segunda-feira, setembro 19, 2011

Vende-se

Téta Barbosa

Se você é do tipo livro de autoajuda, que acredita que tudo acaba bem no final, não leia este texto! Contém alto teor de pessimismo e doses cavalares de realidade.

Dito isto, venho, através desta, comunicar que a casa azul está à venda!

Sim, minha casa.

Aquela linda, perfeita, não sei o quê mais lá e tal.

A razão? A própria razão desconhece.

Acho que dão a isto o nome de vida.

Não sou expert no assunto, mas, “é a vida” dizem os mais entendidos.

O caso é que, falando com o corretor, o mesmo pediu para eu mandar fotos do imóvel com a respectiva descrição.

- Escreva as qualidades da casa, para facilitar a venda.

- Como se descreve um sonho, moço? Alow Freud, Jung, vocês que são escolados quando o assunto é sonho, dá uma ajudinha aí nessa descrição.

Não achando as palavras, nem a poesia, nem nada inteligente/engraçado para dizer sobre a casa azul, roubei (descaradamente) as palavras de Cecília Meireles.

“Quem me compra um jardim com flores?
Borboletas de muitas cores,
lavadeiras e passarinhos,
ovos verdes e azuis nos ninhos?

Quem me compra este caracol?
Quem me compra um raio de sol?
Um lagarto entre o muro e a hera,
uma estátua da Primavera?

Quem me compra este formigueiro?
E este sapo, que é jardineiro?
E a cigarra e a sua canção?
E o grilinho dentro do chão?

(Este é o meu leilão.)”

O moço da imobiliária disse que essa descrição está muito grande e vai, no lugar de Cecília, colocar uma placa de VENDE-SE mesmo.

Sei não, mas se me perguntarem, acho que está faltando um pouco de poesia neste mundo.


Téta Barbosa é jornalista, publicitária, mora no Recife e vive antenada com tudo o que se passa aqui e alhures. Ela também tem um blog - "Batida Salve Todos" de onde pedimos emprestado este texto.

A Frase do Dia

Cidadão, num país em que não há nem sombra de cidadania, significa apenas cidade grande. Millôr Fernandes

domingo, setembro 18, 2011

Rodolfo Mayer, Gumercindo Tavares e "As Mãos de Eurídice"





Hugo Caldas



Semana passada, em crônica sobre a despedida dos meus netos, me referi ao dramaturgo Pedro Bloch, autor de várias peças de teatro, dentre elas, talvez a mais famosa, "As Mãos de Eurídice", considerada o primeiro monólogo interpretado no teatro brasileiro.

O monólogo teve sua estréia em 1950, no Rio de Janeiro, com o ator Rodolfo Mayer. Foi um sucesso imediato e logo a peça passa a ser apresentada pelos teatros Brasil afora, para em seguida percorrer outras tantas casas de espetáculos no exterior. Foram contabilizadas cerca de 800 mil apresentações no total. Houve inclusive uma temporada da Broadway, quando foi encenada uma versão em inglês com o título de "Conscience" no Booth Theatre, em 1952.

Rodolfo Mayer praticamente forjou a sua carreira artística na interpretação do papel de Gumercindo Tavares, o fio condutor de toda a trama. Além dele, o espanhol Enrique Guitart também a encenou por cerca de três mil vezes. Na Inglaterra, o monólogo foi produzido por Sean Connery, o popular Agente 007.


Rodolfo Mayer

A peça narra as aventuras e desventuras de Gumercindo Tavares que, apaixonadíssimo pela bela e jovem Eurídice decide abandonar a família e fugir com o seu amor para os cassinos de Mar del Plata, na Argentina. Lá ele a cobre de mimos e jóias. Jogam freneticamente. Ela, por sua vez, acaba com a fortuna de Gumercindo levando-o à bancarrota. Tentando reverter a situação, Gumercindo propõe vender as jóias. Eurídice não aceita. Após sete longos anos, Gumercindo retorna arrependido à sua família. Mas a família já não mais existe. A esposa tem outro em seu lugar, a filha casou, e o filho havia morrido tuberculoso. Um belo dia, Eurídice reaparece, novamente Gumercindo sugere a venda das jóias e mais uma vez ela se recusa a devolvê-las. Gumercindo então, em gesto extremo, a mata. Uma bela trama.

