quinta-feira, maio 24, 2007

UMA MISSÃO DIVINA

HUGO CALDAS

O principal carrasco da Arábia Saudita seguidor da "sharia," a rígida lei islâmica, não tem nenhum remorso em decapitar condenados à morte pois, acredita ele, este é o "trabalho de Deus."

"Eu durmo muito bem", disse Mohammed Saad al-Beshi em entrevista rara, quando demonstrou possuir uma visão bastante peculiar sobre sua ocupação, muito criticada no Ocidente pelos grupos de defesa dos direitos humanos..

"Não me importa, se são dois, quatro, dez, contanto que eu esteja fazendo o trabalho de Deus, não importa quantas pessoas eu execute".

O trabalho de Beshi é de capital (êpa) importância neste reino que executa estupradores, assassinos, contrabandistas de álcool e drogas, normalmente decapitando, e amputando os membros dos condenados. Só este ano, a Arábia Saudita já executou sete pessoas pelo menos. Em 2002 foram levadas à morte 45 pessoas. Em 2001 75 e 121 pessoas em 2000.

O verdugo Beshi, 42 anos, que iniciou sua carreira em 1998 na cidade de Jeddah não revela quanto recebe pelo seu trabalho. Ele também se recusa a confessar quantas pessoas executou ao todo.

Beshi tem um grande orgulho da sua ferramenta de trabalho, uma espada (cimitarra?), presente do governo que ele mantém afiadíssima e limpa regularmente as manchas de sangue. Para as amputações, no entanto, ele usa uma faca especial.

"As pessoas ficam pasmas com a rapidez com que eu separo a cabeça do corpo," assegura ele, pai de sete filhos. "Às vezes eles (as crianças) me ajudam a limpar a espada."

À Beshi é também confiado o treinamento de novos executores e ele já começou com o seu filho de 22 anos. Perguntado se ele pensa que as pessoas têm medo dele, Beshi responde: "Ninguém tem medo de mim. Eu tenho muitos parentes e amigos e levo uma vida normal. Nada desabona a minha vida social."

E agora, meus caros ... "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto!" (Ruy Barbosa). Ao contrário do que muitos pensam este trecho é de um trabalho do grande jurista que decepcionado, desancava a república, ele que foi um dos primeiros conspiradores.

Mas, voltemos à realidade.

Que tal começarmos a pensar em encontrar uma piedosa criatura de Deus (ou Allah) como o Beshi, a fim de instaurarmos aqui em Pindorama uma Sharia, Uma Missão Divina, idêntica à da Arábia Saudita? Tarefa impossível. Creio que iríamos precisar de no mínimo, uns 1000 piedosos carrascos!


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segunda-feira, maio 21, 2007

LASCIATE OGNI ESPERANZA, Ó VOI CHE ENTRATE

Guy Joseph

- Moço?!...
- Pois não?...
- O sinhô não tem medo de tirar retrato do diabo?
- Que diabo, você ta falando, minha filha?!
- Esse aí, essa “estáuta”...
- Esta é uma obra de arte...
- É obra do “cão”, um “mói” de ferro que os hereges botaram aqui...
- Não é nada disso, “querida”! Essa é uma escultura, de um grande artista paraibano.
- Artista, que eu sei, é Reginaldo Rossi!
- É, mas esse aqui, é um escultor. O artista plástico, Jackson Ribeiro.
- Num sei se é de plástico... Só sei é que o “povo” ta dizendo que isso é “catimbó”, que botaram aí pra lascar a gente... Governo só faz ruindade, com o “povo”.
- Que bobagem! Onde já se viu uma obra de arte fazer mal a alguém?
- O sinhô num conhece as artes do capeta. Ele faz coisa, de arrepiar!
- O que, por exemplo?
- Isso aí! É só o sinhô olhar pra esses ferros, pra ver que a "estáuta" tá mal intencionada.
- E o que você acha que pode acontecer?
- Vem castigo de Deus! Eu, quando passo por aqui, me benzo todinha...
- Santa ignorância!
- O sinhô não acredita?! Pois, tenho uma vizinha que tá passando mal, desde que os “homi” botaram isso aqui!
- Não seria histeria? Faniquito?
- Eu num sei, não sinhô. Mas o doutor já passou remédio e não adiantou...
- E você acha que a culpa é da escultura?
- Só pode ser! Minha vizinha tava boazinha, até que trouxeram esse troço pra cá...
- E, o que você acha que a Prefeitura deveria fazer, com a obra de Jackson Ribeiro?
- Tirar isso daqui!
- E botar aonde?
- Em qualquer outro lugar, que não seja num bairro de gente temente a Deus.
- Você tem medo de que?
- Que essa estáuta do “cão” fique atentando as almas dos filhos de Deus.
- Você já foi tentada pela escultura?
- Eu, não! Eu rezo todo santo dia. Mas, os fracos de espírito podem cair em tentação...
- Você já leu a Divina Comédia?
- Te esconjuro! As coisas de Deus não são comédia, não sinhô!

