sexta-feira, maio 31, 2013

Samba do Crioulo Doido... (epa)

Imagina na Copa! Que tal umas aulinhas de inglês com o professor Hugão?

Herança desdenhada

Percival Puggina
A eleição de um diplomata brasileiro para presidir a OMC é expressão de um sucesso que avançou à conta dos empreendedores brasileiros e de políticas às quais o PT se opunha com humores e furores vulcânicos.
 

Mas não é que o brasileiro, embaixador Roberto Azevêdo, foi eleito para dirigir a Organização Mundial do Comércio (OMC)? Que tal? É nós na fita, como se poderia dizer, apropriando o título do espetáculo encenado por Marcius Melhem e Leandro Assun. Como foi acontecer uma coisa dessas?

Pois é. Um pouco mais do mesmo. Os outros plantam, o PT atrapalha quanto pode e, depois, colhe. Durante anos ouvi os petistas dizerem que abertura ao comércio internacional era coisa maldita, neoliberal, invencionice da nefasta globalização. A bem da verdade, essa ideia, de um viés nacionalista equivocado, que transformou o Brasil numa das economias mais fechadas do mundo, era anterior ao PT. Mas ganhou militância com o petismo.

Nas últimas décadas do século passado, o Brasil convivia com inúmeras maldições, entre elas estas três: atraso tecnológico, precaríssimo acesso a muitos bens de consumo e preços escorchantes por mercadorias do Primeiro Mundo. Ah, o Primeiro Mundo! O Primeiro Mundo promovia integrações e mercados comuns. Fazia tudo errado ... e ia muito bem. Bem demais, aliás, a ponto de esquecer a primeiríssima das lições, aquela que todas as donas de casa sabem: quem gasta mais do ganha se endivida e, um dia, a conta chega. Mas essa é outra história.

Nós, brasileiros, nos habituamos a ouvir discursos em defesa dos protecionismos a setores tecnologicamente atrasados, avessos à abertura a importações, contra privatizações, contra o pagamento da dívida externa - chave mestra para todas as dificuldades do país. Moratória já! Ianques go home! Abaixo o receituário do FMI! O Brasil, não precisaria tanto para se tornar carta fora do baralho nas relações internacionais.

Deus talvez não seja brasileiro. Se for, não é lá muito bairrista. Mas, felizmente, nos propiciou reação a essa didática do atraso. E o Brasil, aos poucos, foi rompendo com aquele nacionalismo fajuto, irresponsável e caloteiro. À medida que isso acontecia, revertia-se o quadro e o país granjeava credibilidade e respeito no mercado internacional. Desde o final do século 20, tornamo-nos um país que paga contas, cumpre contratos e se integra comercialmente. Sob vaias, é verdade. Quanto mais o Brasil dava certo nas relações externas, mais essa política econômica era combatida, escarrada e pisoteada. A metralhadora giratória do PT e seus consectários tinha nela seu alvo preferido.

 Loucura ideológica não rasga dinheiro. Quando o PT chegou ao poder, sem pedir desculpas a ninguém pelas bobagens que antes defendia e pelos impropérios que proferia, tratou de preservar o que estava dando certo. Descobriu, por exemplo, que o agronegócio paga as contas da balança comercial. Mas era tudo herança antes desdenhada. Por mais que o petismo delirante pretenda atribuir esses êxitos às suas próprias investidas em novos mercados africanos, o certo é que estes representam apenas 4% dos negócios do Brasil e não têm como passar disso em médio prazo. São economias muito pequenas.

Portanto, a eleição de um diplomata brasileiro para presidir a OMC é expressão de um sucesso que avançou à conta dos empreendedores brasileiros e de políticas às quais o PT se opunha com humores e furores vulcânicos.

Newsletter MÍDIA@MAIS - Edição 199

O Clipe do Dia



 Quem mandou votar... neles...!

quinta-feira, maio 30, 2013

A Batalha de Oliveiros


W.J.Solha

Algum tempo após a morte de Roldão, fui à casa dele e de Inês. Ao entrar no alpendre e passar entre as talhas representando Carlos Prestes na Coluna e Marighela nas guerrilhas, senti a presença forte do mano, evocada também pelas avencas fartas, redes, o frescor das samambaias, viveiros com canários, araras e sanhaços. Chega ouço Geraldo Vandré tocando violão lá em baixo, conosco, debaixo das mangueiras, todos nós cantando
                  
                                                  ”Vem, vamos embora,
                                                 que esperar não é saber.
                                                 Quem sabe, faz a hora
                                                 não espera acontecer!”

“Pobre Roldão – eu penso – Pobre Carlos Magno. Pobre Geraldo Vandré. Pobre de mim.”

Guiado pela criada esquiva, entro no gabinete de meu irmão e me sento numa das hospitaleiras poltronas negras e gordas. Sobre o sofá, na parede, os cartazes - autografados - dos filmes “País de São Saruê”, “Aruanda”, e “Homens do Caranguejo”.

Olho para as várias escalinatas verdes, de samambaias, que oscilam no alpendre ( como delicados móbiles de Calder ), suspensos dos caibros. Na mesinha-de-centro, à  esquerda, um exemplar do recém-lançado Das cores, as Cinzas., de Inês, fazendo peso no Pasquim novo com a entrevista do Paulinho – o Paulo Pontes. Acendo um cigarro, empurro o livro de Inês para um lado, leio uma das declarações grifadas certamente por ela, em que ele diz:

“A realidade brasileira está muito complicada, hoje, daí a ausência de uma saída”.

E há uma revista Veja, aberta sob o Pasquim, também grifada, com Celso Furtado dizendo:
                             
Se não existe hoje a possibilidade de entender a crise mundial que aí está, é porque não temos um conhecimento  das mudanças estruturais que ocorreram na economia mundial.

Tragando a fumaça com avidez, salto os olhos para uma resposta anterior:
                           
Assim, se não houver um grande avanço para entender todas essas sociedades humanas atuais, continuaremos a ter grandes dificuldades para identificar os verdadeiros problemas, para formar justas políticas, para organizar e desenvolver movimentos sociais e econômicos nos países o Terceiro Mundo!

“Mas meu deus!”, eu penso, com forte renovação da angústia. “Será que ninguém, então, está sabendo mesmo de nada?”


Ver matéria completa em: http://hugocaldas.blogspot.com.br/p/blog-page_30.html

Todo mundo lá...


 Poetas, seresteiros, namorados, boêmios, correi, é chegada a hora de beber e cantar....
 

Trata-se mui especialmente da "Esquina das Graças", na Rua das Graças, em frente à Matriz das Graças e naturalmente no Bairro das Graças, um novo bar sob a prestimosa direção dos amigos Brandão & Vital e que tem tudo para ser o novo Point da Cidade. O novo Bar fica no mesmo prédio do Restaurante "A Fazendinha" que continua a servir a sua fiel clientela diariamente.
 

Inauguração na Terça-feira, dia Quatro de Junho.
Comidinhas e bebidinhas a partir das 19 horas até segundo aviso.

Senado aprova pagamento de bolsa mensal de R$ 2.000,00 para garotas de programa.

Fonte: Alerta Noticias

Senado aprova pagamento de bolsa mensal de R$ 2.000,00 para garotas de programa.

Uma proposta polêmica, de autoria da senadora Maria Rita, do Partido dos Trabalhadores, foi aprovada na tarde de hoje por maioria de votos. Trata-se do pagamento de uma bolsa mensal no valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais) para garotas de programa em todo país.
“O objetivo da bolsa é dar a essas mulheres a possibilidade de terem uma vida mais digna, pois o dinheiro deve ser prioritariamente utilizado com prevenção de doenças”, explicou a senadora.
Segundo ela, o projeto tem interesse público, pois também tem o objetivo de “disponibilizar pra clientela um serviço de melhor qualidade, já que as meninas poderão se cuidar melhor, pagar tratamentos estéticos, frequentar academias etc. O projeto de lei vai ser submetido à sanção da presidente Dilma e deve entrar em vigor até o início da copa de 2014.


