segunda-feira, outubro 15, 2012
Humberto Soares, meu pai
por Plínio Palhano, segunda-feira, 15 de Outubro de 2012
É difícil homenagear aqueles que são os nossos parentes diretos como fazem muitas pessoas, ao destacar os seus entes queridos de forma como se só existisse aquele mundinho familiar, egoísta, que, na minha visão, esse tipo de atitude é desprezível, família é toda humanidade; mas não poderia deixar de lembrar, nesse dia, o meu pai, que o considerei um amigo, Humberto Soares, um professor acima de tudo, e no exercício como magistrado, também ensinava os advogados recém-formados que o procuravam, em sua comarca, para começar a prática da advocacia, muitos reconheceram que ele foi a segunda escola de direito. Como professor foi lembrado por todos os alunos que o tinham realmente um mestre e conselheiro, disso fui testemunha por grande parte deles se referirem ao professor com amizade e respeito. Atendia a todos, dos humildes que os procurava confiantes de serem confortados de alguma forma em suas solicitações carentes, às pessoas mais ilustres. Aliás, apreciava mais o contato com o povo, porque sentia simplicidade no trato, e também as necessidades eram prementes, procurava servi-los quando estava em seu alcance legal. Uma pessoa querida pelos populares e saudada, com alegria, quando se dirigia ao fórum da cidade onde estava. Era um juiz das antigas e, como professor universitário de línguas, sabia latim, francês, português, na acepção erudita da palavra... Prolatava uma sentença humanizada, do próprio punho, com arte e conhecimento técnico, sem os computadores que temos o privilégio de usufruí-lo, hoje. 32 anos de sua morte e cada vez mais próximo – em 15 de outubro de 1980, no dia do professor.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

2 comentários:
Querido amigo e mestre - parabéns pelo seu dia!:
Você deixou o artista emocionado e grato pela postagem, porque fiz essa declaração de amizade ao meu pai, como algo de intimidade - porque também estava sempre lembrando dele nesses dias e quando vi, você me fez esta surpresa!
Os bons amigos a gente não esquece, assim como você, também o meu pai foi um deles; pretendi que fosse, vamos dizer assim, um amor discreto àquele que me proporcionou a vida e a educação; mais grato não poderia ser a ele e a você pela gentil postagem.
Um grande abraço.
Plínio
P.S. - Li, ontem, no seu famoso Blog, a sua crônica quando conta o encontro com Carlos Lacerda, arretado! E o vídeo maravilhoso que você postou...e mais outras coisas. Parabéns pelo Blog, está cada vez melhor.
Plínio amigo
Bela homenagem a seu pai!
O verdadeiro professor é levar à prática a teoria estudada dentro dos muros de uma escola e isso o seu pai demonstrou com os advogados recém-graduados quando se viram às voltas com o exercício da profissão, tarefa que não é fácil. Maravilha!
O que mais me emocionou, entretanto,foi o carinho e o respeito que lidava com os mais humildes. Um relato digno de um filho sensível com alma de artista.
Abração, Mary
P.S> Cadê vc que não apareceu mais aqui em casa...
Postar um comentário