O inferno é aqui. Não, o Havaí.

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terça-feira, maio 15, 2007

A VISITA PAPAL


HUGO CALDAS

Meus caros, eu vi um oceano de pessoas se ajoelhando, agitando lencinhos, imagens de santos, uma infinidade de rosários, terços, todas as vezes que Sua Santidade (sic) passeava de papamóvel ou aparecia apoteóticamente na janelinha do Mosteiro de São Bento. Ah, povinho colonizado. Ah, povinho necessitado de verdadeiros líderes. Ah, povinho sequioso de encontrar um pai, alguém que lhes mostre o caminho. É um desespero geral. Lembra muito a Russia antiga onde o Czar era chamado de "Paizinho." Mas também urge parar com todo esse desespero pois por conta de algo bastante parecido votamos (vocês votaram) em um falso líder, um anticristo qualquer, há 4 anos e deu no que deu.

Ainda temos muito medo do fogo eterno mas o Papa não está nem aí. Ele é gente como a gente. Faz cocô, xixi, e solta pum! Talvez até tenha mau hálito. Palita os dentes e dá arroto. Não é santo coisa nenhuma. Se bem que ele é "assim" com os homens lá de cima. Pelo menos veio entregar um "brevet" de Santo para o Frei Galvão e se auto-intitula, "Sucessor de São Pedro e representante de Cristo na Terra." Presunção e água benta...

Na visita, quando não saía da televisão, o "Santo Padre" (sic), me lembrava muito o Silvio Santos, todas as vezes em que a TV o mostrava, com os braços abertos, girando para a direita e para a esquerda. Estava esperando a qualquer hora ele gritar com um dos seus inúmeros cardeais, "é com você, Lombardi." Ele gosta mesmo é de platéia. Questo Tedesco virou papa sabe Deus como! Seus "pratrásmentes" não o recomendam em nada.

"Joseph Ratzinger, ou melhor Bento XVI, foi incorporado ao exercito nazista logo após ter deixado a Juventude Hitlerista, (Hitler Jugend), em uma divisão da Wehrmacht encarregada da bateria de defesa anti-aérea da fábrica da BMW nos arredores de Munique. Fez o treinamento básico da infantaria sendo logo transferido para a Hungria, a fim de montar e instalar piedosas minas de defesa antitanque. Sabem vocês o que significa montar e instalar essas minas? Aqui, uma pequena amostra. "A mina antitanque M15 é armada girando-se o interruptor, de modo que fique no alto da cabeça do estopim. O estopim cilíndrico é feito de ferro e preso ao prato de pressão por uma cobertura de cobre. Quando um tanque passa sobre a mina, ele empurra o prato de pressão para baixo. Embaixo do prato de pressão, há uma mola com um pino de disparo fixado no seu lado inferior. O pino de disparo move-se para baixo dentro do disparador, que detona a carga inicial embaixo do estopim, que por sua vez detona a carga principal. Há explosivo suficiente em uma mina antitanque para destruir um tanque ou caminhão, bem como matar pessoas dentro ou próximas do veículo."

Já pensaram em ter que guardar toda essa parafernália na cabeça? Não dava nem tempo de pensar na alma dos infelizes tripulantes dos tanques inimigos. Essas almas não teriam então a mínima chance de uma avemariazinha sequer! Soldado soviético não conta, pois comunista não tem alma.

Ratzinger foi dispensado do serviço militar em novembro de 1944 por motivos de saúde, até hoje não devidamente esclarecidos, permanecendo pelos arredores até as forças aliadas invadirem a Alemanha. Entrega-se aos aliados (americanos) que ele não era besta nem nada e fica detido por curto período em um campo de concentração aliado para prisioneiros de guerra em Ulm, sendo libertado em Junho de 1945. Virou Papa da Sagrada Igreja Católica Apostólica Romana há dois anos.

O lado positivo de tudo isso: Viram o desempenho quase perfeito do papa no idioma português? Pelo menos lendo ele se sai muito bem. Lembram agora do Mangabeira Unger? Aquele gringo-brasileiro que chega a falar pior do que o Rabino Sobel! Pois é. O homem está considerando a hipótese de não mais assumir a SEALOPRA (Secretaria para Assuntos a Longo Prazo) enciumado que ficou pela performance bastante razoável do papa nas searas da última flor do Lácio inculta e bela. Pelo menos isso, pois não? Quem viver, verá.

