sexta-feira, dezembro 18, 2009

A Imagem do Dia

O ENFARTE LHE PEGA... E ACABA ESSA BANCA!

Presentes de Natal

CONTARDO CALLIGARIS

Folha de São Paulo, quinta-feira, 03 de dezembro de 2009

Para quem os recebe, nossos presentes valem pouco mais da metade do que eles nos custam

TUDO INDICA que vai ser um "grande" mês de dezembro. Compraremos e distribuiremos presentes como nunca; provaremos de vez que o país saiu da crise de 2008.

De qualquer forma, o Brasil já está entre os campeões mundiais em extravagância perdulária natalina. Claro, há muitos países ricos que, no Natal, gastam mais do que a gente, mas o que vale, nessa classificação, não são os valores absolutos, mas as vendas do varejo no mês de dezembro comparadas com as dos meses contíguos. Ora, em dezembro, no Brasil, a gente gasta por volta de 40% a mais do que na média de novembro e janeiro.

Não quero criticar o costume de oferecer presentes e os "excessos" das festas. A questão que me interessa é outra: toda consideração moral à parte, será que os gastos natalinos são um bom negócio para a economia? Ou seja, gastando para presentes e ceias, estamos mesmo criando e distribuindo riqueza?

Joel Waldfogel, professor da Wharton (a famosa escola de administração da Universidade da Pensilvânia), acaba de publicar um pequeno livro, seriíssimo e divertido, "Scroogenomics - Why You Shouldn't Buy Presents for the Holidays" (Scroogeconomia - por que você não deve comprar presentes para as festas; Princeton Univ. Press). O livro defende a tese seguinte: o Natal é uma calamidade econômica, durante a qual nossas sociedades, a cada ano, destroem riquezas consideráveis.

Para começar, Waldfogel repetiu em vários contextos culturais uma mesma experiência: perguntou a grupos de presenteados quanto eles se disporiam a pagar para adquirir os objetos que acabavam de receber.

No Brasil, em 2008, o resultado foi o seguinte: em média, os presenteados estariam dispostos a pagar, pelos presentes que tinham recebido, 47% a menos do que os ditos presentes tinham custado para os presenteadores. Ou seja, 47% do que foi gasto pelos presenteadores não produziu valor nenhum, perdeu-se na transação.

Digamos que comprei para você, por R$ 100, um objeto pelo qual você pagaria, no máximo, R$ 53. Claro, minha despesa subvencionou o comércio e a produção do objeto que comprei, mas ela foi uma catástrofe econômica: quase a metade do que gastei não serviu para nada. Joguei dinheiro fora. Quer a gente goste ou não da tradição natalina de trocar presentes, seria bom, comenta Waldfogel, que conseguíssemos, ao menos, tornar essa troca mais produtiva. Obviamente, Waldfogel aprova o uso do vale-presente (embora, nos EUA, misteriosamente, um vale-presente em cada dez não seja nunca resgatado) e nos encoraja a oferecer dinheiro, sem constrangimento.
Talvez fosse bom mesmo racionalizar nossas trocas natalinas, mas, antes disso, três observações.

1) Por que oferecemos presentes?
Resposta óbvia: para produzir a maior satisfação possível no presenteado, para fazê-lo feliz. Talvez, mas vamos devagar. Por exemplo, é bem possível que a troca natalina de presentes seja sobre tudo um gigantesco "potlatch", como dizem os antropólogos, ou seja, uma maneira de torrarmos festivamente nossos recursos (dinheiro, bens e tempo) só para manifestar nossa riqueza (grande ou pequena) aos outros, ao céu e a nós mesmos. Além disso, cada um presenteia amigos e inimigos por razões que pouco têm a ver com a intenção de fazer o outro feliz. Há presentes pedagógicos e paternalistas (ofereço um vale-livros ao primo que não gosta de ler e uma camiseta P ao maridão que virou um boto), assim como há presentes que servem só para intimidar os presenteados (no estilo: "Este, meu caro, você nunca vai poder retribuir".).

2) Será mesmo que qualquer presenteado saberia escolher seu próprio presente melhor do que qualquer presenteador, por generoso e bem intencionado que esse seja?

Duvido: basta considerar a montanha de trapos e quinquilharia que apodrece em nossos armários e estantes (tudo adquirido por nós mesmos) para saber que nossas próprias escolhas são tão incertas quanto as dos que tentam nos presentear.

3) Quando alguém que amo (e que me ama) me oferece um presente, não espero receber aquele objeto que quero e procuro há tempo -claro, vou gostar de receber isso, e vai ser uma festa, mas, cá entre nós, esse tipo de coisa posso encontrar e comprar sozinho. De quem me ama, espero muito mais: espero receber algo que, até então, literalmente, eu não sabia que eu queria. O verdadeiro presente é aquele que me revela meu próprio desejo.

Enfim, boas compras de Natal.

