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Desembarque de Cabral e asseclas |
Dessa época, conta Millôr Fernandes, edificante historinha mais ou menos assim:
No dia 22 de abril de 1500, três meses depois do carnaval, tarde modorrenta de escaldante verão, o morubixaba da Tribo dos Paranacuiú-nã-nã, tomava um deforete à beira mar, recostado a uma enorme pedra, enquanto coçava uma frieira no dedo mindinho do pé esquerdo. Após traçar um peixinho assado na brasa, regado à uma boa cachacinha feita da fermentação de mandioca, tomou o silvícola-mor o maior susto. Teve, como num desvario fantasmagórico, sua atenção voltada para a frota de Cabral que desembarcava, bem alí na sua frente, homens, cavalos, munição, armas e víveres. Gente muito estranha aquela. Todos vestidos - roupa pesadíssima - dos pés à cabeça. Uma loucura para o nosso clima tropical. O Chefe balançou a cabeça, estalou os lábios em sinal do mais profundo desagrado e melancolicamente comentou lá com seus botões, se botões ele os tivesse. "Isso não vai dar certo!”
Evidentemente não deu!
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