quinta-feira, janeiro 30, 2014
domingo, janeiro 26, 2014
sábado, janeiro 25, 2014
Sou Michelangelo Buonarroti
Plínio Palhano
Um
dos escultores representativos do Renascimento não gostava de ser
apresentado apenas como um artífice. Corrigia o interlocutor e dizia:
“Não sou o escultor Michelangelo. Sou Michelangelo Buonarroti”
(1475-1564), isto é, sou um gênio. E até hoje não há quem discorde
disso. Talvez reagisse assim por ter sido reprimido pelo pai ao
encontrar a sua vocação tão cedo — considerada, à época, uma atividade
menor. Desprezava o latim e a geometria escolares, pretendendo ser um
artista. E o pai, mesmo irado por essa escolha, com ralhos e gritos,
encaminha seu filho à oficina do pintor Ghirlandaio. Lá, por pouco
tempo, aprende a arte da pintura e a magia do afresco, que lhe serão
úteis no futuro. A paixão maior era a escultura. Logo aos 6 anos, num
canteiro de obras no jardim da casa dos pais, onde brincava manejando o
escopo e o martelo junto aos artesãos, desenvolveu o tato próprio dos
escultores, sentindo a rugosidade das pedras e tentando entender como
retirar delas imagensFoi na oficina do escultor Bertoldo que mergulhou na matéria mais apreciada para se expressar. Tornou-se um operário da pedra a partir daí. A oficina do mestre escultor era uma das iniciativas do mecenas Lourenço de Médici, o Magnífico (1449-1492), que forneceu obras antigas de suas coleções para a formação nas artes plásticas e não fazia distinção, na educação, das artes literárias. Um príncipe sem coroa de Florença. Reunia todos os sábios em seu palácio e entendeu de imediato o gênio Michelangelo, abrindo as portas, para o jovem artista, daquele mundo do mecenato, onde se respirava a beleza, a cultura e a tradição. O artista recebeu o impulso inicial e realizou obras-primas renascentistas. Um dos filhos de Lourenço, Giovanni de Médici, tornou-se o Papa Leão X, em 1513, e também foi um aficionado da arte e da cultura.
O
encontro fundamental na arte de Michelangelo foi com o Papa Júlio II. O
papa encomenda-lhe um afresco no teto da Capela Sistina. Michelangelo
resiste. Diz-lhe que não era pintor, mas fundamentalmente escultor.
Júlio II revida dizendo-lhe que ele aprendeu, sim, na oficina de
Ghirlandaio, a arte do afresco; portanto, ele iria realizar o trabalho. O
artista revolta-se ao ponto de tentar deixar Roma. Mas cede ao rigoroso
cetro papal e concorda realizar a imensa obra com a composição de 520 m2,
em 4 anos de trabalhos ininterruptos, entre crises e lutas. Inicia com
alguns auxiliares, mas dispensa-os e realiza na solidão da Capela o
grande universo! Outros papas lhe
proporcionaram realizar mais obras-primas. Clemente VII, a Capela dos
Medici e o grande sonho do artista: a tumba de Júlio II. E Paulo III o
afresco do Juízo Final, na parede do altar da Capela Sistina...
Plínio Palhano é artista plástico
domingo, janeiro 19, 2014
Uma aventura em 1930
Hugo Caldas
Paraíba. Rua Duque de Caxias. Caminhão repleto de soldados rebeldes estacionado perto do antigo Colégio Pio X. Rapaz de 17 anos chega para assistir às aulas daquela tarde. A farda do estudante pouco diferia do uniforme cáqui dos rebeldes. Arranjam-lhe um lenço vermelho e o jovem combatente está quase pronto para a frente de batalha no Recife, não sem antes invadir, em companhia de alguns soldados, o Colégio das Neves onde estudava a minha futura mãe, sob a justificativa esfarrapada de caça a um perrepista. À vista daquela porção de homens decididos e armados pelos corredores do estabelecimento fez com que algumas freirinhas desmaiassem. Os "invasores" arrependidos e nervosos (matar freira e padre dá um azar danado) decidem voltar para o caminhão que os levaria para a guerra no Recife, de onde o nosso estudante retorna preso dois dias depois, por ordem expressa do senhor seu pai, o Desembargador Caldas Brandão. O Recife inteiro já havia caído, com exceção de um um "carro blindado" que vivia atazanando a vida do inimigo e de um atirador solitário encastelado com uma metralhadora MG 42 - Lurdinha - de fabricação alemã numa das guaritas da Casa de Detenção, a varrer tudo que se movesse na Praça Joaquim Nabuco. Os rebeldes da Paraíba mal conseguiam se mexer, protegidos por enormes pneus de trator. À noite, o Sargento Nunes chega se esgueirando como podia por entre os pneus e grita: “Tem um estudante por aqui?” Eu, responde o nosso herói. “Ta preso”, vai voltar comigo para a Paraíba de madrugada“.
A Viagem de Volta:
Confiaram-lhe uma pasta, contendo documentos importantes e algum dinheiro para ser entregue em mãos ao tenente Juarez Távora que se encontrava homiziado na casa de Odon Bezerra, em Tambiá. Em hipótese alguma deveriam parar o carro. Para qualquer tetativa de parar o automóvel a ordem era atirar para matar. Nas proximidades de um lugar conhecido como Maricota, divisaram alguém no acostamento dando com a mão. Sem diminuir a marcha o Sargento Nunes perguntou, ordenando:
- Qual é a ordem, estudante? O nosso herói sem um pingo de convicção aperta o gatilho. Neste exato momento o carro é crivado por uma formidável rajada de balas... Ninguém se feriu mas o carro chegou ao destino todo costurado com os tiros..
Em Tambiá, o Tenente Juarez Távora os recebeu em pé, verificou o conteúdo da pasta, encaminhou-se até o estudante e disse circunspecto:
- "A Pátria está muito orgulhosa e agradecida pelo seu trabalho". Um dia você será devidamente recompensado. Fez-lhe um pequeno afago nos cabelos e retirou-se. Já de volta ao automóvel o Sargento Nunes pensava:
Entregar a pasta ao Tenente Juarez foi fácil. E mal disfarçando um sentimento de afeição... "O duro vai ser entregar esse estudante ao Doutor Juiz".
E assim foi feito. Doutor Caldas os recebeu vestindo um robe de chambre por cima do pijama azul. Ajeitou mecanicamente o pince-nez no topo do nariz e...
- Doutor Juiz aqui está o seu rapaz, são e salvo.
- Sargento, eu e a minha família lhe somos eternamente gratos pela proteção dada a esse maluco. Vira-se para o nosso herói e:
- "Agora é conosco"! Ciente do que poderia acontecer, o Sargeno Nunes apressa o passo para a saída, dá um abraço afetuoso no estudante e diz num quase sussurro: "Boa sorte, você vai precisar"!
A BRONCA
- Isso é coisa que se faça!
- Mas, meu pai...
- Não tem MAS nem meio MAS. Você é menor de idade e eu sou o seu pai. Não poderia ter ido sem a minha permissão. Sua mãe adoeceu e passou mal e tudo por sua culpa...
Após ouvir uma série de reprimendas o nosso herói pondera que realmente desejava juntar-se aos revoltosos e dessa vez pede a permissão paterna. Permissão concedida, alista-se, volta ao Recife naquele mesmo dia e participa como ativo guerreiro da Revolução de Trinta ao lado dos Liberais.
A volta veio confirmar o que se falava há muito. O Recife havia caído, apenas resistindo com um atirador solitário e um tal "blindado".
A coluna paraibana encontrava-se refestelada em uma confeitaria da Rua da Imperatriz.quando o blindado apareceu. Tratava-se de um furgão, desses para a entrega de cigarros no qual acharam de colocar umas tantas placas de aço à guisa de blindagem.
