sábado, dezembro 31, 2011

Boas Entradas!

Orai & Vigiai


Vinde a mim os Casacudos e Venais desta República Bruzundangas. Os Cafajestes, Hipócritas, as pessoas Reles, Vis, Ordinárias, Desprezíveis, Repugnantes, Abjetas, Infames, batedores de carteiras, mensaleiros e afanadores deste meu Brasil varonil. Orai e vigiai! Nunca antes na história desse país eu revelei a minha real identidade. Vamos pois, terminar o tratamento que eu quero botar pra quebrar novamente! Palavras do Senhor, ou melhor, Minhas!

NÃO HÁ DINHIERO PARA SAÚDE, APOSENTADOS, FUNCIONÁRIOS, EDUCAÇÃO, MAS……


Sonia Maria van Dijck Lima

Até parece casa preparada para receber a rainha da Inglaterra – que, na verdade, teria pago a tal reforma. Além da roubalheira dos cofres públicos (6 ministros do governo petista caíram por envolvimento no esquemão), o governo petista gasta como se estivesse em trono de petrodólares. Por isso, não sobra dinheiro para aposentados e pensionistas, para reajuste dos servidores do executivo. E lá está a rainha do PT na caríssima casa de praia para descansar. A casa passou por reformas de R$ 650 mil.


Dilma (dir.) passa recesso de fim do ano em base naval na Bahia
Foto: Lúcio Távora/Agência A Tarde

A casa onde a presidente Dilma Rousseff passa o recesso de fim de ano, na base naval de Aratu, no litoral da Bahia, passou por reformas para acolher a chefe do Executivo. Levantamento da ONG Contas Abertas apontam que o governo gastou R$ 650 mil desde o mês passado para reformar e comprar equipamentos eletrônicos e móveis para a residência. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

A mesma residência havia passado por reforma avaliada em R$ 800 mil, em 2009, quando hospedou o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (Pelo visto Elle & curriola detonaram a casa!) A nova reforma, segundo a ONG, custou ao governo R$ R$ 195.427,40. O restante do valor foi utilizado para equipar a casa. Foram adquiridos oito TVs de LCD, sete equipamentos de DVD e um home theater. Outros R$ 37 mil foram destinados a comprar cortinas de tecido linho misto e blackouts.(Isto é um escárnio à população!) A compra incluiu ainda espreguiçadeiras (R$ 5.599),(as ferragens são de ouro??) uma chaise longue dupla (R$ 4.212), três guarda-sóis (R$ 426 cada) e seis frigobares (R$ 4.885). Segundo a Presidência da República, a reforma “começou em outubro de 2010, quando a presidenta sequer tinha sido eleita”. De acordo com a Presidência, a obra “era demorada e só acabou no segundo semestre. E os móveis só podiam ser comprados após a conclusão da obra”. Entretanto, o registro dos gastos do governo indica que os empenhos da obra e das compras começaram a ser feitos apenas no final de novembro deste ano. As mentiras já fazem parte do rotineiro do PT.

"A valsa sem rima"

Joias da nossa Música Popular.



Extrato de uma preciosidade. "Súplica", composição de Otavio Gabus Mendes, José Marcílio e Deo (o ditador de sucessos), foi gravada por Orlando Silva na RCA Victor em fevereiro de 1940. É realmente um texto curioso, seus versos não rimavam como nas composições da época. "Súplica" é um dos sucessos mais lembrados do "cantor das multidões". HC


Súplica - Otavio Gabus Mendes, José Marcílio e Deo

Canta - Orlando Silva

Aço frio de um punhal
Foi teu adeus para mim
Não crendo na verdade, implorei, pedi
As súplicas morreram sem eco em vão
Batendo nas paredes frias do apartamento
Torpor tomou-me todo
E eu fiquei sem ver mais nada
Adormecido tenha, talvez, quem sabe!
Pela janela aberta a fria madrugada amortalhou-me a dor
Com o manto da garoa
Esperança, morreste muito cedo
Saudade, cedo demais chegaste...
Uma quando parte a outra sempre chega
Chorar, já lágrimas não tenho
Coração, por que é que tu não paras?
A taça do meu amor findaste
É inútil prosseguir se forças já não tenho
Tu sabes bem que ela era a minha vida
Meu doce grande amor

quinta-feira, dezembro 29, 2011

Aviso aos Navegantes

Caros:

Estamos em pleno recesso para as "boas entradas" de 2012. Além de desejar a todos um ano novo bem menos angustiante do que esse que se finda devo tomar em consideração que devido às superstições e simpatias de fim de ano as pessoas estão bem mais preocupadas em pular sete ondinhas e comer lentilhas, (não esquecer o prato), romãs, (lembrar de colocar as sementes na carteira, ainda existe?) bagos de uvas, nozes, avelãs para garantir fartura no ano que se inicia, do que ler bons artigos e crônicas. Os amigos e colaboradores que nos enviaram material para postagem devem portanto esperar até que passe essa fase de oba-oba, feliz isso e aquilo, etc e tal. Voltaremos à ativa tão logo a vida retorne ao normal. HC

quarta-feira, dezembro 28, 2011

Mais um que se foi - Chita

Manchete do "Tampa Tribune"

"É com grande tristeza que a comunidade perde um querido amigo e membro da família em 24 de dezembro de 2011, Chita, a grande estrela dos filmes de Tarzan".

Chita foi o grande parceiro de Tarzan, interpretado por Johnny Weissmuller, na década de 1930.

Johnny Weissmuller, à direita, como Tarzan; Maureen O'Sullivan, (mãe da Mia Farrow) como Jane, e o chimpanzé Chita, em cena de 1932.

Chita morreu no último sábado, véspera do Natal (24), de insuficiência renal, informou o portal de internet do Suncoast. De acordo com entrevista da diretora do santuário, Debbie Cobb, ao “Tampa Tribune”, “Chita era extrovertido, gostava pintura a dedo e de ver as pessoas sorrirem”. Ela disse que o animal “parecia estar em sintonia com os sentimentos humanos”.

Chita, bem como o Tarzan, Boy e Jane iluminaram as minhas manhãs de domingo no Cinema Plaza em João Pessoa. Descanse em paz, velho amigo. Que o Papai do Céu dos animais lhe reserve um bom lugar nas selvas do Paraíso. HC

Pois é, Papai do Ceu Castiga

Coluna do Cláudio Humberto de 30/12/2011

Pensando bem... acusando os EUA de complô contra a saúde dos presidentes amigos, o câncer de Chávez não é na pélvis, mas no cérebro.




terça-feira, dezembro 27, 2011

Video Clipe do Dia

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Quem tudo quer...

Levando o camarão para passear!


Téta Barbosa




“O marido chega da pescaria e a mulher pergunta:

- E aí, o que pescou hoje?
- Três pintados, quatro dourados e um jaú!
- Impossível!
- Como assim, impossível?
- Porque você só saiu de casa com vinte reais!”

Foi o que rolou em Tamandaré quando Feinho (apelido carinhoso de Marcelo, amigo do meu irmão) chegou da pescaria na quinta-feira pela manhã.

Só ele acordou cedo, só ele saiu pra pescar, logo, só ele voltou com um robalo.

Indignados e revoltados, os homens da casa (meu filho, meu pai e meu irmão) queriam saber onde ele tinha comprado, quanto tinha custado e como ele tinha conseguido adquirir um peixe fresco descongelado antes das sete da manhã.

- Eu pesquei, meu filho.

- Duvide-o-dó!

Isso porque os machos alfa dominantes da casa estavam há dias saindo pra levar os camarões pra passear. Sim, digo pra passear porque os camarões iam e voltavam vivos da pescaria. Nossa casa de veraneio estava praticamente se transformando numa fazenda de carcinicultura (técnica de criação de camarões em viveiros, pra quem não quer ter o trabalho de perguntar ao Google).

