domingo, janeiro 10, 2010

O TEXTO DE UMA JUÍZA E UMA FOTO ESCANDALOSA

Reinaldo Azevedo

domingo, 10 de janeiro de 2010 | 7:03

Ontem, na página Tendências/Debates da Folha, uma juíza chamada Kenarik Boujikian Felippe escreveu um artigo defendendo com veemência a tal Comissão da Verdade e a punição aos torturadores. Mandaram-me trechos do artigo e eu chutei cá com os meus botões: aposto que ela pertence àquela tal Associação Juízes para a Democracia. Na mosca! É co-fundadora e secretária da associação. A tese da valente magistrada é que pode haver punição mesmo na vigência da Lei da Anistia, que não precisa ser extinta, porque a tortura não está entre os “crimes políticos e conexos” para os quais se prevê o perdão… Ah, bom! A esquerda brasileira sempre nos dando lições, não é? Cesare Battisti, o terrorista-fetiche de Tarso Genro, cometeu, segundo o ministro, “crime político”; já os torturadores teriam cometido crime comum, que não se enquadra na categoria de “conexo”. Já os atos terroristas da esquerda eram, claro!, crimes políticos. A íntegra do artigo desta senhora está aqui. Os argumentos são conhecidos, e já os contestei, creio, mais de uma centena de vezes. Vou demonstrar qual é a praia de Kenarik de outro modo.

Vejam esta foto. Volto em seguida.


Magistrados entregam prêmio ao MST

Viram? Aquele que está no centro, de barba, segurando um quadro é João Pedro Stedile, o chefão do MST, o movimento viciado em cometer crimes - na VEJA desta semana, ficamos sabendo que os sem-terra se transformaram agora em contumazes desmatadores da Amazônia. E o que ele faz ali? Ora, está recebendo uma homenagem da ASSOCIAÇÃO JUÍZES PARA A DEMOCRACIA!!!

Sim, vocês entenderam direito. Os bravos magistrados da dita-cuja resolveram homenagear o MST pelo conjunto da obra. Kenarik é aquela senhora de vestido preto e braços cruzados ao lado de Stedile. Se quiser mais detalhes, vá à página do próprio MST.

Reparem: a tarefa de um juiz é, afinal de contas, julgar. E isso significa que os próprios atos do MST podem ser objeto do seu escrutínio. Se for um desses valentes da tal associação, já conhecemos o veredito antes mesmo de conhecer o caso ou a causa. Homenagear o movimento significa endossar os seus métodos, endossando também os seus crimes.

Uma das coisas encantadoras dessa foto é aquele rapaz ao lado de Kenarik ostentando a camiseta com a palavra “Cuba”. Cuba é aquele país em que a oposição está na cadeia, onde a tortura a presos é, na prática, uma política de estado.

Kenarik, em sua sede implacável de justiça, não se constrange em aparecer nesse retrato, como se vê. Não custa lembrar que o decreto dos Direitos Humanos, em defesa do qual ela escreveu, extingue, na prática, a propriedade privada e cria uma categoria acima dos juízes.

“Eles não têm mais vinho”


MARCUS ARANHA

Conta o Evangelho que Jesus, Maria e os apóstolos foram a um casamento em Caná, na Galiléia.

No meio da festa o vinho acabou, Maria procura Jesus e diz num tom de apelo ao filho: “Eles não têm mais vinho”. Acabar a bebida durante um casamento era visto como um escândalo, seria uma desonra para os noivos e o fim da festa.

Em seis potes de água que serviam para que os convidados procedessem aos rituais de purificação, segundo o costume hebraico, Jesus ordenou que fosse colocada água até à borda. Em seguida, mandou os serventes que os levassem até os convivas. A água havia-se convertido em vinho e a galera convidada pode continuar a encher a cara..

Da leitura do texto de João depreendo que se vinho fosse coisa ruim Jesus não teria feito um milagre para produzi-lo. E palavra vinho figura 521 vezes na Bíblia. E mais: na última ceia Jesus serviu vinho aos apóstolos.

A bebida é antiquíssima pois as primeiras vinhas foram cultivadas desde o sexto milênio antes de Cristo, nas encostas do Cáucaso, antes das civilizações egípcia, sumeriana e grega. Desde esses tempos o vinho é reconhecido como bebida saudável.

A ciência moderna encarrega-se de esclarecer o fato. No processo de fermentação das uvas, a casca delas libera substancias conhecidas como compostos fenólicos. Entre eles, notadamente no vinho tinto, há um agente antioxidante denominado resveratrol, que comprovadamente diminui a mortalidade, fazendo viver mais.

