sábado, junho 30, 2012

Dieta dos sonhos


A Loira Clandestina


Meses após a inauguração da Ponte Rio-Niteroi, descobriu-se que a amurada era o lugar preferido por 9 entre 10 suicidas.

Naquela tarde de sábado estava pendurada na dita amurada uma loira bem bonitinha que gritava a plenos pulmões:

- Eu vou me atirar! Eu quero morrer! Minha vida não vale nada!

Nisso, vai passando o Messias, rapaz de muito bons propósitos, que agarrou-se às pernas dela e disse num desespero:

- Moça, não faça isso, pelamordedeus!

- Me solta, eu quero morrer! Ninguém vai me impedir! Gritava a loira bonitinha.

- Pense bem, moça. Você é uma filha de Deus perfeita. Você tem a vida inteira pela frente. Ainda há muito que viver. Veja, eu sou marinheiro e lhe faço agora uma proposta. O meu navio parte amanhã para a Europa. Que tal vir comigo? Se chegando lá você ainda continuar no firme propósito de tirar a sua vida, pelo menos conheceu a Europa antes de morrer. Que tal?

- É pode ser, quem sabe? Disse entre soluços, a loira bonitinha.

A loira aceitou e ele a levou ao cais do porto onde o seu belo navio estava ancorado. A expectativa da partida era grande. O marujo a levou ao setor dos botes salva-vidas e explicou:

- Veja, você terá que ficar escondida dentro de um desses botes o tempo todo. O comandante não permite clandestinos a bordo. À noite virei trazer água e comida pra você. Ta bem assim?

- Beleza, confio em você, disse a loira.

E assim se passaram dez, quinze, vinte e oito dias, a travessia era longa. Todas as noites, era uma rotina, ele chegava com a água, e a comida. A loira comia a comida, bebia a água e ele comia a loira. 

No trigésimo quinto dia...

O maior alvoroço no navio. O comandante cismou de fazer uma inspeção geral no barco. Deu tudo certo até chegar ao setor dos botes salva-vidas... e quando ele levantou a lona que cobria um dos barcos...

- “O que você está fazendo aí, moça”? Disse ele espantado.

- Não sei bem, respondeu a loira. Apenas disse:

- O meu amigo me colocou aqui e falou que iríamos para a Europa. Está demorando muito. Será que o senhor poderia me dizer quanto tempo ainda falta de viagem?

- Acho que vai demorar mais um pouquinho, moça. Isto aqui é a Barca que faz a travessia Rio-Niteroi!

                               (pano rápido)

Nelsonrodrigueanas

“Ou a mulher é fria ou morde. Sem dentada não há amor possível”

Pressão internacional revive rancores da Guerra do Paraguai

João Fellet

Enviado da BBC Brasil a Assunção

O isolamento diplomático que Brasil, Uruguai e Argentina impuseram ao Paraguai em resposta ao impeachment relâmpago do presidente paraguaio Fernando Lugo, na última sexta-feira, reavivou ressentimentos históricos no país.

Ao declarar na terça-feira que os vizinhos armavam uma "nova Tríplice Aliança" contra a nação, em referência à união dos três durante a Guerra do Paraguai (1864-1870), o representante paraguaio na Organização dos Estados Americanos (OEA), Hugo Saquier, foi apoiado pelos que consideraram a atitude do trio uma afronta à soberania paraguaia.

Cartão vermelho


Nelson Motta

O Globo

Certos jogos de futebol são tão ruins que parecem intermináveis, quando os comentaristas dizem que os dois times poderiam continuar jogando a noite inteira que não sairiam do 0 a 0. A metáfora de sabor "alulado" é perfeita para expressar a destituição de Fernando Lugo da presidência do Paraguai, mas não pela legalidade ou velocidade com que foi goleado por 76 a 1 no Congresso e depois no Tribunal Eleitoral e na Suprema Corte: na Constituição deles a regra é clara.

Mas caso os paraguaios resolvessem instaurar uma comissão de impeachment, cumprindo todos os ritos e formalidades do barroco latino-americano, como exigem os democratas Chávez, Cristina e Correa, até os paralelepípedos das ruas de Ypacaraí sabem que eles poderiam ficar num diálogo de surdos meses a fio, como num jogo ruim de futebol, que o resultado final não seria diferente.

Então por que perder tempo e dinheiro e parar o país? Para ouvir estrangeiros dando pitaco nos problemas dos paraguaios, alguns até dispostos a dar dinheiro e armas para os "movimentos sociais" defenderem Lugo numa guerra civil ? Em time que está perdendo não se mexe?

Até seus parcos partidários sabem que Lugo se embananou, tanto que entubou resignado a sua destituição ao vivo, diante de todo o país. Alem da gestão desastrosa, Lugo decepcionou seu eleitorado popular desenvolvendo uma paixão por hotéis cinco estrelas e restaurantes de luxo em suas frequentes viagens ao exterior, no mínimo uma por mês, sempre com festivas comitivas, para agendas duvidosas.

Descontente com o desconforto da primeira classe nos voos comerciais, tentou que a Itaipu Binacional lhe comprasse um Aerolugo da Embraer, mas a diretoria cortou suas asas. Negociava um Challenger usado de um cartola do futebol quando foi defenestrado.

O que a nossa diplomacia companheira vai fazer agora, além de estender o tapetão para a entrada da Venezuela no Mercosul? Vão obrigar o Paraguai a desrespeitar ou a mudar a sua Constituição? Vão dar ao novo governo direito de defesa na Unasul? Ou vão dar um chapelão a Lugo e abrigá-lo na embaixada do Brasil em Assunção?

Recordar é Viver



                      Comovente!

sexta-feira, junho 29, 2012

Piadinha da Sexta-feira


Dois professores de português dirigiam pelo interior de São Paulo. De repente dão de cara com uma placa, “Bem vindos a Guaratinguetá”.

- Diz um. Está errado. Deveria ser Guaratingüetá – com trema ! Diz o outro.
 
- Está certo. Não se usa mais trema em português.

- Certo.

- Errado.

E continuam a discutir. Nisso eles param em frente a um Mac Donald’s e resolvem comer algo. Enquanto um foi lavar as mãos, o outro aproveitou e perguntou à garçonete, uma loura, “senhorita será que você me ajudaria a acertar uma pendenga”, diga aqui ao ouvido bem baixinho e bem explicado como é o nome deste lugar que nós estamos ?

- E a loura falou bem baixinho e bem explicado... 

Mac Doooooonaaaaaaallllllldddddd’s !

(pano rápido)

Os Últimos a Saber


Em Pindorama tudo vai bem e nada vai mal. A Greve dos funcionários do Itamaraty já atinge 125 postos brasileiros no exterior. Mais gente cruzando os braços por melhores salários. Dessa vez os funcionários da Embaixada na Velha Albion paralizaram os trabalhos desde o dia 14 de junho. E a gente sem saber de nada. Por que!? HC

Chef por Um Dia com Ugo Guimarães


A nova edição do Chef por Um Dia está, ao molde das anteriores, especial! E o projeto que reúne a Mercearia Café Bistrot e o Site Gourmetidos não poderia estar diferente, afinal, quanto  mais firme a parceria melhor os resultados dessa fusão que só tem a enaltecer a gastronomia local.

Para noite desta quarta-feira 04 de Julho, o projeto traz como convidado um dos parceiros mais queridos e engajados nas aventuras gourmetidas, Ugo Guimarães Filho, este médico dedicado que além de ser ótimo no que faz também é um expert na cozinha.

E Ugo não é apenas mero amante da boa mesa, ele traz no currículo alguns cursos de gastronomia como o Cooking Class, feito em São Paulo e um curso de curta duração feito na  Inglaterra.

Viajado que é , o gourmetido planeja trazer para o cardápio as lembranças do oriente sob a forma da tradicional gastronomia árabe. A entrada, leve e delicada, trata-se e um Gratin de Siri, que prepara os comensais para a iguaria digna dos contos da mil e uma noites Cuscuz Marroquino acompanhado de Cordeiro Marinado com Hortelã. E para a sobremesa Surpresa de chocolate.

Para degustar de todas essas delicias em um ambiente para lá de confortável e divertido o preço será de R$59,90. Reservas e informações:  (083)9137-6322; 9921-8333.

O Gourmetidos e a Mercearia Café Bistrot esperam os amantes da gastronomia para prestigiar as delicias desse Chef por um Dia, a partir das 20 horas, afinal todos somos gourmetidos!

 Mercearia Café Bistrot - Av. Fernando Luiz Henrique dos Santos, 945 - Jardim Oceania – Bessa - João Pessoa, PB

Jornal da Aliança


Clipe do Dia



Esqueçam o inglês.  Basta observar. O caleidoscópio é um objeto que sempre me fascinou. Aprendi a fazê-los nas aulas de Trabalhos Manuais no antigo Liceu. Ainda hoje faço algum para presentear pessoas de bom gosto. Vejam o inusitado desse caleidoscópio. HC

Contagem regressiva para a chegada dos netos: 4 dias! 

quinta-feira, junho 28, 2012

Todo Mundo Lá!


Caríssimos amigos(as). Amanhã, dia 29 de junho, estarei fazendo o lançamento do livro Luiz Gonzaga - O Centenário do Rei do Baião, das 12 às 14 horas, no Restaurante O Vegetariano, o qual fica no final da Rua Conde D'Eu, Transversal da Av. João de Barros, em frente ao Quartel do Corpo de Bonbeiros. Durante o lançamento o livro virá acompanhado de um DVD sobre a vida e a obra do sanfoneiro do Riacho da Brígida. Gostaria de contar com a presença de vocês. 
Abraços, Arlégo.    