Ninguém trazia nada. Era o estilo procurando Nemo (que devia estar bem escondido).

- Esse Nemo é um estilão. Não sabe brincar de morder a isca!

Victor ali, só observando. Mas,no mesmo dia a tarde perguntou se podia ir pescar sozinho. Como eu tinha tomado três cervejas e não entendi bem a pergunta, deixei. Lá foi ele. Andou 4km até Carneiros e voltou três horas depois. Cheio de experiência. Zero peixe.

No dia seguinte, foram todos de barco para o alto mar. Nada.

No samburá só veio mesmo uma inveja disfarçada de deboche do único pescador que chega em casa com peixe: Feinho (que é até bonitinho, diga-se de passagem).

Mas raiva mesmo, eles tiveram no segundo dia quando nós, mulheres da casa, fritamos os camarões no alho e oléo pra comer como petisco para cerveja. Nada mais justo. Os camarões já estavam tontos de tanto ir e vir.

No sábado de manhã Victor levantou virado na moléstia:

- Vou trazer um peixe hoje nem que eu tenha que comprar!

E, como diz Chico Buarque “quem espera nunca alcança”, ele não esperou. Saiu besuntado de protetor solar fator maior que tinha na casa, pegou uma isca de plástico e só voltou com o Robalo.

Confesso que, mesmo sendo meu filho, só acreditei que foi ele que pescou porque meu pai filmou o danado do peixe saindo da água se debatendo todo.

Fotos, aplausos, elogios. Só felicidade.

De noite ele disse:

- Coitado do peixe. Esse negócio de pescaria é sacanagem, pô.

Moral da história: o peixe se fudeu!

Moral da história 2 : A gente nunca está feliz com o que tem.

*Essa não é uma história de pescador!

A maior diversão

A Secretaria de Cultura de Pernambuco, que comprou do grupo Severiano Ribeiro o histórico Cine São Luiz, em Recife, e toca projeto igual de reabertura de salas no interior do estado, esbarra num problema, digamos, operacional. É que seus servidores se recusam a trabalhar nos cinemas, onde o expediente principal é nos fins de semana, quando a turma quer descansar.

Da coluna de Ancelmo Gois

Elogio à irresponsabilidade




Percival Puggina




Recentemente, a Globo News apresentou um programa especial com o objetivo de mostrar - ouvindo especialistas escolhidos a dedo - que a democracia está em risco na Europa devido à adoção dos ajustes fiscais reclamados para a concessão de novos empréstimos aos países endividados.

A tese era praticamente a mesma do PT quando na oposição: "Não se paga dívida com o sangue do povo", "Fora FMI!", etc. e tal. Para entender o contexto é preciso saber que os países da Zona do Euro se comprometem com manter a dívida pública abaixo dos 60% do próprio PIB e que alguns países ultrapassaram, em muito, esse limite. Como gastam, sistematicamente, mais do que arrecadam, não podem pagar o que devem e ainda precisam de novos financiamentos. Pois a tese do programa era de que diante de tal quadro, um ente desprovido de qualquer sentido de generosidade, chamado mercado - capitalista, prepotente e autoritário - exigia a adoção de ajustes rigorosos, que os cidadãos, obviamente, rejeitam. Resultado: governos legítimos estariam caindo sob "pressão do mercado", dando origem a um novo totalitarismo sobreposto aos interesses sociais dos povos.

Um verdadeiro elogio à irresponsabilidade. Tudo se passava, na perspectiva dos entrevistados, como se o generoso gasto público com a concessão de aposentadorias precoces, pensões vitalícias às filhas dos servidores falecidos, empreguismo exagerado e corrupção devesse ser mantido pela poupança estrangeira, sem limite de prazo, de montante, nem garantia de devolução. Num malabarismo retórico, a irresponsabilidade fiscal do setor público, a má política dos governos, a demagogia dos benefícios sem fonte de receita definida, se convertiam, na disciplinada telinha que tudo aceita, em atributos essenciais à democracia.

Ora, a Grécia mantém gastos militares, em relação a seu PIB, três vezes maiores do que qualquer outro país da região (deve ser por causa da Guerra do Peloponeso...). Pagava 15 salários aos trabalhadores do país. Estima-se que conviva com uma evasão fiscal da ordem de 30%. Nós, brasileiros, nos consideramos endividados e sentimos a restrição da capacidade de investimento do poder público em função do peso da dívida, notadamente da dívida interna, que já passa dos R$ 2 trilhões. Esse número representa um pouco menos de 60% do PIB previsto para 2011. Pois a dívida grega chegou a algo como 120% do PIB, o país continua precisando de mais e mais financiamento para atender compromissos tão imperiosos quanto o pagamento de seus servidores, e a pressão para que ocorram cortes no gasto público foi julgada e condenada como antidemocrática.

É obvio que as medidas de arrocho não teriam respaldo popular, não seriam aprovadas no plebiscito grego, encontrariam rejeição popular na Itália e não será diferente na Espanha. A situação não é incomum. Governos perdulários criam dois problemas gravíssimos. Primeiro geram dívidas que se tornam impagáveis. Depois distribuem benefícios que são fáceis de conceder e muito difíceis de restringir. Eis por que certos temas não podem ser objeto de consulta popular. Quanto mais a sociedade se torna hedonística, menos os indivíduos cogitam de sacrificar um bem imediato em vista do próprio bem futuro. Por isso fica mais penoso poupar, estudar muito, trabalhar com afinco. Se é assim com os indivíduos, mais grave ainda será quando consideramos a situação deles como cidadãos perante o Estado e o bem comum. É um quase absurdo imaginá-los optando por ônus e restrições.

Esse é o momento de a chefia de Estado tornar visível seu valor institucional e político. Tal figura, que lamentavelmente não temos no Brasil porque a fundimos na pessoa do chefe de governo, cumpriu na Grécia e na Itália o seu papel, cuidando da formação de novos governos comprometidos com as medidas necessárias para superar a crise. E isso é democracia.

* Percival Puggina é arquiteto, empresário, escritor, titular do site , www.puggina.org, articulista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões.

A Foto do Dia

O amor é cego

segunda-feira, dezembro 26, 2011

Porta-aviões chinês

Repassando:

Já pensou em encomendar um naviosinho desses aos estaleiros de Suape? O nosso navio/petroleiro João Candido, batizado e lançado ao mar há dois anos pelo elevado Guru Lula nunca navegou e terá que ser rebocado até a China para refazer as soldas do casco, (devido à incompetencia dos construtores), sob pena de afundar na viagem inaugural.


Com desenho ultramoderno, com duas pistas de pouso e decolagem, menos balanço, mais velocidade, mais comodidade, mais capacidade de poder de fogo nuclear e com previsão de entrar em operação no próximo ano.




Sabe porque a China está se tornando uma potência mundial? Porque, ao contrário do Brasil onde a corrupção nos leva mais de R$ 85 bilhões do orçamento anual, sem punição e sem devolução do que foi roubado do dinheiro público. Na China, esse tipo de crime é resolvido com a pena de morte...

Meu natal de criança


Anco Márcio de Miranda Tavares

Nesse tempo de Natal eu me lembro do meu tempo de criança em Ingá do Bacamarte, magro, mirrado, cabeça grande, mas um menino feliz. Eu ajudava Padre Zé Paulo na missa em Latim e sabia tudo de cór. Com, certeza essa foi minha primeira aparição nos palcos da vida. "Introibo ad altare Dei" . E eu respondia: "Ad Deum que laetificat iuventutem meam" . Eu não tinha idéia do que era.

O dia começava com a gente tomando café em família, com tapioca, cuscus e um gostoso bule de café fumegante. Depois ia pra calçada, de onde eu avistava a Igreja e a Praça, centro da cidade. Lá na ponta da calçada vinha Seu Nascimento com seu terno de brim azul. Ele era amigo de meu pai e sempre me dava revistas infantis.

