O filme "O Som Ao Redor", do diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho foi selecionado para a mostra competitiva do festival de cinema de Roterdã que estará acontecendo agora no mês de Fevereiro, na Holanda. Este é o primeiro longa-metragem de ficção do diretor. O filme trata das relações humanas na cidade, se passa no Recife e tem no elenco os atores, Irandhir Santos, Gustavo Jahn, Maeve Jinkings e o nosso veterano e respeitado W.J. Solha, (break your leg, dear friends). HC
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Quarta-feira, Fevereiro 01, 2012
Pôster oficial de "O Som ao Redor"
O filme "O Som Ao Redor", do diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho foi selecionado para a mostra competitiva do festival de cinema de Roterdã que estará acontecendo agora no mês de Fevereiro, na Holanda. Este é o primeiro longa-metragem de ficção do diretor. O filme trata das relações humanas na cidade, se passa no Recife e tem no elenco os atores, Irandhir Santos, Gustavo Jahn, Maeve Jinkings e o nosso veterano e respeitado W.J. Solha, (break your leg, dear friends). HC
Produtividade, a palavra mágica

João Luiz Mauad
Aumento de salário mínimo não vai criar mais dinheiro para a economia, e sim realocar recursos que já existem.
Mais um aumento real do salário mínimo vigora em janeiro. A demagogia corre solta e os analistas estão quase todos empenhados em demonstrar os enormes benefícios do novo aumento, não só para o trabalhador, mas também para a economia em geral. O jornal O Globo, por exemplo, estampou em primeira página, no último dia 28/12, a informação – oriunda do Dieese – de que o novo salário mínimo "injetará 47 bilhões de reais na economia, em 2012".
Como assim, injetará R$ 47 bilhões? Por acaso, os recursos que serão utilizados para pagar o novo mínimo estavam fora da economia? A mim, pelo menos, parece que esses recursos deverão simplesmente ser realocados, "desviados" de algum outro lugar. Se é assim tão fácil e indolor alavancar a economia do País, por que não um mínimo R$ 1.000 ou R$ 2.000?
A verdade é que, se os problemas econômicos e sociais pudessem ser resolvidos por decreto, há muito a pobreza, as desigualdades, o baixo crescimento etc., já teriam sido eliminados da face da terra. Infelizmente, no mundo da economia real, onde vigora a lei da escassez, as coisas não funcionam como as ideias torpes dos demagogos sugerem.
Sei que corro o risco de ser mal interpretado com essas, digamos assim, elucubrações politicamente incorretas, mas tentarei demonstrar que as políticas de salário mínimo, embora percebidas pela imensa maioria do público como algo absolutamente necessário e benéfico, é, na verdade, totalmente equivocada e contraproducente.
Aumentos reais no salário mínimo são, de fato, muito atraentes para aposentados e pensionistas, que têm seus benefícios atrelados àquele índice. São bons também, em vários casos – porém nem todos – para quem já está no mercado de trabalho formal, mas sem dúvida péssimos para quem está fora dele. Se não, vejamos:
Segundo o IBGE, a taxa de desemprego média, em 2009, ficou na faixa de 8,3%. Em nível de instrução, a maior taxa apurada foi a dos brasileiros com ensino médio incompleto – 15,4%. Já a taxa de desocupação entre os jovens de 18 a 24 anos atingiu 16,6%, exatamente o dobro da média nacional.
Olhando os dados acima, uma dúvida logo vem à cabeça. Será que todos esses jovens inexperientes e pessoas pouco qualificadas estariam desempregados, caso pudessem aceitar um salário menor do que autoriza a legislação?
As leis de salário mínimo têm normalmente a (boa) intenção de proibir os empregadores (gananciosos!) de explorar os empregados. Porém, se mudarmos o foco, do empregador para o trabalhador, estaremos muitas vezes diante da bizarra situação em que se está a impedir alguém de vender o seu trabalho, pelo preço que lhe convier, mesmo que isso o relegue ao desemprego. É justo proibir José de trabalhar por R$ 400 – ainda que este seja seu desejo –, caso ele não consiga emprego melhor?
A verdade, nua e crua, é que o salário mínimo legal pode, sim, prejudicar – e muito – justamente aqueles a quem supostamente deveria beneficiar. Caso quisessem realmente melhorar a vida dos mais fracos, o foco das políticas públicas deveria ser outro, muito diverso de leis de salário mínimo. A palavra mágica aqui é produtividade.
O fato é que, quanto mais produtivo é um indivíduo, mais os empregadores se esforçarão para mantê-lo em seus quadros, e a maneira usual de conseguir isso é pagando-lhe melhores salários. Se a grande maioria dos trabalhadores ganha mais do que o mínimo legal, não é porque os empresários são bonzinhos, mas porque a concorrência os obriga a isso. Como qualquer outro preço numa economia livre, os salários também são determinados pela lei da oferta e da demanda.
Ora, se a demanda por trabalho, como de resto por qualquer outro fator de produção, é baseada na produtividade, quanto mais produtiva for uma economia em seu conjunto, maior será a demanda agregada por mão de obra e, consequentemente, maior será a remuneração média do trabalho.
Se, por exemplo, os trabalhadores americanos são, na média, muito mais bem pagos que os brasileiros, isto decorre da existência de uma absurda diferença de produtividade entre eles. E não porque os empresários brasileiros são sovinas e egoístas, enquanto os americanos são benevolentes e magnânimos.
Em alguma medida, o que torna um cidadão mais produtivo são as suas qualidades pessoais: habilidade, destreza, educação, informação, treinamento etc. Porém, a produtividade de um indivíduo está atrelada também, de forma significativa, aos bens de capital postos à sua disposição – maquinaria, ferramentas e equipamentos em geral.
Quanto maior e melhor for o investimento em bens de capital, maior será a produtividade do trabalho e, consequentemente, maiores os níveis salariais. Se o salário pago a um trabalhador nos EUA é muito maior que o do trabalhador brasileiro, isto decorre do fato de o primeiro estar muito mais bem equipado (capital físico) e preparado (capital humano) que o segundo.
O segredo para melhorar os salários dos trabalhadores, portanto, está em evitar que governos demagogos e assistencialistas confisquem, através de pesados impostos, o capital e as rendas das empresas, cujos lucros significam mais investimentos em capital físico (ferramentas, equipamentos, máquinas, etc.).
Por último, porém não menos importante, recomendam-se incentivos e investimentos maciços em educação de qualidade, sem o que jamais iremos incrementar o nosso capital humano.
Diário do Comércio em 13 de janeiro de 2012 Opinião - Economia
DESPERTAR É PRECISO
Repasse:
"Na primeira noite eles aproximam-se e colhem uma flor do nosso jardim e não dizemos nada. Na segunda noite, Já não se escondem; pisam as flores, matam o nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, Já não podemos dizer nada." Vladimir Maiakóvski. Poeta russo "suicidado" pelos comunistas.
"Primeiro, os nazistas vieram buscar os comunistas, mas, como eu não era comunista, eu me calei. Depois, vieram buscar os judeus, mas, como eu não era judeu, eu não protestei. Então, vieram buscar os sindicalistas, mas, como eu não era sindicalista, eu me calei. Então, eles vieram buscar os católicos e, como eu era protestante, eu me calei. Então, quando vieram me buscar... Já não restava ninguém para protestar". Martin Niemöller. Simbolo da resistência aos nazistas.