A Derrama


O Novo Acordo Ortográfico


Por isso é que eu... “Me” libertei da gramática.

Pô! Chega de repreensões,
De gramáticos opressores.
Não quero mais ser vigiado
Por Aurélios ou doutores!

Não mais me submeterei
Às conjunções aditivas,
Muito menos às causais
Nem às adversativas!

Verbalizarei pronome,
Adjetivarei substantivo,
Pronominarei verbo e
Substantivarei adjetivo!

Se não vou ter compromisso,
As prócli, mesócli e ênclises
Dos pronomes, ipisis verbis,
Não vão mais me sufocar!

Então, não sendo um poeta,
Não usarei mais simetrias,
Não terei nenhum pudor
Em usar torto assimétrico!

Darei asas às locuções para,
Intensificando a insanidade,
Deixar voar tod’os advérbios
Superlativos dessa liberdade!

Parafrasearei os músicos,
Pois escreverei de ouvido.
Modificarei morfologias
E solecizarei as sintaxes!

Se nessa insubordinação
Encontrar incoerências,
Creiam não me avexarei
Pontuarei as reticências!

“Abro parêntese bem aparente,
Para um restinho de sanidade,
Não prosearei sobre ca’u’sos,
Com pretensão da verdade! ,,

Delmar Fontoura

Clipe do Dia



Trabalho em Equipe

quarta-feira, junho 27, 2012

Tiro&Queda 27.6.12 quarta-feira

Eduardo Almeida Reis
   
Maneiras de assistir – Se o cavalheiro está muito alegre, a melhor maneira de assistir ao noticiário da tevê é pela óptica do humour inglês. Foi assim na noite em que falaram dos ilustres ex-deputados de Brasília, DF, Brunelli e Eurides. Dona Eurides teria sido condenada a devolver R$ 3,5 milhões: os R$ 620 mil recebidos no Mensalão do DEM, a R$ 20 mil por mês, mais multas e outros castigos, e ainda pode ficar privada, coitada, de se candidatar durante alguns anos. Claro que não vai devolver um tostão. E o doutor Brunelli foi aquele que inventou a oração (ou a dança?) da corrupção, mas foi solto depois de cinco dias e diz, através de um advogado, que vai provar sua inocência.

O humour começou pela pudicícia da operação policial: Caixa de Pandora. A mitologia grega diz que Pandora, “a que tudo dá”, “a que possui tudo” foi a primeira mulher criada por Zeus como punição aos homens pela ousadia do titã Prometeu de roubar do Olimpo o segredo do fogo para dar aos homens.

Ocorre que o nome clássico é B. de Pandora, em que B. vem do latim bùxis,ìdis  “espécie de recipiente, caixa”, através do fr. boîte  “caixa”, mas é tabuísmo no Brasil para “vulva” e todo mundo escreve com “bu”, quando o certo pede “bo”.

Astronômicas – Nunca vi nem tive notícia de evento mais idiota do que o trânsito de Vênus. Ainda bem que vai levar 125 anos para se repetir, quando já não devo estar por aqui. Pode ser muito importante para os astrônomos, mas para nós, leigos no assunto, até as brigas do Vaticano são muito mais saborosas.

Que interesse tem alguém, neste século 21, de ser eleito papa? Deve ser função terrível, muito exposta e ainda com risco de vida, como tivemos prova no atentado contra João Paulo II.

Visitar Cuba... Ora, visitar Cuba sem ser para conhecer os fabricantes de charutos e tomar banhos na praia de Varadero, sei não. Bom mesmo, na hierarquia católica, é fazer carreira no Paraguai, como atestam os vários filhos produzidos pelo bispo Fernando Armindo Lugo de Méndez, risonho ex-presidente do país vizinho.

Renascimento? – Quando a gente menos espera, há boa notícia. Vejamos: dia 25 de junho, programa Estúdio.i, canal GloboNews com a ótima (em todos os sentidos) Maria Beltrão. Dos quatro entrevistados, três usavam sapatos de couro.

Gaveta – Muito raramente recorro à gaveta, textos que escrevi há séculos e tenho encadernados nas estantes ou nos arquivados no computador. Consulto os arquivos, via “localizar”, para copiar certos pormenores que estudei em priscas eras, como, por exemplo, o número de vezes que uma chimpanzé transa por dia com seus ilustres companheiros de grupo.

Tenho, contudo, uma gaveta mais ou menos atual, textos que lá vou compondo e arquivando numa pasta informática para soltar em Tiro&Queda ou na Pena Capital do Correio Braziliense, nas emergências de falta de assunto.

Sei que a conversa da atualidade da crônica é meio forçada, porque, a partir de um acontecimento qualquer, um crime, uma tragédia, um concurso de beleza, o fato ocorreu e qualquer coisa que se escreva é sobre o “passado”. Aí, temos o fato “atual” durante alguns dias, para cair no esquecimento duas semanas mais tarde.

Componho estas bem-traçadas depois de visitar a gaveta escrita em 2011 e não publicada pelo atropelo de acontecimentos mais recentes à época. Fico triste ao constatar que teriam hora e vez, mas ficaram guardados, atropelados pelos fatos e perderam atualidade.

Alcivando – Anteontem, tomei um táxi dirigido pelo excelente Alcivando. Como seu nome é incomum, lembrei-me de outra corrida que fiz com ele ano passado. Quando acaba, descobri que o patrício é leitor do Estado de Minas, conhece o philosopho do Taj e é fã da coluna do Jaeci. Chegando a casa, fui ao Google e descobri que seu nome vem do grego e significa “aquele com espírito forte”. Fica o registro.

O mundo é uma bola –  27 de junho de 1929: em Nova York, primeira demonstração da tevê em cores nos Laboratórios Bell. Em 1967, instalação do primeiro caixa automático em Enfield, Londres. Ainda não tingia as notas de cor-de-rosa, para permitir que os bancos centrais caíssem no ridículo de invalidar as notas pintadas, para depois dizer que são válidas. Em contrapartida, permitiram que Minas Gerais, na primeira metade do ano de 2012, tivesse a invejável média de quase uma caixa eletrônica estourada por dia, enquanto o país (país?) se orgulha do 4º lugar no ranking de acidentes do trabalho em todo o planeta.

Hoje é o Dia Nacional do Vôlei, o Dia Nacional do Progresso e, no Amazonas, o Dia do Mestiço. Por que só no Amazonas?


Ruminanças – “Quem não escreve por dinheiro, não é digno da profissão” (Ivan Lessa, 1934-2012).
              

EDUCAÇÃO E ESTILO – JÁ !


Anne Elizabeth P. Cavalcanti

A maioria das pessoas não sabe se comportar. A maioria das pessoas despreza os bons costumes, os bons tratos e entregam-se às facilidades da má educação e das atitudes condenáveis.

Neste mundinho em que vivemos presenciamos muita coisa boa criada pela maravilhosa inteligência do homem. Mas seríamos mais felizes se pudéssemos aproveitar com mais sabedoria uma vida com muito mais prazer, com muito mais harmonia e com muito mais satisfação se nos nossos relacionamentos encontrássemos sempre pessoas educadas.

Os ensinamentos facilitados pelos mais variados recursos que dispomos não recebem a melhor atenção. A maioria das pessoas ainda não aprendeu a aproveitar esses recursos e não se preocupa em assimilar esses ensinamentos.

Muitos se demonstrassem interesses, poderiam guardar alguma instrução, resultando na esperada mudança de comportamento, que, por menor que fosse, aperfeiçoaria o estilo até então inadequado.

Constata-se que a falta de vontade em melhorar e a falta de discernimento, contribuem para a prática dos maus costumes.

Não podemos generalizar, mas observamos predominar nos relacionamentos, sejam empresariais ou sociais, e, as vezes até nos ambientes familiares, a falta de respeito, a hipocrisia, as descortesias e, sem receio de cometer exageros, no meio de tudo isto acontece também a brutalidade.

É decepcionante a sensação de vermos a ignorância e o mau comportamento predominarem acima da sensatez e da boa qualidade nos relacionamentos.

Vez por outra deparamo-nos com “pessoinhas” que consideram a boa educação como coisa careta, coisa ultrapassada e coisa de “gente mofada.”

Particularmente, sinto-me um pouco decepcionada em constatar que ao longo dos anos, os incessantes esforços foram quase que inúteis na tentativa de mudar para melhor alguns comportamentos.

A falta de educação que gera os maus comportamentos é forte veículo que leva a violência e essa é estimulada quando recebe o fermento da certeza da impunidade.

Nem sempre podemos nos afastar dessas pessoas  e a harmonia sempre fica prejudicada.

Mas será que existe um novo e diferente remédio para combater essas “anormalidades” ?

Desconfio que não !

Nas situações quando se corrige, quando se dispõe a orientar, a resposta sempre vem acompanhada da insensata resposta:

Eu sou assim mesmo e não quero mudar ! ...

Então vem a pergunta: Será que falhamos como Instrutores Educacionais?

Podemos responder com um enérgico  “NÃO.”

Para a satisfação de muitos educadores a maioria demonstra que aprendeu!
A alegria invade as nossas almas quando encontramos alguém afirmando que o sucesso familiar, social e profissional foram adquiridos praticando os ensinamentos que pacientemente e persistentemente  conseguimos  transmitir.