Fonte: http://joselitomuller.wordpress.com/2013/05/10/senado-aprova-pagamento-de-bolsa-mensal-de-r-2-00000-para-garotas-de-programa/.”


O Gato Motréca


 

 Minha homenagem...

"O Nordeste tem muita água"



João Suassuna estuda a questão hídrica do semi-árido/Foto: Divulgação/Fundaj

O engenheiro agrônomo João Suassuna é um dos especialistas mais respeitados do Brasil quando o assunto é a hidrologia do semi-árido, principalmente em relação ao Nordeste Seco do país, região que o também líder-parceiro da Avina estuda há mais de uma década. Nesta entrevista ao portal EcoDesenvolvimento.org, ele relata parte de sua trajetória como pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, defende a criação de cisternas e critica veementemente o projeto de transposição do Rio São Francisco.

EcoD: Como é que se deu a trajetória profissional do senhor até aqui?

João Suassuna: Eu terminei meu curso acadêmico em 1974. Depois trabalhei durante sete anos no Ibama. Já no início dos anos 1980, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) implantou em Brasília uma coordenação de energia (setor que do final dos anos 1970 até os 80 era prioridade nesse país...), e eu fui convidado a trabalhar nessa área com pesquisas sobre a biomassa, carvão e lenha vegetal, por exemplo. Então trabalhei em Brasília cerca de 10 anos, depois fui transferido para a Agência Nordeste do CNPq, em Recife, para trabalhar num programa de difusão de tecnologia em nível de produtores de baixa renda.

EcoD: É aí que começa o teu interesse pela água no Nordeste?

João Suassuna: Exatamente. Este trabalho junto aos pequenos produtores ampliou minha visão sobre as questões hídricas do Nordeste, como por exemplo levar a água para uma região onde aparentemente não tem. Foi aí que a minha trajetória evoluiu. Mas antes disso vale destacar que a Agência Nordeste do CNPq acabou extinta na gestão do então presidente Fernando Collor de Mello. Então, nos deram a opção de sair de Brasília e migrar para uma instituição federal vinculada ao Ministério da Educação (MEC), foi então que cheguei a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj).

EcoD: Que conta com pesquisas importantes sobre o desenvolvimento sustentável.

João Suassuna: Isso. O forte da Joaquim Nabuco é a área social. Lá, eu comecei a desenvolver um trabalho voltado para o convívio com o semi-árido e, numa dessas vertentes, tratamos das questões hídricas do Nordeste Seco, e mais especificamente da transposição do Rio São Francisco.

Leia o texto completo em: 
http://www.ecodesenvolvimento.org/avina-leadership/o-nordeste-tem-muita-agua-afirma-joao-suassuna?fb_comment_id=fbc_10150945815668845_25977481_10151490318018845#feb5db62afadd6

Dez Anos da MIMO


Com a iniciativa de consolidar a união dos patrimônios das cidades históricas brasileiras com o melhor da música universal, do erudito ao jazz, passando pela world music e elementos que representam a cena contemporânea, o MIMO - Mostra Internacional de Música em Olinda comemora dez anos em 2013 com novidades. A mostra, agora transformado em Movimento MIMO, reúne ações durante todo o ano.
O circuito foi ampliado com a inserção da cidade de Paraty (de 23 a 25 de agosto), seguida por Ouro Preto (29 de agosto a 1º de setembro) e Olinda (2 a 8 de setembro).
As atividades ao longo do ano, previstas no Movimento MIMO, começam nesta quarta (29) com o lançamento de um portal e ativações de redes sociais próprias e segue com ciclos de palestras, exposição fotográfica comemorativa aos dez anos e multiplicação da etapa educativa no Rio de Janeiro, em São Paulo e Belo Horizonte. A equipe formada pelos empresários de mídia, cultura e entretenimento Luiz Calainho e de conteúdo e marketing Fernanda Cortez, juntamente com a produtora cultural Lu Araújo, anuncia a criação de novas plataformas para comunicação, com conteúdos exclusivos, como uma webradio (com playlists de artistas de diversas partes do mundo) e aplicativos sobre as cidades por onde o MIMO vai passar.
O intuito de transformar o Movimento MIMO em uma referência para o mercado cultural em todo o mundo. O projeto já levou mais de 500 mil espectadores aos 200 concertos realizados e 90 filmes exibidos desde 2004. Nomes como o de Phillip Glass, McCoy Tyner, Nelson Freire, Chucho Valdés, Gotan Project, Maria João Pires, Buena Vista Social Club, Antonio Meneses, Richard Bona, Egberto Gismonti e Gonzalo Rubalcaba, entre outros, passaram pela MIMO.

O Clipe do Dia

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A melhor idade tem seus encantos...

quarta-feira, maio 29, 2013



APRESENTAÇÃO
O Ano de 2013 foi apontado pela Assembleia Geral da ONU como o ano da Cooperação Internacional pela Água. Seguindo a tendência mundial para a conservação dos recursos hídricos, e pautada no “Ano das Águas”, a Universidade Federal da Paraíba realizará o III Congresso Nacional de Educação Ambiental e o V Encontro Nordestino de Biogeografia, eventos simultâneos cujo Tema Geral Educação e Cooperação pela Água para a Conservação da Biodiversidade norteia 18 eixos temáticos para o desenvolvimento, apresentação e publicação dos trabalhos acadêmicos, científicos e técnico-educativos.
O Congresso Nacional de Educação Ambiental e o Encontro Nordestino de Biogeografia são Eventos Bianuais, sediados na cidade de João Pessoa, que se encontram, respectivamente, na terceira e quinta edições. O I CNEA e o III ENBio foram realizados no ano de 2009, com 1.300 participantes e mais de 500 trabalhos publicados, pautados no Tema Geral Educação para a Sociedade Sustentável e Saúde Global; no II CNEA e IV ENBio, promovidos em 2011, houve 1.500 participantes e um número superior a 700 trabalhos, permeados no Tema Geral Caminhos para a Conservação da Sociobiodiversidade.
Ambos os eventos, de natureza acadêmico-científica tem como objetivo proporcionar amplo debate sobre as mudanças do meio ambiente, em nível global e local, com participação dos diversos setores representativos da sociedade. O congresso é pautado na compreensão dos fenômenos naturais e antrópicos pertinentes à composição, relações e distribuição dos seres vivos na superfície terrestre e corpos hídricos continentais e oceânicos.
As atividades programadas no III CNEA & V ENBio incluem conferências, palestras, debates e grupos de trabalhos, reunindo um público esperado de 2.000 congressistas vindos de todas as regiões do Brasil e do exterior.
Além de 40 especialistas convidados, vinculados às universidades e setores da sociedade civil, participam do Congresso Nacional de Educação Ambiental e Encontro Nordestino de Biogeografia estudantes de graduação, pós-graduação, professores, pesquisadores e representantes governamentais e não governamentais.

Jornal da Aliança



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Manhã de maio

Celso Japiassu


 
O dia claro ilumina a manhã de Copacabana neste final de maio, em que o mar se agita e as ruas internas exibem tráfego intenso e caótico, como sempre. Marquinhos, louco, grita para os motoristas seus impropérios ininteligíveis e a velhinha que alimenta os pombos da praça aparenta um ar cada vez mais distante. Como se não estivesse ali.

Os habitantes do bairro desfilam pelas calçadas, velhos na direção do supermercado, do banco ou da farmácia. E as belas meninas caminham na direção da praia na companhia dos pequenos grupos que saem da estação do metrô.

No botequim da esquina, reconheço seus frequentadores habituais. Entre eles distingo o homem magro que me acostumei a ver, de manhã bem cedo, tomando a primeira refeição do dia constituida de pão, manteiga e uma garrafa de cerveja.