"Primeiro eles roubaram nos sinais, mas não fui eu a vítma. Depois incendiaram os ônibus, mas eu não estava neles; depois fecharam as ruas, onde não moro; fecharam então o portão da favela, que não habito; em seguida arrastaram até a morte uma criança, que não era meu filho". Claudio Humberto. Jornalista.
O que os outros disseram, foi depois de ler Maiakovski. O incrível é que após cem anos, ainda estejamos tão desamparados, inertes, submetidos aos caprichos da ruína moral dos governantes, que vampirizam o erário, aniquilam as instituições, e deixam aos cidadãos ossos roídos e o direito ao silêncio: porque a palavra, esta há muito se tornou inútil...
"Na primeira noite eles aproximam-se e colhem uma flor do nosso jardim e não dizemos nada. Na segunda noite, Já não se escondem; pisam as flores, matam o nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, Já não podemos dizer nada." Vladimir Maiakóvski. Poeta russo "suicidado" pelos comunistas.
"Primeiro, os nazistas vieram buscar os comunistas, mas, como eu não era comunista, eu me calei. Depois, vieram buscar os judeus, mas, como eu não era judeu, eu não protestei. Então, vieram buscar os sindicalistas, mas, como eu não era sindicalista, eu me calei. Então, eles vieram buscar os católicos e, como eu era protestante, eu me calei. Então, quando vieram me buscar... Já não restava ninguém para protestar". Martin Niemöller. Simbolo da resistência aos nazistas.
"Primeiro eles roubaram nos sinais, mas não fui eu a vítma. Depois incendiaram os ônibus, mas eu não estava neles; depois fecharam as ruas, onde não moro; fecharam então o portão da favela, que não habito; em seguida arrastaram até a morte uma criança, que não era meu filho". Claudio Humberto. Jornalista.
O que os outros disseram, foi depois de ler Maiakovski. O incrível é que após cem anos, ainda estejamos tão desamparados, inertes, submetidos aos caprichos da ruína moral dos governantes, que vampirizam o erário, aniquilam as instituições, e deixam aos cidadãos ossos roídos e o direito ao silêncio: porque a palavra, esta há muito se tornou inútil...
Terça-feira, Janeiro 31, 2012
Tem jeito pra esse país?
Eliana Calmon diz que negligência de tribunais levou ao sumiço de 5,4 mil computadores
A corregedora-geral de Justiça, Eliana Calmon, afirmou hoje (30) que a negligência de tribunais locais foi responsável pelo sumiço de 5,4 mil equipamentos de informática, cujo valor chegava a R$ 6,4 milhões. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) repassava equipamentos de informática para os tribunais locais seguindo uma meta de gestão que visava à melhoria da informatização da Justiça.

“Não foi propriamente sumiço de 5 mil computadores. O que há é uma desídia [negligência], porque deveriam ter sido imediatamente tombados, imediatamente identificados como patrimônio do tribunal como doação do CNJ, e me parece que aí está o ponto. Houve uma desídia e começaram a ser usados, retirados do almoxarifado e usados sem a identificação, sem o devido tombamento.”
Yahoo! Notícias
A corregedora-geral de Justiça, Eliana Calmon, afirmou hoje (30) que a negligência de tribunais locais foi responsável pelo sumiço de 5,4 mil equipamentos de informática, cujo valor chegava a R$ 6,4 milhões. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) repassava equipamentos de informática para os tribunais locais seguindo uma meta de gestão que visava à melhoria da informatização da Justiça.

“Não foi propriamente sumiço de 5 mil computadores. O que há é uma desídia [negligência], porque deveriam ter sido imediatamente tombados, imediatamente identificados como patrimônio do tribunal como doação do CNJ, e me parece que aí está o ponto. Houve uma desídia e começaram a ser usados, retirados do almoxarifado e usados sem a identificação, sem o devido tombamento.”
Yahoo! Notícias
A Frase do Dia
Prazeres da "melhor idade"

Ruy Castro
A voz em Congonhas anunciou: "Clientes com necessidades especiais, crianças de colo, melhor idade, gestantes e portadores do cartão tal terão preferência etc". Num rápido exercício intelectual, concluí que, não tendo necessidades especiais, nem sendo criança de colo, gestante ou portador do dito cartão, só me restava a "melhor idade" - algo entre os 60 anos e a morte.
Para os que ainda não chegaram a ela, "melhor idade" é quando você pensa duas vezes antes de se abaixar para pegar o lápis que deixou cair e, se ninguém estiver olhando, chuta-o para debaixo da mesa. Ou, tendo atravessado a rua fora da faixa, arrepende-se no meio do caminho porque o sinal abriu e agora terá de correr para salvar a vida. Ou quando o singelo ato de dar o laço no pé esquerdo do sapato equivale, segundo o João Ubaldo Ribeiro, a uma modalidade olímpica.
Privilégios da "melhor idade" são o ressecamento da pele, a osteoporose, as placas de gordura no coração, a pressão lembrando placar de basquete americano, a falência dos neurônios, as baixas de visão e audição, a falta de ar, a queda de cabelo, a tendência à obesidade e as disfunções sexuais. Ou seja, nós, da "melhor idade", estamos com tudo, e os demais podem ir lamber sabão.
Outra característica da "melhor idade" é a disponibilidade de seus membros para tomar as montanhas de Rivotril, Lexotan e Frontal que seus médicos lhes receitam e depois não conseguem retirar.
Outro dia, bem cedo, um jovem casal cruzou comigo no Leblon. Talvez vendo em mim um pterodáctilo da clássica boemia carioca, o rapaz perguntou: "Voltando da farra, Ruy?". Respondi, eufórico: "Que nada! Estou voltando da farmácia!". E esta, de fato, é uma grande vantagem da "melhor idade": você extrai prazer de qualquer lugar a que ainda consiga ir.
Da Folha.com
Ruy Castro, escritor e jornalista, já trabalhou nos jornais e nas revistas mais importantes do Rio e de São Paulo. Considerado um dos maiores biógrafos brasileiros, escreveu sobre Nelson Rodrigues, Garrincha e Carmen Miranda.
Segunda-feira, Janeiro 30, 2012
Perguntar Não Ofende
Mais Um Que Se Vai

Glauber Rocha o chamava de "O Pai do Cinema Documental do Brasil"
Morreu aos 81 anos, em João Pessoa, na madrugada desta segunda-feira o cineasta Linduarte Noronha que estava internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Memorial São Francisco. Linduarte não suportou uma dificuldade respiratória manifestada após uma pneumonia. Segundo informações da família, ele sofreu uma parada respiratória.
Linduarte Noronha iniciou sua história com uma premiação recebida em Varsóvia, nos tempos da Guerra Fria, por uma exposição de fotografias mostrando pessoas apanhando caranguejos intitulada "Os Homens da Lama" e com o filme "Aruanda", segundo Glauber Rocha, documentário precursor do Cinema Novo no Brasil. O filme aborda a existência de um quilombo na Serra do Talhado e mostra os descendentes destes mesmos escravos vivendo de forma primitiva, fabricando de maneira rústica e vendendo seus potes de barro para viver. Fez também "O Cajueiro Nordestino" e se aventurou sem sucesso no cinema comercial na direção de um longa metragem, "O Salário da Morte."
