quinta-feira, setembro 30, 2010

Perto de Casa


Neste fim de semana que passou, por força da comemoração do aniversário da amiga Lindaura Pedrosa, uma das "santas-malucas" do Teatro do Estudante da Paraíba" me desloquei para João Pessoa. Lá, muito bem acolhido em magnífico apartamento no Bessa do amigo de longas datas, Valdez Juval, (também do TEP) me caiu nas mãos uma revista de bairro com o sugestivo título de "PERTO DE CASA". A referida revista circula bimestralmente nos bairros da Jaqueira, Aflitos, Tamarineira, Parnamirim, Casa Forte, Apipucos e Poço da Panela, aqui na cidade do Recife. Um primor de apresentação em papel couché, muito bem diagramada, uma festa para os olhos e para a alma. Em suma, faz gosto manusear e naturalmente ler. No bojo da publicação aparece o nome de Taciana Valença que a primeira vista me pareceu a "faz-tudo" na revista. Menina dinâmica essa. No expediente da publicação ela aparece como Coordenação e Direção e mais ainda como Redatora. Ora, se quem coordena, dirige e ainda redige deve ela ser uma das "santas-malucas" que aparecem de cem em cem anos. Não é à toa a empolgação do Valdez pela revista que conta ainda com Site e um Blog cujos endereços estão logo abaixo. Me aventurei em dar uma olhadela em ambos. Fica aqui o registro: "Longa vida para a PERTO DE CASA". Podem contar como o apoio deste Blog do Hugão se necessário. Meu abraço para todos os que fazem a revista. H.C.

www.revistapertodecasa.com.br
www.pertodecasa.blogspot.com

Foto do Dia


Mãe! Me salva do Papa-Figo!

Vandré, 75

Ipojuca Pontes

Ao completar 75 anos, o extraordinário compositor Geraldo Vandré (nascido em 12/09/1935, em João Pessoa-PB) concedeu entrevista ao “Dossiê Globonews”, programa do canal pago das organizações Globo que vem se especializando em futricar, na base do sensacionalismo disfarçado, a vida de celebridades e falsas celebridades do cafarnaum nacional.
A expectativa em torno de um depoimento de Vandré era enorme, visto que há cerca de 40 anos o compositor paraibano jamais abriu o bico para prestar qualquer tipo de declaração à imprensa (falada, escrita ou televisionada) - muito embora circule na praça um livro ainda não editado, “Eu Nunca fui Assim”, feito a partir de uma série de entrevistas que o cantor prestou aos alunos de uma faculdade de comunicação de São Paulo, em 2009 (no qual, segundo os autores, o pessoal da Globonews se “inspirou”).
A entrevista do “Dossiê”, sobretudo para os que esperavam acusações bombásticas do compositor contra a “ditadura militar de 64”, resultou num completo revertério: sempre muito tranqüilo, por vezes irônico (um sinal de lucidez), Vandré revelou que nunca sofreu qualquer tipo de violência por parte dos militares, ou chegou a ser preso. Ademais, desconfiado da arte que se prática hoje em solo pátrio, negou que tivesse sido alguma vez “artista engajado”, ou mesmo que tivesse cumprido em vida qualquer militância político-partidária - esquerdista ou não.
Pelo contrário: franco, o autor de “Pra não dizer que não falei de flores” (tido como hino oficial do antimilitarismo) expressou sua alta estima pelas nossas Forças Armadas, sempre necessárias, em especial pela Força Aérea Brasileira, para a qual, aliás, escreveu a bela canção “Fabiana”, gravada por um coral de cadetes da aeronáutica.
Geraldo Vandré, filho do muito honrado médico paraibano, Dr. Vandregisilo, tornou-se uma lenda viva (e enigmática) no cenário (artístico) brasileiro. Poeta de cantar épico, coisa rara e talvez única na nossa música popular, diante da abjeção moral que avassalou o país, resolveu silenciar. Tal atitude, muito digna, o faz vítima permanente da virulência doentia dos esquerdistas. Uns, mais acanalhados, dizem que ele enlouqueceu depois de ser castrado pelos esbirros da ditadura. Outros, mais sibilinos, que ele “apenas” fez um acordo com a repressão militar depois de voltar do doloroso exílio – daí ser hoje um hóspede freqüente do Clube da Aeronáutica, no Rio de Janeiro.
Mas o fato auspicioso, depois de muitas tormentas navegadas, é que Geraldo Vandré, aos 75 anos, continua firme e forte, alheio a canalhice geral, sem se deixar – conforme proclamam os versos de Gonçalves Dias - se abater. Pouco importa que suas canções, as mais sofridas, estejam presas em sua garganta e que o seu poderoso canto épico permaneça mudo.
Para os que reconhecem o significado da palavra “decência”, o seu silêncio, sereno e invejável, soa muito mais forte do que todo o barulho que se impinge hoje como música popular no Brasil.
Vida longa, Geraldo Vandré – é o que nós todos lhes desejamos!

PS – Voltarei a escrever sobre o “mártir” Geraldo Vandré e sua entrevista concedida ao repórter Geneton Moraes, da “Globo News”, que não estava preparado para se defrontar com a lógica do compositor paraibano.
Por enquanto, antecipo uma outra e necessária indagação: como ficará Lula da Silva fora do “pudê”, daqui a três meses? Irá para o triplex de São Bernardo encher a cara de cachaça, saudoso dos vôos internacionais do Aero-Lula, regados a lagosta e vinhos importados?
Ou tentará, conforme incensado por Marco Aurélio Garcia, o Mag, ser secretário-geral da Organização das Nações Unidas? Lula deu muito dinheiro (dos brasileiros) aos países africanos pensando, depois, em tirar sua casquinha. Logo...
(O diabo é que Lula não fala inglês nem francês e - o que é pior – Barack Obama anda de saco cheio com o “cara” e, pior ainda, os africanos e asiáticos mudam de opinião a cada instante).
No caso (provável) de Dilma ser eleita, há quem garanta que Lula, sozinho, comporá uma espécie de “gabinete fantasma” do futuro governo. Dilma Rousseff, pelo que se diz, foi escolhida por Lula justamente para servir de “pau de cabeleira” num dissimulado “terceiro mandato”, a exemplo do que faz o ex-presidente Néstor Kirchner com a própria mulher, Cristina, na Argentina. Lula, com o PT a tiracolo, nomearia ministros, determinaria acordos e desacordos políticos com os partidos da base aliada e, assim, mandaria na nação por mais quatro anos – sem a menor cerimônia.
Mas existe a hipótese de Dilma, com seu jeito de mulher macho, e o cabelo cortado à la garçonnet, querer governar ao lado do ex-marido, que vive em Porto Alegre e já está sendo preparado para assumir o papel de “primeiro damo”.
Lula da Silva, por sua vez, é hoje um homem rico, aliás, como Lulinha, que dizem ser sócio de uma companhia de aviação – riquíssimo. Mas o problema grave é que o ex-operário não sabe mais viver fora do Palácio da Alvorada, com todas as despesas pagas, e mais verbas de representação, dizendo tolices em cascata (sem ser repreendido) e debochando dos adversários políticos.
Só o tempo dirá o que de fato vai ocorrer com Lula da “Selva”. Alguns já vaticinam que ele voltaria a Brasília, de todo jeito, em 2014. Por enquanto já me dou por satisfeito em não mais vê-lo, dia e noite, no pesado noticiário televisivo.

Deus nos guarde!

quarta-feira, setembro 29, 2010

Foto Constrangedora do Dia


O Excelentíssimo Senhor Presidente da República Federativa do Brasil, durante sério compromisso de campanha, ao lado da sua Criatura. Vejam no que dá marcar a politicagem para depois do almoço, das caipirinhas, das pingas, das 51, das cervejas, dos Cointreau, etc ...

As boquinhas fechadas

Arnaldo Jabor

O Estado de S.Paulo - 28/09/10

Estamos vivendo um momento grave de nossa história política em que aparecem dois tumores gêmeos de nossa doença: a união da direita do atraso com a esquerda do atraso.

O Brasil está entregue à manipulação pelo governo das denúncias, provas cabais, evidências solares, tudo diante dos olhos impotentes da opinião pública, tapando a verdade de qualquer jeito para uma espécie de "tomada do poder". Isso; porque não se trata de um nome por outro - a ideia é mudar o Estado por dentro.

Tudo bem: muitos intelectuais têm todo o direito de acreditar nisso. Podem votar em quem quiserem. Democracia é assim.

Mas, e os intelectuais que discordam e estão calados? Muitos que sempre idealizaram o PT e se decepcionaram estão quietinhos com vergonha de falar. Há o medo de serem chamados de reacionários ou caretas.

Há também a inércia dos "latifúndios intelectuais". Muitos acadêmicos se agarram em feudos teóricos e não ousam mudá-los. Uns são benjaminianos, outros hegelianos, mestres que justificam seus salários e status e, por isso, não podem "esquecer um pouco do que escreveram" para agir. Mudar é trair... Também não há coragem de admitirem o óbvio: o socialismo real fracassou. Seria uma heresia, seriam chamados de "revisionistas", como se tocassem na virgindade de Nossa Senhora.

O mito da revolução sagrada é muito grande entre nós, com o voluntarismo e o populismo antidemocrático. E não abrem mão de utopias - o presente é chato, preferem o futuro imaginário. Diante de Lula, o símbolo do "povo que subiu na vida", eles capitulam. Fácil era esculhambar FHC. Mas, como espinafrar um ex-operário? É tabu. Tragicamente, nossos pobres são fracos, doentes, ignorantes e não são a força da natureza, como eles acham. Precisam de ajuda, educação, crescimento para empregos, para além do Bolsa-Família. Quem tem peito de admitir isso? É certo que já houve um manifesto de homens sérios outro dia; mas faltam muitos que sabem (mas não dizem) que reformas políticas e econômicas seriam muito mais progressistas que velhas ideias generalistas, sobre o "todo, a luta de classes, a História". Mas eles não abrem mão dessa elegância ridícula e antiga. Não conseguem substituir um discurso épico por um mais realista. Preferem a paz de suas apostilas encardidas.

Não conseguem pensar em Weber em vez de Marx, em Sérgio Buarque em vez de Florestan Fernandes, em Tocqueville em vez de Gramsci.

A explicação desta afasia e desta fixação num marxismo-leninismo tardio é muito bem analisada em dois livros recentemente publicados: Passado Imperfeito, do Tony Judt (que acaba de morrer), e o livro de Jorge Caldeira, História do Brasil com Empreendedores (Editora Companhia da Letras e Mameluco). Ali, vemos como a base de uma ideologia que persiste até hoje vem de ecos do "Front Populaire" da França nos anos 30, pautando as ideias de Caio Prado Jr. e deflagrando o marxismo obrigatório na Europa de 45 até 56. Os dois livros dialogam e mostram como persiste entre nós este sarapatel de teses: leninismo, getulismo desenvolvimentista - e agora, possível "chavismo cordial".

A agenda óbvia para melhorar o Brasil é consenso entre grandes cientistas sociais. Vários "prêmios Nobel" concordam com os pontos essenciais das reformas políticas e econômicas que fariam o Brasil decolar.

Mas, não; se o PT prevalecer com seu programa não-declarado (o aparente engana...), não teremos nada do que a cultura moderna preconiza.