O pavilhão já estava armado na Praça e logo mais quando ligassem o gerador, por volta das cinco da tarde, a praça ficaria toda iluminada. Lá não tinha energia durante o dia.Meus vizinhos, Seu Garcia e Dona Erundina, tinham uma geladeira que funcionava com querosene, podem crer!!

Meu pai começava a tomar os tragos dele pela manhã quando saía para a coletoria. Sempre de terno, sempre de chapéu, bebia em qualquer canto, desde a bodega de Seu Trajano até o clube social. De noite ele ia pro Pavilhão e entrava no leilão beneficente, coisa da Igreja, onde uma galinha assada era vendida por uma fortuna.

Eu entrava no Pavilhão e ficava todo orgulhoso, tomando refrigerante no colo de meu pai. Um tempo bom que eu não esqueço, quando eu era feliz e nem sabia. Minha mãe também vinha pro Pavilhão, mas não bebia. Só tomava gazoza, como eram chamados os refrigerantes daquele tempo bom que eu vivi.

Hoje, meus pais se foram e eu me vejo no espelho com ar cansado, cabelos raros e grisalhos... Onde está o menino? Onde estão seus carrinhos de brinquedo feitos de madeira, onde está o pião, a baladeira, o cavalo de pau? O tempo levou, como levou muitos dos meus amigos e um dia me levará também...

Anco Márcio de Miranda Tavares, tem 67 anos, mas aparenta 66. Humorista. Pertenceu a geração "Pasquim" no qual foi o primeiro paraibano a escrever e o único a ter uma página inteira. Fez teatro. Trabalhou em todos os jornais da cidade, e sua coluna "Romance da Cidade" é uma das mais antigas do Estado. Clique no link abaixo para visitar o site de Anco.

http://ancomarcio.com/site/

domingo, dezembro 25, 2011

Video Clipe do Dia

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Muitas nuvens, teto mínimo,
sol ofuscante... Feliz Natal

A classe média paga o peru


José Virgolino de Alencar

A classe média, nos seus diversos estratos, média- alta, média-média e média-baixa, em sua pesada maioria, não apoia o governo lulodilmopetista, ao contrário, contesta os caminhos da gestão petista.

Embora os petistas resistem em admitir, essa posição é fruto da formação cultural-intelectual, nível de escolaridade, de informação, enfim, de cabeça feita, que tem no hemisfério norte da mente uma direção segura para o que pensa e o que quer. Por isso, rejeita a enganação que se instalou no país, soi disant socialista, mas a realidade aponta para uma corrente retrô em matéria de política social e econômica.

Ainda por cima, esse modelo excessivamente concentrador de renda, com transferência invertida, de baixo para cima, é alimentado pela classe média via impostos e encargos dos quais ela não tem como escapar.

Pagando uma pesada carga tributária e consumindo os produtos de sua necessidade vital, como os da modernidade, é a classe média que sustenta o mercado, dá-lhe as gorduras monetárias que vão para os obesos bolsos das grandes corporações e dos banqueiros. Sem classe média não há economia.

O dinheiro da classe média viaja para o cofre do governo e do mercado, permitindo que, pelo peso na consciência de tanto dinheiro juntado, a alta elite conceda as esmolas para as classes menos favorecidas, para os necessitados e meio esquecidos do sistema.

Meio esquecidos, sim, mas, pelo menos no Natal, a demagogia é maior e muitos correm com presentes e doações, achando que num dia minoram a situação dos desvalidos.

As doações residuais das elites de consciência pesada têm origem exatamente no consumo da classe média. É certo que as benemerências também ajudam o mercado, porque, com as esmolas recebidas, o pobre vai comprar alguma coisa que lhe engane a barriga faminta, compra esta que irriga dinheiro pelos tubos que o conduzem de volta à mão do sistema.

É assim que, na festa consumista natalina, onde se lembra mais de comer e beber do que homenagear o menino-promessa-de-salvação nascido nessa data, todo mundo come o seu peru (a ave!), a alta elite, a classe média e a multidão de excluídos nos demais dias do ano.

Esses perus, gordo e bem recheado (classe alta), menos gordo mas bem temperado (classe média) e magro e destemperado (classe pobre), são todos financiados pela renda do trabalho da classe média.

Os governistas têm dificuldades de entender essa realidade, xingam a classe média, ficam nervosos diante das críticas irrespondíveis, incomodam-se com o pensamento livre desse segmento esclarecido da sociedade brasileira, mas não deixam de degustar um peruzinho pago pela classe que economicamente é “B”, mas intelectualmente é classe “A”.

No fim, a classe “A” paga o faisão, a classe “B” paga o peru e da classe “C” para baixo se paga o pato.

De qualquer modo, bons perus natalinos para todos.

OS FRAGMENTOS DA MEMÓRIA DE MARLUCE SUASSUNA BARRETO MAIA





W. J. Solha




Quando abri a porta pra molhar as plantas da frente de minha casa, vi um belo carro anos 50, 60 parado do outro lado da rua, ante a Caixa de Assistência da OAB. Cruzei a Paraná, desfrutei as formas do automóvel antigo de todos os ângulos, e um senhor – que se apresentou como Dr. Paulo Roberto Maia – presidente do Clube do Carro Antigo da Paraíba – aproximou-se perguntando-me: “Gosta?”

- Caramba, é uma beleza!

Falamos de nosso amigo comum, Mirabeau Dias, com seu cinema particular e sua coleção que inclui um Ford 29 e um Citroën clássico, etc. e tal. Aí despedimo-nos, e vai daí que um dia toca a campainha de minha casa, reabro a porta e lá está o médico num belo MP Lafer conversível dos anos 70, vermelho, como o da foto:

Pensei que viera me mostrar mais aquela joia sua, mas ele era apenas portador de outra, também às voltas com o passado: o livro Fragmentos da Memória, Editora Manufatura, 2009, escrito pela mãe do doutor, a senhora Marluce Suassuna Barreto Maia. A dedicatória, com caligrafia surpreendentemente jovem para alguém com 91 anos, dizia “W. J. Solha, aí vai a ousadia desta sua amiga Marluce”.

Ocupado com o libreto dA Ópera de Ágaba, que estou fazendo para o maestro Carlos Anísio e que me levou à pesquisa sobre o conceito de moralidade na Paraíba da primeira metade do século passado, interrompi-o pra ler o livro inesperado. Claro: uma coisa é a História, outra, a ficção envolvendo uma época, e uma terceira óptica é a das memórias de quem esteve , no exato lugar remoto do passado, e que nos fala dele sem intermediários.

Dona Marluce revela-se uma mulher que respeita as mulheres de seu tempo, reverencia seus homens, tem paixão enorme pelas suas famílias, terras, pelas crianças geradas por tais grandes clãs e, principalmente, pela vida, pelo tempo que viveu, que não viveu Jessier Quirino em seu magistral Vou-me embora pro passado. Ela conta tudo com extrema simplicidade, graça, desenvoltura. Às vezes revê tudo com tanta clareza, que nos diz “Vejam”, ao iniciar uma narrativa, como a desta cena sertaneja do final dos anos 20, começo dos 30:

Mandaram buscar com bastante antecedência o vestido da noiva, encomendado a uma exímia costureira de Açu, Rio Grande do Norte, ( para o casamento dos parentes Chateaubriand e Adálida). Por ser de acabamento requintado, de finos bordados com fios de seda e contas, não estava pronto, e o portador ficou esperando. Enquanto isso, a casa da fazenda Volta foi ficando cheia de convidados, a festa rolando. Matavam-se galinhas, perus e bois. Não faltava entretenimento, leite quentinho, tirado e bebido no pé da vaca, depois o café farto, passeio no campo, inclusive banho de açude. Não tinha maiô nem sunga, os homens iam e, ao voltarem, iam as mulheres. Os sanfoneiros se revezando e alguns pares dançando. À noite era baile para todos. (...) No terceiro dia, realizou-se o casamento, a noiva usou o vestido de uma tia. À tarde, o portador chegou. Muitos convidados tiveram oportunidade de ver e lamentar a noiva não ter tido o prazer de exibir aquela peça com tamanha beleza.