Mais um que se vai. O mundo fica cada vez mais sem graça. A imagem mais remota que tenho dele: "eu menino, na Rádio Tabajara, olhando para dentro do “aquário” Linduarte, ainda sem os louros da fama, fones nos ouvidos, mero locutor de estúdio."
Vai em paz, Linduarte, a gente se vê qualquer dia. HC
A Frase do Dia
Domingo, Janeiro 29, 2012
Incidente no Big Ben

Hugo Caldas
Estas mal traçadas nada têm a ver com o famoso símbolo da pontualidade britânica, ponto de referência da Cidade de Londres. Têm a ver com a rede de farmácias Big Ben em que pese a peculiar denominação, para um local em que, além de produtos de beleza, sabonetes, preservativos, perfumes e outros badulaques, eventualmente até adquirimos medicamentos. Estas mal traçadas têm a ver com a Farmácia Big Ben da Avenida Conselheiro Aguiar, em frente ao Mercado Público de Boa Viagem.
O caso eu conto:
Sexta-feira, dia nublado, especialmente difícil para este locutor que vos fala, respirar. Isso mesmo, respirar! Fato agravado ainda mais, mercê a minha própria negligência, de não dispor em casa do indispensável remédio. Após várias peripécias e mil telefonemas a fim de descobrir qual a farmácia com o preço mais em conta, partimos em busca de algo tão miraculoso, uma poção mágica tão importante como ir ao encalço do Santo Graal. Necessário se faz levar ao conhecimento de todos que até pouco tempo o governo supria a minha necessidade desse medicamento (caro) por intermédio do SUS. Ocorre que cismaram de fazer o milionésimo, sempre ele, recadastramento e ó infelicidade, descobriram que eu moro em Boa Viagem, considerado bairro de barão, portanto, intuíram que eu poderia arcar com a compra do medicamento usando os meus parcos proventos de aposentado. O fornecimento foi devidamente cancelado. Mas, voltemos à Farmácia Big Ben, da Avenida Conselheiro Aguiar, em frente ao Mercado Público, razão maior dessa postagem.
Ao chegar à farmácia Big Ben defronte ao Mercado de Boa Viagem, fui muito bem atendido por um rapaz solícito, com quem antes falara ao telefone, bem jovem ainda. Fiz-lhe a solicitação do medicamento.
A essa altura ele já percebera a minha dificuldade até para falar. Eu literalmente resfolegava.
- O senhor não tomou esse remédio hoje, não foi?
- Confirmei.
- O senhor tem cadastro aqui conosco?
- Que cadastro, meu caro?
- Esqueça. Me dê o número do seu CPF.
Ele então rapidinho me deu o preço de R$ 73,50, entregou o remédio dentro de pequena sacola e me encaminhou para pagamento no caixa da saída, com a recomendação:
- Tome logo esse remédio, senhor!
E foi exatamente aqui que se iniciou o quiprocó. Só havia um caixa vago que era ocupado por uma gordinha muito mal-encarada. Novamente a perguntinha angustiante:
- O senhor tem cadastro aqui? Pouco se lhe dava se eu mal conseguia andar ou falar, resfolegante, roguei:
- Moça, por favor, deixa isso pra lá, eu preciso tomar esse remédio, agora! Eu não sei de cadastro nenhum.
- Ah, não tem? Então o preço é R$ 82.30, determinou arrogante.
- Como? Protestei. O rapaz que me atendeu falou em R$ 73,50.
- Mas é preciso fazer o cadastro, insistiu, autoritária. Voltei quase rastejante ao rapaz distinto, lá no fundo da loja, que reagiu:
- Mas eu já fiz o cadastro por aqui, e se encaminhou até à "fräulein" espaçosa...
Nesse exato instante a minha mulher vem chegando pois estava tentando estacionar o carro o mais perto possível. Entreguei-lhe o dinheiro e a árdua missão de contracenar com a gorda mal educada. O rapaz solícito resolveu tudo não sem antes lhe fazer uma admoestação: "não precisava disso, eu já havia feito o cadastro dele aqui no sistema, ele precisa com urgência do medicamento", disse.
Saí da loja com a convicção de não voltar lá por um bom tempo.
Falta de respeito é algo que eu não consigo admitir. Principalmente com idosos. Principalmente se o idoso está em uma emergência. Fundamental para qualquer estabelecimento comercial que o trato com o público seja cortês, educado, preciso. Digo e afirmo, ex professo, antigo instrutor de Técnicas de Vendas do Sebrae. Talvez seja isso o que me faz infeliz, ao perceber que os anos passaram e os atendentes continuam tão despreparados, e tão plenos dos vícios que há tempos eu mesmo combatia.
O cliente é a razão de ser de qualquer comércio. Isso não significa entretanto que este mesmo cliente tenha sempre razão. Não é isso. O atendente, por sua vez, precisa ter em mente que é a cara da Empresa, deve ser antes de tudo, prestimoso sem ser servil. Deve conhecer o produto que está vendendo. Sem o cliente o comércio não sobrevive, simples, não?
Por outro lado para ser cortês, prestimoso, conhecedor do produto, é preciso ter a vontade de trabalhar. É preciso saber que mil e um candidatos à sua vaga estão se preparando. Portanto mister se faz deixar de lado quaisquer problemas, por maiores que possam parecer. Ao cliente pouco importa as suas preocupações. Ele está comprando e consequentemente pagando. Se o seu/sua namorado/a não compareceu apesar da camisola sensual ou do pijama sexy, para ele, cliente, pouco importa.
Recado à Farmácia Big Ben em frente ao Mercado de Boa Viagem: Tira essa mal amada da convivência com o público. Transferir para o estoque a conferir mercadorias seria uma boa alternativa.
E por último mas não menos importante: Atenção velhotes deste meu Brasil Varonil: Muito cuidado com essa gorda, caixa da Farmácia Big Ben da Avenida Conselheiro Aguiar, em frente ao Mercado Público de Boa Viagem. Ela pode morder.
Mondo Cane
Ipojuca Pontes
Em previsão recente, o Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou a redução de 4% para 3,3% na expectativa de expansão da economia mundial em 2012. Paralelamente, agência local da BBC informou que o Brasil é a segunda nação mais desigual do Grupo dos 20, ou simplesmente G-20 - uma corriola formada pelos ministros de finanças e chefes dos bancos centrais das 19 maiores economias do mundo e mais a fatídica União Europeia, uma velha senhora indigna que anda aos tropeções como um bêbado em final de festa.
Numa escala ascendente, o Brasil só perde em matéria de desigualdade para a República da África do Sul, tida como a mais sólida economia do continente africano, embora Rússia, China e Japão, países que possuem consideráveis reservas internacionais, tenham ampliado seus desníveis sociais. (O caso da China, segunda economia mais próspera do planeta, não deixa de ser alarmante: país comunista que congelou o capitalismo de Estado, escraviza 800 milhões de penitentes com salários miseráveis, sem direito de greve, aposentadoria e assistência social, para não mencionar aqui, por exemplo, a “lei” da cota única que castiga severamente quem pretende ter mais de um filho, e a implacável perseguição desencadeada sobre os que se habilitam, através da internet, passar ou receber informações fora do controle do estado).
