quinta-feira, novembro 24, 2011

A Frase do Dia


"Sou obrigado a reconhecer que, com toda a corrupção que teve de um tempo para cá, o que encontramos no governo Collor deveríamos ter enviado para o juizado de pequenas causas". Senador Pedro Simon


Video Clipe do Dia



Sobrou...!

quarta-feira, novembro 23, 2011

Direto ao Ponto


Augusto Nunes



Depois do doutor que não lê, o Brasil inventa a faxineira que gosta de lixo


Além do brasileiro, o Brasil já inventou o analista de juiz de futebol, o jurado de escola de samba, o despachante, o senador biônico, o flanelinha, o comunista capitalista, o cabo eleitoral de ofício, o guerrilheiro que não sabe atirar e a família Sarney, fora o resto. Deve achar pouco, sugerem as duas singularidades incorporadas em 2011 ao vastíssimo acervo de assombros. No começo do ano, o País do Carnaval pariu o único doutor do mundo que nunca leu um livro e não sabe escrever. Em seguida, decidiu que Dilma Rousseff seria a primeira faxineira da história que odeia vassoura e gosta de lixo.

Promovida a ministra de Minas e Energia em 2003, Dilma fez mais que conviver anos a fio, sem qualquer vestígio de desconforto, com o lixo amontoado por Lula no primeiro escalão federal. Como atestam três itens no prontuário, a chefe da Casa Civil fez o que pôde para piorar o que já estava péssimo. Com o dossiê forjado contra Fernando Henrique e Ruth Cardoso, Dilma aumentou o lixo. Com a conversa em que tentou induzir Lina Vieira a indultar a Famiglia Sarney, escondeu o lixo. E intensificou extraordinariamente a produção de lixo ao transformar em sucessora a melhor amiga Erenice Guerra.

“A corrupção será combatida permanentemente”, mentiu no discurso de posse. Se pensasse assim, seriam outros os ministros na plateia. Ao chamar de volta Antonio Palocci e Alfredo Nascimento, por exemplo, trouxe para dentro de casa o entulho já depositado na caçamba. Ao nomear Pedro Novais e manter no emprego Wagner Rossi e Orlando Silva, afastou do aterro sanitário algumas pilhas de detritos. Ao prorrogar o prazo de validade de Carlos Lupi, revelou que já existe até o lixo de estimação.

Como atestam as fotos feitas no dia da posse, Dilma ficou muito feliz com a escolha dos seis ministros localizados pela imprensa no pântano das maracutaias. Lamentou a partida de cinco e faz o que pode para não se desfazer do sexto. A permanência de Carlos Lupi no Ministério do Trabalho transforma a antiga suspeita em certeza: a faxineira do Brasil Maravilha não consegue viver sem lixo por perto.

terça-feira, novembro 22, 2011

Testosterona Feelings!


by Téta Barbosa




Nenhum lugar no mundo tem tanta concentração de hormônios femininos como numa sala de espera de um consultório ginecológico.

Ontem passei quase duas horas nesta anti-sala do inferno esperando ser atendida pelo médico queridinho de todas as grávidas do norte/nordeste.

Sim, todas estavam grávidas. E eram muitas. Algumas, inclusive, levaram suas crias da barriga anterior para o consultório, além do barrigão de 7 meses.

Ou seja, grávidas e crianças pequenas correndo e gritando numa minúscula e minimalista sala de espera.

Eu, ali, me sentindo a alien da situação, tentava me concentrar na leitura das revistas de oito meses atrás. Até porque no dia que você encontrar um consultório com revistas do mês, me avisa que eu mudo de médico na hora!

Tentei, durante a primeira meia hora, ficar alheia àquela conversa sobre fraldas, amamentação e doenças infantis até que, a mulher sentada do meu lado, que carregava Sofia no colo, soltou esta pérola:

“Sofia adora ar condicionado. Ela ama o frio”.