Em meados da década de cinqüenta, Mayer trouxe a peça ao palco do Theatro Santa Roza. Eu chegado recém ao mundo teatral assistia a mil e uma encenações, me enfronhando nos mistérios daquele ambiente desconhecido. Tudo era novidade. Rodolfo Mayer, então! Eu havia participado da montagem de uma peça e recebia muitos elogios, as pessoas achavam que eu era um bom ator. Comecei a pensar que realmente o era. Decidi conversar com ele. Que conselhos daria a um jovem ator que apenas se iniciava no mundo do teatro? Combinamos nos encontrar no hall do Paraíba Hotel, onde se hospedara, na parte da tarde, perto das 4 horas. Às quatro em ponto lá estava eu à sua espera, no foyer. A primeira coisa que disse foi:

- "Olha, meu rapaz, teatro não se ensina, não vou lhe dar conselhos sobre o que se deve ou não fazer. Depende de você, unicamente. Agora, observe as pessoas. Observe como elas falam, andam sentem e sofrem. Observe o mundo ao seu redor. Essa a função básica do ator, observar. Não existe escola melhor".

Realmente, daí em diante, comecei então a observá-lo. Fomos descendo à pé, pela Guedes Pereira ("que tinha coisas de admirar - subindo Bar Querubim...descendo Querubim Bar") em direção ao Santa Roza.

Observei então que era absolutamente impossível tentar separar Rodolfo Mayer de Gumercindo Tavares, quando se tem a consciência de que ele atuou durante vinte anos no monólogo de Pedro Bloch. Mayer chegou a encenar "As Mãos" por mais de quatro mil vezes.

Observei que ele já estava àquela hora, vestido com a roupa de cena. No paletó cartões de visita... "Gumercindo Tavares, escritor". Observei então, estupefato, que aquele tipo alquebrado, cambaio, já havia "encarnado", (com a devida licença, espiritistas), o personagem. Eu não estava em companhia de Rodolfo Mayer e sim, de Gumercindo Tavares.

Ao chegarmos, pediu que ninguém o incomodasse no camarim por exatos 35 minutos. Deitou-se no próprio chão em forma de cruz e ali ficou. Ao final dos exatos 35 minutos chamou por mim, a fim de mostrar uns exercícios faciais que estava desenvolvendo. Mil caretas foi o que me pareceram os tais exercícios. Em seguida, exercícios para melhorar a tonalidade da voz. Ruídos incompreensíveis.

Não perdi, daí por diante, uma encenação sequer. Segui o meu destino no mundo do teatro por mais de 12 anos. A despeito da pesada máscara teatral, Rodolfo Mayer era uma pessoa doce e fraterna. Belíssimo ator.

Poema/Soneto

Amigos: nesses tempos de ventos e trovejadas, de pendengas e conflitos, acho que é salutar um reflexão pelos caminhos emotivos da poesia, mesmo que não tenha a profundidade do pensamento dos anjos da poesia. J.V.A.

José Virgolino de Alencar

O brilho do Sol


O Sol brilha em minha janela,


As nuvens afastam-se para a luz passar,

O céu é limpo, pra gente admirar

E entender que a natureza é bela.

Quedo-me em reverência à primorosa tela

Que Deus pintou. E ao contemplar

Tão sublime obra....e mais a amar...

Sinto fluidos mágicos a espargir dela.

O coração vibra, a mente se encanta,

A alma, profundamente alegre, canta

Um canto; entoa uma linda canção.

