quinta-feira, maio 31, 2012

Tiro&Queda 31.5.12 quinta-feira

  Eduardo Almeida Reis
   
Escrever – Acompanhei pela tevê pequenos trechos da entrevista dada pelo jornalista e escritor José Castello ao Roberto D’Ávila, que tisnou sua biografia no tempo em que andou a reboque do engenheiro Leonel de Moura Brizola, hoje representado no ministério do Trabalho pelo jovem Brizola Neto, sobrinho da inesquecível Neuzinha, que nos deixou em abril de 2011.

Castello diz que não é crítico literário, mas faz críticas semanais para o maior jornal do Rio e dá oficinas de literatura para incontáveis alunos. Nascido no Rio em 1951, José Guimarães Castello Branco mora hoje em Curitiba, sinal de que gosta de frio. Claro que não entendi nadinha da silva dos trechos que vi na tevê, porque literatura é um negócio assaz complicado.

Só sei uma coisa: escrever é muito gostoso. Só existe uma atividade melhor, que notória pudicícia me impede de dizer. Conto-lhes um caso, só um, ocorrido na manhã do dia em que componho estas bem-traçadas. Compromisso no centro exigia banho às 10h30 e táxi para chegar na hora aprazada.

Fiz a besteira de começar um suelto por volta das 10h, o assunto espichou e se transformou em crônica de 550 palavras. Fui ao banho às 11h, desesperado, e cheguei com atraso de meia-hora ao encontro marcado. Salvou-me o fato de ser o amigo  cidadão brasileiro: atrasou-se 45 minutos e chegou ao local do encontro achando que seu atraso foi perfeitamente normal.

Daí o conselho que dou aos leitores, sem ares de “oficina de literatura”: escrevam. A atividade é divertidíssima, podendo, às vezes, divertir os seus leitores, o que não impede que as cadelas nos xinguem.

Mudança – De mala e cuia, vou-me pro Bairro Santa Mônica, de Belo Horizonte, assim que descobrir aonde fica. Motivo: descobri que tem uma Rua Ministro Oliveira Salazar. Presumo que seja o professor António de Oliveira Salazar (Vimieiro, Santa Comba Dão, 28.4.1889 – Lisboa, 27.7.1970), catedrático da Universidade de Coimbra, alfabetizado, incorruptível, condutor da política de Portugal num período dificílimo da história europeia, chamado “ditador” pelos tolos que não sabem o que é uma ditadura hitlerista, stalinista, maoísta, polpotista & companhia ilimitada.

Onde estão os mortos pelos 41 anos de salazarismo. Cunhal, Soares e a besta daquele general com voz de zebrinha da tevê emergiram das quatro décadas de Estado Novo gozando perfeita saúde.

No tempo de antigamente, escrevi um livrinho que começava assim: “Ao contrário do que se possa imaginar, o primeiro-ministro de Portugal nos idos de 1140 não era o Sr. Dr. Oliveira Salazar; era o Sr. Dom Afonso Henriques, filho de dona Tareja e sobrinho de dona Urraca”. Almocei na cidade, excedi-me nos chopes e despachei um exemplar, via Correios, para o próprio Salazar. Duas ou três semanas depois, recebo em meu apartamento carioca, num conjunto de prédios que tinha dezenas de porteiros capitaneados por um português, envelope timbrado: “Governo de Portugal – Conselho de Ministros – Gabinete da Presidência”. Dentro dele, ainda em papel timbrado, carta assinada por um assessor de Salazar: “Em nome do Presidente do Conselho de Ministros, agradeço o livro que vossa excelência quis ter a gentileza de enviar-lhe”. Mostrei o papel ao porteiro-em-chefe. A partir daquele dia, sempre que passava pela portaria central, o digno português não se limitava a cumprimentar-me: batia continência em posição de sentido. Fora combatente em África.

Alguém já parou para pensar num governante que não rouba e não deixa roubarem? Teve oposição, é claro, mas em países conhecidos nossos seria morto a pauladas como se fosse um dos ratos, dos milhões que infestam o Prado, bairro belo-horizontino.

Sou dos raros salazaristas brasileiros e tenho um amigo, nascido nos Açores, advogado em Minas, que também é fã do professor de Coimbra. Não fosse o doutor António, Portugal teria sumido do mapa europeu por volta de 1940 e meu caríssimo confrade Ricardo Arnaldo Malheiros Fiuza não faria incursões anuais a Lisboa, ao Porto e à sua querida Ponte de Lima, terra dos Malheiros avoengos até hoje referta de Malheiros.

Como o leitor já deve ter notado, adoro o adjetivo referto. Vem do latim refertus,a,um ‘cheio, atulhado’. É pouco usado pela galera mais que referta de imbecis.

O mundo é uma bola – 31 de maio de 1850: fundação de Juiz de Fora, a Manchester Mineira, terra de gente que não gosta dos belo-horizontinos e vice-versa ao contrário. Em 2003, último voo de um Concorde da Air France. Em 2009, um Airbus A330 do voo Air France 447 cai no Atlântico matando 238 pessoas. Em 1469 nascia dom Manuel I, de Portugal, responsável pelo descobrimento oficial de um país grande e bobo. Em 1923 veio ao mundo Rainier III, príncipe de Mônaco, que teve o bom gosto de se casar com Grace Kelly. Em 1948 nasceu Marília Gabriela Baston de Toledo Cochrane, irmã de Mariza de Macedo-Soares, gente finíssima, minha boa amiga.

Hoje é o Dia Mundial sem Tabaco.

Ruminanças – “Não gosto de não gostar dos outros” (Júnia Figueiredo).

Clipe do Dia



O velho e bom George Carlin sabia das coisas!

quarta-feira, maio 30, 2012

Um Compromisso com a História



Com “50 anos de arte - uma antologia”, Raul Córdula ocupa Galeria Janete Costa

Costuma-se dizer que a memória coletiva se forma ou se reforma a partir das nuances provindas de diferentes gerações, pois na impossibilidade de esboçar uma lembrança única e socialmente compartilhada de um determinado período de nossa história recente, especialmente se pensarmos em anos sinistros, como os do Regime Militar, terminamos por apostar numa miríade de olhares que envolve pessoas com diferentes inserções no tempo. Sejam as que viveram, militaram e foram perseguidas, sejam as cuja vivência durante a infância desvinculava a memória de casos de tortura, sejam os filhos da redemocratização cuja experiência se restringe aos relatos dos mais velhos. Nesse sentido, constituindo um quarteto com a exposição de Daniel Santiago no Mamam, com a de Sílvio Hansen no Museu do Estado e conectada com o “timing” da instauração da Comissão da Verdade, a exposição “50 anos de arte - uma antologia”, que passa a limpo a carreira de Raul Córdula, revela como o paraibano radicado em Pernambuco traduz através de nove séries, um pouco da história política do País. A abertura acontece, amanhã, às 19h, na Galeria Janete Costa no Parque Dona Lindu.

A curadoria do projeto ficou a cargo da jovem Olívia Mindêlo.  “Apesar de Raul ser geralmente lembrado por suas obras geométricas, procurei enfocar também em seu lado mais político, inclusive precedente a essa sua tendência mais bem-sucedida”, comentou. Aliás, o próprio Raul explica que “suas obras procuram refutar essa ideia de que a pintura geométrica vale apenas pela estética, como se funcionasse como uma forma sem conteúdo. A geometria possui um fundo filosófico, os primeiros que trabalharam com esse campo do conhecimento, Pitágoras e Euclides, eram filósofos, tendo uma visão bastante espiritual da vida”. As telas das séries “Paris 1991” utilizam de símbolos e esferas para montar pequenos teoremas, enquanto a série “Geometrias recentes” resgata o abstracionismo por meio de um repertório das fachadas de construções populares.

Dentro das obras assumidamente políticas, “pensando a política como um lugar de refletir sobre o que é público”, como afirmou a pesquisadora e atual gestora do espaço, Joana D’Arc, estão as séries: “Araguaia”, que traça uma espécie de mapa recuperando codinomes de antigos militantes mortos durante a guerrilha; as pinturas “1968” recuperam uma exposição censurada do artista no “ano que não terminou” e a extremamente sensível “O País da Saudade”, uma longa experiência em arte-postal que envolve nomes, relações e afetos, por meio de trocas com Jomard Muniz de Britto, Paulo Bruscky e Tereza da Costa Rêgo. No mesmo espaço, estarão disponíveis ainda uma obra em acrílico pensada para cegos e um vídeo-entrevista produzido pela curadora ao lado de Chico Ludermir e Caio Zatti.

Serviço
“50 anos de arte - uma antologia” - Raul Córdula
Galeria Janete, Parque Dona Lindu - Boa Viagem
Abertura amanhã, dia 31, às 19h - visitação Até 29 de julho
De quarta a sexta, das 12h às 20h - sábados e domingos, 10h às 12h R$ 2 (inteira); R$ 1 (meia) Informações: 3355 9832


Folhape.com.br

Nelsonrodriguenas


"O homem só é feliz pelo supérfluo. No comunismo, só se tem o essencial. Que coisa abominável e ridícula!"