No plano interno, sempre maroto, fala-se muito na ascensão do Brasil no espaço da economia global, mas, examinado o fenômeno com objetividade, e vendo como funcionam as coisas por essas bandas, me parece oportuno realçar que não foi o Brasil que melhorou, foi o mundo que piorou – e muito. E não sou eu quem o diz. Noticiado que a pátria amada tinha atingido o patamar de 6ª economia do planeta, o entaramelado Mantega, ministro da Fazenda, temendo a marola de novas cobranças, apressou-se em afirmar que mesmo detendo Produto Interno Bruto (PIB) superior ao da Inglaterra, o brasileiro precisaria de um quarto de século, ou mais, para atingir o padrão de vida de um inglês.
Mas, a julgar pelo andar da carruagem, ao contrário do que pensa o ministro Mantega, talvez não seja necessário esperar um quarto de século para ver a Europa, cevada na permissividade malandra da social-democracia, chegar à bancarrota total. Basta refletir: que futuro pode ter um continente que fez do Estado Provedor, com suas “conquistas sociais” parasitárias, um ponto de partida? Para não ir muito adiante, como encontrar recursos para manter em países como França, Itália, Espanha e Portugal gastos irrefreáveis dispensados a uma burocracia socialista que se refestela em salários milionários e aposentadorias mirabolantes? Ou, o que é pior: como sustentar “políticas públicas” que só privilegiam corporações ociosas em detrimento de quem trabalha e cria riquezas?
Por outro lado, convém lembrar que não é apenas o Velho Continente que bordeja as portas do Mondo Cane. A situação na América Latina (que alguns desajustados insistem em chamar de “América Latrina”) não é menos crítica. Neste espaço intransitivo, impregnado do fartum tropical, reina a mais desenfreada criminalidade acionada pelo narcotráfico imbatível – criminalidade, de resto, só ofuscada pela incontrolável corrupção mantida à sombra de governos estatizantes que se deleitam em trombetear no ouvido das massas, junto com a distribuição de alguns trocados assistenciais, promessas altissonantes de um novo e venturoso porvir. Resta à população nativa, sobrevivendo ao largo do banquete, estigmatizada pelo ensino público indigente e uma saúde de fancaria, a tudo assistir entre humilhada e impotente, boa parte dela chegando a pensar, como o Dr. Pangloss, por força da indução planejada, que ingressamos afinal no melhor dos mundos possíveis.
O caso do Brasil, em particular, demanda cuidados especiais. Como a China, adotamos o capitalismo selvagem de Estado em consórcio com a social-democracia cavada na Europa, com suas vertentes de privilégios e “conquistas sociais” – uma combinação altamente explosiva. Nele, basta olhar de relance, transbordam problemas prementes e variados, tais como: inchaço da colossal máquina pública, aumento das terras devastadas por calamidades meteorológicas e a favelização galopante das periferias urbanas, gastos bilionários com os poderes oficiais sem o resguardo da mínima transparência, impostos e encargos sociais elevados que só estimulam o trabalho escravo e a economia paralela, rombos previdenciários insolúveis etc. – tudo remontando a um país que cresce como rabo de cavalo – para baixo.
Em que pese a obstinada inconsciência do seu povinho miúdo, que carrega tudo nas costas sem chiar.
Sábado, Janeiro 28, 2012
O Enterro do Prefeito

Arael Costa
Caro amigo Hugo
Como lhe prometi, ai vai o episódio que teve como causa o prédio que então servia de sede à Prefeitura da Capital, à época ocupada por Apolônio Sales de Miranda.
O prédio pertencia ao Estado da Paraíba e o então Governador José Américo, ao criar a Universidade da Paraíba - hoje Universidade Federal da Paraíba, o doou, junto com outros imóveis como a Faculdade de Direito; o Hospital Arlinda Marques, que se tornou a sede da Faculdade de Medicina; o Centro de Saúde, junto da Igreja de N. Sra. de Lourdes, que se tornou a Faculdade de Odontologia e outros, que receberiam escolas e administração da novel universidade.
Como o prédio em questão era ocupado pela Prefeitura e para evitar maiores constrangimentos, a Escola de Engenharia se instalou precariamente em alguns prédios da Av. Duque de Caxias, enquanto se buscava uma nova sede para a PMJP (que veio a ser o prédio da antiga fábrica de cigarros Amorim, no final da Av. Cardoso Vieira, onde ficou até bem pouco tempo).
Infelizmente a precariedade das instalações da Escola, fez com que seus professores usassem suas amizades e prestígio para apressar a solução do problema, que se tornou possível na transição da federalização, quando os imóveis da então universidade estadual foram doados ao governo federal, para possibilitar a medida.
A concretização da medida, com a entrega do prédio à Escola não foi aceita pelo prefeito, que então baixou um decreto desapropriando-o, fato que se concretizado inviabilizaria o processo de federalização. Isto gerou muitos protestos, dos quais o dos estudantes, que resolveram fazer um enterro do prefeito, com o cortejo fúnebre saindo da sede da UEEP, que ocupava algumas salas em um edifício ao lado da sede do INSS, até o Palácio do Governo. Para engrossar o movimento, a estudantada esperava contar com a presença do povão, daí marcando o evento para as 11 horas da manhã, hora que você nem lembra era de muito movimento no Ponto de Cem Réis e adjacências e colocou um carro de som nas ruas do comércio chamando do povo a participar. Ocorre que o locutor designado - Fernando Pereira, tomou umas e outras e passou a falar o seguinte, com fundo musical de uma música erudita que se considerava fúnebre:
“Povo de João Pessoa. Os estudantes universitários da Paraíba cumprem o doloroso dever de comunicar a todos o falecimento do prefeito Apolônio Sales de Miranda, vítima de diarreia cerebral, e convidam a todos a participarem de seu féretro, que sairá da sede da UEEP às 11 horas, para o forno do lixo.”
Revoltado, o prefeito que tinha ares de desequilibrado, resolveu invadir a sede da UEEP à frente de guardas municipais bem armados, só não conseguindo graças à resistência de alguns estudantes, sob liderança de Euclides Dias de Sá, que também armado pôs-se à porta da UEEP barrando a passagem de Apolônio.
Nesse ínterim, acordado pelo barulho, o estudante de medicina Paulo Soares, que dormia em um quarto nos fundos da API, viu o quiproquó pelo muro da Associação e correu ao Palácio do Governo, para pedir socorro ao então Cel. Newton Leite - estudante de odontologia, que, então, se deslocou até o local, levando alguns soldados da guarda palaciana, desarmando o prefeito e os guardas municipais e levando, a pé, pela Av. Duque de Caxias, com o cortejo de estudantes a vaiá-lo, o prefeito Apolônio até o Palácio, para conversar com o Gov. Pedro Gondim, onde se deu o desfecho do incidente, com a revogação do decreto municipal.
Obs: Tudo a respeito da Paraíba me interessa. Obrigado Arael.
A Foto do Dia
Porque me Ufano do meu País
Entenda a Aviação brasileira. Escrito por um piloto de companhia aérea para todos os brasileiros que utilizam o meio de transporte aéreo.
Para você entender o que é a aviação no Brasil deve-se partir da seguinte ideia; imagine-se dirigindo um carro BMW luxuoso no meio de um safari na África; é mais ou menos assim que um aviador se sente voando no Brasil; você tem uma tecnologia de ponta dentro do seu avião e um sistema precário e ultrapassado a sua volta. Vou explicar porquê.