A luminosidade dos raios solares

No céu azul, o sopro de puros ares,

Tocam-me fundo....irradiando emoção.

sábado, setembro 17, 2011

ENTRADA PROIBIDA A PESSOAS COM OS PÉS NO CHÃO

W. J. Solha







No novo romance que saiu agora pela Record, Carlos Trigueiro - apesar de confirmar que sempre se deixou e se deixa conduzir por invisível mão machadiana - reafirma-se como criador raro: pode-se assegurar, logo à primeira vista, que qualquer página de Libido aos Pedaços tem estilo tão pessoal quanto um detalhe de Warhol, Aleijadinho, Gaudí ou Philip Glass. É visível o esmero com que o autor elabora cada frase, até que o efeito especial esperado lhe aflore.

Se me deslumbravam, quando menino, versículos como “Há três coisas que me maravilham e uma quarta que não entendo”, pinçada por meu pai nos bíblicos Provérbios; se me alumbraram, depois, achados de Guimarães Rosa, como “Coração de gente: o escuro, escuros”; e os de García Márquez: “El mundo era tan reciente, que muchas cosas carecían de nombre”, imagine-se a sensação de reencontro de qualidade, quando li esta descrição que Otávio Nunes Garcia, narrador de Trigueiro, faz da bela cunhada (e psicanalista) Larissa:

... maçãs do rosto colhidas do paraíso, boca profissional, lábios amadores, canto de sereia, olhos de gazela, nariz fatal, pescoço de garça, cabelos a cavalo, torso pintado a óleo, seios adolescentes, cintura a palmo, ventre livre, púbis selvagem, sexo alagadiço...

A evidente técnica machadiana da enumeração fica em suspenso, quando as palavras maçã e paraíso nos levam ao Gênesis, e gazela faz ver que o trecho (conscientemente ou não) tem o toque de um ponto mais para a frente, na Bíblia, o da justamente famosa descrição da Sulamita, feita por Salomão no Cântico dos Cânticos, que inclui:

... teus seios são como dois filhos gêmeos da gazela...

Num dos soberbos contos de Confissões de um Anjo da Guarda – seu livro anterior - Trigueiro diz: A distância custou-lhe vinte e oito libras, três quartos de hora e meia dose de paciência.

Estava, ali, clara – como observei na época - , a influencia do Bruxo do Cosme Velho, que escreve, no capítulo XVII do Memórias Póstumas de Brás Cubas:

Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis.

Mas eu falei em “Técnica de enumeração”! Em que consiste isso? Leia, em Libido aos Pedaços: ... como se a vida fosse um veículo dentro de outro. E eles trocam de marcha, nome, casa, carro, parceiro, clube, médico, doença, celular, idioma, religião, canal de TV, lugar no sofá, emprego, família, dieta, tatuagem, horários, travesseiro, advogado, tranquilizante, perfume, xampu, dentifrício, livro de cabaceira, computador, e-mail, senha de banco, profissão, amuleto, certezas, academia, dúvidas.

Isto é aplicação da estética do excesso à moderada técnica machadiana. Veja no Capítulo XIII, de Memórias Póstumas de Brás Cubas: ... a enfadonha escola, onde aprendi a ler, escrever, contar, dar cacholetas, apanhá-las. ...Tinha amarguras esse tempo; tinha os ralhos, os castigos, as lições árduas e longas.

... Um velho mestre, ossudo e calvo, me incutiu no cérebro o alfabeto, a prosódia, a sintaxe, e o mais que ele sabia, benta palmatória.

Machadianamente, também, Trigueiro escreve, na nova obra, lá pelas tantas, depois de um enterro:

Finalmente, não mais que cento e poucos passos, três dedos de prosa filtrada no celular e dez minutos adiante, em todas as cabeças a consciência da morte deu de ombros, entrou no carro previamente estacionado ou pegou um táxi.

O curioso é que se tais ou quais refinados recursos estilísticos deram prestígio ao escritor num romance como O Livros dos Desmandamentos e em dezenas de estórias curtas, em Libido aos Pedaços nós o vemos, num pulo de gato, transferi-los para seu novo personagem, Otávio Nunes Garcia, entregando-lhe a narrativa.