O que vem a seguir me lembra de quando eu trabalhava no filme Fogo Morto - no papel do Tenente Maurício (que persegue Antonio Silvino) – e a cenógrafa Rachel Sisson me disse que as casas dos ricos mudaram muito, do tempo de Zé Lins pra cá (1976), mas as dos pobres, não. Veja, depois de ler o trecho abaixo - de Marluce Suassuna Barreto Maia - a foto de Sebastião Salgado sobre o mesmo tema, mostrando que o velho Nordeste pobre realmente não mudou muito:

Sendo eu filha única, mamãe mandava o recado (a uma das moradores da fazenda) pelo portador do leite: “Diga a sua mãe que mande uma das meninas brincar com Marluce”. Não tardava chegava uma. No dia seguinte, era convocada a de outra casa, e, assim, eu tinha sempre uma companheira para brincar, fazendo boneca de sabugo de milho, balançando nas redinhas improvisadas de qualquer retalho de pano. Faziam-se também currais de pau-a-pique com cipós quebradinhos em igual tamanho, que se enchia de vacas e bezerros de pequenos ossos de carneiro e boi representando o rebanho.

O passado que Fragmentos da Memória resgata, vem de longe. Veja o quadro representando um engenho colonial... e o registro no livro da senhora Marluce:


O engenho, puxado a bois, proporcionava-nos um belo passeio, montados na almanjarra desocupada. Era o nosso carrossel rústico e prazeroso.

Novos tempos, novos temas. O de que revoluções, por exemplo, sempre tiveram excessos. Como os de 1917, na Rússia, revelados pelo Doutor Jivago, romance de Boris Pasternak, filme de David Lean, e pelos romances de Alexander Soljenitzen, a exemplo do Arquipélago de Gulag. 30, na Paraíba, não foi diferente. O próprio José Américo de Almeida, em O Ano do Nego, fala das depredações e incêndios na capital, ainda Parahyba. Daí que Marluce Suassuna Barreto Maia – pertencente a famílias do lado vencido, enumere – com genuína dor – o assassinato do ex-governador João Suassuna no Rio, o massacre de João Dantas, no Recife...


...e – natural em sua narrativa sempre centrada em famílias, mulheres, amores e crianças de sua classe - isto:

Imaginem que, aqui na capital, Rita de Cássia Vilar Suassuna, esposa de João Suassuna, mais os filhos e diversas famílias, tiveram que se recolher no quartel do 15 RI, em Cruz das Armas, a fim de não serem molestados. Observem o contraste. Esta senhora, que morou quatro anos no Palácio da Redenção, onde nasceram dois filhos, Betacœle e Ariano, ser recolhida ao quartel da mesma cidade.


Nossa memorialista viveu tempos intensos. Meu libreto para A Ópera de Ágaba pretende recontar a tragédia ocorrida sete anos antes, quando o Monsenhor João Batista Milanez conseguiu do governo Solon de Lucena, que se traçasse uma linha imaginária na Praça Felizardo Leite, hoje João Pessoa, dividindo a parte em que poderiam transitar as meninas da Escola Normal, que ele dirigia (no prédio do atual Palácio da Justiça), e aquela que ficaria para os rapazes do Lyceu (atual Faculdade de Direito), para evitar que se encontrassem. Vai daí que Sady Castor da Nóbrega – do Lyceu - não aceitou a proibição de ver Ágaba Gonçalves de Medeiros – da Escola Normal -, e foi morto com um tiro, pelo guarda conhecido como 33, com o que a moça, alguns dias depois, se matou.

Veja – por este trecho dos Fragmentos da Memória - como o procedimento do Monsenhor era useiro e vezeiro na época, visto que a Igreja tinha sempre o apoio das famílias:

Interna no Colégio das Damas, de Campina, fui chamada ao Parlatório, onde um conterrâneo tirou uma carta do bolso, entregou-a ligeiro para mim, dizendo: “É pra você, guarde logo”. Coloquei-a dentro da blusa e só a li quando, de volta, entrei no banheiro. Era uma verdadeira declaração de amor, que li e reli diversas vezes. Precisava rasgá-la. Era do primo, meu namorado. Poucos dias depois, disseram isso a papai, lá em Catolé. Qual não foi minha surpresa ao receber uma carta sua e outra para a superiora, comunicando o ocorrido e acrescentando: “Pode aplicar a pena convencionada pelo colégio. Sei que é caso de expulsão, lamento muito, mas minha filha cometeu a falta”. Essas cartas, já censuradas de acordo com o regulamento, foram-me entregues pela própria superiora. Na minha, quase não falava no assunto, dizia apenas: “O mais, para nossa vista”. Nessa hora, fui submetida a um grande interrogatório, no qual nada neguei. (..) Com oito dias, recebi papai no parlatório com a presença da superiora, onde foi abordado o assunto. Depois de tudo explicado, prevaleceu a sinceridade minha e a de papai. Eu seria perdoada com uma condição: escrever ao rapaz, acabando o namoro. Mesmo assim, papai facultou: se eu quisesse interromper os estudos, me levaria, faria o casamento e ponto final na nossa convivência. A minha resposta foi negativa. Longe de mim o afastamento da pessoa que era o sentido da minha vida. E queria terminar o curso.


Anos depois, a vigilância era a mesma. Cena de 1941:


Ao chegar à noite, lá em casa, eu o recebia (a Erasmo, meu futuro marido) levando-o até a sala onde nos sentávamos. Descobri depois que as meninas ficavam na sala vizinha, onde tinha o petisqueiro (guarda-louça de vidro) refletindo nossa imagem.


O pai de D. Marluce, entretanto, faleceu logo depois do impasse no colégio:


Naquele tempo usava-se luto. Não levei mais a farda, e sim vestidos pretos que usei o ano todo e, para encerrar, recebi o diploma em particular, no gabinete, com a presença da diretoria do educandário.

Um tio, político influente, prometeu-lhe trabalho como professora no grupo escolar.


De volta de uma das viagens à capital, falou-me sobre estar encontrando dificuldade por seu ser Suassuna e essa ser família adversária do interventor da época, Argemiro de Figueiredo. Mesmo assim, dias depois, foi publicada no Diário Oficial, a seguinte nota: “Contratando a professora não diplomada Marluce Barreto (suprimiram o Suassuna) para a cadeira noturna do Grupo Escolar Antonio Gomes”.


Ela não aceitou.
Em meu romance Relato de Prócula ponho personagens meus numa cena que vi numa madrugada dos anos 60, lá em Pombal: Frei Damião seguido às pressas por uma multidão de sertanejos, muitos com coroas de espinhos e pedras na cabeça. No filme Eu sou o servo, de Eliézer Rolim, (de 2001) fiz uma pontinha em que era o pai do padre Ibiapina, numa visão que ele tinha quando passava na caatinga, carregado numa cama por vários negros e acompanhado de muitas beatas.
Marluce Suassuna Barreto Maia conta o que viveu em 1939:

A primeira missão de Frei Damião em Catolé, em 1939, ela (sua tia Salviana, bem corcundinha ) lamentou não poder assistir. Motivo: as estradas intransitáveis para carro. Mamãe disse logo: “Não será problema, titia, deixe comigo”, e ela disse: “Mas como, minha filha?” Mamãe convocou seis moradores fortes. Levaram titia numa rede amarrada em um pau, deixando as extremidades livres para apoiar nos ombros, o que faziam se revezando. Era muito usado no sertão como transporte de doentes
.