Freou bruscamente em frente à confeitaria e suprema audácia, atirou para dentro do estabelecimento. Após constatar que não havia feridos, o Sargento Nunes grita:
- Moçada, vamos ver se esse blindado é bom mesmo: Ao meu comando: Fogo centrado!
O blindado rodopiou uma, duas, três vezes até bater em um poste do meio da rua. De súbito um fio de sangue escorre no estribo da viatura. Abrem as portas com cuidado: Dentro, onze legalistas mortos. Retiraram os mortos e os deitaram em fileira no leito da rua. O estudante ainda teve tempo para uma oração, enquanto trocava as perneiras de marca "Carnaúba", o que de melhor havia no mercado, nas pernas de um tenente. Delicadamente colocou as suas perneiras usadas nas pernas do defunto.
A Viagem de Volta:
Confiaram-lhe uma pasta, contendo documentos importantes e algum dinheiro para ser entregue em mãos ao tenente Juarez Távora que se encontrava homiziado na casa de Odon Bezerra, em Tambiá. Em hipótese alguma deveriam parar o carro. Para qualquer tetativa de parar o automóvel a ordem era atirar para matar. Nas proximidades de um lugar conhecido como Maricota, divisaram alguém no acostamento dando com a mão. Sem diminuir a marcha o Sargento Nunes perguntou, ordenando:
- Qual é a ordem, estudante? O nosso herói sem um pingo de convicção aperta o gatilho. Neste exato momento o carro é crivado por uma formidável rajada de balas... Ninguém se feriu mas o carro chegou ao destino todo costurado com os tiros..
Em Tambiá, o Tenente Juarez Távora os recebeu em pé, verificou o conteúdo da pasta, encaminhou-se até o estudante e disse circunspecto:
- "A Pátria está muito orgulhosa e agradecida pelo seu trabalho". Um dia você será devidamente recompensado. Fez-lhe um pequeno afago nos cabelos e retirou-se. Já de volta ao automóvel o Sargento Nunes pensava:
Entregar a pasta ao Tenente Juarez foi fácil. E mal disfarçando um sentimento de afeição... "O duro vai ser entregar esse estudante ao Doutor Juiz".
E assim foi feito. Doutor Caldas os recebeu vestindo um robe de chambre por cima do pijama azul. Ajeitou mecanicamente o pince-nez no topo do nariz e...
- Doutor Juiz aqui está o seu rapaz, são e salvo.
- Sargento, eu e a minha família lhe somos eternamente gratos pela proteção dada a esse maluco. Vira-se para o nosso herói e:
- "Agora é conosco"! Ciente do que poderia acontecer, o Sargeno Nunes apressa o passo para a saída, dá um abraço afetuoso no estudante e diz num quase sussurro: "Boa sorte, você vai precisar"!
A BRONCA
- Isso é coisa que se faça!
- Mas, meu pai...
- Não tem MAS nem meio MAS. Você é menor de idade e eu sou o seu pai. Não poderia ter ido sem a minha permissão. Sua mãe adoeceu e passou mal e tudo por sua culpa...
Após ouvir uma série de reprimendas o nosso herói pondera que realmente desejava juntar-se aos revoltosos e dessa vez pede a permissão paterna. Permissão concedida, alista-se, volta ao Recife naquele mesmo dia e participa como ativo guerreiro da Revolução de Trinta ao lado dos Liberais.
A volta veio confirmar o que se falava há muito. O Recife havia caído, apenas resistindo com um atirador solitário e um tal "blindado".
A coluna paraibana encontrava-se refestelada em uma confeitaria da Rua da Imperatriz.quando o blindado apareceu. Tratava-se de um furgão, desses para a entrega de cigarros no qual acharam de colocar umas tantas placas de aço à guisa de blindagem.
Freou bruscamente em frente à confeitaria e suprema audácia, atirou para dentro do estabelecimento. Após constatar que não havia feridos, o Sargento Nunes grita:
- Moçada, vamos ver se esse blindado é bom mesmo: Ao meu comando: Fogo centrado!
O blindado rodopiou uma, duas, três vezes até bater em um poste do meio da rua. De súbito um fio de sangue escorre no estribo da viatura. Abrem as portas com cuidado: Dentro, onze legalistas mortos. Retiraram os mortos e os deitaram em fileira no leito da rua. O estudante ainda teve tempo para uma oração, enquanto trocava as perneiras de marca "Carnaúba", o que de melhor havia no mercado, nas pernas de um tenente. Delicadamente colocou as suas perneiras usadas nas pernas do defunto.
sábado, janeiro 18, 2014
quarta-feira, janeiro 15, 2014
O verdadeiro histórico do Governo Sérgio Cabral
Esse será o Governador que gerenciará os Bilhões de investimentos destinados ao Rio de Janeiro para a Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas de 2016.
As entranhas do governo Cabral: o mais corrupto da história do Rio de Janeiro | ||||||||||||||||||||||||||||||||
Vamos começar pelos personagens que cercam Sérgio Cabral, os “generais” que comandam a pilhagem dos recursos públicos, que estão saqueando a população do Rio de Janeiro, através de farsas, negociatas, maracutaias e tramas nos bastidores. É a turma dos negócios promíscuos de Cabral. Vocês vão ver que por muito menos Collor e José Roberto Arruda (Distrito Federal) sofreram o impeachment. Preparem-se! Os negócios em família
Adriana Ancelmo Cabral – a esposa de Cabral O escritório de advogacia, do qual é sócia majoritária, tem como clientes, empresas concessionárias de serviços públicos estaduais e outras que têm contratos de prestação de serviços com o Estado. O Metrô e a Supervia, apesar dos caóticos serviços prestados, conseguiram por intermédio de Adriana, que o marido, Cabral, renovasse por mais 30 anos os contratos de concessão. A esposa de Cabral também advoga para o Grupo Facility, do “Rei Arthur”, que tem contratos de mais de R$ 1,5 bilhão com o governo Cabral. A mulher de Cabral representa os interesses jurídicos de várias empresas que têm contratos milionários com o Estado e dependem de decisões do governador.
Mauricinho Cabral – o irmão de Cabral Esse é um personagem que se move nas sombras, mas toda a mídia conhece muito bem, e protege por interesse próprio. É publicitário e não tem nenhum cargo no governo. Mas é ele que controla a milionária verba de publicidade e se reúne com o pessoal dos grandes veículos de comunicação. Usa a agência FSB para distribuir as verbas e comprar a blindagem do irmão Cabral. O vice que virou alma gêmea nos negócios
Luiz Fernando Pezão – o vice-governador É o homem que cuida das Obras do Estado e negocia os contratos milionários e está sujo dos pés grandes até a cabeça, passando pelas mãos ainda maiores, que lhe rendem o apelido de “Mão Grande”. Usa seu subsecretário, Hudson Braga para fazer a ponte com as empreiteiras, menos a Delta, que é linha direta Cabral – Fernando Cavendish. Está enrolado no TCU por conta do contrato da DELTA, das obras do Arco Rodoviário. Um escândalo de superfaturamento. É o responsável pela reforma do Maracanã e vai ter que responder por que mandou pagar R$ 8 milhões à DELTA antecipadamente, antes mesmo de realizar algumas intervenções previstas no contrato. Está metido numa negociata da desapropriação de um imóvel em Barra do Piraí, que pertencia à família de sua mulher, foi super avaliado e em seguida desapropriado por um valor muito acima do mercado. Os amigos e braços-direitos nos negócios
Régis Fichtner – o secretário da Casa Civil É um dos braços-direitos de Cabral desde que ele era deputado na ALERJ. Responsável pelas negociatas de imóveis desapropriados do banqueiro Daniel Dantas, denunciadas pela revista Carta Capital. O banqueiro ganhou milhões graças à generosidade da caneta de Cabral negociada com Régis Fichtner. Acertou e foi o autor da chamada Lei Luciano Huck, que legalizou centenas de imóveis de luxo construídos em área de preservação de Angra dos Reis, beneficiando o apresentador e muita gente graúda. É o interlocutor com a Justiça e o Ministério Público.
