Ipojuca Pontes
Desde sempre confesso minha perplexidade, para não dizer desconfiança, diante da expressão “desenvolvimento sustentável”, de largo espectro, e do próprio conceito de sustentabilidade, por demais genérico e movediço. Trata-se de um conceito que vem sendo exaustivamente explorado por milhares e milhares de Ongs endinheiradas, nutridas nos cofres públicos e nas proto-organizações capitalistas, mas que esconde atrás de si um mundo de intenções, interesses, propostas e previsões mais do que discutíveis.
Anotem uma evidência: logo de saída, para impor ao homem comum o conceito do “desenvolvimento sustentável”, os mentores desse novo catecismo proclamam em ritmo de fanfarra circense um ameaçador arrazoado salvacionista. De ordinário, em encontros internacionais milionários, adrede preparados, eles reafirmam em tom doutoral que se o cidadão da esquina não aderir aos preceitos estabelecidos nas suas enxundiosas cartilhas, irá padecer de inanição no inferno da corrosão planetária. No que me toca, tenho pavor dessa retórica alarmista.
De fato, a arenga ecológica tem se propagado como uma epidemia. Por conseqüência, fala-se muito na urgência do desenvolvimento sustentável na agricultura, na economia, no turismo, na arquitetura, no vai-e-vem dos oceanos, na exploração das pequenas e micro empresas, na produção da velha e tradicional cachaça e no gerar da própria vida, pois os que reverberam a premência de tal desenvolvimento também são ostensivamente favoráveis ao aborto (vide declaração da permissiva Hilary Clinton, que defende o “direito reprodutivo das mulheres” como forma de sustentar o controle populacional).
No genérico, o que seria desenvolvimento sustentável? Segundo a ONU, organismo internacionalista que representa hoje uma concreta ameaça totalitária na composição de uma nova ordem mundial, ele se define, em principio, por procurar atender “as necessidades das gerações atuais sem comprometer a possibilidade de satisfação das gerações futuras”. Embora sedutora, a proposta é muito vaga: levando-se em consideração que “necessidade” e “possibilidade” são termos relativos e, ainda por cima, imponderáveis, como garantir na ordem prática das coisas a real satisfação das gerações futuras?
Eis ai o nó da questão. Diante dele logo se impõe a seguinte pergunta: é possível saciar a fome de sete bilhões de terrestres, conforme alardeiam os mentores do novo credo, na base do simples extrativismo da castanha-do-pará ou da agricultura de quintal? Ou melhor: é sensato pensar em iluminar centenas de megalópoles e acionar bilhões de celulares confiando na imprevisibilidade dos parques eólicos como fonte de energia? Melhor ainda: é factível abastecer o colossal mundo contemporâneo, a cada dia mais vertiginoso, passando o rolo compressor por cima do agronegócio, da produção industrial em escala e da extraordinária eficiência da economia de mercado?
Não se esconde que a civilização industrial apresenta sérios problemas na sua escalada para atender os padrões do bem-estar social e a qualidade de vida da humanidade - por vezes, sempre é bom lembrar, vítima da brutalidade da própria natureza, vigente na terra pelo menos desde a desertificação do Saara (ocorrida há dez mil anos atrás e que nada tem a ver com a ação do homem). Mas daí a se estabelecer o avatar do proselitismo ideológico e corporativo como alavanca da coerção impositiva soa tão idiota como, por exemplo, confundir focinho de porco com tomada elétrica.
Em geral ambientalistas, os defensores do desenvolvido sustentável consideram-se revolucionários. Em resposta ao desafio real de se manter (e incluir) a população mundial no usufruto da riqueza produzida por empresários e trabalhadores, eles propõem a criação de um
“novo homem”, na pretensão de modificar sua forma de pensar para fazê-lo aderir a um estilo de vida primitivo e redentor – o velho papo do leninismo bolchevique. Sim: o negócio é, antes de tudo, ideológico, a natureza entrando como combustível.
Contudo, há contradições abismais neste ambiente de ONGs bilionárias sempre na procura de muito dinheiro: recentemente li um depoimento de Patrick Moore, Ph.D. em ecologia e fundador do famigerado GreenPeace, o aríete-mor da causa ambientalista financiado pelo establishment inglês. Ele disse o seguinte: “É tudo farsa. Depois da queda da União Soviética, o GreenPeace foi seqüestrado pelos movimentos de esquerda e pelos neo-marxistas e criaram um “ambientalismo pop”. Com base no sensacionalismo, na desinformação e na tática do medo eles apelam para o lado emocional das pessoas e exploram a linguagem verde para promover uma campanha contra o capitalismo”.
É preciso dizer mais?
NOTA: considerado um “traidor da causa” pelos ambientalistas, Moore é hoje defensor intransigente da energia nuclear como forma de se combater a fome e a miséria planetária.
(Voltaremos ao assunto).