O que vai acontecer com esse populismo-voluntarista-estatizante é previsível, é bê-á-bá em ciência política. O PT, que usou os bons resultados da economia do governo FHC para fingir que governou, ousa dizer que "estabilizou" a economia, quando o PT tudo fez para acabar com o Real, com a Lei de Responsabilidade Fiscal, contra tudo que agora apregoa como atos "seus". Fingem de democratas para apodrecer a democracia por dentro.

Lula topa tudo para eleger seu clone que guardará a cadeira até 2014. Se eleito, as chamadas "forças populares", que ocupam mais de 100 mil postos no Estado aparelhado, vão permanecer nas "boquinhas", através de providências burocráticas de legitimação.

Os sinais estão claros.

As Agências Reguladoras serão assassinadas.

O Banco Central poderá perder a mínima autonomia se dirigentes petistas (que já rosnam) conseguirem anular Antonio Palocci, um dos poucos homens cultos e sensatos do partido.

Qualquer privatização essencial, como a do IRB, por exemplo, ou dos Correios (a gruta da eterna depravação) , será esquecida.

A reforma da Previdência "não é necessária" - já dizem eles -, pois os "neoliberais exageram muito sobre sua crise", não havendo nenhum "rombo" no orçamento.

A Lei de Responsabilidade Fiscal será desmoralizada.

Os gastos públicos aumentarão pois, como afirmam, "as despesas de custeio não diminuirão para não prejudicar o funcionamento da máquina pública".

Portanto, nossa maior doença - o Estado canceroso - será ignorada.

Voltará a obsessão do "Controle" sobre a mídia e a cultura, como já anunciam, nos obrigando a uma profecia autorrealizável.

Leis "chatas" serão ignoradas, como Lula já fez com seus desmandos de cabo eleitoral da Dilma ou com a Lei que proíbe reforma agrária em terras invadidas ilegalmente, "esquecendo-a" de propósito.

Lula sempre se disse "igual" a nós ou ao "povo", mas sempre do alto de uma "superioridade" mágica, como se ele estivesse "fora da política", como se a origem e a ignorância lhe concedessem uma sabedoria maior. Em um debate com Alckmin (lembram?), quando o tucano perguntou a Lula ao vivo de onde vinha o dinheiro dos aloprados, ouviu-se um "ohhhh!...." escandalizado entre eleitores, como se fosse um sacrilégio contra a santidade do operário "puro".

Vou guardar este artigo como um registro em cartório. Não é uma profecia; é o óbvio. Um dia, tirá-lo-ei do bolso e sofrerei a torta vingança de declarar: "Agora não adianta chorar sobre o chopinho derramado!"...

terça-feira, setembro 28, 2010

O mal a evitar

O Estado de São Paulo - Texto publicado na seção "Notas e Informações" da edição de 26/09/2010

A acusação do presidente da República de que a Imprensa "se comporta como um partido político" é obviamente extensiva a este jornal. Lula, que tem o mau hábito de perder a compostura quando é contrariado, tem também todo o direito de não estar gostando da cobertura que o Estado, como quase todos os órgãos de imprensa, tem dado à escandalosa deterioração moral do governo que preside. E muito menos lhe serão agradáveis as opiniões sobre esse assunto diariamente manifestadas nesta página editorial. Mas ele está enganado. Há uma enorme diferença entre "se comportar como um partido político" e tomar partido numa disputa eleitoral em que estão em jogo valores essenciais ao aprimoramento se não à própria sobrevivência da democracia neste país.

Com todo o peso da responsabilidade à qual nunca se subtraiu em 135 anos de lutas, o Estado apoia a candidatura de José Serra à Presidência da República, e não apenas pelos méritos do candidato, por seu currículo exemplar de homem público e pelo que ele pode representar para a recondução do País ao desenvolvimento econômico e social pautado por valores éticos. O apoio deve-se também à convicção de que o candidato Serra é o que tem melhor possibilidade de evitar um grande mal para o País.

Efetivamente, não bastasse o embuste do "nunca antes", agora o dono do PT passou a investir pesado na empulhação de que a Imprensa denuncia a corrupção que degrada seu governo por motivos partidários. O presidente Lula tem, como se vê, outro mau hábito: julgar os outros por si. Quem age em função de interesse partidário é quem se transformou de presidente de todos os brasileiros em chefe de uma facção que tanto mais sectária se torna quanto mais se apaixona pelo poder. É quem é o responsável pela invenção de uma candidata para representá-lo no pleito presidencial e, se eleita, segurar o lugar do chefão e garantir o bem-estar da companheirada. É sobre essa perspectiva tão grave e ameaçadora que os eleitores precisam refletir. O que estará em jogo, no dia 3 de outubro, não é apenas a continuidade de um projeto de crescimento econômico com a distribuição de dividendos sociais. Isso todos os candidatos prometem e têm condições de fazer. O que o eleitor decidirá de mais importante é se deixará a máquina do Estado nas mãos de quem trata o governo e o seu partido como se fossem uma coisa só, submetendo o interesse coletivo aos interesses de sua facção.

Não precisava ser assim. Luiz Inácio Lula da Silva está chegando ao final de seus dois mandatos com níveis de popularidade sem precedentes, alavancados por realizações das quais ele e todos os brasileiros podem se orgulhar, tanto no prosseguimento e aceleração da ingente tarefa - iniciada nos governos de Itamar Franco e Fernando Henrique - de promover o desenvolvimento econômico quanto na ampliação dos programas que têm permitido a incorporação de milhões de brasileiros a condições materiais de vida minimamente compatíveis com as exigências da dignidade humana. Sob esses aspectos o Brasil evoluiu e é hoje, sem sombra de dúvida, um país melhor. Mas essa é uma obra incompleta. Pior, uma construção que se desenvolveu paralelamente a tentativas quase sempre bem-sucedidas de desconstrução de um edifício institucional democrático historicamente frágil no Brasil, mas indispensável para a consolidação, em qualquer parte, de qualquer processo de desenvolvimento de que o homem seja sujeito e não mero objeto.

Se a política é a arte de aliar meios a fins, Lula e seu entorno primam pela escolha dos piores meios para atingir seu fim precípuo: manter-se no poder. Para isso vale tudo: alianças espúrias, corrupção dos agentes políticos, tráfico de influência, mistificação e, inclusive, o solapamento das instituições sobre as quais repousa a democracia - a começar pelo Congresso. E o que dizer da postura nada edificante de um chefe de Estado que despreza a liturgia que sua investidura exige e se entrega descontroladamente ao desmando e à autoglorificação? Este é o "cara". Esta é a mentalidade que hipnotiza os brasileiros. Este é o grande mau exemplo que permite a qualquer um se perguntar: "Se ele pode ignorar as instituições e atropelar as leis, por que não eu?" Este é o mal a evitar.

VIDEO DO DIA

Foto Angustiante do Dia


É de se notar a angústia do Pelé assediado por um torcedor embriagado! E o bafo então..!

sábado, setembro 25, 2010

O Clube Bilderberger

Ipojuca Pontes

A primeira vez que ouvi falar do Clube Bilderberger (pela boca do meu amigo Olavo de Carvalho), pensei que se tratasse de uma cervejaria alemã ou mesmo, quem sabe, de algum sofisticado antro de prostituição nos confins da Europa ocidental: Clu-be Bil-der-ber-ger... Clu-be Bil-der-ber-ger... – bem, não se esquece fácil um nome desses.

Passou-se. Outro dia, transitando pela intransitável cidade de São Paulo, entrei num velho sebo e dei de cara com uma cópia xerocada do livro “A verdadeira história do Clube Bilderberger”, do jornalista e dissidente russo Daniel Estulin, com tradução de Ignácio Trofino e Marta-Ingrid Rebon, publicado pela Editorial Planeta, em 2005. Comprei-a no ato.

O Clube Bilderberger é tudo aquilo que acreditamos só existir na literatura fantástica ou nas narrativas de Ian Fleming, o criador do mirabolante James Bond. Mas o livro de Estulin, tristemente verdadeiro, é um relatório minucioso sobre a natureza e os propósitos da gente mais poderosa (e rica) da face da terra, que se reúne secretamente para decidir, desde meados dos anos 1950, os destinos econômicos, políticos e sociais da humanidade.

Os agregados do Clube Bilderberger e seus serviçais acusam Daniel Estulin de ser um teórico da conspiração – mas o mundo que o jornalista investiga e denuncia com paixão bate perfeitamente com a realidade que nos circunda, motivo pelo qual ficamos apreensivos com a leitura do seu livro. Mais do que apreensivos, atordoados.

Pelo que levantou Estulin, o Clube foi fundado entre os dias 29 e 31 de maio de 1954, numa reunião secreta realizada no Hotel Bilderberger, na cidade de Oosterbecke, nos Países Baixos. O organizador do evento foi o incrível príncipe Bernardo de Holanda. Participaram do encontro – e do Clube se fizeram sócios - cerca de 100 representantes da elite dirigente, empresarial e financeira do Ocidente, escolhidos a dedo pelos trilionários Laurence Rockefeller e Lorde Rothschild – os banqueiros da assombrosa armação.

Ocorreu o seguinte: ao analisar os rascunhos das atas do primeiro encontro do CB, Estulin descobriu que a maior preocupação dos bilderbergers, tanto dos Estados Unidos quanto da Europa, era a de que os poderosos do século não estavam coordenando como deviam “os assuntos de importância crítica” que rachavam o mundo do pós-guerra. Diante de tal constatação, os membros do Clube partiram para a execução de um plano que tem por objetivo livrar o mundo do Estado-nação, estabelecendo em seu lugar, por via de conseqüência, uma Nova Ordem Mundial, cujas metas são as seguintes:

1 – Firmar um só governo planetário com um único mercado globalizado, com um só exército e uma única moeda regulada por um Banco Mundial.
2 – Firmar uma só igreja universal que canalizará as pessoas para crença em uma Nova Ordem Mundial. As demais religiões deverão ser destruídas.
3 – Criação de serviços internacionais que partam para a destruição de qualquer tipo de identidade nacional, através da subversão da nacionalidade. Só se será permitido o florescimento de valores universais.
4 – A intensificação do controle de toda a humanidade através dos meios de manipulação mental. Este plano já está definido no livro “Technotronie Era”, de Zbignew Breezinski, um filiado do Clube e impulsor do Instituto Tavistock (de lavagem cerebral), radicado em Londres. Na vigência da Nova Ordem Mundial não haverá classe média. Só governados (serventes) e governantes.
5 – A vigência de uma sociedade pós-industrial de crescimento zero, que acabará com a industrialização e a produção de energia elétrica nuclear - exceto para as indústrias de ordenadores e serviços. (As indústrias canadenses e americanas porventura existentes serão exportadas para os países pobres e de mão de obra barata).
6 – O crescimento zero se faz necessário para se destruir os vestígios de prosperidade, bem como dividir os proprietários dos escravos, visto que quando há prosperidade, há progresso - o que torna muito mais difícil a repressão e o controle social.
7 – Cabe incluir nisso o despovoamento das grandes cidades, segundo o experimento levado a cabo no Camboja pelo ditador Pol Pot. (Como se sabe, os planos genocidas de Pot foram desenhados pelo Clube de Roma).
8 – Efetivação da morte de quatro bilhões de pessoas (às quais Henry Kissinger e David Rockefeller chamavam de “estômagos imprestáveis”) por meio da guerra, da fome e de enfermidades criadas em laboratórios.
Isto estaria previsto para acontecer por volta de 2050. “Dos 2 bilhões de pessoas restantes, 500 milhões pertencerão às raças chinesas e japonesas, que se salvarão graças à sua grande capacidade de obediência junto às autoridades” - segundo previsto no relatório “Global 2000 Report”, aprovado pelo ex-presidente americano Jimmy Carter (e referendado pelo Secretário de Estado Edwin Muskie), no qual se especula que a população dos Estados Unidos será reduzida, em 2050, a 100 milhões de pessoas.
9 – Intensificação de crises artificiais para manter as pessoas em um perpétuo estado de desequilíbrio físico, mental e emocional. Elas (as crises) confundirão e desmoralizarão as populações, evitando-se, assim, que decidam sobre o seu próprio destino – o que dará lugar a uma apatia em escala massiva.
10 – Efetivação de um férreo controle sobre a educação, com o propósito de destruí-la. Uma das razões da existência da União Européia dá-se pelo sistemático programa de “emburrecimento” dos seus habitantes. Embora pareça incrível, tal esforço, para os bilderbergers, já vem obtendo “bons frutos”. A juventude de hoje, siderada pela “magia” do rock, ignora por completo a História, as liberdades individuais e o significado mesmo do conceito de liberdade. Para os globalistas do CB, fica muito mais fácil lutar contra oponentes sem princípios.
11 – Fomentar e intensificar o controle da política externa e interna dos Estados Unidos, Canadá e Europa – esse já em andamento através da União Européia.
12 – Ampliar os recursos financeiros da ONU a fim de torná-la mais poderosa para que se converta num efetivo Governo Mundial. Uma medida importante para se chegar a esse estágio é a criação de um imposto direto sobre o salário do “cidadão mundial”.
13 – Afirmação de uma Corte Internacional de Justiça com um só sistema legal.
14 – Formatação de um estado do bem-estar socialista no qual se recompensará as pessoas obedientes e se punirá, até pelo extermínio, os recalcitrantes e inconformados.

Esta monstruosa agenda traçada para o estabelecimento de uma Nova Ordem Mundial, cujos principais itens podem ser considerados como “de direita”, saíram, na verdade, da cabeça dos “socialistas fabianos” que compõem a maioria dos integrantes do Clube Bilderberger, todos partidários entusiastas de um governo mundial de corte elitista.

De como os bilderbergers estão agindo para fechar o cerco e tomar conta do mundo, mais rápido do que se imagina, só trataremos no nosso próximo artigo.
Até lá.

Watergate X Lulagate

José Virgolino de Alencar

Acho que, apesar da distância no tempo, ainda é grande o número de pessoas que lembram do episódio Watergate, quando assessores do presidente Nixon invadiram o edifício onde funcionava o comitê do Partido Democrata e fuçaram nos dados e informações eleitorais guardados na sala pertencente à oposição.

Ao pipocar nas páginas do Washington Post, o assunto terminou no impeachment de Richard Nixon e o político republicano caiu em desgraça e nunca mais foi nada na política americana.

Depois do famigerado episódio, qualquer caso de corrupção na área pública recebia, na designação jornalística, o acréscimo da palavra “gate”. Virou moda.

Tivemos, como exemplo, o Collorgate, quando também foi defenestrado por impeachment o presidente Collor.

O uso e abuso do termo terminou por retirá-lo de moda e já não se apelida mais os “Casogates”.

Porém, não custa nada, para reavivar a memória da opinião pública frente aos eventos atuais de ocorrências condenáveis, batizar os novos episódios de corrupção explícita cometidos no governo lulopetista, acrescentando a palavra “gate”.

Nesse imbróglio da ex-ministra Erenice Guerra, alguém chegou a chamá-lo de “Erenicegate”, outro, pela proximidade da ministra defenestrada com a sua ex-chefe e muitíssima amiga Dilma Rousseff, sugeriu o termo “Dilmagate”.

Ocorre que, para definir melhor a responsabilidade pelos episódios seriados da Casa Civil do governo Lula, deve ser ressaltado que os fatos subordinam-se diretamente ao chefe maior da Casa, no caso, o presidente da República. Foram tantos os negócios, as transações suspeitas, as ações de lobistas, o envolvimento de parentes e aderentes dos dirigentes que trabalham em sala contígua ao do chefe de governo, que não se pode aceitar a mera escapatória do presidente afirmando que não sabia.

A grande movimentação de pessoas que não tinham funções no governo, mas que davam verdadeiro expediente na Casa Civil, diuturnamente, renitentemente, levaria qualquer pessoa que chefia um setor público a desconfiar e discretamente averiguar e se informar do que acontecia bem diante de suas barbas.

Por isso, apesar de ser uma tecla batida, o episódio, já na casa milesimal do atual governo, não pode deixar de ser chamado de “Lulagate”, porque, seja por ação ou por omissão, ele deve ser responsabilizado e para isso se tem os instrumentos legais à disposição do Congresso Nacional, do Ministério Público e da Justiça, um conjunto de normas que permite uma ação de responsabilização do presidente da República.

Se não se consegue levar à frente o caso “Lulagate”, classifiquemos então esta nação de “Brasilgate”, ou seja, um país que tem seus princípios básicos norteados pela ativa ação dos corruptos, tem a Constituição da corrupção, onde o capítulo fundamental que abre a carta magna deve ser reescrito da seguinte maneira: “TÍTULO I - DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA CORRUPNAÇÃO”.

Assim, em obediência a essa neo-Bíblia Política nacional, ninguém denuncie ou fale sobre os atos anti-éticos, imorais, as patranhadas, as bandalheiras, enfim, o assalto ao tesouro nacional.

Será inconstitucional fazê-lo e pode dar cadeia.

VIDEO DO DIA

sexta-feira, setembro 24, 2010

quinta-feira, setembro 23, 2010

O Plano B

Recebi e repasso:

Saúde de Dilma Rousseff obriga o PT Palaciano a trabalhar com "Plano B"

A saúde da presidenciável petista Dilma Rousseff voltou a ser tema de discussões em circuitos reservados da capital paulista, especialmente no meio médico. Na edição de 19 de julho, o ucho.info publicou matéria em que revelou a preocupação de alguns médicos em relação à saúde da candidata do PT ao Palácio do Planalto. Dias antes, em um conhecido hospital da cidade de São Paulo, o editor do site ouviu de um médico a seguinte pergunta: “Quer dizer então que o nosso próximo presidente será o Michel Temer?” E sem titubear diante da própria afirmação, o tal médico citou como fonte o nome de dois profissionais que participaram da equipe que atendeu Dilma Rousseff durante o tratamento contra um câncer linfático.

Quem acompanha com atenção o enfadonho horário eleitoral gratuito já percebeu que algo estranho ocorre com Dilma Rousseff. Contrariando as afirmações da própria candidata, que durante o debate Folha/UOL, realizado em 18 de agosto, disse estar curada e que cumpriu todos os protocolos do tratamento, as imagens da presidenciável mostram exatamente o contrário. Dilma Rousseff está inchada, o que na opinião de médicos consultados pelo ucho.info pode ser consequência do uso de medicamentos a base de cortisona, comum em pacientes que passaram por processos quimioterápicos por causa de linfoma. É sabido que nenhuma mulher gosta de saber que está acima das medidas, mas Dilma está com o rosto, os pulsos e o abdômen visivelmente inchados.

Ademais, dois detalhes devem ser considerados nessa história que foi mal contada aos brasileiros. Normalmente, de acordo com os registros da história, todo candidato perde peso durante uma campanha eleitoral, o que não tem acontecido com Dilma Rousseff. No contraponto, situações de estresse excessivo não são recomendáveis para pessoas que se submeteram a recente tratamento contra o câncer, pois a possibilidade de recidiva aumenta assustadoramente.

Alguém certamente surgirá para afirmar que se trata de uma conspiração dos jornalistas deste site, mas a abordagem do tema serve para explicar o repentino ingresso de Luiz Inácio da Silva na campanha de companheiros e aliados que concorrem ao Senado Federal e à Câmara dos Deputados, em todo o Brasil.

Considerando que uma campanha presidencial vitoriosa custa muito dinheiro (perto de US$ 300 milhões) e exige dedicação extremada, o PT também trabalha com a possibilidade de Dilma Rousseff não suportar fisicamente a empreitada pós-eleição e já se prepara para a hipótese de o peemedebista Michel Temer assumir o poder, estratégia que batizamos de “Plano B”.

Para não ficar refém dos velhos e conhecidos caciques do PMDB (José Sarney, Renan Calheiros, Jader Barbalho, Romero Jucá, entre outros), Lula e seus mais próximos companheiros trabalham para, a partir de 2011, dominar as duas Casas legislativas que compõem o Congresso Nacional. Desta forma, os petistas teriam nas mãos o presidente de um eventual governo do PMDB, pois nenhuma matéria seria aprovada no Senado e na Câmara sem passar pelo crivo do PT, no caso de o PMDB não cumprir o combinado.

Liberdade até para os estúpidos

Ronald de Carvalho

A liberdade de imprensa se aprimora pela liberdade de errar. Jornalista não é policial, alcagüete, meganha de quartel nem delator. Sua função na sociedade é a de vigilante dos princípios éticos que sustentam as instituições.

É possível que algumas vezes, do alto da gávea, se possa bradar um “terra à vista” sem que haja terra ou se a vista estiver embaçada. Entretanto, com certeza há gaivotas no céu.

Em 40 anos de profissão, já cometi muitos erros e vi muitas imprecisões serem cometidas por jornalistas da minha geração. Apesar disso, jamais se cometeu uma infâmia. A imprensa pode ser imprecisa, mas jamais, cega, surda ou idiota. Quando comete um erro, corra, porque atrás da meia verdade dorme a verdade inteira.

O jornalismo é um vigilante de seu tempo. Cabe a ele escarafunchar o ilícito para que a Polícia, o Ministério Público e a Justiça cheguem à verdade da transgressão. Não exijam que uma reportagem seja perfeita. Ela foi feita para cometer erros.

Aos poderes públicos, pertence a função de corretor de ortografia da verdade. Todos os grandes escândalos comprovados nos últimos tempos, quando denunciados, continham erros que quase desmereciam a denúncia.

Entretanto, a partir da imprecisão, a Justiça lavou a roupa e encontrou as nódoas que envergonhavam a sociedade. Assim foi com Collor: a cascata da Casa da Dinda era uma cascatinha de jardim e, portanto, a capa da revista era cascata. Desse erro chegou-se à quadrilha de extorsão.

Da mesma forma foram as denúncias de Carlos Lacerda contra o bando liderado por Getúlio. O fato inicial não era verdade, mas chegou-se a Gregório Fortunato e a história mudou de rumo.

Aparentemente, os aloprados de São Paulo que pretendiam comprar um dossiê que incriminava seus adversários, era uma malvada invenção da imprensa. Entretanto, uma foto retratando um morrote de dinheiro ilustrou a primeira página dos jornais e jogou uma eleição presidencial para o segundo turno.

Assim é a imprensa: se nutre do erro, para cevar a verdade. Aos tiranos ocorre o pavor à liberdade de errar para que, pelo silêncio, manipulem a verdade. Nesta penúltima semana de setembro, a revista Veja publica um artigo do sociólogo Demétrio Magnoli que é aula a quem pretende exercer, eleger, entender ou criticar o poder.