Clipe do Dia - Prece ao Vento



Continuando na linha da nostalgia, hoje me lembrei de "Prece ao Vento", uma bela toada de Gilvan Chaves, Alcyr Pires Vermelho e Fernando Luís da Câmara Cascudo, que veio à luz em 1954. Os desavisados de plantão estão atribuindo a autoria a um tal de Fernando Mendes (cantorzinho que fez uma gravação muito chinfrim) e se fizermos uma busca pela internet encontraremos o também desavisado (e falecido) Taiguara, apresentando a toada como se fora da autoria de Dorival Caymmi. É brincadeira ou o que? Mais respeito. Com os verdadeiros autores e com a Música Popular Brasileira. Vejam o clipe com o inesquecível e afinadíssimo Trio Irakitan. HC



terça-feira, maio 29, 2012

NOSSAS AMÉRICAS, NOSSOS CINEMAS

Manfredo Caldas
  
Caros,

Durante quatro dias, de 23 a 26 de maio de 2012, na cidade de Sobral, sertão do Ceará, aconteceu um evento de grande significação histórica e cultural: o I NOSSAS AMÉRICAS: NOSSOS CINEMAS – I Encontro de Jovens Realizadores da América Latina e Caribe. Ali estiveram reunidos jovens realizadores de quatorze países, incluindo representantes de povos originários, e jovens vindos de todos os Estados do Brasil. Também estiveram presentes cineastas, cineclubistas, produtores, distribuidores e exibidores alternativos e veteranos do cinema das Américas e do Caribe, de Geraldo Sarno a Humberto Rios, de Claudino de Jesus a Alícia Cano, de Lázara Herrera a Marta Rodriguez, de Saudhi Batalla a Mônica Charole, de Helena Ignez a Juliana Rojas, de Eric Rocha a Frederico Machado, de Michel Régnier a Kullyur Saywa, de Isabela Cribari a Carmen Rosa Vargas, de Ivan Sanjinés à minha pessoa. Muitos países mandaram representantes das suas secretarias de audiovisual. A realização foi da Sereia Filmes e da Prefeitura de Sobral . O patrocínio do evento veio da SAV e da Secult-Ce, com apoio do CNC, CBC, INTERARTE, SESC-Sobral e muitas outras instituições internacionais que financiaram a vinda dos jovens realizadores.

Pois bem, estes quatro dias foram intensos com projeção de filmes (Mostra “Novo Cinema Latino Americano”, com curadoria de Petrus Cariry, Mostra “Santiago Alvarez”, com curadoria de Lázara Herrera, Mostra “Grande Caribe” com curadoria de Rigoberto López e Mostra “Curta o Ceará”, com curadoria de Bárbara Cariry, além das mostras “Visualidades” e “Cinema de Forquilha”). Existe uma cidade, no sertão do Ceará, de nome FORQUILHA, onde coletivos de jovens realizaram mais de 15 longas digitais nestes dois últimos anos. São filmes tecnicamente precários, de baixíssimos orçamentos, mas de grande popularidade na cidade e na região. Aconteceram debates, palestras, oficinas e shows musicais com grupos locais e um show especial chamado “Nossa Américas” com a cantora cearense Myrlla Muniz, que interpretou grandes compositores da América Latina e do Caribe. Pelas ruas desfilaram maracatus, bumba-meu-boi, reisados e pastoris, numa bela manifestação das artes populares.

Todo este acontecimento, que reuniu mais de uma centena de pessoas da América Latina e do Caribe, afora a participação local, foi coordenado e dirigido por uma jovem cineasta e produtora de 24 anos: Bárbara Cariry, com articulação e apoio de outros jovens brasileiros e latino-americanos com destaque para Axel Monzú (Argentina), Luis Alberto Cassol (Brasil), Kuylluler Saywae Tobias (Equador) e David Hernandez Palmar (Colômbia) e o xavante Divino (Brasil), estes três últimos representantes dos povos originários. Bárbara Cariry, ao realizar um evento de tamanha grandeza, teve o seu batismo de fogo e foi elogiada por todos, já que tudo funcionou muito bem, da formatação do encontro aos princípios de diversidade e do respeito às culturas, das mesas de debates às projeções, do transporte à alimentação.

Os jovens reunidos em Sobral, ao discutirem os princípios do encontro, declararam: SER JOVEM É UM ESTADO DE ESPÍRITO, e a solidariedade é o que nos uniu, independente das nossas idades, línguas ou culturas diferenciadas. Os jovens homenagearam os “avós” Geraldo Sarno e Helena Ignez (Brasil), Michel Régnier (Canadá), Lázara Herrara (Cuba), Humberto Rios (Argentina) e Marta Rodriguez (Colômbia).

Foi realmente um encontro de grande importância histórica, já que se trata do primeiro encontro desta natureza ocorrido em nosso país. Fiquei realmente muito contente com a solidariedade, o clima de amizade. Rosemberg Cariry e Tito Almejeiras (dois “avós” que ajudaram na articulação brasileira e latino-americana deste encontro, em Sobral, e muito lutaram pela sua realização) diziam a todos que ali se realizava um sonho de muitos anos e de muitas gerações.

O jornal “O Povo”, abriu manchete saudando “O Portunhol com sol a Pino”, chamando atenção para a comunicação dos jovens que falavam entre si, com ou sem ajuda de intérpretes, em uma aproximação das culturas. Dizia o jornal: “Para quem torce o nariz para esse híbrido de duas línguas, um aviso: se a informação chega ao seu receptor, pouco importa como ela foi transmitida. E se em quatro dias de intensa troca de informações, meios e, até, construção de identidade de uma América cinematográfica, a regra é se comunicar e criar laços”.

A segunda edição do evento acontecerá em Lima, no Peru e terá o patrocínio da Secretaria do Audiovisual daquele país, por intermédio da ação de Carmen Rosa Vargas, secretária do audiovisual daquele país.

As palavras mais usadas neste encontro, traduzidas em portunhol e outros línguas foram: povo, nação amiga, intercâmbio, solidariedade, cooperação, respeito, planeta terra, pacha mama, cinema, internet livre, democracia. Pela primeira vez, vi alguém chamando um velho cineasta de meu avô e pedir: "caminhem conosco, ensine-nos as sabedorias que aprenderam ao longo da vida. Vocês são nossos avós”. Foi a jovem índia Kuyllur Saywa, do Equador, que disse estas palavras que emocionaram a todos nós. Ficamos pensando na diferença daquilo que estávamos vivenciando com o debate audiovisual no Brasil atualmente, onde só se fala em mercado e em números, numa distorção profunda da vida e do sentido da arte e da possibilidade de encontro e de solidariedade entre os povos.

Na festa de encerramento do NOSSAS AMÉRICAS: NOSSOS CINEMAS, no sábado, foi lida a CARTA DE SOBRAL em línguas originárias aimará, guarani e quíchua. Também em línguas oficiais, espanhol e português, numa afirmação de respeito aos povos e à diversidade cultural. A plateia emocionada aplaudiu de pé. Para não mais me estender nestas palavras que traduzem um sentimento coletivo, recomendo que leiam e divulguem a histórica CARTA DE SOBRAL, solicitando que seja colocada em todos os blogs e redes de divulgação do nosso audiovisual.

Emocionado e bronzeado pelo sol do sertão, em nome de todos nós que vivenciamos o evento, envio os mais calorosos abraços latino-americanos e caribenhos.

Millôrianas

Confúcio disse:
"Quando uma cerca está caindo, todos lhe dão pontapés"!

Aperfeiçoando a Perfeição

O indivíduo por nome de Toninho Lins, prefeito de Rio Largo, interior de Alagoas, está preso juntamente com os vereadores da cidade. Todos em cana sob a acusação de corrupção.

DE OLHO NOS VIRA-LATAS QUE APARECEM EM ANOS ELEITORAIS!

Luiz Carlos Ladeia

Você certamente já percebeu que em ano de eleição, principalmente eleição municipal, é grande a quantidade de greves, movimentos, invasões, manifestações. Por incrível que pareça, passadas as eleições, tudo volta ao normal. Preste atenção nisso!

A justificativa é simples: as tais "lideranças" precisam aparecer, "mostrar força", mostrar que lutam, para depois reivindicar o voto dos incautos. E incautos você encontra em todos os segmentos da sociedade, mesmo entre professores universitários, médicos, policiais, metalúrgicos, camelôs, sem-terra, sem-teto, e, principalmente, entre os  "sem-malandragem", que são os eternos enganados.

Anote isso e fique atento aos espertinhos que estão por trás do movimento. E é exatamente prestando atenção no que fazem ou não fazem esses tais "líderes"  que um dia ainda nos orgulharemos do nosso voto.

Repasse aos incautos que você conhece e nos ajude a dar o troco nos desonestos que menosprezam a nossa inteligência.

Luiz Carlos Ladeia jornalista e escritor dos melhores, que nunca confundiu cachorro vira-lata com galgo russo:

Jornal da Imprença - Moacir Japiassu

Campanha Cretina


Não é inacreditável que isto seja contra o racismo?


Do Site -antesqueeumeesqueca.weebly.com/

Clipe do Dia



VERGONHA!

segunda-feira, maio 28, 2012

A culpa é do mordomo!

Téta Barbosa

Achava eu, munida de todos os clichês da quinta, sexta e sétima arte, que mordomo era um item apenas encontrado em filmes de Hitchcock ou em Detetive, o jogo. Se o enigma era: Coronel Mostarda com o castiçal na biblioteca, a culpa só podia ser do mordomo (que não estava na brincadeira, mas sempre aparecia no final). Se a trama era do mestre do suspense e envolvia uma loira gritando no chuveiro ou um fotógrafo sem job, preso num gesso, o final tinha, não sei como, um mordomo.