Atrasos: Os atrasos no Brasil têm características incomuns comparado ao mundo afora; quando se tem nevoeiro... somente Guarulhos tem sistema mais preciso para pouso por instrumento, conhecido como " ILS categoria 2". Curitiba também tem, mas lá é tão engraçado que colocam o sistema para manutenção exatamente em época de nevoeiro. Vergonhosamente Porto Alegre, Florianópolis e Confins não têm esse sistema. Estes sempre fecham por causa de nevoeiro. Manaus, que tem uma localização extremamente estratégica e que sempre tem nevoeiro, porém também não tem sistema ILS. Detalhe..."Nos EUA, são mais de 100 aeroportos só com ILS categoria 2", fora os de categoria 1 e 3.
Se você, passageiro, está indo para Porto Alegre, fique sabendo que seu avião não pode alternar Florianópolis caso Porto Alegre esteja fechado. Florianópolis tem um vergonhoso pátio para apenas cinco aviões; lembrando que no verão Florianópolis recebe mais 150 vôos de fretamento além dos regulares. Este aeroporto supracitado, vergonhosamente, não tem taxiway (pista para a aeronave taxiar até a pista principal), sendo necessário a aeronave taxiar pela pista principal gerando espaçamento maior entre as aeronaves que se aproximam, ou seja, ocasionam atrasos.
Se você está chegando a São Paulo, o problema é parecido. Guarulhos está sempre com o pátio lotado, Vitória e Confins também. Galeão e Congonhas dias atrás ficaram nesta situação, com o pátio lotado. Quem tinha Galeão como alternativa de pouso teve que escutar um "negativo" do controlador para alternar aquele aeroporto. Estava no plano de vôo que Galeão seria o "alternado", Se o controlador aprovou o plano antes de decolar isso significa que é questão de lei e não de conveniência de pátio.
Nordeste. Voar no Nordeste é mais tranquilo por haver menor tráfego de aeronaves, porém lá tem outro problema: O controle de tráfego aéreo tem o desserviço de contar com as aeronaves militares fazendo treinamento que consequentemente geram atrasos, geralmente de mais de 20 minutos nas decolagens; o que desencadeia um atraso bem maior quando essas aeronaves chegam atrasadas ao sul do Brasil. Na regra internacional uma aeronave em instrução militar tem preferência sobre aeronaves civis de passageiro em pousos e decolagens, porém, se o País quer adotar regras internacionais ao pé da letra...que construam bases militares específicas para a função militar. Lembrem-se que aqui é o Brasil e não Europa ou EUA, onde os aviões são sequenciados para pouso com separações de 4 km entre aeronaves, enquanto que no Brasil é 8 km entre aeronaves e no caso de Florianópolis chega a 20 km por aeronaves por falta de taxiway.
Saibam que todo piloto Brasileiro se sente mais seguro voando nos EUA, Europa e Asia do que voando aqui no Brasil, fato decepcionante, mas vou explicar o por quê...
Aqui no Brasil existe uma regra: "a menor distância entre dois pontos é uma curva". Você sabia que quando você sai do litoral brasileiro e vai pra São Paulo você voa em curva? É necessário passar por cima do Rio de Janeiro. Poderia ser direto via Minas Gerais. Esse contorno do litoral gera em cada vôo pelo menos 1000 litros a mais de combustível consumido.
Nos EUA já não existe mais aerovia, somente proa direta para o destino. Lá eles têm acordos com as ONG´s e entendem que quanto menos tempo um avião ficar no ar menor é o efeito estufa. Se fosse aqui seria o equivalente a você decolar de Salvador e o controlador autorizar proa direto de São Paulo. São 1000 litros de querosene desperdiçados, sendo queimados na cabeça dos cariocas a cada 2 minutos. "Deixe o Green Peace saber disso; o Green Peace ficará superfeliz".
A desculpa não pode ser separação de fluxo, já que os EUA são maiores que o Brasil, e onde o fluxo aéreo é cinquenta vezes maior do que no Brasil. O que o Brasil voa em horas de voos em 50 dias, os EUA voam o mesmo em apenas um dia. "Poderia ser pior, se caísse neve no Brasil a desorganização aérea seria uma catástrofe diária".
Mas não coloco a culpa nos controladores. A culpa não é deles. O sistema brasileiro é que é arcaico e precário. O salário deles é baixo e cheio de "concurseiros" sem compromisso com o seu trabalho. Alguns são sérios e dedicados porém não têm condições de trabalho dignas. Apenas um controlador cuida de várias regiões do País e todos sofrem muita pressão para no final das contas serem menos eficientes que os controladores americanos, europeus e asiáticos.
Outro dia ouvi um controlador se despedindo no rádio porque tinha passado em um concurso melhor – isto é vergonhoso para um país que quer ser "primeiro mundo" - , mas desejei a ele sucesso e espero que ele esteja feliz no emprego bem remunerado que ele tem agora .Talvez ele não tenha sido valorizado como deveria.
Eu como piloto de linha aérea digo sem exagero que voar no Brasil hoje é como estarmos voando numa espécie de alerta amarelo. Outro acidente está bem próximo de acontecer. Ao decolar não significa que temos a certeza de pousar no destino nem no aeroporto de alternativa. Outro dia cinco aeroportos estavam literalmente fechados por falta de pátio; Confins, Galeão, Vitoria, Guarulhos e Campinas. Você tem que decolar de Brasilia para São Paulo com combustível suficiente para alternar Salvador.
Isso irá tornar a aviação brasileira inviável, sem mencionar a venda de nossas companhias aéreas para países vizinhos, em decorrência das altas taxas de impostos sobre as mesmas, que por isso, para sobreviverem no mercado, submetem-se a parcerias miraculosas inclusive mudando a sede da empresa para países vizinhos para se livrar dos impostos absurdos daqui, ou seja, irão agora pagar impostos em outro país... Por que será? Porque aqui não há incentivo. Falta de estrutura e falta de lucidez, isso que eu chamo de " Entregar a Soberania Nacional".
Soberania não é somente colocar soldados militares nas fronteiras. O País nunca foi tão próspero, problema é que nossos governantes ganham eleições por saberem aparecer e ainda têm mentalidade medíocre. São vendidos. Basta colocar dólares na mão ou falar com um pouco de sotaque que eles entregam tudo.
Voei muito na Amazônia e garanto que depois que aquilo virar um deserto ninguém mais vai querer assumir. O desmatamento está na razão é de um campo de futebol por segundo.
Hoje só fazem hidrelétricas por causa do apagão de 2002. Esses apagões na aviação irão se repetir pelos próximos 20 anos. E lembre-se que a Copa do Mundo e as Olimpíadas serão em época de nevoeiro.
A Infraero já arrumou duas soluções; tirar os bancos de suas "Rodoviárias" para dar mais espaço para os passageiros ficarem em pé, e liberar internet Wi-Fi de graça como se fosse um "cala-boca" para seus usuários.
Hoje a aviação brasileira é realmente uma surpresa diferente a cada dia, "a mess", (uma bagunça), como definiu um piloto europeu esses dias atrás, e garanto a vocês que ser pego de surpresa na aviação tem consequências trágicas.
Solução: primeiro de tudo é: Os políticos começarem a pensar como governantes desenvolvidos pensam ou, como disse o Raul Seixas: a solução é alugar o Brasil.
