quinta-feira, junho 16, 2011

Contra a “bundamolização” da música brasileira!

Regis Tadeu

Nesta altura do campeonato, eu e você já sabemos o que é A Banda Mais Bonita da Cidade e sua única música conhecida, “Oração”. Mas o que me deixou mais espantado foi como o vídeo desta canção (veja aqui) – na verdade, um plágio descarado do clipe de “There’s an Arc”, do sexteto canadense Hey Rosetta! (veja aqui) – conseguiu encantar tantas almas carentes. Talvez esta carência coletiva precise mesmo de um grupinho de amigos fofinhos, cantando dezenas de vezes uma mesma estrofe enquanto dão um rolê por uma casa que mais parece uma república de estudantes de alguma universidade no interior do Paraná, tudo como agente catalisador de uma pretensa “felicidade coletiva”, como se a vida fosse uma “festa de firma” universitária. Neste caso, o problema está justamente nas pessoas que deram crédito a esta pataquada.

Em uma época em que até o Ministério da Educação e Cultura imprime livros que incentivam erros de gramática, parece claro que, além de um processo de emburrecimento geral da população deste país, estamos assistindo também à “bundamolização” da música brasileira. Só isto explica coisas como Mallu Magalhães, Los Hermanos e outros grupos igualmente desafinados. Agora temos também A Banda Mais Bonita da Cidade e seu som zumbificante e plasticamente alegre, “cheirando a café quentinho e bolo de fubá”.

O que é mostrado no vídeo é, infelizmente, uma parte do retrato de uma grande parcela da juventude universitária brasileira. Uma outra parte, salvo raríssimas exceções, não passa de um bando de bebedores de cerveja quente e de meninas mais preocupadas em arrumar baladas para o final de semana. Duvida? Experimente passar perto de qualquer faculdade de uma metrópole como São Paulo e veja a quantidade de gente vagabundeando nos bares ao redor – em qualquer horário! E não adianta usar a desculpa de que “juventude é assim mesmo”. Não é e nem deveria ser.

Assistindo a este insuportável trambique, fiquei com a sensação de que o tal clipe também prega uma volta aos “bons tempos”, em que pseudohippies de boutique usavam sandália de couro e barbinha “fundo de piscina infantil” e tinham no violão – sempre desafinado – uma arma para levar para a cama meninas vestindo batas indianas e alpargatas com espelhinho. Deus me livre disto!

E como se não bastasse a música aparentar ter a duração de uma aula de Educação Moral e Cívica – quem tem mais de 40 anos de idade lembra o suplício que era assistir a este troço, empurrado goela abaixo de crianças inocentes por um governo militar inescrupuloso -, a canção tem uma letra absurdamente miserável, que sugere que seu autor tenha passado recentemente por uma lobotomia. Qual a outra explicação para “Meu amor essa é a última oração/pra salvar seu coração/coração não é tão simples quanto pensa/nele cabe o que não cabe na despensa/cabe o meu amor!/cabem três vidas inteiras/cabe uma penteadeira/cabe nós dois”? A chatice e a infindável sucessão de sorrisos artificiais aumentam ainda mais a panaquice reinante.

Até mesmo a tentativa de convencer as pessoas de que tudo foi filmado em um único plano é uma farsa. Na verdade, as pessoas não se importam mais em serem enganadas. E elas até pagam para isto – tem gente que saiu de casa na semana passada, em uma noite de frio, para assistir a um “show” em playback da 79ª encarnação embusteira do Village People, não é mesmo?

Ando desconfiado que o mundo acabou mesmo na semana passada. A gente é que ainda não se ligou disso…

Drogas: a ilegalidade da marcha

Nota Introdutória: Escrevi o texto abaixo em maio de 2008, quando não havia o julgamento do STF. Expressando o respeito pela decisão da Alta Corte, peço respeito também ao meu livre direito de expressar minha opinião, que, para o caso, mantenho a mesma posição de 2008.