“Para viver mais, é preciso comer menos”. Este é um conceito clássico defendido pelos cientistas estudiosos dos fatores que influenciam a longevidade dos seres vivos. Quanto mais gordura ingerida, menos vida vivida. A restrição calórica tem papel preponderante na longevidade.

A denominada “dieta mediterrânea” é tida como prolongadora da vida: pouca carne vermelha, azeite de oliva e poucos laticínios; peixe, muitos vegetais, frutas, nozes, legumes e cereais. E o principal: consumir diária e moderadamente o vinho tinto.

Um estudo publicado no “British Medical Journal” provou que o consumo moderado e regular do vinho tinto é o item que mais contribui para redução da mortalidade (26%), em comparação com os outros itens da dieta mediterrânea.

Na França, a população usa uma dieta rica em gordura e, mesmo assim, apresenta 40% menos ataques cardíacos que os americanos, altos consumidores de alimentos gordurosos. Os epidemiologistas costumam citar o fato denominando-o “paradoxo francês”, como fórmula da longevidade. É que a população francesa consome de forma generalizada vinho tinto, uvas e azeite de oliva.

Já se descobriu que os humanos possuem um gene ligado a longevidade denominado de SIRT 1 e que há polifenóis que o potencializam. Entre eles, o mais potente, é o resveratrol. Tai a explicação do “paradoxo francês”, fenômeno real e indiscutível.

A Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul vendeu ao Eurofarma duas patentes para produzir um medicamento contra o envelhecimento, que tem como base o resveratrol. Uma pesquisa da Saúde Pública de Seattle, EUA, em 1.456 homens, concluiu que para cada copo de vinho ingerido por semana, o risco de câncer de próstata caía 6%.

Bom para o coração, bom pra próstata, bom pra viver mais!

Se for assim, vamos beber vinho!

Rio de Janeiro: Choque da desordem

IpojucaPontes

Mas, como ia dizendo no último artigo, em pouco menos de um ano o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, versão carioca do Conde Drácula, já cometeu todo tipo de vilania contra os seus munícipes, a começar pela ampliação de tributos e criação de novos impostos - dois achaques que prometeu à população jamais cometer. Sim, claro, o “carioca” protesta e assume ar de indignação, escreve incontáveis cartas às redações de jornais, mas não há do que reclamar: todo mundo pressentia que, embora noviço no executivo, Paes iria se comportar como o político (socialista) veterano que só enxerga no cidadão a presa indefesa a ser vampirizada.

No caso especifico da criação da Taxa de Iluminação pública (“Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública” - o nome do assalto), a coisa torna-se mais escandalosa quando se sabe que, direta ou indiretamente, ela já é paga por meio de impostos municipais como o IPTU (sujeito a nova “correção”, em 2010), ISS, ITBI, IPVA, para não falar na arrecadação do ICMS e na transferência de receitas recolhidas pelo governo Federal para este mesmo fim. (Aqui, só para esclarecer, convém lembrar que o Rio paga o IPTU mais caro do Brasil, pelo fato singular de que quase a metade de sua população, a partir de acordos corporativos demagógicos e eleitoreiros, não paga o imposto e sequer recebe carnê de cobrança).

Ademais, vale salientar, por conta da incompetência administrativa do prefeito, ocorre um fenômeno espantoso no espaço público da cidade, a onerar ainda mais o bolso do cidadão: em pleno meio-dia, sol a pino, a iluminação de lâmpadas de mercúrio (ou fluorescentes) banha suas ruas, praças e avenidas, em contraposição às noites escuras, quando as luzes públicas, em certas áreas, são apagadas. (Uma simples visita à Praça Serzedelo Correia, em Copacabana, pode dirimir a veracidade da informação).

Diante do clamor geral, em meados de dezembro, atendendo ação popular movida pelo advogado Victor Travancas contra a taxa considerada inconstitucional, a Juíza Georgia Vasconcellos concedeu liminar suspendendo o ato das sessões extraordinárias (ilegais) da Câmara de Vereadores que aprovou a nova taxa. Aleluia! A cobrança foi suspensa! A população, exausta de pagar imposto, foi dormir tranqüila ao tomar conhecimento da medida da Meritíssima.

Ocorre que na vida forense cabocla prevalece uma prática (farsesca) que já se tornou rotina: o Juiz concede uma liminar pela manhã e, à tarde, o presidente do Tribunal de Justiça suspende os efeitos da mesma liminar, em geral de modo a favorecer os interesses do governo. Na questão da Taxa de Iluminação, não deu outra: atendendo a procuradoria Geral do Município, o presidente do Tribunal, em menos de 24 horas jogou por terra a decisão da Juíza. De noite, quem dormiu aos roncos de felicidade foi o dito Paes, antegozando os muitos $$ milhões que sua prefeitura estróina vai embolsar.