Wilson Carlos – o secretário de Governo Amigo de Cabral desde os tempos de estudante é o homem que cuida dos negócios com os políticos. É o outro braço-direito. Cuida do toma lá dá cá de Cabral. Foi flagrado em uma investigação da Polícia Federal como possuidor de contas em paraísos fiscais na China, não declaradas. Os secretários bons de negócios
Sérgio Côrtes – o secretário de Saúde Esse é o campeão de negócios sujos. Grupo Facility, TOESA e as ambulâncias, TCI, Barrier e os remédios. Mansão, cobertura, joalheria. Luxos milionários que não têm como ser explicados.
José Mariano Beltrame – o secretário de Segurança Responsável pelo contrato de aluguel dos carros da PM, a negociata com a Julio Simões cujo valor pago por viatura dá para comprar duas novas por ano. Acusado por seu ex-subsecretário de fazer escutas ilegais. Numa afronta à Constituição ganha mais que ministro do STF acumulando indevidamente salário da Polícia Federal. É o responsável pela política de acordos com as milícias. Tinha como assessores de confiança um falso tenente-coronel do Exército e o miliciano Chico Bala. Abafou as investigações da corrupção na Polícia Civil descobertas pela Operação Guilhotina e com medo da ameaça de revelações do delegado Allan Turnowski, de acusador virou sua testemunha de defesa. Turnowski sabe as relações de Beltrame com as milícias, que estão por trás da farsa das UPPs.
Wilson Risolia – o secretário de Educação O economista do mercado imobiliário que desde o início do ano toca os negócios milionários de aluguel de aparelhos de ar condicionado e outros equipamentos; além das compras superfaturadas de computadores e outros.
Julio Lopes – o secretário de Transportes O homem que negocia com as empresas de ônibus, além do Metrô, das Barcas e da Supervia. Está por trás de toda a proteção às empresas e manda os passageiros terem paciência. Os empresários parceiros de negócios
Arthur Cezar de Menezes Soares Filho, o “Rei Arthur” – Grupo Facility O poderoso “Rei Arthur” vive escondido em Miami, numa mansão milionária – dizem que tem medo de ser preso no Brasil - e chegou a abrir uma filial do Porcão na cidade americana, para satisfazer seu gosto por churrasco. Tem no governo Cabral contratos de prestação de serviços que ultrapassam R$ 1,5 bilhão, muitos sem licitação. Tem funcionários terceirizados em praticamente todas as áreas do governo Cabral, além do Ministério Público e da Polícia Federal. Cabral viaja no seu jatinho e já se hospedou mais de uma vez na sua mansão de Miami.
Fernando Cavendish – Empreiteira Delta Esse é o segundo mais poderoso empresário do grupo de Cabral pelo valor dos contratos, R$ 1 bilhão, grande parte sem licitação. Mas é o primeiro no coração de Cabral que intermediou a entrada da Delta em mais contratos milionários da prefeitura do Rio, além de outras. Está em maus lençóis depois de tudo o que está vindo à tona, por conta do acidente de helicóptero da Bahia. Segundo a revista Veja, bate no peito pra dizer que pode comprar políticos. De pequeno empreiteiro virou o campeão de obras no Rio, sob a benção do amigo Cabral, também seu vizinho do condomínio PortoBello, como o secretário de Sérgio Côrtes. Os aliados políticos e sócios nos negócios
Natalino e Jerominho – Os irmãos milicianos ex-políticos cassados Um ex-deputado, o outro ex-vereador. Chefes da milícia Liga da Justiça fizeram acordo político com Cabral, que andava com eles pra cima e pra baixo e até cantou com eles num palanque na Zona Oeste. Depois foram traídos por Cabral que não confiava neles, e que usou a milícia rival de Chico Bala, por sugestão de Beltrame para destroná-los
Eduardo Paes – O prefeito do Rio Afilhado político de Sérgio Cabral. Retribuiu o apoio do padrinho fraqueando os contratos da prefeitura aos amigos de Cabral, “Rei Arthur” (Facility) e Fernando Cavendish (Delta). Os dois multiplicaram por muitas vezes seus negócios com a prefeitura de Paes.
Jorge Picciani – O presidente do PMDB e ex-presidente da ALERJ O homem que deu sustentação política a Cabral na ALERJ, durante os quatro anos que a presidiu. Barrou qualquer tentativa de investigação. Nos bastidores tentou de todas as formas, destruir adversários de Cabral, que podiam atrapalhar os negócios. Participa ativamente do governo Cabral. A secretaria de Educação é dele, e está por trás dos contratos da compra de computadores superfaturados e de aluguel de ar de condicionado. A empresa INVESTIPLAN, que pertence a Paulo Trindade, sócio de Picciani em negócios de gado, detém mais de 90% dos contratos de informática do governo Cabral. A INVESTIPLAN também está envolvida no Mensalão do Arruda, no Distrito Federal
Paulo Melo – O presidente da ALERJ O presidente da ALERJ era até o ano passado o Líder de Cabral e quem comandava a tropa de choque que protegia o governador. De vendedor de cocadas virou um dos maiores milionários da Região dos Lagos, onde os contratos do governo Cabral passam pela sua negociação. É o campeão da multiplicação do patrimônio pessoal entre os presidentes de assembléias legislativas do país, segundo revelou recente reportagem. Dono de inúmeros imóveis adquiriu recentemente uma fazenda milionária em Rio Bonito e é dono de hotel, em Araruama. Segundo ele ficou rico ganhando comissões como corretor de imóveis na Região dos Lagos. Olha, e isso é apenas um breve resumo das participações de cada personagem. Esse é o time de Cabral que comanda o mar de lama no nosso Estado. Convenhamos que só pelo que mostrei aqui, e pelas pessoas envolvidas, da família e os principais cargos-chave do governo, o escândalo do impeachment de Collor e do Mensalão do Arruda, no Distrito Federal não chegam nem perto. Ou como definiu há algum tempo o jornalista Cláudio Humberto, os dois primeiros casos parecem “Sessão da Tarde” perto do que acontece nas entranhas do governo Cabral. Com toda a sinceridade, depois de tudo o que mostrei, e após tudo o que já veio à tona desde o acidente de helicóptero da Bahia, quem não se indignar, não se levantar contra o governo mais corrupto da história do Rio de Janeiro e o governador que está assaltando os cofres públicos, ou está levando alguma vantagem ou é completamente alienado. |
terça-feira, janeiro 14, 2014
Às autoridades da República
Percival Puggina
Excelências. Li, de capa a capa, o volumoso livro de Romeu Tuma Júnior que leva o sugestivo título "Assassinato de reputações". A obra ganhou uma espécie de lançamento nacional através da revista Veja, no início de dezembro último, e consta entre as mais vendidas no país. Presumo, por isso, que milhares de cidadãos a estejam lendo. Assim como eu, hão de estar perplexos e alarmados com as denúncias que faz.
É na condição de cidadão que redijo esta carta. Parece-me conveniente fazê-lo assim, aberta, para tornar pública a inquietação da maioria dos leitores que já percorreram as exaustivas páginas desse livro. Dirijo-a às autoridades porque são várias as que podem agir neste caso. Não alinharei, aqui, as acusações e denúncias descritas em "Assassinato de reputações". De um lado porque muito pouco sei sobre o autor e, como simples cidadão, não tenho como averiguar a autenticidade do que dele se diz e do que ele relata. De outro, porque a honra alheia não encontra em mim alguém disposto a assassiná-la. A prudência exige que sobre ela só se emita juízo público negativo após sentença transitada em julgado.