José Virgolino de Alencar

Particular e sinceramente, eu não sei onde está a hipocrisia, de que tanto falam, no tratamento do caso das drogas. Se o sistema de repressão é ineficiente, acho que se deve lutar para eficientizá-lo e torná-lo eficaz no combate ao crime. A raiz do problema é o crime hediondo, com o qual a sociedade não pode contemporizar.

A "Marcha da Maconha", onde desfilarão usuários que são vítimas de um sistema, igualmente desfilarão os traficantes, seus laranjas, seus comparsas e quantos queiram fazer a apologia do crime.

O código penal é claro quanto a esse tipo de manifestação, que se define como apologia ao crime. Isso não é aceitável, é caso de polícia.

O debate, as discussões, têm que caminhar pelo lado técnico- científico, profissional-especializado, quanto à assistência extremamente necessária a ser oferecida a quem, induzido pelos criminosos, caiu no vício e na dependência da droga.

Não é coisa para passeata, para movimentos públicos, é coisa para fóruns apropriados, e tem bastante, tanto no Brasil, como no mundo inteiro, já que o problema é universal.

A maconha e seus derivados não podem ser comparados com outras distorções da vida que, embora não recomendáveis, não têm o poder destrutivo das drogas que viciam e transformam o dependente, literalmente, em monstro.

O processo de reversão, em pouquíssimos casos, é traumático, desgastante, assombroso, e só quem sentiu e conseguiu dar a virada na vida é que pode demonstrar o mundo negro que é ter um ente familiar metido nessa coisa.

A necessidade é de frear o sistema criminoso. O menor estímulo e liberdade que se dê, causará um prejuízo à sociedade de difícil retorno.

É uma torneira a ser fechada, apertada e não deixar sequer um pequeno vazamento de ar. Qualquer espirro da torneira, tal como na canalização d'água, só aumentará o preço e a conta a ser paga, no caso das drogas, pela sociedade.

A marcha tem que ser proibida, porque se enquadra perfeitamente nos impeditivos legais do normativo institucional brasileiro. Se é ilegal, à luz expressa da lei, é proibido e a desobediência deve ser punida. Não se pode afrouxar o combate em questão profundamente corrosiva para a vida da sociedade.

Combater o crime é obrigação, tal qual proteger e tratar as vítimas da tragédia.

Não há hipocrisia nesse caminho, que está em consonância com o que quer e precisa a sociedade: um mundo limpo dessa sujeira!

Mary del Priore


“… E quem somos? Indivíduos de muitas caras. Virtuosos e pecadores, oscilando entre a transigência e a transgressão. Em público, civilizados. No privado, sacanas. Na rua, liberados; em cãs, machistas. Ora permissivos, ora autoritários. Severos com os transgressores que não conhecemos, porém indulgentes com os nossos, os da família. Ferozes com os erros dos outros, condescendentes com os próprios. Em grupo, politicamente corretos, porém racistas em segredo. Fora, entusiastas dos “direitos humanos”, mas, cá dentro, a favor da pena de morte. Amigos de gays, mas homofóbicos. Finos para “uso externo” e grossos para o interno. Exigentes na cobrança de direitos, mas relapsos no cumprimento de deveres. Somos velhos e moços, nacionalistas e internacionalistas, cosmopolitas e provincianos, divididos entre a integração e a preservação de nossas múltiplas identidades. Na intimidade, miramos nossas contradições. Resta saber se gostamos do que vemos.”

Mary del Priore, Histórias íntimas - sexualidade e erotismo na história do Brasil. São Paulo, Editora Planeta do Brasil, 2011.

quarta-feira, junho 15, 2011

Não acendam fogueira!

Germano Romero

Neste São João, além dos ecologistas, ambientalistas e todos os que se preocupam com o meio ambiente, os cristãos também têm um oportuno motivo para refletir sobre a proteção ao meio ambiente que inspirou o tema da Campanha da Fraternidade, anual e costumeiramente lançada pela Igreja Católica logo após o carnaval. Na de 2011, há um justo apelo de atenção à Natureza, sagrado berço materno e fonte de energia e recursos para todos os seres, que nas últimas décadas têm sofrido toda sorte de agressões e contaminação.