A Arte da Sra Ferkel

Carlos Cordeiro

A idade e uma insônia forçada fazem com que me levante de madrugada numa espécie de torpor vigilante, seja lá que diabos seja isso. Ocorrem em borbulhão ideias de contos, roteiros, artigos cheios de verve venenosa. Não sei, se eu tivesse um desktop, talvez isso tomasse forma. Hoje, por exemplo, veio-me a ideia de um conto,  "A arte da Sra. Ferkel". Passo o roteiro:  CC

A Sra. Ferkel é uma velhinha meio gorducha, casada com um velho relojoeiro de Bremen. O casal habita um pequeno e velho sobrado, no subúrbio. Todos os dias ele acorda, toma com pachorra seu desjejum de ovos estrelados, café e presunto, veste um casacão e desce para a oficina. Ao meio-dia em ponto, sobe para almoçar, come com ruídos de javali esfomeado, faz uma rápida sesta, emborca uma caneca de café e volta para a oficina, de onde sobe novamente às seis, para jantar, ler o jornal e dormir. Toda sexta-feira, separa uma hora para ir com a Sra. Ferkel a uma mercearia, onde compram os gêneros alimentícios necessários à semana. Na hora de pagar, ele retira alguma coisa que a mulher colocara furtivamente na cesta - uma pequena torta, uma barra de chocolate, um punhado de caramelos - paga e voltam pra casa. Uma noite, ela descobre que ele acorda irritado com o ronco dela, e tem uma ideia: treinar durante o dia, enquanto cuida da casa, aumentar o volume do ronco, e assim  impedir-lhe o sono. Cada dia ele vai aparentando mais cansaço, tem olheiras, boceja sempre. E acaba falecendo. Ela enterra o velho e tão logo volta do cemitério vende os trastes da oficina e as roupas do finado, compra umas roupas pra ela, emboneca-se e vai à mercearia, onde compra uma batelada de chocolates, tortas, presuntos, compotas, cremes, queijos e vinhos e, em casa, promove um grande banquete de delicatessen, empanturra-se e morre de indigestão.

O Clipe do Dia



Rico ri à toa...

O Povo e a Corte

Plínio Palhano

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, confirmou o que nós, o povo, sabemos: que os partidos políticos são de “mentirinha”, que “são ineficientes e dominados pelo Poder Executivo”. Basta ler as pesquisas de opinião sobre as instituições e poderes brasileiros para perceber que o Congresso sempre fica em último plano.

O ex-presidente Lula acordou no momento em que entendeu essa estrutura política e, só na sua quarta candidatura, quando se uniu a políticos de todas as cores e ideologias, venceu as eleições e dominou o Congresso, principalmente com o seu ministro estrategista José Dirceu.

Sonhamos, em todos os anos de eleições, com um Presidente da República e representantes do Congresso que deem sentido novo ao nosso país; que realizem as reformas de que necessitamos nas áreas política, tributária, penal e judiciária; na educação; na saúde; no transporte... Mas logo após consolidados os eleitos, com o passar dos anos, vêm as desilusões, os mesmos fatos, as mesmas corrupções, e a preocupação maior de cobrar impostos, enriquecer mais o governo, que já está imensamente rico e pela atitude, se beneficia do povo, que vota e elege.

Na verdade o Brasil cresce pela força empreendedora desse povo paciente, que contribui a cada dia com o suor do trabalho, porque, se dependesse de muitos dos nossos representantes políticos, a Nação estaria paralisada. A inteligência dos brasileiros, em todos os âmbitos, destaca-se em grande parte do mundo, mas são indivíduos independentes que nos representam com os seus valores, nada a ver com governos e políticos.

E com essa força demos passos importantes, mas podemos “fazer mais”, como dizem todos os candidatos, só que estamos andando a passos de tartaruga. Já poderíamos ter dado saltos imensos e estarmos no patamar de Primeiro Mundo. Mas há dois Brasis: o real e o encantado.

Para quem duvida, sugiro que visite ou necessite de tratamentos em hospitais públicos ou de uma simples consulta médica; reivindique à Justiça indenizações ou direitos como vítima de processos penais; observe os impostos cobrados nos produtos dos supermercados. Vejam a via férrea Norte-Sul, que foi paralisada e deu prejuízos constatados pelo TCU; a transposição do Rio São Francisco, com superfaturamentos; ou, como são tantos lados para mostrar, façam um passeio, simplesmente, no centro do Recife e verifiquem a decadência...

Plínio Palhano é Artista Plástico - ppalhano@hotlink.com.br

terça-feira, maio 28, 2013

Jornal da Aliança


Justiçamento


Wikipédia, a enciclopédia livre.

O justiçamento era a prática da tortura seguida de morte aos opositores dos guerrilheiros durante a época do regime militar de 1964. Ocorria, também, em diversos tribunais revolucionários espalhados pelo mundo, oriundos, em geral, de uma situação política excepcional que se instalava após o sucesso de um movimento revolucionário.

Os que aplicavam os justiçamentos não julgavam legalmente os condenados que eram sumarimente eliminados, muitos sem direito à defesa. O justiçamento, na prática, é um linchamento que ocorre as margens do sistema legal vigente onde o réu não tem condições de se defenderJá que trata0-se de ações realizadas em regimes de exceção.

Muitas vezes esta forma de linchamento era aplicada naqueles considerados pelo próprio grupo como traidores da causa. Geralmente se iniciava com uma denúncia dos próprios companheiros contra o que seria justiçado. Seguia-se um processo revolucionário, com o fornecimento de provas de defesa e acusação, semelhante aos tribunais revolucionários que na época do surgimento da URSS, executavam prisioneiros e traidores pertencentes ao grupo que estava no poder. Caso considerado culpado pelo grupo, o acusado era executado. No Brasil ocorreram casos de justiçamento onde o acusado não sabia que estava sendo "julgado": tal prática acarretou, por exemplo, a morte do marinheiro inglês de 19 anos David A. Cuthberg no Rio de Janeiro em 1972. Ele foi morto por guerrilheiros membros ALN.

Um exemplo de justiçamento é dado a seguir e foi praticado por Luís Carlos Prestes e seu grupo revolucionário esquerdista, no Brasil, em 1936:

Suspeita de ser informante da polícia, Elvira Cupello, de 16 anos, foi estrangulada com uma corda de varal e enterrada no quintal de uma casa de subúrbio do Rio de Janeiro. O enredo poderia ter lugar hoje, e os criminosos seriam traficantes. Mas o "justiçamento" de Elvira – mais conhecida nos meios clandestinos pelo codinome Elza Fernandes, ou simplesmente como "a garota" – ocorreu em 1936, quando ainda não existiam as facções do tráfico. Quem perpetrou o ato foi outro: o Partido Comunista Brasileiro. O episódio abala a mitologia de Prestes, que Jorge Amado chamava de "cavaleiro da esperança". Partiu de Prestes a ordem definitiva para a execução de Elza, embora não existissem provas cabais de que ela fosse uma delatora. A história foi recuperada em detalhes pelo jornalista e escritor mineiro Sérgio Rodrigues, no romance Elza, a Garota.

Justiçamento era uma prática tanto dos membros dos movimentos guerrilheiros das décadas de 1960 e 1970, que lutavam no Brasil pela instauração de um regime socialista/comunista quanto dos torturadores que agiam a serviço da ditadura militar. Dava-se quando um membro de um grupo era enquadrado por traição ou por desejo de abandono de causa, o que era considerado pena capital para os esquerdistas. Eram, muitas vezes, execuções sumárias sem direito de defesa ao sentenciado. Porém, há notícias de justiçamento já antes do período ditatorial de 1964 a 1985, quando Luiz Carlos Prestes ordenou a execução de uma jovem que ele acreditava ter fornecido informações às autoridades, fato que teria contribuído para o insucesso do levante por ele planejado, conhecido como Intentona Comunista.

A defesa da classe média

Rodrigo Constantino

 Todos vimos, chocados, uma turba ensandecida invadindo agências da Caixa em diferentes estados, após rumores de suspensão do pagamento do Bolsa Família. Impressionou o fato de que a maioria ali era bem nutrida, em perfeitas condições de trabalho em um país com pleno emprego.