Coisas que, a tecnologia e os seriados americanos de investigação, acabaram. Agora a culpa não é mais do mordomo, e sim do DNA deixado na cena do crime justo quando a vítima arranhou suas unhas pintadas de vermelho holiday, linha summer 2012 da chanel, nas costas do assassino, deixando ali, seu código genético. No fim da história, o culpado pode até ser um mordomo, mas é descrito como homem branco caucasiano com idade entre 25 e 30 anos, anti-social e com problemas na infância. Perdeu a graça! O mordomo era muito mais legal, principalmente porque usava um figurino bizarro e fazia, deus sabe o que, na casa da vítima. Sim, porque a função do mordomo é tipo o anão de jardim, você sabe que existe, mas não sabe pra que serve!

Agora, leio eu, que o mordomo do Papa foi preso por liberar, para a imprensa (ah, esses jornalistas!), informações secretas sobre Bento 16 (tenho problemas com numerais romanos).

Primeiro pensamento: existem mordomos na vida real! Não que o Vaticano possa ser considerado uma vida real, porque, sério, um país dentro de um país, cercado por muros onde só moram pessoas que cumprem (na teoria) os dez mandamentos, não pode ser considerado tão real assim. Mas, vá lá!

Segundo pensamento: quais serão os segredos do Papa?
Será que Paolo Gabriele (o mordomo com nome de estilista de alta costura) revelou que o pontífice usa xampu anti-caspa? Ou vamos ficar sabendo que, nas horas vagas, Bento 16 adora assistir o programa de Oprah? Será que ele lambe os dedos depois de comer brigadeiro? Ou ama o novo clip de Gabi Amarantos? Porque, com tanto mimimi, o baphon deve ser forte!

Por mim, me contento com a volta dos mordomos numa história policial que envolve o F.B.I, a máfia italiana e segredos escondidos por debaixo das santas batinas!

Téta Barbosa é jornalista, publicitária, mora no Recife e vive antenada com tudo o que se passa aqui e alhures.

batidasalvetodos.com.br/

Nelsonrodriguenas


"A mais tola das virtudes é a idade. Que significa ter quinze, dezessete, dezoito ou vinte anos? Há pulhas, há imbecis, há santos, há gênios de todas as idades."

O Que é o Amor!?

Recebi e repasso. Reflexões e esclarecimentos sobre o amor
 

O amor não ilumina o seu caminho.
O nome disto é poste.

O amor não é aquilo que supera barreiras. 

O nome disso é gol de falta.

O amor não faz coisas que até Deus duvida.
O nome disso é Lady Gaga.

O amor não traça o seu destino. O nome disso é GPS.

O amor não te dá forças para superar os obstáculos. O nome disso é tração nas quatro rodas.

O amor não mostra o que realmente existe dentro de você. O nome disso é endoscopia.

O amor não atrai os opostos. O nome disse é imã.

O amor não é aquilo que dura para sempre.
Isso é a Hebe Camargo.

O amor não é aquilo que surge do nada e em pouco tempo está mandando em você. Isso é a Dilma Rousseff.

O amor não é aquilo que te deixa sem fôlego.
O nome disso é asma.

O amor não é aquilo que te faz perder o foco.
O nome disso é miopia.

O amor não é aquilo que te deixa maluco, te fazendo provar várias posições na cama. Isso é insônia.

O amor não faz os feios ficarem pessoas maravilhosas. O nome disso é dinheiro.

O amor não é o que o homem faz na cama e leva a mulher à loucura. O nome disso é esquecer a toalha molhada.

O amor não é aquilo que toca as pessoas lá no fundo. O nome disso é exame de próstata.

O amor não faz a gente enlouquecer, não faz a gente dizer coisas pra depois se arrepender. O nome disso é vodka.

O amor não faz você passar horas conversando no telefone. O nome disso é promoção do celular.

O amor não te dá água na boca.
O nome disso é bebedouro.

Amor não é aquilo que, quando chega, você reza para que nunca tenha fim. Isso chama-se férias.

O amor não é aquilo que te alegra mas depois te decepciona. Isso é pote de sorvete.

O amor não é aquilo que entra na sua vida e muda tudo de lugar. O nome disso é empregada nova.

O amor não é aquilo que te deixa bobo, rindo à toa e sem saúde . O nome disso é maconha.

O amor não é aquilo que gruda em você mas quando vai embora arranca lágrimas. O nome disso é cera quente de depilação.
               

Clipe do Dia

video

Comece a semana com uma risadinha. Faz bem!

domingo, maio 27, 2012

Um Beijo de Maysa

Hugo Caldas

Hoje eu estou nostálgico que é uma beleza. O túnel do tempo me levou para o final da década de 50. Para 1958, se não me falha a memória.

Exatamente por essa época, nós do Teatro do Estudante da Paraíba estávamos a ensaiar o "Auto de João da Cruz" de Ariano Suassuna, para participação no II Festival Nortista de Teatro Amador aqui em Recife. Peça pesadíssima, belíssima para a leitura. Colocar tudo aquilo no palco seria, como terminou sendo, uma aventura... Ariano, vindo na esteira da consagração de "O Auto da Compadecida" estava animadíssimo. Mas a história é outra.

Pois muito bem, Maysa veio a João Pessoa para um espetáculo (ninguém falava em Show, naquela época) no Santa Roza e tinha seu ensaio com passagem de som, luz etc, à tarde no palco principal. Fomos despachados para ensaiar no porão. A direção era de Clênio Wanderley, diretor magrelo que gostava de dar uns histéricos quando nós, pobres atores, não correspondíamos às suas expectativas. Era grito em todo mundo e naquele momento específico eu era o alvo da ira incontida de Clênio, que adorava "se mostrar" quando alguém nos visitava. Inesperadamente, não mais que de repente, como no poema eterno, nos aparece descendo a escadinha de madeira, uma deusa meio cambaleante, garrafa de uísque na mão, cigarro no canto da boca que apiedando-se de mim diz para o histérico diretor:

- ”Não faz assim com o garoto...”

Eu nem era tão garoto assim. Apenas um ano mais moço do que ela. Claro que o ensaio terminou por ali. Ficamos todos sentados ao seu redor enquanto ela bebia alguns tragos e cantarolava "Meu Mundo Caiu", "Ouça” e vários outros sucessos. Ao sair, virou-se e ao pé da escada nos olhou (ah, os olhos de Maysa) demoradamente como numa bela marcação de teatro. Antes que ela subisse eu dei de garra de uma incipiente caneta esferográfica Compactor e pedi-lhe um autógrafo. Por causa da emoção não encontrei um mísero pedaço de papel. Ela então escreveu no meu antebraço esquerdo:

"Um Beijo, Maysa." Passei uma semana sem lavar o braço.

Clipe do Dia



E bota nostalgia nisso!

sábado, maio 26, 2012

To Whom It May Concern


A contratação da Assessora do Senador Vital do Rêgo

José Virgolino de Alencar
   
O Senador Vital do Rêgo e o jornalista Adelson Barbosa se enrolaram na explicação da estranha contratação da filha de Adelson para o gabinete do parlamentar. O Senador afirma que abriu sindincância e tudo está explicado.
Contudo, o jornalista confessa que prepara as matérias jornalísticas pela filha, que não entende patavina de comunicação.

A sindicância explicou, então, o quê?

O jornalista é o mesmo que desancou o Fisco na época da greve, mostrando no seu texto que não entendia nada da matéria, conforme comentário que fiz à época da diatribe desse mau profissional.

E a Paraíba aparece na mídia nacional em mais um episódio que só nos causa vergonha.

Gilmar denuncia, em Veja, pressão feita por Lula

Os petistas vão repetir que a revista não tem credibilidade; quem tem credibilidade é a Carta Capital. Gilmar também não presta, garantem os militantes. E você, o que acha?
   

Segundo a revista, ex-presidente teria tido encontro com o ministro do STF e insinuado que controlaria os rumos da CPI do Cachoeira; em troca do julgamento do mensalão, Lula teria prometido blindar Gilmar Mendes na comissão; o juiz viajou a Berlim acompanhado do senador Demóstenes Torres

26 de Maio de 2012 às 07:39

Na edição que chega às bancas neste fim de semana, a revista Veja publica uma nova denúncia contra o ex-presidente Lula, ancorada num depoimento do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. De acordo com a reportagem, assinada por Rodrigo Rangel e Otávio Cabral, Lula pressionou Gilmar a adiar a votação do processo do mensalão. Em troca, blindaria o ministro na CPI do caso Carlos Cachoeira.

Segundo o relato da revista, Lula e Gilmar se encontraram no dia 26 de abril no escritório do advogado e ex-ministro Nelson Jobim. O que deveria ser um encontro de cortesia teria se transformado num episódio de pressão explícita. “É inconveniente julgar esse processo agora”, teria dito Lula a Gilmar, reivindicando que o processo do mensalão fosse decidido apenas após as eleições municipais de 2012. Em seguida, diante da reação pouco amistosa de Gilmar, Lula teria passado um recado. “E a viagem a Berlim?” Gilmar Mendes fez uma viagem recente a Berlim, onde se encontrou com o senador Demóstenes Torres (sem partido/GO). Carlos Cachoeira também foi à capital alemã, na mesma data, mas não se sabe se houve encontros dele com o senador e o ministro do STF.

Gilmar se sentiu pressionado e relatou a conversa à revista Veja, a quem disse ter considerado indecoroso o comportamento do ex-presidente da República. “Fiquei perplexo com o comportamento e as insinuações despropositadas do presidente Lula”, disse ele à revista. Gilmar afirmou ainda que viaja com frequência a Berlim, onde fez seu doutorado e onde também mora sua filha. “Vou a Berlim como você vai a São Bernardo”, teria dito ele a Lula.