No entanto... milhares estão lendo esse livro. Como eu, se fazem perguntas civicamente inquietantes. Por que persiste, decorrido um mês inteiro de seu lançamento, o perturbador e coletivo silêncio de quantos deveriam agilizar-se para contestá-lo? Por que, mais grave ainda, as próprias instituições tão fortemente atacadas e apontadas como objeto de aparelhamento político-partidário não bradam em sua própria defesa? As denúncias são graves e, se verdadeiras, descortinam a gênesis de um Estado policial e totalitário. Há crimes noticiados no livro. E o de prevaricação não me parece o maior deles.
Em meio ao inquietante silêncio de quem deveria falar, as solitárias reações que encontro ao explosivo texto são disparos laterais dirigidos ao seu autor, que se apresenta, na obra, como uma das vítimas dos assassinatos em série que menciona. Convenhamos que desacreditar o livro com uso do argumentum ad hominem, mediante ataque pessoal ao autor, não é satisfatório ou suficiente ante a torrente de denúncias que formula, relatando episódios que diz ter pessoalmente vivido. Aos cidadãos brasileiros interessa saber se o que está dito no livro é verdade ou não. E quais as providências adotadas por quem as deve adotar. Inclusive contra o autor se for o caso. Num Estado de Direito, os fatos descritos exigem investigação e cabal esclarecimento. Não podem ser varridos para baixo do espesso tapete do tempo. Não são, também, prevaricação, o silêncio de quem deveria falar e a omissão de quem deveria agir?
Bem sei que a promiscuidade entre as funções de governo e as de Estado decorre do vício institucional que as vincula ao mesmo centro de poder. Nosso lamentável presidencialismo faz isso. É tentador, nele, confundir os espaços partidários (por isso provisórios) próprios do governo, com os espaços permanentes (e por isso não partidários) da administração pública e do Estado. No entanto, por mais que o modelo favoreça o aparelhamento das instituições, não é aceitável a ideia de que vivemos num país onde algumas delas servem para investigar ou não investigar, dependendo do lado para onde sopra o vento das más notícias. Gerar dossiês por encomenda política é coisa de Estado policial, totalitário.
domingo, janeiro 12, 2014
sábado, janeiro 11, 2014
O Maranhão da Tia Roseana...
Repassando...
“Eu acredito que estamos fazendo tudo o que podemos com o recursos que temos. O Maranhão é um Estado pobre. Estava vendo hoje o nosso orçamento: R$ 14 bilhões. Esse orçamento do Maranhão equivale a um quinto do orçamento da cidade de São Paulo, que não tem 217 municípios, não tem 217 redes hospitalares, não tem nada disso.” José Sarney em entrevista a Rádio Mirante AM, uma das emissoras que compõem o império estadual de comunicação da família, em 27/12/2013.
Ao ser perguntada sobre a intenção do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de pedir a intervenção federal por conta da violência, Roseana afirmou não acreditar na hipótese e enumerou obras e ações de sua gestão:
Segundo a governadora, apesar das mortes, seu governo não cometeu qualquer ato contra os direitos humanos. A ONU pede uma investigação sobre o assunto. “Não cometemos qualquer crime de direitos humanos. Mas temos de ser mais atentos”, admitiu.
Ela se irritou quando uma repórter perguntou ao ministro José Eduardo Cardozo por que a presidente Dilma Rousseff e mesmo ele ainda não tinham se manifestado sobre os problemas no estado administrado pelo clã Sarney. Cardozo disse que o governo se manifesta de forma concreta e procura ajudar estados administrados pela oposição e por políticos que apoiam o governo. Mas Roseana, exaltada, disse que não é certo falar em família.
“Eu acredito que estamos fazendo tudo o que podemos com o recursos que temos. O Maranhão é um Estado pobre. Estava vendo hoje o nosso orçamento: R$ 14 bilhões. Esse orçamento do Maranhão equivale a um quinto do orçamento da cidade de São Paulo, que não tem 217 municípios, não tem 217 redes hospitalares, não tem nada disso.” José Sarney em entrevista a Rádio Mirante AM, uma das emissoras que compõem o império estadual de comunicação da família, em 27/12/2013.
![]() |
Foto da obra
“Sacrum
Consanguineis Imperium Sarney” |
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, reuniu-se ontem com a
governadora do Maranhão, Roseana Sarney, e anunciou um plano de ações conjuntas
para tentar amenizar a situação nos presídios do estado, onde foram registradas
60 mortes de detentos...
Ao ser perguntada sobre a intenção do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de pedir a intervenção federal por conta da violência, Roseana afirmou não acreditar na hipótese e enumerou obras e ações de sua gestão:
- Eu não acredito que ele vá pedir a intervenção,
porque estou cumprindo meu dever. O Maranhão está indo muito bem. Talvez seja o
único estado do Brasil que vai ter todas as suas cidades interligadas por
asfalto. O Maranhão está atraindo empresas e investimentos. Um dos problemas
que estão piorando a segurança é que o estado está mais rico, o que aumenta o
número de habitantes.
- Até setembro, estava dentro do limite que se
esperava — declarou, argumentando que as mortes ocorreram apenas em uma unidade
do complexo de Pedrinhas, onde duas facções disputam o domínio do tráfico e
matam seus rivais, inclusive decepando cabeças.
- Nosso sistema de saúde é muito bom para os presos...
Nosso presídio feminino é um exemplo para todo o Brasil.
Segundo a governadora, apesar das mortes, seu governo não cometeu qualquer ato contra os direitos humanos. A ONU pede uma investigação sobre o assunto. “Não cometemos qualquer crime de direitos humanos. Mas temos de ser mais atentos”, admitiu.
Ela se irritou quando uma repórter perguntou ao ministro José Eduardo Cardozo por que a presidente Dilma Rousseff e mesmo ele ainda não tinham se manifestado sobre os problemas no estado administrado pelo clã Sarney. Cardozo disse que o governo se manifesta de forma concreta e procura ajudar estados administrados pela oposição e por políticos que apoiam o governo. Mas Roseana, exaltada, disse que não é certo falar em família.
- Não existe família. Eu sou a governadora. Quem manda
aqui não é a família, sou eu. Vocês querem penalizar a família, mas eu,
Roseana, sou a responsável pelo que acontece no Maranhão. Jorge B. Moreno/O Globo - Leia
na íntegra
![]() |
Foto enviado por Sergio Chear |
O governo do Maranhão enviou relatório à Procuradoria Geral da República
dizendo já ter investido “mais de R$ 130 milhões na construção de presídios,
equipamentos, melhoria e manutenção das unidades existentes”. Mas, na verdade, diminuiu em mais da
metade os gastos com segurança pública no estado. Uma consulta do GLOBO ao
Portal da Transparência do Maranhão mostrou que os gastos com o Fundo
Penitenciário Estadual em 2013 foram 65,5% menores que os de 2012 - Confira.
Em compensação Roseane foi às compras e estourou o cartão de crédito
do povo maranhense para os próximos 100 anos. Parodiando Marcos 13/2, Roseane
não deixou peixe sobre crustáceo. Ela conseguiu promover o maior sururu
licitatório, jamais visto, embaixo dos lençóis maranhenses.
120 kg de Bacalhau do
porto de 1ª qualidade.
100 kg de Bacalhau
dessalgado 1ª qualidade.
800 kg de Camarão
fresco grande com cabeça.
700 kg de Camarão
médio com cabeça, para torta, fresco.
700 kg de Camarão seco
torrado (com pouco sal), graúdo sem cabeça e casca.
250 kg de Camarão seco
graúdo sem cabeça e casca.
800 kg de Filé de
pescada amarela fresca.
80 kg de Lagosta
fresca.
750 kg de Patinha de
caranguejo fresca.
200 kg de Pescadinha
inteira fresca.