Sobre este assunto é bom lembrar que o arcebispo Dom Aldo, que bate de frente contra maus costumes, inclusive da igreja católica, já escreveu artigo contra a queima de fogueiras juninas.

Há alguns anos, Campina Grande saiu na frente de João Pessoa na luta em defesa do meio ambiente lançando protesto contra as fogueiras, com a brilhante campanha “Brinque o São João sem fogueira nem balão”.

Cientes de que já é hora de apagar o fogo e reacender a ótima idéia, é sempre bom lembrar que, inobstante a poesia que gerou o costume de queimar madeira nesta época, os tempos mudaram. A pequena fogueirinha que Isabel, prima de Nossa Senhora, teria acendido em cima de um monte para anunciar o nascimento de João Batista, seu filho, não se compara às toneladas de madeira destruídas anualmente, sobretudo no nordeste.

Em pouco mais de 500 anos, da exuberante Mata Atlântica, vista pelos portugueses quando aqui se aboletaram, só restam míseros 4 %, mas ninguém liga pra isso...

É hora de rever conceitos, antes que seja tarde. Não se pode mais continuar a agir da mesma maneira de anos atrás. Não podemos nos dar ao luxo de certas extravagâncias contraditórias e imprudentes em nome de nenhuma tradição! Pensemos nisso.

Cultivemos as belezas das festas juninas, a riqueza de seu folclore, de sua música, as delícias culinárias, enfim, a confraternização humana e saudável da festa em si. Mas, não esqueçamos de que o homem evolui junto com a razão.

Então, reflitamos: o oxigênio já não é tão abundante, o “efeito estufa”, causado pelo acúmulo de fumaça no nosso céu tem provocado sérios danos ao clima e à saúde, tornando irrespirável o ar das noites de São João. Pensemos no prejuízo ecológico que tem origem nos milhares de fogueiras que são queimadas anualmente em nome dos santos do mês de junho. Será que esses “anjos” ficam mesmo satisfeitos com a esdrúxula e intempestiva homenagem? Será que não lhes desagrada ofender a natureza, derrubar árvores, destruir o “santo” oxigênio, queimar madeira, poluir o ar, em nome de um folclore que já não tem mais sentido?...

Pescaria

Nosso Patrono
Stanislaw Ponte Preta
(Sérgio Porto)


— Fomos uns cinco pescar — conta-nos o amigo que há muito não encontrávamos. Tinha comprado um molinete e, segundo nos confessou, desde menino sonhava em ter o seu próprio molinete. Por isso aceitou o convite.

Quando o encontramos, às 11 horas da noite de sábado, estava cansadíssimo e queria ir dormir. Mesmo assim contou como foi a pescaria.

— Eles me convidaram dizendo que estava dando muito pampo na Barra da Tijuca. Passaram lá em casa às 7, me pegaram e saímos para comprar isca.

Ficaram comprando isca e lá pelas 9 horas entraram num bar para tomar um negócio porque estava ameaçando chuva e era preciso precaução. Às 11 horas, saíram do bar e tinha um camarada na porta vendendo siris.

— Vivos? — perguntamos:

Nosso amigo diz que sim e que, por isso mesmo, era preciso preparar. Ninguém levava comida para a pescaria e, portanto, até que seria bom cozinharem uns siris para fazer o farnel.

Na casa de um dele, a cozinheira foi avisada de que chegariam dentro em pouco com uma centena de siris para preparar. E de fato chegaram, lá pelas duas da tarde.

Foi tudo muito rápido. Às 5 horas os siris estavam prontinhos e todos sentados em volta da mesa, para experimentar. Trouxeram umas cervejas e foram comendo, foram comendo, até que chegou uma hora em que havia mais siris do que fome. Resolveram tomar providências e telefonaram para uns amigos.

