José Virgolino de Alencar
Quando um governo que comanda o País quer fazer educação sem professores, saúde sem médicos, segurança sem militares, arrecadação sem Fisco, enfim, máquina administrativa sem servidores que executem as tarefas institucionais, próprias das carreiras de Estado, aviltando o salário e exigindo trabalho como vocação sacerdotal e não profissional, o resultado será inevitavelmente este: greves por todo lado, paralisação da nação, enquanto Suas Excelências, aboletadas nos Palácios, tomam seu tempo em combater investigações que atingem os membros da oficialidade, em blindar corruptos e em maquinar apoios para se ter sucesso nas eleições e o desenvolvimento do País que se lixe. JVA
Onda de greves se alastra e desafia governo Dilma
Folha de S.Paulo
Brasília - A greve dos servidores federais ganhou ontem a adesão de policiais rodoviários e ameaça se tornar a paralisação mais ampla do funcionalismo desde o começo do governo Lula (2003-2010), desafiando a gestão Dilma Rousseff.
Greve de policiais rodoviários trava Dutra e mais 8 estradas
Nas contas sindicais, ao menos 27 órgãos federais foram afetados, entre greves, suspensão temporária ou operações-padrão.
As paralisações já afetam o cotidiano da população. Ontem, pelo menos oito estradas ficaram congestionadas por causa de uma fiscalização intensa de veículos.
Universidades federais estão paradas há quase três meses.
Até agora, o governo negocia apenas com funcionários de universidades federais.
O ministro responsável por negociar com os movimentos sociais, Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) foi vaiado e chamado de traidor em um congresso por manifestantes da CUT. Ele discutiu aos gritos com a plateia.
Para os sindicatos, há 300 mil funcionários parados entre os 573 mil servidores. O Ministério do Planejamento diz que isso é irreal.

Um comentário:
Só um lembrete:
A queda do Allende começou com uma greve de caminhoneiros. Hugo
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