Anfitrião do encontro, Nelson Jobim colocou panos quentes. Disse que não ouviu tudo o que foi tratado no encontro e a que a conversa se deu em “tom amigável”. Fica, portanto, a palavra do ministro Gilmar Mendes contra a do ex-presidente Lula, que, procurado por Veja, não se pronunciou.

Aviso aos Navegantes


Piadinha do Sábado!

Foi uma questão de apenas dez minutos:

Quando saí um policial já estava preenchendo uma multa por estacionamento indevido.

Rapidamente, me aproximei dele e lhe disse:

- Vamos lá, seu guarda, eu não demorei mais que dez minutos...! Deus irá recompensá-lo se tiver um pequeno gesto de consideração para com um aposentado...

Ele me ignorou completamente e continuou a preencher o formulário.

A verdade é que me impacientei um pouco e lhe disse que devia ter vergonha pela desconsideração.

Ele me olhou friamente e, sem titubear começou a preencher outra infração.

Então eu levantei a voz para lhe dizer que já tinha percebido que estava lidando com um tira insensível e que eu nem compreendia como é que ele tinha sido admitido na polícia de trânsito...

Ele terminou a segunda infração, colocando-a no para-brisa, e começou a preenchir uma terceira infração.

Eu já o estava argumentando há mais de 20 minutos, chamando-o de tudo, desde babaca a escroto.

Ele, a cada insulto, respondia que era uma nova infração minha e, consequentemente, preenchia mais uma multa, acompanhada de um sorriso
que refletia sua inteira satisfação de "otoridade sádica"...

Depois da décima infração... eu lhe falei:

- Nada mais a dizer, seu guarda, tenho que ir embora... Ali vem meu ônibus!

Desde que me aposentei que estou testando minhas habilidades para ir tendo um pouco de diversão gratuita. Na minha idade, tenho que fazer alguma coisa... para não me entediar, não é mesmo?

Millôrianas

"O homem veio do símio.
Acho isso lindo.
Mas têm alguns
Quinda estão vindo."

Muito menos eu!


Homicídios e roubos de veículos sobem pelo 2º mês seguido em SP


AFONSO BENITES E JOSÉ BENEDITO DA SILVA

    Os principais índices da criminalidade cresceram em São Paulo nos primeiros quatro meses deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.

    Dados divulgados ontem pela Secretaria da Segurança Pública mostram que homicídio doloso (intencional), roubo e furto de veículos, entre outros, apresentaram aumento pelo segundo mês consecutivo neste ano.

    No primeiro quadrimestre deste ano, foram registrados 1.420 casos de homicídio, com 1.487 vítimas, em todo o Estado. O aumento foi de 4,3%. Na capital, a elevação foi maior ainda -10,8%.

    Percentualmente, o crime que mais avançou foi roubo de veículos, que subiu 20% no Estado e 25,5% na capital.

    A cada hora 19 veículos são levados por ladrões no Estado, sejam eles furtados (quando a pessoa não presencia o crime) ou roubados (quando há grave ameaça ou violência contra a vítima).

    Em março, tanto o Estado quanto a capital já haviam enfrentado aumento nos crimes contra a pessoa (homicídios, estupros) e contra o patrimônio (roubos e furtos).

    Para o sociólogo Luis Sapori, coordenador da PUC-MG, o aumento da criminalidade em um momento de crescimento econômico, de quase pleno emprego e de melhoria dos indicadores sociais mostra que a elevação não está relacionada às condições socioeconômicas, mas à gestão de segurança.

    "Ainda é cedo para dizer se é uma tendência [de elevação da criminalidade], mas os dados são suficientes para acender a luz amarela no governo de São Paulo", afirmou.

    Para o delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro Lima, há dois motivos para o recrudescimento dos índices de homicídios dolosos. O primeiro é porque, em sua avaliação, o Poder Judiciário não tem deixado presos os acusados de assassinatos. A outra razão, diz ele, é que a própria polícia tem falhado nas investigações.

    "Hoje, temos um índice de esclarecimento de homicídios que é de aproximadamente 35%. Ainda é baixo, precisamos melhorar para ajudar na redução", disse.

    Sobre o aumento dos roubos e de furtos de veículos o delegado afirmou que isso tem ocorrido porque há mais quadrilhas especializadas, vários desmanches de carros e um grande número de receptadores em outros Estados que não são combatidos pelas polícias locais.

    "Para a população, comprar peças de carros em desmanches não é um crime. Enquanto incentivarmos esse mercado vamos continuar tendo muitos casos de roubos e furtos de veículos", disse.

Blog do Pannunzio



O mês das noivas

Celso Japiassu

O mês de maio traz consigo os ares do outono em nosso hemisfério. Ao norte, a primavera redescobre a vida com o florescer das plantas, depois do inverno em que secaram pela ação do frio. É o mês das noivas, preferido para a celebração dos casamentos.

Vem de longe o prestígio de maio entre os nubentes. Tem origem nos tempos medievais, pois marcava o primeiro banho que na Europa se tomava desde o outono do ano anterior. Uma forma de evitar que o cheiro acre dos corpos perturbasse o desejo no leito nupcial.

Na tradição brasileira de pelo menos um banho por dia, herança indígena, parece estranho. Mas era assim. O buquê das noivas, carregado por elas diante das partes pudendas da geração, no dizer dos cronistas da antiguidade, tinha também o ofício de perfumá-las. E assim equilibrar as exalações às vezes excitantes, muitas vezes não.
 
http://celsojapiassu.blogspot.com.br/

Sábias Palavras

Gregorio de Matos
A cada canto um grande conselheiro,
Que nos quer governar cabana e vinha,
Não sabem governar sua cozinha
E podem governar o mundo inteiro.

(Gregório de Matos, que não conheceu Brasília.)

Do Blogstraquis do Moacir Japiassu








Terror Ambientalista


Ipojuca Pontes

    
Vem aí a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, encontro marcado no Rio de Janeiro para meados de junho tendo como um dos objetivos trombetear a expansão do aquecimento global sobre a face da terra. Esse badalado fenômeno climático seria provocado, segundo a visão ambientalista politizada à esquerda, pela emissão do CO2, gás carbônico que, uma vez disseminado pela ação do homem, pode aumentar na atmosfera a retenção dos raios solares elevando a temperatura do planeta - o que significaria gerar furacões, tempestades, inundações e a degradação do meio ambiente. Para essa gente, uma seita incansável e sempre ativa na cata dos bilhões de dólares postos em leilão pelos governos ricos e organizações não-governamentais capitalistas   (entre elas, as fundações Ford e Rockefellar), a Terra, sem o controle da ecologia talibã, se fundiria fatalmente com os nove círculos do Inferno traçado por Dante Alighieri na “Divina Comédia”, em especial o sétimo, aquele em que os pecadores são torrados em jatos de sangue escaldantes. Nada menos!
    
No último mês de março, se insurgindo contra o que chamam de “a grande farsa do aquecimento global”, cerca de cinqüenta cientistas internacionais de experiência comprovada, representantes de instituições científicas consagradas, enviaram uma carta aberta ao administrador da NASA, o honorável Charlie Bolden, solicitando que a Agência  espacial americana se abstivesse de incluir observações não comprovadas em suas publicações, em especial as que se reportavam ao CO2 como causa principal das mudanças climáticas, de resto, no entendimento dos cientistas, uma falácia nunca comprovada e cuja divulgação só causava dano à NASA, aos seus funcionários e à reputação da própria ciência.



Por sua vez, em entrevista ao site UOL Ciência, o professor Luís Carlos Molion, meteorologista da Universidade de Alagoas e representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial, navegando contra a onda ecologista e  apoiado em dados concretos, declarou que não é o CO2 que comanda o clima global, mas, sim, o sol, que é a fonte principal de energia para todo sistema climático. Diz Molion: “Se eu pegar os oceanos, os pólos e mais a vegetação do planeta, isto soma a emissão de 200 bilhões de toneladas de carbono irradiadas por ano. O homem coloca no ar apenas seis bilhões, 3% do que muitos cientistas chamam de aquecimento global”. Atualmente, afirma, ao contrário do que se diz, o sol, em baixa atividade, está contribuindo para o resfriamento da terra e não para o seu aquecimento.
    
Mas a coisa não fica por ai. O cientista britânico Phil Jones - tido como ambientalista fervoroso e diretor da Universidade da Anglia Oriental, braço direito do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, órgão da ONU - revelou a um colega ter se amparado num “truque” para esconder de relatório enviado à Organização nada menos que “o real declínio da temperatura global”. (O fato, como se sabe, gerou em 2009 o rumoroso “Climagate”, escândalo que levou ao total descrédito a Cúpula de Copenhague, uma edição européia da atual Rio+20).  
   
Já o Dr. Roy Spencer, outro membro da NASA, oferece uma explicação pertinente sobre o fato: os cientistas climáticos e Ongs ambientalistas de toda espécie descobriram um “problema” para angariar recursos bilionários. Para ele, a criminosa manipulação de dados científicos tornou-se uma prática corriqueira entre ambientalistas, tendo como objetivo “apontar o homem como responsável por um problema que pode não existir”. Faz sentido. Na vasta pauta da Rio+20 estão programadas discussões sobre o mercado de carbono, prestação de serviços ambientais, compensações por biodiversidade e mecanismos de redução de emissões por degradação da floresta. Como se vê, uma agenda marcada por interesses 100% econômicos.
    
