quinta-feira, março 10, 2011
quarta-feira, março 09, 2011
Slogans & Slogans

Meus caros amigos
Na esteira da ressaca dos dias de Momo e face à pérola encontrada, "País rico é País sem pobreza," novo slogan que substituiu o "Brasil, um país de todos," excrescência que machucou a nossa Trompa de Eustáquio durante os oito anos do governo do apedeuta que se foi. A nova marca foi criada por João Santana, publicitário que marquetou (sic) a campanha biliardária da PresidentA Dilma. Santana, no entanto, qual Madalena arrependida, pelo crime cometido, doou a marca para o governo federal.
Mas, o que eu queria dizer era:
Face ao supremo esforço dispensado ao parir tão profunda preciosidade, solidários, nós, o povo, queridos brasileiros e queridas brasileiras, bem que poderíamos queimar as nossas patrióticas mufas a fim de também colaborar com o nosso querido governo. Seguem abaixo algumas exemplos de frases-slogans que esperamos sejam do agrado de Sua Excia para que delas faça bom uso. E que Deus nos acuda!
1 - País rico é país sem pobreza
2 - País farto é país sem escassez
3 - País alegre é país sem tristeza
4 - País triste é país sem alegria
5 - País solidário é país sem mesquinhez
6 - País aceso é país sem apagão
7 - País sábio é país sem apedeuta
8 - País do sempre agora é país sem nunca antes
9 - País seco é país sem chuvarada
10 - País sério é o país do carnaval
... e por aí vai... HC.
Marcha Para Uma Quarta-Feira de Cinzas
Que me desculpem os meus amigos do "Cordão Encarnado" mas a quarta-feira de Cinzas sugere:
"A esquerda dá a maior força aos Sarney, Renan, Collor, Paulo Duque, Wellington Salgado, e criminosos como Batistti".
"A esquerda ficou de biquinho calado quando do arquivamento dos escândalos do Senado", as invasões do MST etc.
"A esquerda não disse uma nem duas sobre a farra do mensalão, doláres na cuéca etc".
"O apedeuta que se foi, à sua época, escolheu o lado dos bandidos que estão sendo enxotados do Oriente Médio e Norte da África, Hosni Mubarak, Kadhafi, Ahmadinejad et caterva".
"A esquerda emudece quando morre algum dos inúmeros prisioneiros políticos do camarada Fidel".
Por fim, mas não menos importante, como diria o Millor Fernandes:
"O Brasil é o único país do mundo que tem uma esquerda perfeitamente confortável na extrema direita".
"A esquerda dá a maior força aos Sarney, Renan, Collor, Paulo Duque, Wellington Salgado, e criminosos como Batistti".
"A esquerda ficou de biquinho calado quando do arquivamento dos escândalos do Senado", as invasões do MST etc.
"A esquerda não disse uma nem duas sobre a farra do mensalão, doláres na cuéca etc".
"O apedeuta que se foi, à sua época, escolheu o lado dos bandidos que estão sendo enxotados do Oriente Médio e Norte da África, Hosni Mubarak, Kadhafi, Ahmadinejad et caterva".
"A esquerda emudece quando morre algum dos inúmeros prisioneiros políticos do camarada Fidel".
Por fim, mas não menos importante, como diria o Millor Fernandes:
"O Brasil é o único país do mundo que tem uma esquerda perfeitamente confortável na extrema direita".
Recebi e Repasso - Havai-CHINA
Profissionais da saúde recomendam muito cuidado com tudo que for "Made in China", principalmente produtos com corantes amarelos, vermelhos e laranja. Isso inclui brinquedos, sabonetes, géis, desodorantes, vestuário etc.
SANDÁLIAS FALSIFICADAS HAVAIANAS "MADE IN CHINA" SÃO FEITAS COM RESINAS E ELASTÔMEROS PLÁSTICOS TÓXICOS PROVENIENTES DE RECIPIENTES USADOS PARA ARMAZENAR AGROTÓXICOS! SÃO PINTADAS COM TINTA TÓXICA DE ALTÍSSIMO TEOR DE CHUMBO. O EFEITO É CATASTRÓFICO!!
Veja só você que perdeu, sapatos e sandálias na folia:





Atenciosamente, Dra. Mônica Amorim - Coordenadora da Supervisão Hospitalar - GECAV-SMSA-SUS-BH
Telefone (31) 3277-7765
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Telefone (31) 3277-7765
sábado, março 05, 2011
AVISO AOS NAVEGANTES
Durante o "Tríduo Momesco" este blog estará de molho que ninguém é de ferro. Não vamos evidentemente cair na folia, que ainda me resta um naco de bom senso. Tô me guardando pra quando a quarta-feira chegar. Sobrevivam! HC
Na Paraíba tem disso, sim!