Nessas ocasiões ficamos com a certeza de que a boa educação e os bons  estilos transmitidos não deformam nem maculam ninguém.
      
João Pessoa – 20 de junho de 2012.


Clipe do Dia



Esse, o verdadeiro amor!

terça-feira, junho 26, 2012

Religião, pobres e ricos


Celso Japiassu

Das notícias que alimentaram a mídia nestes derradeiros dias, três fatos se destacaram: o Vaticano pressionou e retirou a menção aos direitos da mulher no documento final da Rio+20; a proposta de uma ajuda de US$30 bilhões para defesa do meio ambiente, feita pelos países mais pobres, foi recusada; os países mais ricos aprovaram uma ajuda de US$456 bilhões para a salvação dos bancos.

As contradições morais, humanas e políticas, misturam-se numa melancólica visão do mundo. O Vaticano, palco de tantos escândalos sexuais e financeiros, hesita em reconhecer direitos às mulheres porque teme que entre eles esteja o direito ao aborto. E a diferença entre a reivindicação dos pobres e a satisfação dos ricos encontra-se na distância que separa as cifras -30 e +456.

Jornal da Aliança


Nelsonrodriguenas

"Invejo a burrice, porque é eterna".

Estou Cansado

Bill Cosby Jr.

William Henry "Bill" Cosby, Jr. (nascido em 12 de julho de 1937) é um ator, autor, e comediante de sucesso, americano. Trabalha também como produtor de televisão, educador, músico e ativista. Vamos ver o que Mr. Cosby tem a dizer. HC

Tenho 74 anos e estou cansado . Exceto um breve período na década de 50, quando fiz o meu serviço militar, tenho trabalhado duro desde que eu tinha 17 anos. Trabalhava 50 horas por semana, e não caí doente em quase 40 anos. Tinha um salário razoável, mas não herdei o meu trabalho ou o meu rendimento. Eu trabalhei para chegar onde estou, e cheguei economizando muito, mas estou cansado, muito cansado.

Estou cansado de que me digam que eu tenho que "distribuir a riqueza" para as pessoas que não querem trabalhar e não têm a ética do trabalho. Estou cansado de ver que o governo fica com o dinheiro que eu ganho, pela força , se necessário, e o dá a vagabundos com preguiça para ganhá-lo.

Estou cansado de ler e ouvir que o Islamismo é uma "religião da paz", quando todos os dias eu leio dezenas de histórias de homens muçulmanos a matar suas irmãs, esposas e filhas pela "honra" da sua família; de tumultos de muçulmanos sobre alguma ligeira infração; de muçulmanos a assassinar cristãos e judeus porque não são "crentes"; de muçulmanos queimando escolas para meninas; de muçulmanos apedrejando adolescentes, vítimas de estupro, até a morte, por "adultério"; de muçulmanos a mutilar o genital das meninas, tudo em nome de Alá, porque o Alcorão e a lei Sharia diz para eles o fazerem.

Estou cansado de que me digam que por "tolerância para com outras culturas" devemos deixar que Arábia Saudita e outros países árabes usem o dinheiro do petróleo para financiar mesquitas e escolas madrassas islâmicas, para pregar o ódio na Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido, Estados Unidos e Canadá, enquanto que ninguém desses países está autorizado a fundar uma sinagoga, igreja ou escola religiosa na Arábia Saudita ou qualquer outro país árabe, para ensinar amor, tolerância e paz.

Estou cansado de que me digam para eu baixar o meu padrão de vida para lutar contra o aquecimento global, o qual não me é permitido debater.

Estou cansado de que me digam que os toxicodependentes têm uma doença, e eu tenho que ajudar no seu tratamento e pagar pelos danos que fazem. Eles procuraram sua desgraça. Nenhum germe gigante os agarrou e encheu de pó branco seus narizes nojentos, ou à força injetou porcaria em suas veias esquerosas.

Estou cansado de ouvir ricos atletas, artistas e políticos de todas os partidos falarem sobre erros inocentes, erros estúpidos ou erros da juventude, quando todos sabemos que eles pensam que seus únicos erros foi serem apanhados. Estou cansado de pessoas sem senso do direito, sejam elas ricas ou pobres.

Estou realmente cansado de pessoas que não assumem a responsabilidade por suas vidas e ações. Estou cansado de ouvi-las culpar o governo e a sociedade de discriminação pelos "seus problemas."

Também estou cansado e farto de ver homens e mulheres serem repositório de pregos, pinos e tatuagens de mau gosto, tornando-se assim pessoas não-empregáveis e, por isso, reivindicando dinheiro do governo (Dos impostos pagos por quem trabalha e produz).

Sim, estou muito cansado. Mas também estou feliz por ter 74, porque não vou ter de ver o Mundo que essas pessoas estão CRIANDO.

Mas estou triste por minha neta e os seus filhos. Graças a Deus estou no caminho de saída e não no caminho de entrada.

Não há maneira de isto ser amplamente divulgado... A menos que cada um de nós colabore, enviando e ganhando força para contrariar esse (mau) caminho que o Mundo, por força de (péssimos) governantes, nos está proporcionando.

Clipe do Dia

A apresentação do Clipe de hoje é da Téta Barbosa:



"As imagens foram feitas pelo amigo Nilton Cavalcanti para testar o octocoptero (uma aeronave de controle remoto onde se prende a câmera). Diga aí de Recife num é bonita que só a gota serena?!" T.B.

segunda-feira, junho 25, 2012

MILAGRE BÍBLICO e MIOPIA AMBIENTAL

Joelmir Betting

MILAGRE BÍBLICO


Um terço da população mundial, hoje de 7 bilhões de terráqueos, consome menos de mil calorias por dia. Em estado de desnutrição endêmica, cerca de 1 bilhão passa fome, simplesmente. Se não dá para alimentar com dignidade humana um terráqueo em cada três, vai dar para garantir a segurança alimentar de 9,2 bilhões em 2050? Uma sobrecarga de mais 2,2 bilhões até lá?

A resposta está no plano político da má distribuição da riqueza entre nações e entre classes de cada nação. No plano técnico, a solução está na erupção de uma verdadeira revolução agroambiental de base científico-tecnológica. Revolução que, aliás, está em curso há pelo menos 30 anos, Brasil no meio. E não por decisões de governo, mas por escolhas de mercado - dos produtores aos consumidores.

Já estamos rompendo o tabu intelectual que trata agropecuária e meio ambiente como entidades hostis, a primeira devastando a segunda. Não.

O tal do desenvolvimento sustentável não é invenção da Rio + 20. É invenção da lógica de mercados maduros. Crescimento econômico e preservação ambiental não são excludentes ou alternativos. São complementares ou aditivos. Desenvolvimentistas já sacaram isso. Ambientalistas ainda não.

ONGs ambientalistas do Brasil e do mundo, nesta Rio + 20, não se perguntam como alimentar 9,2 bilhões de bocas em 2050, e, muito menos como, até lá, adotar políticas públicas de planejamento familiar. Deixar que o flagelo da fome cresça no mesmo ritmo da cegonha é uma posição intelectualmente preguiçosa - ou ideologicamente criminosa.

Lembra o biólogo Fernando Reinach que, nos últimos 50 anos, ou desde os anos 60, decolagem da engenharia genética e de biotecnologia, a área ocupada pela agropecuária em todo o mundo cresceu 34%. Um terço.

Mas a produção de alimentos, no mesmo período, cresceu nada menos de 290%. O triplo.

O tal de fazer cada vez mais com cada vez menos. Verdadeiro milagre bíblico da multiplicação do pão, do peixe, do vinho, do leite, do açúcar, da soja, do milho e do trigo.

É a produtividade, estúpido, que vai salvar a Humanidade. É a produtividade o grande reator do hoje badalado desenvolvimento sustentável. Como se a sustentabilidade fosse coisa nova, invenção de ambientalistas do século 21.

Voltaremos ao assunto.

MIOPIA AMBIENTAL

Nesta Rio + 20, um bilhão e meio de famintos pululam pelo planeta. Dois bilhões não têm acesso à água potável. Três bilhões e meio não têm coleta de esgoto.

Eis a verdadeira tragédia sócioambiental da Humanidade. Aqui no presente e não no aquecimento global lá no futuro.

Pior: a espaçonave Terra não tem como fazer parada técnica para reabastecer as provisões de bordo. Os recursos finitos, por definição, vão acabar. E os recursos renováveis têm de ser produzidos cada vez mais com cada vez menos. Vulgo desenvolvimento sustentável.

Especialmente nos horizontes nublados da segurança alimentar, da segurança energética e da segurança sanitária. Uma revolução agroambiental, já em marcha batida, terá de responder aos desafios dramáticos da comida e da energia.

Pior: os passageiros da espaçonave Terra continuam multiplicando-se ao ritmo da aritmética dos coelhos. Somos 7 bilhões de terráqueos hoje e 9,2 bilhões em 2050, segundo o pop clock da ONU. Como recepcionar a bordo mais 2,2 bilhões de passageiros até 2050?

É tudo muito simples: para esse aumento de 31% da população, até 2050, o planeta vai ter de aguentar uma sobrecarga de 45% no consumo de energia e de 70% no consumo de alimentos, entre outras demandas.

Essas projeções da ONU jogam com os ganhos de renda por habitante, além do próprio crescimento populacional.Na energia, não tem escapatória: a ordem é limpar a matriz energética do planeta na plataforma elétrica e na plataforma automotiva, entre outras plataformas.