O leitor há de perguntar: mas para que o prefeito do Rio quer retirar tanta grana do bolso dos munícipes? Seria para acomodar os milhares de mendigos, drogados, alcoólatras, ladrões e vagabundos que tomam conta diuturnamente das praias, praças, viadutos, calçadas e calçadões da cidade? Ou para desentupir os bueiros e limpar o lixo das ruas sempre infectas? Ou tapar os buracos (crateras) que infestam suas avenidas e pistas de alta velocidade, responsáveis por dezenas de acidentes diários, boa parte deles mortais? Ou mesmo racionalizar a iluminação pública e melhor distribuí-la em horários compatíveis?

Qual o quê! Segundo o site Rio-Transparência, da própria prefeitura, os gastos com a conservação da cidade e outras minudências diminuíram em quase 40%, caindo de R$ 88.616.626, em 2008, para R$ 54. 966.768, em 2009 – razão parcial da sujeira carioca.

De fato, o prefeito quer mais grana para torrar em publicidade. Exatamente: afora a vultosa verba que dispõe em orçamento anual para tal fim, ele está colocando nas ruas o “processo licitatório” de mais R$ 120 milhões para divulgar, entre outros mimos, o “número de um telefone unificado para a população solicitar serviços à prefeitura”. O cidadão carioca já está saturado de telefonar, inutilmente, para reclamar dos diversos serviços nunca prestados pela prefeitura, mas o prefeito, inconsciente do absurdo proposto, e com ares de sujeito integro, assim o justifica: “A publicidade não é (para) o prefeito aparecer na televisão, dizendo quão bonito é o seu governo”.

Tais palavras, claro, foram encaradas pela população como conversa para enganar trouxas, pois considera, por longa experiência, que os recursos sacados do novo tributo serão investidos exatamente em peças publicitárias para convencer a população de “quão bonito é o seu governo”. E pouco importa que a beleza incensada seja pura ficção. Tal como Lula, Serra, Kassab, Sarkozy, Obama e adeptos da política “como espetáculo de marketing”, o prefeito do Rio sabe que a propaganda é “arma do negócio” e que os publicitários de plantão, bem fornidos de recursos públicos, martelando dia e noite o inconsciente da patuléia, são uma força inexpugnável. .

Certo: a voracidade do governo em abocanhar o dinheiro do contribuinte não é fenômeno novo, nem municipal. Como se sabe, a idéia de que só há duas coisas certas na vida, a morte e os impostos - é coisa antiga. Inédita, no entanto, é a sua estupenda abrangência e a velocidade com que ela hoje se materializa: em nome da igualdade e da justiça social, os governos fabricam leis e tributos em ritmo frenético, pelo que se sabe tão somente para ampliar privilégios e podres poderes, entre os quais o de empregar a cupinchada amiga e leal.

Basta conferir: uma vez no poder, o pilantra mais ordinário, ou aloprado, sem o menor respeito pelo dinheiro dos outros, assume ares de Guia Iluminado para impor, com a anuência dos poderes legislativo e judiciário, o que considera mais adequado para a “felicidade dos súditos”.

No caso do Rio, na sua fúria impositiva, à cata de grana a todo custo, a prefeitura está importando aparelhagem “higt tech” (de procedência americana e israelense) para tornar mais próspera e eficiente a “indústria de multas”, uma das componentes estruturais do fictício “choque de ordem” que a administração municipal, por forca do marketing, impõe à cidade. Câmeras noturnas, plataformas móveis, pardais com dispositivos para leitura ótica de caracteres e até miniaviões fantasmas (sem piloto) formam o novo aparato bélico do prefeito para punir o incauto motorista.
Objetivo único: faturar, em 2010, quantia acima de R$ 100 milhões e triplicar, nos anos subseqüentes, o faturamento com as multas do trânsito.

Detalhes como, por exemplo, instalações de semáforos e sua manutenção, campanhas de educação preventiva, etc., ficam para depois. O que importa, de imediato, é a prosperidade da indústria punitiva. Querem uma evidência? Pois bem: segundo informe oficial, a Secretária municipal de Ordem Pública (Seop) aplicou em 2009 nada menos que 743.559 multas – e a meta planejada para 2010 é a de atingir a casa do milhão!