O título A Liberdade Enriquece mostra a conservadores, revolucionários, mentes lúcidas ou idiotas em particular que a liberdade de expressão transita por qualquer regime que realmente procure a justiça das sociedades.

Rosa de Luxemburgo, a Passionária polonesa que tanto inspirou as esquerdas do século vinte, é citada para reproduzir um mantra que define a liberdade. ” Liberdade somente para os partidários do governo não é liberdade. Liberdade é sempre a liberdade daquele que pensa de modo diferente”.

Como se não bastasse tamanho soco que nos faz acordar para a responsabilidade social, o artigo nos premia com a pérola de uma frase, que se bem pensada, nos leva à emoção: “Liberdade não é um artigo de luxo, um bem etéreo, desconectado da economia. Liberdade funciona, pois a criatividade é filha da crítica”.

Enquanto isso, nos porões da estupidez e na catacumba da inteligência há quem continue a afirmar que há excesso de liberdade de expressão no Brasil e que aqueles que estão no poder são a opinião pública.

Leiam, estudem, pois ainda há tempo.

Ronald de Carvalho é jornalista

quarta-feira, setembro 22, 2010

ACORDA BRASIL

Endereço do Manifesto em Defesa da Democracia

Amigos:

Vamos acordar desse pesadelo em que estamos. Abaixo o endereço para assinar o manifesto.


http://manifestoemdefesadademocracia.wordpress.com/

Viva o Brasil!

PAPA BEAN XVII


AO INVÉS DE IR À LONDRES ENCHER O SACO DOS INGLÊSES, BENTO XVI BEM QUE PODERIA RENUNCIAR AO TRONO PAPAL. SALVO MELHOR JUÍZO, JÁ EXISTE UM MOVIMENTO NA VELHA ALBION, COM VISTAS AO ANTIGO SONHO DE REUNIFICAÇÃO DAS IGREJAS, PARA QUE ASSUMA O PODER MÁXIMO DO CATOLICISMO ROMANO UM PAPA INGLÊS FORMADO PELOS DITAMES E PRECEITOS DAS NORMAS ANGLICANAS. VIVA O PAPA BEAN XVII.

OLHARES...


Na primeira foto, Marta Teresa Smith de Vasconcelos Suplicy contempla Dilma Vana Rousseff com o olhar enviesado de grã-fina quatrocentona que virou copeira.

Na segunda, Dilma Vana Rousseff devolve o copo a Marta Teresa Smith de Vasconcelos Suplicy com o olhar superior de quem virou patroa de grã-fina quatrocentona.

Notícia Boa

Diretoria da União Brasileira de Escritores na pessoa do seu presidente, Edir Meirelles, informa que foi concedido o Prêmio João Fagundes de Menezes ao nosso amigo e colaborador deste Blog, WJ Solha pelo seu livro "Relato de Prócula".

A entrega dos prêmios da UBE será feita no Teatro R. Magalhães Jr. da ABL (Academia Brasileira de Letras) Dia 22 de outubro de 2010, às 14:30 horas.

Clip do Dia

O Clipe já é um pouco velhinho mas nunca perdeu a atualidade. Principalmente agora vésperas das eleições. Revejam o clip, só de sacanagem! HC

terça-feira, setembro 21, 2010

SILÊNCIO NO IPIRANGA

Historiador sustenta que Independência do Brasil foi proclamada em 1 de agosto, no Rio. Uma das mais inspiradas frases de nosso ane-dotário contemporâneo diz que, no Brasil, “até o passado é imprevisível”. Não à toa, biografias imaculadas se desvirtuam, em especial nesses meses antes das eleições. Historiadores obstinados como Nireu Cavalcanti também se deparam, eventualmente, com revelações súbitas. Como esta que, dez dias passados do 7 de setembro, a Página Móvel — irmanada à seção História apresenta, na forma de uma tese em tintas de crônica: segundo as pesquisas exaustivas de Nireu, a Independência foi declarada em 1 de agosto, no Rio, e não na data que aprendemos na escola e comemoramos anualmente com paradas e esquadrilhas. Isso não quer dizer que o grito do Ipiranga não tenha existido, ou tenha sido uma farsa. Foi, contudo, nas palavras de Nireu, apenas um ato simbólico, para “acalmar os paulistas”. Senhores: estão abertos os debates. (Arnaldo Bloch)

Nireu Cavalcanti


A leitura de documentos primários referentes à História do Brasil é prazerosa, como se estivéssemos vivendo aquele tempo, compartilhando a experiência. Inclusive a surpresa, quando os documentos são comparados com versões vigentes. Foi o que aconteceu quando, em recente pesquisa, eu lia e analisava os fatos que levaram à Independência do Brasil, no decorrer dos anos de 1821 e 1822 e concluí que a Declaração de
Independência aconteceu em 1 de agosto, no Palácio do Rio de Janeiro, e não em 7 de setembro, em São Paulo, “às margens plácidas do Ipiranga”. Usei três fontes: o Arquivo Histórico Ultramarino de Lisboa; a
coleção de Leis brasileiras para o período; e os jornais brasileiros da época.

Vamos lá. Em agosto de 1820 eclodiu a revolução dos liberais de Portugal que, no entanto, não destituíram o rei D. João VI. Mas, com o advento do Congresso Constituinte, que desenvolveria o esboço de constituição liberal, aprovado em 10 de março de 1821, D. João passou a ser titulado como Rei Constitucional e mero
assinante dos atos promulgados pelos revoltosos. Coagido, teve que jurar fidelidade à constituição a ser elaborada pelas “Cortes Gerais Extraordinárias”, legitimando o processo revolucionário e sua própria expulsão. Mas, em vez de deixar no Brasil uma Junta, como fora ordenado, deixou o seu filho D. Pedro como regente do Reino do Brasil, intimado pelas Cortes a também regressar a Portugal com a família. Os moradores e autoridades civis, militares e eclesiásticas do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo reagiram, o que resultou no famoso dia do Fico, em 9 de janeiro de 1822, para “bem de todos e felicidade geral da nação...”, e todos aclamaram:“Viva a Religião, Viva a Constituição, Vivam as Cortes, Viva El Rei constitucional e Viva a
união de Portugal com o Brasil”!

Valente, D. Pedro conseguiu anular a reação das tropas portuguesas no Rio e convencê-las a regressarem para Portugal, sem derramamento de sangue. Jurou fidelidade a todos, inclusive à pauta liberal: afinal, ele era um deles.

Em resposta à reação imediata da Regência e dos constituintes portugueses que, na moita, baixaram normas que pulverizavam o poder central do Rio de Janeiro entre as províncias, fazendo com que o Brasil, na prática, voltasse à condição de colônia — D. Pedro convocou eleições (3/6/1822), em cada província, rompendo com as Cortes. As que não apoiavam D. Pedro, como Bahia, Maranhão, Pará, Piauí, Goiás, Mato Grosso,
Ceará etc. se negaram a eleger seus deputados.

Finalmente, em primeiro de agosto de 1822, D. Pedro assume a proposta política de Independência do Brasil. Com o título “Manifesto de S. A. R. o Príncipe Regente Constitucional e Defensor Perpétuo do Reino do Brasil, aos Povos deste Reino”, o regente, após uma introdução contextualizando as razões do rompimento com as Cortes e com o Reino de Portugal, declara:

Acordemos pois, Generosos Habitantes deste Vasto e poderoso Império, está dado o grande passo da Vossa Independência, e felicidade a tantos tempos preconizada pelos grandes Políticos da Europa. Já sois um Povo Soberano; já entrastes na grande Sociedade das Nações independentes, a que tinheis todo o direito. A Honra e Dignidade Nacional, os desejos de ser venturosos, a voz da mesma Natureza mandam que as Colônias deixem de ser Colônias, quando chegam à sua virilidade, e ainda que tratados como Colônias não o éreis realmente, e até por fim éreis um Reino. (...)

O Manifesto, após essa declaração de independência, contém o plano de governo de D. Pedro para o Brasil e é concluído com a convocação aos “brasileiros em geral” para que se unissem em torno da causa da Independência e confiassem nele, na marcha da “prosperidade do Brasil”.

D. Pedro assegura que estará a frente de todos, enfrentando os maiores perigos e que “A Minha Felicidade (convencei-vos) existe na vossa felicidade. É Minha Glória Reger um Povo brioso e livre”.

No mesmo dia primeiro de agosto D. Pedro declara inimigas as Tropas mandadas de Portugal para atacarem o Brasil e conclama a todos a resistirem com armas nas mãos a esses inimigos. Orienta os que não tivessem forças necessárias para enfrentá-las em guerra tradicional que usassem o método da guerrilha e se afastassem dos núcleos urbanos costeiros levando todo mantimento e animais que pudessem alimentar os inimigos.
Em outubro o brigadeiro Madeira informa às Cortes que restava fiel ao governo português, na Bahia, apenas Salvador.

Poucos dias após (6/8/1822), é divulgado o Manifesto às nações que tinham relações políticas e comerciais com o Brasil pedindo apoio a sua independência esperando que os homens sábios eimparciais de todo o Mundo, e que os
Governos e Nações Amigas do Brasil hajam de fazer justiça à decisão brasileira. D. Pedro convida-os a “continuarem com o Reino do Brasil as mesmas relações de mútuo interesse e amizade”.

Esses documentos, principalmente o Manifesto aos povos do Brasil, foram encaminhados aos governos civil e militar de todas as províncias. Podemos constatar isso na circular de José Bonifácio à Câmara da vila de Porto Seguro, datada de 7 de agosto de 1822.

Também foram divulgados através de sua publicação nos jornais da época, por exemplo, o Diário do Rio deJaneiro, consultado. Esse jornal publicou as iniciativas da sociedade de recolhimento de doações para o governo arcar com as despesas da guerra iminente.

D. Pedro então teve que viajar para São Paulo, a fim de acalmar os ânimos dos paulistas, revoltados com a manobra de José Bonifácio e de seu irmão Martim Francisco, destituindo dois membros da Junta do Governo Civil, queridos pela população, e substituí-los por seus apadrinhados. D. Pedro anulou essas nomeações.
Partiu do Rio de Janeiro em 14 de agosto. Nessas viagens, o rei ou o príncipe era acompanhado de guarda de
honra formada por autoridades engalanadas que ofereciam ao monarca o que de melhor possuíam de montaria, viaturas, roupa e alimentos.

Ao se aproximar de uma vila ou cidade, a comitiva parava para que a delegação daquele lugar viesse receber o monarca e substituir a guarda. Por isso, D. Pedro e sua comitiva pararam na região do Rio Ipiranga, próximo à cidade de São Paulo. Nesse momento, o oficial que viera portando documentos para D. Pedro e o funcionário do correio se encontraram com a comitiva e entregaram cartas da princesa Leopoldina, narrando os fatos sobre as Cortes de Lisboa e a agitação da cidade do Rio de Janeiro.

Foi esse o momento ideal para que D. Pedro, no dia 7 de setembro, marcasse e referendasse a Independência já proclamada, em território paulista. Esse discurso simbólico pode ser lido na Proclamação aos paulistas datada do dia 8 seguinte.

