sábado, junho 05, 2010

Ecologia em Foco

Recebi do Breno Grisi, que anda meio sumido, a nota abaixo com pedido de divulgação. Voilá, meu caro, aqui vosmicê manda. HC

Amigo Hugo:
Estive participando de comemoração do dia mundial do meio ambiente... etc. e recebendo homenagem da Sudema. Essas coisas que se fazem todo ano no início do ano e que, perante a desgraceira generalizada que o homem faz no planeta, chamam de "comemoração". Mas fiz minha parte.
Eu sinto muito pelas gerações futuras e continuo me esforçando para colaborar com aqueles que têm hoje a responsabilidade de manterem "a chama acesa" (ou seria a vela???). Por isso postei no meu blog,

www.ecologiaemfoco.blogspot.com

os diapositivos de minha apresentação, salvos sob a forma de vídeo e que podeão ser úteis para professores e protagonistas da sustentabilidade, em geral.
Peço-lhe a gentileza de anunciar tal trabalho no referido.
Abraço, com agradecimentos,
Breno

sexta-feira, junho 04, 2010

Carta para Chico Buarque

Não conheço o sr. José Danon. Conheço, no entanto, um sujeito absolutamente decepcionado quando vejo um. Carta-desabafo, produzida em 2006 mas atualíssima. Bem escrita, bem estruturada, enfim, concordei em tudo. Sinceramente gostaria de tê-la escrito. Leia e medite. HC

Estado de S. Paulo - 29/09/2006


Chico, você foi, é e será sempre meu herói. Pelo que você foi, pelo que você é e pelo que creio que continuará sendo. Por isso mesmo, ao ver você declarar que vai votar no Lula “por falta de opção”, tomei a liberdade de lhe apresentar o que, na opinião do seu mais devoto e incondicional admirador, pode ser uma opção.

Eu também votei no Lula contra o Collor. Tanto pelo que representava o Lula como pelo que representava o Collor. Eu também acreditava no Lula. E até aprendi várias coisas com ele, como citar ditos da mãe. Minha mãe costumava lembrar a piada do bêbado que contava como se tinha machucado tanto. Cambaleante, ele explicava: “Eu vi dois touros e duas árvores, os que eram e os que não eram. Corri e subi na árvore que não era, aí veio o touro que era e me pegou.” Acho que nós votamos no Lula que não era, aí veio o Lula que era e nos pegou.

Chico, meu mestre, acho que nós, na nossa idade, fizemos a nossa parte. Se a fizemos bem feita ou mal feita, já é uma outra história. Quando a fizemos, acreditávamos que era a correta. Mas desconfio que nossa geração não foi tão bem-sucedida, afinal. Menos em função dos valores que temos defendido e mais em razão dos resultados que temos obtido. Creio que hoje nossa principal função será a de disseminar a mensagem adequada aos jovens que vão gerenciar o mundo a partir de agora. Eles que façam mais e melhor do que fizemos, principalmente porque o que deixamos para eles não foi grande coisa. Deixamos um governo que tem o cinismo de olimpicamente perdoar os “companheiros que erraram” quando a corrupção é descoberta.

Desculpe, senhor, acho que não entendi. Como é, mesmo? Erraram? Ora, Chico. O erro é uma falha acidental, involuntária, uma tentativa frustrada ou malsucedida de acertar. Podemos dizer que errou o Parreira na estratégia de jogo, que erramos nós ao votarmos no Lula, mas não que tenham errado os zésdirceus, os marcosvalérios, os genoinos, dudas, gushikens, waldomiros, delúbios, paloccis, okamottos, adalbertos das cuecas, lulinhas, beneditasdasilva, burattis, professoresluizinhos, silvinhos, joãopaulocunhas, berzoinis, hamiltonlacerdas, lorenzettis, bargas, expeditovelosos, vedoins, freuds e mais uma centena de exemplares dessa espécie tão abundante, desafortunadamente tão preservada do risco de extinção por seu tratador. Esses não erraram. Cometeram crimes. Não são desatentos ou equivocados. São criminosos. Não merecem carinho e consolo, merecem cadeia.