Uma das beneficiadas pelo programa, em entrevista, reclamou que a quantia não era suficiente para comprar uma calça para sua filha de 16 anos. O valor da calça: trezentos reais! Talvez seja parte do conceito de “justiça social” da esquerda progressista garantir que adolescentes tenham roupas de grife para bailes funk.

Não quero, naturalmente, alegar que todos aqueles agraciados pelas benesses estatais não precisam delas. Ainda há muita pobreza no Brasil, ao contrário do que o próprio governo diz, manipulando os dados. Mas essa pobreza tem forte ligação com esse modelo de governo inchado, intervencionista e paternalista.

O melhor programa social que existe chama-se emprego. Ele garante dignidade ao ser humano, ao contrário de esmolas estatais, que criam uma perigosa dependência. Para gerar melhores empregos, precisamos de menos burocracia, menos gastos públicos e impostos, mais flexibilidade nas leis trabalhistas, mais concorrência de livre mercado e um sistema melhor de educação (não confundir com jogar mais dinheiro público nesse modelo atual).
O ex-presidente Lula criticava, quando era oposição, o “voto de cabresto”, a compra de eleitores por meio de migalhas, esquema típico do coronelismo nordestino. Quão diferente é o Bolsa Família, que já contempla dezenas de milhões de pessoas, sem uma estratégia de saída? Um programa que comemora o crescimento do número de dependentes! O leitor vê tanta diferença assim?

A presidente Dilma disse que quem espalhou os boatos era “desumano”, “criminoso”, e garantiu que o programa era “definitivo”, para “sempre”. Isso diz muito. “Nada é tão permanente quanto uma medida temporária de governo”, sabia Milton Friedman. Não custa lembrar que o próprio PT costuma apelar para o “terrorismo eleitoral” em época de eleição, espalhando rumores de que a oposição pode encerrar o programa. Desumano? Criminoso?
Depois que o governo cria privilégios concentrados, com custos dispersos, quem tem coragem de ir contra? Seria suicídio político. Por isso ninguém toca no assunto, ninguém vem a público dizer o óbvio: essas esmolas prejudicam nossa democracia e não tiram essas pessoas da pobreza. As esmolas estimulam a preguiça, a passividade e a informalidade. Por que correr atrás quando o “papai” governo dá mesada?

O agravante disso tudo é que os recursos do governo não caem do céu. Para bancar as esmolas, tanto para os mais pobres como para os grandes empresários favorecidos pelo BNDES, o governo avança sobre a classe média. É esta que paga o preço mais alto desse modelo perverso. Ela tem seu couro esfolado para sustentar um estado paquidérmico e “benevolente”.

Para adicionar insulto à injúria, não recebe nada em troca. Paga impostos escandinavos para serviços africanos. Conta com escolas públicas terríveis, antros de doutrinação marxista. Os hospitais públicos também são péssimos. A infraestrutura e os meios de transporte são caóticos. A insegurança é total. Acabamos tendo que pagar tudo em dobro, fugindo para o setor privado, sempre mais eficiente.

Como se não bastasse tanto descaso, ainda somos obrigados a ver uma das representantes da esquerda, a filósofa Marilena Chauí, soltando sua verborragia em evento de lançamento de livro sobre Lula e Dilma. Chauí, aquela que diz que o mundo se ilumina quando Lula abre a boca, declarou na ocasião: “A classe média é um atraso de vida. A classe média é estupidez, é o que tem de reacionário, conservador, ignorante, petulante, arrogante, terrorista.”
É fácil dizer isso quando ganha um belo salário na USP, pago pela classe média. Chauí não dá nome aos bois, pois é mais fácil tripudiar de uma abstração de classe. Mas não nos enganemos: a classe média que ela odeia somos nós, aqueles que simplesmente pretendem trabalhar e melhorar de vida, ter mais conforto material, em vez de se engajar em luta ideológica em nome dos proletários, representados pelos ricos petistas.
Pergunto: quem vai olhar por nós? Que partido representa a classe média? Com certeza, não é a esquerda das esmolas estatais bancadas com nosso suor, que depois ainda vem declarar todo seu ódio a quem paga a fatura.

Rodrigo Constantino é economista
 

GOVERNO DILMA - Perdão de dívidas

O Estado de S.Paulo - Atualizado às 5h37
Mamãe Noel
 O Brasil acaba de perdoar dívidas de US$ 900 milhões de 12 países africanos. Esse desgoverno do PT virou uma bagunça organizada. Quantos hospitais, escolas, estradas deixaram de receber a atenção do governo para que o "Brasil Carinhoso" despejasse suas bondades na África? Quantos bancos ou instituições financeiras já perdoaram o estouro do seu cartão de crédito? País rico é país que anda de fraque e com o traseiro de fora. O País arrecada cada vez menos. As desonerações multiplicam-se e o brasileiro trabalha até o mês de maio só para pagar impostos e sustentar 39 ministérios e a horda de "cumpanheros" aboletados nas estatais. A corda já está esticada demais, a qualquer hora vai se romper. Que não demore.

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com



O Clipe do Dia




Chovendo no molhado? É sempre muito bom ouvir verdades...

segunda-feira, maio 27, 2013

Tiro&Queda 27.5.13 segunda-feira

Eduardo Almeida Reis

 Pessoas – Se toda unanimidade é burra, como descobriu Nelson Rodrigues, toda multidão é imbecil e muito perigosa. Assistimos na tevê à cena em que Kim Jong Un embarca numa lancha e milhares de idiotas, uniformizados, se metem no mar atrás do grande líder. No século passado tivemos Stálin, Hitler, Mussolini, Mao, Pol Pot, Ceausescu e vários outros bandidos “carismáticos” arrebanhando multidões sideradas por eles. Que dizer do comandante Chávez? E de alguns exemplos dolorosos que tivemos e temos neste país grande e bobo?

Goethe disse: “Sinto, não raro, profunda tristeza ao pensar no povo alemão, tão estimável como indivíduo e tão infortunado na generalidade”, frase que se aplica a mais de 160 países, dos 193 reconhecidos pela ONU. O “efeito manada” tem sido estudado há muitos e muitos anos. Vejamos o que diz o médico e psicoterapeuta João Augusto Figueiró, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, que transcrevo do Estadão:

O que motiva as pessoas a participar de manifestações como a da Uniban? Resposta: “Nos estudos sobre psicologia das massas temos a resposta. É o que chamamos de efeito manada, em que as pessoas consideradas normais recebem certas informações e passam a atuar em bando, como uma manada. É como as torcidas de futebol, um fenômeno grupal”.

Como ocorre o efeito manada? “Dentro da massa, o indivíduo deixa de lado a moral e a ética, que freiam a impulsividade. As circunstâncias fazem com que ele renuncie aos seus valores e embarque na proposta coletiva de um líder – e essa proposta circula rapidamente dentro do grupo. É um caso de violência instrumentalizada. Foi assim que Hitler convenceu os alemães sobre suas ideias contra os judeus”.

O doutor Figueiró vai por aí, a entrevista está no Google e só faz confirmar a tese do philosopho: toda multidão é imbecil e muito perigosa. Releva notar que “multidão” não implica milhares de pessoas: grupos de duas dúzias de gatos pingados já são idiotas perigosíssimos. Os resultados aí estão e não me deixam mentir.

Preconceito – Você, caro, preclaro e paciente leitor, é preconceituoso? É coisa feia, mas existe por aí a montões. Só não dá para entender a mania do atual jornalismo de escrever “preconceito contra”, como se existisse preconceito a favor.

Vejamos: qualquer opinião ou sentimento concebido sem exame crítico, preconceito é, segundo Houaiss, ideia, opinião ou sentimento desfavorável formado sem conhecimento abalizado, ponderação ou razão; sentimento hostil, assumido em consequência da generalização apressada de uma experiência pessoal ou imposta pelo meio; intolerância.

