdade. Paradoxalmente, quando nos distanciamos das preocupações com o trabalho, a segurança material, com ambições mais primitivas, inerentes aos conflitos psicossociais como poder, dinheiro, posse e tudo o que provoca a equivocada sensação de superioridade, é que nos sentimos verdadeiramente superiores. Nenhum “insight”, nenhum estado “alfa”, nenhuma expansão de consciência ou sequer um prazer mental mais sutil pode ser experimentado se não pularmos a cerca do cotidiano, da rotina, da indiferença.

Essa poética e graciosa cantoria de grilos e girinos, que ora escuto vinda de uma verde relva naturalmente alagada com a chuva, por trás de nossa casa, me passaria despercebida se os pensamentos que trouxera da caminhada à beira-mar não houvessem levitado acima do dia-a-dia: o horizonte plúmbeo se espelhando no mar sereno, as ondas esparsas a se aproveitar da calmaria para “falar” mais alto, as lavandeiras bicando ciscos na areia macia, que o mar acabava de vitrificar com espumas brancas, e as marias-farinha correndo delicadamente, de um lado para o outro, desenhavam meu caminho para longe da razão.

Para completar, entrei no mar. Ninguém na praia, ninguém no mundo, nada à vista, mas, tudo comigo. Com a água no pescoço, ao nível do horizonte, o pensamento foi longe e confundiu-se com o céu. Éramos um. Como pareceu eterno aquele momento, dourado pelo sol, que longe descia... E o inverno já começava a aparecer por trás do duplo arco-íris, que encortinava o divino palco, no qual eu representava a calma e terna felicidade de ser. E de não ser...

Mas o céu fechava as portas do dia, e a outra vida me chamava, a dizer que a noite era hora de voltar. Felizes daqueles que têm prazer no regresso... Levantei-me. Senti escorrer da mente aos ombros, e corpo abaixo, a deliciosa água, ainda morna, do verão prestes a partir. E fui para casa.

A água que agora me molhava vinha do chuveiro, junto com aconchegantes lembranças do crepúsculo deixado na praia. Depois do banho, nada melhor do que acariciar o corpo com o balanço duma gostosa rede.

Do lado, o netbook mostrava-se disponível para me conectar a um mundo longe daquele que eu acabara de ver, e experimentar, mas sem nenhuma notícia das gaivotas...

Preferi os sapinhos a coachar sua sinfonia sem maestro, mas em invejável sintonia, adorando a lagoa que a chuva lhes deixara.

A mesma sintonia que me fez escrever essas bobagens, que nem sempre interessam...

quarta-feira, abril 14, 2010

Cenas de Filmes

A situação em Pindorama vem se agravando a tal ponto que tudo fica parecendo mais um pesadelo monumental. Nunca senti tanta vergonha em ser brasileiro. Tudo neste país é distorcido. Não se pode emitir uma opinião. Por mais simplória que seja. Pois bem, já que não posso manter o nariz eternamente tapado para não aspirar a fedentina dessa política do caos, inauguro hoje, no Blog, uma nova seção. Cenas antológicas de filmes famosos. Sei que pode parecer uma fuga mas...

Esta é uma das cenas mais admiráveis do cinema. O filme é "Sinfonia de Paris", onde uma versão resumida de um concerto de George Gershwin é apresentada pelo personagem de Oscar Levant, Adam Cook, pianista meio boêmio e esforçado, que sonha estar executando um concerto para um público de gala em um teatro. Com a evolução da cena, Adam também evolui na sua fantasia em que ele é também todos os outros membros da orquestra, bem como o condutor e ainda termina por aplaudir à si próprio.

"An American in Paris" é um filme musical de 1951 da MGM inspirado em uma composição de George Gershwin com letras do seu irmão Ira e arranjos de Saul Chaplin o diretor musical. Gente muito boa no elenco: Gene Kelly, Leslie Caron, Oscar Levant, Georges Guétary, Nina Foch, entre outros. Recebeu o Oscar de melhor direção de arte, melhor fotografia, melhor figurino, melhor trilha sonora, melhor filme e melhor roteiro. Foi indicado para as categorias de melhor diretor e melhor montagem. A história se passa em Paris do pós guerra. Foi dirigido por Vincent Minelli com roteiro de Alan Jay Lerner.

Informação adicional sobre Oscar Levant:

Por conta da sua hipocondria e de tanto se automedicar terminou viciado em remédios e várias vezes a sua esposa o internou em sanatórios. Oscar Levant foi na vida real um grande pianista, e compositor que privava da amizade de Gershwin. Era considerado um gênio por muitos. "Há uma tênue linha, dizia ele, entre o gênio e a insanidade. Eu já apaguei há muito essa linha". Em seu túmulo há a seguinte inscrição: "Eu disse que era doente."

Confiram clicando no link abaixo. HC.

http://www.youtube.com/watch?v=HzmsCt3zP8A

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terça-feira, abril 13, 2010

Palavras são Palavras nada mais do que Palavras

Tomado emprestado do Blog do Moacir Japiassu


Janistraquis leu com atenção as mais recentes falas de dona Dilma por aí afora, analisou-as, comparou-as e concluiu:

"Considerado, a criatura é a versão feminina (?) do falecido Vicente Matheus."

Confiram algumas preciosidades enviadas pelo considerado Bolívar Lamounier, o mais preparado dos cientistas políticos do Brasil:

• "Eu queria desejar e dirigir um especial cumprimento às mulheres aqui da frente que hoje animam, sem dúvida, esse comício”

(Ao iniciar o discurso sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em Belo Horizonte, abril de 2008.)

• "Esse país está mudando, e Rondônia mudando mais rápido que nosso país”

(Durante inauguração de terminal de passageiros do Aeroporto de Boa Vista, em Roraima, setembro de 2009.)

• "O meio ambiente é, sem dúvida nenhuma, uma ameaça ao desenvolvimento sustentável”

(Trecho de discurso na Conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, em Copenhague, dezembro de 2009.)

• "Vocês aqui de Juiz de Fora, homens, mulheres, as crianças…”

(Em Governador Valadares, durante visita a obras do PAC em Minas Gerais.)

Como dizia o citado e inesquecível Vicente Matheus, quem está na chuva é pra se queimar...