Honrados Paulistanos: o amor que Eu consagro ao Brasil em geral, e à vossa Província em particular, por ser aquela, que perante Mim e o Mundo inteiro fez conhecer primeiro que todos o sistema maquiavélico,
desorganizador e faccioso das Cortes de Lisboa, Me obrigou a vir entre vós fazer consolidar a fraternal união e tranquilidade, que vacilava e era ameaçada por desorganizadores, que em breve conhecereis. (...) Eu vos Asseguro que cousa nenhuma Me poderia ser mais sensível do que o golpe que Minha Alma sofre, separando-Me de Meus Amigos Paulistanos A Divisa do Brasil deve ser:

INDEPENDÊNCIA OU MORTE ....

A partir desse ato simbólico foram elaborados o Tope Nacional, os Escudos de Armas, o Hino da Independência, e outros ícones do novo império americano, como a cerimônia de entrega da bandeira.

Em 12 de outubro (aniversário de D. Pedro) ele foi consagrado Imperado D. Pedro I e coroado em 1 de dezembro de 1822.

RESPOSTA MERECIDA DE UMA MÃE A UMA PETISTA

Recebi e repasso. HC

Não sei se a troca dos e-mails entre as duas é verdadeira, mas o texto do segundo e-mail está sensacional... bem escrito e, ao mesmo tempo, sério e gozador.

A propósito dos 80% que aprovam o Lula vale ver, apesar de longa, essa troca de e-mails entre duas eleitoras.

Uma mãe mandou para a filha um e-mail sobre o passado negro da Dilma.

A filha repassou o e-mail para seus amigos, que por sua vez o repassaram para amigos.

Aí uma petista, se achou no direito de dar uma lição de moral na mãe.

Vale a pena ver as mensagens trocadas.

Da Lígia (a petista) para a mãe:

"Mamãe que feio!!!!...ensinando a sua filhinha a acreditar nos absurdos que escrevem na internet? Acho melhor incentivá-la a estudar a história do Brasil e deixar que ela mesma tire as suas próprias conclusões, afinal quem estudar a história do Brasil, entenderá que nunca o nosso país esteve tão bem como hoje, tão forte na economia mundial, tão evidente, tão em crescimento e desenvolvimento quanto esteve nesses 8 anos de governo Lula!!!! E agora o que acontece? Acontece que a oposição está desesperada, porque está vendo o quanto o POVO está satisfeito ( governo Lula tem 88% de aprovação da população, aprovação que nenhum governo nunca tinha tido antes na história e aí vem me dizer que é porque o povo é ignorante? Não não meus queridos, o povo está satisfeito porque nunca teve tanta oportunidade, nunca teve tanta comida na mesa , nunca teve tanto emprego, isso sim) o quanto o Brasil cresceu e aí a única alternativa que resta é APELAR…. Apelar para a ignorância, para a mentira e para a ingenuidade de pessoas inocentes e que acreditam em todos os absurdos que circulam por aí…….então fica a minha dica: pesquisem!!!! Vejam o que realmente é verdade!!!

Ligia Rodrigues"

Ao que a mãe respondeu:

"Cara Ligia:

Da educação da minha filha cuido eu e decididamente não preciso da sua ajuda, embora agradeça seu interesse. Se você imagina que eu seja alguma semi -alfabetizada , desconhecedora da história e que me socorra apenas da Internet, para compor a minha (in) formação, como lamentável e invariavelmente procede a maciça maioria dos jovens da sua geração, saiba que sou do tempo em que se liam livros e se redigia em bom português. Tenho 58 anos, sou mestre e doutora em Direito Ambiental pela PUC –São Paulo, professora universitária e brasileira que lê. Porque leio, tenho a nítida compreensão do embuste que representam os tais 80% de popularidade disto que você chama de presidente e que eu prefiro chamar de populista barato, parte de uma corja que tomou de assalto este país, no maior estelionato eleitoral já visto na história brasileira. Estelionato, porque esta malta petista se elegeu sob as vestes imaculadas da correção, da ética e da transparência na política. Vendeu produto podre, cara Lígia. e você, consumidora desavisada, está comprando. Todos que fomos formados na hostes da esquerda brasileira, da década de 60 e 70, os que lutaram contra a ditadura (você seguramente não viveu o período sinistro da ditadura) , dando a cara para a polícia militar bater, não raro comprometendo vidas profissionais em razão de envolvimentos políticos, em nome da restauração da democracia neste país, sentem-se ludibriados, enganados e feitos de palhaços pelo PT de hoje. Eu, que já fui eleitora de José Dirceu, sou obrigada a assistir cenas explícitas de sua “competente” coordenação na montagem do mensalão, um deslavado programa de compra de apoio de parlamentares, cuja tarefa, em contrapartida ao dinheiro (seu e meu) que receberam mensalmente do PT, era invariavelmente votar a favor DE TUDO que se lhes fosse requisitado. Saiba que aí começam os 80% da “popularidade” do seu presidente. E Lula, que sempre dormiu dentro do pijama de José Dirceu, nunca soube de nada... Eleitora de José Genoíno que também já fui, igualmente, sou também obrigada a assistir cenas explícitas de suas atividades como gerente do mensalão, como chefe dessa organização criminosa que se instalou no poder, sob a batuta beneplácito e complacência de Lula, PARA QUEM TUDO SE PASSA, COMO SE NADA SE PASSASSE (até porque ele já resolveu a situação econômica até da quinta geração de seus descendentes, através da fortuna amealhada por seu filho, um ex- vigia de um zoológico no interior São Paulo e hoje trilhardário,- dificilmente em razão de seu trabalho e sua competência....). Dólares na cueca , Waldomiros... a lista é infindável. Mas, o mais monumental e ousado estelionato perpetrado contra a população deste país pela malta petista, está no “golpe de mestre” engendrado para viabilizar a reeleição de Lula: tomar dinheiro público, do erário, portanto, seu e meu, e distribuí-lo aos borbotões para a sofrida população carente do norte e nordeste, literalmente comprando o voto desses coitados (cada bolsa-alguma-coisa rende, por baixo, 6 votos, que é o tamanho de uma família média do norte e nordeste). Então, faça as contas e veja de onde vem a popularidade de seu presidente: maciçamente oriunda da adesão incondicional desses coitados, que não têm a menor idéia e nem sabem do que há embutido no dinheiro que recebem. Se eu fosse eles, tampouco quereria saber. Como não sou, sei: o PT copiou o projeto original de redistribuição de renda, concebido e operacionalizado inicialmente em Brasília, mudou o nome do programa como se cria sua fosse e, em mais um de seus estelionatos, assumiu a paternidade do programa, sem nunca ter tido a decência de dar CRÉDITO AO GOVERNO ANTERIOR QUE O CONCEBEU E IMPLANTOU. Com a abissal diferença, porém. O projeto original era vinculado a contrapartidas, como pré-requisito para a concessão da bolsa. Isto se chama investimento público e não aleluia com dinheiro público, distribuído obedecendo ao único e exclusivo critério de que cada bolsa-alguma-coisa, rende, como rendeu na reeleição de Lula, no mínimo, 6 votos. Então, Lígia, saiba que a popularidade desse presidente que lhe representa (a você, porque a mim não representa) tem o MESMÍSSIMO LASTRO, ORIGEM , NATUREZA, PERFIL E FORMATAÇÃO DO APOIO INCONDICIONAL que Lula recebeu dos parlamentares da Câmara Federal, durante o mensalão. E o dinheiro usado nessa mera transação comercial, aferível através de matemática simples, é seu, viu ? Lula passou sua vida fazendo bravatas, como ele próprio admitiu. Como parlamentar, teve atuação pífia. Nunca se ouviu falar de um projeto de lei de sua autoria. Claro, pouco afeito à leitura, como ele próprio afirma, dele não se esperaria nada diferente. Como presidente, sem a menor afinidade com a rotina e a disciplina inerentes ao expediente , gastou seu tempo - à guisa de entabular “negócios” com outros países- literalmente rodando mundo, fazendo propaganda de si próprio, como o "coitado" (!) que deu duro e venceu. Saiba que Europeu e americano amam o “exotismo” dos países periféricos (candomblé, mulher pelada no carnaval, favela etc.). Digo isto porque morei um ano nos E.U. em intercâmbio quando jovem, estudei Direito Internacional Público na Universidade de Edimburgo na Escócia, durante minha época de graduação em Direito e lecionei, por 7 verões consecutivos Direito Ambiental Brasileiro na graduação e no Mestrado da Universidade de Louvain, na Bélgica. Portanto, manjo bem o espírito com que europeus e americanos vêm o Brasil e a figura "exótica" de seu presidente. Pergunte se eles elegem populistas e políticos que mal sabem ler e escrever... Seu presidente, semi-alfabetizado que é (e isto é uma vergonha sim senhora! , para uma criatura que se dispôs a representar os brasileiros. Não obstante, ele carrega sua falta de estudo como um troféu) . Nós merecíamos, no mínimo, que ele tivesse se dado ao trabalho de dominar as regras básicas da língua portuguesa, porque teve sim chance, teve sim, tempo e teve sim, condições de estudar, se tivesse aptidão que não tem , para a disciplina inerente a qualquer atividade de aprendizado. Marina, por exemplo, alfabetizou-se aos 16 anos. Teve vida incomensuravelmente mais sofrida do que a de Lula e não envergonhou a ninguém como parlamentar e ministra que foi, e jamais vociferou discursos na base do “menas gente” e “entendo de que....” .

Palanqueiro, demagogo, populista admirador das pataquadas de Chaves, de Ahmadinejad et caterva, seu presidente semi-alfabetizado confunde “prisioneiro político” com “prisioneiro comum”, como o fez, para a imprensa internacional, no episódio de Cuba (você se lembra, do prisioneiro político cubano que morreu em greve de fome exatamente no dia em que Lula chegou a Cuba, episódio sobre o qual seu presidente, no melhor estilo Odorico Paraguaçu, declarou: “se a moda pega, as cadeias brasileiras ficariam vazias!!!!?). Sem comentários. Enquanto o mundo se empenha para banir a ameaça nuclear, seu presidente cruza o planeta com sua troupe , às custas de dinheiro público, para passar a mão na cabeça de um ditador sanguinário (vide dados recentes acerca das eleições e repressão à oposição no Irã) e negociar, sem ter mandato da comunidade internacional para isto, exatamente no papel de "bobo da corte" (foi assim que a comunidade internacional interpretou sua atuação no episódio) em torno do enriquecimento do urânio no Irã. No dia seguinte ao tal “acordo” , que Lula festejou para a imprensa internacional como um feito monumental, o ditador do Irã confirma para essa mesma imprensa, que “vai continuar enriquecendo urânio sim!!! como se Lula sequer lá tivesse estado. Bem feito! É isto que acontece quando se tem para conselheiro em política internacional “especialista” do calibre de um Marco Aurélio “top top” Garcia (lembra-se da comemoração furtivamente filmada no interior do Palácio do Planalto, assim que o jornal da Globo noticiou que o acidente da TAM se dera em razão de falha humana e não em razão das condições da pista de Congonhas?). Melhor teria sido até que as famílias das vítimas não tivessem testemunhado essa cena no Palácio, por parte de um assessor tão próximo do presidente). Escárnio, em nome de ganho político a qualquer preço. Esta é a política do PT atual, eleito com as vestais imaculadas da correção e da ética que vendeu e você comprou.