Certo. Todos nós, moradores no Nordeste, amamos ar condicionado. O ar condicionado deveria, inclusive, fazer parte do pacote dos direitos humanos. Mas como, eu me pergunto, em nome da ciência, Sofia, que tem apenas 22 dias de nascida, conseguiu demonstrar que prefere o frio ao calor? Como, minha gente?

Observei Sofia durante algum tempo. Ele nem consegue levantar a cabeça e durante as duas horas de espera, ela passou 20 minutos mamando e o resto do tempo dormindo. Claro, é isso que os recém nascidos fazem! Eles mamam e dormem, dormem e mamam.

A não ser que Sofia seja super-dotada ou a mãe em questão tenha poderes de ler pensamentos, Sofia NÃO prefere frio ao calor. E,se prefere, NÃO conseguiu demonstrar.

O fato em questão só demonstra a teoria, amplamente difundida no meio científico: as mães são loucas. Fato absolutamente plausível considerando que as mães de recém nascidos tem pouquíssimas horas de sono.

A mãe de Sofia tinha olheiras de Nosferatu e aquele jeitinho de quem dormiu 8 horas na última semana inteira. Perdoada.

Mas, a mãe/louca continuou a descrever, para a amiga grávida ao lado, as peripécias da pequena Sofia. Com ares de “aqui fala a voz da experiência”, já que a colega de sala de espera ainda espera o primeiro filho, ela ficou ali enumerando as heróicas ações da super poderosa Sofia.

Eu já estava preparada para pedir uma gilete para a secretária, com o intuito de cortar os pulsos publicamente, quando o médico me chamou.

Ele não entendeu quando, ao entrar no consultório, eu dei uma abraço forte nele e disse:

- Eu amo testosterona!

Téta Barbosa é jornalista, publicitária, mora no Recife e vive antenada com tudo o que se passa aqui e alhures. Ela também tem um blog - http://www.batidasalvetodos.com.br/

Video Clipe do Dia



Pra que ponte?

segunda-feira, novembro 21, 2011

O Brasil falante




Olavo de Carvalho




Quanto mais de longe se olha o Brasil, mais se vê que não é um país: é um hospício. Um hospício sem médicos, administrado pelos próprios loucos que se imaginam médicos.

Nada aí funciona segundo os preceitos normais do cérebro humano. É o perfeito “mundo às avessas” do Dr. Emir Sader – chefe do conselho médico desde que o Dr. Simão Bacamarte deixou este baixo mundo.

A loucura não vem de hoje. Certo dia, após uma das minhas aulas na PUC do Paraná, reuniu-se um grupo de alunos para ouvir e apoiar o protesto de um deles, que, entre lágrimas – sim, entre lágrimas –, clamava contra o que lhe parecia uma depreciação infamante da cultura nacional. “Onde já se viu – soluçava o rapaz – chamar de decadente e miserável um país que tem intelectuais da envergadura de Chico Buarque de Holanda?”

Eu soube do caso por terceiros, mas se ali estivesse teria gravado o episódio em vídeo, para ilustrar as aulas subseqüentes, quando voltasse ao tema da patologia mental brasileira. A destruição da cultura superior evidencia-se não somente na desaparição dos espíritos criadores, mas na inversão da escala de julgamentos: na ausência de qualquer grandeza à vista, a pequenez torna-se a medida da máxima grandeza concebível. Pois um professor gaúcho não chegou a proclamar o referido Chico um artista universal da envergadura de Michelangelo? Seria preciso anos de exercícios de percepção para fazer ver a essas criaturas que numa só pincelada de Michelangelo há mais riqueza de intenções, mais informação essencial, mais intensidade de consciência do que em tudo o que se publicou no Brasil sob o rótulo de “literatura” desde a década de 80, da autoria de não sei quantos Chicos. Mas a mera sugestão de que deveriam submeter-se a esse aprendizado lhes soaria brutalmente ofensiva – uma prova de autoritarismo fascista. A idéia mesma de que a literatura deva refletir uma intensidade de consciência, uma riqueza de experiência humana, acabou por se tornar incompreensível quando tudo o que se espera é, na mais ambiciosa das hipóteses, que o artista invente variações engraçadinhas para os slogans de praxe (isso é a definição de Chico Buarque de Holanda, com a diferença de que ele já não é mais tão engraçadinho).

