terça-feira, janeiro 18, 2011

Que se faça justiça!

Folha de São Paulo

Vítima acha 'uma vergonha' proteção de Lula a Battisti, que o deixou paralítico

Alberto Torregiani era só um adolescente de 15 anos de idade, quando viu o bandido italiano Cesare Battisti assassinar friamente seu pai adotivo, o joalheiro Pierluigi Torregiani, em 16 de fevereiro de 1979, em Milão. Battisti estava a serviço do grupo terrorista italiano Proletários Armados pelo Comunismo e resolveu assassinar também a jovem testemunha. Alberto sobreviveu, mas as balas criminosas de Battisti o deixaram paralítico pelo resto da vida. Em entrevista a Andrei Netto, correspondente do jornal O Estado de S. Paulo, neste domingo, Torregiani definiu como "uma vergonha" a decisão do ex-presidente Lula de conceder refúgio a Battisti no último dia de seu governo. Ele tem esperança de que a presidenta Dilma interfira no caso, em favor das famílias das vítimas. "Durante a campanha, ela afirmou que, se fosse presidente, teria optado pela extradição. Minha esperança é de que a presidente seja coerente com a sua declaração. Na próxima quarta-feira, ele participará de um ato em Bruxelas (Bélgica), na Comissão Europeia, visando à extradição do bandido. O Parlamento Europeu também deve votar, na quinta-feira, uma moção favorável à extradição, a pedido da Itália, cujo governo deve recorrer ao Tribunal Penal Internacional de Haia.

Filho de joalheiro morto por Battisti pode vir ao Brasil

O Globo


O filho do joalheiro morto por membros do grupo esquerdista do ex-militante Cesare Battisti, Alberto Torregiani, afirmou ontem que poderá vir ao Brasil, caso seja necessário, para dar sua versão dos fatos que pesam contra o ex-ativista italiano, como a acusação de ter cometido quatro assassinatos.

— Neste momento, não é minha intenção ir ao Brasil, porque estou levando em frente minha batalha com diversas iniciativas, afirmou ele à Agência Ansa.

Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália por quatro assassinatos cometidos na década de 1970, quando integrava o grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC). Alberto é filho do joalheiro Pierluigi Torregiani, que morreu durante um tiroteio contra membros do PAC.

Ele disse, no entanto, que sua vinda ao Brasil poderia acontecer para mostrar às pessoas a verdade:

— Ficaremos em alerta para a possibilidade de explicar claramente às pessoas que queiram saber a verdade.

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