Ipojuca Pontes Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa de desemprego entre a população economicamente ativa no Brasil, em 2011, vem oscilando entre 6,4 e 6,5% - índices considerados palatáveis pelo governo e o próprio ministro Mantega. Já para o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o patamar de desemprego no mesmo período está sendo avaliado em aproximados 10%. (Nos Estados Unidos, enfrentando índice de desemprego de 9,1%, Barack Obama vem sendo ameaçado de despejo nas próximas eleições).
A aferição da taxa de desemprego no Brasil é tarefa complicada. Em primeiro lugar porque seu cálculo, em geral, é feito em cima de dados de apenas seis regiões metropolitanas, vale dizer: São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Recife. Em segundo lugar porque mesmo adotando metodologia sofisticada, que levanta os dados do desemprego a partir de análises estruturais, tecnológicos, conjunturais e friccionais, as instituições de pesquisas deixam de lado o exame de uma de suas componentes mais ativa, senão a principal: a interferência nociva do Estado, com seus encargos sociais absurdos, em cima das relações trabalhistas. Para simples registro, basta assinalar que num contrato de salário mínimo com carteira assinada o “monstro frio” se apropria de outro tanto subtraído do empregado e do empregador.
O problema do desemprego, como se sabe, é universal. Mas em países como o Brasil, que adotam políticas fiscais baseadas na expansão de impostos e da burocracia parasitária, a coisa tende a degringolar, pois o Estado, sempre faminto, tende a se apossar da riqueza criada pelo capital e o trabalho. Em “nosso” país, o governo hoje se apropria de mais de R$ 1 trilhão para, entre outras mazelas, tratar mal da saúde, educação, segurança, infra-estrutura e, por sua vez, fomentar como um alucinado a gastança, a fraude e o desperdício.
Quem mais sofre com esse tipo de política são os jovens que, sem emprego, alheios ao assistencialismo governamental, caem na marginalidade, transformando-se em braços ativos para o tráfico da droga ou do crime organizado (e desorganizado), Segundo o IPEA, instituto de pesquisa econômica, eles representam hoje 54% do universo dos brasileiros desempregados. É muita gente.
Por outro lado, contraditoriamente, o país está trazendo de fora mão-de-obra de nível superior para ocupar cargos qualificados: simplesmente, as universidades nacionais não conseguem mais formar gente capacitada, especialmente no campo da engenharia. Todo mundo quer ser cineasta, compositor ou ator da Rede Globo.
Um adendo: recentemente, na Espanha, devido ao alto índice de desemprego, a juventude desocupada impôs severa derrota regional ao presidente socialista José Luis Zapatero, prestes a cair do cavalo. No Brasil não corremos tal risco. A juventude, embora desempregada, “está em outra” e os socialistas estão apenas começando.
Sem medo de ser feliz.
Nenhum comentário:
Postar um comentário