Se é ideia desfavorável, sentimento hostil, só pode ser contra. Muitíssimo a propósito, Francisco Fernandes, em seu Dicionário de Regimes de Substantivos e Adjetivos, anota: Preconceito, s. – de, sobre.

Estabelecido o fato de que preconceito rege de e sobre, não sei se falo dos meus, mas vou acabar falando, porque não tenho segredos para os leitores deste jornal. Um deles é sobre os naturais de determinado estado da federação, que obviamente não vou dizer qual é. Mas aprendi, desde cedo, que não existe natural ou habitante daquele estado que seja honesto. Nunca existiu. Andei por lá e confirmei a dolorosa verdade. Está para nascer naquele estado, que tem no gentílico o sufixo “-ense”, uma pessoa honesta.

Dos meus outros preconceitos não posso falar, porque só um deles mexeria com milhões de pessoas no planeta. Condições em que, salvo melhor juízo, é melhor tirar meu time de campo, não sem antes dizer que tenho preconceito de tatuados e de homens de brinco. Que levaria um homem a espetar um brinco na orelha? Numa vaca, mamífero artiodátilo do gênero Bos, brincos têm a justificativa de valorizar o animal: vacas brincadas valem mais que as sem brincos, sem que alguém saiba explicar por quê. Mas professor de universidade federal, supostamente hétero, de brinco na televisão, só a pau. É pau, é pedra, é o fim do caminho...

Tomem nota! – O brasileiro custou para aprender que bebida alcoólica deve ter álcool. Se o sujeito anda afinzão de beber sem álcool, pode tomar água potável, suco de frutas, água de coco, essas coisas que não zonzeiam. Para zonzear o álcool é indispensável, como descobriram os europeus fabricando suas cervejas. As belgas com 12% de álcool por volume são comuns e deliciosas.

Tenho notícia, agora, de uma porção de cervejas brasileiras decentes. Não bebo para me encharcar, mas para ficar tonto. Hoje muito menos do que há dez, vinte anos. Quase nada comparando com os bons tempos. Ainda assim, se vou cervejar, gosto de tudo nos conformes.

Anotei os nomes das seguintes artesanais, que é para comprar quando encontrar: Perigosa (9,2%), Amburana Lager (8,4%) Bigfot (10%), Maria Degolada (10,5%). Encontrando a Maria Degolada à venda, “degolo ela” e seja o que os deuses quiserem.

O mundo é uma bola – 27 de maio de 1703: o czar Pedro, o Grande, funda a cidade de São Petersburgo. Em 1923, é fundado em Braga o Corpo Nacional de Escutas – Escutismo Católico Português. Em Portugal, escotismo é escutismo.

Hoje é o Dia do Profissional de Saúde, do Profissional Liberal e o Nacional da Mata Atlântica.

Ruminanças – “Algumas vezes um homem inteligente é forçado a ficar bêbado para passar o tempo com os burros” (Ernest Hemingway, 1899-1961).

 

A Frase do Dia




"Toda unanimidade é burra." Nelson Rodrigues

Engrenagem da inflação

Ipojuca Pontes
 
Os economistas, eternos devotos de uma ciência sombria, ensinam que a inflação é excesso de papel moeda para uma escassez de mercadorias, mesmo que as mercadorias sejam produzidas em ritmo frenético. Alimentada não por acaso pelo governo, a inflação deve ser considerada, sempre, como  uma forma indireta de tributação a incidir sobre a indefesa população.
   
Mas Ludwig von Mises, economista da Escola Austríaca, sem propriamente contestar, desconfiava da teoria de que a diminuição proposital do poder aquisitivo da unidade monetária tenha tido papel decisivo na evolução da história. Para ele, inflação e deflação são faces da manipulação dos governos, em geral socialistas, para ferrar a patuléia ignara.
    
Na verdade, ao adotar políticas econômicas inflacionárias ou deflacionárias, a máquina do governo, longe de atender o bem-estar geral, está apenas atendendo interesses de grupos privilegiados ou da própria máquina oficial. Segundo Mises, a expansão da base monetária sempre resulta em investimentos desbaratados e na exacerbação do consumo – o que torna a nação, como um todo, mais pobre: “Uma inflação continuada acaba provocando a alta desastrosa de preços e a completa ruína do sistema monetário”. Para ele, se o mal causado pela deflação é considerável, o da inflação é maior – e só empanturra as burras do Tesouro.



     Na teoria, embora o governo tenha fixado a meta inflacionária em 4.5%, na prática a inflação anual brasileira tem variado em torno da marca de 6% - o que significa dizer, na soma dos últimos quatro anos, uma inflação acumulada em cerca 24% - um rombo (roubo) indigesto na vida econômica do espoliado cidadão-contribuinte.
    
Eis os dados: em 2012, a inflação da China foi de 2,4%; nos Estados Unidos ela atingiu 1,5%; a do Chile ficou em 1%. Com a inflação mundial em baixa, até mesmo um burocrata do Banco Central, Luiz Awazu, apareceu para dizer que a inflação do Brasil é “elevada, difusa e persistente”. Nesta reta, um representante da Força Sindical, aliada do governo, pediu a volta da indexação salarial com negociações de dissídios coletivos a cada três meses - o mesmo que acionar, a médio prazo, o velho gatilho da hiperinflação. Deus do Céu!
    
De fato, a maré inflacionária regurgita. Os produtos industriais estão sendo reajustados numa média de 20%. O setor de serviços bate os 8,30%. No cotidiano, a hora do estacionamento aumentou 65% e guardar o carro custa mais que o salário do motorista. O preço das passagens aéreas subiu 132%. Por outro lado, qualquer birosca metida a besta está cobrando R$ 400 por refeição. Como dizem os malandrins do governo, é mais barato viver em New York ou Paris do que no Rio de Janeiro.
    
Detalhe: para manter o consumo em alta, que rende em impostos R$ bilhões aos abarrotados cofres públicos, o golpe do poder petista é incentivar o consumo pela  manutenção artificiosa do crédito fácil. Com isso, os estrategistas de Brasília estouram os orçamentos domésticos, oficializam o calote, mas enfiam uma fortuna no estomago do ogro. Por exemplo: na venda de um carro popular de R$ 33 mil, o fisco engole em tributos 39% do seu valor.  
    
A propósito de impostos, de acordo com dados do IBGE, o PIB brasileiro em 2012 rondou a casa dos R$ 4.403 trilhões. Desse considerável ervanário produzido por empresários e trabalhadores, a canalha oficial se apropriou de cerca de dois trilhões de reais. A pergunta que se faz é a seguinte: para onde vai essa grana fabulosa? 
    
Resposta: entre outras mazelas, para manter a gigantesca militância do PT pendurada nos polpudos salários dos 39 ministérios e empresas públicas; financiar obras faraônicas tipo Transposição das Águas do São Francisco, um caudaloso hidronegócio orçado pelo governo Lula em R$ 4.6 bilhões, mas que, se acaso concluído, em 2025, ultrapassará a casa dos R$ 30 bilhões; distribuir a bilionária grana do BNDES com empresários inadimplentes do porte de Eike Batista, grande doador de grana para as campanhas do PT; manter acesa, com gordas gratificações, a revanche da mentirosa “Comissão da Verdade”,  inventiva na criação de mártires e pródiga na doação de ricas indenizações para terroristas em geral, a começar por Dilma; estimular com bilionárias verbas publicitárias a ética relativista da grande imprensa, em especial a mídia televisiva de maior audiência; cooptar e manter no cabresto a chamada classe artística, sempre sedenta de dinheiro subsidiado, em especial o pessoal do insaciável “cinema da retomada”, capitaneado por Don Barretão e o bem-falante Cacá Diegues, um quadro corporativo empenhadíssimo na arte de tomar recurso público a fundo perdido.  
     
