
Fernando Henrique Cardoso:
Em entrevista para o site Educar Para Crescer (http://educarparacrescer.abril.com.br/depoimentos/fernando-henrique-cardoso-educacao-significa-aprender-perguntar-pensar-639381.shtml ), o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso conta que descobriu o verdadeiro sentido da Educação quando entrou na Universidade de São Paulo. Veja um trecho da reportagem:
"Tive a Educação regular que todas as crianças e jovens de famílias de classe média tradicional (isto é, educadas) tiveram. Frequentei escolas primárias no Rio e em São Paulo, ambas privadas, e do mesmo modo, nas duas cidades fiz em escolas privadas o curso secundário.
O verdadeiro sentido da Educação se abriu para mim, entretanto, quando entrei na Universidade de São Paulo, em 1949. Naquela época alguns professores estrangeiros, sobretudo franceses, ainda davam as cartas na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. Também fiz curso de pós doutorado na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, em Paris.
Aprendi, então, que Educação significa, mais do que transferência de informações, aprender a perguntar e a pensar: método. Mais vale ler um bom livro, qualquer que seja a orientação do autor, que abra a cabeça, do que perder tempo com dogmatismos ou muitas informações de utilidade duvidosa.
Passei grande parte de minha vida útil dedicando-me ao magistério. Na USP e, mais tarde nas universidades do Chile, de Stanford, Berkeley, Cambridge e na Universidade de Paris. Depois que deixei a Presidência da República voltei às aulas na Universidade de Brown, nos Estados Unidos onde fui professor visitante até há dois anos.
Como presidente, dei ênfase à expansão do Ensino Fundamental e técnico. O Brasil precisa muito que todas as crianças estejam nas escolas, que permaneçam nelas por mais horas do que o habitual e que as escolas as preparem para a vida. A vida moderna requer conhecimentos básicos de matemática, informática, português e pelo menos de uma outra língua. Mas, sobretudo história (com sabor sociológico) e algo de filosofia, ou melhor, de reflexão sobre a vida e as pessoas. Para isso é fundamental dispor de professores bem treinados, motivados, bem pagos e capazes de despertar o entusiasmo do aluno. Requisitos fáceis de mencionar e difíceis de serem efetivados.
De qualquer modo, para quem teve as oportunidades que tive de me educar é impensável não dar valor à Educação. Quando nasci metade dos brasileiros não sabia ler nem escrever. Agora serão dez por cento da população. Mas mesmo assim, os cursos ainda são precários. Acho que é dever de quem teve a oportunidade de se educar, principalmente dos governantes, valorizar a educação e entendê-la no verdadeiro sentido a que me referi: como um contínuo processo de aprendizagem, formal e informal, no qual mais vale saber indagar e refletir do que ter respostas feitas, como se a cabeça de cada um fosse um arquivo.
Fernando Henrique Cardoso foi presidente do Brasil de 1995 a 2002. É sociólogo e autor de vários livros sobre mudança social e desenvolvimento no Brasil e na América Latina. Atualmente ele preside o Instituto Fernando Henrique Cardoso, que preserva e dá acesso ao seu arquivo pessoal, além de promover o debate sobre democracia e desenvolvimento."
Via Blog do Welbi (http://welbi.blogspot.com/2011/09/fernando-henrique-cardoso-educacao.html )
Em entrevista para o site Educar Para Crescer (http://
"Tive a Educação regular que todas as crianças e jovens de famílias de classe média tradicional (isto é, educadas) tiveram. Frequentei escolas primárias no Rio e em São Paulo, ambas privadas, e do mesmo modo, nas duas cidades fiz em escolas privadas o curso secundário.
O verdadeiro sentido da Educação se abriu para mim, entretanto, quando entrei na Universidade de São Paulo, em 1949. Naquela época alguns professores estrangeiros, sobretudo franceses, ainda davam as cartas na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. Também fiz curso de pós doutorado na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, em Paris.
Aprendi, então, que Educação significa, mais do que transferência de informações, aprender a perguntar e a pensar: método. Mais vale ler um bom livro, qualquer que seja a orientação do autor, que abra a cabeça, do que perder tempo com dogmatismos ou muitas informações de utilidade duvidosa.