Nos anos mais recentes, porém, a situação agravou-se para além da possibilidade de uma descrição de conjunto. O máximo que se pode fazer é chamar a atenção para detalhes significativos, na esperança de que o interlocutor vislumbre a gravidade da doença pelo sintoma isolado. Um desses sintomas é a decomposição do idioma. Dou graças aos céus por não ser escritor de ficção nos dias que correm, quando se tornou impossível conciliar linguagem coloquial e correção da gramática. Leiam Marques Rebelo ou Graciliano Ramos e entenderão o que estou dizendo. Os personagens deles falavam com extrema naturalidade sem incorrer em solecismos. Hoje em dia, tudo o que se pode fazer é escrever como gente nos trechos narrativos e descritivos, deixando que nos diálogos os personagens falem como macacos nerds. É a literatura exemplificando o abismo entre a linguagem culta e a fala cotidiana. Mas a existência desse abismo prova, ao mesmo tempo, a inutilidade social de uma literatura que já não poderia ser compreendida pelos seus próprios personagens.

Antigamente esse dualismo extremo de linguagem culta e vulgar só aparecia quando o autor queria documentar a fala das classes muito pobres, afastadas da civilização por circunstâncias econômicas ou geográficas insanáveis. Na era Lula tornou-se necessário usá-lo para reproduzir a fala de um presidente da República – e, depois, a de senadores, deputados, líderes empresariais e tutti quanti. Um jornalista decente já não pode escrever na linguagem de seus entrevistados. Não há mais medida comum entre a consciência e os dados que ela apreende. Isso é o mesmo que dizer que já não é mais possível elaborar intelectualmente a realidade, ao menos sem improvisar arranjos lingüísticos que estão acima do alcance da maioria.

Alguns ouvintes já entenderam que a linguagem paradoxal do meu programa True Outspeak – explicações eruditas entremeadas de palavrões grosseiros – é um esforço barroco, talvez falhado, de sintetizar o insintetizável, de resgatar para a esfera da alta cultura a fala disforme e quase animal do novo Brasil. Muitos nem percebem a diferença entre a linguagem tosca e sua imitação caricatural.

domingo, novembro 20, 2011

Video Clipe do Dia

Temos aqui o Osmar Prado para fazer companhia ao Wagner Moura em tecer loas ao MST. Dentro da mesma filosofia de citar fulano, sicrano e beltrano a fim de culpar a colonização bem como a distribuição de terras... Alguém poderia explicar "o que têm as Capitanias Hereditárias a ver com as calças"?. E que coisa mais antiga meu Deus esse, "Hasta la vitoria siempre". Deve estar se achando o cão chupando manga! HC


Meu Tipo Inesquecível - Ney Quadros


Hugo Caldas




Escandaloso, espalhafatoso, tonitruante. Eis os adjetivos mais oportunos colhidos no Aurélio para definir e qualificar devidamente o meu amigo Ney Quadros. Figura singularíssima, ótimo sujeito, amigo fiel, incapaz de uma maldade sequer. Coração maior do mundo. Tinha, no entanto um senão. Bebia muito e sempre. E quando bebia tornava-se inconveniente. O conheci ainda em João Pessoa para onde ele ia com certa regularidade. Era primo de Celso e Moacir Japiassu que ainda não haviam pegado o rumo do sul maravilha.