Vai daí que o grande tema da Rio + 20 ficou na fila do gargarejo: o da expansão demográfica, bem mais corrosiva do que o do desmatamento, até porque, a cegonha, também no século 21, vai continuar dando preferência aos pobres dos países pobres e aos pobres dos países ricos.

A Rio + 20 não tem na agenda global políticas públicas de planejamento familiar - o tal de armistício com o espermatozóide. Ela prefere discutir limites e metas para os 7 bilhões do presente e não para os 9 bilhões do futuro. A tal ponto que o caderno de compromissos da ONU fala em rebaixar as emissões anuais de CO2 de 9 para 1 tonelada por habitante até 2050.

Ou seja, mais 30% de gente, mais 45% de energia e mais 30% de comida com emissão de apenas 1 tonelada de carbono per capita. Ora, como já disse aqui, fixar metas sem garantias de meios é um exercício intelectual no mínimo demagógico.

Ou preguiçoso.

MISSÃO IMPOSSÍVEL

Na Rio+20, a ONU vai lançar a missão impossível: até 2050, rebaixar de 9 toneladas para 1 tonelada por ano as emissões de dióxido de carbono liberadas pelo consumo, por habitante, de produtos e serviços em geral. A média brasileira é de 12 toneladas.

Ocorre que a média estatística não deixa de ser a ficção da matemática.

Seria bom combinar com os países ricos a redução de mais de 20 para 1 tonelada por habitante, e, com os pobres, a redução de 4 para 1.

Bem, fixar metas sem garantias de meios é exercício intelectual no mínimo preguiçoso

Pendurado na brocha


O Brasil será o único a adotar o Acordo Ortográfico a partir de 2013. Há os que o ignoram, como Portugal, ou declararam “moratória” para não adotá-lo. O acordo é criticado pelos erros, omissões e incoerências.

Audioteca Sal e Luz


Queridos amigos, para seu conhecimento e divulgação dentro de suas possibilidades! Pensando nos que não veem, segue abaixo um serviço:

Venho por meio deste e-mail divulgar o trabalho maravilhoso que é realizado na Audioteca Sal e Luz e que corre o risco de acabar.
A Audioteca Sal e Luz é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, que produz e empresta livros falados (audiolivros).

Mas o que é isto?

São livros que alcançam cegos e deficientes visuais (inclusive os com dificuldade de visão pela idade avançada), de forma totalmente gratuita.

Seu acervo conta com mais de 2.700 títulos que vão desde literatura em geral, passando por textos religiosos até textos e provas corrigidas voltadas para concursos públicos em geral. São emprestados sob a forma de fita K7, CD ou MP3.

Nos ajude, divulgando!

Se você conhece algum cego ou deficiente visual, fale do nosso trabalho.

DIVULGUE!

Para ter acesso ao nosso acervo, basta se associar na nossa sede, que fica situada à Rua Primeiro de Março, 125 - Centro. RJ. Não precisa ser morador do Rio de Janeiro.

A outra opção foi uma alternativa que se criou, face à dificuldade de locomoção dos deficientes na nossa cidade. Eles podem solicitar o livro pelo telefone, escolhendo o título pelo site, e enviaremos gratuitamente pelos Correios. A nossa maior preocupação reside no fato de que, apesar do governo estar ajudando imensamente, é preciso apresentar resultados. Precisamos atingir um número significativo de associados, que realmente contemplem o trabalho, senão ele irá se extinguir e os deficientes não poderão desfrutar da magia da leitura.

Só quem tem o prazer na leitura, sabe dizer que é impossível imaginar o mundo sem os livros.

Ajudem-nos. Divulguem.

Atenciosamente,

Christiane Blume - Audioteca Sal e Luz.
Rua Primeiro de Março, 125- 7º Andar. Centro - RJ. CEP 20010-000
Fone: (21) 2233-8007
Horário de atendimento: 08:00 às 16:00 horas

http://audioteca.org.br/noticias.htmhttp://audioteca.org.br/noticias.htm

A Audioteca não precisa de Dinheiro, mas de DIVULGAÇÃO! Então conto com a ajuda de vocês: repassem! Eles enviam para as pessoas de graça, sem nenhum custo. É um belo trabalho! Quem puder fazer com que a Audioteca chegue à mídia, por favor fique à vontade. É tudo do que eles precisam.   

Esses Tedescos!


Requintado hábito alimentar! Todos se recordam quando na Copa da Africa o técnico alemão andou saboreando umas melecas de lanchinho. Tique nervoso ou fome mesmo? Agora descobrimos, a Chanceler Angela Merkel é mais chegada à uma cêra do ouvido. Muito esquisito!


A propósito dos movimentos da Comissão da Verdade:

Delmar Fontoura
 


Mistificação para Mitificar Verdades e Mentiras... O que está por trás dessa página de nossa história política?...

Infelizmente o “Regime de Exceção Militar de 1964” ainda comemorará seu centenário sem que venhamos dar luz ao que esteve por trás dessa triste página de nossa história, pois os Petistas não permitem que essas “feridas” cicatrizem; que paire verdade sobre as verdades e mentiras e muito menos querem saber em que contextos ocorreram suas causas e consequências... Só estimulam o extremismo de paixões e sentimentos de revanchismo, pela “derrota” ou pela “conquista” que não houveram... ...pois sabemos que só houve perdas...

Por que não buscam respostas para as seguintes indagações:

- Em nome do que os militares tomaram o poder em 64?
- Se foram tão maus, como afirmam, o foram por quê?
- Indagações que não fazem:

- Por que só bem mais tarde surgiram as torturas?
- Por que só editaram o AI - 5 em 13 de dezembro de l968?
- Por que a história do Regime Militar registra a existência da “linha Dura”?
- A existência da “linha Dura” não é o contraponto de outra “linha”?
- Quem se insurgiu contra quem nessa “obliteração”?
- Existia ou não a “razão” que os Militares alegavam para o Novo Regime?

- Comparados aos “supostos agentes do mal”, contra os quais afirmam terem se insurgido, quem cometeu mais erros de gestão ou roubou mais dos Cofres Públicos?

- Se têm notícia de que algum militar, presidente ou não, tenha aumentado seu patrimônio desproporcionalmente ao seu “Soldo” durante os 24 anos que estiveram no poder?

- E Lula, Dilma, Dirceu, Palocci, Sarney, Collor, Renan e outros tantos, exemplos de dignidade e ética ilibada, em oito anos quanto aumentaram seus patrimônios?

E não me venham com a “estória das torturas”, que, embora descabidas, ocorreram em tempos de exceção em contrapartida ao “Terrorismo” de então, pois eu argumentarei indagando: em nome do que, uma e somente uma tortura, a de Celso Daniel, praticada em tempo de paz, foi tão covarde e cruel comparada a todas, que alegam terem sido praticadas pelos militares em tempos de exceção...

Que senso de justiça é esse através do qual querem punir “aqueles” e isentarem “esses”?

Se “aqueles” maus, há um tempo, ensarilharam suas armas nos quartéis, por que “estes” justos não ensarilham seus espíritos nos cordéis?

Por que o personalismo maniqueísta de um lado enuncia “heróis e vilões” quando sabemos que não houve... ...colocam o real na nebulosidade da dúvida ao continuarem avivando essas “feridas” e negando verdade sobre as verdades e mentiras, que se confundem na covardia do anonimato, mas por quê? Eu respondo! Porque, nesse caso, nem as supostas “verdades e mentiras são nobres”, pois, entre elas, existem falsos sentimentos tanto de júbilo quanto de dor, “rescaldo” de uma batalha entre irmãos da qual não resultaram vencedores, muito menos vencidos, mas que já está gravada como uma mácula em nossa história...

Ora gente! Chega de mistificação com essa tentativa de mitificar verdades e mentiras de nossa história, que ainda estão vivas em nossa memória...

Do: http://jpfontoura.blogspot.com/

Millôrianas

"O que esse país realmente precisa é que alguém apague a luz no fim do túnel".

A NOTÍCIA DO SÉCULO


Será a próxima grande novidade? A Tata Motors da Índia acha que sim.
   

Que irão fazer as empresas petrolíferas para o deter? O otor do automóvel que funciona com ar. É assimmesmo: com ar, nada de gás ou diesel ou elétrico, mas só o ar que nos rodeia.
   
A indiana Tata Motors programou o carro movido a ar  para rodar nas ruas da Índia em agosto de 2012. O Air Car, desenvolvido pelo ex-engenheiro de Fórmula Um, Guy N. para a MDI, com sede em Luxemburgo, utiliza ar comprimido para empurrar os pistões de seu motor e fazer com que o carro avance. O Air Car, também chamado de "Mini CAT", pode custar em torno de US$ 8,177.00.
   
O CAT Mini, que é um carro simples, urbano e ligeiro, com um chassi tubular, um corpo de fibra de vidro que não colado com costura e acionadas por ar comprimido. Um microprocessador é utilizado para controlar todas as funções elétricas do automóvel.

Um pequeno rádio transmissor envia instruções às luzes, sinais e qualquer outro dispositivo elétrico do carro, que não são muitos. A temperatura do ar limpo expulso pelo tubo de escape está entre 0 a 15 graus negativos, o qual o faz apto para seu uso pelo sistema de ar acondicionado interior sem necessidade de gases nem perda de potência.
   
Não há chaves, só um cartão de acesso que pode ser lido pelo carro mesmo que esteja no bolso do motorista.