Lembro-me de que a primeira sessão de cinema a que assisti – com uns quatro, cinco anos de idade - foi num telão ao lado da Igreja de São Judas Tadeu, num bairro de Sorocaba, lá em São Paulo. E de que meu pai, ao assistir comigo uma cena de beijo em novela, já nos anos oitenta, cobriu os olhos com a mão. Pois bem: Fragmentos de Memória junta essas duas coisas, aqui no sertão:

D. Corina Lobo, uma senhora octogenária, perguntou: “Cadê o cinema?” Era a primeira vez que entrava em uma sala de cinema. Explicaram que, quando salão ficasse cheio, a luz se apagaria e o filme iria começar. Ela respondeu meio aborrecida: “Oxente, tá bom, basta: se eu num tô vendo no claro, que dirá no escuro.” Mas sentou-se e esperou. Com pouco tempo, aconteceu. O filme contava uma história de amor e não podia faltar o mocinho abraçando e beijando a mocinha. Foi o suficiente para D. Corina cobrir o rosto com as mão: “Virge Maria, meu Deus , que escândelo!”


A graça, aliás, está por toda parte,
em Fragmentos da Memória:

Eu estava na casa de madrinha Benigna, com as primas Mariinha e Julieta. Esta, mais ou menos da minha idade, identificava-se muito comigo. O estafeta entregou o telegrama (de Erasmo, meu futuro marido, que acabara de partir) e ela foi logo dizendo: “Não precisa nem abrir. Vou dizer como é: Ótima viagem e muitas saudades”. Era tal e qual. Foi uma risada geral.

Essa Julieta é uma figura:

Notei olhares e cumprimentos risonhos, dela, dirigidos a um dos balconistas. Ao sairmos, perguntei: “Julieta, você está flertando com Tião?” Ela riu e confirmou: “A gente tem a roupa da diária e a roupa de festa, não é? Pois assim devem ser os namorados. Esse é da diária”.


Há muita coisa que marca essa época. Lembro-me de que em 62 passei no concurso do Banco do Brasil e fui entusiasticamente cumprimentado por todo mundo, como se tivesse ganho na loteria. Porque eu era pobre e os salários do BB, bastante altos. Jamais me esquecerei do colega José Bezerra Filho – também de origem humilde - ao entrar pela primeira vez na agência do BB, em Pombal: veio com as mãos juntas no alto, sacudindo-as eufórico, tal e qual alguém que tivesse botado o adversário na lona. Imagine-se isso vinte anos antes. O BB era sorte grande até para as elites. Dona Marluce conta:

Chegou um telegrama comunicando a aprovação ( de meu namorado, Erasmo) do Banco do Brasil. Calculem com que satisfação ele chegou lá em casa a nos comunicar! Era como se conduzisse a bandeira de uma vitória.


Isso num meio em que as comemorações eram assim:


Tudo regado com muita cerveja que era resfriada em meias molhadas, penduradas nas janelas.


E lá se foi o Erasmo trabalhar bem distante! A cada ausência sem notícias, dele, a irritação da namorada era grande, “o que não era normal em mim”.

“Não escreveu? (ela dizia à foto dele no porta-retrato) Vai ficar de castigo de frente pra parede até a carta chegar!”


Encerro esta leitura com uma cena hilária, outra... tocante.


Vejam o embarque: na estação ferroviária, aquela aglomeração de gente, Adalberto foi logo acomodar Nereuda no vagão com o carinho que lhe é natural. A bagagem não era pequena, deixou na plataforma, sob os cuidados de alguém, para ir levando aos poucos, e assim procedeu. Entrava e saia, entrava e saia, mas, antes de terminar, o trem deu partida, ele ainda se esforçou para alcançá-lo, mas não foi possível. Alguns passageiros viram o ocorrido, mas Nereuda não, embevecida com o filhinho. Passados alguns minutos da partida, o cidadão que viajava na cadeira paralela, olhando para o neném, disse: “Mas esse bichim já parece com o homem que perdeu o trem!”


Setembro de 47. D. Marluce tem uma queda feia, ao viajar a cavalo.

Quando mamãe se aproximou, eu já estava sentada, sem falar, com, uma enorme hemorragia nasal e um golpe na cabeça.


O desespero foi geral. A moça entrou em coma.

Nessa aglomeração, entra uma velhinha, freguesa das esmolas de mamãe. Ao se encontrar, abraçaram-se chorando. Mamãe ofereceu a cadeira e depois de um tempo, deu-lhe a esmola e uma xícara de leite. Sinhá Maria Antonia tomou o leite e depois, com as mãos postas, ergueu os olhos como procurando algo do além e disse: Dona Mariquinha, tenha fé em deus que sua filha não morre. E acrescentou: Meu Deus, se há de tirar essa mãe de família, tão moça, boa de criar os filhinhos dela, tire a mim, que já vivo de esmola e não tenho mais serventia. Pra que eu sirvo neste mundo, meu Deus?- encerrou muito contrita e chorando. Passou mais uns minutos e foi embora. Às cinco da tarde, chegou uma pessoa conversando com mamãe, sem saber o assunto da manhã, e comentou que a velhinha chegara na casa da filha com que morava, não quis almoçar, tomou um chá e, às 16 horas, essa foi lhe oferecer uma papa e , ao abrir a rede, ela estava morta. Espantada, mamãe disse em voz alta: Marluce não morre mais. Nesse mesmo dia saí do coma.


O mais importante, parece-me, em livros como esse, da editora Manufatura, (que tem como logomarca a silhueta de dinossauro de empresa muito, muito mais antiga )...

... é a vida que nos vem repassada intacta, sem os apelos a exceções, como costumam fazer as obras de ficção, nem a centralização nos homens e mulheres de destaque, como costuma fazer a História. A Paraíba ganhou com a edição de Fragmentos da Memória. Bom. Eu, pelo, menos, ganhei.

sábado, dezembro 24, 2011

O Trem da Alegria está de volta

Com mais um escândalo, funesto presente de Papai Noel, recém descoberto neste período natalino, o Blog dá uma parada de fim de Festas e começo de Ano Novo. Retornaremos às atividades no início de janeiro, tendo em mente que ainda não chegamos ao final dessa história. Entrementes, aproveitem para ler alguma postagem que ficou no stand by, esperando uma folguinha no tempo escasso. A todos, aproveitem as festas de final de ano para por em dia as suas aspirações e pensar positivamente nessa desventurada Terra Pindorama. Um Feliz Natal e Próspero Ano Novo. HC

ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA E A MAMATA-MORADIA

Como cidadão estou revoltado com essa farra que assembléia legislativa resolveu fazer torrando milhões em pagamentos resolveu fazer para 50 ex-deputados estaduais no período de setembro de 1994 a Dezembro de 1997, dentre eles estão figuras de renome como Humberto Costa, João Paulo, Mendonça Filho, Luciana Santos, Cadoca, Newton Carneiro e pasmem, o pré-candidatos à prefeitura de Jaboatão João Fernando Coutinho e o atual prefeito Elias Gomes.

Pessoas que residem em Recife, mas que não se furtaram a buscar uma “brecha” administrativa, porque legal não existe, para poder receber esse grande presente de natal às custas da população.

Não sei se vocês perceberam, mas a safadeza é suprapartidária, indo desde o DEM de Mendoncinha ao PT de Humberto Costa e João Paulo que gosta de cuidar das “pessoas”. E o presidente da Assembléia Legislativa, que já não é um exemplo de democracia, pois já está no terceiro mandato ocupando o cargo, fato conseguido por uma manobra do governo do estado, disse de forma cínica que a mamata deveria voltar a existir: “ Infelizmente não recebemos mais.Deveria ter.”

O mais engraçado e bizarro disso tudo é que as maiorias desses deputados já moravam aqui e tinham suas bases eleitorais na cidade do Recife. Por que receber auxílio moradia?

