josémariaLealpaes
No chamado concerto das nações, o Brasil é um país desconcertante. Dramático – ou labioso? -, o ministro da Justiça prefere a morte aos cárceres, a antessala do inferno ao rés das fossas. Posou de Beccaria, mas o marquês italiano, nascido em Milão (1738 – 1794), não era filiado a algo semelhante ao PT. Que, há 10 anos no poder, ampliou a tragédia carcerária com o mau uso dos recursos orçamentários e financeiros disponíveis. Eco – calculado - ao da Justiça, o ministro – condenado -, que veste a toga do Supremo, babou cinismo. Lecionou, gaguejante e aflito, ser a pena pecuniária, e não o cárcere, a adequada aos ladrões mensaleiros. Tadinhos, diria a editora-chefe. Desde Okamoto, pagador das dívidas de Lula, dinheiro não é problema para o PT. Até os carrapatos do altiplano central sabem que a estrela do PT, acoitada na escuridão dos crimes, escândalos e patifarias, brilhou no céu da Pátria no instante do mensalão de Zé Dirceu e quadrilha. Brilho vil das moedas de Marcos Valério, Pizzolato e da rataria do Rural e do BMG. Desconcertante Brasil: em primeira instância, a Justiça não viu a uva no milagre econômico, o maior da era lulista, que transformou o filho do presidente da República de monitor de zoológico em milionário sócio da Telemar/Oi. Do mesmo modo, também não mais pode ser considerada improbidade administrativa a confecção e distribuição, aos milhões de segurados da Previdência, de cartas com fotos de Lula e do então ministro Amir Lando. Solar, a propaganda pessoal foi paga com dinheiro público. A caravana baila e os sabujos ladram, abanam o rabo. Contentes. Dos filhos deste solo és mãe, desconcertante Brasil: você, leitor e contribuinte, vai pagar o Imposto de Renda dos 14º e 15º salários dos senadores. Sonegadores descarados.

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