quarta-feira, julho 17, 2013

Teologia Moral da Manga...

Rubem Alves
 

O velho caipira, com cara de amigo, que encontrei num Banco, estava esperando para ser atendido. Ele ia abrir uma conta. Começo de um novo ano... Novas perspectivas... E, como não podia deixar de ser, também começou ali um daqueles papos de fila de banco. Contas, décimo terceiro que desapareceu, problemas do Brasil, tsunami... Será que vai chover? Mas, em determinado momento, a conversa tomou um rumo:

- Qual será, então, o maior problema do Brasil para ser resolvido? E o representante rural, nosso querido "Mazzaropi da modernidade falou com um tom sério demais para aquele dia:

- O maior problema do Brasil é que sobra muita manga! Tentei entender a teoria... Fez-se um silêncio e ele continuou:

- O senhor já viu como sobra manga hoje debaixo das árvores? Já percebeu como se desperdiça manga? 

- Sim... Creio que todos já percebemos isto... Onde tem pé de manga, tem sobrado manga...E aí­ ele continuou:
 

- Num paí­s onde mendigo passa fome ao lado de um pé de manga... Isso é um absurdo! Num paí­s que sobra manga, tem pouca criança. Se tiver pouca criança, as casas são vazias... Ou as crianças que tem já foram educadas para acreditar que só "ice cream" e jujuba são sobremesas gostosas. Boa é criança que come manga e deixa escorrer o caldo na roupa... É sinal que a mãe vai lavar, vai dar bronca, vai se preocupar com o filho. Se for filho, tem pai... Se tiver pai e manga de sobremesa, é por que a famí­lia é pobre... Se for pobre, o pai tem que ser trabalhador... Se for trabalhador, tem que ser honesto... Se for honesto, sabe conversar... Se souber conversar, os filhos vão compreender que refeição feliz tem manga, que é comida de criança pobre e que brinca e sobe em árvore... Se subir em árvore, é por que tem passarinho que canta e espaço para a árvore crescer e para fazer sombra... Se tiver sombra, tem um banco de madeira para o pai chegar do trabalho e descansar...
 

Quem descansa no banco, depois do trabalho, embaixo da árvore, na sombra, comendo manga, é por que toca viola... E, com certeza, tá com o pé na grama... Quem pisa no chão e toca música tem casa feliz... Quem é feliz e canta com o violeiro, sabe rezar... Quem sabe rezar sabe amar... Quem ama, se dedica... Quem se dedica, ama, reza, canta e come manga, tem coração simples... Quem tem coração assim, louva a Deus. Quem louva a Deus, não tem medo... Nada faltará por que tem fé... Se tiver fé em Deus, vê na manga a providência divina... Come a manga, faz doce, faz suco e não deixa a manga sobrar... Se não sobra manga, tá todo mundo ocupado, de barriga cheia e feliz. Quem é feliz.... não reclama da vida em fila do banco...

Daí,­ fez-se um silêncio...

Eles estão chegando...


Vizinha baixa a lenha no Cabral...



Sobrou pra muita gente... Vergonha!


A Foto do Fato



Engole o choro, Cabral. Tua batata está assando

terça-feira, julho 16, 2013

Um fantasma tem rondado a sucessão presidencial



Carlos Chagas


                                                                  Joaquim Barbosa já sofre as agruras de quem infunde medo. Traduzindo: pequenas notinhas  maldosas contra ele, publicadas na imprensa, fazem parte de uma ação coordenada dos que temem sua candidatura, operação destinada a se  repetir  na medida do crescimento de seu nome nas pesquisas sobre a sucessão de 2014.  É possível  que o presidente do Supremo Tribunal Federal acabe  aceitando disputar o palácio do  Planalto, ainda que impedido de apresentar-se como candidato avulso, sem partido, proposta por ele defendida  mas que o malogro da reforma política deixará para as calendas. Se aceitar enfrentará o constrangimento de sua apresentação por um pequeno partido, apesar  de haver declarado que todas as legendas são de “mentirinha”.
                                                                  Vai-se formando uma espécie de frente ampla, integrada  pelo PT, o PMDB, o PSDB, o PSB  e o novo partido de Marina Silva, visando exorcizar o fantasma capaz de tirar-lhes o sono e o  sossego. Ainda que, no caso dos três últimos partidos referidos acima, seus líderes adorassem ter Joaquim Barbosa como candidato a vice.
                                                                  De umas semanas para cá, ele interrompeu  as negativas de que não será candidato, de que nunca lhe passou pela cabeça entrar na política. Até porque, querendo ou não, já entrou.
                                                                  De público, os principais assessores de fato e de direito da presidente Dilma evitam raciocínios incluindo Joaquim Barbosa na equação sucessória, mas em suas conversas reservadas alertam para a hipótese  nascida nas ruas. Comparam o polêmico ministro a uma espécie de Jânio Quadros reformado, em condições de transitar diretamente na opinião pública, acima e além dos partidos, com mensagem áspera e implacável.
                                                                  É claro que nada disso poderá configurar-se, primeiro se voltar a ser expressa a recusa peremptória de um ex-futuro candidato. Depois,  porque ninguém garante a repetição do fenômeno Jânio Quadros, aliás, imitado de forma esmaecida por Fernando Collor, ambos algozes dos partidos.   Estes  ainda dispõem de poder, apesar da desmoralização. Por enquanto, resta aguardar, mas mantendo atenção numa paráfrase hoje um pouco fora de moda: “um fantasma ronda a sucessão”.