Desde sempre confesso minha perplexidade, para não dizer desconfiança, diante da expressão “desenvolvimento sustentável”, de largo espectro, e do próprio conceito de sustentabilidade, por demais genérico e movediço. Trata-se de um conceito que vem sendo exaustivamente explorado por milhares e milhares de Ongs endinheiradas, nutridas nos cofres públicos e nas proto-organizações capitalistas, mas que esconde atrás de si um mundo de intenções, interesses, propostas e previsões mais do que discutíveis.
Anotem uma evidência: logo de saída, para impor ao homem comum o conceito do “desenvolvimento sustentável”, os mentores desse novo catecismo proclamam em ritmo de fanfarra circense um ameaçador arrazoado salvacionista. De ordinário, em encontros internacionais milionários, adrede preparados, eles reafirmam em tom doutoral que se o cidadão da esquina não aderir aos preceitos estabelecidos nas suas enxundiosas cartilhas, irá padecer de inanição no inferno da corrosão planetária. No que me toca, tenho pavor dessa retórica alarmista.
De fato, a arenga ecológica tem se propagado como uma epidemia. Por conseqüência, fala-se muito na urgência do desenvolvimento sustentável na agricultura, na economia, no turismo, na arquitetura, no vai-e-vem dos oceanos, na exploração das pequenas e micro empresas, na produção da velha e tradicional cachaça e no gerar da própria vida, pois os que reverberam a premência de tal desenvolvimento também são ostensivamente favoráveis ao aborto (vide declaração da permissiva Hilary Clinton, que defende o “direito reprodutivo das mulheres” como forma de sustentar o controle populacional).
No genérico, o que seria desenvolvimento sustentável? Segundo a ONU, organismo internacionalista que representa hoje uma concreta ameaça totalitária na composição de uma nova ordem mundial, ele se define, em principio, por procurar atender “as necessidades das gerações atuais sem comprometer a possibilidade de satisfação das gerações futuras”. Embora sedutora, a proposta é muito vaga: levando-se em consideração que “necessidade” e “possibilidade” são termos relativos e, ainda por cima, imponderáveis, como garantir na ordem prática das coisas a real satisfação das gerações futuras?
Eis ai o nó da questão. Diante dele logo se impõe a seguinte pergunta: é possível saciar a fome de sete bilhões de terrestres, conforme alardeiam os mentores do novo credo, na base do simples extrativismo da castanha-do-pará ou da agricultura de quintal? Ou melhor: é sensato pensar em iluminar centenas de megalópoles e acionar bilhões de celulares confiando na imprevisibilidade dos parques eólicos como fonte de energia? Melhor ainda: é factível abastecer o colossal mundo contemporâneo, a cada dia mais vertiginoso, passando o rolo compressor por cima do agronegócio, da produção industrial em escala e da extraordinária eficiência da economia de mercado?
Não se esconde que a civilização industrial apresenta sérios problemas na sua escalada para atender os padrões do bem-estar social e a qualidade de vida da humanidade - por vezes, sempre é bom lembrar, vítima da brutalidade da própria natureza, vigente na terra pelo menos desde a desertificação do Saara (ocorrida há dez mil anos atrás e que nada tem a ver com a ação do homem). Mas daí a se estabelecer o avatar do proselitismo ideológico e corporativo como alavanca da coerção impositiva soa tão idiota como, por exemplo, confundir focinho de porco com tomada elétrica.
Em geral ambientalistas, os defensores do desenvolvido sustentável consideram-se revolucionários. Em resposta ao desafio real de se manter (e incluir) a população mundial no usufruto da riqueza produzida por empresários e trabalhadores, eles propõem a criação de um
“novo homem”, na pretensão de modificar sua forma de pensar para fazê-lo aderir a um estilo de vida primitivo e redentor – o velho papo do leninismo bolchevique. Sim: o negócio é, antes de tudo, ideológico, a natureza entrando como combustível.
Contudo, há contradições abismais neste ambiente de ONGs bilionárias sempre na procura de muito dinheiro: recentemente li um depoimento de Patrick Moore, Ph.D. em ecologia e fundador do famigerado GreenPeace, o aríete-mor da causa ambientalista financiado pelo establishment inglês. Ele disse o seguinte: “É tudo farsa. Depois da queda da União Soviética, o GreenPeace foi seqüestrado pelos movimentos de esquerda e pelos neo-marxistas e criaram um “ambientalismo pop”. Com base no sensacionalismo, na desinformação e na tática do medo eles apelam para o lado emocional das pessoas e exploram a linguagem verde para promover uma campanha contra o capitalismo”.
É preciso dizer mais?
NOTA: considerado um “traidor da causa” pelos ambientalistas, Moore é hoje defensor intransigente da energia nuclear como forma de se combater a fome e a miséria planetária.
(Voltaremos ao assunto).

Nenhum comentário:
Postar um comentário