Pelo informe divulgado, boa arte das multas aplicadas advém do estacionamento indevido nas calçadas. Ocorre que o Rio é uma cidade antiga e muitos dos seus prédios, construídos na primeira metade do século XX, não tinham garagem e o estacionamento nas ruas era livre. Prefeitos como Pedro Ernesto e Henrique Dodsworth, de grande senso administrativo, não previram que a cidade iria se transformar numa megalópole desvairada à disposição de administradores selvagens. Resultado: sem criar condições plausíveis para construir novas garagens, subterrâneas ou não, ou regularizar códigos flexíveis de estacionamento urbano, a prefeitura do Rio colocou em circulação, na calada da noite, os seus fiscais predadores para multar e rebocar carros estacionados defronte dos prédios sem garagens, cujos proprietários não têm nenhuma alternativa, salvo a de enfiar uma bala nos córneos.

Este é “choque de ordem” executado com os rigores da fria alienação pelo prefeito Paes: enquanto a prefeitura enche as burras de dinheiro esfolando os munícipes, e trama projeto bilionário para mergulhar no subsolo a vida urbana da Avenida Rio Branco, obra irretocável de Pereira Passos, a cidade atravessa a sua fase mais crítica, entregue à sujeira, às intempéries, à marginalidade e ao caos urbano generalizado.

É o fim da picada (e do artigo), sem dúvida. Mas fica a pergunta: diante da profusão de leis injustas e da insensibilidade humana e social dos seus atuais administradores, o que resta a população consciente da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro?

Pessoalmente, acho que pouca coisa. Talvez o apelo à violência ou, quando não, o dever da desobediência civil. E o prefeito devia agradecer à população caso ela se incline pela segunda opção.

PS – Ah, ia esquecendo: no seu gosto mórbido pelo marketing espetacular, o prefeito Paes contratou os serviços do pai de santo Cobra Coral, com o objetivo de desviar a tempestuosa queda d’água prevista para o reveillon municipal. Ao que tudo indica Cobra Coral cumpriu o contrato e desviou a catástrofe para Angra dos Reis, cuja tragédia ainda abala o país.

quinta-feira, janeiro 07, 2010

A Semana


Ainda em recesso o locutor que vos fala reproduz notas colhidas ao léu, todas mostrando as maravilhas e acontecências de Pindorama. De quebra um video com um gol meio sobre o espiritismo. HC

A Marinha do Brasil gastou mais de R$ 2 milhões para reformar a casa agora utilizada pelo presidente Lula e família em sua temporada de férias na praia de Inema, da Base Naval de Aratu, litoral baiano. As despesas para deixar a casa como queriam os inquilinos provocam grande revolta na Marinha, em razão dos problemas de manutenção das instalações e navios da própria Base Naval, por falta de dinheiro. Enquanto isso conscritos do Exército, Marinha e Aeronáutica somente trabalham meio expediente. Falta verba para o Rancho.

O Outro lado

A Marinha prometeu resposta "o mais breve possível", após checar a informação "junto a outras organizações militares". Em outras palavras, não vai dar em nada.

Do jeito dele

Lula também passou férias na Base Naval de Aratu, em 2008. Mas a casa não parecia estar do jeito que ele e sua família gostam. Ano passado deu-se a mesma melódia: Pindorama se acabando debaixo d'água e S. Excia no bem bom.

Cansei

O presidente, que também levou amigos, ficará na praia até segunda (11), descansando de tantas viagens mundo afora e de ser “o cara”. Pernas pro ar que ninguém é de ferro, já cantava o Ascenso Ferreira. Ser presidente em Pindorama bonita por natureza é uma moleza só!

Silêncio no paraíso

Ponte cai no Sul, calamidade pública no Rio e em São Paulo, e Lula continua mudo al mare, com uma caixa de isopor na mão, cheio de cervejas. E nenhuma idéia na cabeça.

Bolão de cristal

Um popular vidente mexicano conhecido como “Bruxo Maior”, garantiu que o presidente deposto Manuel Zelaya “desaparecerá qualquer dia da embaixada do Brasil e não voltará mais a Honduras”. Será? Chama o Amorim: o homem desmaterializou-se.

Folha de S. Paulo

O foguete Brasil caiu em Angra


De Clovis Rossi:

O foguete Brasil de recente capa da "Economist" acabou caindo em Angra dos Reis, para citar apenas a cidade mais explorada pela televisão nas enchentes do verão que mal começou. Ficou evidente, se ainda fosse preciso, que o Brasil é um país colossalmente subdesenvolvido, vítima do que Janio de Freitas, na terça-feira, chamou de "urbanismo criminoso, que tantos administradores públicos têm praticado por tão longo tempo, com a permissão para o crescimento de favelas (formas de degradação da vida urbana) e para a especulação imobiliária (como degradação também da natureza)". Vai ser difícil encontrar outra descrição tão apta do subdesenvolvimento em tão poucas linhas. Certamente não será encontrada na "Economist", que está preocupada com a emergência do mercado brasileiro, não do país. Subdesenvolvimento não é obra de apenas um governo ou de apenas alguns anos.