Ah, ia esquecendo. A angelical figura acima é o próprio Bento Ratzinger envergando o uniforme da sua divisão na Wehrmacht.
O que é a natureza!

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sábado, maio 12, 2007

E O NOME?

DJANIRA SILVA

Escreveu vários livros. Com sacrifício publicou alguns. No entanto, para se tornar conhecido dependia da divulgação e da distribuição. Tinha, no entanto, tinha um sonho maior ver seu nome impresso nos jornais.

A cada nova publicação, acendia-se a esperança de ver chegado o momento de ter seus livros divulgados e reconhecidos pela mídia, colocados com destaque nas vitrines das livrarias, adotados nas escolas. E o nome? Bem, era prioridade. Tanto, que em todos as capas era colocado em letras garrafais, mais vistoso do que o título do livro.
Durante muito tempo peregrinou pelas livrarias onde era tratado com a mais fria e absoluta indiferença. Afinal, não passava de um velho escrevinhador desconhecido para quem não havia lugar no mercado literário. De tanto insistir, conseguiu deixar alguns poucos exemplares em uma pequena livraria.

Só por vaidade, para poder dizer o seu nome, telefonava, de vez em quando para saber se dispunham daquele título. O funcionário, visivelmente desinteressado, pedia para aguardar. Diante da demora, a ligação caia. Um dia, foi lá, queria saber se já haviam vendido algum. Perdeu metade da manhã seguindo o balconista que teve dificuldade para localizá-los. Não fosse o recibo teria perdido, além da esperança também os livros. O gerente aconselhou-o a levá-los, sob a alegação de que a livraria era pequena e o espaço disponível mínimo.
Por ocasião dos lançamentos mandava convites para os jornalistas atuantes na área. Um deles deu uma notinha mixuruca e ainda o chamou de revelação o que veio confirmar o quanto era desconhecido apesar de que, desde muito jovem, fora colaborador de diversos jornais, tendo inclusive, alguns trabalhos premiados em concursos literários. Há muito percebera que de nada lhe valiam nem os prêmios nem as menções honrosas que sua mulher, sabiamente, chamava de horrorosas.

Como sonhar não é proibido, continuou sonhando, dormindo ou acordado. Acordado a imaginação tinha seus limites. Dormindo soltava-se. Via seu nome em letreiros luminosos, nos prédios mais altos, nas portas dos cinemas, em balões coloridos, destes de propaganda, amarrados aos helicópteros.

Quando voltava à realidade, continuava a via-crúcis junto aos jornais. Mandava convites e livros para redatores, cronistas sociais, comentaristas de arte. Num dos lançamentos, um deles, talvez para preencher espaço, publicou uma notinha insossa que bem poderia se referir a qualquer pessoa: será lançado no dia tal às tantas horas um livro de contos de um escritor local. E o nome? Bem, o nome fora omitido sumariamente.

Chegou à conclusão de que a sociedade só valoriza sobrenomes ilustres. Infelizmente, o seu, era um da Silva qualquer.
Foi então que viu no jornal e ouviu na televisão a notícia da mulher que havia furtado um pacote de manteiga e, da noite para o dia, ficara famosa e conhecida em todo o Brasil.

Viu, naquela notícia, a fórmula infalível para se tornar conhecido.
O dia seguinte era um sábado, ocasião em que os supermercados recebem um considerável número de clientes. Não pensou duas vezes. Colocou numa sacola alguns exemplares dos seus livros para poder exibi-los frente às câmaras de televisão, caso fosse entrevistado.
Filas imensas, gente por todos os lados. Entrou e começou a executar o plano. Fingiu um acesso de tosse para chamar a atenção de um segurança que estava ali por perto. Na prateleira das manteigas, pegou um pacote de margarina para ser diferente da outra. Ganhou ânimo e, para dispor de mais espaço, retirou os livros da sacola. De longe, o segurança o observava. Sempre tossindo, repetiu a operação. Na prateleira seguinte deixou escorregar para junto da margarina uma garrafa de suco de uva, na outra, uma barra de sabão, um vidro de xampu, e assim até encher a sacola. Quando já não suportava o peso e o desconforto dos livros embaixo do braço, fez menção de se retirar sem passar pelo caixa. Foi abordado por um fiscal, previamente avisado pelo segurança, que, segurando-o pelo braço, levou-o para a gerência não sem antes recolher as provas do furto. Satisfeito com o andamento da aventura, o homem tentava se explicar, moço, eu sou escritor, estou aqui fazendo uma experiência, meu nome é fulano de tal, os livros, são meus, têm até o meu retrato. Veja meus documentos, minha identidade, sou escritor.
No escritório, nem o gerente nem o vigilante davam importância ao que ele dizia. Por se tratar de pessoa idosa e temendo a repercussão que o caso poderia ter, o advogado da empresa aconselhou que o liberassem.