Passei grande parte de minha vida útil dedicando-me ao magistério. Na USP e, mais tarde nas universidades do Chile, de Stanford, Berkeley, Cambridge e na Universidade de Paris. Depois que deixei a Presidência da República voltei às aulas na Universidade de Brown, nos Estados Unidos onde fui professor visitante até há dois anos.
Como presidente, dei ênfase à expansão do Ensino Fundamental e técnico. O Brasil precisa muito que todas as crianças estejam nas escolas, que permaneçam nelas por mais horas do que o habitual e que as escolas as preparem para a vida. A vida moderna requer conhecimentos básicos de matemática, informática, português e pelo menos de uma outra língua. Mas, sobretudo história (com sabor sociológico) e algo de filosofia, ou melhor, de reflexão sobre a vida e as pessoas. Para isso é fundamental dispor de professores bem treinados, motivados, bem pagos e capazes de despertar o entusiasmo do aluno. Requisitos fáceis de mencionar e difíceis de serem efetivados.
De qualquer modo, para quem teve as oportunidades que tive de me educar é impensável não dar valor à Educação. Quando nasci metade dos brasileiros não sabia ler nem escrever. Agora serão dez por cento da população. Mas mesmo assim, os cursos ainda são precários. Acho que é dever de quem teve a oportunidade de se educar, principalmente dos governantes, valorizar a educação e entendê-la no verdadeiro sentido a que me referi: como um contínuo processo de aprendizagem, formal e informal, no qual mais vale saber indagar e refletir do que ter respostas feitas, como se a cabeça de cada um fosse um arquivo.
Fernando Henrique Cardoso foi presidente do Brasil de 1995 a 2002. É sociólogo e autor de vários livros sobre mudança social e desenvolvimento no Brasil e na América Latina. Atualmente ele preside o Instituto Fernando Henrique Cardoso, que preserva e dá acesso ao seu arquivo pessoal, além de promover o debate sobre democracia e desenvolvimento."
Via Blog do Welbi (http://welbi.blogspot.
2 comentários:
Meu comentário sobre o artigo-entrevista com a Mulatinha: "Quero apenas frisar que essa alegada paixão pela educação é puramente platônica, no caso da Mulatinha. Em dois mandatos como Presidente da República, não fez senão elitizar a universidade pública e se lixar para o ensino básico popular e gratuito. A quem esse cara quer enganar ainda? Carlos
RX de “certa” baixa densidade moral:
Certas pessoas, partindo de falsas premissas, emitem “shows” de conceitos sobre suas éticas políticas... ...o que é prova do apróbrio de uma mesma gênese, que se funde à ética do “mindinho” que falta ao preceptor do Neolulopetismo, pois são: carne de mesma carne; alma de mesma alma e caráter de mesmo caráter.
Jogam um jogo para o qual construíram: o tabuleiro, as peças e criaram as regras. São juízes de si mesmos. Exercitam, teleguiados, a relação Imprensa/interesses mútuos/política, que explica o lateralismo e a “moeda de troca” do câmbio que usam, deixando claro que transitam num universo onde existem as posições acima e abaixo – nata e borra –, alteralismo como dizia o “Bem Amado”.
Essas pessoas são os “leds” que dão luz a esse antro de salteadores dos Cofres Públicos, que se somam aqueles embevecidos pelas benesses do aparelhamento do Governo. São parte do combustível dessa farsa; “brasa” da mentira soprada diuturna e subliminarmente, mantenedores dessa promiscuidade de interesses. Distorções éticas que tem de um lado a doença de um caráter, de outro a busca da chave que abre as portas dos cofres e das estruturas do Estado.
Poucos ignoram quem realmente são os portadores desses “caracteres teratomórficos” no contexto político, como supor que essas “certas pessoas” ignorem? Se não são idiotas me autorizam crer que o façam conscientemente, demonstrando desrespeito e deboche, provas de baixíssima “densidade ética” só comparável a também baixa “densidade moral Neolulopetista”!
Delmar Fontoura.
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