Por ter que assumir o meu primeiro emprego no Recife, e considerando o isolamento a que seria relegado na cidade desconhecida, logo Ney se ofereceu para ser o meu cicerone, abrindo umas tantas e quantas portas para mim. Mal poderia supor as venturas e travessuras que me esperavam. Egresso do mundo intelectual que incluía uma passagem significativa pelo Teatro do Estudante da Paraíba achava eu, na minha santa ingenuidade, que as coisas na "vizinha capital do sul" seriam uma mera continuação do que tinha vivido até então em João Pessoa.

Ledo engano. Achei por bem aceitar o oferecimento de Ney e logo iniciamos o nosso périplo por lugares interessantíssimos. Para começar me ambientei no "Chateau d'If", prédio antigo na Rua do Rangel que ostentava umas ameias à semelhança da prisão onde ficaram Edmond Dantès e o Abade Faria, personagens de "O Conde de Monte-Cristo", de Alexandre Dumas. Era um atelier de pintura. Conheci e passei a frequentar o Bar Savoy - "trezentos desejos presos, trinta mil sonhos frustados" - onde bebíamos um chope honesto na companhia da melhor intelectualidade do Recife.

Logo aconteceu uma exposição de artistas plásticos da Paraíba no Mercado da Ribeira em Olinda. Claro que enchemos a cara, eu e Ney, em um bar perto do evento e terminamos a noitada no chão da sala da casa de Adão Pinheiro, no Carmo em Olinda. Acordo às 10 da manhã amargando uma terrível ressaca e o que vejo? Ney fazendo gargarejo com uma garrafa de Ron Montilla. "Pra rebater", disse.

O Recife à época era uma cidade risonha e franca. E não fedia.

Nos primeiros tempos eu e Ney saíamos à farra quase que noite sim e outra também. Freqüentávamos lugares como O Flutuante, restaurante construído em uma balsa que ficava ancorada quase em frente à Livraria Ramiro Costa, de saudosa memória: ainda hoje lá estão as escadarias que usávamos para descer até o convés. O Maxim's na Praia do Pina com suas peixadas memoráveis e muita cerveja. A Torre de Londres de cardápio respeitável, em pleno Parque Treze de Maio. Festa da Mocidade aonde íamos paquerar as vedetinhas... Era um custo segurar o Ney que a toda hora ameaçava subir ao palco e agarrar uma delas. Teatro Marrocos de propriedade do grande comediante Barreto Junior, já nosso velho conhecido desde as suas célebres temporadas de João Pessoa.

Na zona, o Bar Chanteclair. Bar do Grego onde íamos quebrar pratos muito antes de Zorba/Quinn nos encantar nas telas do Cine São Luís. Texas Bar, Silver Star, todos lugares agradabilíssimos do baixo meretrício. Mister se faz ressaltar que em todos os bares acima relacionados, o Ney sempre bêbado e sempre inconveniente dava um vexame. Nunca vi uma admoestação sequer. Todos os proprietários e garções o conheciam e gostavam dele. Passavam-lhe a mão pela cabeça.

O lado cultural era geralmente preenchido aos sábados pela manhã no Cinema de Arte de Casa Amarela, (Coliseu) de onde saíamos ao meio-dia já prontos para novas aventuras.

Apesar das nossas sortidas serem geralmente à noite lembro de Ney no Recife Velho, em plena luz do dia, envergando imaculado macacão branco, empunhando um caderno de desenho, lápis, régua, crayons multicoloridos, qual um Toulouse Lautrec dos Trópicos a registrar prédios antigos e tipos exóticos. Uma figura o Ney Quadros.

Por causa do meu horário de trabalho terminamos indo cada um para o seu lado. À essas alturas eu já estava bem mais enfronhado nos mistérios da Veneza Americana.

Cismou de ir para o Rio de Janeiro. Consta que no Rio, em Copacabana para ser mais exato, um grupo de recifenses saiu a passeio pela orla, Silvio Pinangé, Montez Magno e mais outros, e quem puxava o cordão? Ney, de berimbau em punho tocando e cantando aboios. Certa tarde, ele chega de surpresa na casa de Moacir Japiassu. Bebeu tudo o que encontrou na despensa e, quando enxugou a última garrafa, bebeu o azeite.