Não satisfeito, obtuso por desconhecimento da história, seu presidente se arvora de “vírus da paz”, no conflito do Oriente Médio que é BIBLICO (sabe o que significa isto?). O mundo e a ONU se empenham HÁ DÉCADAS tentando compor este conflito de interesses que já produziu um número incalculável de mortes. Lula achou que ele era o cara!! É ter-se em alta conta demais, para quem seguramente sequer se debruçou sobre um manual de história geral do segundo grau. Diz o ditado : dá-se mala para andante, já pensa que é viajante... Alguém precisa dizer-lhe, “se manca Lula!!! . Seu presidente tem muitas qualidades, Lígia, mas levar a sério a expressão do Obama "that´s the guy" (que, SEM A MENOR DÚVIDA, foi proferida em razão das graças e piadas que são a forma através da qual Lula se afirma, nesses reuniões políticas, nas quais depende inteiramente de alguém para traduzir o que se passa....), é muita pretensão. Não acho que presidente brasileiro tenha por obrigação falar inglês, não. Mas, convenhamos, é uma vergonha um sujeito que sempre quis ser presidente, não ter se dado ao trabalho de estudar uma língua estrangeira, em deferência aos brasileiros, para bem representar seu país. Mas não, dá-lhe pinga, piada e futebol. É assim a metáfora que faz, de nós brasileiros no exterior. A mim, me ofende como cidadã e me envergonha como brasileira. Ah, mas ele é super popular no exterior! É a admiração de que não precisamos. Americanos e europeus gostariam , tenha certeza, ainda muito mais, se nosso presidente fosse o Raoni ( com todo o respeito e reverência que devemos aos sobreviventes das nossas comunidades indígenas, estes sim, vítimas de uma política indigenista de extermínio perpetrada por nós brancos, ao longo de todos os governos anteriores, inclusive por este, do PT).

Eleito pela primeira vez porque significava a mudança e a ética, fez um primeiro mandato durante o qual NÃO TEVE CULHÕES para implementar nada do que apregoou durante a campanha. Literalmente DEU CONTINUIDADE às iniciativas do governo Fernando Henrique, pelando-se de medo da inflação voltar e não ter a envergadura que teve Fernando Henrique, como estadista que foi, de aniquilar uma inflação que já estava no DNA dos brasileiros, de tão endêmica e embutida na psiquê do brasileiro. Descobriu, depois da posse, que os rumos do governo não poderiam nem deveriam ser diferentes daqueles adotados no governo anterior. Mas achou forma de “faturar” em cima do mérito alheiro Até os índices positivos de safras de grãos recordes, oviamente fruto de políticas agrícolas do período anterior, foram colhidos e computados pela máquina publicitária do governo petista como se fossem fruto do governo que mal iniciara....

Saiba que o que a máquina de propaganda deste governo apelidou de "herança maldita", foram os acertos dos governos anteriores que caíram no colo de Lula, ou alguém tem a ilusão de que implantação de políticas , de infra-estrutura etc... rendem respostas no dia seguinte em que são implantadas.. A crise internacional, que se festeja não ter chegado no Brasil, realmente não faz grandes marolas em um país que tem uma monumental parte da sua economia no plano informal, longe dos números oficiais. Este país anda, Lígia, com Lula, sem Lula ou com cover de Lula. Não é ele o artífice de nenhuma proeza política. É, sim, o artífice de uma monumental máquina de propaganda governamental, isto sim, "sem precedentes na história deste país" . Aliás, nem acredito que o mérito seja dele, porque ele é apenas a marionete à frente da cortina nesse teatro, por ser palanqueiro e empolgar a massa como Goebbels fez na Alemanha nazista e menos votados como Jânio Quadros e Collor fizeram no Brasil. Deu no que deu, se você conhece História. Na era da televisão, usando dinheiro público na manutenção do circo, vende o produto Lula deslavadamente na embalagem que quer (vide esse programa virtual , que é mera versão e não fato, chamada PAC) para uma população infelizmente consumidora de novelas na telinha. A maciça maioria da nossa população não lê jornais. Ou você acha que é mera coincidência que ele não se elegeu nos estados de sul e sudeste, onde os índices de analfabetismo não muito menos drásticos. Lula é produto da desinformação e do analfabetismode um lado e, de outro, do oportunismo de segmentos que viram no governo Lula a chance de se candidatar a uma das tetas dentre as inumeráveis (vide o número de ministérios que criou, para manter com o seu dinheiro) para, na base do clientelismo, perpetuar-se nas benesses do poder e usufruir das mamatas que sobejamente conhecemos. A próxima mamata para os petistas é a nova estatal criada para cuidar do pré-sal. Aguarde para ver o número de cabides de emprego para acomodar petistas que serão criados. Ah, sempre foi assim? Ah bom, pensei que o PT durante 20 anos pregando o contrário, fosse o partido da ética e de políticos honestos, porque foi isto que venderam a mim e à população brasileira... ? Era bravata? Ah, bom... Então, tá...

Em tempo: assine um jornal. Se há alguém mal informado aqui, talvez não seja exatamente a minha pessoa.

Maria Luisa Faro."

A IMPLOSÃO DA MENTIRA

Afonso Romano de Santana

Colaboração de Aline Alexandrino





Fragmento 1
Mentiram-me.
Mentiram-me ontem e hoje mentem novamente.
Mentem de corpo e alma, completamente.
E mentem de maneira tão pungente
que acho que mentem sinceramente.
Mentem, sobretudo, impune/mente.
Não mentem tristes. Alegremente mentem.
Mentem tão nacional/mente
que acham que mentindo história afora
vão enganar a morte eterna/mente.
Mentem.
Mentem e calam.
Mas suas frases falam.
E desfilam de tal modo nuas
que mesmo um cego pode ver
a verdade em trapos pelas ruas.
Sei que a verdade é difícil
e para alguns é cara e escura.
Mas não se chega à verdade pela mentira, nem à democracia
pela ditadura.

Fragmento 2
Evidente/mente a crer nos que me mentem
uma flor nasceu em Hiroshima
e em Auschwitz havia um circo permanente.
Mentem. Mentem caricaturalmente.
Mentem como a careca mente ao pente,
mentem como a dentadura mente ao dente,
mentem como a carroça à besta em frente,
mentem como a doença ao doente,
mentem clara/mente como o espelho transparente.
Mentem deslavadamente, como nenhuma lavadeira mente
ao ver a nódoa sobre o linho.
Mentem com a cara limpa e nas mãos o sangue quente.
Mentem ardente/mente como um doente
em seus instantes de febre.
Mentem fabulosa/mente como o caçador que quer passar
gato por lebre.
E nessa trilha de mentiras a caça é que caça o caçador
com a armadilha.
E assim cada qual mente industrial?mente,
mente partidária?mente,
mente incivil?mente,
mente tropical?mente,
mente incontinente?mente,
mente hereditária?mente,
mente, mente, mente.
E de tanto mentir tão brava/mente
constroem um país de mentira
—diária/mente.

Fragmento 3
Mentem no passado.
E no presente passam a mentira a limpo.
E no futuro mentem novamente.
Mentem fazendo o sol girar em torno à terra medieval/mente.
Por isto, desta vez, não é Galileu quem mente.
mas o tribunal que o julga herege/mente.
Mentem como se Colombo partindo do Ocidente para o Oriente
pudesse descobrir de mentira um continente.
Mentem desde Cabral, em calmaria, viajando pelo avesso,
iludindo a corrente em curso,
transformando a história do país
num acidente de percurso.

Fragmento 4
Tanta mentira assim industriada
me faz partir para o deserto penitente/mente,
ou me exilar com Mozart musical/mente
em harpas e oboés, como um solista vegetal
que absorve a vida indiferente.
Penso nos animais que nunca mentem.
mesmo se têm um caçador à sua frente.
Penso nos pássaros cuja verdade do canto nos toca
matinalmente.
Penso nas flores cuja verdade das cores escorre no mel
silvestremente.
Penso no sol que morre diariamente jorrando luz,
embora tenha a noite pela frente.

Fragmento 5
Página branca onde escrevo.
Único espaço de verdade que me resta.
Onde transcrevo o arroubo, a esperança,
e onde tarde ou cedo deposito meu espanto e medo.
Para tanta mentira só mesmo um poema explosivo-conotativo
onde o advérbio e o adjetivo não mentem ao substantivo
e a rima rebenta a frase numa explosão da verdade.
E a mentira repulsiva se não explode pra fora
pra dentro explode implosiva.

segunda-feira, setembro 20, 2010

Piadinha Muito Edificante!

Estando, certo dia o Bin Laden no céu no maior papo com Alah, aproveitou para perguntar:
- "Alah, meu Senhor, como estará o Afeganistão dentro de 10 anos?"

Alah respondeu:

- "Amado filho, estará todo destruído pelas bombas dos Estados Unidos."

Bin Laden se sentou...e chorou.

Estava Barak Obama falando com Deus e lhe pergunta:
- "Senhor Todo Poderoso, como estará a América dentro de 10 anos?"

Deus lhe responde:

- "Amado filho, estará totalmente contaminada pelas bombas químicas despejadas pelo Ahmadinejad."

Barak se sentou...e chorou.

Estava Dilma Roussef falando com Deus, e lhe pergunta:
- "Camarada Deus, como estará o Brasil dentro de 10 anos se eu for eleita Presidente?"

Então, Deus se sentou... e chorou!

domingo, setembro 19, 2010

Ah, os políticos!

Carlos Romero

Tem vez que eu fico com pena dos políticos. Veja o leitor até que ponto chega a minha comiseração. Comiseração ou ingenuidade? O político, aqui para nós, sofre muito. E já se disse que ele não se pertence, isto é, vive para os outros sem tempo para si. E como são incompreendidos!... Chegam a dizer que todos calçam quarenta, isto é, todos são iguais. Que injustiça! E é desse mago da palavra, chamado Alcides Carneiro, o seguinte pronunciamento: “Incursionei na política, onde os homens me ensinaram os caminhos do inferno e o estilo do diabo. Aprendi depressa e depressa enjoei. Ela é, senão para muitos poucos, a arte humana de trabalhar para os outros. De qualquer forma, para se vencer, politicamente, é preciso enganar muito e mentir outro tanto.”

A verdade é que Alcides - pertencente a uma família de políticos - nunca teve jeito para esse ofício tão disputado pelos homens. Seus discursos encantavam, mas ficavam nisso. Ele, um dia, chegou a se queixar: “o povo gosta de me ouvir falar, mas não vota em mim, vota em Ruy. Este, sim, um político por vocação.”

O certo é que não podemos passar sem a política. Dir-se-ia que é um mal necessário. Afinal, poder, dinheiro e sexo comandam a vida.

O político é, às vezes, um artista. Mais do que isso, um psicólogo. Conhece como ninguém as fraquezas humanas. E estou me lembrando agora daquele deputado, raposa velha na profissão, quando, numa festa, encontrou-se com um rapaz e foi logo lhe perguntando: “como vai o seu pai?” E o jovem, meio assustado, pois o velho fazia tempo que morrera, apenas respondeu ao político o que acontecera: “meu pai morreu, doutor”. E aquele, com a voz embargada de emoção, disse: “morreu para você, filho ingrato. Seu pai continua vivo no meu coração!” - e fez uma cara de muito sofrimento...

Mas eu iniciei a crônica dizendo que tinha pena dos políticos. Como eles sofrem, perdem noites de sono, gastam um dinheiro que não têm. São ótimos pais de família, tanto é assim que mal o filho começa a falar grosso e criar um buço, botam-no logo na política, mesmo que eles nem queiram, nem tenham a menor vocação.