Como o espaço findou, deixo a cargo do  leitor a tarefa de anotar demais rombos e fraudes cometidos contra o Erário, a começar pelos “malfeitos” de Rosemary Noronha, a amiga íntima de Lula acusada de tráfico de influência, corrupção e formação de quadrilha. 
    
Até.

Polícia Federal descobre origem do boato sobre o fim do Bolsa Família


Recebi e repasso:

A Polícia Federal publicou nota na manhã de hoje afirmando ter descoberto a origem dos boatos sobre o fim do Bolsa Família. Diferentemente do que se acreditava, a farsa não partiu de nenhuma agremiação que faz oposição ao governo, já que as mesmas, segundo a própria PF, não tem competência nem pra espalhar mentiras.

Segundo a conclusão apresentada no relatório do inquérito, “ocorreu um grande mal entendido, pois algumas pessoas tiveram acesso a um vídeo da campanha eleitoral de 2002, no qual o ex-presidente Lula critica a política assistencialista dos governos. Algumas pessoas desinformadas pensaram que o vídeo era recente, e acharam que Lula ia mandar acabar com o bolsa família”.

No vídeo mencionado, o ex-presidente condena a distribuição de cestas básicas e tickets de leite, afirmando que tais medidas são uma verdadeira “compra de votos”. Segundo Maria Magalhães Mascarenhas de Macêdo, beneficiária do programa, o boato se espalhou quando “a gente viu o presidente dizendo que no Brasil ninguém votava por ideologia, que o povo pensa com o estômago e não com a cabeça, aí a gente pensou que ele ia ser coerente e ia mandar a Dilma acabar com a Bolsa Família”.

Embora a PF tenha concluído que o vídeo do ex-presidente foi quem causou o mal entendido, Lula não será interrogado, pois segundo sua assessoria comunicou, ele, como sempre,  não sabia de nada.

Abaixo o vídeo que causou a confusão:


Olha a origem do boato sobre o fim do Bolsa Família

(ver postagem aí em cima...)

domingo, maio 26, 2013

Quinze anos sem "A Voz"



Esse texto foi postado na passagem dos 10 anos da morte do Sinatra. Reproduzo agora, integralmente, com o cuidado de fazer a devida "correção monetária" das datas. HC 

"Fã incondicional de Frank Sinatra, não desejaria aqui escrever apenas uma resenha sobre a sua voz, suas músicas, seus discos seus filmes, uma enfiada de datas, etc. Prefiro contar também, algumas coisas e loisas que conheço do homem, Francis Albert Sinatra."

Frank Sinatra subiu há exatos 15 anos, dia 14 de maio de 1998, deixando um legado imenso para os admiradores da boa música e do bom cinema, na mais autêntica acepção do que seja um verdadeiro artista. Seu carisma, bem como sua voz inconfundível, lhe deram com toda a certeza um lugar de honra na história contemporânea e de quebra lhe concederam a definitiva alcunha: “The Voice”. Precisa dizer mais alguma coisa? Claro, que precisa.

- "Sou a favor de tudo que ajude a passar a noite, sejam orações, calmantes ou uma garrafa de Jack Daniel's." Frank Sinatra

Cena: Luz meio difusa de um spotlight. Canto escuro do balcão de um bar, Sinatra entre duas belíssimas mulheres, uma loira e outra ruiva, que encantadas esperam ouvir uma canção qualquer. Sinatra, segurando o copo com generosa dose de Jack Daniel's numa mão e um cigarro Camel na outra, "trenchcoat" jogada por sobre o ombro, chapéu cobrindo um pouco a testa, não diz nem canta absolutamente nada. Passa quase toda noite calado. O motivo do silêncio? Aparentemente prosaico. Um vulgar resfriado. Em se tratando do mito Sinatra, não teria sido evidentemente um mero "cold." Imaginemos "A Voz" com uma impertinente coriza, junto com calafrios, mal estar geral e elevação da temperatura. Tudo isso pode muito bem prejudicar a voz (a dele, então) e nos fazer entender o quanto "Old Blue Eyes" deveria estar de baixo astral. Nesse dia as filmagens de "Pal Joey", (Meus Dois Carinhos), com Rita Hayworth e Kim Novak foram suspensas.

- Resoluções de ano-novo? "Parar de fumar durante o banho, por exemplo." Frank Sinatra

Cena: Dia de gravação. Sinatra sentado no banquinho da orquestra de Nelson Riddle, que ataca a introdução de "How Little We Know". Sinatra entra no momento certo mas interrompe:

- "Pára, pára tudo! Eu não estou cantando! Eu estou enganando as notas!"
(Joga o cigarro ao chão e o esmaga com o pé.)
- "Não se pode enganar as notas! Temos é que cantá-las!"

A orquestra dá última forma, volta a atacar e dessa vez tudo dá certo. A gravação saiu perfeita.

- "Você deve ser gentil com animais idiotas, inclusive gatos, cachorros e repórteres da revista National Enquirer." Frank Sinatra

Cena: Ocasião marcante foi a apresentação para mais de 190 mil pessoas no Maracanã em 1980. Recorde de público. Sinatra, nesse show usou microfone dourado e recebeu dadivoso cachê de US$ 850 mil. Encantou como sempre a platéia ao vigor das suas 64 primaveras bem vividas, coroando assim, naquele instante, 40 anos de vitoriosa carreira e incontáveis sucessos, seja como cantor ou como ator consagrado, em diversos filmes.

- "É preciso tomar cuidado com as pessoas com quem você bebe. Muitos não conseguem beber sem ficar bêbados. O sujeito às vezes fica tão bêbado que eu o vejo em dobro."Frank Sinatra

Tinha Sinatra duas grandes implicâncias. A primeira era que ele temia vir ao Brasil. Uma cigana lhe havia previsto um acidente fatal. Um belo dia tomou coragem e veio. O resto é história. A segunda é que ele não gostava de cantar “Stangers In The Night” porque a considerava um hino gay. A implicância só veio terminar em 1980, nesse mesmo show do Maracanã, quando cerca de 200 mil pessoas insistentemente pediram bis.

- "Quando você sabe que um chapéu lhe cai bem? Quando ninguém ri." Frank Sinatra

Participou de filmes como, "High Society", ao lado de Bing Crosby e Grace Kelly, "Guys and Dolls" atuando com ninguém menos que Marlon Brando, "A Um Passo da Eternidade" contracenando com Ernest Borgnine, Burt Lancaster, Montgomery Clift entre outros, quando recebeu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.

- "Fazer mais para ajudar o meu país é começar enviando para o presidente e ao Congresso tubos de supercola para eles escovarem os dentes."

Dizem as más línguas ter sido ele beneficiado por amizades com grandes chefes da Máfia nos EUA, (minha mãe sempre falava nas "más companhias") que o teriam financiado e permitido que ele voltasse ao estrelato após longa ausência de 10 anos. Estivera afastado por ter praticamente perdido a voz.. Nada foi comprovado. A Máfia bem que forçou a barra com o "Bandleader" Tommy Dorsey que o mantinha sob contrato lá pelos anos 40. O que persiste até os nossos dias são as estrelas na Calçada da Fama de Hollywood. Duas, como cantor e também astro da TV e cinema americanos, seus filmes, seus discos. A voz… “The Voice”...

- "Chega desse papo de "tragédia da fama". A tragédia da fama é quando ninguém aparece e você está cantando para a faxineira num botequim vazio que não recebe um cliente pagante desde o dia de São Nunca." Frank Sinatra

Em 2008, o Serviço Postal dos Estados Unidos anunciou o lançamento de um selo postal para celebrar os 10 anos da morte do grande artista. O anúncio foi feito em 12 de dezembro, dia em que ele completaria 92 anos. Sinatra cantou pela última vez em seu aniversário de 80 anos, em 1995. Nesta data um fã isolado aqui no Recife escrevia uma nota de felicitações em seu Site Oficial.