Reencontrei-o mais tarde já casado com Marta Teodósio, irmã de Mano ambos pertencentes a uma família respeitadíssima, da mais alta nomenclatura do PCB. No auge da "redentora" toda a família foi presa e Ney entrou de gaiato na história. Foi de cambulhada para a cadeia. Deve ter levado uns catiripapos na prisão, mas terminou por conquistar a amizade dos carcereiros. Assim era o Ney Quadros. Eu mesmo ouvi uma gravação preparada em fita K-7 no cativeiro e que por artes do capeta ele fez escamotear para que chegasse até nós, seus amigos. Ao som das suas risadas espalhafatosas ele nos apresentava...

- "Com vocês o Sgt. Gonçalves meu carcereiro, diz alguma coisa aí, sargento. O sgt. Gonçalves muito a contragosto diz":

- "Olha aqui, gente boa! Mexam com os pauzinhos para tirar esse camarada daqui que eu já não agüento mais!" Somente o Ney Quadros conseguiria tal façanha.

Quando saiu, foi respirar outros ares em São Paulo, creio que trabalhou na USP, como físico nuclear, imaginem o perigo.

De volta ao Recife perdi-o totalmente de vista, quando certa madrugada - duas da manhã - o telefone toca na minha casa. Tomei o maior susto. Era Ney às gargalhadas, embriagadíssimo: me convidava para comer um tatu assado com ele. Pespeguei-lhe o maior esculacho. Onde já se viu telefonar para a casa dos outros às 2 da manhã com semelhante convocação?! Tentei voltar aos braços de Morfeu, mas debalde todo o meu esforço. Terminei por me arrepender de ter sido tão rude com o meu amigo. Ficou o eco das suas palavras:

- “Mas é um tatu, meu caro, coisa rara...”.

E assim se passaram quase 10 anos. Ney parecia ter sumido no oco do mundo. Uma bela tarde quente de dezembro um táxi risca a minha calçada. Quem seria? Quem poderia ser... ? Ele mesmo, o Ney com toda a pompa e circunstância, que por artes do cão descobrira o meu endereço. Ao mesmo tempo em que despachava o táxi aos gritos ia entrando embriagadíssimo com uma garrafa de conhaque debaixo do sovaco. Grande abraço apertado, de quebrar as costelas, gritos e risadas escandalosas. Os vizinhos vieram temerosos saber do que se tratava aquela algazarra na casa do professor.

Aboletou-se no terraço, passou o resto da tarde a beber até que cismou de entrar na piscina. De roupa e tudo. Ameaçou e o fez, evidentemente. Não deu para agüentar mais. Com extrema dificuldade conseguimos colocar aquele homenzarrão no carro. Dirigi para as bandas da Cidade Universitária onde ele sob protestos, dizia estar morando em companhia de sua filha. Pediu, que eu o deixasse em uma pequena praça das redondezas. Foi a última vez que nos vimos - já faz uma pá de tempo.

Perdi-o de vista e de notícias, até que, não muito tempo atrás, soube por amiga comum que ele estaria hospitalizado em fase terminal - Alzheimer. Gelei. Imediatamente liguei para o hospital indicado, mas a resposta foi negativa. Liguei para outro. Nada. E mais outro e mais outro e a resposta era sempre: "Não temos nenhum paciente com esse nome!”

Pergunto: onde está o Ney Quadros? Por onde anda a sua filha? Sei que ele tinha um outro filho. Onde estão? Quem internou o Ney e em qual hospital?

A única certeza é que o meu amigo Ney Quadros está em lugar incerto e não sabido. Provavelmente em algum leito de hospital. Só. Apenas ele e a sua singularíssima pessoa.