Contardo Calligaris é um psicanalista italiano radicado no Brasil. É colunista da Folha de S. Paulo. Doutor em Psicologia Clínica pela Universida da Provença (França), onde defendeu a tese "A Paixão de Ser Instrumento", estudo sobre a personalidade burocrática. Professor de Antropologia na Universidade da Califórnia em Berkeley (Estados Unidos), e de Estudos culturais na New School of New York. Colunista do jornal Folha de S. Paulo desde 1999.

quinta-feira, dezembro 17, 2009

A Foto do Fato

Lá na Bella Italia, o carcamano do Berlusconi já recebeu o seu presente de um amigo nada secreto. Aqui em Pindorama, uns e outros bem que mereciam corretivo semelhante. Ainda dá tempo, quem sabe até o natal ? H.C.

A Charge do Dia

quarta-feira, dezembro 16, 2009

INJUSTIÇA OU FALTA DE TUDO ??

Havia já postado esta mensagem há um certo tempo atrás. Não deu em nada como sói acontecer, em Pindorama. Volto a postar pois quem sabe, à custa da obstinação, talvez algum dia...
Releia e medite. HC


Giselli - RJ
Equipe de Coordenação.

Ontem alunos vândalos... hoje médicos idôneos ???

Para seu conhecimento....

Vocês se lembram do estudante de medicina que foi encontrado morto na piscina da USP, em 1999? Ele foi afogado mecanicamente (isto significa que, mesmo não sabendo nadar, foi jogado várias vezes na piscina, até que não resistisse mais), num trote realizado na USP. Então, vocês têm que saber que, até hoje, ninguém foi responsabilizado pela morte do rapaz. E os acusados estão livres, leves, soltos, exercendo suas profissões e gozando a vida.

Tomem nota do nome dos acusados:

1) Dr. FREDERICO CARLOS JANA NETO, não mais chamado pelos amigos de 'Ceará', para que ninguém se lembre dele pelo apelido, que ficou associado à tragédia de 1999. Formado pela USP, tem 28 anos e atende no Hospital das Clínicas de SP;


2) Dr. ARY DE AZEVEDO MARQUES NETO , tem 25 anos e na época, era aluno do 3° ano e presidente da associação atlética, e foi dele o grito de guerra para que os calouros fossem jogados na piscina (que possui de 2 a 4 metros de profundidade);


3) Dr. GUILHERME NOVITA GARCIA , especializado em ginecologia (cuidado mulheres! ), também cursa cirurgia.Tem 29 anos e é apelidado de 'Campanha'. Admitiu ter feito brincadeiras
para assustar os calouros e admite ainda ter jogado uma estudante na piscina naquele dia;


4) Dr. LUIS EDUARDO PASSARELLI TIRICO , titular do time de basquete da faculdade e considerado o 'mauricinho' da turma. Tem 24 anos, e, junto com FREDERICO E GUILHERME, foi denunciado. Não podemos, também, esquecer do;

Sr. Dr. MÁRCIO THOMAZ BASTOS que virou- pasmem! MINISTRO DA JUSTIÇA do governo Lula (mais uma do Lula ), e que, 24 horas depois de assumir o cargo, pediu a SUSTAÇÃO DO PROCESSO. Isso porque ele era um dos advogados de defesa do Dr.LUIS EDUARDO PASSARELL TIRICO. Diz o ministro da justiça de Lula que inexiste relação entre sua nomeação e o pedido de sustação do processo, mas,segundo a promotora responsável pelo caso, é, no mínimo, uma coincidência muito estranha o fato de a ação ser interrompida um dia depois da nomeação de Márcio Thomaz Bastos, sabendo-se que ele defendia um dos acusados.

Vê-se, portanto, que sem o prosseguimento da ação, até hoje o único culpado (???) foi a própria vítima, EDISON TSUNG CHI HSUEH, que pagou com a própria vida pelo esforço que fez para entrar no curso da USP.

Só pra refrescar mais um pouco a memória.
O Sr. MÁRCIO THOMAZ BASTOS , foi também advogado dos delinqüentes que assassinaram o indio pataxó, a quem, igualmente, NADA aconteceu. E essa figura funesta, o defensor-mor dos direitos humanos só para os bandidos, posa como ex-ministro.


REPASSE ESSA INFORMAÇÃO, NÃO POR COMPAIXÃO, MAS SIM PARA QUE A JUSTIÇA SEJA FEITA. SÓ ASSIM PODEREMOS SONHAR COM UMA SOCIEDADE JUSTA, HONESTA E COM MENOS VIOLÊNCIA.


Drª Sonia R. G. Tiriba
Assessoria Empresarial/Tribunal de Júri
Consultoria de 3º Setor
55 13 3289-82449711-4577

PORQUE ME UFANO DO MEU PAÍS - 2

SEM COMENTÁRIOS

A Imagem do Dia

terça-feira, dezembro 15, 2009

ACONTECEU O O O (8)

COMENTÁRIOS DE VALDEZ JUVAL

Estou aqui!
Fui mas já voltei.
Pensou estar livre de minha presença?
Ou será que sentiu a minha falta?
Seria muita presunção!!!
É que tirei férias.
Férias? O que será férias para um aposentado?

Foi uma pausa na rotina.