Segundo os projetistas, o custo é de menos de US$ 1,12 por cada 100 km, que é aproximadamente um décimo do custo de um automóvel que funciona com gás. A autonomia é quase o dobro do carro elétrico mais avançado, um fator que o faz uma opção perfeita para os usuários da cidade.

O carro atinge uma velocidade máxima de 105 km por hora e percorreria uma distância em torno de 300 km entre as recargas. Para recarregar o carro será preciso apenas levá-lo a estações de serviço adaptadas com compressores especiais de ar. O abastecimento só demora de 2 a 3 minutos e custa ao redor de US$ 2,25 US$, e o carro estará pronto para rodar mais 300 quilômetros. Este carro também pode ser  reabastecido em casa com o compressor de bordo. Levará de 3 a 4 horas para encher o tanque, mas pode ser feito enquanto você dorme.

Como não há motor de combustão, a mudança de 1 litro de óleo vegetal só é necessária a cada 50.000 kms. Devido à sua simplicidade, é muito pouca a manutenção que se realiza neste carro. O carro a ar quase parece soar demasiado bom para ser verdade. Já vamos vê-lo em agosto deste ano.

http://mais.uol.com.brhttp://mais.uol.com.br
      --

Clipe do Dia



Desculpem os palavrões mas achei brilhante!

domingo, junho 24, 2012

LUTE!


Não Fique Calado! Passe Adiante!

"O Som ao Redor" (NEIGHBORING SOUNDS) ganha o prêmio Educons Hungry Days do Cinema City International Film Festival, na Sérvia


Mais um prêmio internacional para "O Som ao Redor", depois do concedido pela Federação Internacional de Críticos Cinematográficos em Roterdã e do Grand Prix de Copenhague.

Recebo do amigo W. J. Solha:

"Pois é, Hugo. Tive essa inesperada felicidade de ver nascer uma obra marcante, participando dela. Kleber é, realmente, uma pessoa excepcional e um grande cineasta. O encerramento foi ontem à noite. Parece que eu e Gustave Jahn (que é meu neto, no filme) comemoramos por antecipação":

Sustentabilidade insustentável


Ipojuca Pontes

Está em voga no Brasil o debate em torno da   sustentabilidade, ou, vá lá, do “desenvolvimento sustentável”, termo aplicado nas mais diversas esferas, desde a ambiental, passando pela social, econômica, empresarial ou o que se queira imaginar. Difundido pela famigerada ONU a partir dos anos 1980, o conceito de sustentabilidade se define de forma genérica no entendimento de que ela “atende as necessidades das gerações atuais sem que comprometa a possibilidade de satisfação das gerações futuras”. Fora de tal propósito, diz a ONU, não se pode falar em “desenvolvimento sustentável”. (De fato, pretendendo dominar o mundo pela sistemática exploração de teorias, conceitos e fórmulas esdrúxulas, a burocracia da velha ONU, tendo como tentáculos um colossal aparato de ONGs espalhadas pelo mundo, representa hoje uma  ameaça totalitária na composição da nova ordem mundial, assunto que abordaremos em momento oportuno).
    
Bem, dizia, discute-se muito a questão da  “sustentabilidade”, ou do “desenvolvimento sustentável”, mas se aborda muito pouco - e  quase sempre de forma apressada - a premente questão da violência insustentável que tomou conta do País, a encampar o alarmante registro de 50 mil mortes anuais decorrentes de homicídio, morte por agressão, bala perdida, assassinatos por invasão de terras – e o que mais desandar no bestialógico estatístico. Mata-se diariamente no Brasil dez vezes mais do que na guerra civil que se abate sobre a Síria.
    
Para se ter uma idéia de como funciona a a coisa entre nós, um recente balanço da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp) revelou que, no processo de se  punir a criminalidade, foram finalizados apenas 32% dos 132 mil inquéritos sobre homicídios instaurados pela Polícia até 2007. E, dado curioso: dentre os 43.123 inquéritos finalizados, apenas 8.289 resultaram em denúncia. O resto, a grande maioria, foi arquivado, ou seja: os inquéritos em torno dos crimes cometidos caíram no exercício findo, não havendo possibilidade de punição para quem os cometeu. Não é fantástico?
    
Por sua vez, num necessário, porém incompleto Mapa da Violência Nacional traçado pelo Instituto Sangari com o aval do Ministério da Justiça, em 2011, divulgou-se que o Nordeste é, nos últimos tempos, a região que registra o maior índice de mortes por causas externas violentas, num vasto universo de homicídios, acidentes de trânsito e suicídios. No capítulo de morte por suicídio – cujos índices entre 1987 a 2007 assinalam a escalada de 36% -, o Mapa da Violência revela que o autoextermínio no Nordeste aumentou em 80%, destacando o fato de que no seio da população jovem o índice tornou-se ainda mais assustador: ele ultrapassa a casa dos 92% (sem esquecer a informação de que, em geral, os familiares dos suicidas procuram evitar que a causa da morte conste nos certificados de óbito). O Piauí, com a taxa de 8.7 para cada 100 mil habitantes, é o Estado que apresenta o mais alto índice de suicidas jovens na região.                
    
Bem, a pergunta que se impõe e a seguinte: por que a população jovem do Brasil, em particular a nordestina, anda se matando? Loucura? Miséria? Droga? Excesso de promessas oficiais não cumpridas? Desilusão amorosa? Os motivos, claro, são muitos e diversos. Émile Durkheim, pai da moderna sociologia e autor de célebre estudo sobre o tema, emprega a palavra “anomia” para explicar uma das inúmeras causas do sério desvio. Neste universo, ele considera com argúcia a falta de objetivos e a perda de identidade do indivíduo num mundo em mutação que destrói os valores tradicionais sem se interessar em recompô-los. Como previsível, diante do quadro de insegurança e desintegração moral em andamento, prevalece na alma do suicida, especialmente jovem, um misto de medo, vazio e desesperança, diante do qual a vida se torna inútil ou, quando não, absurda.
    
O que diz Durkheim faz sentido: num mundo em que os valores lavrados nos Dez Mandamentos são considerados uma excrescência e a natureza, a partir da visão fraudulenta açulada pela Hipótese Gaia é encarada pelos ecologistas como um único organismo vivo, mais importante que o próprio ser humano, qual o sentido da vida?

sábado, junho 23, 2012

Papagaio Língua Solta!


Dona Santinha, senhora prendada, certa tarde ao fazer compras passa em frente a uma petshop e vê um papagaio. De repente, encantou-se com o louro que falava pelos cotovelos se cotovelos ele os tivesse. Resolve comprar a exuberante ave. Depois de acertado o preço, o vendedor adverte:

- Minha boa senhora, devo alerta-la que este pequeno e inteligente animal pertenceu à dona de um bordel, e de vez em quando usa um linguajar bastante chulo.

Dona Santinha pondera um pouco e decide comprá-lo assim mesmo. Já em casa ela pendura a gaiola na parede do terraço e o papagaio, explorando ao redor, diz:

- Currupaco! Casa nova, Madame nova. 

Dona Santinha achou muito divertido. Algum tempo depois, chegam as suas duas filhas adolescentes da escola. O papagaio diz:

- Currupaco! Casa nova, Madame nova, putinhas novas.

Inicialmente ofendidas, as duas garotas acabam por achar graça no papagaio. Seis da noite, chega o dono da casa. O papagaio diz:

- Currupaco! Casa nova, Madame nova, putinhas novas... e espantado:

- Dr. Alvarenga, o senhor por aqui!

Constatação


Viva a resistência?

Vítima do Terrorismo

Por: Redação Midia@Mais

Esquerdistas têm comparado a guerrilha brasileira à Resistência Francesa para justificar não ouvir os “dois lados” durante a Comissão da Verdade. Mas será que essa comparação procede?

Tornar iguais coisas desiguais tem sido um recurso retórico da esquerda ao longo dos anos. “Os resistentes franceses também fizeram atos violentos contra colaboradores do Exército alemão durante a Segunda Guerra, e nem por isso alguém teve a ideia estúpida de criminalizar suas ações”, escreve Vladimir Safatle, professor da USP, em sua coluna na Folha de São Paulo (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/44262-toda-violacao-sera-castigada.shtmlhttp://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/44262-toda-violacao-sera-castigada.shtml).

Comparar os terroristas brasileiros da época do regime militar aos românticos partisans da 2ª Guerra pode acuar os defensores de uma Comissão da Verdade que apure, também, os crimes cometidos por aqueles. Se a Resistência podia conspirar e matar em nome da liberdade, por que não nossos guerrilheiros?

O raciocínio, entretanto, não se sustenta – ou se “sustenta” com a mesma “solidez” dos que imaginam poder comparar Guantánamo às prisões cubanas dos comunistas ou às iraquianas de Saddam Hussein. Vejamos:

A Resistência Francesa lutava contra um invasor externo (no caso, contra a Alemanha nazista). A guerrilha brasileira, contra um grupo de militares brasileiros que defendia a soberania nacional.

A Resistência Francesa queria expulsar o invasor estrangeiro. A guerrilha brasileira queria tomar o poder para implantar um outro regime (socialista).

A Resistência Francesa só passou a existir depois da guerra e da invasão estrangeira. A guerrilha brasileira, ao contrário, já se agrupava e tramava antes do início do regime militar.

A Resistência Francesa tinha uma composição ideológica heterogênea (seu maior símbolo e líder foi o militar Charles de Gaulle, que não era esquerdista), embora pudesse ter entre seus membros comunistas também. A guerrilha brasileira era composta somente por extremistas de esquerda (socialistas de diferentes vertentes).