Quer a lista de alguns deputados famosos que receberam essa bagatela? João Paulo do PT foi contemplado com 1 milhão de auxílio moradia. Ele já morava em Recife, e foi deputado nas legislaturas que proporcionaram a festança com nosso dinheiro. Outro famoso da lista é o deputado Cadoca, que aparece logo abaixo de JPLS. Outra pessoa que não passa despercebida e que está na lista é a deputada Luciana Santos, que depois foi Prefeita de Olinda. Luciana ganhou um pouco menos que JPLS, pois era suplente e só assumiu depois. Já outra celebridade, o senador Humberto Costa, recebeu um pouco menos, pouco mais de 100 mil reais. Chegamos até ao cúmulo de Deputados como João Braga e Cadoca receberem sem nem estar na assembléia, pois eram secretários do governo.

Em se tratando de Jaboatão, temos dois pré-candidatos na lista: o Deputado João Fernando Coutinho (PSB) e o atual prefeito de Jaboatão Elias Gomes (PSDB). Como esses políticos poderão pedir o voto da população de Jaboatão se moralmente estão manchados por esses fatos ? Sem falar no bloqueio das contas do prefeito Elias Gomes.

Parabenizar ao Deputado Paulo Rubem Santiago (PDT) que não está na lista e vem se posicionando contra essa imoralidade. Mas não tem problema, 2012 vem ai e eles irão querer o nosso voto. E ai é a hora do povo dá sua resposta.

Ai está a lista dos deputados que moravam, na época, na RMR e receberam o Auxílio-mamata:

João Paulo (PT): ex-prefeito de Recife e atual deputado-federal.
Cadoca (PSC): atual deputado-federal e ex-Secretário de Jarbas
João Braga (PV): o mesmo caso de Cadoca
Luciana Santos (PCdoB): ex-prefeita de Olinda e atual deputada-federal
Manoel Ferreira (PP): ex-deputado e atual suplente
Pedro Eugênio (PT): dep.federal, ex-Secretário de Arraes, presidente do PT
Pedro Eurico (PSDB?): ex-deputado
Newton Carneiro: ex-prefeito de Jaboatão e ex-deputado
Eduardo Araujo: ex-deputado
André de Paula (PSD): ex-deputado
Gilberto Marques Paulo: ex-prefeito do Recife e ex-deputado
Jairo Pereira: ex-prefeito de São Lourenço e ex-deputado
Elias Gomes (PSDB): atual Prefeito de Jaboatão e ex-deputado
Humberto Costa (PT): atual Senador e ex-deputado
Miguel Labanca: ex-deputado

do blog do Roberto Santos

O Macaco Tá Certo!

Caríssimos
Nesta Véspera de Natal necessário se faz renovarmos o Espirito Natalino. Que as bençãos do Papai Noel caiam sobre todos nós. Feliz Natal. Um abraço. Hugo

sexta-feira, dezembro 23, 2011

10 razões para se indignar


Ruth de Aquino

Os 10 motivos para indignação listados no Natal passado mudaram pouco. Faltou atitude nossa?


O ano é outro. O presidente também. Mas os 10 motivos de indignação listados no Natal passado mudaram pouco. Faltou vontade política ou atitude nossa? Ou ambos? Sete itens continuaram os mesmos, atualizados com informações de 2011. Há três novidades: seria uma injustiça deixar de fora o Supremo Tribunal Federal, o Enem e os ministros herdados por Dilma.

Aí vai a lista deste ano. Conseguiremos reduzir?

1) A falta de saneamento e habitação decente para os mais pobres. O número de brasileiros em favelas dobrou em uma década, segundo o IBGE. Em dois anos de Fernando Henrique e oito de Lula, passamos a ter 11,4 milhões de brasileiros em favelas. A população carente cresce mais que famílias de outras classes sociais. E não se discute planejamento familiar porque a Igreja não deixa.

2) O escândalo do Enem, um exame até agora em suspenso devido a vazamentos e confusões em cálculos de notas. E o analfabetismo no Brasil, maior que no Zimbábue. No ano passado, éramos a oitava economia mundial, mas em breve seremos a sexta. Quando a educação será nossa prioridade em número de alunos e qualidade de instrução?

3) Os absurdos privilégios dos deputados e senadores, que aprovam aumentos para si mesmos e, além de receber 15 salários por ano, dispõem de verba extra indecente: cerca de R$ 30 mil mensais, para gasolina, alimentação, correio, telefone, gráfica. Além de todas as mordomias, os deputados esperneiam para aumentar a verba mensal de gabinete de cada um, de R$ 60 mil para R$ 80 mil. O que fazem os secretários dos deputados? O Congresso entende o momento da economia ou precisa explicar?

4) A impunidade de corruptos nos Poderes. Exonerar meia dúzia de ministros não basta. A Controladoria-Geral da União acaba de revelar que R$ 67 milhões devem ter sido desviados pelo Turismo do ex-ministro Pedro Novais. Duvido que seja tão pouco. Melhor mesmo é esquecer palavras como “desvio” e “malfeito” e chamar pelo nome real: roubo.

5) A agressividade no trânsito, que torna o Brasil recordista em mortes em acidentes. A novidade em 2011 é que chegamos ao maior número de vítimas em 15 anos. Já são 40.610 mortos no trânsito, média de 111 por dia, 4,6 por hora, mais de um morto a cada 15 minutos. Uma das causas é o aumento das motos. Morreram mais motociclistas que pedestres.

6) A falta de educação da elite brasileira. Boa parcela de ricos desenvolve falta de educação associada à arrogância e à crença na impunidade. Joga lixo nas praias e da janela de carros importados, dá festanças ignorando a lei do silêncio, viola a legislação ambiental e sempre quer levar vantagem. Esse item continua igualzinho ao ano passado.

7) Os impostos escorchantes, que não resultam em benefício para quem precisa. Cartéis punem o consumidor e tornam produtos e passagens aéreas no Brasil muito mais caros. Outro item igual ao ano passado, com um agravante: o custo de vida está bem mais alto. Habitação e alimentação estão caríssimos e até os estrangeiros reclamam.

8) A falta de um sistema de saúde pública eficiente. Grávidas ou velhos morrendo em fila de hospital ou por falta de leitos e médicos é inaceitável. Dentro desse quadro, impressiona ainda mais o abandono, no Rio de Janeiro, de um prédio do Ministério da Saúde construído para abrigar o Instituto do Cérebro, que seria o maior serviço de neurocirurgia da América Latina. O prédio tem 56 leitos para internação, dez para UTI, e também baratas, fezes de pombos, poeira e cupins.

9) A deficiência de transporte de massas, num país que fez opção equivocada pelo carro e hoje paga o preço de engarrafamentos monstruosos. Metrôs e trens, ligados a uma rede de ônibus sem ranço de máfias, deveriam transportar todas as classes sociais. O chato é que tem sempre os ricos de Higienópolis (SP) e Ipanema (RJ) que não querem metrô em sua esquina porque traz uma gente “diferenciada” de outros bairros.

10) O descolamento do Supremo Tribunal Federal da realidade do país. Os meritíssimos juízes estão cada vez menos ágeis nas votações que interessam à população, como é o caso da Lei da Ficha Limpa e o escândalo do mensalão. Mas, quando o interesse é próprio, são rápidos até demais. Bom lembrar que não são todos os ministros que aprovam a conduta do STF este ano.

Indigne-se, mas não seja chato. Contribua para a mudança. Melhor ser um indignado otimista que um resignado deprimido. Espero, em 2012, escrever “10 razões para comemorar”. Boas festas!

RUTH DE AQUINO é colunista de ÉPOCA raquino@edglobo.com.br

A Descoberta



10 Razões pelas quais descobrimos que Papai Noel é Homem

1 - Se veste muito mal

2 - Nunca responde às suas cartas

3 - As chances de conseguir o que você pede são nulas

4 - Tem barrigão de cerveja

5 - Só comparece uma vez por ano
6 - É obcecado por meias

7 - Quando dirigindo nunca pede informações

8 - Tem preguiça de fazer a barba
9 - Sempre usa a mesma roupa

10 - Só se dispõe a fazer o que é a sua obrigação se as pessoas deixam comida e bebida para ele. E mesmo assim não lava os pratos.

