Plínio Palhano
A arte rupestre tinha o aspecto mágico: o artista acreditava que, representando o lançamento do dardo sobre o animal, este seria morto e a caça se consolidaria. O espírito prático predominava porque era a conquista do alimento. Quando digo o corpo na arte, entendo que a arte do artista acompanha a sua constituição física e espiritual. Quando ele cria o fetiche da morte do animal, ele está utilizando o instinto, seus músculos, membros superiores e inferiores para realizar a obra. Todo o seu cérebro e sua emoção estão voltados para o lado da sobrevivência imediata. O artista utilizava-se da força física principalmente para reunir os materiais de sua arte encontrados na natureza e colocá-los em formas no suporte, em pedras, nos lugares mais inusitados, o que exigia um sacrifício físico de dimensão extraordinária. As questões complexas e espirituais ainda não predominavam. Apesar de serem obras de uma estonteante beleza instintiva que fizeram artistas contemporâneos se voltarem para essa arte primitiva como algo de mais puro e verdadeiro.
Com o tempo, o artista procurou a imitação da natureza, as medidas, as expressões do mundo exterior como a forma mais perfeita para a representação. Foi quando ele começou a unir o cérebro e o coração. A razão e a emoção. Os aspectos apolíneos e dionisíacos. Que fazem a parte superior do corpo na concepção da obra de arte. O artista começa a pensar a arte como veículo do espírito. Movimenta-se nas formas, fala uma linguagem com os signos próprios. Mas, até muito tempo, a atividade nas artes plásticas era considerada inferior; o artista, então, não estava no mesmo patamar dos poetas, filósofos, cientistas... Após o mergulho na Idade Média, surge, no Renascimento, como um ser múltiplo e pensador. A sua assinatura nas obras começou daí. Antes, não as assinava ou não se preocupava com isso, talvez por ser visto como simples artesão, embora realizasse trabalhos de arquitetura, pintura, escultura, e todos os tipos de obra de forma genial, que se integravam à vida.
Após as revoluções a partir do Impressionismo — no início do século XX e alcançando os nossos dias —, que mudaram totalmente o olhar do artista sobre a natureza e sobre ele mesmo, com que parte do corpo nós estamos lidando quando se trata de arte.
Plínio Palhano é artista plástico
sexta-feira, dezembro 27, 2013
terça-feira, dezembro 24, 2013
Feliz Natal
Hugo Caldas
A partir do mês de novembro é impossível, amigos leitores esquecer que o Natal está chegando. Luzes coloridas decoram o centro das cidades, casas, lojas, escritórios, repartições do governo, juntamente com miríades de outras decorações brilhantes, e a indelével neve artificial, perpetrada nas vitrines dos Shopping Centers, em flagrante contraste com o nosso momento mais infernal, nossos maiores calores nessa época do ano. Uma canícula de 40 graus.
Nas ruas e logradouros Árvores de Natal gigantescas, nas lojas árvores menores, geralmente de plástico, também decoradas com mais luzes e outros enfeites natalinos. Tudo é um apelo desenfreado às compras, cujo resultado será fatalmente cobrado na fatura do mês de janeiro. Nos bares e lanchonetes o vil expediente da "caixinha, obrigado", "cadê as minhas festas", sem falar na proliferação ridícula de vários papais-noéis, pobres criaturas submetidas em suadas e malcheirosas roupas vermelhas, para a aflição extrema das crianças, nada tendo a ver conosco e as nossas tradições.
Mas há outras pessoas, eu incluso, que esperam e sonham com algo mais do que a obrigação pétrea de comprar presentes. Dos comes e bebes e do som irritante das harpas paraguaias. E muito principalmente do supremo desprendimento ao tirarmos por menos àqueles que ao longo do ano tentaram puxar o nosso tapete e então com a cara mais lisa desse mundo chegam para nos desejar "Feliz Natal, Boas Festas" ...
De alguma forma, acho eu, para vivermos um bom natal, deveríamos todos voltar a um tempo indefinido da nossa infância ou algum outro bom momento do passado, porque o Natal é isso, infância. Quando a vida era mais simples e fazia mais sentido, muito antes que os problemas da vida adulta dessem o ar da sua graça. Sinto que por trás de toda essa parafernália, dessa comemoração desregrada, rega-bofes, perus, presentes, decorações, deve e tem que haver algo mais. Uma mensagem. Por pequena que seja. Algum sentido para a vida, uma nova esperança, um novo entendimento, um sonho de felicidade. Você, que me leu até aqui, está querendo este ano, passar o melhor Natal da sua vida? Muito bem, para se ter um Natal inesquecível a primeira coisa a fazer é se questionar sobre o que você está celebrando. Vamos, pergunte a si mesmo. Lembre-se, o Natal é acima de tudo uma Festa de Aniversário. E todos nos esquecemos do Aniversariante.