Supõem que vivo a polir retórica para amainar tormentas da consciência. Suspeitam que meu floreado de palavras esconda sujeira. Vai ver sacaram tudo, direitinho.”

E, mais adiante: ... feérico, a possuí. Não com o falo. Só com a fala.

Destaque-se, sobretudo, que existe muito, no novo romance, das Memórias Póstumas de Brás Cubas. Pela filosófica ironia ferina, pela família da elite carioca, pelos capítulos curtos, e pelo relato na primeira pessoa, feito por alguém que – se não nos está contando tudo depois de morto, como o personagem machadiano – bem... leia-se o livro.

E vamos em frente.

Página 56:
Otávio relembra o aviso afixado na porta do consultório de Larissa:
“Entrada proibida a pessoas com os pés no chão”.

Página 71:
Relembra das palavras do Dr. Guilherme Pessoa, ao recebê-lo em seu consultório:

- “... aqui a entrada só é proibida a pessoas com os pés no chão.”

A frase – para mim - tem algo do Lasciate ogni speranza, voi ch´entrate ( Deixai toda esperança, vós que entrais ) que Dante lê na porta do inferno. Que inferno, aqui? O de sentir-se enlouquecer. Várias vezes Otávio deixa escapar a expressão “alienista” – como no título do célebre conto do criador de Capitu – para designar sua amada médica, depois o marido, que administram, um após outro, seu desequilíbrio mental:

Mas, doutora, aliás, Larissa, droga! Desculpa a minha confusão de você ser e não ser quem eu gostaria que fosse. Isso me põe louco! Já não sei se o meu envolvimento com Larissa, de tão bom e bem dissimulado, foi mesmo real.

Capitu transou ou não com Escobar, no Dom Casmurro?

Mais adiante:

Em verdade, nós, humanos, passamos a maior parte do tempo no mundo psicológico, criando verdades sem alicerces e mentiras sobre vigas. Isso ganha volume depois que Otávio participa da primeira reunião com a família da noiva, em que se incluem a futura cunhada psicanalista e sua mana mais nova: Lá pelas tantas, beijinhos e afagos sociais, ao despedir-me com o sonoro cumprimento de boa noite a todos, percebi que, assim como as três irmãs, eu também levitava meio palmo acima do chão.

Bem.

Falamos em inferno e me lembro de que na sua velha Teoria do Romance, Lucáks observava que o herói demoníaco é um louco ou um criminoso. Assim, à galeria de notáveis como Quixote, Vitorino Carneiro da Cunha, Príncipe Mishkin e Raskolnikov, pode-se agora inserir esse Otávio Nunes Garcia... e todos os seus coadjuvantes, pois ninguém de perto é normal. De perto, mesmo. Pois Otávio diz:

... vasculho mochilas, baús, escaninhos, pilhas, cortinas, brechós e sebos da memória.

Há um diálogo de Débora com o marido Otávio – o narrador, que é biólogo – maravilhosamente esclarecedor:

“Você sabe que não comento insignificâncias, querido, isso é coisa de quem não sai do microscópio”

“Mas , minha flor, é ali no microscópio que se vê a origem das coisas, da vida, do mundo, e, bem de perto, como se formam e em que se transformam as insignificâncias.”