Antes de sair avistou um jovem que fazia anotações. Na camisa, um crachá de jornalista. Aproximou-se: moço, eu sou escritor, veja meus livros, anote aí meu nome. O rapaz. Sem ao menos levantar a vista, continuava escrevendo.
- Fique calmo, senhor, fique calmo. Não se preocupa.
- Obrigado, meu filho, obrigado, anote aí meu nome, é este aqui. E, apontava para a capa do livro, as mãos trêmulas, o coração disparado.

Afinal, depois de se certificar de que havia impressionado o jornalista retirou-se, crente de que, no dia seguinte, seu nome estaria estampado em algum jornal. Levantou-se mais cedo. Foi à banca de revistas. Ficou estatelado diante do que viu. Na primeira página, nas chamadas do noticiário, lá estava a manchete: Vovô esclerosado, dizendo-se escritor, pratica furto em supermercado.

quinta-feira, maio 10, 2007

MAIS OUTRO... ORA, DIREIS

HUGO CALDAS

Mais outro caso que nos envergonha no poder judiciário. Pensaram que ficaríamos apenas no juiz Lalau et caterva? Dessa vez o sexo dito frágil está representado na pessoa da Meritíssima Sonia Maria Leite Machado, Juíza Titular da 4ª Vara de família de São Gonçalo, RJ. Não é que Sua Excelência ficou indócil ao telefone, com um cupincha lá da máfia porque feita a sua parte, a grana não havia ainda sido paga? Mais respeito, grana coisa nenhuma. Sua Excelência engendrou o esperto eufemismo de "empréstimo sem devolução." Pois é, tudo isso acontece em Pindorama o país da galhofa. Lembram do tempo em que tínhamos o maior respeito pelos juizes? Pois, é.

No Congresso, existiam, segundo "nossuguia," 300 picaretas. No filme 300 de Esparta, estrelado pelo Rodrigo Santoro, 300, como diz o título. E agora, apareceram como passe de mágica, 330 mil cartões irregulares do Bolsa-Família. O número até que está nos conformes, mas o governo, (?!) desfazendo do cabalístico número acrescentou uns dez por cento e contabilizou 330 mil fraudadores do Programa. Eu tinha certeza que essa palhaçada iria acabar desta maneira. Lembro de quando a gangue toda visitou uma cidade do Piauí no início nos primeiros dias do primeiro desgoverno do apedeuta; um habitante dos mais velhos, do alto da sua sabedoria vaticinou: "Carece disso, não. Basta botar água aqui que nós se vira com o resto!"

Uma resolução da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, simplesmente achou de, noutro passe de mágica, expurgar a nota "insuficiente" dos boletins escolares e adotou um tal de sistema de ciclos de formação em toda a rede escolar pública. A medida acaba com a repetência nas escolas de ensino fundamental. A justificativa foi a opção por uma avaliação formativa, que deve ser "diagnóstica, dialógica, investigativa, prospectiva e transformadora". Haja Deus! A avaliação, segundo os doutos reformadores "deve considerar o desenvolvimento e a aprendizagem do aluno, a auto-avaliação do gestor, do professor e do aluno, a prática pedagógica em sala de aula e a gestão escolar". É, só nos resta mesmo é rezar.

E a violência corre solta. O jovem Anderson, administrador de empresas, era uma pessoa tranqüila sempre de bom humor, inteligente, futuro brilhante, teve a vida terminada bruscamente em um assalto nos semáforos da cidade. Mais uma bala perdida. Desta vez na Avenida Recife. O ato de sair de casa seja qual for o propósito, deixar a namorada em casa por exemplo, pode ser fatal. Anderson nunca fez mal a ninguém, não tinha inimigos, apenas teve a suprema audácia de dirigir seu carro, como qualquer um. E assim, de uma hora para outra, termina tudo. Ao tirarem a sua vida, o tiraram também de sua família dos seus amigos, sem explicação. Muito provavelmente na semana que vem poderá ser outra pessoa, depois outra, quem sabe outro de nós. Isso não tem fim. Ninguém é capaz de por um freio na bandidagem. Não há investigação policial, não há perspectivas, não há mudanças. O exemplo vem de cima e a impunidade é regra. Tudo fica na mesma, as pessoas esquecem até a próxima tragédia. Então o círculo vicioso recomeça.