Obviamente, não perguntarei se você se lembra da ditadura militar. Mas perguntarei se você não tem uma sensação de déjà vu nos rompantes de nosso presidente, na prepotência dos companheiros, na irritação com a imprensa quando a notícia não é a favor. Não é exagero, pergunte ao Larry Rother do New York Times, que, a propósito, não havia publicado nenhuma mentira. Nem mesmo o Bush, com sua peculiar e texana soberba, tem ousado ameaçar jornalistas por publicarem o que quer que seja. Pergunte ao Michael Moore. E olhe que, no caso do Bush, fazem mais que simples e despretensiosas alusões aos seus hábitos ou preferências alcoólicas no happy hour do expediente.

Mas devo concordar plenamente com o Lula ao menos numa questão em especial: quando acusa a elite de ameaçá-lo, ele tem razão. Explica o Aurélio Buarque de Hollanda que elite, do francês élite, significa “o que há de melhor em uma sociedade, minoria prestigiada, constituída pelos indivíduos mais aptos”. Poxa! Na mosca. Ele sabe que seus inimigos são as pessoas do povo mais informadas, com capacidade de análise, com condições de avaliar a eficiência e honestidade de suas ações. E não seria a primeira vez que essa mesma elite faz esse serviço. Essa elite lutou pela independência do Brasil, pela República, pelo fim da ditadura, pelas diretas-já, pela defenestração do Collor e até mesmo para tirar o Lula das grades da ditadura em 1980, onde passou 31 dias. Mas ela é a inimiga de hoje. E eu acho que é justamente aí que nós entramos.

Nós, que neste país tivemos o privilégio de aprender a ler, de comer diariamente, de ter pais dispostos a se sacrificar para que pudéssemos ser capazes de pensar com independência, como é próprio das elites - o que, a propósito, não considero uma ofensa -, não deveríamos deixar como herança para os mais jovens presentes de grego como Lula, Chávez, Evo Morales, Fidel - herói do Lula, que fuzila os insatisfeitos que tentam desesperadamente escapar de sua “democracia”. Nossa herança deveria ser a experiência que acumulamos como justo castigo por admitirmos passivamente ser governados pelo Lula, pelo Chávez, pelo Evo e pelo Fidel, juntamente com a sabedoria de poder fazer dessa experiência um antídoto para esse globalizado veneno. Nossa melhor herança será o sinal que deixaremos para quem vem depois, um claro sinal de que permanentemente apoiaremos a ética e a honestidade e repudiaremos o contrário disto. Da mesma forma que elegemos o bom, destronamos o ruim, mesmo que o bom e o ruim sejam representados pela mesma pessoa em tempos distintos.

Assim como o maior mal que a inflação causa é o da supressão da referência dos parâmetros do valor material das coisas, o maior mal que a impunidade causa é o da perda de referência dos parâmetros de justiça social. Aceitar passivamente a livre ação do desonesto é ser cúmplice do bandido, condenando a vítima a pagar pelo malfeito. Temos opção. A opção é destronar o ruim. Se o oposto será bom, veremos depois. Se o oposto tampouco servir, também o destronaremos. A nossa tolerância zero contra a sacanagem evitará que as passagens importantes de nossa História, nesse sanatório geral, terminem por desbotar-se na memória de nossas novas gerações.

Aí, sim, Chico, acho que cada paralelepípedo da velha cidade, no dia 1º de outubro, vai se arrepiar.

Seu admirador número 1,

Zé Danon

José Danon é economista e consultor de empresas

Brasil - Previsão de crescimento ou adivinhação?


José Virgolino de Alencar

O Estado de São Paulo, na sessão Economia, em reportagem assinada por Leandro Modé, informa que o “PIB do País no 1º trimestre deve registrar aumento anualizado superior ao da China, ficando atrás apenas da Índia entre as maiores economias” (lido no Blog do Noblat, 31/5/2010).

Durante 8 anos, mesmo recebendo volumosos investimentos externos, o crescimento do Brasil foi pífio quando comparado a seus congêneres Rússia, Índia e China.

De repente, num ano de eleições, em que tradicionalmente o Brasil desaquece as suas atividades, surge essa previsão, ou adivinhação, de que crescerá mais do que as economias que vêm apresentando crescimento significativo e sustentável.

Essa previsão para o futuro, sem nenhuma base no passado, só presta um desserviço no momento crucial em que vive o país.