O grande lance do novo romance de Trigueiro, aliás, além da surpresa final e da acuidade do autor, é o texto em si. É inevitável o uso frequente dos botões Pause e Replay quando o lemos, pois, como acontece com preciosidades das histórias em quadrinhos, nas quais não podemos deixar de nos deter nos desenhos de virtuoses como Will Eisner, Alex Raymond, Milo Manara, Esteban Maroto, Franco Caprioli, ou Albert Uderzo, paramos, frequentemente, para voltar e degustar melhor o que acabamos de saborear em avant-première. Sabiamente, porém, o autor se interrompe sempre que se vê no perigo de cair na rotina, passando a criar diálogos com outro tipo de maestria, aquela em que evita qualquer rubrica (indicações de cena, no teatro), expondo-nos única e exclusivamente as falas dos personagens, em itálico, num despojamento que exacerba o de Hemingway. Quando são apenas dois os interlocutores - quase sempre nas sessões de psicanálise – Otávio começa por nos colocar a situação, como se faz no teatro, depois do que um dos personagens diz alguma coisa, o outro faz sua réplica, segue-se a tréplica, e a coisa flui. Mas de repente estamos num encontro de família com o mesmo Otávio, todo mundo falando ao mesmo tempo, e aí? Aí você se lembra de Mozart dizendo, no filme Amadeus, que a ópera Cosi fan Tutte, que acaba de compor, tem solos maravilhosos, duetos idem, também trios, “mas imagine o que são quatro, cinco, seis, setes pessoas cantando coisas diferentes ao mesmo tempo!” Pois bem, e o que Trigueiro apronta, nessa ocasião? Serve-se, mais uma vez, de um sutil macete do teatro, como no início do Hamlet:

- Bernardo.
- Ele.
- Chegou na hora.
- Meia-noite, Francisco. Vá se deitar.

Ou seja: passa-nos a informação sobre quem fala, a cada momento, sem fazer qualquer indicação explícita a respeito, ganhando a cena, com isso, vida e agilidade. No meio da conversa de todo mundo com todo mundo, por exemplo, alguém diz alguma coisa inconveniente e recebe uma “chamada”:

“Minha filha, temos visita!”
“Relaxa, Mamy!”
Words, words, words.

Por isso é genial o momento em que Otávio – produto absoluto do próprio discurso – revela-nos, coerentemente, ao entrar em coma:
Estou perdendo o domínio das palavras.

A dicotomia do caráter político atual

J. P. Fontoura

A Imprensa, representante de todas as mídias, é um ente da sociedade que não existe de per si, mas pelo que “são” seus agentes orgânicos, que lhe dão vida... ...esse é o motivo dela absorver e traduzir as virtudes e desvirtudes da Sociedade a que serve. Eis porque a necessária liberdade concedida à ela é, ao mesmo tempo, seu Éden e seu calvário... ...que lhe da “luz e treva”...

Mas somos nós quem lê, ouve, interpreta, sofre ou tira proveito de suas verdades e mentiras... ...podemos ser:

- O ”estrato” ou o “extrato” subjugado pela política vigente;

- O universo das pesquisas eleitorais;

- Os que se beneficiam do aparelhamento do Estado;

- Os tocados pelo condão do Neolulopetismo, que, hipnotizados, são mantidos sob a “Síndrome do lulismo;

- Ou aqueles que sabem o que ocorre na política atual e gritam, desesperadamente, sem que lhes ouçam!...

Nos impuseram, compulsoriamente, a axiomática situação dicotômica entre o “bem” e o “mal” imanentes do maniqueísmo, mas dourados pelo "caráter de plantão"!...

PS. Para os desentendidos: consultem o “amansa” e saberão o que quero expressar na última frase do texto.

Do Blog "O Portal"

Deu na VEJA

"Márcio Thomaz Bastos continua influindo na seleção dos ministros do STF, ou seja, ele ajuda a escolher os que vão julgar seus amigos."

sexta-feira, setembro 16, 2011

Clipe do Dia

Meus Caros

Confesso que não sei nem entendo direito essa alternativa do Voto Distrital. Contudo, se é pra ser contra esse estado de coisas que está apodrecendo o país eu, só de sacanagem, mesmo sem entender direito, dou o maior suporte. Rola na net um outro movimento contra a corrupção, que me parece destinado a fazer água, pois identifiquei uns políticos, uns senadores que sempre... Bem, vocês sabem. Pra começo de conversa se faz absolutamente necessário, imperioso acabar com os 38, repito 38 ministérios. Se vocês entendem a mensagem (ou não) repassem a idéia. Já chega. Vejam o clip. HC