E nós com isso?
    
Bem, vivemos momentos obscuros em que o governo Dilma vetou artigos fundamentais a sobrevivência do novo Código Florestal Brasileiro  anteriormente aprovado pelo Congresso e marco regulatório para a ampliação do agronegócio e a respectiva expansão da riqueza nacional. Quer dizer, estamos nas mãos de uma gente visionária que não se importa em riscar fósforo num mar de gasolina. Ou, na imagem de Dante, levar ao Brasil, pela fome ecológica, ao sétimo círculo do Inferno.
   
Um horror!
    

Tiro&Queda 26.5.12 sábado

Eduardo Almeida Reis


Comercial de graça – Com todo o respeito pelos demais restaurantes de Minas, o melhor filé ao alho servido nos 853 municípios, sem exclusão da capital, é o do Bufê Carolina, em São João Nepomuceno, Zona da Mata, comandado pelo chef Marcelo Fam.

Considerando que aquele município ainda não tem hotéis que se comparem ao Burj Al Arab, de Dubai, ao Plaza parisiense e ao Ritz londrino, é de todo recomendável que o mineiro leve chofer abstêmio ou tenha amigo com sítio nas imediações, pois a caípi de lima-da-pérsia também é excelentíssima: homens sérios e mulheres seriíssimas bebem, e não é pouco.

O restaurante funciona para almoço e jantar aos sábados, domingos e feriados, e para jantar nos outros dias da semana. Fecha às segundas-feiras. E os preços, caro e preclaro leitor, são mais que razoáveis, parecendo preços europeus e norte-americanos, nestes dias em que os restaurantes brasileiros são os mais caros do mundo.

Cahiers de voyage – Piraúba se alegra com a sua visita, diz a placa afixada à entrada da cidade, que tem por si a glória suprema de ter dado ao mundo o publicitário e chef amador Edgard Mello. Isto posto, cabe a pergunta: por que não pintar de amarelo os quebra-molas da zona urbana?

Depois de muito philosophar e de xingar as mães de todos os sujeitos que construem (prefira, jovem revisor) quebra-molas, acabei encontrando utilidade para os malditos redutores de velocidade: servem para tornar a acender os charutos. Mesmo os cubanos de boa procedência deram para queimar mal; nos quebra-molas, isqueiro neles!

Agora, uma coisa que duvido que o leitor acerte: que existe em comum entre Belo Horizonte, Piraúba e Guarani, aquele mesmo que um pastor ou padre radiofônico, há 30 anos, chamava de Gorani? Já sei que você não vai acertar, por isso conto: Guarani, Piraúba e BH têm radares funcionando em suas ruas, ao contrário dos radares das rodovias federais e estaduais, quase todos desligados.

Nessas rodovias, o desligamento é um perigo, porque os motoristas dos caminhões, que as conhecem, passam chutados pelos radares. Se o paisano diminui a velocidade com medo da multa, o caminhão que vem atrás não para.

Até o gato lá de casa está ciente do nome do bandido que coordena as instalações dos radares estaduais e federais: só as autoridades não sabem ou fingem não saber.

Providência admirável – Obra muito bem a Justiça de Minas quando ameaça soltar, por ordem e conta do Supremo Tribunal Federal, cerca de 10 mil traficantes de drogas presos, aguardando sentença que os condene ou absolva do crime hediondo. São rapazes e moças em idade de trabalhar. Trabalho de traficante, homem ou mulher, é no tráfico.

Onde a providência admirável? Ora, na assepsia social que certamente fará. Assepsia no sentido de conjunto de meios, especialmente físicos, usados para impedir a entrada de germes patogênicos no organismo social e prevenir infecções.

Por quê? Ora, porque os 10 mil serão reduzidos à metade no decorrer do primeiro ano de volta ao tráfico. Elementar, meu caro Watson: serão mortos pelos traficantes que tomaram seus pontos de droga, ou matarão seus rivais, o que significa a mesma coisa no capítulo da limpeza social. Falou?

Aeroportos – Sem essa de Confins e Galeão, que ficam no fim do mundo. Basta dizer que o Aeroporto de Confins fica pra lá da Cidade Administrativa, que, por sua vez, já está adiante do fim do mundo. Em BH, aeroporto é o da Pampulha, hoje chamado Carlos Drummond de Andrade; no Rio é o Santos Dumont, com a opção daquele que fica na Barra da Tijuca, outro fim de mundo.

Surpresa, para mim, foi a notícia de que aos domingos há voo baratíssimo Santos Dumont-Pampulha, coisa de 160 reais. O trajeto é divertido: Rio, Vitória, Governador Valadares, Belo Horizonte. Passando por Moscou e Tóquio deve ser de graça.

O mundo é uma bola –  26 de maio de 1538: Genebra expulsa João Calvino, no que obrou muitíssimo bem. A biografia de Calvino, nascido Jean Cauvin, na Picardia, norte da França, é muito grande para caber aqui. Recomendo ao leitor que estude o calvinismo, que, apesar dos pesares, deve ser menos ruim do que o islamismo de Bin Laden.

Hoje é dia especial para os meus amigos portugueses, que são muitos: em 1644, tropas portuguesas derrotaram as espanholas na Batalha de Montijo. A exemplo dos cruzeirenses e dos atleticanos, tudo que os portugueses e os espanhóis sempre quiseram foi comer os fígados uns dos outros, até porque comer o próprio fígado fica meio difícil. Por falar nisso, pergunto: você já comeu umas iscas à moda do Porto?

Hoje é o Dia do Revendedor Lotérico.

Ruminanças – “Holandês não é idioma. É doença na garganta” (L. O. Pires Leal).


               

Parem, agora!


Principalmente os abomináveis PPS's recheados com uma musiquinha debiloide. Parem, agora! HC

Clipe do Dia



O clipe de hoje é um áudio. Vamos 
ouvir com o maior respeito o sermão 
que o piedoso Irmão Moises 
nos preparou. Aleluia!


sexta-feira, maio 25, 2012

Coisas do tio Boris


Depois de muito batalhar e graças às novas leis da ex-União Soviética, o tio Boris (Judeu) conseguiu permissão para emigrar para Israel, como muitos outros camaradas russos. Porém, ele se queixava:

- Discriminavam-me, não queriam que eu saísse, me investigavam o tempo todo... , e eu sou uma boa pessoa.

Por fim, se deram conta e concordaram com a sua saída. No dia da partida, na alfândega, um oficial russo ao revistar as suas bagagens de repente, abre uma delas e pergunta:

- Que é isto?

- Perdão, disse Boris, você deve perguntar: “Quem é este?”. Este é um busto do camarada Stalin, nosso querido ideólogo e grande dirigente do partido. E eu o levo para nunca me esquecer dele.

- É verdade, disse o guarda, ele pensava diferente dos judeus, porém o felicito... Passe!

Tio Boris chega a Tel Aviv e quando é revistado na alfândega, o oficial israelense abre sua bagagem e lhe pergunta:

- Que é isto?

- Perdão - disse Boris - você deve perguntar: “Quem é este”'. Este é o maldito ditador anti-semita Stalin por quem sofremos tantas desgraças e misérias. Trago este busto para não esquecer de seu rosto e ensinar aos jovens quem nos fez sofrer dia após dia!

- Bom, senhor, acalme-se, disse o guarda. Você já está aqui, em Israel, pode passar... Passe, passe que sua família o espera!

E tio Boris é recebido com grande alegria por seus irmãos, sobrinhos e toda a família. Vão todos ao kibutz, onde haviam preparado uma grande festa para recebê-lo. Quando chegaram a casa, lhe disse um sobrinho:

-Tio, venha ver primeiro os seus aposentos, deixar suas coisas e se refrescar. E logo o acompanham ao seu quarto e o ajudam com suas coisas.

E, quando Boris abre a valise e coloca o busto sobre sua cama, o sobrinho pergunta:

- Tio Boris, quem é esse?

- Desculpa, disse Boris, deves perguntar: “Que é isso”'. Isso, querido sobrinho, são cinco quilos de ouro puro.


CINE ANIMA NA TERRA DE MESTRE VITALINO



O Cine Anima realizando mais uma etapa no Circuito do Festival Pernambuco Nação Cultural patrocinados pela Sec. de Cultura/Fundarpe PE em Caruaru,  terra do Mestre Vitalino, considerada pela UNESCO o maior Centro de Arte Figurativa das Américas, sua feira é Patrimônio Imaterial do país, o projeto aconteceu no Alto do Moura berço dos principais artesãos de bonecos de barro, foi ministrada para os artesãos da comunidade, o Cine Anima  percorre diversas etapas do Circuito Nação Cultural com oficinas na temática de Luiz Gonzaga o Rei do Baião e irá desaguar no lançamento do filme A VOLTA DA ASA BRANCA na última etapa no final do ano em Exú.


Millôrianas

Hoje, os historiadores sabem que o Brasil foi descoberto bem antes de Cabral. Mas, na época, ninguém quis se responsabilizar.

Após denúncias de fraude, PT marca nova prévia no Recife

Sergio Roxo, O Globo

A direção nacional do PT decidiu anular a prévia realizada pelo Diretório de Recife para a escolha do candidato do partido à prefeitura da capital pernambucana realizada no último domingo e marcar uma nova votação entre os filiados da legenda para o dia 3 de junho. A decisão foi tomada em reunião da Executiva Nacional realizada nesta quinta-feira, em São Paulo.