Já não se fazem carnavais como antigamente. Concordo em gênero, número e grau com o que diz a reporter paraibana sobre o carnaval da sua terra, que em última análise serve para o resto do país. Vejam o clip. HC
quinta-feira, março 03, 2011
O Brasil Anedótico
Os "Rapazes” (1)
Nos últimos dias da monarquia, sendo chefe de polícia o dr. Basson, proibiu êste que os estudantes comemorassem o 14 de julho com grande passeata, a qual seria, fatalmente, fonte de distúrbios republicanos. O Imperador mandou chamar a autoridade e, obtendo dela a confirmação da medida, aconselhou:
- Não faça isso, sr. Basson.
E paternalmente:
- Deixe os rapazes...
(1) - Tobias Monteiro - "Pesquisas e depoimentos". Pg 227
Nos últimos dias da monarquia, sendo chefe de polícia o dr. Basson, proibiu êste que os estudantes comemorassem o 14 de julho com grande passeata, a qual seria, fatalmente, fonte de distúrbios republicanos. O Imperador mandou chamar a autoridade e, obtendo dela a confirmação da medida, aconselhou:
- Não faça isso, sr. Basson.
E paternalmente:
- Deixe os rapazes...
(1) - Tobias Monteiro - "Pesquisas e depoimentos". Pg 227
quarta-feira, março 02, 2011
Recuerdos de Infância - Tambaú

Após a morte do meu avô, Dona Dondinha a minha avó, saiu em viagem para a cidade de Campos, no Rio de Janeiro, viagem da qual jamais retornou. A casa da Rua Capitão José Pessoa tornou-se grande demais, as coisas começaram a apertar e como os aluguéis na praia eram bem mais em conta fomos morar em Tambaú. Ora, ninguém morava na praia naqueles tempos. Se veraneava. Havia todo um ritual para se passar três mêses na praia. Saíamos pela rua em prolongadas despedidas ao tempo em que a minha mãe oferecia a casa praieira para um dia de usufrutos das benesses do mar. Fomos todos de mala e cuia, meu pai e minha mãe, eu, meu irmão Guilherme, de dois anos de idade, e o irmão caçula, Manfredo, recém-nascido, morar em Tambaú, na Rua do Nego bem em frente à casa de Maria Caçador, tia de um amigo, Antoninho Caçador, sobrinho de Leão Caçador. Família brava, não?
Côco de Praia
"Maria acorda João
Que os alemão vem lá fora
Os alemão são paquete
Só anda fora de hora..."
Esse era um côco de praia de que tenho a mais vívida lembrança. Era cantado por um grupo de filhos e filhas, parentes e aderentes dos pescadores da caiçara.
Tambaú em 1947, Segunda Guerra Mundial recém-terminada "os alemão" ainda eram os bichos-papões, assunto obrigatório e recorrente das rodas de conversa nas noites de Tambaú. Histórias de aparecimento de submarinos na praia, altas horas. Noites memoráveis para o garoto que ia descobrindo as coisas do mundo. Descobrindo por exemplo a caiçara dos pescadores, lugar de muitas histórias e aventuras, ponto de partida das inúmeras viagens ao alto mar sem a minha mãe saber. Na caiçara se construiam jangadas e se remendavam as redes. Lá, se tirava uma bela soneca após o almoço na brisa generosa vinda do Atlântico. Certa manhã ensolarada saimos de jangada e após chegarmos ao alto mar, céu azul sem uma nuvem sequer, o mestre avistou alguma coisa na água e achou por bem voltarmos imediatamente à praia. "Vai cair chuva pesada", disse ele. Ante a minha incredulidade acrescentou: "se voltarmos agora o temporal vai nos alcançar na beira mar". Não deu outra. O céu de repente virou cinzento e até hoje não entendi uma chuva tão pesada após àquele belíssimo céu azul de almirante. Dizia-se que o mestre tinha uma estrela em que ele colocava em cima a ponta do mastro da jangada e, vela solta. Era dessa maneira que ele navegava seguro, de volta, quando a pescaria era feita à noite, na maior escuridão.
O Ponto do Bonde.