Kátia Abreu critica plano de Direitos Humanos

Após os militares, foi a vez da senadora Kátia Abreu (DEM-TO) se rebelar contra o Plano Nacional de Direitos Humanos. Segundo a presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), um dos anexos do plano afirma que o agronegócio "não tem preocupação nem compromisso com os direitos humanos dos pequenos e médios agricultores, e das populações rurais". A presidente da CNA admitiu que não pode ingressar na Justiça contra o Plano Nacional de Direitos Humanos, uma vez que o texto é apenas um protocolo de intenções do governo. No entanto, ela garantiu que, se o Executivo encaminhar ao Congresso, a confederação vai se mobilizar para reagir judicialmente. Vamos ver no que vai dar.

ELPAÍS.COM Internacional

Lula da Silva,
presidente do Brasil declarou que Hugo Chávez é o melhor presidente da Venezuela em 100 anos. Porém, nunca ouvimos Lula dizer algo sobre as arbitrariedades do seu amigo venezuelano. Temos visto, isto sim, Lula atacar furiosamente as recentes eleições em Honduras na mesma semana em que recebeu com honras o sr. Mahmud Ahmadineyad, presidente reeleito do Irã, cuja vitória eleitoral também é contestada. Qual a diferença entre as eleições do Irã e as de Honduras? Uma enorme fraude, mortes, torturas e a brutal repressão ordenada pelo governo de Ahmadineyad. O afável lider brasileiro não parece ter tomado conhecimento. Até na imprensa estrangeira o homem aparece. De uma maneira ou de outra.


Seqüestradores

O menino Sean foi seqüestrado pela mãe. O pai, David Goldman, apelou à Justiça, que não lhe deu a mínima. Em 2008 a mãe/sequestradora morreu. O pai insistiu e a Justiça brasileira continuou a não lhe dar a mínima. Num país que não fosse "de todos", os que resistiram à entrega da criança ao pai poderiam ser acusados de cúmplices do sequestro. Todavia, no "país de todos" a Justiça manteve-se inflexível. Durante cinco anos foi assim. Agora, como não havia mais jeito, entregaram Sean ao pai. O avô materno disse que o menino "foi condenado à prisão perpétua". É impossível alguém saber de que parte do cérebro o homem tirou tal excrescência. A avó exige direitos que jamais terá. Sean, hoje com 9 anos, tinha 4 quando foi sequestrado pela mãe. A Justiça brasileira demorou 5 anos para decidir uma óbvia questão. A Justiça brasileira não é burra; é somente cúmplice do seqüestro do menino. É muita cara de pau

E para terminar...

Nem Pelé conseguiu! Goleiro português marca "golo", do outro lado do campo.

Rui Sacramento, goleiro do Esmoriz, time da segunda divisão portuguesa, pretendia apenas evitar gol adversário. Diante da investida do atacante do Rio Ave, se limitou a dar um chutão para a frente, da meia lua da própria área. A bola viajou o campo inteiro, quicou na entrada da grande área adversária e encobriu o goleiro Trigueira, que ainda mergulhou em vão nas próprias redes. Repare no desespero do gandula. O jogo era no estádio do Rio Ave, que ganhou a partida apesar de tomar o gol fantástico.

Natal Stressado

Guy Joseph

Clima natalino, confraternizações, boa oportunidade para aproximação das pessoas e a troca de bons augúrios, entre os que festejam o Natal. Espíritos abertos, euforia reinando, apelo aos sentimentos de paz, fraternidade, amor.

Isso seria o "Espírito de Natal" se essa data, nos tempos atuais, não tivesse se transformado num evento, de pura hipocrisia e práticas repletas de comportamentos e atitudes, onde impera a vaidade, arrogancia e o consumismo desvairado.

Ainda acreditando na possibilidade de praticar a melhor convivência social, aceitamos o convite e comparecemos a uma dessas confraternizações, onde come-se muito, bebe-se bastante, trocam-se presentes e o verdadeiro motivo das comemorações é, absolutamente, esquecido. Na casa do nosso anfitrião, a certa altura, chega um casal, acompanhado da filhinha de dez anos.

Cumprimentos, apresentações, o dono da casa chama o filho, (oito anos), para levar a menina recém chegada, para brincar. A mãe, faz as recomendações de praxe, para que a filha tenha cuidado, para não correr, não cair e se machucar. Recomendações naturais de pais que se preocupam com seus filhos. Para ser simpática, a mãe da garota, recomenda para que o menino tome conta da sua filha. O pai do garoto, já em eflúvios alcoólicos elevados, se dirige ao menino, em tom de orgulho e vaidade:

- Como é que um "cabra macho" faz, meu garoto?
- Vou "estourar" ela, pai! Responde o menino.

