josémariaLealpaes
Paira,
repetidas vezes, no ar das suspeitas coletivas, a sensação de que, no
Brasil, a lei é jogo de invisível poder e não um ordenamento escrito
para todos (“erga omnes”, no latim esnobe d’alguns falsos doutos que não
sabem as primeira e segunda declinações; a terceira, complicada, nem
pensar). Nos fóruns, é recorrente ouvir ser a lei a vontade do juiz. Um
general, por acaso paraense, tascou: é potoca. Também paraense,
desembargador já falecido personalizou venenosamente a aplicação
rigorosa da lei apenas para três pês: preto, puta e pobre. Lula, o
jurisconsulto do ABC, proclamou que, no Brasil, há leis que pegam e
outras que não pegam. Paremos na sabença do bebê de Rosemary. Se 25
descuidistas pobres tivessem sido condenados pelo STF estariam eles
nesse flozô à espera das barras do cárcere ou do semicárcere? Pois 25 descuidistas da bolseta do povo estão aí na maior, na melhor.
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