Viajei por aqui por perto acompanhado de quem me acompanha a mais de 50 anos. Saímos, eu e minha mulher, passeando de mãos dadas, relembrando o que foi o nosso primeiro encontro, o nosso primeiro abraço, o nosso primeiro beijo. Quantas esperanças estavam guardadas naqueles momentos para vivermos juntos não sabíamos quanto tempo.

E fomos vivendo, alegres e felizes, suportando também as intempéries que a vida nos oferecia.

Vencemos e vitoriosos chegamos a este momento que, na realidade se torna inebriante.
Perdão amiga,
perdão amigo.
Estou no êxtase da contemplação e logicamente tenho o dever de reservar um espaço para o sentimento interior que me cerca, forçando uma barra para você compartilhar comigo.

Mas também preciso de um lugar bem grande para fazer o mais importante dos agradecimentos: Obrigado Deus, obrigado querida Mãe Santíssima, nossa Imaculada Conceição. Sem vocês eu não estaria relembrando agora toda uma vida e não estaria mencionando os nomes daqueles que estão me acompanhando com a querida mulher, companheira, esposa e mãe Henriette.

Obrigado meus filhos Henri Juval, Jussara Maria e Jeanine Maria; obrigado meus netos Tesse, Iuri, Saulinho, Julie e Natália; obrigado também meu bisneto em gestação. Seja você bem vindo.

NOTA DA REDAÇÃO:

Não sei se os amigos se deram conta que venho escrevendo o arquivo “Aconteceu...” na forma pronominal da primeira pessoa do singular; individualismo justificado pela observação de que EU seria o responsável de tudo que estivesse dito e comentado.
A responsabilidade vai continuar mas o tratamento será alterado para a maneira não egoísta de ser. (como sempre foi a forma que gostei de escrever).
Você também vai estar incluído ou incluída no vocês.
Pluralismo também e com certeza absorvente no destinatário das mensagens.
Entendido? EU serei NÓS e VOCÊ será VOCÊS.

A VANTAGEM DE NÃO SABER FALAR INGLÊS.

Recebo um e-mail de minha neta Tesse e como sempre faço, em se tratando de amigos, ABRO. (Assim mesmo sou precavido temendo algum informativo de alguma ”abominável criatura do hacker”.)
A mensagem estava escrita em inglês.
Como sou analfabeto até na língua pátria, fiquei sem saber de que se tratava.
Estranho, muito estranho!
Mas minha neta esclareceu que não tinha sido a remetente do comunicado e foi constatada a inclusão de vírus.
Fui portanto salvo do inimigo não completando a operação de abertura por não saber traduzir o texto.

QUANDO O CINEMA ERA A MAIOR DIVERSÃO.
VAMOS RECORDAR?

A Bela da Tarde
A estória de uma mulher jovem, bela, rica e bem casada, porém infeliz. Ela busca novas experiências em um bordel onde oferece seus serviços, buscando realizar suas mais ousadas fantasias sexuais.

Casablanca
Americano aventureiro tem o bar e cassino mais popular de Casablanca, até que tudo ameaça vir abaixo com a volta de uma velha paixão.

Código da Vinci
Um assassinato no Louvre, pistas e códigos numa pintura de Leonardo da Vinci levam o “simbologista” Robert Langdon a descobrir uma sociedade secreta.


Confidências à meia noite
Uma famosa comédia com Rock Hudson e Dóris Day. Como conflito, a guerra dos sexos e a virgindade ameaçada da mocinha.

E o vento levou
Antes, durante e depois da Guerra Civil a história de bela e petulante Scarlett O’Hara, que sonha com o amor do galante Asheley Wilkes.

A sessão continua no próximo domingo.

(Sinopses adaptadas da revistamonet)


FLAMENGO CAMPEÃO BRASILEIRO DE FUTEBOL DE 2009


NOTÍCIAS RECENTES DO MUNDO

Aversão ao risco aumenta e Dólar sobe.

Bovespa cede ao pessimismo e fecha no negativo durante a semana mas se recupera.

Nosso informante para assuntos de economia:
LIQUIDEZ DTVM LTDA
RICARDO MARCIO CORIOLANO LEMOS
FONE: 4502-2318 - CEL.9906-8473
AV. BRIGADEIRO FARIA LIMA, 3144 - 7º ANDAR
RJ-021> 4502-2306 - NYC> 1 917 637-2306
Estamos aguardando autorização de Ricardo Lemos para colaborador permanente deste Arquivo.

Lembrem-se: a Lei 12.007 de 29-07-2009
já está em vigor. Muito útil neste fim de ano.

Felicidades, amigos!
Experimentem clicar esta imagem.
Considerem que representa a nossa mensagem de alegria para todos em qualquer momento da vida, começando pelo NATAL.

De um e_mail enviado pelo amigo Marcos Paiva.

VAMOS FICANDO POR AQUI.
AGRADECEMOS A ATENÇÃO DE TODOS.
DISPONHAM E ATÉ BREVE.
Do amigo
Valdez

PS- Pedimos licença para que neste final de página possa prestar uma singela homenagem a mim mesmo e à minha mulher nas comemorações de nossas bodas de ouro.


E O TEMPO PASSOU...




BODAS DE OURO HENRIETTE E VALDEZ 8 de Dezembro de 2009