A prévia havia sido vencida pelo atual prefeito João da Costa. O PSB, presidido pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, tinha resistência a apoiar Costa e defendia a escolha do petista derrotado na disputa interna, Maurício Rands, que é secretário estadual de Relações Institucionais.

O rompimento com o PSB em Recife também poderia atrapalhar o entendimento para que os socialistas apóiem a candidatura do petista Fernando Haddad em São Paulo.

A nova prévia da capital pernambucana será coordenada pela direção nacional do PT e terá os mesmos candidatos na disputa: Rands e Costa. Os dois pré-candidatos participaram da reunião desta quinta-feira.

A Executiva Nacional alegou que a primeira eleição interna teve que ser cancelada porque foi marcada por "nítida indefinição do colégio eleitoral", registrou falhas, teve divergências levadas à Justiça e desrespeitou a resolução do Diretório Nacional sobre o sistema de votação.


Clipe do Dia

video

Foi cobrir a queimada da erva e aí... o maior barato!

quinta-feira, maio 24, 2012

Automedicação


Do BLOGSTRAQUIS do Moacir Japiassu

Deve ser permitida a venda de remédios em supermercados?

SIM

Estado-babá e paternalismo de aspirinas

(Por Rodrigo Constantino)

O Senado aprovou recentemente uma medida provisória que autoriza a venda de produtos de saúde em supermercados. Vale ressaltar que são apenas medicamentos e acessórios que dispensam prescrição médica. Ainda assim, a presidente Dilma deverá vetar a medida, segundo a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti.

O líder do PT no Senado, senador Humberto Costa, afirmou: "Mesmo sendo remédio sem restrição médica, tem de ser restrito a drogarias". Resta perguntar: por quê?

Não há sólidos argumentos para sustentar esta reserva de mercado das drogarias. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, arriscou uma linha de raciocínio que não parece fazer muito sentido: "Seremos contrários a qualquer tipo de atitude que reforce a automedicação".

Não ficou claro porque isso reforçaria a automedicação, já que nas farmácias esses produtos independem de receita médica.

Mas mesmo que o consumo de tais remédios aumentasse, porque ficou mais fácil obtê-los (ignorando-se a enorme quantidade de drogarias pelas cidades), ainda seria o caso de questionar qual o mal nisso.

Afinal, será que o governo sabe melhor que os indivíduos como cuidar de si próprios? Será que há algum problema em comprar junto com os alimentos aquele analgésico para aliviar a dor de cabeça? Será que a humanidade corre perigo se o sujeito adquirir no mesmo local a carne para seu churrasco e o remédio contra azia e má digestão?

Nos Estados Unidos, é perfeitamente normal encontrar remédios nos supermercados, assim como alguns alimentos em farmácias.

Na verdade, ocorre muitas vezes a fusão de ambos os serviços, o que é natural. É difícil dizer se a Target é um supermercado ou uma farmácia, e o mesmo vale para a Walgreens. Quando há livre concorrência, o foco é aumentar a conveniência do consumidor, e o resultado costuma ser favorável ao cliente.

No Brasil, o governo representa um entrave a esse benefício, punindo justamente o consumidor que supostamente quer proteger.

Ao impedir que farmácias atuem também como lojas de conveniência e que supermercados vendam remédios que dispensam receitas, o governo consegue só encarecer produtos e atrapalhar a vida das pessoas.

A desculpa usada, de evitar automedicação, não cola. Primeiro, porque não consegue evitar coisa alguma. Segundo, porque não cabe ao governo tratar cidadãos como crianças indefesas.

Para David Harsanyi, autor de "O Estado Babá" (editora Litteris), tem-se um governo paternalista quando ele "assume um hiperinteresse em microadministrar o bem-estar dos cidadãos". Quem pode negar que é essa a situação quando o governo resolve dificultar até a venda de uma simples aspirina?

Como o brasileiro pode se sentir um adulto responsável quando o governo o encara como um mentecapto incapaz de escolher um simples medicamento para problemas do cotidiano? Quem outorgou tal direito aos burocratas de Brasília?

A tutela estatal é o caminho da servidão. O governo existe para nos proteger de terceiros, não de nós mesmos. Só há liberdade quando podemos assumir riscos.

O pior é que, no caso, nem mesmo esse manto altruísta de proteção resiste, uma vez que tais medicamentos já podem ser encontrados nas farmácias sem receita. O único objetivo, portanto, é garantir uma reserva de mercado para determinado grupo de empresários, punindo os consumidores.

A verdadeira doença que assola o Brasil é o paternalismo estatal usado como desculpa para criar privilégios e avançar sobre nossas liberdades. Contra essa doença grave, quem tem a cura?

RODRIGO CONSTANTINO, 35, é economista e autor de "Economia do Indivíduo: o Legado da Escola Austríaca"

O senador Humberto Costa PT/PE), que também se apresenta como médico, professor e jornalista, produziu ou produziram para ele um artigo tenebrosamente mal escrito, publicado na Folha. Como senador, é um zero à esquerda, como sabem todos; como médico, não conhecemos sua obra; e como ministro da Saúde durante o "governo" do honoris causa, mais fedeu do que cheirou.

Pois esta incompetência dejeta regras a respeito da venda de remédios nos supermercados; a criatura afirma que automedicação é um risco, mesmo que o contribuinte esteja de saco cheio e precise de uma simples aspirina. Esta pode ser um veneno... Leia no Blogstraquis o "texto" do "jornalista", o qual nos trouxe à lembrança um repórter nosso conhecido, que começou a carreira nos anos 1960 e é foca até hoje.

Deve ser permitida a venda de remédios em supermercados?

NÃO

Automedicação e risco, mesmo de aspirinas

Ao pensar sobre a possibilidade de um cidadão comprar remédios em supermercados, armazém, empório, loja de conveniência e correlatos, vejo que não há porque ser favorável. Ainda que sejam só aqueles que dispensem receita médica. Claro que seria bom, em tempos de rotina corrida, a família abastecer sua casa com todo tipo de mercadorias num só lugar. Também o maior número de pontos de venda poderia render menor preço. Mas entendo que isso não compensa o risco para a saúde e a vida das pessoas.

Diante da evidente possibilidade de que se dissemine o consumo indiscriminado, seguramente há vantagem em facilitar o acesso da população ao medicamento, sem considerar os perigos do consequente aumento no consumo. A preocupação é de que a presença do remédio nas prateleiras das lojas, ao alcance das mãos inclusive de crianças, incentive a automedicação, estimule as pessoas a praticarem, sem orientação, por conta própria, o consumo indiscriminado desses produtos.

E remédio, obviamente, é item de produção complexa, com propósito bastante diferente dos também coloridos balas, chocolates, bolachas, pirulitos que se destacam nas estantes dos corredores por onde famílias inteiras gastam horas, todos os meses. Não é à toa que a Lei nº 5.991, de 1973, mas ainda atual, estabelece regras a serem seguidas pelas farmácias e drogarias, tanto em relação ao que podem comercializar, quanto à necessidade de um profissional habilitado para responder tecnicamente pelo estabelecimento.

Os medicamentos, indiscriminadamente, são a segunda maior causa de óbitos causados por intoxicação humana, segundo os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações Toxico Farmacológicas (Sinitox), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Em 2009, 17% do total de 409 mortes foram resultado da ingestão de remédios. Desses casos, 61% envolveram adultos em idade produtiva, com entre 20 anos e 59 anos - e foram 8 as vítimas com menos de quatro anos. No Brasil, só os agrotóxicos causam mais óbitos por intoxicação que os medicamentos.

E é um engano pensar que a dispensa de receita médica torna um comprimido ou um xarope inofensivo. Um medicamento, quando associado a outro, pode causar grandes males à saúde e, inclusive, levar à morte. Por exemplo, no caso da dengue, o uso na fase inicial da doença de um -supostamente- inocente anti-inflamatório pode dificultar o diagnóstico clínico porque funciona como paliativo dos sintomas. Também para essa doença, a ingestão de um comprido de acido acetilsalicílico (AAS) potencializa o risco de hemorragias.

A diversificação da natureza dos pontos de venda implica, ainda, risco maior de que medicamentos falsificados cheguem ao consumidor. Pequenos estabelecimentos, para compra remédios a custo mais baixo, poderão se sujeitar à compra de mercadorias falsificadas, feitas, na melhor das hipóteses, de farinha. Esse tema está, inclusive, presente em três projetos de lei que apresentei e que hoje tramitam no Senado Federal.

Defendo, também, medidas que assegurem o consumo racional de medicamente, por meio de programas de conscientização dos consumidores e dos profissionais responsáveis pelo fornecimento desses produtos. Permitir que estabelecimentos comerciais, alheios ao serviço farmacêutico, vendam medicamentos, sem se submeterem a exigências técnicas, é desconsiderar os avanços já alcançados pela regulação sanitária brasileira.


HUMBERTO SÉRGIO COSTA LIMA, 54, médico, professor e jornalista, é senador pelo PT-PE. Foi ministro da Saúde (2003 a 2005, governo Lula)
Moacir Japiassu | comentári

Anulada prévia do PT no Recife. Alô, alô, Humberto Costa

Do Blog do Noblat

Está anulada a prévia realizada no Recife no último domingo para a escolha do candidato do PT a prefeito da cidade. Disputada por Maurício Rands, deputado federal e secretário do governo Eduardo Campos (PSB), e o atual prefeito João da Costa, a prévia foi decidida por pouco menos de 600 votos de diferença - em favor do prefeito, aspirante à reeleição.