E o povo? Disse Ruy Carneiro que “forte era o povo”. Sim porque sem ele, que seria dos políticos? Assim mesmo, ao que me contaram, teve um político, aqui na Paraíba, que, certa vez num comício, olhando a massa aplaudindo, delirantemente um candidato, vociferou, discretamente, beliscando a bela camisa que vestia: “é esta canalha que nos dá o linho.”

O povo! Aqui para nós, foi ele quem votou, maciçamente, em Barrabás, que ganhou por unanimidade. Jesus não teve um voto. Também na cruz, em silêncio, sem os barulhentos carros de propaganda, o que era de se esperar? E solto, a multidão saiu com ele nos braços, gritando: “Viva Barrabás, viva Barrabás! Assim é o povo...

Carlos Romero, João Pessoa, PB. Professor, Magistrado e Bacharel em Direito aposentado. Jornalista colaborador do jornal A União, desde 1945. Colunista dos jornais Correio da Paraíba, e Tribuna Espírita, Membro da Academia Paraibana de Letras, Autor dos livros: "A Outra Face de Beethoven", "A Falência no Direito Brasileiro", "A Dança do Tempo", "O Papa e a Mulher Nua", "Meu Encontro com Kardec" e "Lições de Viver".

Vamos errar de novo?

Ferreira Gullar

FAZ MUITOS ANOS já que não pertenço a nenhum partido político, muito embora me preocupe todo o tempo com os problemas do país e, na medida do possível, procure contribuir para o entendimento do que ocorre. Em função disso, formulo opiniões sobre os políticos e os partidos, buscando sempre examinar os fatos com objetividade.

Minha história com o PT é indicativa desse esforço por ver as coisas objetivamente. Na época em que se discutia o nascimento desse novo partido, alguns companheiros do Partido Comunista opunham-se drasticamente à sua criação, enquanto eu argumentava a favor, por considerar positivo um novo partido de trabalhadores. Alegava eu que, se nós, comunas, não havíamos conseguido ganhar a adesão da classe operária, devíamos apoiar o novo partido que pretendia fazê-lo e, quem sabe, o conseguiria.

Lembro-me do entusiasmo de Mário Pedrosa por Lula, em quem via o renascer da luta proletária, paixão de sua juventude. Durante a campanha pela Frente Ampla, numa reunião no Teatro Casa Grande, pela primeira vez pude ver e ouvir Lula discursar.

Não gostei muito do tom raivoso do seu discurso e, especialmente, por ter acusado "essa gente de Ipanema" de dar força à ditadura militar, quando os organizadores daquela manifestação - como grande parte da intelectualidade que lutava contra o regime militar - ou moravam em Ipanema ou frequentavam sua praia e seus bares. Pouco depois, o torneiro mecânico do ABC passou a namorar uma jovem senhora da alta burguesia carioca.

Não foi isso, porém, que me fez mudar de opinião sobre o PT, mas o que veio depois: negar-se a assinar a Constituição de 1988, opor-se ferozmente a todos os governos que se seguiram ao fim da ditadura - o de Sarney, o de Collor, o de Itamar, o de FHC. Os poucos petistas que votaram pela eleição de Tancredo foram punidos. Erundina, por ter aceito o convite de Itamar para integrar seu ministério, foi expulsa.

Durante o governo FHC, a coisa se tornou ainda pior: Lula denunciou o Plano Real como uma mera jogada eleitoreira e orientou seu partido para votar contra todas as propostas que introduziam importantes mudanças na vida do país. Os petistas votaram contra a Lei de Responsabilidade Fiscal e, ao perderem no Congresso, entraram com uma ação no Supremo a fim de anulá-la. As privatizações foram satanizadas, inclusive a da Telefônica, graças à qual hoje todo cidadão brasileiro possui telefone. E tudo isso em nome de um esquerdismo vazio e ultrapassado, já que programa de governo o PT nunca teve.

Ao chegar à presidência da República, Lula adotou os programas contra os quais batalhara anos a fio. Não obstante, para espanto meu e de muita gente, conquistou enorme popularidade e, agora, ameaça eleger para governar o país uma senhora, até bem pouco desconhecida de todos, que nada realizou ao longo de sua obscura carreira política.

No polo oposto da disputa está José Serra, homem público, de todos conhecido por seu desempenho ao longo das décadas e por capacidade realizadora comprovada. Enquanto ele apresenta ao eleitor uma ampla lista de realizações indiscutivelmente importantes, no plano da educação, da saúde, da ampliação dos direitos do trabalhador e da cidadania, Dilma nada tem a mostrar, uma vez que sua candidatura é tão simplesmente uma invenção do presidente Lula, que a tirou da cartola, como ilusionista de circo que sabe muito bem enganar a plateia.

A possibilidade da eleição dela é bastante preocupante, porque seria a vitória da demagogia e da farsa sobre a competência e a dedicação à coisa pública. Foi Serra quem introduziu no Brasil o medicamento genérico; tornou amplo e efetivo o tratamento das pessoas contaminadas pelo vírus da Aids, o que lhe valeu o reconhecimento internacional. Suas realizações, como prefeito e governador, são provas de indiscutível competência.

E Dilma, o que a habilita a exercer a Presidência da República? Nada, a não ser a palavra de Lula, que, por razões óbvias, não merece crédito.

O povo nem sempre acerta. Por duas vezes, o Brasil elegeu presidentes surgidos do nada - Jânio e Collor. O resultado foi desastroso. Acha que vale a pena correr de novo esse risco?

Flagrante do Dia


Ein Volk, ein Reich, ein Führer! L'Opinion Publique c'est Moi!
E tamos conversados. Sieg Heil!

VIDEO DO DIA

Causa um certo estranhamento uma voz luzitana declamando palavras tão fortes e cenas tão verdadeiras. Vale a pena ver e ouvir. Bom domingo. Se puderem! HC

sábado, setembro 18, 2010

Uma nova oposição

Ipojuca Pontes

A esta altura dos acontecimentos, com a provável derrota do candidato José Serra ao cargo de presidente da República, ainda que com a possibilidade de um eventual segundo turno, já é hora de se considerar a formação de um verdadeiro partido de oposição política no Brasil, para fazer frente ao regime totalitário que se pretende implantar com a eleição da ex-terrorista Dilma Rousseff.

De fato, se faz urgente a criação de um partido de oposição não apenas nominal, de mentirinha, mas de oposição genuína, que não pense ou atue de conformidade com os valores conceituais estabelecidos pelo adversário, a exemplo do que fazem hoje o Partido Democratas e o PSDB – este. mero súcubo do partido do governo, a declarar sem o menor pudor que tem por finalidade os mesmos objetivos políticos e ideológicos do PT.

Com efeito, nos próximos anos – ou, quem sabe, nos próximos meses – precisamos organizar um partido político vigoroso, consciente e determinado, que saiba dialogar e levar às massas o entendimento de que o Estado Forte, tangido por um governo de feição coletivista, significa apenas a imposição de mais tributos, que fatalmente cairão sobre os ombros dos cidadãos, tornando-os ainda mais pobres e dependentes. Ou seja: mais escravos.

Sim, é urgente: necessitamos votar num novo partido político de oposição que se empenhe diuturnamente em demonstrar ao cidadão que só o mérito, o respeito pelo trabalho, a impessoalidade e a vigilância, afrontando e confrontando a perniciosa manipulação do Partido-Estado, poderão livrar a sociedade das garras do banditismo organizado que, uma vez no poder, só trata de saqueá-la e roubá-la para usufruir a riqueza gerada pelo trabalho alheio.
Precisamos de um partido que esclareça e advirta a população sobre o socialismo que se quer impingir ao país promovendo, em caráter definitivo, a celebração da censura, do medo, da negação de todas as liberdades, da violência, da quebra dos direitos individuais, de perseguições, espionagem, ameaças, terror, prisões e assassinatos – a exemplo do que se faz hoje na China, em Cuba, na Coreia do Norte e no Vietnã, países que se proclamam socialistas.

Precisamos de um partido que diga à população que ela não é burro de carga ou mulher de malandro para sustentar hordas de vagabundos que se apropriam dos recursos públicos e com eles vivem à tripa forra, viajando, comendo, bebendo e ganhando rios de dinheiro sem levantar uma palha.

Precisamos de um partido em que os seus representes, uma vez no plenário do Congresso nacional, discursando ou aparteando, comecem por não chamar políticos canalhas e ladravazes de “Vossa Excelência”, e tampouco de fazer conchavos partidários em benefício de corporações, grupos e indivíduos que só agem para obter privilégios em troca de propinas e mensalões.

Sim: mais do que nunca é obrigatório a formação de um partido que não tenha medo de ser estigmatizado pela pecha de ‘direitista”, uma aleivosia industriada pelas esquerdas desde que o socialista Benito Mussolini criou o fascismo e Adolf Hitler, na Alemanha, comandou o nacional-socialismo inspirado nas lições de apelo à violência administradas pelo burguês ocioso (e odiento) Karl Marx, o pai do ultrajante “socialismo cientifico”.

Precisamos de um partido que se empenhe na defesa da livre iniciativa, da propriedade privada, do pão nosso de cada dia ganho com o suor do próprio rosto - numa palavra, que ataque o Estado Forte de Lula e Dilma e defenda o capitalismo pioneiro que tem na poupança e na moderação os agentes de desenvolvimento e do progresso, sem os quais a humanidade ainda estaria engatinhando como nos tempos das cavernas.

Precisamos a todo custo de um partido que denuncie sem cessar a propaganda mentirosa do poder que deprava a alma da nação – a propaganda massiva financiada com os recursos sacados do próprio bolso do contribuinte, que, em meio ao emaranhado de promessas, se perde e acredita que o governo predador pode transformar suas vidas.

Desde já, admita-se, a tarefa de criar um partido de oposição eficiente e combativo se apresenta de forma problemática. Como diria Napoleão, um especialista em guerras, é preciso tempo, caráter, dinheiro e vocação. Mas os rombos para se combater o bom combate nunca foram tão flagrantes: o governo socialista de Lula faz da corrupção sua arma política, as instituições permanentes da República se desintegram, a violência campeia, a democracia cambaleia e a insegurança se alastra.

Ademais, ao contrário do que proclama o ufanismo totalitário, o país não atingiu no plano econômico a dimensão do nirvana alardeado. De fato, as nossas exportações para o mercado mundial, em que pese a voracidade da China, continuam estacionados na faixa de 1%, e, o que é pior, no peso da produção global caímos, entre 1995/2009, de 3.1% para 2.9%, conforme registro do “Financial Times” (10/09/2010) – o que significa dizer que em matéria de competitividade estamos na rabeira do bloco emergente e até mesmo de certos países do continente europeu.

Por sua vez, no plano da educação, continuamos a formar alunos que nem sequer aprendem a ler, escrever e somar, ao tempo em que os nossos enfermos morrem aos milhares nas filas dos hospitais públicos abandonados. No Congresso, as votações básicas e urgentes, tais como a reforma tributária e a lei que limita crescimento dos gastos públicos, adormecem nas gavetas do “impoluto” Zé Sarney, presidente do Senado.

Para completar, enquanto cresce vertiginosamente a prostituição e o trabalho infantil e aumenta a exploração da mão de obra escrava, no campo e na cidade, o PT e as centrais sindicais dentro do governo só esperam por Dilma para ampliar ainda mais o aparelhamento da máquina pública, revogar os atos que criminalizam as invasões dos “movimentos sociais” (MST e outros) e estabelecer o “controle social” dos meios de comunicação.

