
Até ontem me encontrava em uma sinuca de bicos.
Achando que iria ser relativamente fácil, me impus a árdua tarefa de fazer um comentário sobre o filme documentário "Linduarte Noronha: O Cineasta da terra", de Manfredo Caldas. Sabe àquela história de ficar pastando diante de uma tela em branco? Pois é. Anda vira e mexe e nada das palavrinhas excomungadas darem o ar da graça. Acima de tudo o horror e o cuidado para não dizer bobagens. É sério!
O problema é que apesar de já ter me enfronhado nas lides cinematográficas, "uma câmara na mão e uma idéia na cabeça", reconheço que nada entendo de crítica cinematográfica, especialmente em se tratando de um filme de Manfredo que vem a ser meu irmão. Olha a responsabilidade! Se encher o texto de salamaleques vão dizer que é petit-comitê, em família. Se, ao contrário cair de pau em cima do filme, dirão que é inveja.
O que me tirava o sono e o apetite era o fato de não dominar certo palavreado cabalístico de "Planos Americanos", "Travellings" e Closes, etc...
Ora sus...
Finalmente ontem, criei coragem e achei de assistir. E gostei do filme. Gostei muito. É um documentário muito bem posto, muito bem delineado, sem maiores compromissos a não ser o de prestar uma homenagem ao amigo e mestre Linduarte. É emocionante. Tudo muito a tempo e à hora como é, aliás, do feitio do Manfredo. A menção ao episódio da “câmera vermelha” é a nota fantasiosa, a piada, para não dizer a ópera-bufa, ridícula, se não fosse trágica. Obrigado pelo belo filme. HC
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