Elio Gaspari, O Globo
Margaret Thatcher foi criada atrás do balcão do armazém de seu pai. Tinha horror a consenso, déficit, inflação, sindicatos, empresas estatais, socialismo e desordem. Em 1975, ela conquistou a liderança do partido conservador, quatro anos depois tornou-se primeira-ministra e derrotou-os todos.
O Brasil vivia a mais longa ditadura de sua História e nenhum dos cinco generais que governavam o país, bem como os políticos e empresários que os apoiavam, assumiu-se como conservador. No máximo diziam-se centristas. Era a jabuticabeira plantada em 1964: uma ditadura em nome da democracia.
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| Foto: Harry Dempster / Express / Getty Images |
Na
origem da baronesa Thatcher esteve a figura esquecida de Keith Joseph
(1918-1994), um agitador de ideias que encerrou o conservadorismo
moderado de seu partido. Em 1974, criou um foro de debates, o Centre for Policy Studies com uma plataforma simples: a direita tinha que ir para a direita, sem flertes. Quando tivesse votos, prevaleceria.
Cinco anos depois, teve-os. Em Washington, intelectuais e empresários haviam criado uma instituição parecida, a Heritage Foundation.
No seu elenco estava o ex-ator de cinema Ronald Reagan. Juntas, as duas
instituições trabalhavam com um orçamento anual de 563 mil dólares.Leia mais em A falta que faz ao Brasil uma Thatcher
Do Blog do Noblat

Um comentário:
Se D.Dilma tivesse, ao menos 10% dos atributos dessa senhora...
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