A julgar pela ira de Lula, o DEM, partido que ele quer “extirpar” da face da terra, ameaçou, quando da sua reestruturação, representar o papel de um autêntico partido de oposição, para logo depois passar marcha a ré no intento e servir de pau de cabeleira para o enfatuado PSDB.

Por que adiar, então, a formação de um verdadeiro partido de oposição?

BRASIL AVACALHADO

Maria Lucia Victor Barbosa

Como um todo nunca levamos à sério coisas sérias. O brasileiro é um piadista nato e seu humor lhe basta. A informalidade é nosso forte e a moralidade nunca o foi. À massa basta futebol, carnaval, cerveja, celular, TV a cabo e a felicidade comprada em 12 prestações em lojas de departamento. Valores como honra passam longe da percepção coletiva. Sentimento de pátria ocorre para uns poucos que no exterior se deparam com algum símbolo nacional ou um forró em Nova York, executado para público de Terceiro Mundo. Entretanto, na era Lula/PT, justiça seja feita, se chegou a um grau de avacalhação nunca antes havido nesse país.
No plano urdido pelo principal grupo de poder petista, uma espécie de gabinete da sombra, o Brasil avacalhado é a ante-sala da ditadura do PT, que culminará sob a dominação de Rousseff. E esta é o golem de Lula da Silva, ou seja, a criatura que ele plasmou para lhe obedecer, humana apenas na aparência que a propaganda lhe confere, mas sem intelecto nem personalidade próprias. Como seu criador ela será uma figuração manejada ideologicamente por certas forças que o homem comum desconhece: o Foro de São Paulo que congrega a esquerda troglodita.
Mergulhado no mundinho fácil do consumo o povo abestalhado, ou abestado como diz o palhaço Tiririca que será eleito triunfalmente, aplaude o paizão Lula e votará na mãezona Rousseff, agora travestida de avó devotada. Tudo é propaganda na ante-sala do Estado Policial petista, cuja última façanha foi devassar o sigilo fiscal da filha, de parentes, de correligionários do candidato do PSDB, José Serra.
Mistura-se ao crime cometido na Receita Federal, órgão subordinado ao Ministério da Fazenda, que por sua vez é subordinado à presidência da República, a mentira descarada, a negação hipócrita dos envolvidos, todos do PT, a intriga que tenta infamar os adversários. E com maestria o PT faz aquilo que mais entende: transforma a vítima em culpada. O povo, que em sua maioria não sabe o que é Receita Federal, aplaude Lula da Silva enquanto corre solta a canalhice nos órgãos públicos. No Brasil o crime compensa desde que você seja um companheiro.
Não se contentando em atropelar a linguagem, cuspir palavrões, exibir sua costumeira vulgaridade, o paizão pula e berra nos palanques e na TV. Ele é o maior cabo eleitoral de seu golem e mente, mente e mente, porque lhe ensinaram que quanto maior a mentira mais o povo acredita. Descaradamente ele pergunta à platéia embevecida: “Cadê esse tal sigilo que não apareceu até agora?”. E acusa Serra de colocar a família como vítima da devassa fiscal feita pelos beleguins do PT.
Será que Lula da Silva gostaria, por exemplo, que fosse devassado o sigilo fiscal do seu filho Lulinha, aquele que de ex-funcionário de zoológico alcançou rápida e estrondosa ascensão financeira? Ou de outros membros de sua família que estão bem distantes das agruras do proletariado? Se o PSDB usasse as habituais e abjetas táticas de dossiês para infamar adversários, Serra já estaria preso e incomunicável, mas Lula e seu PT são impunes porque conseguiram em oito anos sem oposição dominar as mais importantes instituições, os grupos de pressão, os partidos políticos.
Lula avacalhou o Congresso e quer mais para Rousseff, elegendo também a maioria dos senadores. Avacalhou a Educação, a Saúde, o Enem, os Correios, a Petrobrás, a Receita Federal. Internacionalmente avacalhou nossa política externa apoiando ditadores, chamando dissidentes cubanos que morrem em greve de fome de criminosos comuns, se envolvendo em casos vergonhosos como o de Honduras, seguindo par e passo com Hugo Chávez e outros déspotas latino-americanos.
Indiferente, o povo abestalhado aplaude o paizão das bolsas-esmola, dos gordos lucros presenteados aos magnatas, da imprensa que, comprada com verbas oficiais repete a palavra e os hipotéticos feitos do dono.
Seis anos de bonança econômica internacional, o fiel cumprimento do Plano Real de Fernando Henrique Cardoso, muita propaganda e falatório do presidente da República, distorção de dados, nenhuma oposição produziram a sensação de que os indivíduos vão bem. Entretanto, o Brasil avacalhado vai mal. E vai piorar.
Que se cuidem os endividados pelo consumo irresponsável, os doentes que morrem nas filas do SUS, os que deixam as escolas como analfabetos funcionais, os que terão suas vidas devassadas com a quebra de sigilos bancários e fiscais, a mídia que será ferozmente censurada. Sem Poder Judiciário que proteja os cidadãos através da isonomia da lei, sem um Congresso que legisle em prol do bem comum, com a mídia amordaçada pelo futuro ministro da Mentira, à mercê de novos impostos para sustentar a pesada e aparelhada máquina pública, submetida à Constituição à lá Chávez que Rousseff pretende impor, a nação tiririca continuará a aplaudir. Brasileiro está acostumado a rir de sua própria desgraça e não tem complexo de vira-lata. Tem orgulho de ser vira-lata.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga
mlucia@sercomtel.com.br

www.maluvibar.blogspot.com

quinta-feira, setembro 16, 2010

DEPOIS ELES SE QUEIXAM

Carlos Mello

“… já que em toda a parte os outros implicam com os que deles se desinteressam...”

(Guimarães Rosa, “A hora e vez de Augusto Matraga”, in Sagarana).

Este título não é meu. Tirei-o de uma crônica do Carlinhos de Oliveira, publicada aí pela década de 1970. O tema é o mesmo abordado por aquela bela figura de gente, bom escritor, bom sujeito, limpo e correto – espécie em risco de extinção neste amável país da bandalheira. Dizia ele que os ricos, a elite, a classe dominante, os políticos, enfim, os que de fato mandam e desmandam na coisa pública, jamais se lembram dos pobres. E depois se queixam quando eles reclamam. Para o massacrado não há nada minimamente decente, escola, hospital, transporte, moradia, saneamento – quando há, é uma coisa lamentável, uma sobra da sobra do que sobrou de outra coisa. Existem as verbas, no papel, mas estas, ao migrarem do orçamento para a prática, somem no ar. Lembro-me de uma escola pública construída em um subúrbio da zona oeste do Rio. Era toda de madeira, material de terceira, teto de amianto, cercada por alambrado. Custou a bagatela de R$ 600 mil. Verba que, em mãos honestas, daria para construir pelo menos seis escolas daquele tipo...

Tenho assistido por todo lado à indignação de alguns representantes da classe média com a preferência do eleitorado pela Dilma. Preferência que é atribuída sempre à “ignorância do povo brasileiro”, à “política populista” do Lula, a uma “demagógica distribuição de bolsa disso, bolsa daquilo”. Quem me conhece, sabe que odeio a hipocrisia. E sabe também que não morro de amores pelo PT. Os sucessivos escândalos e assaltos ao erário e a repetida inapetência do nosso presidente para apurar e coibir essas práticas são imperdoáveis. Mas uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa. Também toda hora leio ou escuto referências à sua suposta ignorância. O termo “apedeuta”, cujo significado todos desconheciam até um dia desses, virou doce na boca da oposição. Lula é o ignorante, o biriteiro, o mal-educado, o demagogo...

Pois bem, sei que muita gente vai discordar de mim neste blog e alhures, mas quero dizer que já enchi o saco com essa litania. Que diabo, gente, será que todo mundo esqueceu os governos anteriores? Que tal o Sarney, imortal da ABL, o Collor, tido como poliglota, e o fino intelectual FHC? Quantas vezes essas figuras impolutas se preocuparam em atender a essa questão urgente, à qual o Lula se referia na sua linguagem rude: “encher a barriga do povo?” Algum de vocês que frequentam esse blog sabe o que é passar fome? Tem ideia do que seja a miséria? Provavelmente conhece tudo isso literariamente, de orelhada. Quem já trabalhou em favela, quem viu o que eu vi em escolas públicas no interior, sabe de que estou falando.

No final da década de 1970, tentei com a minha mulher e alguns amigos fazer teatro com grupos de crianças e adolescentes pobres do interior, mais precisamente da região serrana do Rio de Janeiro. Haja coração para ver aquilo! As professorinhas, coitadas, usavam seu minguado salário para trazer alguma vez bolachas, ou simplesmente açúcar, para que as crianças pudessem assistir às aulas com alguma coisa no estômago. Porque tudo que tinham para ingerir em casa era chá – de alguma planta apanhada no quintal, sem mais nada. Essa realidade gerava um misto de tristeza e ódio com o qual foi dificílimo conviver. Nunca tive vocação para guerrilheiro. Mas ali compreendi porque tantos amigos daquela época pegaram em armas e acabaram morrendo na luta. Não dá para suportar tanto descaso pelos despossuídos, tanta insensibilidade, tanta alienação. É difícil contar somente com o juízo final para acertar contas com a canalha que promove essa incomparável infâmia.

O dono desse blog conhece mais mundo do que eu. Passou uns tempos na Venezuela, de onde voltou horrorizado com o tamanho e a miséria das favelas de Caracas. Como estranhar que esses despossuídos, que agora contam com alguma ajuda em termos de alimentos, assistência médica e educação, idolatrem o Chavez? O mesmo poderia dizer dos humildes bolivianos, que apoiam seu presidente índio, Evo Morales. Agora vocês dirão que a política do Lula está errada, que nada de fato melhorou – nem a educação popular, nem os hospitais públicos, nem o saneamento básico. E que a política assistencialista só serve para alienar o povo da solução correta de seus problemas. Como é fácil encher a boca com esse jargão quando se come três vezes ao dia, se tem um lugar decente para morar e se dispõe de um bom meio de transporte.

Não, meus amigos, deixemos um pouco de lado nosso egoísmo e nossa cegueira. Critiquemos o Lula, o PT, a política, os políticos. Mas não nos esqueçamos desse dado fundamental: nunca, na história desse país, os pobres foram lembrados por ninguém. Tudo que o FHC afirma ter feito, ou é mentira ou é meia-verdade. Diz que foi ele a mãe do real (o pai foi sem dúvida o Itamar), que saneou as finanças públicas, que privatizou o que deveria ser privatizado, que isso e que aquilo. Na verdade, o que fez, com sua fria e calculista equipe econômica, foi executar a política imposta pelo FMI. O povo sabe distinguir isso muito bem, porque sente na carne. Antes de terminar, quero dizer que não virei a casaca, que não tenho, nem terei, nenhuma benesse deste ou de outro governo, que sou pobre por opção consciente e tranquila. E que tudo o que aqui afirmo é ditado tão somente pela minha consciência e meu apreço pela verdade. Discordem, se e como quiserem. Mas, pelo amor de Deus, com a mesma lisura e sinceridade com que escrevi este artigo