120 kg de Pescada
inteira fresca.
90 kg de Pescada
amarela em posta sem contra peso e fresco.
80 kg de Salmão
defumado.
100 kg de Salmão
fresco.
20 kg de Sururu limpo
fresco.
100 kg de Peixe Pedra
bem fresquinha.
80 kg de Anchova
fresquinha.
Pra encerrar: A Secretaria de Justiça e Administração
Penitenciária (Sejap) do governo do Maranhão contratou em setembro do ano
passado, para reformar um presídio, sem licitação, uma empresa que, três meses
antes, foi acusada por uma comissão da Assembleia Legislativa do Estado de
envolvimento num esquema que teria desviado R$ 4,9 milhões da Secretaria de Desenvolvimento
Social e Agricultura Familiar.
A gestão Roseana Sarney quitou de uma só vez, em 24 de
dezembro do ano passado, contrato no valor de R$ 210 mil com a Sonortec
Sociedade Norte Técnica de Construção, para reformas na Casa do Albergado
Masculino, em São Luís. No entanto, ainda não há nenhum sinal de obras, segundo
agentes penitenciários que dão expediente na unidade.
Não é bolinho não! Como dizia minha vó, Da. Elizabeth, a primeira e
única - pelo menos por parte de mãe: “Filha
de corrupto, não basta ser ilícita, tem que ser indecorosa”!
sexta-feira, janeiro 10, 2014
Porque me ufano do meu país...

PROFESSORA DA REDE PÚBLICA É PRESA APÓS ENSINAR ALUNOS A NÃO SUJAR A ESCOLA.
O fato ocorreu na escola estadual Professor Caetano Azeredo localizada na região centro-sul de Belo Horizonte. A professora já aposentada instituiu um projeto em que voluntariamente os alunos ajudariam a limpar as pichações no interior da escola. Era a segunda vez que o projeto era realizado e vinha apresentando excelentes resultados com uma redução considerável no número de pichações. Os próprios alunos participantes disseram que não iriam mais pichar, pois haviam percebido o quão era difícil a limpeza pelas faxineiras da escola. Porem, nesta edição do projeto, um fato inusitado ocorreu: um pai denunciou a professora por exploração do trabalho infantil e, a mesma acabou sendo algemada e jogada dentro de uma viatura policial sendo levada presa para delegacia. É isso mesmo uma idosa, excelente educadora, foi tratada como um marginal, pois estava cometendo o crime de formar cidadãos dignos. Enquanto isso, milhares de bandidos estavam livres e soltos matando e roubando. Após o incidente os professores disseram estar desanimados de continuar com a profissão e a escola centenária corre risco de ser fechada por falta de profissionais. O caso não saiu na imprensa sendo o relato dos professores de diretores a única fonte que pode ser confirmada ligando para a escola anteriormente citada.
O fato ocorreu na escola estadual Professor Caetano Azeredo localizada na região centro-sul de Belo Horizonte. A professora já aposentada instituiu um projeto em que voluntariamente os alunos ajudariam a limpar as pichações no interior da escola. Era a segunda vez que o projeto era realizado e vinha apresentando excelentes resultados com uma redução considerável no número de pichações. Os próprios alunos participantes disseram que não iriam mais pichar, pois haviam percebido o quão era difícil a limpeza pelas faxineiras da escola. Porem, nesta edição do projeto, um fato inusitado ocorreu: um pai denunciou a professora por exploração do trabalho infantil e, a mesma acabou sendo algemada e jogada dentro de uma viatura policial sendo levada presa para delegacia. É isso mesmo uma idosa, excelente educadora, foi tratada como um marginal, pois estava cometendo o crime de formar cidadãos dignos. Enquanto isso, milhares de bandidos estavam livres e soltos matando e roubando. Após o incidente os professores disseram estar desanimados de continuar com a profissão e a escola centenária corre risco de ser fechada por falta de profissionais. O caso não saiu na imprensa sendo o relato dos professores de diretores a única fonte que pode ser confirmada ligando para a escola anteriormente citada.
ATÉ GATO RECEBE BOLSA FAMÍLIA...
Parece piada, mas não é...
Billy, um gato com 4 anos de idade, foi cadastrado no Bolsa-Família como Billy da Silva Rosa, e recebeu durante sete meses o benefício do governo, R$ 20 por mês.
A descoberta ocorreu quando o agente de saúde Almiro dos Reis Pereira foi até a casa do bichano convocá-lo para a pesagem no posto de saúde, conforme exige o programa no caso de crianças: "Mas o Billy é meu gato", disse a dona da casa ao agente.
Ela não sabia que o marido, Eurico Siqueira da Rosa, coordenador do programa no município de Antônio João (MS), recebia o benefício do gato e de mais dois filhos que o casal não tem. Os filhos fantasmas faziam jus a R$ 62 cada, desde o início de 2008, quando Eurico assumiu o cargo.
O golpe foi identificado em Setembro e o benefício foi suspenso. Eurico ainda tentou retirar Billy do cadastro e pôr o sobrinho Brendo Flores da Silva no lugar. Mas já era tarde. No início desta semana o "pai" do gato Billy acabou exonerado a bem do serviço público e está sendo denunciado à Justiça. O promotor Douglas Oldegardo Cavalheiro disse que o servidor terá de devolver o que recebeu ilegalmente.
A descoberta ocorreu quando o agente de saúde Almiro dos Reis Pereira foi até a casa do bichano convocá-lo para a pesagem no posto de saúde, conforme exige o programa no caso de crianças: "Mas o Billy é meu gato", disse a dona da casa ao agente.
Ela não sabia que o marido, Eurico Siqueira da Rosa, coordenador do programa no município de Antônio João (MS), recebia o benefício do gato e de mais dois filhos que o casal não tem. Os filhos fantasmas faziam jus a R$ 62 cada, desde o início de 2008, quando Eurico assumiu o cargo.
O golpe foi identificado em Setembro e o benefício foi suspenso. Eurico ainda tentou retirar Billy do cadastro e pôr o sobrinho Brendo Flores da Silva no lugar. Mas já era tarde. No início desta semana o "pai" do gato Billy acabou exonerado a bem do serviço público e está sendo denunciado à Justiça. O promotor Douglas Oldegardo Cavalheiro disse que o servidor terá de devolver o que recebeu ilegalmente.
Informações do Jornal O Estado de São Paulo
Crime desmaterializado
Plínio Palhano
Costumo sempre viajar ao interior do Estado, mais pela gentileza das pessoas e por causa das belas paisagens. Em uma oportunidade encontrei um amigo. Desabafou-me que sofreu um atentado há algum tempo. Portando uma arma branca, o algoz, seu próprio irmão, avançou sobre ele com a intenção de matá-lo, não consolidando o intento delituoso por circunstâncias alheias à sua vontade, inclusive, com os gritos de sua mãe, idosa, segurando-lhe a mão, suplicando-lhe que não praticasse o crime.
Para preservar a vida, deu parte na delegacia local. O inquérito se estabelece. O delegado viu indícios como crime de tentativa de homicídio, proporcionando os primeiros passos à história processual da vítima. O algoz apresentou-se. Negou o crime, como quase todo réu. Inventou uma narrativa totalmente diferente. O delegado, experiente, convocou a polícia científica e rastreou o fato, contraditório à historieta do acusado. Concluídos os trabalhos do inquérito, encaminhou ao Ministério Público como tentativa de homicídio por motivos fúteis.