Até quando esse caos vai continuar ninguém sabe. Ontem duas garotas 9 e 15 anos respectivamente foram atropeladas e mortas na Avenida Domingos Ferreira, uma das mais movimentadas de Boa Viagem. A mais velhinha tinha ido buscar a outra, mais nova na escola, estavam as duas na calçada. O excomungado vem em desabalada carreira, e embriagado perde o controle, sobe a calçada e imprensa as duas contra o poste de iluminação. Sabe o resultado? Para a sua indignação, saiba que o assassino pagou R$ 800,00 de fiança e vai responder ao processo e liberdade. Cuidem-se todos.

P.S. Soube que o meu amigo de juventude, Severino Lucena Filho, nosso Silvinha, foi hospitalizado e não está nada bem. Por favor, meus parcos leitores, quem tiver notícias do Silvinha - favor me repassar pelo e-mail ou pelo celular abaixo relacionados. Ficarei grato.

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segunda-feira, maio 07, 2007

SUCEDIDOS 31 - O BATIZADO


ELPIDIO NAVARRO

Martinho Quintas de Alencar era funcionário da Usina São João, no município de Santa Rita e residia na própria usina. Nos conhecemos no Ginásio Solon de Lucena, onde chegamos a estudar juntos. Participamos de blocos de carnaval e posteriormente fomos companheiros no Teatro do Estudante da Paraíba. Ao nascer Luiz Maurício, meu primeiro filho, poucos dias antes havia nascido o segundo dele, que recebeu o nome do pai. Eu ainda estava com a mulher na maternidade quando ele foi nos fazer uma visita e nos convidou para ser os padrinhos do filho dele. Claro que aceitamos a sua deferência e a retribuímos convidando-o também para ser padrinho do nosso, o que ele aceitou de imediato. Depois me confessou que nos fez o convite, certo de o convidaríamos também. Tendo os meninos atingidos alguns meses de idade, acertou-se os batizados que seriam realizados no mesmo dia, na usina onde Martinho morava, pelo padre da paróquia de Santa Rita.

Na data marcada estávamos lá, pais, padrinhos e alguns amigos e parentes convidados pelas duas partes. Um dos meus convidados especiais era o maestro Pedro Santos, por quem nós todos tínhamos especial consideração. Com os batizados marcados para às dezesseis horas, chegamos às nove e nos aboletamos na residência do futuro compadre. Bebes e comes, mais bebes do que comes, almoço, mais bebes e comes e esquecemos a hora de ir buscar o padre. Resultado: não aconteceram os batizados.

Marcada uma nova data, estávamos novamente todos lá. E também outra vez bebes e comes, mais bebes do que comes, almoço, mais bebes e comes, sendo que , dessa vez, alguém da família de Martinho ficou atento à hora de ir buscar o padre, que chegando, encontrou os padrinhos bastante alegres, dando vivas a Jesus Cristo e transpirando álcool. O padre, um tanto ranzinza e de origem holandesa, recusou-se a realizar os atos religiosos, alegando nossa condição de adoradores de Baco. E mais que, se quiséssemos batizados, agora teríamos que ir até à Igreja de Santa Rita.

Dias depois estávamos, às oito da matina, padrinhos e madrinhas portando seus respectivos afilhados, à porta da tal Igreja, para iniciar o ritual do batismo. Dessa vez a coisa iria acontecer, pois até o horário, tão cedo, foi escolhido para que ninguém bebesse antes. Todos a postos, inclusive o padre, quando uma beata, dessas que ficam colaborando com a arrumação de igreja, chegou ao ouvido do vigário e cochichou alguma coisa. Ele virou-se para nós e decretou:

- Non fazer mais batizadas!

E retirou-se. Ficamos sem entender coisa alguma até que a tal beata esclareceu:

- Aquele amigo dos senhores roubou um santo do altar e escondeu no carro...

Havia sido Pedro Santos, que encontrando uma imagem de um santo, feito em madeira e desprezada lá por trás do altar, recolheu-a para si, alegando que ela havia sido substituída por uma de gesso, de qualidade artística inferior, porém, muito mais vistosa. Mas o padre holandês não queria saber disso:

- Só fazer mais batizadas se devolver santa!

Pedro Santos atendendo as nossas ponderações foi até ao padre e propôs um negócio: devolveria a imagem do santo, mas o padre deixaria ele levar uns ex-votos que também estavam desprezados no mesmo lugar. E não é que, para o espanto geral, o padre aceitou! Os batizados foram realizados, enfim! Quando saímos da igreja, Pedro Santos vinha se justificando:

- Tudo depende do diálogo, de se saber negociar. Eu cedi um pouco, ele também cedeu um pouco, e tudo foi resolvido sem maiores problemas!

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segunda-feira, abril 30, 2007

ORA, DIREIS...