Após a sua morte, familiares encontraram entre os seus papéis a determinação para que fossem colocados em seu esquife os seguintes itens:

- Uma garrafa de Jack Daniel's (uísque horroroso de milho)
- Um maço de cigarros Camel
- Um isqueiro Zippo
- Dez moedas de 10 cents

Quem o conhecia não se surpreendeu com o material requisitado. Mas, e as tais moedas? É que desde 1963, quando seu filho foi seqüestrado, Sinatra carregava moedas no bolso. Dizia que não queria correr o risco de ser seqüestrado e não ter moedas à mão para dar um telefonema. Obviamente ainda não proliferava essa coisa de telefone celular.

- "Não me importo de ser acusado de adorar mulheres. Só não me acusem de odiar algumas delas”. Frank Sinatra

Tinha uma verdadeira obsessão por pessoas cegas, especialmente crianças. Após o funeral é que a família tomou conhecimento de que ele financiava vários hospitais espalhados pela Europa e Americas, para crianças cegas. As grandes almas são assim mesmo. Não fazem alarde do bem praticado. Sinto uma pena enorme dessa geração que não o conheceu. Que falta que ele faz! Mas convenhamos que cada um tem o Frank Sinatra que merece. O Brasil tem o seu Frank. O Frank Aguiar! Que mais queres, além de cantar mal, o homem é deputado. Eita nós!

Sinatra costumava dizer:

- "Só se vive uma vez. E da maneira que eu vivo, uma vez só basta."

Clipe do Dia




Quinze longos anos sem "A Voz"

sábado, maio 25, 2013

A Careta do Dia

"Presidente" Renan Calheiros

Se eu tivesse medo de cara feia não via bode esfolado na feira!

A República Bolivariana de Los Cagones


Explicada a falta de papel higiênico na Venezuela

   
O regime bolivariano da Venezuela, de maduro está caindo aos pedaços. Apesar de dever ao Brasil um total de quase 2 bilhões de dólares, que dificilmente serão pagos, até porque a sargentona não vai cobrar, nossos hermanos afundados en las mierdas que o Bufão Chavez deixou de herança, estão mesmo dispostos a importar cerca de 39 milhões de rolos de papel higiênico. Um tal de Elías Eljuri, chefete do Instituto Nacional de Estatísticas lá deles, deitou falação e afirmou em entrevista à Televen que a culpa é do povo que está comendo mais. Para bom entendedor...

Mister então se faz lembrar a máxima de Ariano Suassuna:

"Quem come, descome"!

Clipe do Dia



Já não se fazem mais filmes como antigamente. "Melodia Imortal" (The Eddy Duchin Story) rodado no ano de 1956 é uma amostra do tempo em que Hollywood sabia contar uma história com começo, meio e fim. O filme é baseado na vida do pianista Eddy Duchin que encantava o mundo nas décadas de 30 e 40. Com Tyrone Power, Kim Novak, linda, recém-chegada ao mundo do cinema e grande elenco. A seqüência "chopsticks", magistral arranjo para o nosso popular "bife", demonstra a verdadeira e natural índole do homem, mesmo durante uma estúpida e brutal 2ª Guerra Mundial. Ah, é propaganda norte-americana. Claro que é, mas é bem feita. Uma prova de que o cinema também se presta à propaganda política: "O Encouraçado Potemkin" do russo Serguei Eisenstein, é a mais perfeita propaganda do Partido Comunista da então União Soviética. "O Triunfo da Vontade" é um filme alemão dirigido pela cineasta Leni Riefenstahl, feito de encomenda para o Partido Nazista. Não tenho o menor apreço (pelo contrário) por essas duas doutrinas, mas reconheço que são dois filmes belos e perfeitos. Voltando ao clipe: as músicas, são executadas pelo pianista Carmen Cavallaro. Vale a pena assistir. Quem se interessar, o filme completo se encontra no arquivo do YouTube. É só clicar em "Melodia Imortal". HC

   

sexta-feira, maio 24, 2013

Dossiê Geral - O Blog das Confissões

 
Geneton Moraes Neto   

Um manifestante ergue um cartaz em Moscou: "Operários de todo o mundo, perdoai-nos". 

Jorge Amado faria cem anos neste agosto de 2012. Reviro meus arquivos (não tão) implacáveis, em busca de uma entrevista que fiz com ele no momento em que o socialismo virava pó. O ex-comunista Jorge Amado via com espanto o desfile de imagens surpreendentes pela TV, como manifestantes dançando sobre as ruínas do Muro de Berlim ou o queda do ditadores como o romeno Nicolae Ceausesco, personagem de uma cena patética: reuniu a multidão para aplaudi-lo, mas foi silenciado por vaias. Amado se declarava atordoado com a "rapidez imensa" dos fatos exibidos pela TV, o que o levou a confessar a um amigo, o cineasta Costa Gavras: somente ali, ao testemunhar o desabamento dos regimes socialistas, ele se deu conta da importância da televisão. Diante da TV, o ex-comunista Jorge Amado vê um mundo desabar.

 

Jerry Lewis volta às telas


Jerry Lewis volta ao cinema após 18 anos. Em entrevista 
 sobre 'Max Rose', ele fez caretas e piadas sobre carreira.
 
O veterano ator e comediante Jerry Lewis faz um papel dramático em "Max Rose", sua volta ao cinema após um hiato de 18 anos, que teve pré-estreia no festival de Cannes. Mas na entrevista coletiva desta quinta-feira (23) ele mostrou que não perdeu seus dotes cômicos.

Lewis, de 87 anos, enfileirou tiradas engraçadas sobre o cachê do filme, sobre os altos e baixos da sua carreira e sobre o ex-parceiro Dean Martin, morto em 1995. "Quando cheguei aqui e ele não estava, eu sabia que algo estava errado", brincou ele sobre Martin, seu "escada", com quem ele rompeu em 1956.

Em "Max Rose", do cineasta Daniel Noah, exibido em Cannes fora da competição oficial, Lewis interpreta um pianista que, depois de 65 anos de casado, descobre ter sido traído pela esposa e questiona sua vida.


O ator Jerry Lewis posa com um livreto
durante sessão de fotos para divulgação do filme
'Max Rose' no Festival de Cannes, na França.
(Foto: Regis Duvignau/Reuters)
O ator disse que aceitou o papel porque foi o melhor roteiro que ele leu nos últimos 40 anos. "O maravilhoso desse roteiro é que ele é sobre pessoas idosas jogadas fora. É uma coisa muito diferente de fazer para o palhaço maluco que há 60 anos faz a mesma coisa. Mas é um filme incrível, que vai dar muito prazer a muita gente, essa é a ideia, e encontro vocês no banco."

Lewis, que no passado causou polêmica por desmerecer as humoristas mulheres, disse que mantém essa opinião.

"Não consigo ficar sentado assistindo a uma dama diminuir suas qualidades ao mínimo denominador comum", disse ele. "Minhas comediantes mulheres favoritas? Cary Grant e Burt Reynolds."

G1.Globo.com

O Clipe do Dia



Seria cômico...

quinta-feira, maio 23, 2013

Amor de interesses...


Insegurança Pública

A responsabilidade do PT na insegurança pública brasileira 


Redação Midia@Mais

Petistas, socialistas, militantes, Dilma e Lula: eles não dão a mínima para a vitória da bandidagem sobre as vítimas brasileiras. São, no máximo, danos colaterais da imensa transformação social proposta


Em 10 anos de governo federal, onde o dinheiro jorra através de arrecadação crescente, o partido de Lula e Dilma não apresentou uma só medida efetiva de combate à criminalidade que se espalha pelas ruas de todas as cidades brasileiras onde há pessoas e bens circulando. Pouco além de propaganda eleitoral foi o que os petistas propuseram, mesmo contando com maioria no Congresso e, segundo consta, “amplo apoio popular”. Nenhuma lei sequer que pudesse manter criminosos violentos mais tempo atrás das grades; nenhum incentivo à segurança das pessoas comuns – somente, quando muito, discurso vazio, e de resto cinismo puro e simples.