Correndo atrás da bola





Sandro Vaia




Vamos aproveitar o espírito de Natal e esquecer de banalidades como o corporativismo da Justiça brasileira e as decisões do STF favorecendo indiretamente juízes do STF.

O momento é muito mais grave.

Estamos a dois anos da Copa do Mundo, temos problemas de estádios, de mobilidade urbana, de aeroportos, de desvios de dinheiro em obras públicas, de venda de cerveja nos estádios, de ingerência da Fifa nas leis brasileiras, mas tudo isso não é nada perto da catástrofe que se desenha.

Depois da mais longa roda de bobinho da história do futebol mundial, no jogo Barcelona x Santos na semana passada em Yokohama, descobrimos que o futebol brasileiro, que era tão sólido, desmanchou-se no ar. E quando Karl Marx inventou essa frase sequer conhecia Mano Menezes.

Desde Zagalo estamos habituados a ouvir, com o sotaque carioca dos passarinhos na boca, que ninguém é capaz de superar a graça,a beleza, a malemolência e a picardia dos nossos craques e que, portanto, somos imbatíveis, capazes de decidir uma copa com um lance genial de qualquer de um dos nossos Van Goghs da bola.

Não tem sido assim desde que geração de daniéis alves veio substituir a de pelés e ronaldos. A camisa amarela perdeu há algum tempo o poder de fazer a terra tremer.

Mano, mais circunspecto do que Zagalo, jamais seria capaz de comemorar um gol imitando um aviãozinho com os braços abertos perto do banco de reservas do time adversário.

Com o ar grave de quem sabe o tamanho do fardo que carrega, Mano foi direto ao ponto, ao falar depois do sublime vareio do Barcelona sobre o pasmo Santos:

“Esse time veio para fazer história.O Barcelona decidiu há 35 anos que queria ser assim. Trabalharam incansavelmente nesse sentido e o resultado está á vista de todos. A capacidade que tem não se discute.Eles são os melhores”.

Mas não era apenas o reconhecimento óbvio de quem é o melhor.Qualquer um seria capaz de reconhecer isso, até Zagalo, num intervalo de seus delírios de patriótica grandeza.

Mano ampliou a sua reflexão para além da simples admiração pela exibição extraordinária de um time:

“Ouço que sempre vencemos da nossa maneira e que os outros fazem da maneira que fazíamos antes.Temos de perceber que eles estão fazendo algo diferente e temos de aceitar,entender e resolver isto. “

De tempos em tempos, como o Honved de Puskas, o Real Madrid de Di Stefano, o Santos de Pelé e a Holanda de Cruyff, aparece um grupo que reinventa o futebol e é sempre uma reinvenção que leva ao mesmo ponto: um time veloz,imprevisível, que troca bolas com uma precisão incrível,onde ninguém guarda posição, formado por talentos individuais fulgurantes mas enquadrados num esquema tático igualitário, consciente e de espírito predominantemente coletivo, onde o talento está a serviço do time.

Eles chegam em avalanche, trocando bolas, abrindo espaços, dispensando chuveirinhos , e preparando o gesto mortífero final que é o gol, que sempre nasce de parto normal, sem os fórceps do acaso ou da sorte.
Mano tem razão: temos que entender isso. E resolver.

Parodiando Churchill , o futebol é uma coisa muito séria para ser deixada na mão dos retranqueiros.

Sandro Vaia é jornalista. Foi repórter, redator e editor do Jornal da Tarde, diretor de Redação da revista Afinal, diretor de Informação da Agência Estado e diretor de Redação de “O Estado de S.Paulo”. É autor do livro “A Ilha Roubada”, (editora Barcarolla) sobre a blogueira cubana Yoani Sanchez. E.mail: svaia@uol.com.br

Da série "Vale a Pena Ler de Novo"

Uma história verdadeira que a História esqueceu

Hugo Caldas


Para não esquecer...

Na véspera do Natal de 1914, durante a I Guerra Mundial, entrincheirados nos campos da Bélgica, soldados alemães colocaram Árvores de Natal nos parapeitos das trincheiras e acenderam velas. Então, começaram a cantar canções de natal, e apesar de sua linguagem ser estranha aos seus inimigos, as músicas não eram. Os inglêses se enfureceram e depois que algumas árvores foram destroçadas por tiros, ficaram mais curiosos do que agressivos e se arrastaram até a frente para ver e ouvir. Em seguida, como por milagre começaram a cantar também. Pela manhã, a "terra de ninguém " entre as trincheiras estava cheia de soldados confraternizando, partilhando as rações, trocando presentes, cantando e tirando fotos, duas das quais ilustram este texto. Depois de enterrar os corpos dos seus respectivos mortos, "Tommy e Fritz" decidiram disputar uma partida de futebol alí mesmo, entre as linhas.


O jogo terminou 3 x 2 para Fritz. Um Feliz Natal para todos.

O Millôr Nosso de Cada Dia

quinta-feira, dezembro 22, 2011

PCdoB RECEBE COM "PROFUNDO PESAR" MORTE DO DITADOR NORTE-COREANO

Sônia van Dijck

ATENÇÃO: Esse mesmo PCdoB faz parte do governo petista de Dilma Rousseff. Alguém acredita nos ideais democráticos desses calhordas? Alguém já pensou qual é o projeto de estado brasileiro que o PCdoB pretende instaurar? E por que o PCdoB participa do governo petista? Qual o projeto de estado do petismo?

Se houver inferno, tenho certeza de que Kim Jong-il está sendo espetado pelo diabo (não vou dizer em que parte da anatomia), ao lado de Osama Bin Laden, Saddam Hussein, Hitler, Moussolini, Stalin, Herodes, Caim e mais alguns brasileiros e outros tantos argentinos, esperando a chegada (sem pressa, é claro!) dos camaradas Renato Rabelo e Ricardo Abreu Alemão. Se há uma coisa que o diabo não aprecia é gente mais perversa do que ele; é aí que o capiroto capricha na fornalha e na espetadela.

O ridículo histórico – na verdade, o farsesco -, é o governo petista dizer-se defensor/comprometido/ e o escambau com os direitos humanos, ao mesmo tempo que se sustenta/ se compõe com a participação de calhordas que lamentam a morte de um assassino cruel como Kim Jong-il. Ou seja: não passa de cretinice para se manter no poder esse discurso marqueteiro de direitos humanos; no fundo, os petistas concordam com seus camaradas do PCdoB, que têm Kim Jong-il como miserável a ser reverenciado.

Tudo isso ultrapassa os limites e a tolerância da democracia, da liberdade de opção política, da livre manifestação de opinião. Kim Jong-il participa da galeria dos flagelos da Humanidade (ao lado de Osama Bin Laden, Saddam Hussein, Hitler, Moussolini, Stalin, Herodes, Caim).

A civilização ocidental do século XXI não aceita que Hitler seja reverenciado como herói, considerando sua desumana atuação histórica. É inaceitável que um partido – PCdoB – integrante do governo petista, ocupando ministério pago com dinheiro do contribuinte, possa render homenagens a um monstro como Kim Jong-il. Esse fato, porém, esclarece definitivamente (para os incautos) os verdadeiros objetivos do governo petista (Lula-Dilma Rousseff), informando qual o modelo de estado que deve ser instaurado.

Se Beber Não Dirija

quarta-feira, dezembro 21, 2011

La Revolucion Sertaneja!




Téta Barbosa



Virgulino Ferreira, o Lampião. Cabra macho, o terror dos sete mares (quer dizer, das sete secas) do semiárido nordestino. Temido e amado na mesma estranha proporção.

