O erro fundamental de Osama Bin Laden, que terminou por tirar-lhe a vida foi ter ido se homiziar no Paquistão. Se tivesse usado a cabeça, como fez o Cesare Batistti, estaria aqui, em Pindorama, vivinho da silva, numa naice, muito provavelmente exercendo algum cargo de confiança em um ministério qualquer ou ensinando tiro ao alvo pros metralhas do PT. Com todas as benesses inerentes à uma boa sinecura. HC
segunda-feira, maio 02, 2011
Constatação
O erro fundamental de Osama Bin Laden, que terminou por tirar-lhe a vida foi ter ido se homiziar no Paquistão. Se tivesse usado a cabeça, como fez o Cesare Batistti, estaria aqui, em Pindorama, vivinho da silva, numa naice, muito provavelmente exercendo algum cargo de confiança em um ministério qualquer ou ensinando tiro ao alvo pros metralhas do PT. Com todas as benesses inerentes à uma boa sinecura. HC
Perguntar incomoda?
José Virgolino de Alencar Perguntar não ofende, mas tanto os políticos quanto muitos outros seres humanos menos delicados costumam reagir mal a perguntas, nem sempre ofensivas.
O Senador Roberto Requião reagiu e agiu como um autêntico brutamontes diante da pergunta feita por um jornalista, pergunta que todo mundo quer fazer e o faria se tivesse oportunidade.
O ex-Governador do Paraná renunciaria à pensão que recebe do tesouro daquele Estado, se o atual mandatário lhe provasse que o caixa não poderia mais arcar com a despesa?
Devolverá, se Sua Excelência, atual chefe do Executivo paranaense, prometer não aceitar a pensão após deixar o cargo e editar lei proibindo aos futuros governantes de perceberem tão privilegiado benefício?
O parlamentar da chamada Alta Casa congressual tomou o gravador do jornalista, gravou a entrevista para si, apagou a do entrevistador e devolveu o equipamento. Diante da repercussão negativa, Requião foi à tribuna do Senado, ronronou, ronronou, mas não justificou a arbitrária, truculenta e ditatorial atitude.
Pela cara de Requião na imagem da entrevista, que também foi gravada pela televisão, se o jornalista não tivesse entregue o gravador e insistisse em confrontar o descontrolado Senador, ainda hoje o colega de Sarney estaria correndo atrás do, para ele, atrevido profissional.
Isso me lembra duas histórias de perguntas que tiveram reação pouco educada dos indagados.
Na primeira, um Auditor do Tribunal de Contas da União, ao procurar um Prefeito de uma cidadezinha do interior brasileiro, para cobrar-lhe a prestação de contas do Fundo de Participação dos Municípios-FPM, ocorreu o diálogo a seguir e suas conseqüências.
O Prefeito, pequeno agricultor, encontrava-se em suas roças e o Auditor foi obrigado a deslocar-se até lá. Quando o técnico perguntou à autoridade municipal sobre a situação do “fundo”, o alcaide, grosso e pouco instruído, partiu para cima do funcionário, que não teve outra alternativa senão correr e desistir da auditoria.
Na segunda, um pouco folclórica, dá conta da existência, na cidade de Patos, no interior da Paraíba, de um cidadão de nome “Seu Lunga”, conhecido pela irritação diante de qualquer pergunta sobre sua vida e pela verve irônica ao dar as respostas.
Seu Lunga tinha um filho estudando na Capital, acabara de se formar e havia chegado à sua cidade natal, para alegria de seu pai que lhe preparava uma recepção festiva à noite. Logo de manhã, ao circular pela cidade, Lunga ouvia e respondia com a proverbial irritação a pergunta dos habitantes que, naquela cidade, conheciam bem uns aos outros e mais ainda o famoso conterrâneo: “Roberto chegou?”.
Lunga foi inchando o saco, mas, para não estragar a festa, contratou um molecote por dez paus(dez unidades da moeda da época) para dar a informação, mesmo que não lhe fosse perguntado. E o molecote, em cima de um banquinho, gritava pra todo mundo: “Roberto chegou”.
No fim da tarde, com a notícia já conhecida de todos, Seu Lunga pagou ao moleque e o dispensou. O aprendiz de porta-voz recebeu o dinheiro, mas não se conteve e disparou a pergunta: “Seu Lunga, Roberto chegou mesmo?”. Dizem que o velho Lunga correu atrás do moleque até se cansar, ao ponto de passar a festa emburrado e de mal-humor. Não queria de modo algum ouvir a pergunta sobre o caso do moleque. Se o fizessem, a festa com certeza estaria acabada.
