josémariaLealpaes
A
América do Sul - sem que esqueçamos a Central – é um viveiro de
tiranetes. Não escrevo tiranos porque, ao que saiba, nenhum deles chegou
ao nível do canibal Jean-Bédel Bokassa, o ditador da República Central
Africana. Lula não está no painel de caricatos governantes democratas
sul-americanos recentes porque, ao ser rejeitada a prorrogação da CPMF,
constatou a inexistência de maioria no Senado que lhe garantisse o
golpe do terceiro, quarto, quinto, sabe-se lá quantos outros mandatos.
Militares e civis rivalizam em demências no ranking das ditaduras, a
mais cruenta e cruel delas a de Pinochet, seguida da dos generais
argentinos, dos brasileiros e do civil proprietário rural Juan Maria
Bordaberry, no Uruguai. Sanguinários, sem dúvida, como um condor
sinistro, rapinante. Quem quiser que acredite ser a Venezuela de Hugo
Chávez Frias uma democracia. Constituição talhada no manequim dos
caprichos do Executivo, Legislativo e Judiciário servis e controlados,
Venezuela, Argentina e Equador têm tanto apreço pela liberdade de
pensamento e expressão quanto o PT brasileiro pelo convívio com os
contrários de opinião e com aqueles que se opõem à gatunagem do dinheiro
público, sob todas as formas e artimanhas da bandidagem. Entende-se,
assim, porque Lula está a chorar por Chávez. Não chore por mim,
Venezuela – talvez fosse hora de cantar, em Caracas.

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