Mesmo que a perspectiva fosse verdadeira, e não é, necessitava esclarecer que tal circunstância derivaria da ação do mercado livre e competitivo, interligado universalmente, não tendo o governo nenhuma ingerência no caminhar da economia, sendo os gestores nacionais apenas espectadores privilegiados, como também privilegiados beneficiários.

Por que, em meio a essa maravilha, não temos educação, saúde, segurança, infraestrutura, garantia previdenciária, dignidade remuneratória para os servidores que levam a máquina pública nas costas?

E por que os Estados e os Municípios estão à beira da falência?

E porque 50 milhões de brasileiros precisam de esmola para sobreviver?

E por que mais 50 milhões de brasileiros vivem com renda inferior ao salário mínimo?

A quem está servindo, então, esse espantoso crescimento?

Como não é ao povo, à massa excluída, aos 100 milhões de brasileiros pobres, responda quem souber, finalmente, quem está ganhando com a geração das novas riquezas, mas que seja com argumentos convincentes.

O que eu, desafiadoramente, pago para ver.

A Flor dos Ponte Preta

A diferença entre o religioso e o carola é que o primeiro ama a Deus, o segundo, teme. (Sergio Porto)

quinta-feira, junho 03, 2010

Você Já Foi À Europa, Nêgo!?


Você já viajou à Europa? É muito caro, não é mesmo? Ah... Você nem pensa nisso? Está acima das suas possibilidades? Sei como é... Tem que trabalhar muito para pagar impostos e mais impostos!

Em Copenhagen houve uma conferência sobre o clima! O Brasil, como não podia deixar de ser, enviou sua comitiva, chefiada pelo Presidente (sic). Ou vocês acham que ele iria perder mais essa boquinha? Até aqui tudo normal? Espera!

Quantas pessoas você acha que o seu presidente (sic) levou na comitiva?

PENSE!

Pense mais um pouquinho, deixe de ser preguiçoso...

VEJAMOS...

A MULHER DO LULA, (a gente somos inútil), o ministro do meio ambiente... Mais uns 10 ou 20 especialistas...

Vai, vamos lá... O seu presidente tem que dar mordomias para os deputados, apaniguados e sequazes que lhes garantem a roubalheira.

Mais uns 30 deputados? O que? Você consegue mais uns 50? Maravilha!

Vamos pensar grande pessoal: Que tal uma caravana de 100 pessoas? É muito?

Ok, vocês venceram! Vou entregar... Mas não se irritem... Não tenho nada com isso! Portador não merece pancada... FORAM LEVADOS PELO PRESIDENTE (SIC) LULA, 743 VAGABUNDOS!

É ISSO MESMO QUE VOCÊ ESTÁ LENDO... O LULA LEVOU NADA MENOS QUE 743 CONVIDADOS. QUEM PAGOU TODAS ESSAS PASSAGENS?

Eu... Tu, nós, vós...Que nunca fomos à Europa.
Você que trabalha o ano inteiro, sendo literalmente roubado em impostos, imagine o custo dessa pândega... Passagens aéreas, hotéis 5 estrelas, diárias em dólares, etc. Cartão corporativo e tudo passar na alfândega na volta.

Pequeno exercício de comparação:

O Sr. Barack Hussein Obama, Presidente do PAÍS MAIS RICO DO MUNDO, OS ESTADOS UNIDOS, LEVOU APENAS 120 pessoas.

Aqui pra nós, esse mequetrefe é mesmo "O Cara"?

REPASSANDO!

Clip do Dia

SEM COMENTÁRIOS!

quarta-feira, junho 02, 2010

Polícia é Polícia, Bandido é Bandido


José Nêumanne Pinto

Troca da moral pública por 85 segundos por dia no horário eleitoral gratuito é inaceitável

Com ofício, efígie e nome de policial, Romeu Tuma Jr. age como rebento mimado da elite civil que paira sobre nossa democracia. Do alto da torre de que aprecia a planície cá embaixo, onde dá duro quem banca seus vencimentos atuais e seus proventos futuros, ele esbravejou sem requintes de vernáculo nem cerimônias ensejadas pelo cargo público que ocupa, de secretário nacional de Justiça do Ministério da Justiça: “Podem tirar seu cavalinho da chuva que daqui ninguém me tira.” No lar em que foi criado, nas classes que frequentou e nos expedientes que deu em delegacias, aprendeu que manda quem pode e obedece quem tem juízo. Neste reinado sob Lula, alguns ganham para mandar e quase todos pagam para obedecer.