Todos nós temos perguntas engasgadas na garganta, esperando uma vez para perguntar, ainda que sob risco de ser destratadamente recebido.
Eu, por exemplo, tenho vontade de perguntar ao Lula se ele sabia que era presidente do Brasil e se sabia onde ficava este país.
Nesse caso, convenhamos, ele até teria razão de se irritar por seu temperamento que só não é mais grosso por falta de espaço, mas, também convenha-se, é essa a impressão que ele me causou nesses oito anos em que zanzou pra cima e pra baixo no Aerolula ou Airnephel, surfando nas nuvens, com o pensamento na Lua, embora a boca vocalizasse 51 razões para ele se achar que estava por cima da carne seca.
Enquanto isso, o pobre brasileiro encontrava-se longe da carne seca, porque nem esta tinha para comer.
Enfim, essas e outras perguntas, que queremos fazer a nossos políticos, acho que não seriam incômodas.
Perguntar, não ofende.
MEMÓRIAS DAS BANDAS QUE PASSARAM...
Palmari LucenaMostruários e prateleiras bem abastecidos. Secos e molhados, sempre bem observados e cuidados por seu Quirino, formavam uma barricada alimentícia separando o balcão e o freguês. Coexistiam em um lugar privilegiado da comunidade a mercearia e a residência do proprietário. Ilha do Bispo, assentamento humano fundado pelos portugueses em 1585, sem a menor atenção ou respeito ao meio ambiente. A aldeia de Piragibe, o cacique dos Tabajaras, não era mais. História aterrada nas margens dos rios e manguezais que a cercam, hoje uma das áreas mais carentes da cidade. Sempre esquecida.
Comemoração de aniversário, até nos esquecemos de quem. Memória limitada de criança, amnésia calórica provocada por bolo e guaraná ofuscou o nome do aniversariante. Perguntamos a familiares mais idosos. Decidimos que a festa era para a comadre Ana, dona Nana de seu Quirino. Nossa suspeita baseada no fato de que a parte musical havia sido organizada por seu irmão Quincas e o compadre Sargento Lucena, respectivamente mestre e trombonista da afinadíssima banda de música do 15º RI. O coral do Abrigo de Menores juntou-se ao programa cantando canções folclóricas nordestinas. Dia inesquecível, o bolo então… Voltamos muitas vezes à Ilha do Bispo dos Quirinos.
Qualquer ano da nossa infância, dia sete de setembro. Palanque recheado de autoridades civis, militares e eclesiásticas. Banda militar marchando, saltos dos coturnos ressoando em cadência rítmica. Rostos suados e instrumentos de metal brilhando à distancia. Massa humana cheirando a patriotismo. Acordes de um dobrado militar ecoando no corredor estreito da rua Duque de Caxias em direção à praça João Pessoa. Estuário do poder, repositório das águas de todos os rios. Liderando sua banda briosamente, o maestro Quincas, sargento Joaquim Pereira, para o Exército. Rosto gentil, porte militar. Gesto elegante de continência. As mãos delicadas de um artista não carregavam as marcas de uma juventude dura, aprendiz de carpinteiro em Caiçara. A banda passou…
Músicos tocando seus instrumentos… Travanquinha, Usura, Deco, Capote, Assis, Zica, Lucena e seus companheiros preparavam-se para o último ensaio sob a batuta do Mestre Quincas. Promovido a tenente e nomeado para dirigir a banda militar da Academia de Agulhas Negras. Partiu a caminho do Sul, carregando na sua bagagem de nordestino o dobrado ¨Os Flagelados¨. A música, seguindo seu criador, espalhou-se pelo mundo. Música para os excluídos. A banda continuou tocando…
Anos depois. A banda ¨Cinco de Agosto¨, da Prefeitura Municipal de João Pessoa, marchava tocando ¨Os Flagelados¨, do Mestre Quincas, sob a direção do Tenente Lucena. Membros da confraria de filhos de filarmônicas interioranas e bandas de música militares. Alguns fugiram da seca, flagelados musicais. Poucos ainda estão entre nós, muitos esquecidos.
