Noaldo Dantas não era alagoano de nascimento. Era paraibano.
Mas, como ele mesmo confessava, amava Alagoas. Era o lugar que, por opção, escolhera para viver. Tornou-se conhecido e respeitado na década de 70, dirigindo o extinto JORNAL DE ALAGOAS, pertencente aos Diários Associados, de Assis Chateaubriand. Daí em diante quando perguntavam qual a sua profissão, ele respondia:
- Fundador de Jornal.
Só em Alagoas foram três. Foi também Secretário de Comunicação.
- Chato é aquele que nem respeita a sua privacidade e nem lhe faz companhia.
E para tornar indiscutível a sua alagoanidade voluntária, é de sua autoria o mais belo texto já escrito sobre Alagoas:
O DIA EM QUE DEUS CRIOU ALAGOAS.
Noaldo Dantas
Escrevi certa vez que Deus, além de brasileiro, era alagoano.
Em verdade, não se cria um estado com tanta beleza, sem cumplicidade.
Sou capaz de imaginar o dia da criação de Alagoas.
- Ô São Pedro, pegue o estoque de azul mais puro e coloque dentro das manhãs encarnadas de sol; faça do mar um espelho do céu povilhado de jangadas brancas; que ao entardecer sangre o horizonte; que aquelas lagoas que estávamos guardando para uso particular, coloque-as neste paraíso.
- E tem mais, São Pedro: dê a esse estado um cheiro sensual de melaço e cubra os seus campos com o verde dos canaviais. As praias... Ora, as praias deverão ser fascinantementes belas, sob a vigilância de ativos e fiéis coqueirais. Faça piscinas naturais dentro do mar; coloque um povo hospitaleiro e bom; e que a terra seja fértil e a comida típica melhor que o nosso maná.
- Dê o nome de Alagoas e a capital pela ciganice e beleza de suas noites, deverá chamar-se Maceió e a padroeira; Nossa Senhora dos Prazeres.
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