Indignada, a mãe protesta, contra a "brincadeira". O marido tenta acalmar os ânimos, enquanto o dono da casa rebate, dizendo:

- Quem tem suas cabritas, que as prenda, pois o meu bodinho, tá solto!... gargalhadas...

O casal foi embora, levando a filha. Os que ficaram, condenam a atitude dessa mãe, "estressada", que não soube levar, "na boa", uma inocente brincadeira. "Gente, é Natal! Vamos beber e confraternizar! Deixa os "extressados" prá lá!"

Não pude continuar na "confraternização" e "estressado", fui embora. Isso se passou, na Capital, neste Natal, de 2009! O que é que vocês acham?

terça-feira, janeiro 05, 2010

Os políticos e o feriado


Se a presença dos políticos é dispensável quando o povo está sofrendo, tampouco deveria ser necessária quando o povo está celebrando.

Do blog do Alon


O governador Sérgio Cabral pôs em circulação uma teoria sobre por que o governante não precisa estar presente em situações nas quais sua participação direta é operacionalmente inútil: o contrário seria demagogia. Afinal, o governante ele próprio pouco ou nada pode fazer na hora, por exemplo, de tragédias como as deste ano-novo, em que as águas tiraram a vida de dezenas de pessoas no sudeste do país.

Segundo a teoria cabralina, o Estado tem funcionários capazes de lidar com o quadro, e nessas ocasiões os políticos só atrapalham.

Há dois problemas aí. Vamos ao primeiro. Nas mais de 24 horas em que nem o presidente da República conseguiu localizá-lo, o governador teve como enviar o vice a um dos locais afetados. Então, em lugar da suposta demagogia, viu-se no Rio o quê, a vice-demagogia?

Agora o segundo. Se a presença dos políticos é dispensável quando o povo está sofrendo, tampouco deveria ser necessária quando o povo está celebrando.

Por que Cabral organiza e festeja inaugurações de escolas, de postos de saúde, de obras em geral?

Ficou pronto? Põe para funcionar. Para que fazer festa, chamar a imprensa, juntar as pessoas e discursar? Poderia ser interpretado como demagogia.

Políticos são seres comuns, com defeitos. Bom é quando o defeito gera benefício para o eleitor-cidadão. Por isso a demagogia não pode ser listada como o pior pecado de um político. Ela perde de longe para a omissão. O demagogo quer saber o que fazer para ser bem visto pela gente a quem governa. O omisso não está nem aí. Especialmente quando se sente protegido da crítica.

Mas não sejamos injustos com o governador do Rio de Janeiro. Ele está muito bem acompanhado. Pouco a pouco, implanta-se um modelo gerencial e de comunicação nas nossas administrações, em todos os níveis. Autoelogio maciço e sistemático, criminalização da crítica e achincalhamento dos críticos, difusão regular de teorias conspiratórias sobre a motivação de quem critica. O governante está sempre certo. Se você enxerga problemas, é porque tem alguma intenção oculta — e maligna.

Só que de vez em quando o sistema falha, com os custos políticos decorrentes. Infelizmente para as autoridades (e mais infelizmente ainda para as vítimas e seus familiares e amigos) aconteceu uma desgraça brutal bem no meio do feriadão da passagem do ano. E toda a cadeia hierárquica da política nacional estava de folga.

Quem reagiu mais rapidamente (ou menos lentamente) foi a equipe de comunicação da Presidência da República, que defendeu o chefe e fez divulgar a conversa telefônica entre Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Geddel Vieira Lima, da Integração Nacional e responsável pelas verbas federais para a Defesa Civil.

Lula leva a vantagem de ter sensibilidade política alguns graus acima. Mas mesmo o presidente, que gosta de falar sobre tudo e está sempre a se comunicar, não julgou relevante dar, ele próprio, uma palavra solidária aos atingidos.

O governador de São Paulo, José Serra, que passava o feriado na Bahia, não teve a socorrê-lo um esquema de comunicação tão azeitado, que pelo menos fizesse circular a tese de que tinha tomado providências telefônicas. O governador foi aparecer na inundada São Luís do Paraitinga só no domingo, depois que o caos já havia alcançado proporções dantescas. E quando o feriado já estava no fim. Já o colega de Minas Gerais, Aécio Neves, preferiu atravessar os dias de chuva em completo silêncio.