Nos EUA, Europa e Ásia constroem um aeroporto para atender uma demanda que só terá daqui 20 ou 30 anos e com pátio suficiente para estacionar mais de 100 aviões de grande porte juntos. Isso é bem diferente dos puxadinhos brasileiros que não dão conta nem da demanda atual.
Enquanto você lê esse e-mail, na Índia estão sendo construídos mais de 10 aeroportos maiores do que o de Guarulhos. Na China são mais de 70 sendo construídos e os 3 países: China, Brasil e India fazem parte do mesmo grupo chamado "BRIC", que ainda incluem Rússia e África do Sul.. Parece que só o Brasil ainda não acordou entre esses cinco.
Já é um absurdo os aeroportos brasileiros não terem metrôs. Os estrangeiros, quando chegam aqui e não veem metrôs nos aeroportos, acham que é uma piada até entenderem que não existe mesmo. Em qualquer aeroporto no estrangeiro tem metrô.
Que país é esse? O brasileiro se compara muito aos EUA, porém o povo americano sabe exigir de seus governantes, por isso o governo não espera ser pressionado pra poder começar a fazer algo.
O povo brasileiro só sabe reclamar. Só não sabe reclamar para a pessoa certa, ou orgão "competente" certo. Reclama pro vizinho e pro amigo, mas quase ninguém entra no site do Senado ou da Câmara dos deputados pra enviar e-mail para reclamar do seu político ou pelo menos para saberem o que eles estão fazendo.
É muito fácil ir aos Estados Unidos passear, fazer compras e voltar falando que lá é o máximo e aqui é o fim do mundo. De fato são décadas de atraso, porém lá o povo é mais consciente com relação ao que seus políticos estão fazendo com o dinheiro público e a burocracia no país deles praticamente inexiste se comparado ao nosso.
No Brasil a ANAC leva 30 dias para emitir uma carteira de aeronauta, gerando assim uma queda no salário dos pilotos e comissários e prejuízo também para os empregadores. Quem vai pagar essa conta? A Anac? O Governo Federal? Nos EUA a mesma carteira é emitida em apenas uma hora pela FAA. Sem deixar de lembrar que no Brasil a ANAC administra um universo de 20 mil pilotos comerciais enquanto os EUA são mais de 600 mil.
Nos EUA poucos empregos no setor público têm estabilidade, talvez seja por isso que o funcionário público trabalha mais, tem mais eficiência, trabalha em função do próximo, pede desculpa se atrasou e o trata bem o contribuinte, mesmo que seja um latino-americano. No mais...
Boa sorte a todos e que Deus nos proteja!
Repassando! HC
Para você entender o que é a aviação no Brasil deve-se partir da seguinte ideia; imagine-se dirigindo um carro BMW luxuoso no meio de um safari na África; é mais ou menos assim que um aviador se sente voando no Brasil; você tem uma tecnologia de ponta dentro do seu avião e um sistema precário e ultrapassado a sua volta. Vou explicar porquê.

Atrasos: Os atrasos no Brasil têm características incomuns comparado ao mundo afora; quando se tem nevoeiro... somente Guarulhos tem sistema mais preciso para pouso por instrumento, conhecido como " ILS categoria 2". Curitiba também tem, mas lá é tão engraçado que colocam o sistema para manutenção exatamente em época de nevoeiro. Vergonhosamente Porto Alegre, Florianópolis e Confins não têm esse sistema. Estes sempre fecham por causa de nevoeiro. Manaus, que tem uma localização extremamente estratégica e que sempre tem nevoeiro, porém também não tem sistema ILS. Detalhe..."Nos EUA, são mais de 100 aeroportos só com ILS categoria 2", fora os de categoria 1 e 3.
Se você, passageiro, está indo para Porto Alegre, fique sabendo que seu avião não pode alternar Florianópolis caso Porto Alegre esteja fechado. Florianópolis tem um vergonhoso pátio para apenas cinco aviões; lembrando que no verão Florianópolis recebe mais 150 vôos de fretamento além dos regulares. Este aeroporto supracitado, vergonhosamente, não tem taxiway (pista para a aeronave taxiar até a pista principal), sendo necessário a aeronave taxiar pela pista principal gerando espaçamento maior entre as aeronaves que se aproximam, ou seja, ocasionam atrasos.
Se você está chegando a São Paulo, o problema é parecido. Guarulhos está sempre com o pátio lotado, Vitória e Confins também. Galeão e Congonhas dias atrás ficaram nesta situação, com o pátio lotado. Quem tinha Galeão como alternativa de pouso teve que escutar um "negativo" do controlador para alternar aquele aeroporto. Estava no plano de vôo que Galeão seria o "alternado", Se o controlador aprovou o plano antes de decolar isso significa que é questão de lei e não de conveniência de pátio.
Nordeste. Voar no Nordeste é mais tranquilo por haver menor tráfego de aeronaves, porém lá tem outro problema: O controle de tráfego aéreo tem o desserviço de contar com as aeronaves militares fazendo treinamento que consequentemente geram atrasos, geralmente de mais de 20 minutos nas decolagens; o que desencadeia um atraso bem maior quando essas aeronaves chegam atrasadas ao sul do Brasil. Na regra internacional uma aeronave em instrução militar tem preferência sobre aeronaves civis de passageiro em pousos e decolagens, porém, se o País quer adotar regras internacionais ao pé da letra...que construam bases militares específicas para a função militar. Lembrem-se que aqui é o Brasil e não Europa ou EUA, onde os aviões são sequenciados para pouso com separações de 4 km entre aeronaves, enquanto que no Brasil é 8 km entre aeronaves e no caso de Florianópolis chega a 20 km por aeronaves por falta de taxiway.
Saibam que todo piloto Brasileiro se sente mais seguro voando nos EUA, Europa e Asia do que voando aqui no Brasil, fato decepcionante, mas vou explicar o por quê...
Aqui no Brasil existe uma regra: "a menor distância entre dois pontos é uma curva". Você sabia que quando você sai do litoral brasileiro e vai pra São Paulo você voa em curva? É necessário passar por cima do Rio de Janeiro. Poderia ser direto via Minas Gerais. Esse contorno do litoral gera em cada vôo pelo menos 1000 litros a mais de combustível consumido.
Nos EUA já não existe mais aerovia, somente proa direta para o destino. Lá eles têm acordos com as ONG´s e entendem que quanto menos tempo um avião ficar no ar menor é o efeito estufa. Se fosse aqui seria o equivalente a você decolar de Salvador e o controlador autorizar proa direto de São Paulo. São 1000 litros de querosene desperdiçados, sendo queimados na cabeça dos cariocas a cada 2 minutos. "Deixe o Green Peace saber disso; o Green Peace ficará superfeliz".
A desculpa não pode ser separação de fluxo, já que os EUA são maiores que o Brasil, e onde o fluxo aéreo é cinquenta vezes maior do que no Brasil. O que o Brasil voa em horas de voos em 50 dias, os EUA voam o mesmo em apenas um dia. "Poderia ser pior, se caísse neve no Brasil a desorganização aérea seria uma catástrofe diária".