O Clipe do Dia


À venda nas boas casas do ramo. E nas ruins, também. Interessado?

segunda-feira, julho 15, 2013

Saudades do Brasil





Ciro Monteiro, o famoso “Formigão” costumava cantar informalmente em casa para os amigos, até que um dia, Sílvio Caldas, que o freqüentava, chamou-o para substituir alguém em um programa da Rádio Philips. No ano seguinte foi contratado pela Rádio Mayrink Veiga. Ciro caracterizava-se por se acompanhar sempre com uma caixa de fósforos (seu instrumento) o qual "afinava" colocando ou tirando os palitinhos. Gravou inúmeros sucessos como "Oh, Seu Oscar, Falsa Baiana e esta "A Mulher que eu gosto" gravação de 1943. Certa vez,  numa das animadas feijoadas na casa de Cartola, Ciro comeu tanto (era um bom garfo) que começou a passar mal. Correu para o banheiro onde “descomeu” todo o excesso porém ficou passando mal suando em bicas. Alguém viu a cena trágica e correu a avisar a Dona Zica (mulher de Cartola) que prestimosa preparou um chá de boldo e levou até Ciro que tomou tudo de um gole só não sem antes pedir umas bolachinhas. Corre uma lenda, de que Ciro era apaixonado por Zezé Macedo, protagonista de várias chanchadas da Atlântida e que terminou a carreira de grande comediante na Escolinha do Professor Raimundo no papel da pudica ("Ele só pensa naquilo") "Dona Bela". Ciro era tio de Cauby Peixoto. HC

Vamos colocar nossos idosos na cadeia...

Repassando:


Faz sentido.........

Vamos trocar os nossos idosos pelos presos da cadeia! Para aqueles que defendem os direitos humanos vamos trocar, colocando os nossos idosos nas cadeias e os delinquentes fechados nas ''casas de repouso''.
 

-Desta maneira, os idosos teriam todos os dias acesso a roupa lavada, comida, uma ducha, lazer, jogos e exercícios.

-Teriam medicamentos e assistência médica e odontológica regular e gratuita.

-Estariam permanentemente acompanhados.

-Teriam refeições quentes cinco vezes ao dia. (café da manha, almoço, café da tarde, jantar e café a noite)

-Não teriam que pagar nada pelo seu alojamento.

-Teriam direito a vigilância permanente por vídeo e receberiam assistência imediata em caso de acidente ou emergência sem qualquer pagamento.

-Suas camas seriam mudadas duas vezes por semana e a roupa lavada e passada com regularidade.

-Um guarda visitá-los-ia a cada 30 minutos e levar-lhes-ia a correspondência diretamente em mão.

-Teriam um local pra receberem a família ou "outras visitas".

-Teriam acesso a uma biblioteca, sala de exercícios e terapia física / espiritual.

-Seriam encorajados a fazer cursos, a terapias ocupacionais adequadas, com formadores, instalações e equipamento gratuitos.

-Ser-lhes-ia fornecido gratuitamente roupas e produtos de higiene pessoal.

E o salário que é mandado para a família dos presos, iria para a família do idoso (R$ 860,00).

-Teriam assistência jurídica gratuita.

-Viveriam numa habitação segura, com um pátio para convívio e exercícios.

-Acesso a leitura, computador, televisão, rádio e chamadas telefônicas na rede fixa.

-Teriam Psicólogos, Assistentes Sociais, Políticos, Televisões, Anistia Internacional, etc., disponíveis para escutarem as suas queixas.

-O secretariado e os cuidadores seriam obrigados a respeitar um rigoroso código de conduta, sob pena de serem duramente penalizados.

-Ser-lhes-iam reconhecidos todos os direitos humanos internacionalmente convencionados e subscritos. Por outro lado, na casa dos idosos...

-Os delinquentes viveriam numa pequena e tosca habitação, geralmente com obras feitas há mais de 50 anos.

-Teriam pouco comida muitas vezes fria e fora de horas.
 

-Teriam que tratar da própria roupa.

-Viveriam sós e sem vigilância.

- Não teriam ninguém que os ajudasse a tomar os medicamentos.

-De vez em quando seriam vigiados, barbarizados, assaltados ou até violados.

-Se morressem, poderiam ficar dias, até alguém os encontrar.

-As instituições, jornais e os políticos não lhes dariam qualquer importância ou assistência.

-Morreriam após anos à espera de uma simples consulta médica ou de uma operação cirúrgica.

-Não teriam ninguém a quem se queixar.

-Tomariam um banho de 15 em 15 dias, sujeitando-se a não haver água quente.

-Passariam frio no Inverno porque não teriam cobertores suficientes.

-O único entretenimento diário consistiria em ver duas horas de telenovelas.



E Não Se Esqueçam! O salário do preso é R$ 860,00, muito melhor do que a aposentadoria dos idosos que trabalharam por muitos anos da sua vida.