E não é só. Além do “esqueçam de mim no feriado”, os políticos recorrem a outro expediente engenhoso. Conforme a conveniência, alternam entre o papel de governante e o de ombudsman. Tampouco nisso os concorrentes são páreo para Sérgio Cabral. Segundo ele, a tragédia do ano-novo era uma “crônica anunciada”. Mas, se estava anunciada, por que não tomaram as providências antes de acontecer?

Sem falar no “a culpa é das vítimas”. Em São Paulo, há bairros que ficam sob a água por longo tempo quando chove muito. A prefeitura diz que a área é inadequada para moradia, por estar na várzea do rio.

Mas não é exatamente a prefeitura quem deveria controlar isso? Só descobriram agora?

Governar no Brasil hoje em dia é uma grande moleza.Os políticos e o feriado

Se a presença dos políticos é dispensável quando o povo está sofrendo, tampouco deveria ser necessária quando o povo está celebrando

Do blog do Alon:

O governador Sérgio Cabral pôs em circulação uma teoria sobre por que o governante não precisa estar presente em situações nas quais sua participação direta é operacionalmente inútil: o contrário seria demagogia. Afinal, o governante ele próprio pouco ou nada pode fazer na hora, por exemplo, de tragédias como as deste ano-novo, em que as águas tiraram a vida de dezenas de pessoas no sudeste do país.

Segundo a teoria cabralina, o Estado tem funcionários capazes de lidar com o quadro, e nessas ocasiões os políticos só atrapalham.

Há dois problemas aí. Vamos ao primeiro. Nas mais de 24 horas em que nem o presidente da República conseguiu localizá-lo, o governador teve como enviar o vice a um dos locais afetados. Então, em lugar da suposta demagogia, viu-se no Rio o quê, a vice-demagogia?

Agora o segundo. Se a presença dos políticos é dispensável quando o povo está sofrendo, tampouco deveria ser necessária quando o povo está celebrando.

Por que Cabral organiza e festeja inaugurações de escolas, de postos de saúde, de obras em geral?

Ficou pronto? Põe para funcionar. Para que fazer festa, chamar a imprensa, juntar as pessoas e discursar? Poderia ser interpretado como demagogia.

Políticos são seres comuns, com defeitos. Bom é quando o defeito gera benefício para o eleitor-cidadão. Por isso a demagogia não pode ser listada como o pior pecado de um político. Ela perde de longe para a omissão. O demagogo quer saber o que fazer para ser bem visto pela gente a quem governa. O omisso não está nem aí. Especialmente quando se sente protegido da crítica.

Mas não sejamos injustos com o governador do Rio de Janeiro. Ele está muito bem acompanhado. Pouco a pouco, implanta-se um modelo gerencial e de comunicação nas nossas administrações, em todos os níveis. Autoelogio maciço e sistemático, criminalização da crítica e achincalhamento dos críticos, difusão regular de teorias conspiratórias sobre a motivação de quem critica. O governante está sempre certo. Se você enxerga problemas, é porque tem alguma intenção oculta — e maligna.

Só que de vez em quando o sistema falha, com os custos políticos decorrentes. Infelizmente para as autoridades (e mais infelizmente ainda para as vítimas e seus familiares e amigos) aconteceu uma desgraça brutal bem no meio do feriadão da passagem do ano. E toda a cadeia hierárquica da política nacional estava de folga.

Quem reagiu mais rapidamente (ou menos lentamente) foi a equipe de comunicação da Presidência da República, que defendeu o chefe e fez divulgar a conversa telefônica entre Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Geddel Vieira Lima, da Integração Nacional e responsável pelas verbas federais para a Defesa Civil.

Lula leva a vantagem de ter sensibilidade política alguns graus acima. Mas mesmo o presidente, que gosta de falar sobre tudo e está sempre a se comunicar, não julgou relevante dar, ele próprio, uma palavra solidária aos atingidos.

O governador de São Paulo, José Serra, que passava o feriado na Bahia, não teve a socorrê-lo um esquema de comunicação tão azeitado, que pelo menos fizesse circular a tese de que tinha tomado providências telefônicas. O governador foi aparecer na inundada São Luís do Paraitinga só no domingo, depois que o caos já havia alcançado proporções dantescas. E quando o feriado já estava no fim. Já o colega de Minas Gerais, Aécio Neves, preferiu atravessar os dias de chuva em completo silêncio.

E não é só. Além do “esqueçam de mim no feriado”, os políticos recorrem a outro expediente engenhoso. Conforme a conveniência, alternam entre o papel de governante e o de ombudsman. Tampouco nisso os concorrentes são páreo para Sérgio Cabral. Segundo ele, a tragédia do ano-novo era uma “crônica anunciada”. Mas, se estava anunciada, por que não tomaram as providências antes de acontecer?