A Resistência Francesa trabalhava pelo próprio país. A guerrilha brasileira fazia parte do movimento socialista internacional, recebendo treinamento e comandos variados de nações estrangeiras (Cuba, China, URSS).

A Resistência Francesa era legitimada pela maior parte dos franceses (intimidados pela presença do invasor estrangeiro). A guerrilha brasileira, por sua vez, era vista com desconfiança, repulsa, temor ou simplesmente indiferença pela população brasileira da época.

A Resistência Francesa envolveu e mobilizou secretamente variados representantes da sociedade francesa: patrões, homens da igreja, militares e aristocratas, além de universitários, jornalistas, engenheiros, pessoas das classes média e alta, assim como pequenos artesãos e operários. Mesmo grandes indústrias francesas estiveram envolvidas em suas atividades [*]. A guerrilha brasileira, ao contrário, teve alcance limitado a um pequeno grupo muito mais homogêneo, composto basicamente por estudantes, intelectuais e militantes habituais da extrema esquerda.

A Resistência Francesa trabalhava em um ambiente de guerra mundial, impossibilitada de qualquer movimentação de caráter político. A guerrilha brasileira, por sua vez, agia pelo terror enquanto outras forças e lideranças atuavam no campo político, dentro e fora do país.

A França estava, enfim, envolvida em uma guerra de proporções nunca antes imaginadas. O Brasil não estava em guerra nos anos 1960/1970.

E a comparação mais extravagante: a Resistência Francesa lutava contra os nazistas, um dos grupos ideológicos mais perigosos, cruéis e bem articulados da história da humanidade, capazes das piores atrocidades em nome de seu projeto de poder e transformação mundial. A guerrilha brasileira, longe disso, lutava contra um pequeno grupo de militares nacionalistas levado a agir e interferir na história brasileira com o nítido objetivo de impedir que o país mergulhasse no caos de uma ditadura comunista ou de uma revolução “popular” com consequências imprevisíveis (embora a História demonstre que praticamente todas as revoluções de cunho socialista levem inevitavelmente a banhos de sangue, massacres e tiranias duradouras).

Os nazistas, adversários dos resistentes franceses, mataram milhões de pessoas, das mais variadas formas, incluindo-se especialmente aquelas utilizadas nos campos de concentração. Perseguiram, torturam e assassinaram segundo etnias e orientações religiosas. Os militares brasileiros, adversários dos terroristas brasileiros, teriam sido responsáveis pelo desaparecimento ou morte de cerca de 400 pessoas. Mas os próprios guerrilheiros brasileiros da época mataram cerca de metade desse número. A se aceitar a analogia de Safatle e procurando manter certa proporcionalidade, deveríamos considerar os judeus culpados pela morte de alguns milhões de nazistas em contraposição, o que realmente jamais aconteceu (nem nos delírios dos esquerdistas brasileiros ou dos neonazistas de qualquer parte do mundo).

Guerrilheiros brasileiros, iguais aos partisans da 2ª Guerra? Talvez nos melhores sonhos idealizados dos esquerdistas brasileiros a respeito do regime militar. Mas, honestamente, não, muito obrigado, tal comparação não procede e não pode ser usada para perdoar e esquecer os crimes cometidos pela guerrilha brasileira.

[*] http://pt.wikipedia.org/wiki/Resist%C3%AAncia_francesa

Tiro&Queda 23.6.12 sábado

Eduardo Almeida Reis
   
ABC dos namorados – O recente Dia dos namorados suscitou considerações de ordem comercial, ética, estética, metafísica, cibernética, amorosa e sexual, que perfazem todo o abecedário e pode ter letras dobradas a exemplo da baiana Cláudia Leitte, para melhor amamentar seus filhinhos. Vejamos.

A de amor: sem ele fica meio difícil, o que absolutamente não quer dizer que namoro seja sinônimo de amor. B de beijo: tem que ser caliente, mordido, chupado, gozoso e gostoso. C de cuidado para não engravidar a namorada, na hipótese cada vez mais improvável de o namoro ser entre pessoas de sexos diferentes. D de dentição, quanto mais bonita, melhor. Dentaduras são toleráveis, desde que não fiquem no copo à noite. E de entusiasmo normal em todos os namoros, sob pena de o arranjo não ter qualquer futuro. F de filhos previstos na letra C retro. G de galinha: cuidado! H de halitose, uma das piores pragas dos namoros. I de intenção, que deve ser a melhor possível. J do jiló a ser evitado: não é chique gostar de jiló. K de kW, símbolo do quilowatt economizado ao namorar no escurinho. L de lavar sem exagero: lavou demais, tem gosto de cotovelo. M de motel, que não existia antigamente. N de não, de vez em quando indispensável. O de ósculo, beijo sempre necessário. P de pelinhos. Há que desconfiar da namorada muito depilada. Q de quarto. R do repeteco próprio da idade. S de sofá da sala, quando não tem ninguém por perto. T de traição com a melhor amiga dela, coisa que acontece, e de tênis, que os namorados de hoje não dispensam. U de upgrade, atualização de namorado. V de vários namoros antes de encontrar a paixão da vida, que deve durar de seis meses a dois anos. X das empresas do Eike, que amor sincero custa caro. Y de yakisoba, macarrão com verduras: tem namorado que gosta de macarrão. W de walkman incompatível com o namoro, que exige as orelhinhas dela e dele sem fones, para que sejam amorosamente mordiscadas. Z do zigue-zague próprio da vida.

Infidelidade – Só quem já foi casado com bela mulher, que tinha a mania de telefonar para as pizzarias encomendando pizza de aliche, abominável anchova preparada na salmoura para conserva, pode entender o gesto da senhora Elize Ramos de Araújo Kitano Matsunaga, 38, quando matou e esquartejou seu marido e senhor, o executivo Marcos Kitano Matsunaga, 42, herdeiro do Grupo Yoki. Neto de japoneses, o executivo deve ter encomendado pizza de peixe e faca amolada todo japonês tem para fazer sushi.

Não creio que o motivo do crime, como se houvesse “motivo” para certos crimes, tenha sido o fato de Marcos trair Elize. Fosse verdadeira a tese do adultério, seria tempo de o nosso Haroldo comprar 10 mil alqueirões às margens da estrada que vai de Belo Horizonte para Montes Claros, instalando neles mais um de sua imensa cadeia de cemitérios. Como sabe o leitor, cada alqueirão tem 440 x 440 metros, ou 19,36 hectares.

A infidelidade matrimonial, manutenção de ligações amorosas com outra pessoa diferente daquela com quem se está comprometido, é fruto inconho do casamento belo-horizontino, e inconho, sabemos todos, é fruto que nasce pegado a outro. Houaiss pisou na bola ao escrever "acoplado", galicismo imperdoável. Vem do francês accoupler "reunir em pares (cães)", quando falamos de pares humanos e o verbo pegar é puro latim. Entrou em nosso idioma do século 14, enquanto acoplar data de 1950.

O megacemitério passaria pelo distrito que leva o nome de um mineiro notabilizado no Rio pelo grito "Guaraná para dois!", no Hotel Leblon, antes de tomar uma surra de sua imensa mulher. Cavalheiro franzino, estava com a namorada no hotel, que não tinha interfone para a copa. O hóspede apertava o botão da campainha e o garçom batia na porta do quarto, para tomar o pedido. Acontece que não foi o garçom, mas a legítima esposa que bateu na porta para ouvir o pedido de guaraná. Forçou a imensa porta, velha de mais de 50 anos, e só faltou matar seu maridinho.

De lá para cá são raros, raríssimos os maridos mineiros que não pulam a cerca matrimonial. Conheci um, meu sócio na empreiteirinha juiz-forana. Hoje, em BH, conheço dois. Os demais estão sujeitos ao exemplo exemplar de Elize R. de Araújo Kitano Matsunaga, para alegria do Haroldo. 

O mundo é uma bola – 23 de junho de 1532: Henrique VIII de Inglaterra e Francisco I de França assinam secretamente (coisa feia) um tratado contra o imperador Carlos I, da Espanha. Em 1794,  Catarina, a Grande, da Rússia, permite que os judeus possam morar em Kiev. Em 1828, o rei Miguel I, de Portugal, usurpa a coroa de sua sobrinha, a rainha Maria II, dando início às Guerras Liberais em que acabaria tomando uma coça do nosso Pedro I, Pedro IV de Portugal. O usurpador era tão ignorante que se assinava Migel.

Hoje é o Dia Nacional do Desporto.

Ruminanças – “Bolsa, ela muda o look da roupa. Você pode colocar um basiquinho, muda a bolsa, fica linda!” (estilista na tevê).

MIOLO DE POTE 19

W. J. Solha 

1) Todo dia, a las cinco de la tarde en punto,  estou estafado de um trabalho que começa às 5 da manhã,  e relaxo: vou ver mais um episódio do detetive Robert “Bobby” Goren, na série  Law & Order: Criminal Intent, em que o figuraço é interpretado por um excelente  ator chamado Vincent  D´Onofrio,  fruto do Actor´s Studio e do American Stanislavski Theatre.




Aliás, o que me impressiona nesse tipo de  “enlatado” americano é a excelência não só do elenco principal, linha mestra do programa, como dos convidados.  E mil vezes já me perguntei “como é que um roteirista abre mão de um tremendo romance policial, de um fabuloso longa do tripo thriller em potencial... e investe num  programa... episódico, que talvez jamais seja visto outra vez? Bobby é não só um cara que estudou criminalística até onde podia , como um sujeito culto como o diabo, dono de uma indefinida tristeza, angústia, no seu modo de ser.