— Venham comer siris.

Os amigos chegaram com um violão e uma garrafa de uísque. Uísque vai, uísque vem, deu fome outra vez. Eram oito horas quando a cozinheira salvou a situação com uma panelada de carne-seca com abóbora. Uns sirizinhos antes, como aperitivo, e todos caíram na carne-seca.

Então deu vontade de cantar. Um lá pegou o violão, os outros suas caixas de fósforo e começaram a lembrar sambas antigos.

E nosso amigo, ainda com o caniço e o molinete na mão, confessa:

— Saí de lá agora.

— E a pescaria?

— Pescaria? Que pescaria?



Texto extraído do livro "10 em Humor", Editora Expressão e Cultura — Rio de Janeiro, 1968, pág. 54.

A Transformção de CHE

O Globo

"Senti algo que nunca senti: a necessidade de sobreviver. Terei que corrigir isso da próxima vez." O relato do jovem Che Guevara, num dia de combate em Sierra Maestra após ser surpreendido por forças do ditador Fulgencio Batista, faz parte de um dos cadernos que o guerrilheiro escreveu durante batalhas e que agora assumem a forma do livro "Diário de um combatente".

- São reveladores, apesar de boa parte já ser conhecida através de outros textos. Neles se pode ver como Ernesto Guevara se converteu em Che - explica Jon Lee Anderson, autor da que é considerada a melhor biografia do guerrilheiro e que comemorou a publicação do diário.

O lançamento coincidiu com o aniversário do guerrilheiro. Se fosse vivo, Che teria completado 83 anos ontem. Mas, executado em 1967, a imagem que ficou foi a do jovem revolucionário. Imagem que é reforçada pelo livro, que cobre o período de 1956, quando desembarca do iate Granma em Cuba, aos 28 anos, até o final de 1958, às vésperas do triunfo da Revolução Cubana. Publicado pelo Centro de Estudos Che Guevara com a editora Ocean Sur, o livro traz os comentários sintéticos e às vezes irônicos sobre vitórias, combates e escaramuças.

- Aqui está tudo o que ele vai sentindo, os companheiros que caem a seu lado, o que vai aprendendo da realidade cubana que não conhecia - contou María del Carmen Ariet, coordenadora científica do Centro de Estudos Ernesto Guevara, a instituição que abriga os arquivos de Che e que é dirigida por sua viúva, Aleida March.

Para Anderson, que teve acesso aos cadernos, é uma demonstração de como se forma um guerrilheiro.

- Um relato esclarecedor é o que conta como executa pessoalmente o primeiro traidor, no segundo mês da revolução, algo que não se sabia até se conhecer as notas. Explica secamente como fez, as últimas palavras do morto e uma única observação: "Esta noite não tive asma" - contou Anderson, por telefone, ao jornal "El País".

Alguns trechos fizeram parte de "Passagens da guerra revolucionária", uma mistura de memória e ensaio publicada por Che. Mas a nova publicação mantém a característica de diário, com as emoções dos combates. Ela levou anos para virar um livro devido à falta de dois cadernos, que compreendem vários meses de luta, além da necessidade de transcrever a letra miúda e às vezes difícil de entender do guerrilheiro e de checar datas e nomes. Para completar alguns momentos que estavam nos cadernos perdidos, o centro contou com a ajuda do próprio Fidel Castro.

Trechos do livro foram lidos na presença de antigos companheiros de luta, como Armando Hart e o médico Oscar Fernández Mell, além da viúva e de uma das filhas, Aleida Guevara.

- Nosso propósito é fazer com que sejam conhecidos sua obra, seu pensamento, sua vida para que o povo cubano e o mundo em geral o conheça tal como era - completou a viúva, Aleida March.