O promotor de plantão pediu a prisão preventiva do réu, mas o magistrado negou. Ainda era cedo. Nas audiências, um promotor diferente em cada uma delas. Um disse à vítima, quando esta foi lhe pedir orientação, que contratasse um advogado. Outro afirmou que preferia trabalhar sem advogado. E o juiz, com boas intenções, disse-lhe que ele não precisava de advogado, porque existiam excelentes promotores. Apesar da verdade dos fatos, as testemunhas, dois irmãos de ambos — vítima e réu —, simularam, em conluio sórdido com outras, dizendo que não viram a arma do crime, desmaterializando-a do processo – caracterizando-se, assim, um caso raro do fenômeno “paranormal” de desmaterialização – por interesses próprios principalmente, entre outros, para se vingar da vítima, pelo fato da denúncia da real tentativa de homicídio; e afirmaram que a vítima quis prejudicar o réu, por denunciá-lo, defendendo o seu próprio direito à vida. Na prática, constatou-se a intenção de anular o crime e culpar a vítima, que muitas vezes, morta ou viva, é a culpada nos processos penais no Brasil.
Eis a parte das alegações finais técnicas aceleradas de mais um dos promotores atuantes no processo, que, em um momento do texto, confunde o réu com a vítima: a arma do crime não existiu, porque as testemunhas e o réu confirmaram. Portanto, o código penal não o atinge, acreditando que a justiça será plena. Então, o amigo expressou: “Fui vítima três vezes: no atentado, nos falsos testemunhos e nas ações tramadas na clandestinidade. Isto incentivará o algoz a repetir o crime?”
Plínio Palhano é artista plástico
Costumo sempre viajar ao interior do Estado, mais pela gentileza das pessoas e por causa das belas paisagens. Em uma oportunidade encontrei um amigo. Desabafou-me que sofreu um atentado há algum tempo. Portando uma arma branca, o algoz, seu próprio irmão, avançou sobre ele com a intenção de matá-lo, não consolidando o intento delituoso por circunstâncias alheias à sua vontade, inclusive, com os gritos de sua mãe, idosa, segurando-lhe a mão, suplicando-lhe que não praticasse o crime.
Para preservar a vida, deu parte na delegacia local. O inquérito se estabelece. O delegado viu indícios como crime de tentativa de homicídio, proporcionando os primeiros passos à história processual da vítima. O algoz apresentou-se. Negou o crime, como quase todo réu. Inventou uma narrativa totalmente diferente. O delegado, experiente, convocou a polícia científica e rastreou o fato, contraditório à historieta do acusado. Concluídos os trabalhos do inquérito, encaminhou ao Ministério Público como tentativa de homicídio por motivos fúteis.
O promotor de plantão pediu a prisão preventiva do réu, mas o magistrado negou. Ainda era cedo. Nas audiências, um promotor diferente em cada uma delas. Um disse à vítima, quando esta foi lhe pedir orientação, que contratasse um advogado. Outro afirmou que preferia trabalhar sem advogado. E o juiz, com boas intenções, disse-lhe que ele não precisava de advogado, porque existiam excelentes promotores. Apesar da verdade dos fatos, as testemunhas, dois irmãos de ambos — vítima e réu —, simularam, em conluio sórdido com outras, dizendo que não viram a arma do crime, desmaterializando-a do processo – caracterizando-se, assim, um caso raro do fenômeno “paranormal” de desmaterialização – por interesses próprios principalmente, entre outros, para se vingar da vítima, pelo fato da denúncia da real tentativa de homicídio; e afirmaram que a vítima quis prejudicar o réu, por denunciá-lo, defendendo o seu próprio direito à vida. Na prática, constatou-se a intenção de anular o crime e culpar a vítima, que muitas vezes, morta ou viva, é a culpada nos processos penais no Brasil.
Eis a parte das alegações finais técnicas aceleradas de mais um dos promotores atuantes no processo, que, em um momento do texto, confunde o réu com a vítima: a arma do crime não existiu, porque as testemunhas e o réu confirmaram. Portanto, o código penal não o atinge, acreditando que a justiça será plena. Então, o amigo expressou: “Fui vítima três vezes: no atentado, nos falsos testemunhos e nas ações tramadas na clandestinidade. Isto incentivará o algoz a repetir o crime?”
Plínio Palhano é artista plástico
O PERIGO VERMELHO
Arnaldo Jabor
É necessário alertar a população pensante para essa mediocridade ideológica anacrônica e fácil para cooptar jovens sem cultura política.
Retiraram o corpo de João Goulart da sepultura para examiná-lo. Coisa deprimente, os legistas examinando ossos de 40 anos atrás para saber se foi envenenado. Mas, havia também algo de um ritual de ressurreição encenada. Jango voltava para a turma que está no poder e que se considera vítima de 1964 até hoje. Só pensam no passado que os “legitima” com nostalgia masoquista de torturas, heranças malditas, ossadas do Araguaia, em vez de fazerem reformas no Estado paralítico e patrimonialista.
Querem continuar a “luta perdida” daqueles tempos ilusórios. Eu estava lá e vi o absurdo que foi aquela tentativa de “revolução” sem a mais escassa condição objetiva. Acuaram o trêmulo Jango, pois até para subversão precisavam do Governo. Agora, nossos governantes continuam com as mesmas ideias de 50 anos atrás. Ou mais longe. Desde a vitória bolchevique de 1921, os termos, as ilusões são as mesmas. Aplica-se a eles a frase de Talleyrand sobre a volta dos Bourbons ao poder: “Não aprenderam nada e não esqueceram nada”.
É espantosa a repetição dos erros já cometidos, sob a falácia do grande “teólogo” da História, Hegel, de que as derrotas não passam de “contradições negativas” que levam a novas teses. Esse pensamento justificou e justifica fracassos e massacres por um ideal racional. No PT e em aliados como o PC do B há um clima de janguismo ou mesmo de “brizolismo”, preferência clara da Dilma.
Brizola sempre foi uma das mais virulentas e tacanhas vozes contrárias ao processo de desestatização.
Mas, além dessas mímicas brasileiras do bolchevismo, os erros que querem repetir os comunistas já praticavam na época do leninismo e stalinismo: a mesma postura, o mesmo jargão de palavras, de atitudes, de crimes justificados por mentiras ideológicas e estratégias burras. Parafraseando Marx, um espectro ronda o Brasil: a mediocridade ideológica.
É um perigo grave que pode criar situações irreversíveis a médio prazo, levando o país a uma recessão barra pesada em 2014/15. É necessário alertar a população pensante para esse “perigo vermelho” anacrônico e fácil para cooptar jovens sem cultura política. Pode jogar o Brasil numa inextrincável catástrofe econômica sem volta.
Um belo exemplo disso foi a recusa do Partido Comunista Alemão a apoiar os socialdemocratas nas eleições contra os nazistas, pois desde1924 Stalin já dizia que os “socialdemocratas eram irmãos gêmeos do fascismo”. Para eles, o “PSDB” da Alemanha era mais perigoso que o nazismo. Hitler ganhou e o resto sabemos.
Nesta semana li o livro clássico de William Waack “Camaradas”, sobre o que veio antes e depois da intentona comunista de 1935 (livro atualíssimo que devia ser reeditado), e nele fica claro que há a persistência ideológica, linguística, dogmática e paranoica no pensamento bolchevista aqui no Brasil. A visão de mundo que se entrevê na terminologia deles continua igual no linguajar e nas ações sabotadoras dos aloprados ao mensalão — o fanatismo de uma certeza. Para chegar a esse fim ideal, tudo é permitido, como disse Trotsky: “a única virtude moral que temos de ter é a luta pelo comunismo”. Em 4 de junho de 1918, declarou publicamente: “Devemos dar um fim, de uma vez por todas, à fábula acerca do caráter sagrado da vida humana”. Deu no massacre de Kronstadt, em 21.
No Brasil, a palavra “esquerda” continua o ópio dos intelectuais. Pressupõe uma “substância” que ninguém mais sabe qual é, mas que “fortalece”, enobrece qualquer discurso. O termo é esquivo, encobre erros pavorosos e até justifica massacres. Temos de usar “progressistas e conservadores”.