A chegada do último bonde trazendo os retardatários às dez da noite, era um verdadeiro acontecimento. Tudo muito aceso em contraste com as localidades ao redor que eram o maior breu. Todo mundo à guisa de armas andava com uma bengalinha de bambu igual a do Carlitos e um flash-light. O meu pai sempre voltava nesse bonde. Após a saída dos passageiros e retirada dos pacotes e encomendas, às vezes compras da feira, os bancos eram revirados para frente, o bonde retornava à cidade. Eu ficava vendo-o desaparecer lá longe, todo iluminado. Me dava uma imensa vontade de fazer aquela viagem de volta. A importância do bonde era tal que Guilherme, meu irmão pequeno de uns três anos, ainda sem falar direito, vivia perguntando à empregada, na sua língua desajeitada que só eu conseguia traduzir: "Ridne Ré, Rái Poin Boin"? Tradução: "Maria José, vai para o ponto do bonde?"
A Barca
Nos festejos natalinos a providência era assistir com respeito e admiração à Nau Catarineta, um Auto de Natal da Idade Média, representação que data do Século XV e relata uma viagem de aventuras atravessando o Atlântico, que durou exatamente sete anos e um dia.
"Assobe em cima gajeiro
Meu gajeirinho leal
Vê se tu avista a Espanha,
Oh, tolina
Areia de Portugal
Eu não avisto a Espanha
Nem areia de Portugal
Avisto sete espadas nuas
Oh, tolina,
Todas querendo te matar"
Meu gajeirinho leal
Vê se tu avista a Espanha,
Oh, tolina
Areia de Portugal
Eu não avisto a Espanha
Nem areia de Portugal
Avisto sete espadas nuas
Oh, tolina,
Todas querendo te matar"
Foi numa dessas representações da Barca que vim a conhecer "Minha Trinca." Era assim que chamavam o namorado de uma empregada lá de casa. Na verdade ele era tio e namorado ao mesmo tempo. Estravagante, porém verdade. Vivia eternamente embriagado. Certa noite de récitas ele causou o maior reboliço porque cismou que um outro bêbado estava olhando demais para a "trinca" dele. Eu achava tudo isso muito esquisito, porém a Barca era um espetáculo belíssimo. Anos mais tarde, já morando na Mauricéia e fazendo parte do Movimento Superoito da década de 70 eu filmei essa mesma Barca. Guardo até hoje o documentário da Barca do Mestre Ambrósio e sua Tripulação.
Um mar de Tranqüilidades
Engraçado, ninguém tinha medo de nada. Também, nada de mal acontecia. Não havia referência à tubarões ou outro perigo qualquer. Era fato corriqueiro, bem comum mesmo, divisar lá distante da praia, quase na linha do horizonte, um minúsculo ponto branco. Era a touca branca de Veloso, um sujeito que nadava de um lado para o outro, na maior tranqüilidade. O único "perigo" existente era a aparição em terra firme, de uma dupla no mínimo exótica. Um touro holandês de nome "Carnaval" e um outro, zebu marrom escuro, por nome de "Tambaú". Andavam à cata de comida sempre juntos e eu, garoto, corria às léguas quando inadvertidamente me deparava com eles. Vivia eternamente de pés descalços na areia preta o que favorecia o aparecimento de bichos-de-pé que a minha mãe extirpava usando um alfinete propriamente desinfetado. A casa não dispunha de água encanada e tínhamos um poço no quintal que mediante o acionamento de uma bomba manual a necessidade era prontamente suprida. Essa era uma tarefa árdua que eu não apreciava muito, mas tinha que fazer. Ordens do meu pai.
Piloto
Foi durante os três anos passados em Tambaú que a família ganhou mais um membro. Apareceu pela casa um simpático cachorro vira-latas, puro sangue. Piloto era o seu nome. Logo caímos de amores por ele. Desde então Piloto se tornou a minha companhia inseparável. Ele viveu conosco até a sua morte uns dez anos depois, quando morávamos no Miramar. Cachorro intelectual, apreciador da boa música. Adorava se enfiar embaixo da radiola para ouvir as suas prediletas: "No Jardim de um Mosteiro" e o Lado B, "Em um Mercado Persa" bem como, as valsas de Strauss. Uma desditosa manhã o meu pai o descobriu morto exatamente embaixo da radiola.
Conceito de Felicidade
Vida mais livre e mais feliz do que essa ninguém pode imaginar hoje em dia. Saía de casa às 8 da manhã e voltava para almoçar, pé no mundo novamente para retornar noite escura. Vivia literalmente à beira do Atlântico ou dentro dele. Ir à pé, Piloto sempre ao meu lado, até ao Cabo Branco, apanhar pedaços de giz colorido que se desprendiam da falésia. Fazia esse trajeto várias vezes ao dia. Ida e volta. Hoje se as pessoas se espantam quando não sinto a menor animação para ir à praia eu explico que a minha quota há muito foi preenchida. Eu era um garoto feliz e, ao contrário do Ataulfo Alves, tinha a mais perfeita noção dessa felicidade. Até mesmo quando o meu pai me fazia bombear água para abastecer a casa.
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