HUGO CALDAS

Pelo menos por enquanto, passou a tal Lei da maioridade criminal. Sei que não adianta muito baixar a idade para 16 anos pois o crime irá então recrutar os de 15, 14, 13 e assim sucessivamente. Mas alguma coisa precisa ser feita. Somente a título de informação: A Maioridade Criminal em alguns países conhecidos: Alemanha 14 anos, França 14 anos, Itália 14 anos, Escócia 8 anos, Inglaterra 10 anos, Estados Unidos entre 6 e18 anos de acordo com a legislação de cada estado, Mexico entre 11 e 12 anos para a maioria dos estados, Japão 14 anos e Coreia do Sul 12 anos.

Pede-se à "simpatia" do senador Mercadante, à OAB, ao presidente (sic) e aos desavisados e debiloides de plantão que parem com essa balela de ressocialização, de recuperação, de criminosos pois todos nós sabemos que isso não existe. A alegação simplista de que vamos terminar prendendo o feto é ridícula. Aqui, no Bananão, mata-se de qualquer jeito. Não interessa a idade. Sempre foi assim. Na década de setenta conheci policial, pai de famila exemplar, que voltava do trabalho trazendo na mala do carro alguns "presuntos" a serem desovados numa estrada deserta qualquer, após o jantar com os filhos pequenos. A prática, segundo descobri, continua a ser rotina. Vamos deixar a hipocrisia de lado.

Quando por aqui aportei no final dos anos cinqüenta existia uma lenda sobre um famoso Chefe de Polícia que, diziam, recolhia a bandidagem em um rebocador do cais do porto, os levava até alto mar, em local infestado por tubarões, sorteava um para assistir ao espetáculo (que voltava e avisava aos que ainda estavam em liberdade) e mandava jogar ao mar os outros. Nunca comprovei a veracidade da lenda. Constato agora, após tantos anos que se vivia em relativa paz.

O que dizer das invasões de terra? Então pode-se entrar, destruir o trabalho de anos, tocar fogo nas dependências, no canavial, na propriedade alheia e ainda se queixar de que foi violentamente rechaçado?! Ví, outro dia, uma cena patética na TV. Um sem-terra reclamando ter levado um tiro no braço "só porque eu invadí a terra dele". Onde será que nós estamos? Que país é este, pergunto no melhor estilo Francelino Pereira? Sabe-se que em algum cartório desse mundo deve existir um documento qualquer que ateste a propriedade daquele bem. Ficar discutindo se a terra é produtiva ou não, é irrelevante. Se o documento é gracioso temos os competentes meios para descobrir. Mas invadir é bem mais fácil. Basta um energúmeno qualquer incitar uma meia duzia de "massa de manobra" e pronto. Tudo com o beneplácito do apedeuta, que enfia o boné (ou será carapuça!) na cabeça e faz vista grossa.

Não podemos, absolutamente, mesmo usando a nossa melhor boa vontade, seguir o exemplo do General Cardenas do Mexico, que evidentemente fez a reforma agraria iniciada por Emiliano Zapata, cuja principal e primeira providência ao invadir alguma cidade era incendiar o cartório. Tal feito tornava absolutamente impossível atestar ou reclamar a posse de qualquer terra.

alguns anos existia aqui em Boa Viagem, o clube de uma associação (ferroviários) chamado O Trenzinho. Pois bem, vivia na calçada do clube uma família inteira, pai, mãe, filhos, agregados, cachorro, etc. A minha rua se mobilizou, fez-se festa de São João, Natal, Rifa, a fim de arrecadar recursos para eles, recebemos doações, um verdadeiro auê, durante meses. Com o tempo conseguimos um dinheiro e compramos uma pequena casa no Bairro do Ibura e entregamos, felizes à tal família. Seis meses depois eles haviam vendido a casa e estavam de volta à calçada do clube. Alegavam que era muito longe da praia local onde eles "trabalhavam" (pediam esmolas). Pode?


Conta-se que o Pero Vaz de Caminha ao enviar á El Rei a famosa carta, "em se plantando tudo ," pedia também uma sinecurasinha para seu sobrinho. Conheço relato de pessoas dando conta de que no inicio do século 20 muita gente, seguindo à risca o lusitano exemplo, achava uma desonra ter que trabalhar! Isso, guardadas as devidas proporções, acontece a toda hora em que somos abordados na rua. "Tio", gritam, e já chegam estipulando a quantia, me dá dez centavos aí! O que muita gente não sabe é que essa prática dá cadeia para os pais ou responsáveis! Dá?