A gente gosta de imaginar o cangaceiro como nosso Che Guevara particular. O cara que, cansado da fome e do descaso político, se arretou com a classe dominante e tocou o terror. Viva la revolucion sertaneja.

Reza a lenda que, se bem recebido numa cidade, promovia um baile onde distribua dinheiro para os pobres. O Robin Hood da caatinga.

Mas, se a cidade negasse apoio ao seu bando, era bala e confusão. Não sobrava ninguém.



Romantismo histórico (e bairrista) à parte, Lampião andou na tênue linha que separa o herói do ladrão. O mocinho, do cocô do cavalo do bandido.

Ame-o ou leve bala.

Numa empreitada foi ferido no olho. Ficou cego e disse:

- Tem nada não, eu só preciso de um olho pra atirar. Mesmo tendo dois, eu tenho que fechar um pra mirar.

A partir daí, Che Lampião passou a usar o objeto que virou sua marca registrada: óculos redondos, tal qual, anos depois, o beatle John Lennon.

Pois bem, esses óculos, usados pelo Rei do Cangaço que, só por capricho estético eram de ouro 16 quilates, acabam de ser roubados do museu de Serra Talhada, cidade natal de Virgulino Ferreira, nosso herói/ídolo/ladrão/cocô do cavalo do bandido.

Segundo nota oficial, o presidente do museu disse que a peça sumiu após uma visitação e foi facilitada pelo fato de que o local não conta com sistema de vigilância com câmeras ou guarda municipal.

Mais uma vez, passaram a perna no Estado. Ou foi o Estado que passou a perna no povo? Nunca sei bem a resposta desse dilema.

O povo rouba por falta de condições de vida ou a falta de condições de vida faz o povo roubar?

La Revolucion continua, pelo que tudo indica.

Sei não, mas acho que esses óculos já foram derretidos (flashback taça da copa do mundo) e viraram anel na mão de madame que, por sua vez, pagou pelo serviço e o dinheiro virou comida na mesa de outro alguém.

Esse é o Circle of Life que o Rei Leão se refere no filme da Disney. Cada um tem o rei que merece.

Mas todos obedecem à lei da selva e da sobrevivência.

E ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão?

Fico imaginando o pessoal do museu com as mãos na cabeça e Lampião rindo lá no céu.

Se é que ele foi pro céu.

Se é que existe céu.


Téta Barbosa é jornalista, publicitária, mora no Recife e vive antenada com tudo o que se passa aqui e alhures. Ela também tem um blog -
http://www.batidasalvetodos.com.br/

O Bom Menino!

terça-feira, dezembro 20, 2011

Feliz Natal & Próspero Ano Novo


Estamos em plena semana do Natal. Confesso que não sou muito chegado aos festejos natalinos com os seus eternos jingle bells, o bimbalhar (epa) dos sinos. Pelo calor desregrado, e muito principalmente pela hipocrisia reinante. O sujeito passa 365 dias querendo puxar o seu tapete e quando chega o Natal... é Boas Festas pra lá... Feliz Ano Novo pra cá... troca de presentes. Hoje vi pela TV um grupo de uma determinada religião promovendo "uma ceia de natal antecipada aos necessitados" achando que ficarão bem na foto ao lado dos homens lá de cima. Pergunto, e os outros 364 dias? E as confraternizações, as bebedeiras, a comilança, onde vale tudo menos honrar e lembrar o Aniversariante do dia? Desculpem, acho tudo isso uma grande mentira. Mas, "em terra de sapos, de cócoras com eles", já dizia a minha santa mãezinha... o Blog deseja a todos os seus amigos, colaboradores e leitores, Boas Festas e um 2012 menos deprimente. Merry Xmas, anyway! HC

PS O Papainoelzão que ilustra este post foi descaradamente roubado do "Portal" do amigo Delmar Fontoura.

A Charge do Dia

Recife no Natal. Tudo isso e mais um calor do Bute...

segunda-feira, dezembro 19, 2011

Educação: o X da questão


Girley Brazileiro

A falta de mão de obra qualificada em Pernambuco é, indiscutivelmente, um dos temas mais recorrentes (inclusive aqui neste Blog) quando o assunto é o crescimento econômico do estado. As novas empresas que se instalam já não sabem mais onde buscar pessoal de nível. Localmente, fora do estado e até fora do país são opções que começam a se esgotar. Os nativos não oferecem condições exigidas. Trazer gente de fora sai caríssimo e provoca choques de relacionamento com os locais. Outro dia, visitei uma empresa que trouxe pessoal da sua matriz, na Espanha, para dar conta das encomendas e formar pessoal, em serviço. Os locais não convenciam.

Esse quadro me faz retornar ao X da questão que, não tenho dúvidas, é a Educação. Falo de educação de base. Como falo da formação de especialistas, coisa pouco valorizada pelas autoridades deste País. Como preparar pessoal para atuar num mercado mais exigente se não se dispõe de uma educação formal eficiente. Como preparar pessoal adequado aos novos tempos se nem os professores são formados e bem pagos?

Na semana passada estive hospedado num desses suntuosos resorts do litoral sul do estado. Fiquei desencantado com a qualidade do atendimento. Mais do que isto, fiquei preocupado com a sustentabilidade do empreendimento dado ao baixo padrão dos serviços prestados. Além de falar errado – o Sinhô qué um café compreto ou um menos compreto ? – a demora para receber o café da manhã no bangalô foi interminável. Cobrei duas vezes, depois do pedido feito. Uma hora e dez minutos depois chegou a bandeja com pratos frios e mal-apresentada. Uma coisa dessas causa uma péssima impressão ao turista mais exigente. Aliás, a qualquer deles, porque turista é bicho exigente por natureza. Eu mesmo sou... Falta educação de todos os níveis neste país. Enquanto perdurar este quadro, não haverá progresso. E, pensando bem, nem ordem, no Brasil.

A Veja desta semana traz uma matéria de capa que cai bem, neste ambiente de discussão: A Arma Secreta da China. O grande país oriental, forte candidato a ocupar o lugar de líder na economia mundial, caminha célere para transformar seu quadro de recursos humanos no mais competente possível. Ao contrário da Era Mao, quando até a universidades foram fechadas e ordem era plantar para comer, a China de hoje está formando pessoal de primeira, como se exige para uma sociedade em franco progresso. “O Professor é centro gravitacional de todo o sistema. Pragmatismo, meritocracia, professores bem formados e premiados com dinheiro pelo bom desempenho, estudantes disciplinados e motivados por suas famílias.”


Eis a arma secreta dos chineses. Aulas até nos domingos. Lembro que quando estive no Japão (fiquei por lá, quase três meses, fazendo um curso de pós-graduação) me surpreendi com os garotinhos de escola primária indo a escola nos domingos. Maldade? Não! Cultura! É assim que se forma um país e uma sociedade forte. Nesses países asiáticos estudar é coisa séria e envolve a formação de hábitos culturais para o resto da vida. Por exemplo: em cada sala de aula se encontra uma pá e uma vassoura. Terminada a jornada de aulas, os próprios alunos varrem e limpam o ambiente. Serviçais trabalham apenas nas áreas comuns. No Brasil, isso jamais colaria. Aqui, se confunde ordem com autoritarismo e a desordem é entendida como liberalidade. Que pena. É por isso que dificilmente sai uma aula que preste, lembrou a reportagem. Turma do fundão e papos paralelos é comum na escola brasileira (Vide foto).


Celulares tocam a toda hora. Esses péssimos hábitos são levados pelos brasileiros pelo resto da vida. Não preservam a limpeza urbana, não respeitam o próximo, nem as autoridades e pregam a anarquia. A matéria da revista semanal observa a realidade chinesa e a compara com a do Brasil. Pobre de nós. Como Pernambuco é Brasil, vai ser preciso muito fervor e ações para que resolvamos a contento nossas atuais carências de recursos humanos qualificados.

do Blog do GB