Mas não coloco a culpa nos controladores. A culpa não é deles. O sistema brasileiro é que é arcaico e precário. O salário deles é baixo e cheio de "concurseiros" sem compromisso com o seu trabalho. Alguns são sérios e dedicados porém não têm condições de trabalho dignas. Apenas um controlador cuida de várias regiões do País e todos sofrem muita pressão para no final das contas serem menos eficientes que os controladores americanos, europeus e asiáticos.
Outro dia ouvi um controlador se despedindo no rádio porque tinha passado em um concurso melhor – isto é vergonhoso para um país que quer ser "primeiro mundo" - , mas desejei a ele sucesso e espero que ele esteja feliz no emprego bem remunerado que ele tem agora .Talvez ele não tenha sido valorizado como deveria.
Eu como piloto de linha aérea digo sem exagero que voar no Brasil hoje é como estarmos voando numa espécie de alerta amarelo. Outro acidente está bem próximo de acontecer. Ao decolar não significa que temos a certeza de pousar no destino nem no aeroporto de alternativa. Outro dia cinco aeroportos estavam literalmente fechados por falta de pátio; Confins, Galeão, Vitoria, Guarulhos e Campinas. Você tem que decolar de Brasilia para São Paulo com combustível suficiente para alternar Salvador.
Isso irá tornar a aviação brasileira inviável, sem mencionar a venda de nossas companhias aéreas para países vizinhos, em decorrência das altas taxas de impostos sobre as mesmas, que por isso, para sobreviverem no mercado, submetem-se a parcerias miraculosas inclusive mudando a sede da empresa para países vizinhos para se livrar dos impostos absurdos daqui, ou seja, irão agora pagar impostos em outro país... Por que será? Porque aqui não há incentivo. Falta de estrutura e falta de lucidez, isso que eu chamo de " Entregar a Soberania Nacional".
Soberania não é somente colocar soldados militares nas fronteiras. O País nunca foi tão próspero, problema é que nossos governantes ganham eleições por saberem aparecer e ainda têm mentalidade medíocre. São vendidos. Basta colocar dólares na mão ou falar com um pouco de sotaque que eles entregam tudo.
Voei muito na Amazônia e garanto que depois que aquilo virar um deserto ninguém mais vai querer assumir. O desmatamento está na razão é de um campo de futebol por segundo.
Hoje só fazem hidrelétricas por causa do apagão de 2002. Esses apagões na aviação irão se repetir pelos próximos 20 anos. E lembre-se que a Copa do Mundo e as Olimpíadas serão em época de nevoeiro.
A Infraero já arrumou duas soluções; tirar os bancos de suas "Rodoviárias" para dar mais espaço para os passageiros ficarem em pé, e liberar internet Wi-Fi de graça como se fosse um "cala-boca" para seus usuários.
Hoje a aviação brasileira é realmente uma surpresa diferente a cada dia, "a mess", (uma bagunça), como definiu um piloto europeu esses dias atrás, e garanto a vocês que ser pego de surpresa na aviação tem consequências trágicas.
Solução: primeiro de tudo é: Os políticos começarem a pensar como governantes desenvolvidos pensam ou, como disse o Raul Seixas: a solução é alugar o Brasil.
Nos EUA, Europa e Ásia constroem um aeroporto para atender uma demanda que só terá daqui 20 ou 30 anos e com pátio suficiente para estacionar mais de 100 aviões de grande porte juntos. Isso é bem diferente dos puxadinhos brasileiros que não dão conta nem da demanda atual.
Enquanto você lê esse e-mail, na Índia estão sendo construídos mais de 10 aeroportos maiores do que o de Guarulhos. Na China são mais de 70 sendo construídos e os 3 países: China, Brasil e India fazem parte do mesmo grupo chamado "BRIC", que ainda incluem Rússia e África do Sul.. Parece que só o Brasil ainda não acordou entre esses cinco.
Já é um absurdo os aeroportos brasileiros não terem metrôs. Os estrangeiros, quando chegam aqui e não veem metrôs nos aeroportos, acham que é uma piada até entenderem que não existe mesmo. Em qualquer aeroporto no estrangeiro tem metrô.
Que país é esse? O brasileiro se compara muito aos EUA, porém o povo americano sabe exigir de seus governantes, por isso o governo não espera ser pressionado pra poder começar a fazer algo.
O povo brasileiro só sabe reclamar. Só não sabe reclamar para a pessoa certa, ou orgão "competente" certo. Reclama pro vizinho e pro amigo, mas quase ninguém entra no site do Senado ou da Câmara dos deputados pra enviar e-mail para reclamar do seu político ou pelo menos para saberem o que eles estão fazendo.
É muito fácil ir aos Estados Unidos passear, fazer compras e voltar falando que lá é o máximo e aqui é o fim do mundo. De fato são décadas de atraso, porém lá o povo é mais consciente com relação ao que seus políticos estão fazendo com o dinheiro público e a burocracia no país deles praticamente inexiste se comparado ao nosso.
No Brasil a ANAC leva 30 dias para emitir uma carteira de aeronauta, gerando assim uma queda no salário dos pilotos e comissários e prejuízo também para os empregadores. Quem vai pagar essa conta? A Anac? O Governo Federal? Nos EUA a mesma carteira é emitida em apenas uma hora pela FAA. Sem deixar de lembrar que no Brasil a ANAC administra um universo de 20 mil pilotos comerciais enquanto os EUA são mais de 600 mil.
Nos EUA poucos empregos no setor público têm estabilidade, talvez seja por isso que o funcionário público trabalha mais, tem mais eficiência, trabalha em função do próximo, pede desculpa se atrasou e o trata bem o contribuinte, mesmo que seja um latino-americano. No mais...
Boa sorte a todos e que Deus nos proteja!
Repassando! HC
Aprisionado nos limites do ninho

José Virgolino de Alencar
Torres, muitas e imensas torres, floresta de concreto,
cercam meu universo, minha galáxia, onde vivo;
entrego-me à reflexão, a indagar pensativo
sobre a ameaça de que meu ilhado teto
torne-se irrespirável e eu, cassado o direito a veto,
tenha que resignar-me, mãos atadas, inativo,
ante a força desumana do sistema especulativo,
hedonista, que faz da ambição primacial projeto.
Suprime-se de minha vista o belo e fascinante
nascer e pôr do sol; nem abre, pra meu deleitar,
sequer uma frestinha, por onde, do alto mirante,
possa dar à mente o saudável repouso, vendo o mar;
sinto-me, assim, pássaro aprisionado, vida sufocante,
vagando nos limites do ninho, sem asas para voar.
Video Clipe do Dia
O vídeo de hoje já está meio velhinho mas sempre vale a pena revê-lo. Isto é Brasil! HC
Sexta-feira, Janeiro 27, 2012
Aula de Catecismo

Naquele tempo, levou Abraão o filho Isaque para o deserto. Amarrou-o a uma árvore e acendeu uma fogueira bem embaixo do seu pé.
Das alturas uma voz ecoou:
- Abraão, Abraão que fazes?
- Senhor, estou sacrificando o meu filho Isaque, conforme a Vossa ordem!
- Não Abraão, eu queria apenas testar a sua fé?
- Mas Senhor!
- Cala essa boca e solta o menino. Agora!
Abraão soltou então o filho Isaque que saiu em louca disparada. Enquanto o filho corria Abraão gritava:
- Volta, filho. Volta, que o Senhor te libertou!
O menino Isaque parou bem longe, e gritou:
- Libertou o cacête! Se eu não fosse ventríloquo estaria lascado!