Tempos atrás, estávamos eu e minha mulher nos preparando para irmos ao trabalho, carro já estacionado na frente da casa quando nos chega um sujeito com uma criança."Nós queremos comida pois ainda não tomamos o café." Minha mulher alegou que nós também ainda estávamos em jejum mas que estaria logo preparando. Era só esperar. Tivessem um pouco de paciência. Enquanto o café chegava eles "deveriam ir enganando o estômago com essas bananas aqui." A resposta foi violenta. "Eu não sou macaco." E ameaçador, quero comida de gente! Ato contínuo jogou as bananas no calçamento. A criança, que realmente tinha fome, correu e as apanhou comendo-as evidentemente. O café chegou e nós entramos em casa. Tomamos o nosso desjejum e quando voltamos verificamos que o café com leite que lhes fora servido estava todo derramado no pára-brisa do automóvel.

O Rio de Janeiro é campeão em furto de água e energia. Aqui no Recife sofremos da mesma doença. Rouba-se água e energia e nada é feito. Sabe-se que desde o governo Arraes, por conta "do Problema Social," os ricos (sic) devem pagar pelos pobres. Síndrome de Robin Hood? Mas pobreza nunca foi sinônimo de marginalidade. Ao contrário, pobre é honesto. Pobre paga seus carnês em dia, (perguntem ao Silvio Santos) diferente de muita gente boa que eu conheço. Tive alunos riquíssimos que simplesmente "esqueciam" e deixavam juntar 3, 4, mensalidades. Só pagavam quando Deus dava bom tempo.

A impunidade está na raiz de tudo. O exemplo vem de cima. "Nunca neste país," a Polícia Federal prendeu tantos figurões. Não seria talvez para desviar a atenção de outros ladrões, acusados de mensalão, sanguessugas, dolares na cueca, caça-niqueis, juizes e outros delinquentes de somenos importância? Até hoje ninguém sofreu absolutamente nada.

Esse último sequestro de uma mãe e seus dois filhos em São Paulo que durou mais de cinqüenta horas. Um miserável desses merece o que? Como reeducar uma pessoa dessas? Direitos Humanos só para os bandidos? Só quem teve um cano de revólver nas ventas sabe o quanto é aterrador. Na minha fase de franqueado dos Correiros (2 anos) tive a minha agencia assaltada nove (9) vezes. Todas com a violência da mira de um revólver na minha cabeça ou no ouvido do meu filho que à época trabalhava comigo. Esses desclassificados que defendem a não redução da maioridade criminal nunca passaram por isso. Têm mais 500 mil seguranças pagos com o meu, seu, dinheiro suado, ganho honestamente.

E o outro que arrastou um garoto de seis anos de idade por quilometros? O que me parece estarrecedor é que as pessoas não falam mais sobre o caso, não demonstram nenhum espanto. Esqueceram tudo muito rapidamente. A tragédia passou a ser rotina. Ninguem diz mais nada. Isso é normal? Não, é trágico. Todos os dias estamos enterrando mais e mais vítimas da violência. De bala perdida. De sequestros. Ontem, no interior de Sergipe, um desses canalhas de 17 anos raciocinou, já que a prisão era inevitável, melhor seria... Tanto pior! Matou friamente as duas reféns. Uma delas tinha 13 anos de idade. Horrível! Triste! Devastador!
Por esta razão é bom lembrar o que se dizia na década de 70.

"Brasil, o último a sair apague a luz do aeroporto!"


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segunda-feira, abril 23, 2007

PINDORAMA - BANANÃO - BRASIL, IL, IL!!!

HUGO CALDAS

Tenho
já, repetidas vezes, prometido a mim mesmo que, morando em um país virtual, fora do Bananão Brasil, il, il, il, não levar em consideração as maluquices que por aqui se obram. Mas às vezes, convenhamos que não dá. Dito isto, passo a relatar o que me chamou a atenção nesses últimos dias em Pindorama.

Vejam vocês, presos durante a operação Furacão, da Polícia Federal, e beneficiados por um alvará de soltura concedido pelo ministro Cezar Peluso, do Supremo Tribunal Federal na tarde deste último sábado, dia 21, os desembargadores José Ricardo de Siqueira Regueira, José Eduardo Carreira Alvim e o procurador do Rio de Janeiro, João Sérgio deixaram o prédio da Polícia Federal e nem sequer falaram com a imprensa, cansados que estavam. Tadinhos. O processo contra os outros 21 presos na operação foi remetido para a 6ª Vara da Justiça do Rio de Janeiro, que aceitou, na noite de sexta-feira, o pedido de prisão preventiva do resto. Agora, eles poderão ficar presos até o término das investigações. Vocês acreditam? Nem eu!
Nota: Enquanto batucava essas mal traçadas soltaram mais um! Melhor acreditar em gnomos.