Os jornalistas sensacionalistas de TV poupam Lula e Dilma de qualquer responsabilidade a respeito: é mais fácil bater no vago abstrato dos “políticos de Brasília”, nos deputados sem nome e sem cara que, por isso mesmo, podem ser culpados de todos os males. Embora use e abuse de medidas provisórias para, por exemplo, criar cargos para os “companheiros”, a presidente parece não ter ouvidos para o desespero da população acuada por bandidos e com medo de sair de casa (apesar de que ficar em casa também não parece muito seguro): http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/governo/dilma-ate-animada-com-as-mps/.

A responsabilidade dos petistas, entretanto, não se limita a sua atuação dentro do governo: os militantes entrincheirados nas redações dos jornais e nos departamentos de humanidades das universidades, nas ONGs de “direitos humanos” e nos “núcleos de estudos da violência”, todos eles dão sua contribuição para que o poder de quem pratica crimes, especialmente os violentos, cresça e esmague qualquer eventual tentativa de reação dos cidadãos pacíficos. Marxista, a militância torce para os bandidos, que vê como “vítimas do capitalismo”; a ordem burguesa que as pessoas comuns pretendem defender (suas casas, suas famílias, seus carros) não merece de tal militância qualquer preocupação – afinal, é essa mesma ordem que se pretende derrubar para que o socialismo possa triunfar.

Petistas, socialistas, militantes, Dilma e Lula: eles não dão a mínima para a vitória da bandidagem sobre as vítimas brasileiras. São, no máximo, danos colaterais da imensa transformação social proposta. O povo acuado e com medo tende a votar também com medo, e isso é bom para quem não pretende sair do governo tão cedo. Contar com os políticos que estão aí para tornar o país num lugar mais seguro?

É bom começar a pensar num plano B.

A Foto do Fato


O primeiro ministro britânico, David Cameron a exemplo do Papa Chico, vai de metrô para o trabalho. Neste dia, não encontrou  lugar para  sentar. Alguém aí da geral, já presenciou cena semelhante? No Brasil, nunquinha. Nós, o povo, pagamos os carrões e fornecemos a gasolina.

Nelsonrodrigueanas


 “O povo é um débil mental. Digo isso sem nenhuma crueldade. Foi sempre assim e assim será eternamente”!

Eu já sabia...

Arena Pernambuco tem falhas de mobilidade na primeira partida oficial


Rafael Brasileiro, Estadão

Se a partida entre Espanha e Uruguai fosse nesta quarta-feira, a mobilidade dos acessos que levam à Arena Pernambuco seria considerada ineficaz. Seja de metrô, carro ou ônibus, nenhum torcedor conseguiu entrar no estádio com menos de uma hora após sair de casa. A esperança é que nos 23 dias que separam a primeira partida oficial, realizada entre Náutico e Sporting Lisboa, e a abertura da Copa das Confederações contribuam para que o governo de Pernambuco consiga melhorar o sistema de transporte.

Para a primeira partida oficial, a orientação era que fosse utilizado o sistema público de transporte. E todos os caminhos levavam ao metrô. O horário do jogo (20 horas) não ajudou e os torcedores alvirrubros se juntaram à população que voltava do trabalho. O resultado foram vagões superlotados, usuários insatisfeitos e sistema de refrigeração sem funcionar.

Espelho meu, alguém já viu coisa mais horrenda do que eu...

Leia mais em Arena Pernambuco tem falhas de mobilidade na primeira partida oficial

Jornal da Aliança


Dr. Rui. Coturnos e borzeguins

josémariaLealpaes
 
Aqueles eram anos sinistros, lá fora. Lá dentro, porém, nas redações do Estadão e do Jornal da Tarde, o JT, respirávamos o ar de ser o que por longos anos deixaríamos de viver: livres. Éramos, nos textos, a resistência contra a  tirania das balas e baionetas. A luta contra um dos cruéis abortos da ditadura: a censura. Coturnos e borzeguins não nos calaram entre as paredes onde ganhávamos o pão.

Os censores sentavam rente às impressoras. A exceção não nos intimidava. Censuravam páginas para o consumo das ruas. Da porta da Rua Major Quedinho para fora. Dr. Rui não permitiu a mordaça em nosso habitat. Se discordar dele era possível, respeitá-lo era preciso pelo que significava para o jornalismo. Significou.

Vi. Vivi. Aprendi. Pude refletir – naquelas duas redações - sobre  o nexo democracia-liberdade de expressão. Sobre honra, dignidade e coragem, que tornam o jornalismo mais que fascínio profissional: olhos e ouvidos da sociedade viva. Voz dos vivos. Dos mortos, por vezes, também. Os tiranetes do petismo, que insistem na tentativa de  sufocar revistas, jornais e jornalistas livres com marcos regulatórios, haverão de comemorar a morte de um combatente da liberdade de imprensa.

Ilusão desses déspotas embrutecidos pela corrupção, pelos desmandos do poder. Enquanto, no Brasil, houver única redação livre, lá estará o espírito do dr. Rui e de sua jovem, inovadora equipe do JT dos anos 1970. Anônimo, a ela pertenci.

Clipe do Dia



Túnel do Tempo

quarta-feira, maio 22, 2013

Imagina na Copa...


 "De repente o pivete, arma em punho chegou gritando:

- "Ei iú, me give the telefone"

 Eu: Por que tá me assaltando em inglês?

 - "tô treinando pra copa"

   

As Tábuas da Lei


A Síndrome da Reivindicação Sucessiva

Elio Gaspari, O Globo

 A Síndrome da Reivindicação Sucessiva é um ardil usado por quem não quer fazer uma coisa e argumenta que não é contrário à ideia, mas ela deve depender de algo, sem o quê, será inócua ou contraproducente.
Dois exemplos:
1 — A corrupção política só acabará quando houver uma reforma, criando-se o financiamento público de campanha.
Falso. O que inibirá com a corrupção será a ida dos larápios para a cadeia, e é isso que os defensores do financiamento público, inclusive Lula, querem impedir.
2 — A contratação de médicos estrangeiros por tempo determinado para trabalhar em áreas onde não há esses profissionais só fará sentido quando se rediscutir o sistema de financiamento da saúde ou o plano de carreira do SUS.
Falso. Hoje, dois terços dos 288 mil médicos estão nas regiões Sul e Sudeste. Só 13% deles clinicam em municípios com menos de 50 mil habitantes, onde vivem 64 milhões de pessoas. Em 397 municípios não há médico algum. É direito de qualquer cidadão trabalhar onde bem entende, mas barrar o acesso de outro profissional que aceita ir para um lugar que não lhe interessa é bem outra coisa.


O ardil destina-se a congelar uma situação na qual os médicos estabelecidos têm no Brasil uma reserva de mercado e transformam concorrência em vírus. O andar de cima dos pequenos municípios trata-se em outra cidade, ou em São Paulo. O peão, dana-se, ou vai ao curandeiro.
Se três médicos cubanos, marcianos ou espanhóis chegarem a um município pobre para uma permanência de três anos, qual dano ameaçará a população?
A reivindicação sucessiva é sempre impecável. Lei do Ventre Livre? Enquanto não houvesse creches seria a “Lei de Herodes”.
Lei dos Sexagenários? Sem asilo para os negros forros, uma crueldade.
Cotas nas universidades públicas? O que se precisa é melhorar o ensino médio.
Voto para o analfabeto? É obrigação do Estado alfabetizá-los. Até lá, que esperem.
(Não custa lembrar que os generais de 1964 achavam isso e, em 1969, quando decidiram escolher um presidente da República, meteram-se numa enrascada, pois se o voto de um analfabeto não vale o de um coronel, o de um general que comandava uma mesa não valia o de um colega que tinha tropa).
Os municípios sem médico também são pobres de renda. Em março a doutora Dilma torrou R$ 325 mil em três dias de hotelaria romana, noves fora o AeroLula. Esse dinheiro equivale a algumas semanas da receita de muitos municípios sem médico.

Leia a íntegra em A Síndrome da Reivindicação Sucessiva