Suplementos culturais, crônicas e até pronunciamos de políticos lembram-nos ocasionalmente dos músicos da nossa terra. Dobrados, valsinhas e canções que fizeram nossas praças mais humanas. Tentam libertá-las das garras dos viciados, delinquentes e assaltantes. Lógica estranha: cuidando da memória enquanto estamos prestes a perdê-la. Propõe-se o resgate de nossa herança cultural, música, folclore. E os que passaram? Carpinteiros, açougueiros, balaieiros, caiadores, mecânicos e outros que se transformaram em músicos, criadores de nossa memória musical. Serão respeitados, valorizados, preservados? Eles nos ensinaram sobre as possibilidades que começaram como sonhos. Joaquim Pereira, o Quincas das valsinhas inocentes, como um ósculo de mãe; o retratista musical da miséria dos flagelados; o carpinteiro que converteu sua régua de prumo em uma batuta de maestro. Será que vamos esquecê-lo?
Transcrito do Blog do Pedro Marinho
A Pausa que Refresca
Deixemos de lado a morte do Bin Laden, o retorno do Delúbio ao ninho antigo, a volta do demônio da inflação, a "pneumonia" da gerenta, os cantores e cantoras medíocres deste meu Brasil varonil, os Netinhos da vida, Xuxa, as duplas sertanejas etc, etc. Abram os seus ouvidos e dêem guarida à voz e à música do cantor português Carlos do Carmo. HC.
Clicar no link, demora um pouco mas abre.
http://www.youtube.com/watch?v=aUEGq2GZHtQ
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http://www.youtube.com/watch?
Escuta aqui, ô

Marli Gonçalves
Vamos tentar falar calma e mansamente. Mas se nos exaltarmos, pedimos desculpas de antemão. Vamos enumerar uns fatos dos últimos dias, em busca de algum ouvido que não seja mouco, e que entenda quão feia está a coisa, o quanto estamos chateados em sermos feitos de cordeiros calados, vistos como uma platéia cativa e silenciosa. Cadê o gerente da Taberna Brasil?
Vamos tomar satisfação, como se dizia antigamente, lembra? Pais sempre iam tomar satisfação quando seus filhos sofriam alguma coisa. Lembro de minha mãe subindo nas tamancas por mim, e de uma vez que ela enfrentou a mãe de uma amiga, que era uma bruxa da sociedade assim tipo Marta. A filha, coitadinha, penava, e a riqueza era o problema. Soube mais tarde que a herdeira destituiu a própria mãe quando alcançou 18 anos e como prometera que faria no tal dia da encrenca.
Estamos mais ou menos assim: enchendo o baldinho até o dia que ele vai transbordar. Um perigo. Quando isso acontecer vai sobrar para tudo quanto é lado, mas seria bom se conseguíssemos nos fazer ouvir antes disso. Seria bom para todo mundo. E não me venham falando em luta de classes, brigas partidárias, tucanos e estrelinhas, nem tentem desmerecer quem aponta. Não é porque é petista que tem de ser chucro; não é porque é tucano que tem que ficar em cima do muro. Não é porque é militar que pode tudo. É preciso apenas ser contemporâneo, suprapartidário, cidadão, ecumênico, patriota, ter amor à vida, querer um futuro mais desenvolvido e respeitável, um mundo melhor. Somos nós essa massa a clamar: CHEGA!
Sabe? Me diga se não estamos com muita vontade de pegar uns caras pelo colarinho e chacoalhar? Chacoalhar muito? Escuta aqui, está pensando que somos o quê? O tal Roberto Requião, por exemplo, que envergonha hoje a palavra senador tanto quanto envergonhou outras vezes a palavra governador, político, paranaense. Apodera-se do gravador de um repórter, ameaça bater nele, e ainda sai se vangloriando por isso. Apaga a fita e ainda canta de galo? Roubo e violação = crime. Censura=crime. Ameaça física=crime. E ele ainda ousou dizer na tribuna, que deveria ser sagrada, que "era provocação" (o garoto perguntava das aposentadorias que ele põe no bolso quando o monstro atacou), que está sendo vítima de bullyingpor parte da imprensa?
Deus que me perdoe - que há anos tive um confronto com ele e sei do que é capaz - mas fico pensando se um cara desses ousasse tocar em algo meu. Caneta, gravador, celular, fone de ouvido, fivela de cabelo ou um grampo enferrujado. As minhas unhas virariam garras de adamantium imediatamente. Ele ia ter que me sacudir do seu pescoço, como se eu fosse um colar de pérolas, tão grudada que eu ia estar nesses ossos. Isso na melhor das hipóteses, de eu me defender começando por cima.