O 25 de dezembro foi o dia escolhido para lembrar o nascimento de Jesus Cristo. O Filho de Deus. Um pequeno bebê que nasceu cerca de 2000 e tantos anos atrás para ser o Salvador do Mundo. Tenha isso em mente. Feliz Natal, amigos e leitores.
domingo, dezembro 22, 2013
Eleições: nada de novo no front
Ipojuca Pontes
Conforme dito e sabido, 2014 é o ano das eleições presidenciais. Em que pese o escândalo do mensalão, ou justamente por causa dele, Lula da Silva, agora portando bigodinho de fazer inveja ao Valete de Paus do baralho Copag, reapareceu em cena para garantir ao distinto público que o PT irá permanecer no poder, no mínimo, até 2020, ou 2024, quem sabe com ele próprio, já em idade provecta, aboletado na macia cadeira do Planalto – quebrando, assim, o recorde da ditadura dos milicos, que durou 21 anos.
A corriola do PT é escolada. Para se manter no suntuoso trono de Brasília seus asseclas fazem de um, tudo (como se diz nas feiras populares nordestinas). Por exemplo: no final do ano, o Palácio do Planalto, para evitar surpresas e situar melhor a candidata Rousseff, contratou a peso de ouro os serviços de alguns institutos de pesquisas para saber, em caráter sigiloso, como anda a cabeça do eleitor até as vésperas das eleições, em especial depois das manifestações que tomaram conta do país a partir de junho passado.
Diante do fato, a oposição protestou: além do dinheiro do contrato ser público, a entrada em vigor da Lei de Acesso à Informação impede o caráter sigiloso das pesquisas. Para a oposição, a partir de dispositivos legais, no momento mesmo em que os institutos repassam as informações aos órgãos públicos, essas informações se tornam automaticamente públicas.
Claro, como esperado o governo tirou de letra a chiadeira. E a tola oposição descobriu mais uma vez que, entre nós, em matéria de leis eleitorais, a expressão Dura Lex Sed Lex só funciona na base do Gumex!
Contudo, nos bastidores do poder, apesar do pleno funcionamento da máquina petista e do apontado favoritismo nas pesquisas, há quem garanta que a presidenta Rousseff anda intranqüila. De fato, o ano é fatídico.
O economista Delfim Neto, seu ex-guru, vaticinou para 2014 o desabar de uma “tempestade perfeita”, fenômeno que incorpora, de uma só vez, a disparada do dólar, o aumento da taxa da inflação, a fuga de capitais e a redução das notas de classificação do Brasil nos mapas dos organismos financeiros internacionais. Ou seja, ausência de desenvolvimento e mais desajuste social.
(Por sua vez, não há como negar que o país se encharca na desenfreada corrupção pública e privada, na incúria administrativa e nos estratosféricos índices de violência, traduzidos, segundo o Anuário Estatístico do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, no elevado tráfico (e consumo) de todo tipo de droga e na formidável ocorrência de mais de 50 mil homicídios anuais, excluídos os casos de roubos, estupros, pedofilia, etc.)
Num país com uma oposição atuante, a simples menção da expressão “tempestade perfeita”, com toda carga negativa que ela carrega, já faria o governo tremer nas bases. Mas não no Brasil. Como inexiste oposição no pedaço, não há por que temer a derrota de Dilma Rousseff, preposto de Lula, nas próximas eleições presidências.
Com efeito, o que temer, por exemplo, de Aécio Neves, candidato que, flagrado em contravenção, deixa de lado o veiculo que dirige e foge às pressas, como um rato, do teste do bafômetro? Ou de um César Maia, cria de Brizola e da Cepal comunista, cujo objetivo político é privilegiar o funcionalismo público caboclo e ampliar o controle do Estado sobre a população? Ou mesmo da conflituosa dupla Marina Silva-Eduardo Campos (segundo se diz, filho de Chico Buarque), em essência seguidora dos mesmos postulados ideológicos que regem Lula, Dilma, PT e as práticas totalizantes do Foro de São Paulo? Resposta irrecorrível: mais do mesmo.
Não há, portanto, com que o governo se preocupar. Se a oposição se preparar com afinco e atuar de forma vigorosa nos próximos dez anos, talvez depois de 2024, como quer o Dr. Lula, chegue ao poder. Até lá terá de suportar as distintas “tempestades perfeitas” que na certa virão por ai.