2)  Recebo dois álbuns de João Lobo: “Tessituras Urbanas” e “Across Lens”.  São, logo de cara, dois belos projetos gráficos de Mônica Câmara e da Editora Universitária UFPB, em papel cuchê fosco de um branco explícito, a propósito utilizado como magnífico suporte das séries fotográficas em preto, branco e vários cinzas.  Os  inquietantes desfoques, velocidades “incorretas” e “indevidas” vacilações, fazem-me pensar que nosso fotógrafo  - sempre experimentando tanto quanto Da Vinci –  parece querer fechar o círculo iniciado com os efeitos do surgimento da fotografia junto aos artistas plásticos do final do século XIX, que viram, nela, uma capacidade de reprodução da realidade que nenhum deles, por mais realista que fosse, possuía. Daí o impressionismo, cubismo, abstracionismo e derivados, num recuo ostensivo da  proposta anterior de reproduzir a Natureza,  fato que ficou plasmado num famoso diálogo ante uma tela de Cézanne:

- Nunca vi mulher de barriga verde!

- Isso não é mulher, meu caro: é um quadro.

João Lobo, agora:

- Isso não é flagra: é foto.

3) Não assisto novelas de TV. Exigem um tempo disponível enorme. E, embora a Globo desenvolva um trabalho  notável na área, parece-me que o gênero, que é novo, ainda não se encontrou de fato, apesar de Saramandaia e do Roque Santeiro.  Trabalhando em meu gabinete, no entanto, ouço de longe os sons de Avenida Brasil e comento com meu neto, que joga xadrez no computador ao lado: “Ainda não vi um capítulo sequer, de qualquer novela, em que não houvesse mulher chorando. E acho terrível essa constante gritaria. A maioria dos diálogos vem com gritos. Onde é que existe gente assim? No Rio?”

4) Grande sucesso em todo o mundo do pintor negro nova-iorquino Kehinde Wiley, consagrando-se por seus retratos hiper-realistas de africanos, afro-americanos,  afro-brasileiros, afros de qualquer parte. É curioso como ele me parece a mixagem de dois artistas: Albert Eckhout, que veio ao Brasil na comitiva de Nassau e fez retratos como estes, de  emissários do Congo...

 



.. e nossa contemporânea  e conterrânea Beatriz Milhazes, nos desenhos floreais com que ele preenche o fundo de suas telas:


Olha o trabalho do cara:


Uma tônica na obra dele  é a substituição de figuras de homens brancos  por luzidios negros em quadros clássicos célebres,  como aqui, neste, feito a partir de Géricault:


... ou neste,  d´aprés  Jacques-Louis David:


A vida realmente segue em ondas, como o mar.Com nosso amigo, eis aí a tela, eis aí figura retumbantemente de volta!


5) Comentário de Joedson Adriano sobre meu “Marco do Mundo”:

UM ÉPICO DO NOVO MILÊNIO CHEIO DE MILÊNIOS

                                                          MARCO DO MUNDO

a Babel de todas  as línguas se ergue
na portuguesa abismal de Solha
e o abismo cheio de demônios brilha
foguete pra cima se eu não for eu cegue?
pra isso o espírito todo canto trilha
tira a matéria de poetas à jegue
e jogos ingleses do maior há quem negue
afirma em cima da sua cisma de milhas
ideia que não se fixa se curva em luz
no escuro pra antes e mixa pro céu
as formas do arcabouço de fuzil e arcabuz
dispara a comparar tudo a tudo e ao seu
pro após se prepara nem tanto um Jesus
pro eterno fogo que nem Prometeu


Eis que um poema longo, o que há de mais difícil em literatura, aparece. Dificílimo tanto de fazer quanto de ler. Entanto W. J. Solha insiste glorioso com seu MARCO DO MUNDO. Pois em literatura não há, mas nem de longe, nada mais prazeroso que ler e escrever um poema de amplitude além de rede sociais, da vida e da internet, além de mim e você. Insiste já que este é o segundo épico do autor. O primeiro, TRIGAL COM CORVOS, parelha com os melhores, e listo alguns, brasileiros: IVENÇÃO DO MAR e OS PEÃS (Gerardo Mello Mourão); IVENÇÃO DE ORFEU (Jorge de Lima); PEDRA DA TRANSMUTAÇÃO (Foed Castro Chamma); POEMA SUJO (Ferreira Gullar); SÍSIFO e LATINOAMÉRICA (Marcus Accioly); A JUVENTUDE DOS DEUSES (Alexei Bueno); A GRANDE FALA DO ÍNDIO GUARANI e A CATEDRAL DE COLÔNIA (Affonso Romano de Sant’anna); O CAMPEADOR E O VENTO (Carlos Nejar); ROMANCEIRO DA INCOFINDÊNCIA (Cecília Meireles); GALÁXIAS (Haroldo de Campos). E só dos anos cinquenta pra cá, o que nos prova, provam pela qualidade, e a quantidade de outros, alguns tão bons quanto, que o poema épico vive na atualidade. Os poetas é que não sobrevivem como sempre, mas isso nem os líricos. Então que insistamos, do amanhã ninguém sabe. E agora, igualmente eterno aos citados, é a vez deste MARCO. Que antes de começar homenageia dois grandes cordelistas paraibanos: João Martins de Athayde (autor de Marco do Meio do Mundo, 1915) e Leandro Gomes de Barros (autor de Como Derribei o Marco do Meio do Mundo, 1917); e diz que quer superá-los, falsamente modesto, pois no seu poema erudito o que Solha deseja é superar os grandes de todos os tempos e lugares, e não os populares, estes com qualidades, mas não com a qualidade de entrar pra plêiade, e o MARCO consegue. Os cordelistas são famosos por se gabarem, por se dizerem mais machos e poderosos que os rivais,  e a tradição dos marcos (outros foram surgindo) exemplifica bem isso: são construções exageradas de castelos e torres, como se numa competição pra ver quem tem o pênis maior: mostra o teu que eu mostro o meu. Solha não se gaba tão explicitamente como os cordelistas, talvez porque seus rivais são bem mais poderosos, porém constrói sua torre com firmeza, com pedras de todo o mundo, esbanjando cultura, e supera de longe seus supostos adversários, se tornando rival dos grandes poetas. Entre deus e o diabo, o poeta consegue seu épico do mundo, cosmopolita, une a terra toda, ou tenta. Essa é tentativa de todo grande homem: unificar o mundo sob suas mãos salvadoras, no caso do poeta através da palavra, e neste caso específico em seu próprio nome e não em nome de um povo, religião ou ideologia. E narra sem narrativa, ao menos não linear, pois cheia de visagens essa sua vernissage, que apesar de aberta a todos, poucos são os abertos a ela. Visagens que veem a máquina do mundo, interligadas, mas não diretamente, sim essencialmente na construção de si próprio: um monumento estético. Aqui a história e o grande  teatro da terra toda, o que dá na mesma coisa: a mitologia do mundo. E pra tanto uma profusão de referências à arte, mitologia, história, religião, filosofia, ciência, tecnologia. Um poema repleto de listas de famosos, enumerações de lugares e genealogias de povos, que podem assustar o leitor comum, e devem, não é para o leitor comum. É incomum, obscuro, acima da mediocridade reinante na vida e na arte. O verso é o chamado livre, mas não existe liberdade sob as mãos dos tiranos bons poetas, e apesar de às vezes, poucas, este poeta seja coloquial e prosaico, o tom é elevado e o ritmo frenético, quase nada de cotidiano, e, como seu mestre Shakespeare, o autor do MARCO abusa de aliterações, rimas e trocadilhos. Artifícios eternos que muitos inodoros, insípidos e incolores acham ultrapassados, pois os tais de pulmões fracos não ultrapassam suas cabisbaixas vozes. Abusa de metáforas, as quais os mesmos medíocres e outros desdenham, pois não pensam acima da velocidade da luz e acham impossível que isso aconteça, mas acontece neste grande poema, grande em qualidade principalmente, e os fracotes não fazem um haikai que preste. E no MARCO há até alguns haicais disfarçados, é só procurar, não tenha preguiça leitor. Aqui, como desde o Gênesis, o humano nasce do húmus, mas não se humilha, cresce e se multiplica através do verbo criador.


7) Tenho triste memória da Sinfonia 40 de Mozart. Eu a ouvia pelo rádio da sala de minha casa (tinha uns 18 anos) quando meu pai chegou da missa enfurecido:

- Baixe essa porcaria! De lá da esquina eu estava ouvindo esse escândalo! Você tá surdo?

Desliguei o rádio e fui ouvir o resto da 40 - prosseguindo-a na memória  - no aparelho que havia entre minha cama e a de meu irmãos, sobre um criado mudo. O bicho demorou pra esquentar, e - enquanto eu prosseguia a obra de Mozart na memória - ouvi minha mãe me defendendo, dizendo que eu tinha só o domingo pra ouvir o que queria, etc, etc, o velho dizendo que eu devia fazer como meu irmão e estar namorando, em vez de ficar ouvindo essas merdas o tempo todo. E aí o som chegou, ouvi a orquestra, o som se foi, continuei cobrindo a lacuna com a memória, ouvi meu pai me esculhambando, o som voltou, se foi, de novo a memória, ouvi meu pai me esculhambando, fechei o punho, recuei-o e dei um murro no rádio, cujo som parou, incluindo o mental. Tirei minha mão tremente do meio das válvulas, meu irmão entrou, viu o estrago, meu pai entrou, meu irmão deitou-se na cama e forçou o ombro pra encobrir o que eu fizera, meu pai desconfiou, "O que foi isso?"  e berrei: Fui eu que quebrei e está quebrado: pago o conserto e pronto!" E saí, puto. Chocado, o velho foi atrás e, pela primeira vez, em toda a vida, conversou comigo.