Aí - veja bem que tudo isso nesses últimos dias - o outro, o de bigodes, com seus marimbondos de fogo encarapitados em todos os escalões, vem e diz que não deve ter sido nada, que esse sujeito truculento é um "cavalheiro". Para acabar de cuspir em nossa cara indica um amigo cheio de defeitos para presidir a tal Comissão de Ética. E essa ainda terá entre um de seus membros aquele cavalheiro tão inocente, aquele anjo de candura, tão puro, de ações tão delicadas quando elefantes pisando na relva, Renan Calheiros.
Essas marcas marrons estão no tapete azul do Senado; não dá para passar e não pisar. Do outro lado, onde os tapetes são verdes, entre outros exemplos, há também marcas de sangue, do ódio e do preconceito que tem levado a vida de tantos de nós. Uma "bancada da bala" orgulhosa das relações com os fabricantes de armas. E ali vive também uma antiga erva daninha, o troglodita Jair Bolsonaro. Pensam que ele parou? Andou falando agora que sofre de preconceito heterossexual. Pode? Depois o chamam de enrustido e ele baba. Racismo=crime. Homofobia=crime. Não sei como ele não fez como o outro que mandou a gente se lixar!
E são eleitos e reeleitos, e não há informações e uma investigação clara de exatamente por que o conseguem, como, que métodos, que persuasão, que grupo representam, quem os financia e a quem interessam suas existências vis em locais-chave. Vem ano, sai ano e todos continuam lá. Fichas (es) corridas. E vamos levando até que aconteça algo mais grave, e aí a gente ficará se lamentando, escrevendo históricos, análises, críticas e manchetes.
Tudo tem limite. Fossem só estes os nossos problemas, acho até que poderia ficar chato. Mas, não. As companhias telefônicas, de energia, planos de saúde, seguros e outras nos tratam como escravos, de forma degradante, mantendo-nos amarrados aos pés das suas ricas mesas. Se ficar o bicho come; se correr, o bicho pega. Mas não há nem para onde. O tilintar das moedas só toca com as nossas sendo despendidas, na gasolina que não ia aumentar, nos preços que espicham sem controle, nas promessas que não vão ser cumpridas é nunca.
É a Taberna Brasil na melhor forma. O esculacho total. A ponto de lembrar um filme de Robert Rodriguez e Quentin Tarantino às vezes, mas sem os gerentes que jogam porta afora pelos fundilhos os que exageram. Na verdade, recordei de uma cena antológica de Um drink no Inferno, onde o porteiro anuncia que ali havia mulheres de todo o tipo, enumerando-as durante minutos pela vagina, suas cores, formas, nomes.
Na Taberna Brasil, sem direção alguma, o porteiro gritaria um sem-número de verdades para nos definir, dizer como estamos nos comportando dentro desse boteco, assistindo paralisados aos shows no palquinho.
E garanto, nenhum desses nomes seria bom ou divertido como os do filme.
São Paulo, 2011, vivendo um campo de bate-bocas políticos inúteis, com tanta coisa para se fazer.
Marli Gonçalves é jornalista. Lembro que essa história de Copas, Olimpíadas e aeroportos, trem-bala ainda vai dar pano para muita gente costurar smokings. Que temos um brasileiro preso em condições muito estranhas nos EUA. Que há muito pouco reconstruído das nossas tragédias. Que Delúbio voltar ao PT não fará a menor diferença para nós. E que o casamento já acabou. Inclusive o de certos partidos.
Bem-vindo, Delúbio!
A senadora Marta Suplicy deve estar eufórica com a morte do Bin Laden. Ao invés de um casamento real, conta agora o PT com algo mais substancioso para empanar a volta gloriosa do criminoso Delúbio ao lar antigo. O lula este, tenho certeza absluta, está desoladíssimo ante a "perca" de mais um dos seus ídolos. Porém o Blog, que não dorme no ponto nem nada, republica matéria do jornalista Ricardo Noblat. HC Ricardo Noblat
De duas, uma. Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, não deveria ter sido expulso do partido depois que estourou o escândalo do mensalão. Não foi o único culpado. De resto, como diz Lula convicto, o mensalão jamais existiu.
Ou então: Delúbio deveria ter sido expulso, sim. Sua volta ao PT só se justificaria se a Justiça o declarasse inocente.