Temos de parar de pensar do Geral para o Particular, de Universais para Singularidades. As grandes soluções impossíveis amarram as possíveis. Temos de encerrar reflexões dedutivas e apostar no indutivo. O discurso épico tem de ser substituído por um discurso realista, possível e até pessimista. O pensamento da velha “esquerda” tem de dar lugar a uma reflexão mais testada, mais sociológica, mais cotidiana. Weber em vez de Marx, Sérgio Buarque de Holanda em vez de Caio Prado, Tocqueville em vez de Gramsci.
Não tem cabimento ler Marx durante 40 anos e aplicá-lo como um emplastro salvador sobre nossa realidade patrimonialista e oligárquica.
De cara, temos de assumir o fracasso do socialismo real. Quem tem peito? Como abrir mão deste dogma de fé religiosa? A palavra “socialismo” nos amarra a um “fim” obrigatório, como se tivéssemos que pegar um ônibus até o final da linha, ignorando atalhos e caminhos novos.
A verdade tem de ser enfrentada: infelizmente ou não, inexiste no mundo atual alternativa ao capitalismo. Isso é o óbvio. Digo e repito: uma “nova esquerda” tem de acabar com a fé e a esperança — trabalhar no mundo do não sentido, procurar caminhos, sem saber para onde vai.
No Brasil, temos de esquecer categorias ideológicas clássicas e alistar Freud na análise das militâncias. Levar em conta a falibilidade do humano, a mediocridade que se escondia debaixo dos bigodudos “defensores do povo” que tomaram os 100 mil cargos no Estado.
Além de “aventureirismo”, “vacilações pequeno burguesas”, “obreirismo”, “sectarismo”, “democracia burguesa,” “fins justificando meios”, “luta de classes imutável” e outros caracteres leninistas temos de utilizar conceitos como narcisismo, voluntarismo, onipotência, paranoia, burrice, nas análises mentais dos “militantes imaginários”.
Baudrillard profetizou há 20 anos: “O comunismo hoje desintegrado tornou-se viral, capaz de contaminar o mundo inteiro, não através da ideologia nem do seu modelo de funcionamento, mas através do seu modelo de des-funcionamento e da desestruturação brutal”, (vide o novo eixo do mal da A. Latina).
Sem programa e incompetentes, os neobolcheviques só sabem avacalhar as instituições democráticas, com alguns picaretas-sábios deitando “teoria” (Zizek e outros). Somos vítimas de um desequilíbrio psíquico. Muito mais que “de esquerda” ou “ex-heróis guerrilheiros” há muito psicopata e paranoico simplório. Esta crise não é só politica — é psiquiátrica.
É necessário alertar a população pensante para essa mediocridade ideológica anacrônica e fácil para cooptar jovens sem cultura política.
Retiraram o corpo de João Goulart da sepultura para examiná-lo. Coisa deprimente, os legistas examinando ossos de 40 anos atrás para saber se foi envenenado. Mas, havia também algo de um ritual de ressurreição encenada. Jango voltava para a turma que está no poder e que se considera vítima de 1964 até hoje. Só pensam no passado que os “legitima” com nostalgia masoquista de torturas, heranças malditas, ossadas do Araguaia, em vez de fazerem reformas no Estado paralítico e patrimonialista.
Querem continuar a “luta perdida” daqueles tempos ilusórios. Eu estava lá e vi o absurdo que foi aquela tentativa de “revolução” sem a mais escassa condição objetiva. Acuaram o trêmulo Jango, pois até para subversão precisavam do Governo. Agora, nossos governantes continuam com as mesmas ideias de 50 anos atrás. Ou mais longe. Desde a vitória bolchevique de 1921, os termos, as ilusões são as mesmas. Aplica-se a eles a frase de Talleyrand sobre a volta dos Bourbons ao poder: “Não aprenderam nada e não esqueceram nada”.
É espantosa a repetição dos erros já cometidos, sob a falácia do grande “teólogo” da História, Hegel, de que as derrotas não passam de “contradições negativas” que levam a novas teses. Esse pensamento justificou e justifica fracassos e massacres por um ideal racional. No PT e em aliados como o PC do B há um clima de janguismo ou mesmo de “brizolismo”, preferência clara da Dilma.
Brizola sempre foi uma das mais virulentas e tacanhas vozes contrárias ao processo de desestatização.
Mas, além dessas mímicas brasileiras do bolchevismo, os erros que querem repetir os comunistas já praticavam na época do leninismo e stalinismo: a mesma postura, o mesmo jargão de palavras, de atitudes, de crimes justificados por mentiras ideológicas e estratégias burras. Parafraseando Marx, um espectro ronda o Brasil: a mediocridade ideológica.
É um perigo grave que pode criar situações irreversíveis a médio prazo, levando o país a uma recessão barra pesada em 2014/15. É necessário alertar a população pensante para esse “perigo vermelho” anacrônico e fácil para cooptar jovens sem cultura política. Pode jogar o Brasil numa inextrincável catástrofe econômica sem volta.
Um belo exemplo disso foi a recusa do Partido Comunista Alemão a apoiar os socialdemocratas nas eleições contra os nazistas, pois desde1924 Stalin já dizia que os “socialdemocratas eram irmãos gêmeos do fascismo”. Para eles, o “PSDB” da Alemanha era mais perigoso que o nazismo. Hitler ganhou e o resto sabemos.
Nesta semana li o livro clássico de William Waack “Camaradas”, sobre o que veio antes e depois da intentona comunista de 1935 (livro atualíssimo que devia ser reeditado), e nele fica claro que há a persistência ideológica, linguística, dogmática e paranoica no pensamento bolchevista aqui no Brasil. A visão de mundo que se entrevê na terminologia deles continua igual no linguajar e nas ações sabotadoras dos aloprados ao mensalão — o fanatismo de uma certeza. Para chegar a esse fim ideal, tudo é permitido, como disse Trotsky: “a única virtude moral que temos de ter é a luta pelo comunismo”. Em 4 de junho de 1918, declarou publicamente: “Devemos dar um fim, de uma vez por todas, à fábula acerca do caráter sagrado da vida humana”. Deu no massacre de Kronstadt, em 21.
No Brasil, a palavra “esquerda” continua o ópio dos intelectuais. Pressupõe uma “substância” que ninguém mais sabe qual é, mas que “fortalece”, enobrece qualquer discurso. O termo é esquivo, encobre erros pavorosos e até justifica massacres. Temos de usar “progressistas e conservadores”.
Temos de parar de pensar do Geral para o Particular, de Universais para Singularidades. As grandes soluções impossíveis amarram as possíveis. Temos de encerrar reflexões dedutivas e apostar no indutivo. O discurso épico tem de ser substituído por um discurso realista, possível e até pessimista. O pensamento da velha “esquerda” tem de dar lugar a uma reflexão mais testada, mais sociológica, mais cotidiana. Weber em vez de Marx, Sérgio Buarque de Holanda em vez de Caio Prado, Tocqueville em vez de Gramsci.
Não tem cabimento ler Marx durante 40 anos e aplicá-lo como um emplastro salvador sobre nossa realidade patrimonialista e oligárquica.
De cara, temos de assumir o fracasso do socialismo real. Quem tem peito? Como abrir mão deste dogma de fé religiosa? A palavra “socialismo” nos amarra a um “fim” obrigatório, como se tivéssemos que pegar um ônibus até o final da linha, ignorando atalhos e caminhos novos.
A verdade tem de ser enfrentada: infelizmente ou não, inexiste no mundo atual alternativa ao capitalismo. Isso é o óbvio. Digo e repito: uma “nova esquerda” tem de acabar com a fé e a esperança — trabalhar no mundo do não sentido, procurar caminhos, sem saber para onde vai.