Daqui a pouco, em São Paulo, a Comissão Executiva Nacional do PT anunciará que Rands e João da Costa desrespeitaram normas estabelecidas pelo partido para a realização de prévias. Em seguida, tentará convencer os dois a abrirem mão de concorrer a uma nova prévia para apoiar um candidato de consenso. Que poderá ser Humberto Costa, líder do PT no Senado.

Ex-ministro da Saúde do primeiro governo Lula, ex-secretário de Cidades do primeiro governo Eduardo Campos, em Pernambuco, Humberto é vice-presidente nacional do PT. Tem amplo trânsito entre todas as correntes do partido. Só não é muito bom de voto. Do início dos anos 90 para cá foi derrotado para o Senado, prefeitura do Recife e governo do Estado. Em 2010, elegeu-se senador.

A oposição em Pernambuco (PMDB-DEM-PSDB) não tem candidato forte para enfrentar o candidato do PT apoiado por Eduardo. Humberto não tem como se negar a ser candidato se Rands e João da Costa concordarem com a sua escolha. O que parece impensável a essa altura é a promoção de nova prévia. O desgaste será grande para o PT.

Shazam!


Fiz um filmezinho de 3 minutos, em Super-8, quando meu filho (hoje com 48) era garoto, e no qual ele fez o papel de alguém da idade dele deitado no chão, ao lado da muleta, lendo um gibi no qual o jornaleiro Fred Freeman - que também usa muleta - é agredido, motivo pelo qual grita "Shazam!", transforma-se no Capitão Márvel Jr e dispara voando atrás do agressor.

O menino para de ler, olha para uma toalha estendida no varal, levanta-se com dificuldade, escorando-se na muleta, vai até a "capa" à la D´Artagnan disponível, amarra-a ao pescoço e grita "Shazam!" Como nada acontece, repete: "Shazam!" De novo: "Shazam!". Aí se livra da toalha, deita-se no chão outra vez e continua a ler.

O filme, com os anos, desapareceu. E vejo que, a cada livro que lanço, grito "Shazam!" e nada acontece. "Shazam!", e nada acontece. E começo a escrever outro livro.

“O poder do latifúndio nos domínios do PT”

José Nêumanne Pinto

O “neocoronelismo” petista substituiu o antigo voto de cabresto pelo sufrágio do guidom

Petrolina e, como a cidade às margens do São Francisco, Pernambuco inteiro, pela voz de seu governador, Eduardo Campos (do clã Alencar, do Cariri cearense), indignaram-se com as críticas ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, por ter destinado 90% de todas as verbas da pasta ao seu Estado. Também a Paraíba mobilizou suas tropas retóricas para atacar qualquer um que lembrasse a circunstância de o novo ministro das Cidades do mesmo governo soi-disant socialista de Dilma Rousseff, Aguinaldo Ribeiro, ser neto de Agnaldo Veloso Borges, vilão histórico da esquerda acusado de ter mandado matar os líderes camponeses João Pedro Teixeira e Margarida Maria Alves. Agora vem o repórter Leonencio Nossa, da sucursal de Brasília deste jornal, lembrar que o dono da empreiteira Delta – campeã de obras do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) e citada nas denúncias contra o bicheiro Carlinhos Cachoeira –, Fernando Cavendish, é bisneto do coronel Veremundo Soares, de Salgueiro.

A Salgueiro do tempo dos coronéis tornou-se lendária pela citação num dos clássicos do repertório de outro sertanejo de Pernambuco, Luiz Gonzaga, em sua homenagem ao pai, o sanfoneiro Januário, do Vale do Araripe: “De Itaboca a Rancharia, de Salgueiro a Bodocó, Januário é o maior”. Hoje em dia, a região notabiliza-se pelo comércio de carros roubados e pelas plantações de Cannabis sativa, que a tornaram uma espécie de capital informal do “perímetro da maconha”. Assim como as plantações de coca florescem nos sovacos dos Andes bolivianos e em outros locais inóspitos, a “erva maldita” cresce e dá bons lucros num território que antes era definido como “polígono das secas” e agora recebe a crua denominação de semiárido. Neste ano, em que ocorre o mais penoso período de estiagem no Nordeste em 30 anos, por mais que incendeie roças da matéria-prima para a droga com a qual os viciados costumam se iniciar, a polícia não dá conta de seu avanço sertão adentro.
A exclusão do nome do bisneto do coronel Veremundo dos convocados a depor na CPI do bicheiro goiano reforça as evidências históricas de que a força inesgotável das oligarquias com poder sediado no sertão representa para a região específica e para todo o Brasil uma praga pior do que o flagelo das secas periódicas e a maconha perene.

Na falta de chuvas deste ano, a situação aflitiva das populações sertanejas é amenizada pela esmola estatal da Bolsa-Família. A famosa bravata de dom Pedro II, que prometeu empenhar o último diamante da coroa imperial para evitar que um cearense morresse de fome, foi assumida pela República assistencialista, que adotou o “neocoronelismo” com cartão magnético e trocou o voto de cabresto pelo sufrágio do guidom. Pois o jegue foi substituído pela moto, financiada a perder de vista, mas também a perder da vida, pois o comprador é dizimado nas rodovias em acidentes fatais e dificilmente sobrevive à própria dívida. No entanto, os animais criados pelas famílias dos camponeses pobres são sacrificados pela inclemência climática e pela insensibilidade do Estado ausente.

O poder do latifúndio no passado foi tema de clássicos da sociologia brasileira, tais como Coronelismo, Enxada e Voto, de Victor Nunes Leal, Coronel, Coronéis – Apogeu e Declínio do Coronelismo no Nordeste, de Marcos Vinicios Vilaça e Roberto Cavalcanti de Albuquerque, e Família e Coronelismo no Brasil – Uma História de Poder, de André Heráclio do Rêgo. A “inclusão” dos costumes desse mandonismo na República petista tem merecido um estudioso à altura desses citados expoentes da sociologia do latifúndio, o professor Luiz Werneck Vianna, que no artigo As cidades e o sertão, publicado nesta página, esclareceu: “Está aí a mais perfeita tradução da quasímoda articulação, no processo de modernização capitalista do País, entre o moderno e o atraso, ilustração viva do ensaio de José de Souza Martins A Aliança entre Capital e Propriedade da Terra: a Aliança do Atraso (in A Política do Brasil Lúmpen e Místico, São Paulo, Editora Contexto, 2011) e que se vem atualizando por meio da conversão do imenso estoque de capital social, econômico e político do latifúndio tradicional, que se processa no circuito da política e mediante favorecimento da ação estatal, em que seus herdeiros se reciclam para o exercício de papéis modernos. Para quem é renitente em não ver, este é o lado obscuro do nosso presidencialismo de coalizão, via escusa em que os porões da nossa História se maquiam e mudam para continuarem em suas posições de mando”. Ou seja, “ou fingimos que mudamos ou eles mudam contra nós” – parafraseando o príncipe de Salina, protagonista do romance O Leopardo.

O maquiavélico conselho do cínico protagonista da obra-prima de Giuseppe Tomasi di Lampedusa ao sobrinho Tancredi traduz a aliança entre os socialistas pragmáticos do PT e os senhores da terra do semiárido. Não se trata de acusar o neto pelos crimes atribuídos ao avô nem de atribuir ao bisavô os deslizes do bisneto, e sim de reconhecer a renitente sobrevivência do semifeudalismo rural sertanejo nos costumes políticos do Brasil contemporâneo. A transposição do Rio São Francisco, anunciada para matar a sede dos sertanejos, não passa de truque retórico para dar cunho social a uma obra faraônica, que custará caro ao contribuinte e entregará a água a quem já tem a terra para irrigar. A estéril discussão sobre os efeitos do clima no semiárido, sem consequências práticas, representa a manutenção do domínio político e econômico dos oligarcas, confirmado por fatos.

Este ano, a prefeitura de Campina Grande, centro universitário de alta tecnologia, será disputada por Daniela, irmã de Aguinaldo Ribeiro e neta de Agnaldo Veloso Borges, por Romero Rodrigues, primo do senador Cássio, parente de Zé Cunha Lima, de Brejo de Areia, e por Tatiana Medeiros, apoiada pelo prefeito Veneziano Vital do Rêgo Segundo, parente do célebre Chico Heráclio do Rego, personagem-síntese do mandonismo no sertão.

 O Estado de S. Paulo, quarta-feira 23 de maio de 2012

Os trabalhos de Lula

Vera Magalhães

Já se sabia, desde que Luiz Inácio Lula da Silva passou a faixa presidencial para Dilma Rousseff, que dificilmente o petista seguiria o receituário que tantas vezes recomendou a ex-presidentes como ele: discrição e distância do poder.

Lula só não esteve ainda mais ativo nesse período porque teve de parar para tratar o câncer de laringe que o acometeu. Recuperado, está presente em todas as frentes da política, da CPI ao julgamento do mensalão, passando, é claro, pelas eleições.

Resta saber se, ao abrir tantas picadas de uma só vez, o ex-presidente logrará o êxito que espera ou colocará em xeque sua habilidade de costura política, cantada em prosa e verso.

Lula concebeu uma narrativa política que passa por: 1) negar a existência do mensalão, 2) vingar-se daqueles que julga responsáveis por minar seu governo e 3) eleger seu pupilo em São Paulo para tentar apear o PSDB do poder no Estado em 2014.