"Eu sou uma pergunta".
Da equipe do Diário de Pernambuco.
"Observadora, alegre e sobretudo questionadora, era assim que Maria Adozinda Monteiro Costa, chamada de Dosa pelos amigos, gostava de se definir. O significado dessa afirmação fala tanto sobre a personalidade dela que a frase foi uma das útimas coisas escritas por Dosa, no último bilhete deixado por ela à família, em um dos seus poucos momentos de lucidez durante os três meses em que passou internada na UTI do Hospital Santa Joana."
Conheci e muito a professora Dosa. Dois filhos meus estudaram na Escola Parque, mas acontece que estou encafifado com a sutil coincidência: Não conheço a jornalista. Mas me parece que ninguém se dedica mais a escrever nada. Vai lá na Internet e pimba! As vezes se dão mal.
"Eu sou uma pergunta – era assim que Clarice Lispector costumava se definir" diz a professora Teresa Cristina Monteiro Ferreira autora de uma biografia (mesmo título) de Clarice.
Eu Sou Uma Pergunta
foi também tese de mestrado em literatura brasileira defendida na PUC do Rio de Janeiro por Clarice Lispector.
Resumindo: O que espera de formadores de opinião é que pelo menos se informem, antes de tentar entortar a cabeça dos leitores.

Outra maluquice trágica foi a do repórter anunciando ato ecumênico pelas vítimas do coreano debiloide da pátria, observar que as iniciais RIP significam Descansem Em Paz, em inglês, Rest In Peace. Só esqueceu de (mais uma vez) informar que as iniciais antes derivam do Latim: Requiescat In Pace. Aliás, estou pondo as barbas no molho e enigmático espero para ver quando é que, seguindo o figurino lá de cima, vai aparecer um maluco dando tiros numa universidade qualquer. Invasão de cinema já tivemos em São Paulo. Por acaso será que o cretino do atirador criminoso continua preso?

Roberto Mangabeira Unger.
Vocês conhecem o Rabino Sobel? O das gravatas, nos States? Já o ouviram falando português? Pois bem, ele chega a falar melhor do que o Mangabeira Unger. Esperem e constatem. O novo Ministro - já são até hoje 37 - da Secretaria de Ações de Longo Prazo, Deus do Céu, o que será isso, Mangabeira Unger pregava, em artigo violento na Folha de São Paulo em 15 de novembro de 2005, o imediato impeachment do apedeuta. Bastou um troquinho na mão do "gringo" - ele não é besta nem nada - sabidão, vive há anos nos Estados Unidos, daí o sotaque ridículo que diz tudo sobre o seu caráter, professor emérito da Universidade de Harvard e todas as suas afirmações e premissas desabaram! Seria cômico se não fosse trágico...

Violência
Todo mundo deve ter assistido as cenas - pareciam ensaiadas - de tiroteio com civis acompanhados de crianças no meio do fogo no Rio de Janeiro. Palmas para o cameraman da Glogo, o cabra é bom e corajoso. Quando é que vamos reconhecer que estamos em plena Guerra Civil? Fica-se num lenga-lenga estéril e não resolvem nada. Forças Armadas? Para que colocar um bando de recrutas sem experiência no confronto com marginais que sabem tudo sobre tudo?! E a tal Força Nacional? E o povo? O povo, a meu ver, está mais para elucubrações transcendentais, tais como a separação de Sandy e Junior.
Em meados de setenta e sete, estando em companhia de querido amigo no conhecido bairro das Laranjeiras, ele profeticamente sentenciava, olhando firmemente para o morro: "Quando essa turma cismar de descer até aqui você vai ver o que é bom pra tosse." Menos mal que ele já passou para o andar de cima. Não teve o desprazer e a dor de confirmar suas sábias e proféticas palavras.

Vivi um bom tempo fora de Pindorama. Mas, burro, achei de voltar e fui ficando no país, de FHC, Lula, juízes ladrões, deputados, senadores, que usam e abusam da canalhice, um povo sofrido, violento, ignorante, do qual, após a última eleição, ando duvidando da sua sanidade mental. Assim como também duvido da cabeça dos nossos irmãos do norte ao entregarem de mão beijada mais quatro anos ao psicopata do Bush. Tudo continua a lesma lerda. Piorando a cada dia! Bem que eu podia estar aposentado em Euros. Quem sabe conseguiria, seguindo o exemplo do nosso lider e familia, já que tenho filho e netos vivendo na França, a cidadania francesa?! Isso se não fosse burro! Nunca tentei. Reconheço, é masoquismo! Juro que não tenho mais saco pra Lula et caterva e suas fanfarronices. Sabiam vocês que o Congresso acaba de votar e aprovar uma verba de 20 Milhões para o indio Evo Morales fazer a reforma agrária dele lá na Bolivia? Tem quem agüente àquele bufão mussolinesco, aquele excremento da Venezuela e essa velhice ridícula, imoral de Fidel em Cuba? Pronto, comunistada amiga, podem começar a sacudir as pedras...!

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