No Brasil, temos de esquecer categorias ideológicas clássicas e alistar Freud na análise das militâncias. Levar em conta a falibilidade do humano, a mediocridade que se escondia debaixo dos bigodudos “defensores do povo” que tomaram os 100 mil cargos no Estado.
Além de “aventureirismo”, “vacilações pequeno burguesas”, “obreirismo”, “sectarismo”, “democracia burguesa,” “fins justificando meios”, “luta de classes imutável” e outros caracteres leninistas temos de utilizar conceitos como narcisismo, voluntarismo, onipotência, paranoia, burrice, nas análises mentais dos “militantes imaginários”.
Baudrillard profetizou há 20 anos: “O comunismo hoje desintegrado tornou-se viral, capaz de contaminar o mundo inteiro, não através da ideologia nem do seu modelo de funcionamento, mas através do seu modelo de des-funcionamento e da desestruturação brutal”, (vide o novo eixo do mal da A. Latina).
Sem programa e incompetentes, os neobolcheviques só sabem avacalhar as instituições democráticas, com alguns picaretas-sábios deitando “teoria” (Zizek e outros). Somos vítimas de um desequilíbrio psíquico. Muito mais que “de esquerda” ou “ex-heróis guerrilheiros” há muito psicopata e paranoico simplório. Esta crise não é só politica — é psiquiátrica.
quarta-feira, janeiro 08, 2014
Saudades do Brasil
Músicos e Poetas.
Com esta
bela composição de sua autoria, Sivuca obteve o terceiro lugar no
Primeiro Festival Nacional do Choro (Brasileirinho), promovido em 1977
pela TV Bandeirantes. Originalmente saiu no álbum oficial do certame, em
gravação feita ao vivo durante o mesmo. Sivuca fez depois outros
registros de "Músicos e poetas", e eis aqui um deles.
segunda-feira, janeiro 06, 2014
Falta alguém na Juliano Moreira
Meu secretário Janistraquis, elegeu a bióloga do Greenpeace que foi presa na Rússia como a pessoa mais pretensiosa do Brasil, depois do Lula, é claro, porque este é imbatível:
“Com suas estripulias irresponsáveis, o raio da mulher deseja, simplesmente, ‘mudar o mundo’, como declarou numa entrevista; não é caso de prisão, mas de internação em sanatório de segurança máxima.”
Do Blog de Moacir Japiassu
Clipe do Dia
Llegaron ya, los reyes y eran tres
Melchor, Gaspar y el negro Baltasar
arrope y miel le llevarán
y un poncho blanco de alpaca real
Changos y chinitas duérmanse
que ya Melchor, Gaspar y Baltasar
todos los regalos dejarán
para jugar mañana al despertar
El Niño Dios muy bien lo agradeció
comió la miel y el poncho lo abrigó
y fue después que sonrió
y a medianoche el sol relumbró
Melchor, Gaspar y el negro Baltasar
arrope y miel le llevarán
y un poncho blanco de alpaca real
Changos y chinitas duérmanse
que ya Melchor, Gaspar y Baltasar
todos los regalos dejarán
para jugar mañana al despertar
El Niño Dios muy bien lo agradeció
comió la miel y el poncho lo abrigó
y fue después que sonrió
y a medianoche el sol relumbró
Sócio de Lulla abre o bico...
País da bola (antes era 10% agora pode chegar a 100%)
"É o país mais atrasado desde que estou na Fifa, diz Blatter sobre as obras da Copa-14".
"
"É o país mais atrasado desde que estou na Fifa, diz Blatter sobre as obras da Copa-14".
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O presidente da Fifa, Joseph Blatter, voltou a criticar o atraso nas obras para a Copa do Mundo-2014. Em entrevista para o jornal suíço "24 Heures", o dirigente afirmou que o país apresenta as obras mais atrasadas desde que trabalha para a Fifa.
"O
Brasil ficou ciente do que é a Copa do Mundo agora. É o país que teve
mais tempo para executar as obras. Foram sete anos. É o país mais
atrasado desde que estou na Fifa", disse
Blatter, que trabalha para entidade desde 1975, quando exercia a função de Programas de Desenvolvimento Técnico da Fifa. Ele assumiu a presidência em 1998.
Blatter, que trabalha para entidade desde 1975, quando exercia a função de Programas de Desenvolvimento Técnico da Fifa. Ele assumiu a presidência em 1998.
Blatter também comentou sobre as manifestações feitas pelo povo
brasileiro durante a Copa das Confederações. Ele admite que espera por
novos protestos na Copa do Mundo.
"Haverá novas manifestações, protestos. Os mais recentes nasceram das
redes sociais. Mas o futebol estará protegido, eu acho que os
brasileiros não atacarão diretamente o futebol. No país deles, é uma
religião", completou.
Yahya Arhab/Efe | ||
12 estádios que serão utilizados na Copa do Mundo-2014, seis ainda não
foram inaugurados: a Arena Amazônia, em Manaus; a Arena das Dunas, em
Natal; a Arena Pantanal, em Cuiabá; o Itaquerão, em São Paulo; a Arena
da Baixada, em Curitiba; e o Beira-Rio, em Porto Alegre.
O prazo final exigido pela Fifa foi no último dia 31 de dezembro.
Natal, Manaus e Porto Alegre devem ser entregues este mês, enquanto
Arena Pantanal está prevista para fevereiro. A Arena da Baixada deverá
ser entregue em março.
Já o Itaquerão só estará pronto em meados de abril. Um acidente danificou parte da estrutura da obra e matou dois operários em novembro, o que ocasionou o atraso nas obras.
domingo, janeiro 05, 2014
sexta-feira, janeiro 03, 2014
THE "OLD" BLACK BLOC
Para reflexão.
- Filho, eu descobri essas coisas no seu armário…
- Qual é o problema de ter uma máscara do anônimos e um taco de beisebol? - Você usa isso? - Não… quer dizer, às vezes… - É que que estou precisando. Será que você me empresta? - Precisando? Pra quê? - É que eu li as coisas que você andou escrevendo na internet… - Você andou lendo o meu face? - Qual é o problema? Não é público? - É…mas… - Pois é, eu li o que você escreveu e … - Pai, eu sei que você não gostou do que eu escrevi lá , mas… eu não vou discutir, são as minhas ideias. Eu sou anarquista e… - Não. Eu achei legal. Você me convenceu. - Convenci? De quê? - Tá tudo errado mesmo… eu li o que você escreveu e concordo. Agora eu sou anarquista também, que nem você… - Você o quê? Pai… que história é essa? - É, você fez a minha cabeça. tem que quebrar tudo mesmo! Agora eu sou Old Black Bloc! - Pai, você não pode… você é diretor de uma empresa enorme e… - Não sou mais não. Larguei o meu emprego. Mandei o meu chefe tomar no .... Mandei todo mundo lá tomar no .... - Pai, você não pode largar o seu emprego. Você está há 30 anos lá… - Posso sim! Aliás tô juntando uma galera pra ir lá quebrar tudo. - Quebrar tudo onde? - No meu trabalho! Vamos quebrar tudo ! Abaixo a opressão! Abaixo tudo! - Você não pode fazer isso, pai… - Posso sim! É só você me emprestar a máscara e o taco de beisebol. E aí, você vem comigo? - Não… acho melhor não… - É melhor você vir porque agora que eu larguei tudo, a gente vai ter sair desse apartamento… - Sair daqui? E a gente vai morar aonde? - Sei lá! Vamos acampar em frente a uma empresa capitalista qualquer e exigir o fim do capitalismo! - Pai, você não pode fazer isso ! Não pode abandonar tudo! - Tô indo! Fui! - Peraí, pai! Pai! E minha mesada ? E meu computador ? E a gasolina do meu carro ? Onde eu vou morar ? Volta aqui! Volta aqui, pai!!! Voooltaaaaa! |
quinta-feira, janeiro 02, 2014
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