Conforme dito e sabido, 2014 é o ano das eleições presidenciais. Em que pese o escândalo do mensalão, ou justamente por causa dele, Lula da Silva, agora portando bigodinho de fazer inveja ao Valete de Paus do baralho Copag, reapareceu em cena para garantir ao distinto público que o PT irá permanecer no poder, no mínimo, até 2020, ou 2024, quem sabe com ele próprio, já em idade provecta, aboletado na macia cadeira do Planalto – quebrando, assim, o recorde da ditadura dos milicos, que durou 21 anos.
A corriola do PT é escolada. Para se manter no suntuoso trono de Brasília seus asseclas fazem de um, tudo (como se diz nas feiras populares nordestinas). Por exemplo: no final do ano, o Palácio do Planalto, para evitar surpresas e situar melhor a candidata Rousseff, contratou a peso de ouro os serviços de alguns institutos de pesquisas para saber, em caráter sigiloso, como anda a cabeça do eleitor até as vésperas das eleições, em especial depois das manifestações que tomaram conta do país a partir de junho passado.
Diante do fato, a oposição protestou: além do dinheiro do contrato ser público, a entrada em vigor da Lei de Acesso à Informação impede o caráter sigiloso das pesquisas. Para a oposição, a partir de dispositivos legais, no momento mesmo em que os institutos repassam as informações aos órgãos públicos, essas informações se tornam automaticamente públicas.
Claro, como esperado o governo tirou de letra a chiadeira. E a tola oposição descobriu mais uma vez que, entre nós, em matéria de leis eleitorais, a expressão Dura Lex Sed Lex só funciona na base do Gumex!
Contudo, nos bastidores do poder, apesar do pleno funcionamento da máquina petista e do apontado favoritismo nas pesquisas, há quem garanta que a presidenta Rousseff anda intranqüila. De fato, o ano é fatídico.
O economista Delfim Neto, seu ex-guru, vaticinou para 2014 o desabar de uma “tempestade perfeita”, fenômeno que incorpora, de uma só vez, a disparada do dólar, o aumento da taxa da inflação, a fuga de capitais e a redução das notas de classificação do Brasil nos mapas dos organismos financeiros internacionais. Ou seja, ausência de desenvolvimento e mais desajuste social.
(Por sua vez, não há como negar que o país se encharca na desenfreada corrupção pública e privada, na incúria administrativa e nos estratosféricos índices de violência, traduzidos, segundo o Anuário Estatístico do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, no elevado tráfico (e consumo) de todo tipo de droga e na formidável ocorrência de mais de 50 mil homicídios anuais, excluídos os casos de roubos, estupros, pedofilia, etc.)
Num país com uma oposição atuante, a simples menção da expressão “tempestade perfeita”, com toda carga negativa que ela carrega, já faria o governo tremer nas bases. Mas não no Brasil. Como inexiste oposição no pedaço, não há por que temer a derrota de Dilma Rousseff, preposto de Lula, nas próximas eleições presidências.
Com efeito, o que temer, por exemplo, de Aécio Neves, candidato que, flagrado em contravenção, deixa de lado o veiculo que dirige e foge às pressas, como um rato, do teste do bafômetro? Ou de um César Maia, cria de Brizola e da Cepal comunista, cujo objetivo político é privilegiar o funcionalismo público caboclo e ampliar o controle do Estado sobre a população? Ou mesmo da conflituosa dupla Marina Silva-Eduardo Campos (segundo se diz, filho de Chico Buarque), em essência seguidora dos mesmos postulados ideológicos que regem Lula, Dilma, PT e as práticas totalizantes do Foro de São Paulo? Resposta irrecorrível: mais do mesmo.
Não há, portanto, com que o governo se preocupar. Se a oposição se preparar com afinco e atuar de forma vigorosa nos próximos dez anos, talvez depois de 2024, como quer o Dr. Lula, chegue ao poder. Até lá terá de suportar as distintas “tempestades perfeitas” que na certa virão por ai.
sábado, dezembro 21, 2013
sexta-feira, dezembro 20, 2013
Pobre Venezuela... cada povo tem o ignorante que merece...
Durante uma coletiva de imprensa, Maduro decretou três días de luto nacional pela morte daquele a quem chamou seu "Camarada" Nelson Mandela, e mostrou uma foto do ator Morgan Freeman, enquanto dizia: "Este é outro que cuida por nós lá em cima junto com Chavez". Será que avisaram ao Mr. Freeman que ele morreu???
quinta-feira, dezembro 12, 2013
O Clipe do Dia
E eu que ficava horas arrumando o cobertor à noite....agora aprendi!!!! Prático e inteligente. Boa noite!
sábado, dezembro 07, 2013
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