Trata-se de uma tarefa hercúlea e difícil de ser cumprida na totalidade, principalmente porque, para implementá-la, Lula vai deixando descontentes pelo caminho e cobrando lealdades nem sempre exequíveis.

No bloco dos feridos já está a senadora Marta Suplicy, que, preterida em São Paulo, não perderá uma oportunidade sequer de constranger o candidato Fernando Haddad.

O time daqueles de quem Lula cobra fidelidade vai do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), a ministros por ele nomeados para o Supremo Tribunal Federal, postos diante da tarefa de dizer se o mensalão existiu ou não e se José Dirceu era o "chefe da quadrilha".

É de esperar que nem toda a orquestra toque como o maestro rege. A ideia de usar a CPI do Cachoeira como cortina de fumaça para o mensalão, por exemplo, saiu pela culatra.

Da mesma forma, se é verdade que Lula vai colher os louros de uma eventual vitória de Haddad, também é correto afirmar que será ele o grande derrotado caso o ex-ministro não vença José Serra (PSDB) em outubro.

Vera Magalhães, 39, é repórter especial da Folha em São Paulo. É jornalista de política desde 1993. Foi repórter da coluna Painel em Brasília e editora do caderno "Poder". Além de dez anos em duas passagens pela Folha, atuou em veículos como o jornal "Diário do Grande ABC" e a revista "Primeira Leitura"

Aviso aos Navegantes


Mineiro machão se recusa a voar em avião pilotado por mulher

Fábio Pannunzio

Do jornal O Estado de Minas

Mais de 100 mulheres pilotam aviões em todas as companhias aéreas no Brasil, mas coube a Minas Gerais registrar o primeiro ato de preconceito contra ma mulher atrás do manche de uma aeronave desde que uma comandante feminina foi aceita pela antiga Vasp, há 40 anos. Na sexta-feira, um passageiro do Voo 5348, da Trip Linhas Aéreas, que partia de Belo Horizonte com destino a Goiânia (GO), com escala em Palmas (TO), recusou-se a decolar ao saber que o voo estava sob o comando de uma mulher.

O incidente ocorreu em um jato Embraer 190 e segundo passageiros que estavam na aeronave, o homem, de aproximadamente 40 anos, teria se rebelado contra o fato do avião ter uma mulher como comandante. “Eu não voo com mulher no comando”, disse, antes de ser expulso do jato. Depois do problema, o voo seguiu normalmente seu destino.

Com receio de que o homem pudesse entrar em pânico após atravessar uma turbulência normal, a que está sujeito um voo com duração aproximada de uma hora, a comandante Betânia tomou a medida de expulsar o homem da aeronave. Sob vaias, depois de atrasar o voo, o passageiro foi convidado a se retirar do avião por agentes da Polícia Federal, acionados por rádio.

A medida de segurança consta do regulamento da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), que prevê o desembarque compulsório em caso de risco para os passageiros. Até agora, segundo um agente da PF do aeroporto de Confins, essa medida só havia sido tomada diante de ameaça de bomba ou suspeita de alguma pessoa estar alcoolizados ou com problemas de saúde. Jamais por uma atitude machista. “É o primeiro caso de machismo da história da aviação. Esse passageiro deve ser um desavisado e não faz ideia de que nos Estados Unidos e na Europa é normal uma mulher pilotando avião”, critica Gelson Fochesato, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, que ‘repudia violentamente’ a atitude do passageiro. Ele revela que até mesmo uma companhia de aviação dos Emirados Árabes tem uma brasileira no comando de um Boeing 777, com capacidade para 300 passageiros.

“As mulheres são até mais metódicas do que os pilotos e nunca saem do que está escrito no manual. Não quer dizer que os homens são irresponsáveis, mas eles são mais flexíveis”, compara Fochesato, de 64 anos e ainda na ativa na Gol. Ele recorda que, mesmo nos anos 1960 as pilotos pioneiras da antiga Vasp eram recebidas com festa pelos passageiros. A primeira piloto da Vasp, a comandante gaúcha Carla, permanece atuante, contratada pela Azul. Essa companhia aérea mantém uma aeronave pintada de cor-de-rosa, com tripulação 100% feminina, em campanha contra o câncer de mama.

“A empresa apoia a decisão da comandante Betânia e inclusive encorajaria que ela se posicionasse publicamente a respeito do ocorrido, pois ajudaria a quebrar preconceitos que ainda possam existir em relação às mulheres em pleno século 21”, afirma Evaristo de Paula, diretor nacional de marketing e vendas da Trip, empresa que conta em seus quadros com 1,5 mil mulheres. Ele, no entanto, respeitou a postura da comandante Betânia, descrita como uma funcionária séria e que teria se mostrado incomodada com a inesperada celebridade alcançada com a divulgação do episódio em sites na internet e não quis falar sobre o assunto.

Fábio Pannunzio é jornalista e escritor. Contratado pela Rede Bandeirantes para fazer a cobertura política e eventualmente apresentar o "Jornal da Noite" e o "Jornal da Band". Atualmente Pannunzio mora em Brasília. 

Clipe do Dia



E ainda dizem que bicho não raciocina!!!

quarta-feira, maio 23, 2012

Márcio Thomaz Bastos

Reinaldo Azevedo

Nunca antes na história das democracias houve alguém como ele. É um ser único no mundo democrático

Olhem aqui: todos têm direito a um advogado. É fundamento do estado de direito. Ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo ou a se autoincriminar. É outro fundamento do estado de direito. Advogados criminalistas não devem atender apenas freirinhas do convento das carmelitas descalças e probos professores de educação moral e civismo. Muito provavelmente eles não precisem de… advogados criminalistas. Isso também é um apanágio do estado de direito.

Márcio Thomaz Bastos é, sem dúvida, um dos maiores criminalistas do país. Fez fama e grande fortuna nesse ramo. Que o advogado provavelmente mais rico do país atue justamente na área criminal, eis um emblema da vida pública brasileira, não é? Ao mesmo tempo, Bastos sabe cuidar de sua reputação politicamente correta. O militante lulo-petista falou, por exemplo, como “amicus curiae” no STF em defesa das cotas raciais. Curiosamente, pronunciava-se em nome da Associação dos Advogados Afrodescendentes. Adiante.

Não! Não serei eu aqui a julgar doutor Márcio em razão da qualidade de seus clientes. Isso não faz sentido. Seria o mesmo que dizer que o estado se torna copartícipe de crime quando nomeia, por força de lei, um defensor para o pior dos homicidas. O ponto definitivamente não é esse.

O problema de Márcio Thomaz Bastos não é sua expertise de criminalista, mas a sua inserção na vida política. Eu duvido que exista em qualquer outra democracia do mundo alguém como ele. É militante partidário; é um dos principais conselheiros e interlocutores de Lula (dentro e fora do poder formal) — o mesmo Lula que tenta, a todo custo, manipular a CPI; foi ministro da Justiça; guarda os arcanos da República e do PT…

Essa condição lhe rendeu hoje, durante a CPI do Cachoeira, muitos elogios, salamaleques e rapapés. Ora, foi durante a sua gestão no Ministério da Justiça, com a Polícia Federal sob o seu comando, que se estabeleceu no país a República do Grampo. Foi sob o seu comando que setores da PF decidiram brincar de luta de classes, com algumas operações espetaculosas para demonstrar que “os ricos também choram”. Sob os seus auspícios, prisões, digamos, midiáticas ganharam o noticiário. O preso poderia até ser solto logo depois, mas a notícia já estava garantida. E se criou então um mito: acabou a impunidade, acabou a festa!

Acabou? Como criminalista no Ministério da Justiça, foi dele a tese de que mensalão era mero caixa dois de campanha. O esquema Delta, diga-se, tem tudo para ser um mensalão de dimensões pantagruélicas. Não venham me dizer que devemos encarar como coisa corriqueira o fato de Dr. Márcio ora estar de um lado do balcão, tentando coibir o crime, ora estar do outro, oferecendo seus préstimos profissionais a criminosos. Não há nada de errado numa coisa. Não há nada de errado na outra. Uma e outra são parte do jogo democrático. Quando as duas condições, no entanto, se juntam num homem só, há algo de errado é na República.

Consta que a defesa de Cachoeira custará R$ 15 milhões ao contraventor. 99,9% dos criminalistas brasileiros — na verdade, dos advogados — não ambicionam receber isso ao longo de, sei lá, 10 ou 15 anos; uma vida, quem sabe? Por isso, claro!, parabéns ao doutor Márcio. Mas não o parabenizo, não!, por ser, a um só tempo, um homem que domina segredos de estado e do principal partido do poder e também o advogado de um criminoso que tem relações íntimas com essas duas instâncias.

Se os parlamentares quiserem elogiar o criminalista, fiquem à vontade. Se quiserem elogiar o ex-ministro da Justiça, vá lá. As duas coisas no mesmo discurso? Aí não! Isso é mais sintoma de um problema do que motivo para regozijo. De resto, dado o perfil, não será doutor Bastos a estimular Cachoeira a dizer tudo o que sabe justamente contra o grupo de poder e a corrente ideológica que fazem do advogado a mais fina flor do pensamento dito ”progressista e de esquerda” do Brasil.

Vejam que coisa: Márcio Thomaz Bastos detém hoje segredos de estado (foi ministro de uma das pastas mais importantes), segredo do PT e segredos do Cachoeira. Tudo isso e, consta, mais R$ 15 milhões só nessa causa. O Brasil que ele sempre disse que queria mudar tem sido muito generoso com ele.