Com os cavalos expostos aos eventuais temporais que já abandonaram São Paulo, mas vez por outra ainda perturbam o Rio de Janeiro, a resposta da plebe só pode ser: sim, é verdade! Não podemos nós nem pode ele. Quem pode mesmo é Sua Majestade el-rey e presidente da nada serena República brasileira, de posse de todos os poderes conferidos e emanados do povo, com o povo e pelo povo. E, sobretudo, bafejado por índices nunca antes alcançados por político algum de nenhum partido no para todo o sempre nestes tristes trópicos, onde mais que a lei imperam a chuva, o suor (o da canícula, não do próprio rosto) e a cerveja. Ao Tuminha delegado, filho de cardeal da polícia política paulista, foi ensinado na escola e no ofício que no Brasil a lei, ora, a lei é relativa. Poderosa só é a lei de Chico de Brito, como se diz no Agreste Pernambucano, do qual veio seu chefe e noço guia, Lula Único: elas são tantas que quem tem padrinho, além de não morrer pagão, passa incólume entre seus espinhos, que só alcançam e ferem os desvalidos da sorte.

Antigamente, no tempo em que os republicanos gaúchos amarraram seus pingos no obelisco do Rio de Janeiro, havia mais cerimônia com as formalidades. O dr. Getúlio, que havia liderado revolução e sido ditador antes de se consagrar presidente eleito pelo voto popular, meteu uma bala no peito, manchando de sangue o monograma do pijama, só para se livrar do opróbrio de renunciar por culpa das suspeitas que desabaram sobre um pródigo irmão chamado Beijo e o guarda-costas Gregório, que tinha a alcunha de Anjo Negro. Hoje, não! Hoje é diferente: basta se aboletar num cabide de altos coturnos para um delegado de polícia mandar a cidadania abandonar suas montarias às intempéries da natureza. E, se assim diz, é por estar a tanto autorizado, seja por omissão da chefia, seja pela notória certeza da impunidade sólida e certa.

Mas Sua Excelência o secretário nacional de Justiça foi além em seu desafio à cidadania preocupada com suas relações de amizade com um chefão da “máfia chinesa”, ao garantir em alto e bom som que é amigo de quem quiser e não tem de dar satisfação a ninguém. Aí a coisa muda de figura, pois, se é verdade que aqui funciona um Estado Democrático de Direito, quem manda não é o delegado Tuminha, nem o ministro da Justiça, nem mesmo – suprema blasfêmia – noço guia genial dos povos da floresta, do cerrado, da caatinga e do canavial. A democracia, ensinam os clássicos da ciência política, é o “império da lei”. E onde impera a lei, a antiga musa da tirania cala, como já cantava outro Luís, o caolho Camões, quando inventou esta “última flor do Lácio, inculta e bela”, ao mesmo tempo esplendor e sepultura. E sob as ordens frias e impessoais da norma jurídica não é permitido a agentes da lei, pagos e merecedores da confiança da cidadania para mantê-la, conviver em intimidade com quem fora dela prospera. Carcereiros não podem ficar amiguinhos de presidiários, não é sensato que juízes frequentem festas de traficantes, nem lícito que promotores recebam favores de acusados ou policiais obsequiem suspeitos. Da mesma forma, não convém ao interesse público que o secretário nacional de Justiça seja amigo de mafioso. O “passageiro da agonia” (título do livro de José Louzeiro e do filme de Héctor Babenco sobre ele) Lúcio Flávio Vilar Lírio dizia que “polícia é polícia, bandido é bandido”. O Estado Democrático de Direito não se deve permitir a inconveniência de fechar os olhos e atar as mãos ante a promiscuidade intolerável de um agente encarregado de preservá-lo se tornar íntimo de um fora da lei.

O delegado Tuma Jr. age no legítimo exercício da própria cidadania ao reclamar que seu depoimento, apesar de ter sido tomado, não foi incluído no inquérito em que foi citado na Polícia Federal (PF), da qual o Tuma pai foi diretor-geral e, segundo consta, ainda influi sobre um grupo de agentes. Isso merece repúdio, por contrariar o mais elementar dos direitos da cidadania: o de defesa. O delegado Romeu Tuma Jr. não é imune ao poder de polícia de seus colegas federais. Mas por que excluíram o depoimento dele no inquérito, se aceitaram ouvi-lo?