Delúbio é um dos 38 mensaleiros denunciados pela Procuradoria Geral da República por formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção e evasão de divisas. O Supremo Tribunal Federal acatou a denúncia que fala de uma "organização criminosa" empenhada em se apoderar de parte do aparelho do Estado.
Ocorre que Delúbio imagina ser candidato a vereador no próximo ano em Goiânia e a deputado federal em 2014. E para isso precisa filiar-se a um partido. Que partido de peso estaria disposto a abrigá-lo?
O PT. Foi nele, sob as bençãos de Lula, que o simplório, mas esperto Delúbio, construiu sua trajetória política.
Lula e Delúbio são mais ligados do que Lula e o ex-ministro José Dirceu, por exemplo. Quem escondia dos fotógrafos o cigarro fumado por Lula? Delúbio, o serviçal.
Mais de uma vez, Delúbio e Lula saíram juntos do Palácio do Planalto no mesmo carro. Uma vez, pelo menos, Delúbio foi hóspede de Lula na Granja do Torto.
O que disse a senadora Marta Suplicy (SP) sobre a volta de Delúbio ao PT, consumada na última sexta-feira, é mais ou menos o que pensa a maioria dos seus colegas de partido. Marta: “A volta de Delúbio é uma questão ainda muito mal compreendida pela sociedade, de difícil assimilação.”
De difícil assimilação, é. Mal compreendida, não.
Se Delúbio foi um dos cérebros do mensalão; se a Procuradoria Geral da República classificou o mensalão de crime; se ele figura em processo na condição de réu; e se o próprio PT preferiu expulsá-lo, a sociedade entende com razão que Delúbio não deveria ter voltado ao partido. O processo do mensalão chegará ao fim no próximo ano.
Por que não esperar a decisão do Supremo? Porque para se candidatar qualquer pessoa é obrigada a estar filiada a um partido no mínimo um ano antes do dia da eleição. Ou Delúbio se filiaria até outubro deste ano ou daria adeus às chances de se eleger vereador em 2012. De todo modo, a sua não será uma eleição tão simples.
Delúbio foi condenado pelo Tribunal de Justiça de Goiás a devolver R$ 164 mil desviados por meio de documentos falsos que o davam como professor ativo no ensino público. E teve seus direitos políticos suspensos por oito anos. Sua candidatura deverá esbarrar na Lei da Ficha Limpa – salvo se instância superior da Justiça lhe for generosa.
O deputado Ricardo Bezoini (SP), ex-presidente do PT, valeu-se de um argumento falacioso em defesa da reintegração de Delúbio: “Até os banidos do regime militar voltaram.”
Comparar a situação dos banidos com a de Delúbio é uma agressão à inteligência. É também um deboche, um escárnio, um acinte.
Os banidos foram vítimas de uma ditadura que censurou a imprensa, cassou políticos, aposentou juízes, prendeu, torturou e matou desafetos. Enfraquecida, revogou o banimento.
Delúbio não foi vítima de nada e nem de ninguém – a não ser de sua própria conduta.
“Ele já pagou”, disse o deputado Cândido Vaccarezza, líder do governo.
Delúbio pagou pelo o quê? Pelo mensalão que o PT prefere chamar de Caixa 2?
Caixa 2 e mensalão são crimes. O PT puniu Delúbio só para dar uma satisfação à sociedade. Assim como fez com José Dirceu, demitido da Casa Civil da presidência da República e depois cassado como deputado federal.
Uma vez que Lula sobreviveu ao escândalo, se reelegeu e elegeu Dilma, o PT concluiu que chegara a hora de premiar Delúbio, o militante que não entregou ninguém. Que pagou sozinho por um crime coletivo.
Seja bem-vindo, pois, companheiro! A casa é sua! Nada mudou desde que você foi obrigado a deixá-la.
Colhido no Blog do Noblat
domingo, maio 01, 2011
Náutico 3 x 2 Sport Recife
O futebol brasileiro em tudo se assemelha às falcatruas do congresso nacional. Arranjaram, acho que por debaixo dos panos, um "Regulamento" onde um time que vence o jogo por 3 x 2 é desclassificado.O time perdedor e os seus torcedores vibram na maior festa, celebrando a derrota que o classificou.
É, alguma coisa anda muita errada com o nobre esporte bretão.
Em tempo: Sou Santa Cruz e já estou classificado para a final.
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