A editora adverte que se tratam de "notas elaboradas para uso pessoal, por não ter tempo, naquele momento, de desenvolvê-las", admitindo que há algumas imprecisões devido ao desconhecimento original do guerrilheiro sobre a geografia da ilha, e também em relação a nomes e datas. Depois de uma grande revisão, muitas foram consertadas. Há ainda fotografias mostrando a passagem por Sierra Maestra, assim como a reprodução de ordens de combate, como a escrita e assinada por Fidel, determinando o avanço da coluna até Santa Clara, onde deteve as forças de Batista.

O livro ajuda a compor uma parte importante da vida de Che, que nasceu na cidade argentina de Rosario em 14 de junho de 1928. Ele estudou Medicina e, antes de se interessar pela questão cubana, percorreu a América do Sul numa viagem que mais tarde resultou no livro e no filme "Diários de motocicleta". O argentino conheceu Fidel em 1956, na Cidade do México, e juntos começaram a planejar uma expedição com 82 homens para derrubar Batista. Che foi ainda ministro da Indústria e presidente do Banco Nacional de Cuba, antes de partir para formar um foco guerrilheiro na Bolívia, onde acabou emboscado em 9 de outubro de 1967.

Para Anderson, o mundo mudou muito e os novos acontecimentos poderiam trazer dilemas a Che.

- O mundo já não é tão branco nem tão negro. Por exemplo, ele não consideraria verdadeiras revoluções as revoltas no mundo árabe porque veria uma carência de ideologia. Em público se veria obrigado a se situar na crítica oficial ao imperialismo americano e à intervenção na Líbia, mas em privado sentiria incômodo com a corrupção e a maneira de atuar desses governos - acredita Anderson.

terça-feira, junho 14, 2011

O Brasil Anedótico - Então!

Domingos Barbosa

SALVANDO A GRAMÁTICA


Resolvida a adesão da província ao movimento de 15 de novembro, foi constituída no Maranhão uma Junta Governativa, de que era membro o tribuno Paula Duarte, republicano da propaganda; o major Tavares, representando o elemento militar e o comerciante Francisco Xavier de Carvalho, homem de poucas letras mas de grande seriedade, que entrava, no caso, como delegado do povo.

Ao fim de alguns dias de governo, apareceu na imprensa de São Luiz um manifesto assinado pelos três, admiravelmente escrito, mas que se particularizava, do princípio ao fim, pela violência da linguagem.

Espantado com a assinatura de Paula Duarte naquele documento imprudente, um amigo procurou-o, para estranhar o fato.

- Que podia eu fazer, filho? - observou o tribuno, abrindo os braços. - Que podia eu fazer?

E desculpando-se:

- Imagine você que, entre a ignorância e a espada, mal pude salvar a gramática!

Domingos Barbosa - Silhuetas, pág. 81

Simpatia É Quase Amor!


Atenção amigos do "Cordão Encarnado", aposentados ou não. Sugiro que armem a rede no terraço e se ainda resta um ranger de dentes por causa do "vagabundo" do Fernando Henrique esqueçam e leiam cuidadosamente o que a vossa presidentA andou cometendo. Diria a minha Tia Nevinha: "Pra quem entende!" HC.

"Em seus 80 anos há muitas características do senhor Fernando Henrique Cardoso a homenagear. O acadêmico inovador, o político habilidoso, o ministro-arquiteto de um plano duradouro de saída da hiperinflação e o presidente que contribuiu decisivamente para a consolidação da estabilidade econômica. Mas quero aqui destacar também o democrata. O espírito do jovem que lutou pelos seus ideais, que perduram até os dias de hoje. Esse espírito, no homem público, traduziu-se na crença do diálogo como força motriz da política e foi essencial para a consolidação da democracia brasileira em seus oito anos de mandato. Fernando Henrique foi o primeiro presidente eleito desde Juscelino Kubitschek a dar posse a um sucessor oposicionista igualmente eleito. Não escondo que nos últimos anos tivemos e mantemos opiniões diferentes, mas, justamente por isso, maior é minha admiração por sua abertura ao confronto franco e respeitoso de ideias. Querido presidente, meus parabéns e um afetuoso abraço!”