O secretário nacional de Justiça alegou, em defesa própria, que nenhum ilícito foi praticado sob o patrocínio dele. O fato de os pleitos de violação da lei pedidos a colegas e pilhados pela PF não terem sido atendidos, contudo, de nada o isenta. No Brasil de mil novecentos e antigamente, incluindo a monarquia imperial, a República Velha dos coronéis, o Estado Novo, a democracia liberal de 1945 e a ditadura de 1964, o que ele admitiu ter feito já bastaria para sua defenestração. Sua manutenção no cargo, desafiando o antiquíssimo conceito romano da “mulher de César”, que não só deve ser como também precisa parecer honesta, é algo que “nunca antes ocorreu na História deste país”.

A eventual barganha da moral pública por menos de um minuto e meio por dia do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), em que o pai senador milita, no horário eleitoral gratuito é inaceitável, mesmo sob nossa “ética da conveniência”. Ainda que Paris tenha valido uma missa nos tempos de Henrique IV, não é o caso de vender agora a honra do País por 85 segundos diários para louvar a Dilma do Lula Único.

terça-feira, junho 01, 2010

Hymnus Brasiliensis - para cantar durante a Copa da África


Hoje o Blog entra na fase das "Curiosidades". O Hino nacional em latim para honra, brio e glória da nossa desditosa seleção, na África. Também o ambiente por aqui não se apresenta animador. Cada dia é mais uma novidade da mesma coisa. O índio cocaleiro por exemplo, andou falando "que não sabia" o tamanho do poder econômico do narcotráfico boliviano e aproveitou para acusar os Estados Unidos de suposto favorecimento aos responsáveis. A Turma do Cordão Encarnado deve agora endeusar o cineasta de Platoon, Oliver Stone, que em andanças por Pindorama teve um colóquio reservado com a sargentona. Achou-a carismática, uma simpatia e, no melhor estilo acaciano sapecou: "Se ela for eleita teremos duas mulheres presidentes na America do Sul." Eureka! Ele redescobriu a pólvora, Pedro Bó! Enfim, à vista dessa cantilena vazia, melhor mil vezes um pouco de cultura. Não fará mal a ninguém, garanto. Sei que é um pouco difícil para todos, especialmente nossos jogadores, cantar o Hino. Talvez pelo inusitado, possam cantar em latim. Clicar no link abaixo para acompanhar a melodia. HC.


http://www.youtube.com/watch?v=NF7uuLTSDJY


Audierunt Ypirangae ripae placida
Heroicae gentis validum clamorem,
Solisque libertatis flammae fulgidae
Sparsere Patria in caelos tum fulgorem.

Pignus vero aequalitatis
Possidere si potuimus brachio forti,
Almo gremio en libertatis,
Audens sese offert ipsi pectus morti!

O cara Patria,
Amoris atria,
Salve! Salve!

Brasilia, somnium tensum, flamma vivida,
Amorem ferens spemque ad orbis claustrum,
Si pulchri caeli alacritate limpida,
Splendescit almum, fulgens, Crucis plaustrum.

Ex propria gigas positus natura,
Impavida, fortisque, ingensque moles,
Te magnam praevidebunt jam futura.

Tellus dilecta,
Inter similia
Arva, Brasilia,
Es Patria electa!

Natorum parens alma es inter lilia,
Patria cara,
Brasilia!

In cunis semper strata mire splendidis,
Sonante mari, caeli albo profundi,
Effulges, o Brasilia, flos Americae,
A sole irradiata Novi Mundi!

Ceterisque in orbi plagis
Tui rident agri florum ditiores;
Tenent silvae en vitam magis,
Magis tenet tuo sinu vita amores.

O cara Patria,
Amoris atria,
Salve! Salve!

Brasilia, aeterni amoris fiat symbolum,
Quod affers tecum, labarum stellatum,
En dicat aurea viridisque flammula
Ventura pax decusque superatum.

Si vero tollis Themis clavam fortem,
Non filios tuos videbis vacillantes,
Aut, in amando te, timentes mortem.

Tellus dilecta,
Inter similia
Arva, Brasilia,
Es Patria electa!

Natorum parens alma es inter lilia,
Patria cara,
Brasilia!