Delmar Fontoura
O Contraponto de Minha Existência.
De muitas outras, desse novo tempo e espaço, escrevo apenas as primeiras linhas ainda no leito de um hospital, com as cárdias forradas pelo acúmulo de sentimentos vãos, sabedor de que não ecoaram enfartados em si mesmos.
Em minha concepção de vida e morte eu morri... Morri uma morte, que, inexorável, transcende ou o pouco ou o muito de minha espiritualidade... para minha compreensão de naturealista ela sempre está ao meu lado... como contraponto de vida.
Enfim morri mais um pouco... em meu tempo e espaço. Foi a natureza, determinante desse surrealismo, que, onipotente, punhal entre os dentes, sangrou-me esse pouco, até essa morte!
Apesar de meu naturealismo, confesso que, como contraditório sonhador, fui vencido! Submeto-me, então, a realidade do mais forte... Enganei-me ao pensar que poderia ludibriar a natureza, que, sorrate, me quebrou como à casca de um “ovo de Colibri que cai do ninho”...
Mas a vida que me sobrou está em primeiro lugar... não vou mais permitir que “espinhos” me machuquem tanto. Doravante cuidarei, somente, das flores do meu jardim... dentre elas... das rosas... perceberei, somente, a exuberância de seus perfumes e formas...

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