Palavras do Senhor!
NR - A representação acima, de um Abraão cruel só nos faz reforçar a certeza de que não devemos confiar nos carecas! HC
Quinta-feira, Janeiro 26, 2012
A Frase do Dia
"Antigamente os cartazes nas ruas, com rostos de criminosos, ofereciam recompensas; hoje em dia, pedem votos...!"
Como me tornei um revolucionário em 64 ou Ferro na boneca

Anco Márcio de Miranda Tavares
Eu tinha 20 anos incompletos quando estourou a Quartelada de 64. Eu vi ainda quase que adolescente, Joacil Pereira com uma viga, tentando derrubar a porta da Faculdade de Direito, onde se encontravam alguns estudantes. No 31 de Março, eu me lembro que ficamos pensando que íamos ser todos presos e passamos a andar pela rua, eu e Everaldo Junior, ele, trotskista, eu comunista.
Sem saber para onde ir, fomos parar na casa de Zita Marinho, uma das mais conhecidas esquerdistas da cidade. Seria assim o mesmo que hoje, Fernandinho Beira Mar ir se esconder na Penitenciária de Bangu. A cidade estava em polvorosa. Passei na CEPLAR, hoje Casarão de Azulejos, e lá estava o Exército jogando janela à baixo todos os nossos documentos, câmeras de filmar e fotográficas. Na CEPLAR eu fazia teatro dirigido por Paulo Pontes.
Ficamos na casa de Zita esperando a prisão a qualquer momento. Mas nada... Ninguém nos vinha buscar. Essa espera angustiante era pior do que a prisão propriamente dita. A gente num comia, mas bebia muito. De noite, fomos pro Bar de Alcântara tomar cerveja e João Manuel foi nos levar de jipe em casa.
Aí aconteceu uma coisa engraçada. Aragão e Fragoso dois "companheiros" que tinham ido nos procurar começaram a perseguir o jipe. E a gente mandando João Manoel andar, rodar. João rodou Jaguaribe todinho e passou para o centro da cidade.
Foi então que resolvemos: Vamos nos entregar. É melhor se não eles acabam atirando. João parou o jipe e encostou junto ao meio fio. Se tinha de ser que fosse. Descemos constrangidos e esperamos. De dentro do Gordini, desceram Aragão e Fragoso:
- Vocês tão ficando doidos? Faz mais de uma hora que a gente roda atrás de vocês...
Fomos prum bar e continuamos a beber decepcionados. Porra! Não vinha ninguém prender a gente!! E a gente era tão perigoso!! Pra mim mesmo com 19 anos, foi uma tremenda de uma decepção.Verdade que depois eu fui chamado à Delegacia quando quebrei uma exposição dos Voluntários da Paz. Depois fui por umas pichações que eu nunca fiz na Cultura Inglesa...
Outra vez fui pro S2, o Serviço Secreto do Exercito, chamado ao Grupamento de Engenharia e lá um coronel me disse que eu estava terminantemente proibido de ir no Liceu à tarde, por estar pregando o comunismo entre as meninas, eu que mal tinha lido as primeiras páginas de "O Capital". O que eu queria mesmo era namorar as meninas mas a Revolução me proibia...
Nas ruas se ouvia falar em torturas, Aragão foi demitido do Banco, Prezado perdeu o emprego nos Correios, Boanerges ficou louco de tanto apanhar. E eu...solto!! Que comunista de merda que era eu que ninguém me prendia? Só tive prejuizos. Fecharam a Ceplar, me proibiram de ir no Liceu...
Inventei de "fugir" pra Campina Grande, pra casa de meu tio. Peguei um onibus e no meio do caminho uma barreira de soldados do Exército. Pronto!! Era agora!! Pediram meus documentos e eu entreguei. Quando descobrissem que eu era, nada mais, nada menos que o perigoso Anco Márcio eu ia em cana...
Um tenente com cara de menino, olhou meus documentos e disse:
- Tá tudo em ordem... Pode ir... - Possso? Ir? Posso? - fiquei até gago - Claro, vá com Deus... Era demais!! Ainda mais me mandava ir com Deus, eu um comunista ateu e materialista!! Desisti. Fiz uma farra em Campina e voltei. Mas insisti. Anos depois entrei pro PT. E o PT deu nessa merda que todos sabem. Só me resta agora entrar pro PFL que é oposição...
Finalmente o Cabral falou
É sempre bom lembrar:
Há alguns anos, o aeroporto de Nova Iorque fora palco de uma tragédia e estava coalhado com familiares das vítimas de um acidente aéreo se não me engano da Amecican Airlines. O avião havia caído logo após a decolagem para a Europa. Todo mundo aflito por notícias quando subitamente uma das portas da sala VIP se abre e entra, em mangas de camisa ninguém menos que o presidente Bill Clinton. Só, sem escolta, vinha prestar sua solidariedade aos familiares bem como trazer notícias sobre o evento. Na tragédia carioca onde anda o governador do Rio? Um acontecimento funesto como esse se abate sobre uma cidade às vésperas de sediar uma Copa do Mundo merece mais do que a atitude temerosa do governador. Pois o Sérgio Cabral pensou e repensou sobre o que diria e deitou falação à Rádio CBN. Abaixo, a jóia de pronunciamento.
"Diante da tragédia, pelo menos não foi num momento de pico de movimento de um dos corações do Centro do Rio. Essa tragédia podia ter tido dimensões muito mais graves se tivesse ocorrido horas antes. Sem dúvida, a queda de um prédio de 20 andares, de um prédio de 10 andares e de outro com quatro andares é algo que choca em qualquer lugar do mundo. Resta ainda a esperança de que haja pessoas sobreviventes e, em última análise, resgatar os corpos e, depois ainda, retirar os escombros."
Nada mais disse nem lhe foi perguntado. Perdão Sérgio Cabral Pai. HC
Há alguns anos, o aeroporto de Nova Iorque fora palco de uma tragédia e estava coalhado com familiares das vítimas de um acidente aéreo se não me engano da Amecican Airlines. O avião havia caído logo após a decolagem para a Europa. Todo mundo aflito por notícias quando subitamente uma das portas da sala VIP se abre e entra, em mangas de camisa ninguém menos que o presidente Bill Clinton. Só, sem escolta, vinha prestar sua solidariedade aos familiares bem como trazer notícias sobre o evento. Na tragédia carioca onde anda o governador do Rio? Um acontecimento funesto como esse se abate sobre uma cidade às vésperas de sediar uma Copa do Mundo merece mais do que a atitude temerosa do governador. Pois o Sérgio Cabral pensou e repensou sobre o que diria e deitou falação à Rádio CBN. Abaixo, a jóia de pronunciamento.
"Diante da tragédia, pelo menos não foi num momento de pico de movimento de um dos corações do Centro do Rio. Essa tragédia podia ter tido dimensões muito mais graves se tivesse ocorrido horas antes. Sem dúvida, a queda de um prédio de 20 andares, de um prédio de 10 andares e de outro com quatro andares é algo que choca em qualquer lugar do mundo. Resta ainda a esperança de que haja pessoas sobreviventes e, em última análise, resgatar os corpos e, depois ainda, retirar os escombros."
Nada mais disse nem lhe foi perguntado. Perdão Sérgio Cabral Pai. HC
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