Sem falar no “a culpa é das vítimas”. Em São Paulo, há bairros que ficam sob a água por longo tempo quando chove muito. A prefeitura diz que a área é inadequada para moradia, por estar na várzea do rio.

Mas não é exatamente a prefeitura quem deveria controlar isso? Só descobriram agora?

Governar no Brasil hoje em dia é uma grande moleza.

O Primeiro "Vírus" de 2010

Na internet “alerta” contra e-mail com “fotos da Dilma nua”. “Não abra”, avisa. “Contém realmente fotos da Dilma nua”....!

segunda-feira, janeiro 04, 2010

O QUE OS OLHOS NÃO VÊEM O CORAÇÃO NÃO SENTE

A propósito do texto postado no blog do Hugão, originado de nossa conterrânea Fábia, aqui estão alguns comentários do responsável pelo blog www.ecologiaemfoco.blogspot.com.

Breno Grisi

O QUE OS OLHOS NÃO VÊEM O CORAÇÃO NÃO SENTE. Em que pese a idade deste aforismo... ele ainda permanece válido, principalmente nos dias de hoje! A manipulação, pelos atores decisivos da sociedade, das questões de maior repercussão no mundo político-econômico solapa o bom senso dos sensatos. E assim o Brasil vem se destacando no mundo financeiro (pelo equilíbrio nas contas), no controle do aquecimento global (por oferecer o maior potencial florestal do mundo às bolsas do carbono), no esporte mundial (como sede para duas competições de destaque), como país das oportunidades (porque um torneiro mecânico tornou-se Presidente, duas vezes), no cenário do turismo internacional (mais pelas belezas naturais do que pela sua infraestrutura)... e alguns outros destaques, que levam a quem está longe dos acontecimentos dizer (com toda inocência e boa intenção): "that´s the man", e o Brasil “é o país” da atualidade. Um jornal de um país que é forte candidato a fechar um grande negócio com o Brasil (aviões militares), de cujo Presidente o nosso “o cara” tornou-se amigo, elegeu esse “cara” o homem do ano!!!

Imaginem caros amigos leitores se te pusessem num avião para sobrevoar a Amazônia em busca de avaliações sobre os boatos de sua devastação. Veria o observador: pastagens imensas, toda verde (se no período das chuvas), muito gado pastando (já somos os maiores produtores mundiais de carne bovina), rios (ainda caudolosos, se durante as chuvas), uma cidade de porte magnífico, Manaus. Mas se o observador fosse dar uma caminhada nessa paisagem impressionante, principalmente no período seco, veria a realidade. Rios que transbordaram durante as chuvas estão agora, em dezembro, secos; as pastagens precisam ser queimadas para rebrotarem e se manterem produtivas por apenas dez ou onze anos; e a bela cidade de Manaus igualzinha a todas as outras capitais e grandes cidades brasileiras: na periferia, infraestrutura praticamente inexistente, de esgotos, água pura, energia elétrica (qualquer chuva forte, típica dos trópicos transforma a vida dos periféricos numa tragédia); sistema de saúde precaríssimo, sem medicamentos, escolas públicas desestruturadas (como todo o nosso sistema educacional), deseducação e ignorância prevalecendo em todos os segmentos da sociedade... e tantas outras mazelas. É claro que em assim sendo, não é difícil equilibrar as finanças.

Acrescentem-se a isso tudo a corrupção nos três poderes, um Presidente que diz "não saber de nada" que seus comandados fazem de errado, um eleitorado que reelege político corrupto; e falência do poder público em manter o equilíbrio necessário à boa qualidade de vida, principalmente nas metrópoles. Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife... com baixa qualidade de vida, precariedade nos sistemas de saúde, segurança, transporte, educação... enfim um caos disfarçado pelas estatísticas de melhorias tais como: a classe de miseráveis vem sendo promovida à classe pobre, o desemprego é o menor do ano (é claro, graças às festas natalinas), o Brasil melhorou sua posição no ranking mundial da corrupção (no índice de percepção da corrupção, entre 168 países, agora ocupa a septuagésima posição). Nas Universidades, centro vital da formação de profissionais, sentem-se os desmazelos: proliferação de faculdades pagou-passou, alunos caçadores de diplomas, exame nacional do ensino médio introduzido para melhorar e democratizar o sistema, comprometido (provavelmente por boicote de interessados em manter o sistema antigo)...enfim, um futuro muito pouco promissor em termos de profissionais bem qualificados a servir à sociedade.

Feliz Ano Novo. Este sim, precisa realmente ser novo. (BG)