8) Comentário de Jorge Elias Neto:

Marco do Mundo é livro para embriagar. Daqueles porres que tomamos algumas vezes, quando só paramos de beber na última gota – foi assim que li seu livro.

As imagens iniciais do poema alteram nossa estabilidade, nos lançam em queda. O poeta é um atleta do abismo, um alpinista do nada, é no que acredito. É o que vi em seu livro.

Poema feito com pedras marroadas, retiradas de trechos significativos da trajetória humana e cuidadosamente arranjadas.

Sempre tive receio de poemas longos, das oscilações, quedas e ascensões que podem prejudicar o todo. Tive certa essa sensação quando li o grande Poema Sujo, disse: Isso não é para mim...

Tenho um hábito que tem se repetido cada vez mais raramente: quando termino de ler um livro que gosto muito (acho que seja algo comum aos apaixonados por literatura), olho a capa, a contra-capa e faço um leve carinho.

Ao acabar seu livro pude repetir algo que mantém acessa minha paixão.

9) Comentário de Dércio Braúna:

Não tenho o dom dos senhores da crítica. Tenho, sim, um sentir que me toca quando tenho diante das mãos e dos olhos belas coisas como esse teu mundo em turbilhão, em gestação, em cria, (...) esse teu mundo telúrico, barroco, gritante, inquietante... magnífico.

1O) Wellington Pereira me mandou  seu novo livro:

Como Hildeberto Barbosa já deu visão geral da obra no prefácio, atenho-me ao meu conto predileto,  nele, de umas seis páginas – “Madame Bovary sou eu”. Coincidência ou não, foi em sua ilustração que Flávio Tavares me pareceu mais feliz, no volume. Fui aluno dele, na antiga escola de Arte de Marlene Almeida - no castelinho da Praça da Independência,  que transformei em residência de uma de minhas personagens em  meu romance “Relato de Prócula” -  e é impressionante ver  o mestre desenhar numa folha grande e branca, na vertical: é de uma desenvoltura única. Na tal ilustração  - embarcando no tema do ópio -  ele  dá uma de Picasso e Ismael Nery,   criando uma mulher com dois perfis, feito Janus, sendo que do posterior prossegue a curva do queixo, subindo para contornar o interior da efígie, daí desce para a testa de idêntico perfil seguinte, mais abaixo, e de novo, e de novo, reiterando o jogo circular cinco vezes, sendo que no último lance ele faz o contorno e desce a linha até o cachimbo de ópio de outra figura, essa deitada, como se o traço contínuo lhe fosse a delirante fumaça. Wellington, por sua vez, enriquece a cena criando falas de Flaubert com Quincey abertas por travessões, intercalando-as com falas diretas, que são do romancista com sua criatura, Bovary. É incrível que  Wellingtondesenvolva esse momento à Woody Allen no “Meia noite em Paris” a partir de tão pouco: a famosa frase do romancista : “Madame Bovary sou eu”. E é genial, a bronca: “Bovary, volte direto para o quarto... Quarto parágrafo!”

11) Desde 2 de fevereiro trabalho em meu novo poema longo, Ecce Homo. Somente agora, no começo de junho, depois de tanto trabalho e angústia,  vejo-o começando a tomar forma.

12) Num destes Miolos de Potes sugeri que se assistisse a uma ária da ópera La Cenerentola, A Cinderela de Rossini, numa versão brilhante. Aqui temos outra ainda mais soberba – cinematográfica – para o sexteto preciso e maravilhoso:

http://www.youtube.com/watch?v=NB14yuKef1s&feature=results_main&playnext=1&list=PLDBB1D832AE80331C 

Clipe do Dia



E Viva a Amizade!

sexta-feira, junho 22, 2012

Viva a Amizade


O Dia do Amigo!

Foto do Dia

Suplicy põe chapéu de Robin Hood para defender distribuição de renda


O que está faltando para internar esse senhor?!

Rio + 20

Girley Brazileiro


Passei o último fim de semana no Rio de Janeiro. Embora não fosse meu objetivo principal, durante três dias circulei ao redor dos eventos relativos à Conferencia das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, mais conhecida como Rio+20. Não podia ser de outra forma, já que este é o assunto da semana na cidade. Ruas e Avenidas, hotéis, restaurantes e lojas, taxis e transportes coletivos e tudo mais se achava envolvido pelo clima do movimento.

A cidade se preparou para receber as comitivas nacionais e estrangeiras envolvidas na imensa programação, fosse oficial ou oficiosa. Policiada como nunca, limpíssima e repleta de visitantes o Rio vivia dias de apogeu cosmopolita.

A Conferência Oficial tem sido no Rio Centro, local de convenções, situado na zona Oeste da cidade e afastado do burburinho da cidade grande. Por lá não andei, porque não faço parte de comitivas governamentais. Mas, andei observando o que acontecia no lado oficioso, espalhado, sobretudo, pela zona Sul da cidade. No Parque do Flamengo, vi que acontece a Cúpula dos Povos, reunindo inúmeros grupos sociais, em tendas especiais ali montadas. Os temas são os mais diversos, a grande maioria relacionada com a temática da sustentabilidade. Sei que havia grupos denunciando a fome nos países pobres, o crescimento desenfreado da população, a crise econômica, a emissão sem limites de gás carbono, assembleias de indígenas defendendo suas reservas e preservação das florestas, mulheres defendendo seus direitos e o planejamento familiar, grupos denunciando as atividades poluidoras dos países desenvolvidos, outros defendendo a geração de energias alternativas e renováveis e, sobretudo, contra a energia nuclear e assim por diante. Manifestações pacificas, entremeadas de outras mais estressadas, todas apontando na direção das reuniões do Rio Centro, onde representantes de quase 180 países (fala-se de 50.000 participantes) buscavam a formulação de um documento de compromisso – a Carta do Rio – a ser firmado no dia 22 de junho, quando se encerra a Conferencia, contando com as presenças de Chefes de Estado e Governos que começam a chegar na 4ª. Feira (20). Segundo se publica serão 110. A mídia, com acesso ao evento oficial, já dava contas de que as coisas não prometiam o sucesso desejado. Os representantes oficiais encontravam imensas dificuldades de um acordo e o tal documento final estava ameaçado de se tornar um fiasco. Ouvi, quando voltei ao Recife, que, para acalmar os ânimos, a tal Carta foi substancialmente resumida, de quase 100 páginas para, algo em torno, de 50, sem amarrar objetivos, nem metas. Fico pasmo com essa produção. Do que adiantou tanto esforço? Alguns militantes da sustentabilidade garantem que pouco se avançou em cima do que foi produzido na Rio 92, referindo-se a Conferencia de 1992, também no Rio de Janeiro. Depois de 20 anos?

O tema, meus amigos e amigas, é, de fato, polêmico. À medida que o tempo passa e os estudos e pesquisas se aprofundam, a discussão cresce como uma bola de neve. Formidável desafio para o homem moderno. Ora, num planeta que, neste 2011, atingiu a casa dos 7 Bilhões de habitantes, 52,5% vivendo nas cidades, comendo e poluindo, sem cessar e a base de uma infinidade de produtos e ferramentas agressivas, é de se vislumbrar um caos, como muitos ativistas pintam. Alguma coisa tem que ser feita, de verdade. Sem paixões ou exarcebações. Com mais educação! Para isto, é preciso que se estabeleça uma nova ordem internacional de ocupação do solo e uso dos recursos naturais, com rigoroso e urgente rol de critérios. Esta Conferência do Rio foi pensada nesse sentido. E aí, é decepcionante saber que não se venha a chegar ao estabelecimento de claros objetivos específicos e metas bem medidas?

Assim como a Cúpula dos Povos, no Parque do Flamengo, uma imensa e didática exposição foi montada, numa superestrutura, sobre o Forte de Copacabana, denominada de




Humanidade 2012, aberta ao publico e chamando a atenção dos conferencistas para o clamor da degradação ambiental do planeta. Mesmo não sendo um ativista da sustentabilidade – rigorosamente, sou um simpatizante – sai sensibilizado pelas informações que recebi. Aquilo lá mostra, de forma escancarada, o atual estado da arte poluidora do Homem sobre a face da Terra. São imagens assustadoras e, o mais surpreendente, obtidas de coisas banais do dia-a-dia de cada um de nós, pobres mortais. Galerias com impactantes arranjos e muita plasticidade, leva o visitante a percorrer espaços capazes de sensibilizar o mais alheio dos indivíduos. Vide foto no final.


O assunto é vasto e a pauta gorda para todo tipo de meios de comunicação. Acompanhemos o desenrolar das negociações. A propósito, conversando com meu irmão que vive nos Estados Unidos, procurei saber sobre as repercussões da Conferencia do Rio, nas bandas de Tio Sam. Para minha surpresa, me informou que pouco se fala, ou, na verdade, nada se diz. Sintomático... Obama nem pensou em vir. Mandou Mrs. Clinton. Lamentável.